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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4648 | 26 de Agosto de 2019

SISTEMA OCEPAR: Sintonia com as cooperativas tem sido fundamental para o desenvolvimento do nosso trabalho, afirma Ricken

A diretoria executiva do Sistema Ocepar esteve reunida com os funcionários da entidade na manhã desta segunda-feira (26/08), em Curitiba. “O objetivo desse encontro é acertar alguns detalhes para que possamos atingir os resultados propostos neste ano. Temos que buscar a essencialidade em nosso trabalho e acredito que a sintonia com as cooperativas tem sido fundamental para o desenvolvimento das nossas atividades. Nossas equipes estão frequentemente em contato com as cooperativas, em reuniões técnicas, utilizando os instrumentos que temos e buscando soluções em conjunto. O planejamento estratégico das ações também tem sido importante para que continuemos avançando”, afirmou o presidente José Roberto Ricken, ao abrir a programação. “Temos percebido otimismo por parte das cooperativas paranaenses, apesar da instabilidade política no país. Devemos completar bem o ano. Vejo um sentimento de maior integração no setor e temos que apoiar a intercooperação”, acrescentou.

Programa de Educação Política - Ele informou ainda a retomada do Programa de Educação Política parana.coop+10, lançado no ano passado com o objetivo de incentivar o voto consciente e fortalecer a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). “Agora, a ideia é acompanhar o que os deputados e senadores estão fazendo no Congresso Nacional em defesa do cooperativismo”, explicou.

Inovação -  Ricken disse também que outro objetivo é estimular os funcionários da entidade a elaborar novas propostas que possam impulsionar as atividades da casa, por meio do Programa de Inovação. “Queremos que todos utilizem 100% de sua capacidade criativa”, afirmou. A analista técnico do Sescoop/PR, Ketlyn Mali, que coordena o comitê técnico do programa, detalhou, na sequência, as regras que devem ser seguidas para a inscrição dos projetos.

Plano de Metas - Já o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo, Alfredo Souza, mostrou como está a evolução do Plano de Metas das três entidades que compõem o Sistema Ocepar: Ocepar, Fecoopar e Sescoop/PR, contemplando os projetos e entregas estratégicas previstas para serem executadas até o final de 2019.

Cipa e Estante Itinerante - A reunião prosseguiu com a apresentação dos integrantes da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes (Cipa) para a gestão 2019/2020, que será presidida por Esdras Silva, e terá a participação de Marli Vieira, Luis Macedo, Sandra Schimidt e Edenilson de Mattos. Houve ainda o lançamento da “Estante Itinerante”, iniciativa que visa estimular o hábito da leitura, promover a integração entre os colaboradores e compartilhar conhecimentos. “A estande de livros, que serão doados ou compartilhados pelos próprios funcionários do Sistema Ocepar, vai percorrer todos os ambientes de entidade, ficando uma semana em cada local, a partir do dia 2 de setembro”, afirmou a bibliotecária Edite Alves, que irá coordenar o projeto, em parceria com a analista de Comunicação, Marli Viera, e a designer Stella Tonatto.

Eventos - O Encontro desta manhã encerrou com os principais eventos programados para os próximos meses, como o Fórum dos Presidentes das Cooperativas Paranaenses, nos dia 6 e 5 de setembro, em Curitiba, que inclui a entrega do 13º Prêmio Ocepar de Jornalismo e a 2ª Feijoada Cooperativa. Também, a entrega do Prêmio Cooperjovem de Redação, nos dias 4 e 5 de setembro, o lançamento do Cooper Universitário, no dia 10 de setembro, o Encontro Estadual das Cooperativas Paranaenses, dia 6 de dezembro, em Medianeira, entre outros.

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EVENTO: Sicredi terá dois palestrantes no Viasoft Connect

 

evento 26 08 2019Nos dias 9 e 10 de setembro, será realizado na ExpoUnimed, em Curitiba (PR), o Viasoft Connect, evento focado em soluções para negócios de diversos segmentos tendo como ponto central o uso da tecnologia. 

 

Programação - Realizado pela Viasoft - Soluções em Software de gestão Empresarial, o evento terá em sua programação mais de 100 horas de conteúdo e cerca de 3 mil participantes. Entre os cerca de 60 palestrantes estão o professor e roboticista Gil Giardelli, a jornalista Giuliana Morrone, a CEO do Blue Tree Hotels, Chieko Aoki e o articulista Max Gehringer.

 

Apoio - A Sicredi Parque das Araucárias PR/SC/SP, em conjunto com Central PR/SP/RJ, é uma das instituições apoiadoras do evento, e contará com duas palestras na programação. No dia 10 de setembro, Rodrigo Neves falará sobre as perspectivas do agronegócio, a partir das 13h no Teatro Positivo. O economista integra a Gerência de Análise Econômica do Sicredi, sendo o economista responsável pelo monitoramento de commodities agrícolas.Já o diretor executivo de TI do Sicredi, Volmar Machado, abordará a transformação digital da instituição. A palestra será no dia 10 de setembro, às 15h, no Teatro Positivo.

 

Temas - No evento também serão abordados temas como inovação, tecnologia, gestão e empreendedorismo, focados na discussão de sete trilhas do conhecimento norteadoras dos debates: Agronegócio, Gestão de negócios e times, Tecnologia, Empreendedorismo, Inteligência comercial e varejo, Marketing e relacionamento, Indústria e logística.

 

Novos modelos de negócios - “O evento será um banho de conteúdos relacionados aos novos modelos de negócio e às grandes mudanças do mercado, ajudando empresas, empreendedores e profissionais a enxergar o futuro com mais clareza e a tomar melhores decisões para se tornarem vencedores hoje e amanhã”, diz Itamir Viola, porta-voz do evento e diretor da Viasoft.

 

Outro destaque - Outro destaque do evento será o Rocket Startup, primeiro reality show sobre inovação e empreendedorismo com produção e promoção da RPC, que tem a Viasoft como realizadora. O Rocket Startup está sendo realizado em três etapas: inscrições (já encerradas), talks e webepisódios e final transmitida ao vivo direto do Viasoft Connect (dia 10.09). A grande final será transmitida ao vivo pelo site do reality show: gshow.com/rocket.

 

Interação e networking - A programação conta ainda com o Beer & Business (focado na interação e networking) e show de encerramento com a banda gaúcha Nenhum de Nós (dia 10 às 20h30). Os valores de inscrição são R$ 329 (full pass) e R$ 599 (vip) e podem ser adquiridos no site https://viasoftconnect.com.br/.  (Sicredi Parque PR/SC/SP / Viasoft Connect)

 

SERVIÇO

Viasoft Connect

Data: 09 e 10.09 (segunda e terça-feira)

Horário: 9h45 às 19h

Local: Expo Unimed Curitiba (R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 - Campo Comprido, Curitiba - PR)

Mais informações: (41) 3521-6226 / (41) 99674-8326 ou contato@markmesse.com.br

Realização: Viasoft

Organização: Mark Messe Congressos

SICREDI: Futuro do Cooperativismo de Crédito é discutido no Fórum Nacional de Presidentes e Diretores Executivos

 

O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 4 milhões de associados e atuação em 22 estados brasileiros e Distrito Federal – realizou o Fórum Nacional de Presidentes e Diretores Executivos entre os dias 21 e 23 de agosto, na Chapada dos Guimarães (MT). Na edição deste ano, o tema principal de debate foram as "Conexões para o futuro", com o objetivo de trazer reflexões sobre o futuro da instituição e do Cooperativismo de Crédito no Brasil. O evento teve a participação de 250 representantes das cinco centrais e 113 cooperativas de crédito que integram o Sistema.

 

União - “A união foi o que nos trouxe nessa caminhada de mais de 100 anos. E a união fez com que construíssemos bases importantes e mantivéssemos o respeito pela nossa missão, visão, valores, pelas nossas normas, princípios e áreas de atuação. Que a nossa união possa nos conduzir para o próximo ciclo que estamos começando”, afirmou o presidente da SicrediPar, da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (Woccu, na sigla em inglês), Manfred Alfonso Dasenbrock, durante a abertura do Fórum, no dia 21 de agosto, que também contou com as boas-vindas do anfitrião do evento, o vice-presidente do Conselho da SicrediPar, presidente da Central Sicredi Centro Norte e presidente do Fundo Garantidor das Cooperativas de Crédito, João Carlos Spenthof. Ainda na abertura, e em sintonia com a apresentação inicial realizada por Dasenbrock, o diretor de Regulação do Banco Central do Brasil (Bacen), Otávio Ribeiro Damaso, fez uma apresentação sobre as aspirações do Bacen para o futuro do Cooperativismo de Crédito no País.

 

Resgate - Seguindo a tônica de reflexão sobre o futuro do Sicredi e do Cooperativismo de Crédito brasileiro, no segundo dia do evento, 22 de agosto, o presidente executivo do Banco Cooperativo Sicredi, João Tavares fez um resgate da natureza do Sicredi e como ela é importante para os desafios da instituição. “A grande sacada do Sicredi é saber atender a cada um dos públicos do jeito que eles são, se adaptar aos diferentes cenários e fazer bem o nosso trabalho em todos eles. Nossa natureza cooperativa vai nos levar juntos para o futuro de sucesso que queremos construir”, ressaltou.

 

Conceitos - O Fórum também teve espaço para o debate de conceitos de diversidade e inclusão nos âmbitos da instituição, dos associados e da educação financeira, com uma apresentação do sócio fundador da consultoria Mais Diversidade, Ricardo Sales. Também no segundo dia do Fórum, cinco cooperativas das diferentes centrais regionais do Sicredi participaram de um painel apresentando iniciativas dos programas sociais que impactam no desenvolvimento das regiões onde são desenvolvidos.

 

Reflexão - Ao final do evento, os fundadores da No One Business Transformation Through Design, Marcelo Quinan e Mariana Gutheil, fizeram uma reflexão sobre como devemos nos preparar para o futuro e realizaram uma apresentação sobre o novo papel da liderança em um mundo mais dinâmico e inclusivo.

 

Conexão - Com o objetivo de criar um espaço de troca entre os participantes do Fórum e os palestrantes, ao longo de todo o evento, foi realizado o “Momento Conexão”, período em que os participantes foram convidados para dividir o palco com os apresentadores para ampliar ainda mais as reflexões sobre os temas debatidos durante a programação, entre eles, “Nossas Forças e Diferenciais + Desafios para o Próximo Ciclo”, “Modelo Fisital, Digital e Inovação”, “Diversidade + Programas Sociais que nos Inspiram” e “Preparando as Pessoas para o Futuro”.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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COAMO: Duas novas indústrias serão inauguradas em Dourados/MS

 

Quem passa pela rodovia às margens da BR-163, entre Dourados e Caarapó no Mato Grosso do Sul, já percebe a evolução nas obras das indústrias de processamento de soja e refinaria de óleo de soja da Coamo Agroindustrial Cooperativa. As obras das novas indústrias estão em fase final e, em breve a cooperativa inaugura o novo complexo industrial aumentando a capacidade industrial do óleo de soja, margarinas e gorduras dos Alimentos Coamo.

 

Novo empreendimento - O novo empreendimento da Coamo contará com uma indústria de processamento de soja para 3.000 toneladas de soja/dia, produção de farelo e óleo, e uma refinaria para 720 toneladas/dia de óleo de soja refinado, equivalente a 16 milhões de sacas de soja /ano. “O resultado deste investimento será a ampliação da capacidade diária de processamento de soja da cooperativa das atuais 5.000 para 8.000 toneladas/dia, o que equivale a 40 milhões de sacas/ano, e a capacidade de refino das 660 toneladas/dia para 1.380 toneladas de óleo de soja refinado/dia”, informa Divaldo Correa, superintendente Industrial da cooperativa.

 

Refinaria de óleo - Segundo o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, a implantação da refinaria de óleo de soja permitirá também a comercialização dos Alimentos Coamo diretamente para as regiões Centro-Oeste e Sudeste do país. “Desta forma, não haverá o passeio do produto para ser industrializado no Paraná e voltando depois para essas regiões.”

 

Organização - De acordo com o superintendente Comercial da Coamo, Alcir José Goldoni, a área comercial da cooperativa já está organizada para os novos mercados. “Há uma demanda crescente pelos Alimentos Coamo, e como nossa capacidade industrial já está tomada, foi constatada a necessidade da construção desta nova indústria. Para isso, já estamos com toda nossa força de vendas reestruturada e preparada para essa novidade.”

 

Qualidade e sabor - Goldoni acrescenta que o crescimento das vendas dos Alimentos Coamo é reflexo da qualidade aliada ao sabor e economia que os produtos garantem ao consumidor. “Quem compra os Alimentos Coamo sabe que está adquirindo um alimento de origem, quem vem dos campos dos mais de 28 mil associados da Coamo. Nossa matéria-prima tem assistência técnica em todas as etapas de produção, ou seja, conta com rastreabilidade. Sem contar, que as demais etapas, até a industrialização e comercialização mantêm a mesma qualidade”, garante.

 

Planejamento estratégico - Para Gallassini, a construção das novas indústrias e a escolha da região de Dourados vem ao encontro do planejamento estratégico da cooperativa. “O volume de soja recebido pela Coamo no Mato Grosso do Sul comporta perfeitamente a instalação de uma moderna indústria esmagadora de soja e uma refinaria de óleo de soja em Dourados, promovendo redução de custo com o transporte do produto já industrializado.” (Imprensa Coamo)

 

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FRÍSIA: Palestra sobre tendências do agronegócio é apresentada a cooperados

 

frisia 26 08 2019Um evento promovido pela Frísia Cooperativa Agroindustrial em parceria com a Corteva Agriscience, no dia 14 de agosto, reuniu os cooperados da cooperativa em sua sede para um debate sobre as tendências do agronegócio. O evento contou com a palestra ministrada pelo engenheiro agrônomo e doutor em Economia Aplicada pela Universidade de São Paulo (USP), Alexandre Barros. 

 

Oportunidade - Para o palestrante, o cenário atual representa uma ótima oportunidade para a pecuária brasileira. “A peste suína africana está dizimando uma parte significante do maior produtor de carne suína do mundo, que é a China. Isso vai mexer profundamente com a formação de preços da proteína animal em geral. Nesse cenário, é provável que o Brasil passe a se posicionar como um exportador de carne suína ainda mais relevante para a China, e essa é uma oportunidade histórica”, explica Barros. Além disso, Barros reforça que a dinâmica do câmbio e a movimentação favorável do Congresso Nacional para a aprovação de reformas no Brasil também têm favorecido o agronegócio.

 

Encontros técnicos - O diretor-presidente da Frísia, Renato Greidanus, ressaltou a importância de promover encontros técnicos como esse. “Nós passamos por um período de grande instabilidade econômica. Nós sabemos o quanto é importante, em momentos assim, termos a oportunidade de atualizar e munir nossos cooperados de informação para contribuir para a melhor gestão da propriedade”, salienta. 

 

Local - O encontro, realizado no auditório Leendert de Geus, na sede da Frísia em Carambeí (PR), reuniu mais de 150 cooperados da área de atuação da cooperativa.

 

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

PRIMATO: CBN Agro apresenta o tema transformação digital no agronegócio

primato 26 08 2019Foi realizada, na última terça-feira (20/08), na Associação da Primato, em Toledo, Oeste do Estado, a 4ª edição do CBN Agro com o tema “Transformação digital no agronegócio”, ministrado pelo engenheiro e especialista em transformação digital e CEO da AgroTools, Fernando Martins. Cerca de 300 pessoas estiveram presentes no evento, entre cooperados, produtores rurais, profissionais e estudantes universitários. 

 

Evento - Os participantes foram recepcionados com um coffee break e receberam as boas-vindas. “É com grande satisfação que recebemos mais esta edição do CBN Agro aqui em nossa cooperativa. Somos parceiros deste projeto que visa compartilhar informações importantes para todos os envolvidos no agronegócio, e que seja possível aplicarmos em nossas vidas e propriedades, afinal, a tecnologia chegou para trazer melhorias, avanços e melhor qualidade de vida para todos do agronegócio”, disse o presidente da Primato Cooperativa Agroindustrial, Ilmo Werle Welter.

 

Transformação digital - “Nosso grande objetivo com o tema transformação digital é estimular o debate sobre compartilhamento de informações, inovação e conhecimento, com ênfase em sustentabilidade, desenvolvimento, gestão e tecnologia no agronegócio”, disse o palestrante que complementou, “essa é uma região onde o agro tem uma força muito grande, por isso, a tecnologia digital vem para otimizar as propriedades, o desenvolvimento das atividades e para as agroindústrias, trazendo muitas oportunidades de negócios através de alimentos, nutrição animal, commodities e tudo o que o campo produz, otimizando os processos e trazendo viabilidade e rentabilidade à todos envolvidos no processo”. 

 

Dúvidas - Ao final do evento, foi servido um coquetel e os participantes puderam tirar dúvidas e fotos com o palestrante.

 

Palestrante - Fernando Martins é um apaixonado por inovação com mais de 30 anos de experiência, atuou em empresas de alta tecnologia como IBM, Rockwell, Allen-Bradley e na Intel, onde contribuiu por 20 anos em diversas posições de liderança e foi Diretor de Planejamento Estratégico na Intel Corporation EUA, e Presidente da Intel do Brasil. Mais recentemente foi conselheiro do grupo JACTO e CEO da AgroTools – uma provedora de “insights” para corporações do agronegócio. Fernando é um especialista em transformação digital e conselheiro de administração que provê recomendações a empresas em diversas verticais, é “Operating Partner” de diversos fundos de investimento como a Advent International. Fernando tem mais de 40 publicações, incluindo 27 patentes. Obteve seu Ph.D. em Engenharia Elétrica e de Computação pela Carnegie Mellon University, é bacharel e mestre em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da USP, é graduado nos programas de Executive Education de OGI/Stanford e da Universidade da Virgínia. (Imprensa Primato)

GRÃOS: Paraná prevê 23,3 milhões de toneladas na safra de verão 2019/2020

 

graos 26 08 2019O Paraná deve produzir 23,3 milhões de toneladas de grãos na safra de verão 2019/2020, segundo a estimativa divulgada na sexta-feira (23/08) pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. O volume representa um aumento de 18% na comparação com a safra anterior e explica-se principalmente pela recuperação das produtividades da soja, feijão e milho.

 

Área total - Há expectativa de manutenção da área total, em torno de 5,9 milhões de hectares, com um pequeno aumento de área da soja em 30 mil hectares, opção considerada mais segura para os produtores, e consequente redução nas demais culturas, como o feijão e o milho.

 

Produtividade - O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, destaca a recuperação da produtividade. “Se o clima for favorável, e com o nível de preços atuais, o Paraná poderá superar 40 milhões de toneladas com a inclusão de safras de outono e inverno. A lamentar, apenas, a nova redução do cultivo de milho na primavera, o que é ruim para o modelo agrícola, mas embute uma racionalidade econômica dos agricultores a curto prazo”, diz.

 

Soja - A soja é responsável por 91% da área e 82% da produção total de grãos de verão. Dos 6 milhões de hectares previstos para a primeira safra, 5,5 milhões são da soja. Nesta primeira safra 19/20, a expectativa é de manutenção na área plantada e de aumento na produção, projetada em torno de 19,8 milhões de toneladas.

 

Aumento - O aumento de 22% na produção é devido a recuperação da produtividade, pois a área agricultável do Estado está bem definida. No ano passado, principalmente a partir do mês de outubro, a seca afetou significativamente a produção de soja no Paraná, que teve quebra de 17%, o que corresponde a 3 milhões de toneladas.

 

Preço menor - A saca de 60 kg da soja é comercializada em torno de R$ 71,00, preço 9% menor do que no ano passado. “Mesmo com preço menor, o produtor permanece na cultura pela liquidez do produto, que é considerado mais seguro, diferente do feijão e do milho. Além disso, há a possibilidade de exportar a soja, caso ela não seja consumida no mercado interno”, explica o economista do Deral Marcelo Garrido.

 

Dólar - Segundo ele, a alta do dólar beneficia os produtores na venda do produto, apesar de ser prejudicial para a compra de insumos. A longa guerra comercial entre China e Estados Unidos, que transferiu a demanda da China para a América do Sul, é vantajosa para o produtor brasileiro.

 

Problemas climáticos - Com os problemas climáticos, os EUA registraram redução na produção neste ano, o que também aumentou a demanda do Brasil. O plantio de soja no Paraná está liberado a partir de 11 de setembro e estende-se até 31 de dezembro.

 

Milho verão 2019/20- Inicialmente, a estimativa de área para a safra de verão 2019/20 é de 336 mil hectares, 6% menor do que na safra 18/19, com perda próxima a 20 mil hectares. “Num cenário ideal, o volume de produção deve ser semelhante à safra anterior, em torno de 3,1 milhões de toneladas”, diz o analista do Deral Edmar Gervásio.

 

Feijão 1ª safra - O Paraná sai na frente para abastecer o mercado brasileiro, sendo o primeiro Estado a colher feijão da primeira safra. A área, estimada em 155 mil hectares, é 5% menor com relação à safra anterior, redução registrada principalmente nos núcleos regionais de União da Vitória e Guarapuava, onde os produtores estão optando pela soja.

 

Produção - Com boas condições climáticas, a expectativa de produção é de 309 mil toneladas, 25% maior do que no ano anterior. Os núcleos regionais de Ponta Grossa, Curitiba, Irati, Guarapuava e União da Vitória correspondem a 83% do total produzido nessa primeira safra.

 

Valor - Hoje, a saca de 60 kg do feijão cores é comercializada por R$126,00, e o feijão-preto por R$112,00. Na avaliação do engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Alberto Salvador, esses valores estão cobrindo os custos do produtor.

 

Segunda safra 2018/19 - Com relação à segunda safra 2018/19, algumas regiões apresentaram redução na produtividade das lavouras, principalmente devido à seca e as geadas no Paraná em julho e agosto. “O trigo foi atingido pelas geadas especialmente no Oeste e Sudoeste”, explica o chefe do Deral, Salatiel Turra.

 

Milho - Com mais de 90% da área colhida, a safra 18/19 está praticamente encerrada. A produção é de 13,4 milhões de toneladas, com produtividade recorde, acima de 6 mil quilos por hectare. A saca de 60 kg é comercializada por R$27,00. “O valor é um pouco menor do que o da safra passada. Porém, considerando que temos uma superssafra de milho, ainda assim o preço é considerado saudável para o produtor”, diz Gervásio.

 

Trigo - O reajuste de área na safra 18/19 foi relativamente pequeno, mas o potencial de produção inicial registrou um leve aumento, já comprometido pelos fatores climáticos. “Um deles foi a geada de julho, mês em que tivemos as últimas chuvas significativas no Estado. Isso prejudicou boa parte da produção do Oeste.

 

Prejuízos localizados - Em agosto, outra geada impactou novamente a safra, com prejuízos localizados principalmente no Sudoeste e Centro”, explica o engenheiro agrônomo Carlos Hugo Winckler Godinho.

 

Estiagem - A falta de chuvas indica perdas no Estado como um todo. O início da colheita do trigo nesta semana, que está em 1%, mostrou produtividade mais baixa nas lavouras, principalmente no Norte.

 

Menor - Com as condições climáticas não favoráveis, a estimativa inicial de produção reduziu em 20% e pode ser ainda menor do que as 2,7 milhões de toneladas previstas. No entanto, os preços não foram impactados, já que os valores no mercado externo estão relativamente baixos, com safras em boas condições.

 

Cevada - Foi encerrado o plantio da safra 2018/19 de cevada. A área plantada é de 58,1 mil hectares enquanto a produção esperada é de 257,2 mil toneladas. Se confirmada, a produção será 17% maior do que a safra anterior.

 

Concentração - Cerca de 80% da produção do Estado está concentrada nos núcleos de Guarapuava e Ponta Grossa. A estiagem e a geada afetaram o desenvolvimento das plantas, mas com as chuvas da última semana, as lavouras tendem a melhorar, ficando 80% em condições boas e 20% em condições médias.

 

Condições - “No mesmo período do ano passado, as plantas estavam 85% em boas condições e o desenvolvimento estava mais adiantado”, explica o analista Rogério Nogueira. Com o atraso, a colheita da cevada está prevista para iniciar em novembro, encerrando no começo de dezembro. (Agência de Notícias do Paraná)

FOCUS: Mercado financeiro espera por menos inflação para este ano

 

focus 26 08 2019O mercado financeiro reduziu a projeção para o crescimento da economia e a estimativa de inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), a previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi ajustada de 0,83% para 0,80% em 2019.

 

2020 - Segundo a pesquisa, a previsão para 2020 também caiu, ao passar de 2,20% para 2,10%. Para 2021 e 2022 não houve alteração nas estimativas: 2,50%.

 

Inflação - A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 3,71% para 3,65%, este ano. Para 2020, a estimativa caiu de 3,90% para 3,85%. Não houve alteração nas estimativas para os anos seguintes: 3,75%, em 2021, e 3,50%, em 2022.

 

Meta - A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,5% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

 

Selic - Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6%. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

 

Demanda aquecida - Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

 

Expectativa - Para o mercado financeiro, ao final de 2019 a Selic estará em 5% ao ano. Para o final de 2020, a estimativa passou de 5,50% para 5,25% ao ano. No fim de 2021 e 2022, a previsão segue em 7% ao ano.

 

Dólar - A previsão para a cotação do dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,78 para R$ 3,80 e, para 2020, permanece em R$ 3,81. (Agência Brasil)

CAGED I: País gera 43,8 mil empregos formais em julho

 

caged I 26 08 2019Pelo quarto mês consecutivo, houve geração de emprego formal no país, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na sexta-feira (23/08), pelo Ministério da Economia. Em julho, foi registrada a abertura de 43.820 vagas de trabalho com carteira assinada, crescimento de 0,11% em relação ao estoque de junho.

 

Diferença- O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O saldo positivo em julho deste ano foi resultado de 1.331.189 admissões contra 1.287.369 desligamentos. Em julho de 2018, o resultado foi melhor: com saldo positivo de 47.319.

 

Comparação- Nos sete meses do ano, foram criados 461.411 postos de trabalho (9.600.447 admissões e 9.139.036 desligamentos). Na comparação com o mesmo período de 2018, houve crescimento de 2,93%. O resultado de janeiro a julho deste ano é o melhor para o período desde 2014 (632.224).

 

Setores- Dos oito setores econômicos, sete contrataram mais do que demitiram em julho. O saldo ficou positivo na construção civil (18.721), serviços ( 8.948), indústria de transformação (5.391), comércio (4.887), agropecuária (4.645), extrativa mineral (1.049) e serviços industriais de utilidade pública (494). Apenas administração pública descreveu saldo negativo (315).

 

Resultados regionais- Segundo o ministério, todas as regiões do Brasil tiveram crescimento no mercado formal de trabalho em julho. O maior saldo foi na Região Sudeste, com 23.851 vagas de emprego com carteira assinada, crescimento de 0,12%. Em seguida, vêm Centro-Oeste (9.940 postos, 0,30%); Norte (7.091 postos, 0,39%); Nordeste (2.582 postos, 0,04%) e Sul (356 postos, 0,00%).

 

Saldo positivo- Das 27 unidades da federação, 20 terminaram julho com saldo positivo no emprego. A maior parte das vagas foi aberta em São Paulo, onde foram criados 20.204 postos de trabalho; Minas Gerais, com 10.609 novas vagas, e Mato Grosso, que teve saldo positivo de 4.169 postos.

 

Reforma trabalhista- Do saldo total de julho, 6.286 vagas foram resultado da reforma trabalhista, número equivalente a 14,34% do total. A maior parte destes empregos veio na modalidade intermitente (quando o empregado recebe por horas de trabalho), que teve saldo de 5.546 postos, principalmente em ocupações como alimentador de linha de produção, servente de obras e faxineiro. Na categoria de trabalho em regime de tempo parcial, foram 740 vagas, em ocupações como faxineiro, auxiliar de escritório e operador de caixa.

 

Desligamentos- Em julho de 2019, houve 18.984 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, envolvendo 13.918 estabelecimentos, em um universo de 12.592 empresas. Um total de 45 empregados realizou mais de um desligamento mediante acordo com o empregador. (Agência Brasil)

CAGED II: Paraná mantém crescimento de empregos e totaliza 40.537 em sete meses

 

caged II 26 08 2019O Paraná manteve a tendência de crescimento na criação de empregos. No acumulado de 2019, o Paraná abriu 40.537 vagas, sendo a quarta unidade da federação que mais empregou.

 

Vagas formais - Em julho, o saldo de postos de trabalho foi de 571 vagas formais, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na sexta-feira (23/08) pelo Ministério da Economia. Os setores que mais empregaram no Estado foram serviços (2.248 novos postos) e construção civil (663).

 

Ações - O Governo do Estado ampliou as ações para induzir a geração de emprego e renda no Paraná. Neste mês, o governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou o programa Descomplica, que facilita a vida de quem quer empreender e gerar emprego. O programa tem três vertentes: liberação do CNPJ e das autorizações para empresas de baixo risco em menos de 24 horas, soluções para fechamento de empresas e a instalação de um comitê permanente de desburocratização com a participação da sociedade civil.

 

Iniciativas - Também foram reforçadas as iniciativas para atrair novos investimentos produtivos. O principal exemplo é o Paraná Day, evento em que são apresentadas as potencialidades e oportunidade de investimentos no Estado a investidores e empresários. Já foram realizados eventos em Curitiba, São Paulo e em Nova York (EUA). Nesta terceira edição, o Paraná Day reuniu executivos de corporações internacionais que mantêm investimentos globais. A apresentação foi feita pelo governador Ratinho Junior, na Câmara de Comércio Brasil-EUA.

 

Portal - Outro exemplo é o portal Invest Paraná, criado pela Agência Paraná Desenvolvimento e a Celepar e que concentra todas as informações disponíveis sobre o Estado para facilitar a atração de investidores nacionais e internacionais.

 

Parceria - O secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, destaca a parceria entre o Estado e o setor privado para agilizar e facilitar a contratação de trabalhadores em diversos setores e regiões do Paraná. “Os números demonstram o comprometimento da nossa gestão com a captação de novas vagas de empregos formais por intermédio das agências do trabalhador e em parcerias com o setor produtivo, no intuito de gerar cada vez mais emprego e renda para o trabalhador paranaense, fazendo com que também movimente a economia do nosso Estado”, disse.

 

Construção civil - A economista Suelen Glinsk, do Departamento do Trabalho da Secretaria de Justiça, Família e Trabalho, destaca o reaquecimento do mercado imobiliário como o grande destaque do mês de julho no Paraná. “A construção civil voltou a crescer e a empregar, com um efeito importante dos investimentos privados. Além disso, o setor de serviços representou um avanço considerável”, ressaltou.

 

Otimismo - Para a economista, a melhora do setor da construção civil significa que os investidores estão mais otimistas, com planejamento de médio e longo prazo. “Isso alavanca também outros setores porque se trata de um setor que demanda muita prestação de serviços”, explicou.

 

Cidades - Curitiba liderou o ranking da geração de empregos em julho, com 2.684 postos, seguido por Cascavel (476), Pato Branco (1.925), São José dos Pinhais (358), Pinhais (221) e Paranavaí (219).

 

Dados nacionais Pelo quarto mês consecutivo, o emprego formal cresceu no Brasil. O Caged mostrou a abertura de 43.820 vagas de trabalho com carteira assinada em julho, um crescimento de 0,11% em relação a junho.

 

Crescimento - Também houve crescimento no emprego se considerados os resultados dos sete primeiros meses deste ano. De janeiro a julho foram abertas 461.411 vagas formais, variação de 1,20% sobre o estoque. Em 2018, no mesmo período, as novas vagas tinham somado 448.263.

 

Saldo positivo - Nos últimos 12 meses, o saldo ficou positivo em 521.542 empregos, variação de +1,36%. Assim como no acumulado do ano, os últimos 12 meses tiveram crescimento maior do que no período anterior. Em 2018, o saldo tinha ficado positivo em 286.121 vagas. (Agência de Notícias do Paraná)

INFRAESTRUTURA: Ferroeste atinge em oito meses o faturamento de todo o ano passado

 

infraestrutura 26 08 2019A Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A.) registrou o maior faturamento de sua história atingindo, de janeiro até o dia 20 de agosto, a marca de R$ 20,556 milhões. O resultado é superior a todo o ano de 2018, que registrou R$ 20,523 milhões. No ano passado, no mesmo período, a Ferroeste havia faturado R$ 14,34 milhões - o balanço deste ano é 43% superior.

 

Crescimento - A empresa teve crescimento em todos os meses em relação a 2018, com destaque para janeiro, abril e maio. O balanço de maio registrou salto de R$ 1,4 milhão (ano passado) para R$ 3,14 milhões, maior diferença desse período. O resultado de abril, de R$ 3,4 milhões, foi o maior da história em um único mês da companhia.

 

Volume transportado - Também houve crescimento de 38% em relação ao volume transportado pela linha férrea, que tem 250 quilômetros de extensão, entre Cascavel e Guarapuava, fundamental para o escoamento da produção do Oeste do Paraná. Foram 725 mil toneladas até o dia 20, contra 526 mil do mesmo período do ano passado. O resultado mais próximo foi alcançado em 2016, com 613 mil toneladas. Em setembro a Ferroeste espera bater o volume do que foi transportado em todo o ano passado.

 

Lucro - Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, os números indicam que a Ferroeste registrará lucro pela primeira vez em sua história. “Ela é muito importante para o Estado, para o desenvolvimento, em especial para o agronegócio”, disse. “A Ferroeste nunca deu lucro, nesse ano vai ter. Isso mostra a eficiência da nossa equipe, o grau de compromisso que temos com eficiência na gestão. Em sete meses e meio completamos o faturamento do ano passado inteiro”.

 

Gestão estratégica - Para o diretor-presidente da Ferroeste, André Luiz Gonçalves, o desempenho da empresa é resultado da gestão estratégica na operação logística. “Trabalhamos basicamente em melhorar a gestão da companhia, gerando eficiência, reduzindo custos, valorizando o nosso pessoal. Tivemos um contato mais direto com a operação e negociamos melhor com nossos clientes”, afirmou. “Gestão e parcerias são as duas palavras estratégicas dessa nova fase da Ferroeste, que não seria possível sem o apoio dos diretores Gerson Almeida (Operacional) e Fábio Vieira (Financeiro), além do Secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex”.

 

Investimento - Gonçalves reforça que a empresa não realizou nenhum investimento substancial para alcançar esse resultado. A Ferroeste, ele enfatiza, é fundamental para que o volume de produção do agronegócio alcance o Porto de Paranaguá, o que também favorece seu crescimento. “Consideramos o número importante para mostrar que a empresa desenvolve um papel estratégico no Estado, mas que ainda faz muito pouco em função da demanda do mercado de transporte logístico. Essa realidade ainda será alterada”, completou. A empresa deve alcançar em dezembro um faturamento na casa de R$ 30 milhões.

 

EUA e Canadá - O diretor-presidente da Ferroeste, André Luiz Gonçalves, representa o Paraná nesta semana na Missão Estados Unidos e Canadá, organizada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). Representantes do Ministério da Infraestrutura e da Federação das Indústrias do Paraná também fazem parte da comitiva.

 

Objetivo - O principal objetivo é aumentar a troca de experiências e conhecimento de novas tecnologias e processos internacionais sobre ferrovias que possam ser aplicados na produção estadual. A missão passa por Montreal (Canadá), Chicago e Washington (EUA).

 

Entre os grandes - O Paraná está entre os maiores produtores de soja do País ao lado do Mato Grosso e do Rio Grande do Sul. Os Estados Unidos ainda são os principais produtores globais da commodity e comercializam a maior parte da produção com transporte ferroviário.

 

Corredor Dourados-Paranaguá - Além dos resultados alcançados neste ano, a Ferroeste mira parcerias para concretizar o corredor ferroviário Dourados-Paranaguá. O Evetea (Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental) deve ser contratado nos próximos meses.

 

Apresentação- O governador Ratinho Junior e técnicos da Secretaria de Infraestrutura e Logística e da Governadoria apresentaram ao grupo China Merchants projetos ferroviários de curto, médio e longo prazos no Paraná no começo deste mês. A empresa é uma das gigantes do setor logístico e comprou recentemente o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

 

Estudo- De acordo com estudos do Governo, cerca de 10 milhões de toneladas circularam pelas ferrovias paranaenses com destino aos portos do Paraná em 2018, contra 43 milhões de toneladas transportadas por caminhões, o que mostra o desequilíbrio no escoamento.

 

Corredor intermodal- Para dar conta da crescente demanda da sociedade, do agronegócio e da necessidade de estruturar o Paraná como centro logístico da América do Sul, os investimentos a médio prazo preveem um corredor intermodal entre Cascavel e Foz do Iguaçu, com previsão de contratação de projeto e Evetea ainda para este mês e lançamento do edital em 2021. A ligação está orçada em cerca de R$ 1,6 bilhão.

 

Transporte- O projeto prevê o transporte por via fluvial e terrestre entre Foz do Iguaçu e Cascavel pela nova perimetral leste, parte do projeto milionário da segunda ponte entre o Brasil e o Paraguai, além do transporte ferroviário, o que concretizará aumento expressivo da movimentação de trens e cargas no Oeste do Paraná, ampliando a geração de emprego e o PIB do Estado. A mudança no maior porto seco do País, em Cascavel, por onde transitam 150 mil caminhões por ano, permitirá integração inédita e rápida entre as três vias.

 

Longo prazo- Já o projeto a longo prazo prevê concretizar a ligação Dourados-Paranaguá, com a integração do trecho intermodal Foz do Iguaçu-Cascavel, que pode trazer potencial de exportação inédito ao Estado. Haverá as linhas Cascavel-Guarapuava-Irati-Lapa-Litoral, cobrindo uma região estratégica para o País e o continente. A nova ligação teria 1.000 quilômetros.

 

Projeção- A ideia é que 50 milhões de toneladas de cargas, entre exportações e importações, sejam transportadas por este ramal, entre milho, soja e carnes, com retorno de fertilizantes e calcários por parte da China. (Agência de Notícias do Paraná)

COMÉRCIO EXTERIOR: Acordo com países do Efta ampliará mercado para produtos brasileiros

 

comercio exterior 26 08 2019 O acordo entre o Mercosul e o bloco de países europeus da Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) vai ampliar mercados para produtos brasileiros e aumentar a competitividade da economia nacional. O governo brasileiro manifestou essa expectativa no sábado (24/08) em nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores, da Economia e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Na sexta-feira (23/08), após 10 rodadas de negociações, iniciadas em 2017, os dois blocos chegaram a um acordo comercial, que terá de ser votado pelos parlamentos dos países-membros para entrar em vigor. 

 

Facilidade de acesso - Na nota conjunta, os três ministérios afirmam que o mercado brasileiro terá facilidade de acesso ao bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, que tem Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 1,1 trilhão e população de 14,3 milhões de pessoas. 

 

Benefícios - "O acordo ampliará mercados para produtos e serviços brasileiros, promoverá incremento de competitividade da economia nacional, ao reduzir custos produtivos e garantir acesso a insumos de elevado teor tecnológico com preços mais baixos. Os consumidores serão beneficiados com acesso a maior variedade de produtos a preços competitivos".

 

Produtos agrícolas - De acordo com os ministérios, após entrar em vigor, o acordo permitirá acesso preferencial para produtos agrícolas exportados pelo Brasil, por meio isenção de tarifas ou cotas, e a abertura de oportunidades comerciais a diversos produtos, como carne bovina, carne de frango, milho, farelo de soja, melaço de cana, mel, café torrado, frutas e sucos de frutas.

 

Incremento - "Segundo estimativas do Ministério da Economia, o acordo Mercosul-Efta representará um incremento do PIB brasileiro de US$ 5,2 bilhões em 15 anos. Estima-se um aumento de US$ 5,9 bilhões e de US$ 6,7 bilhões nas exportações e nas importações totais brasileiras, respectivamente, totalizando um aumento de US$ 12,6 bilhões na corrente comercial brasileira. Espera-se um incremento substancial de investimentos no Brasil, da ordem de US$5,2 bilhões, no mesmo período", diz a nota. 

 

Anúncio - O anúncio do acordo foi feito na sexta-feira (23/08) pelo presidente Jair Bolsonaro e ocorreu menos de dois meses após o Mercosul concluir o maior acordo comercial de sua história, fechado com a União Europeia em junho. (Agência Brasil)

INTERNACIONAL I: Quais são as novas cartas dos Brics

 

Em Brasília, nos dias 13 e 14 de novembro, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os Brics, se reunirão no encontro anual de cúpula que representa um mercado de pouco mais de 3 bilhões de pessoas, um PIB de cerca de US$ 20 trilhões e aproximadamente 30% da superfície do planeta.

 

Mudança de cenário - Dez anos depois da primeira reunião, na Rússia, em 2009, o cenário dessas economias emergentes mudou. O acrônimo, capa da revista "The Economist" no fim da década passada, quando os emergentes eram vistos como tábua de salvação de uma economia mundial sob o impacto da quebra do Lehman Brothers, vive um novo cenário: desaceleração do ritmo de crescimento, guerra comercial entre Estados Unidos e China, dificuldades na adoção de reformas no Brasil e na Rússia. Apesar das incertezas, os emergentes deverão manter sua posição relevante na geopolítico mundial diante de sua importância para temas como mudança climática. Já o crescimento de China e Índia deverá continuar direcionando a expansão mundial e o ciclo das commodities.

 

Novidade - Para o Brasil, a reunião de cúpula poderá trazer uma novidade, a inauguração de um escritório regional do banco dos Brics em São Paulo, que promete ter linhas de financiamento e estimular investimentos em infraestrutura. Claudia Prates, que esteve no BNDES, estaria prestes a ser contratada para ser responsável por gerenciar a instituição, segundo executivos, que apontam já estar perto também de fechar a contratação de um advogado no mercado brasileiro.

 

Potencial - Governadores e prefeituras estão de olho no potencial da instituição e têm visitado a matriz do banco na China oferecendo seus projetos. A promessa é de que poderá se tornar relevante financiador de infraestrutura no Brasil. Em um momento em que o país se aproxima dos Estados Unidos, o banco poderá funcionar como ímã para atrair a balança para o lado dos emergentes, com destaque para a China. No pano de fundo, o país asiático trava uma guerra comercial e tecnológica com Washington, enquanto a União e Estados precisam de dinheiro para bancar obras de infraestrutura, o que poderia dar alento à economia brasileira.

 

Escritório regional - O Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também conhecido como banco dos Brics, poderá abrir, em novembro, em São Paulo, seu escritório regional na América Latina, e uma filial em Brasília. Em 2020, o Brasil deverá presidir a instituição.

 

Financiamentos - Isso cria a expectativa de mais financiamento de projetos brasileiros, com um trabalho mais próximo entre a instituição, o governo brasileiro e os Estados. Entre 2016 e 2018, US$ 621 milhões em projetos no país foram bancados pelo banco, apenas 8% do total aplicado pela instituição. O Brasil ganha apenas da África do Sul, que recebeu 5% dos recursos. China e Índia respondem por dois terços e a Rússia, por cerca de 20% dos empréstimos. O NDB aprovou, entre 2016 e 2018, 30 projetos num total de US$ 8,1 bilhões.

 

Crédito em reais - Com a abertura de escritório no Brasil (que dependeria apenas do aval russo), o banco pretende elevar financiamento ao país, com uma novidade: crédito oferecido em reais. "O banco deve continuar evoluindo suas operações no Brasil e a intenção é fornecer financiamento em dólares e em reais, o que poderá reduzir os riscos cambiais para quem toma empréstimo e poderá incentivar o mercado doméstico. Estamos comprometidos em apoiar a agenda de investimentos em infraestrutura do Brasil", afirma o indiano Kundapur Vaman Kamath, presidente do banco. Ele destaca que na carteira da instituição há US$ 1,1 bilhão em projetos voltados para o Brasil, que poderão receber o sinal verde até o fim do ano.

 

Desafio - "O grande desafio do novo ciclo do banco será aumentar o número de países membros e aprofundar a vocação de financiador de infraestrutura", diz Marcos Troyjo, secretário de Assuntos Internacionais do Ministério de Economia. "Poderá ser um agente importante com o crédito em reais, o que reduz o risco cambial, como em projetos de Parcerias Público-Privadas", afirma Marina Anselmo, sócia do Mattos Filho Advogados.

 

Visita - Os governadores do Piauí, Wellington Dias, de Alagoas, Renan Filho, e de São Paulo, João Doria, visitaram o escritório da instituição na China durante missões comerciais de seus Estados entre julho e agosto. "A guerra comercial entre Estados Unidos e China abre uma oportunidade para a China diversificar mercados além dos Estados Unidos", diz Doria. São Paulo abriu neste mês um escritório internacional em Xangai, na China, para atrair investimentos chineses, principalmente em relação ao plano de privatização e concessão do governo paulista. "Vamos estruturar operações que permitam investimentos tanto no setor público quanto investimentos feitos pela iniciativa privada", afirma Renan Filho.

 

Evolução - "O banco deve continuar evoluindo suas operações no Brasil, e a intenção é fornecer financiamento em dólares e em reais", afirma Kamath, presidente do NDB O Brasil, como um dos cinco acionistas do NDB, já aportou US$ 1 bilhão até 2019 e deverá destinar mais US$ 1 bilhão para a instituição até 2022. O banco já recebeu aportes de US$ 5,3 bilhões de seus sócios fundadores, e a meta de integralização do capital até 2022 é de US$ 10 bilhões. "É o único banco em que o Brasil tem poder igualitário de voto, entre os vários de que o país é acionista", afirma Luciana Acioly, técnica de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e autora de um estudo sobre o banco. 

 

Inovação - A instituição é uma das principais inovações desde a criação da ordem financeira internacional originada em Bretton Woods, que criou o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Tem funções semelhantes às duas instituições multilaterais.

 

China e Índia - O novo posicionamento do banco também poderá estreitar o investimento de China e Índia no mercado de infraestrutura brasileiro. Quando se concedem os financiamentos, não há cláusulas para favorecer empresas cujas matrizes estão nos Brics, mas o contato estreito dos governos nas missões comerciais poderá fazer com que empresas desses países ganhem ainda mais espaço no Brasil. Em dez anos, os dois países passaram a ter uma posição importante, com destaque para o setor de energia.

 

Transmissão - A gigante chinesa State Grid avançou além da área de transmissão, em que já é uma das líderes, adquirindo o controle da CPFL Energia por R$ 13 bilhões. Desde 2013, a CTG investiu R$ 23 bilhões no Brasil, principalmente em aquisições, com o grupo possuindo hoje pouco mais de 8 GW de capacidade, segundo maior "player" privado do setor de energia no Brasil. Já em transmissão a indiana Sterlite arrebatou projetos que demandarão R$ 7 bilhões em investimentos, com o Brasil se tornando seu maior mercado fora da Índia. Já os russos estão também de olho no mercado nacional. A Rosatom observa oportunidades em energia nuclear e a RZD no setor ferroviário.

 

Guerra comercial - Em paralelo, a guerra comercial entre China e Estados Unidos cria oportunidades para o Brasil diversificar sua pauta de exportações e o desafio de o país ter de equilibrar-se entre os dois países, que juntos respondem por cerca de 40% do PIB mundial. "As oportunidades de desenvolvimento nos próximos anos parecem estar na Ásia, com destaque para a China e seu círculo de influência. A China é um grande investidor no Brasil", diz o ex-ministro da Fazenda e diretor da Faap Rubens Ricupero, para quem a aproximação recente com os Estados Unidos tem de ser vista com cautela.

 

Atenção - No Palácio do Planalto e no Itamaraty, o relacionamento com os Brics é visto como mais um dos que o Brasil deve tratar com atenção. Hoje o país estaria em uma posição diferenciada na geopolítica mundial, sem ter prioridades, mas podendo estreitar laços com nações desenvolvidas e emergentes. O eventual ingresso na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o acordo Mercosul-União Europeia, o estreitamento das relações com os Estados Unidos e a participação nos Brics proporcionam diversas chances de diversificação da pauta comercial.

 

Planos simultâneos - "Esse acesso a vários mercados dá oportunidades únicas para elevarmos nosso comércio e recebermos mais investimentos, então trabalhamos em vários planos simultâneos, sem nos prender em nenhum", diz um assessor graduado do governo federal.

 

Novo impulso - Essa fonte aponta que o comércio com China e Índia deverá ter um novo impulso nos próximos anos a partir das mudanças que atingem a economia chinesa, que vai gradualmente ter custos de produção mais altos, o que poderá fazer com que linhas de produção migrem para outros países da Ásia. Com relevante presença da indústria de tecnologia de informação, a Índia é um dos que poderão receber investimentos. Isso coincide com a ascensão da classe média indiana, que ainda tem 20% na linha de pobreza. "O Brasil poderá continuar exportando metais e agronegócio para a China e para a Índia. A pergunta é se iremos sofisticar nossas cadeias de produção", observa a fonte.

 

Mercosul-UE - O acordo Mercosul-União Europeia poderá contribuir para um impulso em avançar nos mercados emergentes com produtos de maior valor agregado. O acordo levará dez anos para atingir a desgravação total de uma série de produtos, o que dá tempo para o país fazer a lição de casa. "É uma maratona que tem data para chegar ao fim e nós precisamos estar preparados para chegar bem a ela. A agenda é fortalecer nossa economia ao longo desses anos", diz um assessor do governo.

 

Agronegócio - O agronegócio brasileiro também acompanha de perto o xadrez geopolítico internacional. Em setembro, os ministros de Agricultura dos Brics se reunirão na cidade de Bonito, em Mato Grosso do Sul. O acordo Brasil-Mercosul não arrefeceu os ânimos em relação aos emergentes. Em 2000, um ano antes de seu ingresso na Organização Mundial do Comércio (OMC), a China representava menos de 5% das exportações agrícolas brasileiras. Hoje esse percentual pulou para cerca de um terço. 

 

Demanda - A China responde por 80% das exportações de soja do Brasil. A expectativa é de tratar mais assuntos bilaterais no encontro a ser realizado em setembro, avalia o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Orlando Leite Ribeiro. Na pauta, ampliação da exportação de proteínas animais e a inserção de novos produtos, como frutas. Em carnes, a China enfrenta problemas com a peste suína africana.

 

Classe média - "A ascensão da classe média chinesa continua, mesmo com um ritmo de crescimento mais baixo que nos anos anteriores, e a Índia também vive o mesmo fenômeno", observa o secretário. A população abaixo da linha da pobreza caiu de 66% na China em 1990 para menos de 5% em 2015; na Índia, a queda foi de 45% para 22%. Mais renda no bolso significa mais gastos com alimentação e com uma dieta com mais carne e produtos diferenciados como frutas secas. "Há oportunidade de exportar frutas secas para esses países e estamos buscando contribuir para a Índia investir em etanol, o que poderá fazer com que eles tenham menos açúcar produzido", afirma Ribeiro.

 

Apelo e vigor em alta - Para o diretor do grupo de estudos do G20 da Universidade de Toronto, John Kirton, apesar de incertezas sobre o crescimento de Brasil e Rússia e menor ritmo de expansão em Índia e China, o apelo e o vigor dos Brics têm crescido. "O papel deles será maior no Brasil, a pergunta é se será benéfica ou maléfica essa influência", diz. Para ele, os emergentes são cruciais na discussão de mudanças climáticas, a principal razão existencial do planeta nas próximas décadas. "As emissões de poluentes globais e a questão do desmatamento na Amazônia são peças essenciais do xadrez geopolítico global. Também será preciso ver como China e Rússia tratarão sua aliança militar."

 

Novos membros - Kirton observa que o grupo de cinco nações emergentes deverá ganhar novos membros nos próximos anos, com a possibilidade de ingresso da Indonésia, da Turquia e até talvez da Nigéria. "Deverá haver um avanço institucional, o Novo Banco de Desenvolvimento deverá aprofundar sua atuação com a China, podendo se resguardar de eventuais dívidas não pagas com a instituição que operaria em moldes do que o FMI faz em crises econômicas com países não solventes", afirma o economista canadense.

 

Cenário mundial - O cenário mundial de hoje é bem diferente do que era dez anos atrás. China e Estados Unidos agora duelam comercialmente. O governo de Donald Trump anunciou recentemente alta de 10% sobre US$ 300 bilhões em exportações chinesas para os Estados Unidos. A notícia pode trazer oportunidades para o Brasil, diz Kirton. "O Brasil tende a substituir exportações agrícolas americanas, o desafio será ganhar espaço em fornecer bens industriais para a China, mas isso dependerá da competitividade da indústria brasileira e da sua infraestrutura para escoar esses produtos."

 

Ritmo de crescimento - Índia e China ainda mantêm suas economias crescendo a ritmo superior a 5% ao ano. Brasil, Rússia e África do Sul têm enfrentado problemas. No ano passado, a economia russa cresceu 2,3%, melhor resultado desde 2013, por causa dos preços mais altos do petróleo e as obras para a Copa do Mundo de Futebol, mas prevê-se redução do ritmo a partir deste ano.

 

Expansão - Apurva Sanghi, líder do Banco Mundial em pesquisas da Rússia, aponta que o país deve expandir-se em 1,2% neste ano e 1,8% em 2020 e 2021. As exportações de óleo e gás respondem por metade dos embarques do país. A política de cortes de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados da Rússia têm cortado pouco mais de 1

milhão de barris por dia.

 

Índia - Já a Índia tem crescido nos últimos cinco anos acima de 5% anuais. Previsão da IHS Markit aponta que o país pode superar o Reino Unido neste ano com uma riqueza anual superior a US$ 3 trilhões e se tornar a quinta maior economia mundial. O salto continuaria e em 2025, com um PIB de US$ 5,9 trilhões, o país ultrapassaria o Japão, tornando-se o terceiro maior PIB mundial.

 

Desafios ambientais - "A Índia enfrentará grandes desafios ambientais, mas já começa a realizar a transição de sua matriz energética de carvão para fontes renováveis", afirma Kirton. O país também deverá ganhar nova projeção internacional, em sua visão. Além de ter se mantido distante de conflitos perto de sua fronteira, o país tem aproveitado o vácuo criado com a decisão russa de anexar a Crimeia em 2014 e a consequente suspensão do G7. "A Índia participa como convidada na reunião do G7, o que pode fazer com que ela se torne membro desse grupo antes de a Rússia voltar a viver uma democracia de fato", diz o economista canadense. O G7 se reúne entre amanhã e segunda na cidade francesa de Biarritz.

 

Participação maior - Quase duas décadas após Jim O'Neill ter criado a sigla dos Brics, os cinco países hoje aumentaram sua participação no comércio global, resultado principalmente do dinamismo das economias chinesa e indiana. Na primeira reunião de cúpula, há dez anos, o grupo reunia uma riqueza de US$ 9,4 trilhões, cerca de 15% do PIB global, com a China respondendo por cerca de 55% do PIB do grupo. Em 2018, os cinco emergentes respondem por um PIB de US$ 20 trilhões, sendo que a China responde por quase 70% desse montante. 

 

Conflito - O país asiático tem travado um conflito com os Estados Unidos, apesar da interdependência das duas economias, seja pela China deter boa parte dos títulos de Tesouro dos Estados Unidos, seja por ter relevante participação na produção de bens vendidos na maior economia mundial.

 

Consequências - "A interdependência sino-americana avança suas consequências para a Ásia manufatureira e estende sua influência à África e à América Latina, não só como fontes provedoras de matérias-primas, mas como espaço de expansão de empresas chinesas que iniciam um forte movimento de internacionalização. Está claro que os chineses ensaiam cautelosa, mas firmemente a internacionalização do yuan ao ampliar a conversibilidade financeira e multiplicar rapidamente os acordos de troca de moedas com seus parceiros comerciais mais importantes", afirma o economista Luiz Gonzaga Belluzzo. (Valor Econômico)

 

internacional I 26 08 2019

INTERNACIONAL II: G-7 libera US$ 20 milhões e enviará bombardeiros de água à Amazônia

 

internacional II 26 08 2019Os líderes do G-7 - Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Canadá e Itália - anunciaram uma ajuda de emergência de US$ 20 milhões para combater as queimadas na Amazônia. O anúncio desse "primeiro passo" de uma mobilização internacional foi feito nesta segunda-feira (26/08) pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Ele disse que serão enviados aviões militares Canadair, bombardeiros de água, para combater os incêndios.

 

Anúncio - Macron fez o anúncio em companhia do presidente do Chile, Sebastián Piñera, convidado ao G7 como presidente do Foro Econômico Ásia Pacifico (Apec). O presidente francês destacou a importância da Amazônia, com 14% do oxigênio do planeta, apontando que isso faz da destruição da floresta "um problema mundial", mesmo se reconhecendo a soberania dos países da região.

 

Ajuda imediata - Macron considerou ser impossível compensar o papel da Amazônia nesse aspecto, mas que os países do G7 vão oferecer "pelo menos" US$ 20 milhões como ajuda imediata aos países da área que apresentarem as demandas. Uma fonte disse que os US$ 20 milhões devem ajudar a financiar a utilização de aviões Canadair. E que o dinheiro será desbloqueado "desde que possível".

 

Primeira etapa - Piñera disse que essa é a primeira etapa do plano do G7. E que a segunda etapa será acertada com os países da região amazônica durante assembleia sobre o clima, em setembro em Nova York. A ideia, segundo Piñera, é de construir uma iniciativa para proteção da floresta, sempre "respeitando a soberania nacional" e com isso preservando a biodiversidade.

 

Reino Unido - Também nesta segunda de manhã, em Biarritz, à margem do G7, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson anunciou que o Reino Unido forneceria 10 milhões de libras para o reflorestamento da Amazônia - algo que deve vir na segunda etapa, a se julgar pelo plano anunciado por Macron.

 

Apoio - O presidente francês disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, apoiava a iniciativa do G7 e que ele tinha conversado com Jair Bolsonaro sobre o assunto. Piñera também conversou com Bolsonaro sobre as iniciativas no G7, segundo Macron. (Valor Econômico)


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