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COCARI: Cooperativa realiza Dia de Campo sobre pós geada do café em Mandaguari

Neste ano, a exemplo do que ocorreu com outras culturas, os cafeicultores enfrentaram diversas intempéries ao longo dos últimos meses, que prejudicaram o desenvolvimento das lavouras e, consequentemente, irão trazer reflexos na produtividade do café. Com o objetivo de orientar os cooperados sobre as melhores alternativas no manejo das lavouras diante dos problemas climáticos vivenciados, em especial as geadas, a Cocari promoveu um Dia de Campo no Centro Tecnológico Cocari (CTC), em Mandaguari (PR). O evento aconteceu na manhã da última quarta-feira (15/09), reunindo diretores, conselheiros, superintendentes, gerentes, cooperados, colaboradores da Cocari e representantes de empresas parceiras e de instituições de pesquisa.

Abertura - Na abertura do Dia de Campo, o presidente da Cocari, Marcos Antonio Trintinalha, ressaltou a importância de realizar o evento para os cafeicultores diante do ano difícil em relação ao clima. “Enfrentamos uma seca altamente severa. Sou de família de agricultores, também plantei milho neste ano, fizemos os manejos necessários com aplicações na lavoura e estava esperando para colher. Dali em diante, não choveu mais e a lavoura não cresceu. Em julho deu uma chuva e esperávamos que fosse melhorar, mas não resolveu. Depois veio a primeira geada, veio a segunda, a seca voltou e quando pensávamos que a lavoura já tinha sofrido de tudo, veio a chuva de granizo. Então, foi totalmente fora daquilo que o produtor previa e queria”, afirmou.

Orientações aos cafeicultores - “Como meu pai sempre dizia, não há o que fazer nestes casos, porque nós não conseguimos segurar o clima. Então, o que é preciso o cafeicultor fazer para voltar a produzir com qualidade e com a produtividade que queremos? Por isso, trouxemos para este evento um dos maiores especialistas em café do Brasil e também algumas empresas parceiras para orientar os cooperados quanto a melhor adubação, os tratos culturais necessários para o cafeicultor alcançar de volta ou o mais rápido possível a produtividade esperada”, comentou.

Cultura histórica - O presidente destacou que a Cocari é voltada ao produtor, em busca de melhorar a produtividade no campo. “A cafeicultura faz parte do DNA da Cocari. Temos cooperados, principalmente pequenos produtores e famílias inteiras que lidam com o café na área da Cocari e por isso precisamos buscar uma forma de continuar viabilizando a atividade. A cafeicultura traz uma rentabilidade diferenciada e temos famílias já especializadas nisso”, relatou. “Nosso Centro Tecnológico é um local de pesquisas, preparamos essa área para fazer os experimentos com o trabalho do Dr. João Batista [Gonçalves Dias da Silva] e o objetivo é fazer com que a cafeicultura se fortaleça. Além disso, nossos consultores técnicos estarão nas áreas dos cafeicultores, verificando a lavoura e orientando o produtor da melhor forma”, frisou.

Apoio técnico - Durante o evento, os cafeicultores também receberam informações sobre as linhas de crédito que estão disponíveis para aqueles que precisam fazer uma recepa, poda ou esqueletamento para recuperar a lavoura, com prazo adequado, dependendo do caso. “Nosso corpo técnico estará à disposição dos cafeicultores que compram e entregam a produção na Cocari, prestando toda assistência para buscarmos juntos a melhor alternativa para que possam seguir conduzindo suas lavouras de café, assim como também estamos fazendo nas outras culturas que também tiveram problemas em relação ao clima”, ressaltou. “Temos que voltar a produzir nas lavouras de café porque a qualidade nós sabemos que temos aqui, é preciso apenas ter volume para viabilizar cada vez mais a cultura”, completou o presidente.

Ao lado do produtor - Jacy Cesar Fermino da Rocha, superintendente de Suprimentos e Assistência Técnica da Cocari, falou sobre a realização do evento. “Hoje estamos na área de cafeicultura no CTC e o objetivo destes eventos é trazer aos cafeicultores da área da Cocari, envolvendo municípios como Mandaguari, Jandaia do Sul, Caixa São Pedro, região de Lidianópolis algumas informações sobre o que podemos fazer no pós geada, o manejo adequado que precisa ser realizado em virtude de as lavouras terem sido afetadas pelas geadas”, enfatizou.

Alento - O superintendente Comercial, Alex Sandro Santin, frisou que o Dia de Campo presencial, respeitando o distanciamento social e com uso de máscaras e álcool em gel, reforça aos cooperados que a Cocari está sempre oferecendo o suporte necessário aos produtores. “Depois das duas geadas que tivemos, que fizeram com que os cafeicultores tivessem grandes perdas com o café, o evento traz aos cooperados um alento sobre o futuro do café, sobre as novidades do apoio que a Cocari vai destinar a esses produtores e isso vem somar a tudo que a cooperativa oferece em relação à prestação de serviços, a assistência técnica a fim de que o produtor possa se perpetuar em suas áreas de café, não vindo a trocar de cultura”, disse.

Manejo pós geada - Um dos participantes do Dia de Campo foi o pesquisador Tumoru Sera, que comentou sobre alguns pontos importantes no pós geada. “O cafeicultor tem que entender que não precisa ter pressa para definir a poda, a planta irá indicar onde precisa ser podada, a que altura deve ser feita a recepa, o corte ou o esqueletamento. Ocorreu uma seca muito forte desde abril e o solo ainda está seco. Recentemente choveu 20 milímetros, mas esse volume não é nada, se evapora em um dia. O café que queimou mais é justamente o que estava mais carregado e mais malnutrido, inclusive com sistema radicular deficiente”, frisou.

Recomendações - “O tronco pode estar verde se for descascado, assim como o ramo lateral, mas não irá brotar, mesmo após cinco meses, porque a gema está dormente. O que fazer neste caso? Em vez de usar hormônio de brotação, eu usei macro e micronutrientes. O adubo foliar é absorvido pela casca e não só pela folha. Então, a ideia é usar pouca coisa, porque como vai estar esqueletado ou podado, é necessário aplicar até seis vezes, com intervalo de três a quatro dias, até começar a brotar 70% do ramo lateral produtivo ou pelo menos um broto no tronco principal para recuperar a planta inteira. Geralmente, com 20 a 30 dias já começam a sair os primeiros brotos laterais ou ortotrópicos verticais”, recomendou o pesquisador. (Imprensa Cocari)

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