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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4691 | 24 de Outubro de 2019

ENCONTRO DE NÚCLEOS: Mandaguari sedia última reunião com 143 lideranças cooperativistas do Norte e Noroeste

O último Encontro de Núcleos Cooperativos ocorre nesta quinta-feira (24/10), na Associação Atlética dos Funcionários da Cocari, em Mandaguari, com a presença de 143 participantes, de 15 cooperativas das regiões Noroeste e Norte de cinco ramos: agropecuário, transporte, crédito, saúde e trabalho. Além da Cocari, sedia esta reunião a cooperativa de transporte Rodocoop. Na oportunidade, foi ainda realizada a reunião da diretoria da Ocepar, com os dirigentes da região. Ao todo, foram realizados quatro encontros nos cinco núcleos do Sistema Ocepar, iniciados na segunda-feira (21/10) e que encerram hoje, com um total de 382 lideranças de 57 cooperativas de sete ramos. 

Noroeste - O evento desta quinta foi aberto pelos coordenadores dos núcleos Norte e Noroeste, Luiz Lourenço, da Cocama,r e Jorge Hashimoto, da Integrada, respectivamente, e pelos diretores do Sistema Ocepar. Para Lourenço, o cooperativismo tem uma força extraordinária, reconhecida tanto dentro do estado como em todo o país. “Através da nossa união, de mais processos de intercooperação, podemos avançar mais e fazer acontecer”, destacou. O dirigente lembrou que nas muitas visitas recebidas por grupos de cooperativistas de outros estados, eles sempre falam da profissionalização dos cooperados. “Isso tudo se deve a fortes investimentos realizados em capacitação pelas próprias cooperativas, com apoio do Sistema Ocepar. Essas reuniões são aprendizados para podermos ouvir especialistas sobre os mais diversos temas e, também, praticar a intercooperação”.

Norte - Já Hashimoto disse que ficou emocionado ao ouvir o grupo Amigos da Viola, que cantou o Hino Nacional e a música Terra Tombada, de Xitãozinho e Xororó, na abertura do evento. “A música retrata muito bem o que representam os produtores rurais, o seu trabalho para produzir alimento para milhões de pessoas. Um trabalho que nos deixa orgulhoso e muito ainda temos a realizar através das nossas cooperativas”, destacou.

Sistema OCB - Renato Nobile, superintendente do Sistema OCB, que desde segunda-feira acompanha os Encontros de Núcleos, disse que volta para Brasília com o ânimo renovado. “Em todos os eventos, pude ver o grau de amadurecimento do cooperativismo paranaense e do trabalho realizado por todos os cooperados para o desenvolvimento do setor. O Paraná hoje é responsável por cerca de 25% de todo emprego direto gerado pelas cooperativas brasileiras. No Brasil, temos 425 mil empregos e, no Paraná, mais de 103 mil. O faturamento no estado também é expressivo, foram R$ 83,7 bilhões em 2018 e, no país, R$ 351 bilhões, ou seja, 32% do total. Esses números comprovam a evolução alcançada aqui nos mais diversos ramos”. Nobile também fez questão de enaltecer o trabalho feito pelo Sistema Ocepar para o fortalecimento da Frente Parlamentar do Cooperativismo, a Frencoop. “Aqui no Paraná, com a liderança do Ricken, foi realizado um Programa de Educação Política, o parana.coop+10, que apoiou candidatos comprometidos com o cooperativismo e que foram eleitos. Este é um modelo que pretendemos implementar em todo o Brasil nas próximas eleições, adotando a mesma sistemática”, disse.

Rodocoop - Marcos Trintinalha, presidente da Rodocoop, fez uma rápida apresentação sobre a cooperativa. “A parceria com a Cocari possibilitou o nascimento da Rodocoop, em 2006. E hoje atuamos fortemente com base num dos princípios do cooperativismo que é a intercooperação. Lá atrás, éramos 25 cooperados e, hoje, já são 165 autônomos, 16 colaboradores e uma frota de 173 veículos leves e pesados.  Estamos entre as seis maiores cooperativas de transportes do Paraná e com investimentos programados para o próximo ano. A principal conquista de 2018 foi a inauguração da sede da cooperativa, com uma área de 12.750 metros quadrados, que possibilitou um melhor conforto para nossos associados”, relatou.

Cocari - Vilmar Sebold, presidente da Cocari, deu as boas-vindas a todos os presentes e também fez uma apresentação sobre a cooperativa. “Gostaria de fazer uma apresentação diferente, falar para vocês o que fazemos além dos números. Temos aqui presentes neste encontro, diversas lideranças jovens e lideranças femininas, além dos nossos cooperados e das cooperativas coirmãs. Até aqui, o cooperativismo do Paraná foi sustentado em cima de pessoas, de lideranças que por aqui passaram. Pessoas que fizeram a história da Ocepar. Mas, agora, precisamos despertar novas lideranças para o futuro que se aproxima. Além dos números nossa cooperativa realiza um trabalho voltado para a comunidade, para a sustentabilidade. Em 2005 lançamos a Campanha Cocari Solidária. E, no período de 2005 a 2018, foram arrecadados R$ 5.250.795,00. Temos ainda o Programa Olho D´água, que foi premiado, com 867 minas d´água preservadas até 15 de outubro deste ano em diferentes propriedades de nossos cooperados. São pequenas ações, mas que ficam para as futuras gerações”, frisou. Fundada no ano de 1962, em Mandaguari (PR), a Cocari atua hoje em 19 municípios do Paraná, seis de Goiás e um de Minas Gerais. Somam forças na cooperativa cerca de 7 mil associados e 1.300 colaboradores, entre sede, entrepostos e indústrias e com um faturamento de R$ 1,96 bilhão.

Comunicação - Em seguida, Sebold passou a palavra para assessora de comunicação da Cocari, Cláudia Carvalho que fez uma apresentação sobre o trabalho realizado junto aos cooperados. “As principais ferramentas são o Informativo Cocari, com 39 anos de circulação e o Cocari News, voltado aos colaboradores, além do programa diário Minuto Cocari, em 14 emissoras de rádio em toda a região. A comunicação visual é utilizada para promover ações das cooperativas, seus produtos e serviços. Há ainda a TV corporativa e as mídias sociais. No Facebook, em apenas 15 mesesm, alcançamos mais de 7 milhões de pessoasNosso trabalho é realizado sempre em sintonia com os anseios do cooperado e seguindo o planejamento da cooperativa”, frisou ela.

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CAPACITAÇÃO: Funcionários de cooperativas participam de evento sobre educação corporativa

Com o tema “Desmistificando a Universidade Corporativa”, está sendo realizado no Hotel Confiance, em Curitiba, o Fórum de Educação Corporativa. Iniciado às 8 horas e com término previsto para as 17h30 desta quinta-feira (24/10), o evento é promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR) e conta com a participação de 36 agentes de Desenvolvimento Humano e funcionários da área de treinamento de 19 cooperativas dos ramos agropecuário, crédito, saúde e produção de bens e serviços, bem como do Sescoop/PR. O fórum é ministrado pelo professor do Isae e consultor em educação corporativa, Eduardo Pitombo Machado.  

Recepção - A gerente de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Maria Emília Pereira Lima, ao dar as boas-vindas aos participantes do fórum, explicou que o propósito é esclarecer o conceito e o desenvolvimento da educação corporativa nas cooperativas. Aliás, o objetivo do evento é, por meio da abordagem de assuntos relacionados à educação e universidade corporativa, desmistificar o tema e preparar os participantes para a atuação estratégica da área de treinamento.

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AUDITORES INTERNOS: Programa de Formação continua com módulos sobre comunicação e cooperativismo

Mais dois módulos do Programa de Formação de Auditores Internos estão sendo realizados nesta quinta e sexta-feira (24 e 25/10), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba, com a participação de 34 profissionais das cooperativas paranaenses. Desta vez, os temas em pauta são comunicação e cooperativismo. As instrutoras da formação são as professoras da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Jaqueline Leoni e Leila Dissenha.

Objetivos - Oferecer as melhores técnicas para elaboração de relatórios e modelos, a fim de aumentar a eficácia na comunicação de resultados relacionados aos trabalhos de auditoria, é o objetivo do módulo “Processo de Comunicação”, ministrado nesta quinta pela professora Jaqueline. Nesta sexta, os participantes serão orientados sobre como atuar na área de auditoria interna em conformidade com a Lei 5.764/71, que trata sobre o cooperativismo brasileiro, com a professora Leila. As atividades são coordenadas pelo analista técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), Tiago Gomes.

O Programa - O Programa de Formação de Auditores Internos foi lançado pelo Sistema Ocepar no final de 2018. Ao todo, são 144 horas/aula distribuídas em onze módulos. Os dois primeiros foram realizados entre o final do ano passado e o começo de 2019. Um módulo de formação inicial destinado a profissionais que atuam em todos os ramos do cooperativismo paranaense ocorreu nos dias 21 e 22 de maio. Os demais são voltados a representantes das cooperativas agropecuárias. 

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LEGISLATIVO I: Comissão aprova emendas que impactam cooperativas agro

 

legislativo I 24 10 2019A Comissão de Agricultura (CAPADR) da Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (22/10), cinco propostas de emendas do setor agropecuário ao Plano Plurianual (PPA 2020-2023) e outras três sugestões ao Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2020.

 

Apoio - Durante a votação das propostas, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e outras entidades do setor agropecuário manifestaram apoio à inclusão das emendas, dada a importância de continuidade de políticas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

 

Adequação de valores - Em relação ao PPA 2020-2023, duas emendas de texto adequaram os valores para o fortalecimento e dinamização da agricultura familiar (R$ 15 bilhões) para a pesca e aquicultura (R$ 5 bilhões). Outras três emendas de programas foram aprovadas, dispondo sobre recursos para a defesa agropecuária (R$ 1,1 bilhão), governança fundiária (R$ 3,5 bilhões) e pesquisa agropecuária (R$ 1,35 bilhão).

 

Priorização - Para a Lei Orçamentária Anual de 2020, quatro emendas foram priorizadas pela Comissão de Agricultura, visando a Assistência Técnica e Extensão Rural (R$ 250 milhões), o fomento ao setor agropecuário (R$ 250 milhões), o Programa de Aquisição de Alimentos (R$ 200 milhões) e à Reforma Agrária sustentável (R$ 600 milhões).

 

Escolha acertada - De acordo com o deputado Evair de Melo (ES), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), a Comissão acertou na escolha de prioridades para o setor: “Sou defensor incondicional do PAA, que é um programa inteligente e que precisa ser aperfeiçoado e qualificado. Isso é recurso na veia do produtor rural e de suas cooperativas. Junto a isso, a Comissão acerta ao focar em recursos de fomento à pesquisa agropecuária, à defesa agropecuária e ao devido controle sanitário da nossa produção e, também, com o devido reconhecimento à assistência técnica e extensão rural”.

 

Continuidade - Para o deputado Zé Silva (MG), que também faz parte da diretoria da Frencoop, os recursos voltados para a assistência técnica e extensão rural são fundamentais para a continuidade de ações que sejam fomentadoras para o acesso à tecnologia no campo. “Colocar recursos para o setor no PPA 2020-2023 e na LOA 2020 é quase um dever cívico para fortalecer um setor fundamental para o Brasil. Hoje, contamos com mais de 12 mil extensionistas que levam a inovação em todos os brotões do país”.

 

Tramitação - As propostas, agora, serão encaminhadas para a Comissão Mista de Orçamento (CMO), que também deverá examinar e emitir parecer sobre o PLOA-2020 até o final deste ano legislativo. Neste processo, o Sistema OCB continua atento, junto à Frencoop, para que as emendas aprovadas na comissão sejam ratificadas pelo relator geral do Orçamento, Deputado Domingos Neto (CE). (Informe OCB)

LEGISLATIVO II: Aline Sleutjes atua defendendo as cooperativas

 

legislativo II 24 10 2019Ela está em seu primeiro mandato como deputada federal pelo estado do Paraná, mas Aline Sleutjes tem mostrado que vai trabalhar muito pelo crescimento das cooperativas de todo o país. Com base forte no setor agropecuário, ela é categórica quando afirma que sua atuação no Congresso Nacional está pautada tanto na aprovação de projetos que melhorem a rotina das cooperativas e dos cooperados e, também, na sensibilização do governo a respeito do potencial transformador do cooperativismo. Segundo ela, é essencial que o Poder Público, compreenda que “fortalecer causas como o cooperativismo é bom não só para as cooperativas, mas para o Brasil”. Confira!

 

Este é o seu primeiro mandato como deputada federal e a senhora fez questão de que seu primeiro projeto apresentado envolvesse as cooperativas agropecuárias. Poderia discorrer um pouco sobre ele?

Nós tínhamos um problema chamado bitributação. Quando o agricultor passava sua produção para a cooperativa tinha que pagar imposto sobre essa mercadoria. Quando a cooperativa passava essa produção para o mercado, para o vendedor final, incidia novamente o mesmo imposto que o agricultor pagou lá atrás, um completo absurdo.

Fiz o PL 1860/2019, junto com a Ocepar e com a OCB para solucionar essa questão de forma que o imposto passe a ser cobrado uma vez só, sem prejuízo para a União. Me elegi como uma representante das cooperativas na minha região do estado do Paraná e fiz questão de que meu primeiro passo em Brasília pudesse mostrar meu comprometimento com a cooperativas.

 

Além das cooperativas agropecuárias, em quais outros segmentos do cooperativismo a senhora pretende concentrar seus esforços?

Dentre as minhas bandeiras estão a do agronegócio e a do cooperativismo. Quando vim para Brasília me dispus a ser o braço e a voz das cooperativas. Pela minha essência, naturalmente me envolvi mais com as cooperativas agropecuárias. Mas as cooperativas, de modo geral, podem contar comigo!

 

Qual a sua história com o cooperativismo?

Minhas origens são do campo. Quando falo da causa do agro, falo porque sei como é acordar cedo e tirar o leite da vaca, conheço bem a necessidade do sol para a lavoura e a frustração de ver o tempo fechar. Minha família inteira é do agronegócio. Meus pais, meus tios… Então essa vivência com as cooperativas é algo muito próxima, desde muito cedo. Na minha vida política não é diferente. Desde o início optei por ser uma representante das cooperativas e isso é motivo de muito orgulho.

 

Na sua opinião, quais os diferenciais do cooperativismo enquanto modelo econômico?

Há algo muito inspirador no cooperativismo: esse valor de cooperação mútua para um bem maior. Especialmente porque acho que é algo que, como sociedade, precisamos ter mais presente. O início do cooperativismo, lá na Inglaterra, tinha esses quatro pilares de honestidade, transparência, responsabilidade social e interesse pelos outros. Hoje já são outros valores que norteiam as cooperativas, agora são sete valores. Mas eles seguem essa mesma ideia: é um modelo econômico, deve se preocupar com os resultados financeiros e com o desenvolvimento sustentável da cooperativa... mas deve ser coletivo, igualitário e num ambiente onde todos se desenvolvam juntos. Quando o coletivo se desenvolve, o indivíduo cresce ainda mais.

 

No âmbito da Frencoop, quais os principais desafios e oportunidades a senhora vê para desenvolver as cooperativas?

Penso que temos que aumentar a participação das cooperativas em políticas públicas é o grande desafio. Isso não é nenhum favor que o Estado faz às cooperativas. O empreendedorismo coletivo é um importante meio de geração de renda, ainda mais em tempos de crise.

A realidade do agronegócio deixa isso muito claro: a agricultura familiar é a principal fonte de alimento do brasileiro, a oitava maior fonte de alimentos do mundo, é responsável 14 milhões de empregos na área rural. O Poder Público precisa ver que fortalecer causas como o cooperativismo é bom não só para as cooperativas, mas para o Brasil.

 

Como a senhora pode contribuir com o fortalecimento da Frencoop?

Mesmo no primeiro mandato eu já consegui me destacar no Congresso. Isso contribuiu para me tornar vice-líder do Governo na Câmara. E sem dúvida que isso facilita o acesso a alguns setores do governo. Pretendo usar meu trabalho e o reconhecimento que conquistei até agora para defender a causa cooperativista. Minha atuação parlamentar até aqui teve muito do agronegócio. Foi lutando por essas bandeiras que cheguei até aqui e ainda pretendo obter muitos avanços para o fortalecimento das cooperativas. (Informe OCB)

SAÚDE: Leandre quer apoio da Bancada para mais recursos a consórcios no Paraná

 

Desde o início do segundo mandato na Câmara, a deputada federal Leandre Dal Ponte (PV-PR) está empenhada para viabilizar mais recursos, através de uma emenda de Bancada, para os consórcios intermunicipais de saúde, que garantem atendimentos públicos de média complexidade a boa parte dos paranaenses. No início desta semana, em Curitiba, a deputada participou de mais uma reunião para debater o assunto.

 

Compromisso - Estava presente na reunião o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, que se comprometeu em dobrar os investimentos indicados pela bancada aos consórcios. Segundo ele, para cada R$ 1,00 que os deputados viabilizarem, através de emendas parlamentares, o Paraná se compromete em acrescentar mais R$ 1,00. 

 

Sede - O secretário também apresentou um projeto para construção da sede dos consórcios. Dos 25 em funcionamento do Paraná, pelo menos 10 não possuem sede própria, como o consórcio da região de Irati por exemplo. E o aluguel é um atenuante do custo operacional das entidades, que, de acordo com a deputada Leandre, está pesando nos cofres das prefeituras. “Precisamos de uma participação maior da União e do Estado no financiamento dos atendimentos de média complexidade”, afirmou a deputada paranaense.  

 

Estudo - De acordo com um estudo feito pela Rede Nacional de Consórcios, junto com a Associação de Consórcios do Estado do Paraná, na média, os consórcios de saúde paranaense são financiados, 87% pelos municípios, 12% pela União, e 1% pelo Estado.

 

Presenças - O coordenador da Bancada Federal, Toninho Wandscheer (PROS-PR), o deputado federal Aroldo Martins (PRB-PR), o presidente da AMP (Associação dos Municípios do Paraná), Darlan Scalco, e o presidente da ACSISPAR, Luis Carlos Borges Cardoso, também participaram da reunião. 

 

Apoio - Durante esta semana, em Brasília, a deputada federal Leandre e o coordenador da Bancada Federal, Toninho Wandscheer, buscam angariar apoio dos outros 28 deputados para indicar a emenda coletiva. (Assessoria de Imprensa da deputada federal Leandre Dal Ponte)

 

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UNIMED: Sistema cooperativo de saúde recebe prêmio Top of Mind de RH

 

unimed 24 10 2019Com 21 indicações, sendo vencedora em 16 edições anteriores, a Unimed é eleita, mais uma vez, a empresa mais lembrada pelo público na categoria "Convênio Assistência Médica e Seguro Saúde", do Prêmio Top of Mind de RH, considerado o mais relevante da área de Recursos Humanos. A 22ª edição da premiação ocorreu durante evento a convidados, na última sexta-feira (18/10), no Grupo Tom Brasil, na capital paulista.

 

Honra - "É uma honra para nós, da Unimed, recebermos esse prêmio. Trata-se de um importante reconhecimento a todos os nossos colaboradores e médicos cooperados que atuam em mais de 340 cooperativas de saúde e todos os dias trabalham com um único propósito que é de cuidar da saúde das pessoas", destava Ana Flávia Rodrigues, gerente de RH da Unimed do Brasil.

 

Reconhecimento - Realizado desde 1997, o prêmio Top of Mind de RH é uma homenagem às empresas mais lembradas pelos profissionais que atuam na área de recursos humanos das organizações. Ele reconhece em 32 categorias os profissionais e fornecedores de produtos e serviços para RH que desenvolvem ações e práticas relevantes junto ao público desse segmento.

 

Sobre a Unimed - A Unimed, maior sistema cooperativo de saúde do mundo, possui 52 anos de atuação no mercado de saúde suplementar. A marca nasceu com a fundação da Unimed Santos (SP), em 1967, e hoje é composta por 344 cooperativas médicas, com assistência para cerca de 18 milhões de beneficiários em todo País. Entusiasta do movimento SomosCoop, da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Unimed conta com mais de 115 mil médicos, 119 hospitais próprios e 2.506 hospitais credenciados, além de pronto-atendimentos, laboratórios e ambulâncias para garantir a qualidade da assistência médica, hospitalar e de diagnóstico complementar prestada aos beneficiários das cooperativas. Sua marca é ratificada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) como de alto renome por seu grande nível de conhecimento pelo público, autoridade incontestável e fama que ultrapassa os limites do segmento de saúde. (Imprensa Unimed do Brasil)

SICREDI UNIÃO PR/SP I: Soja e laranja fortalecem produtor de Guaravera

sicredi uniao I 24 10 2019Para ter mais segurança em seus negócios, o produtor Antonio Massao Nakamura, de Guaravera, distrito de Londrina, aposta na diversificação. Como a maioria dos agricultores locais, o carro-chefe são os grãos: soja no verão e milho no inverno, em 205,7 hectares de terras próprias e arrendadas.

Estratégia - O que diferencia Massao, de 65 anos, é a estratégia adotada para reduzir riscos, manter o equilíbrio financeiro da propriedade e prosperar. Em 36,3 hectares, o produtor mantém a cultura que tem garantido um bom retorno nos últimos anos: pomares de laranja. Com média de 2,8 caixas por planta – 114,2kg – a laranja possibilita também que Massao aproveite melhor o seu parque de máquinas, otimizando-o.

 

Riscos - “Os custos da agricultura são altos, é arriscado ficar na dependência apenas da soja e do milho”, disse o produtor à equipe do Rally Cocamar de Produtividade que o visitou na manhã chuvosa de 21 de outubro. Ele cita que os cultivos temporários são mais sujeitos a perdas em períodos de déficit hídrico do que os perenes, caso dos pomares.

 

Chuva providencial - A chuva providencial anunciava, enfim, que ele poderia retomar o plantio, já um pouco atrasado. “Eu começo a plantar sempre lá pelo dia 10 de outubro, mas com a falta de chuvas, só fiz 10% da área até agora”, observou. Ele espera concluir logo o plantio, pois o calendário vai se ajustando e sabe que a safra de milho, por causa do inverno, não admite atrasos.

 

Diversificação - Focado em diversificar, Massao procura adotar essa prática até mesmo na lavoura de verão: uma parte da soja é cultivada com sementes convencionais (não modificadas geneticamente), aproveitando assim uma oportunidade oferecida pelo mercado que paga até R$ 6,00 a mais por saca.

 

Risco - Morando na propriedade em companhia da esposa Elza, com quem tem dois filhos, o produtor é taxativo: “se não diversificar, o pequeno agricultor corre o risco de ficar inviável diante da alta dos custos”.  

 

Sicredi União PR/SP - Massao é um típico associado da Sicredi União PR/SP, que tem forte identificação com o meio rural. Comodamente, ele realiza todas as suas operações na agência de Guaravera e, dessa forma, não precisa ir a nenhum banco em Londrina. O gerente de desenvolvimento da cooperativa, Vitor Pasquini, acompanhou o Rally na visita.

 

Aquisição de máquinas - Além do custeio para as lavouras, o produtor já fez financiamentos para a aquisição de máquinas e comenta que os produtores, de uma forma geral, se sentem bem recebidos na cooperativa de crédito. “A gente é atendido pelo gerente e o relacionamento amigável passa confiança”, conclui.   

 

Sobre o Rally - O Rally Cocamar de Produtividade, em sua quinta edição consecutiva, tem a finalidade de valorizar as boas práticas agropecuárias. Patrocinam a iniciativa: Basf, Spraytec, Zacarias Chevrolet, Sicredi União PR/SP (principais), Cocamar TRR, Altofós Suplemento Mineral Cocamar, Elanco, Sancor Seguros e Texaco Lubrificantes, com o apoio da Unicampo, Aprosoja/PR e Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb). (Imprensa Sicredi União PR/SP)

SICREDI UNIÃO PR/SP II: Crianças aprendem a poupar com teatro

 

sicredi uniao II 24 10 2019A Sicredi União PR/SP iniciou neste mês mais uma turnê da Caravana Kids para ensinar educação financeira a alunos de escolas públicas. Em 16 dias, a peça teatral já foi apresentada em 26 municípios da região norte e noroeste do Paraná. Nesta quinta-feira (24/10) a apresentação será em Jaguapitã, às 10h e 14 horas, na Casa da Cultura, que fica na rua Pará, 70.

 

Cinco municípios - Depois disso, a turnê percorrerá mais 5 municípios do Paraná - incluindo Maringá - e outras 17 cidades em São Paulo, totalizando 67 apresentações. A programação será finalizada em Charqueada/SP, no dia 22 de novembro, às 19 horas.

 

Adaptação - A peça ‘Brincando de Circo’, da Cia. De Teatro Expressão de Amor, de Maringá, foi adaptada exclusivamente para a Caravana Kids. Na história, os atores Hudson Zanoni e Alexandre Penha interpretam os palhaços Adalberto Pé de Chinelo e Cajuíno Castanho, respectivamente. Juntos, eles sonham ter o próprio circo, mas percebem que não têm dinheiro para contratar outros palhaços e pôr o projeto em prática.

 

Decisão - Diante desta situação, Adalberto e Cajuíno decidem realizar a apresentação poupando. Para isso, eles mesmos se desdobram na aventura de fazer todos os personagens da trupe circense. “A gente põe e tira vários acessórios para fazer o apresentador, o mágico, o malabarista, o acrobata e o músico. A apresentação é lúdica, divertida, interativa, com duração média de 40 minutos, e as crianças sempre participam bastante”, afirma Zanoni, citando que ao final distribuem cofrinhos da Sicredi União PR/SP.

 

Impacto - Desde que o programa Caravana Kids foi iniciado, em 2012, mais de 70 municípios do Paraná e em São Paulo já receberam a peça, impactando cerca de 65 mil crianças. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Inovação Disruptiva e o Futuro dos Negócios são temas de seminário com Arthur Igreja

 

A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP e o Sebrae de Umuarama (PR) reuniram cerca de 300 empresários da região para um seminário com Arthur Igreja, realizado na noite de segunda-feira (21/10).

 

Temas - Durante a conversa com os empresários, o renomado palestrante brasileiro abordou assuntos relacionados à inovação disruptiva e ao futuro dos negócios, temas do evento. Além disso, foi discutida a necessidade de entender as cidades e suas culturas para que seja possível aplicar uma tendência de negócios. 

 

Apoio - O seminário contou ainda com o apoio da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Umuarama (ACIU), da Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais de Entre Rios (Cacier) e da Faculdade ALFA. 

 

Sobre a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP - A Sicredi Vale do Piquiri é uma cooperativa com 31 anos de história, mais de 136 mil associados, distribuídos em 77 agências. A Cooperativa atua nas regiões Oeste e Noroeste do Paraná e Capital e Abcd Paulista. A instituição se destaca pelo atendimento aos associados e pela preocupação com o desenvolvimento da comunidade.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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GRÃOS: Paraná deverá produzir mais de 36 milhões de toneladas

 

graos 24 10 2019Com a colheita dos cereais de inverno praticamente concluída, a safra de grãos 2018/19 no Paraná está sendo encerrada com um total estimado de 36,3 milhões de toneladas, volume 3% acima da safra anterior (17/18) que atingiu 35,4 milhões. É quase um milhão de toneladas de cereais a mais produzidos no Estado, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, relativo ao mês de outubro.

 

Projeção - A safra de grãos de verão (2019/20), que está sendo plantada, poderá chegar a 23,4 milhões de toneladas, sendo que o cultivo de soja representa 90% da área plantada nesta época do ano no Estado. A safra de grãos de verão poderá ser 19% maior em relação à safra passada, que foi de 19,6 milhões de toneladas.

 

Potencial - Segundo o diretor do Deral, Salatiel Turra, essa safra 19/20 começa com um potencial de 4 milhões de toneladas a mais, por causa da possibilidade de recuperação da soja, que quebrou no ano passado devido à seca, quando foram perdidas mais de 3,5 milhões de toneladas.

 

Seca - Para a safra de grãos de verão deste ano, a seca volta a ser uma preocupação, disse Turra. Sem chuvas regulares desde o início de setembro, as regiões Norte, Oeste, Noroeste e Norte Pioneiro estão sofrendo com a estiagem. De acordo com o Deral, a situação hídrica já foi normalizada nas regiões Central e Sul do Estado. O plantio da safra de verão começa a sofrer atrasos por conta da seca, mas há tempo para recuperação, salientou.

 

Sinal amarelo - Turra diz que por enquanto o sinal é amarelo para o plantio de soja. “Há preocupação com o cenário climático que ainda está incerto”, afirmou.

 

Soja - O plantio de soja da safra 2019/20 foi feito em 45% da área estimada de 5,5 milhões de hectares, porém está um pouco atrasado em relação ao ritmo de plantio de anos anteriores. O período da soja no Paraná vai até 31 de dezembro, então há tempo para recuperação, informou o analista Edmar Gervásio, do Deral.

 

Volume - Em condições normais de clima, o Deral estima um volume de 19,8 milhões de toneladas para a safra de soja, que representa um incremento de 23% sobre a soja da safra passada (2018/19) que atingiu volume de 16,1 milhões de toneladas. A safra anterior foi prejudicada pela seca.

 

Última chuvas - Segundo Gervásio, as últimas chuvas beneficiaram mais as lavouras das regiões Sudoeste e Sul. Já na região Oeste, grande produtora de soja, ocorreram chuvas, mas elas foram insuficientes e o solo voltou a ficar seco. Apenas 18% da área prevista na região foi plantada. A preocupação é que o período para o plantio começa a ficar restrito no Oeste.

 

Oeste - Se chover no Oeste, a soja ainda pode ser plantada. Agronomicamente, é recomendável para o desenvolvimento da planta. Porém, se for considerado o sistema de produção, que inclui o plantio do milho safrinha, pode haver comprometimento, salientou Gervásio.

 

Comprometimento - Isso porque, segundo ele, o plantio tardio da soja certamente vai comprometer o do milho safrinha da safra 2020 na região, que é bastante significativo para a produção estadual. Quando a soja é plantada mais tarde, a colheita também é tardia, o que vai prorrogar o período de plantio do milho safrinha na região, que está sujeito a ser atingido por geadas no ano que vem.

 

Cronometrados - Enfim, salientou Gervásio, no Paraná os períodos de plantio são praticamente cronometrados para proporcionar o máximo de rendimento com a sucessão de safras.

 

Norte - O atraso mais significativo no cultivo da soja está na região Norte, que planta mais tarde, portanto tem mais tempo para recuperação.

 

Milho - A área plantada com milho nesta época do ano é pequena. Ao longo dos últimos anos, o milho de primeira safra vem perdendo espaço para a soja, que compensa mais financeiramente aos produtores.

 

Redução - Segundo o Deral, serão 338 mil hectares plantados este ano, que dará uma redução de 6% sobre a área ocupada no ano passado, que atingiu 360 mil hectares. A produção da safra 2019/20 deve atingir um volume de 3,1 milhões de toneladas, praticamente repetindo a produção do ano passado que foi de 3,15 milhões de toneladas.

 

Milho primeira safra - Os mesmos aspectos climáticos que atingem a soja também impactam no plantio de milho da primeira safra, disse Gervásio. Mas o impacto sobre a cultura é menor porque 70% do plantio de milho da primeira safra se concentra nos núcleos de Curitiba, Ponta Grossa e Guarapuava, onde o clima não foi tão irregular como nas demais áreas. Com isso, 90% da área prevista com milho da primeira safra já foi plantada.

 

Nicho - Uma característica importante no plantio de milho da primeira safra é que a cultura se tornou uma produção de nicho. São produtores mais especializados, com uso de mais tecnologia e de alta produtividade nas lavouras.

 

Feijão - A primeira safra de feijão no Paraná está com 84% da área plantada, superando o ritmo de plantio do ano passado. A cultura não foi afetada pelo clima seco porque 90% do plantio se concentra na região Sul, onde as condições hídricas no solo estão regulares.

 

Área menor - Segundo o Deral, este ano serão plantados 152.500 hectares, área 6% inferior ao igual período do ano passado, que atingiu 162.300 hectares. A estimativa de produção é de 305,2 mil toneladas, volume 24% acima do ano anterior, quando a safra tingiu 247,1 mil toneladas.

 

Condições boas - O engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Alberto Salvador, afirma que as condições de desenvolvimento do feijão da primeira safra são boas, mantendo as expectativas de uma boa colheita, ficando ainda o Paraná como líder nacional de produção do grão.

 

Desafio - Salvador destacou que o desafio da cadeia produtiva do feijão é aumentar o consumo, que diminui ano a ano por causa de novos hábitos da população. Com isso, a produção também vai reduzindo, disse.

 

Trigo - O trigo da safra 2019 está com 82% da área já colhida. A seca acelerou o ritmo de colheita. Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, este é o terceiro ano seguido de safra de trigo ruim no Estado e este ano a safra será a menor dos últimos anos, com uma quebra de 34% em relação ao potencial. A expectativa de produção foi rebaixada para 2,2 milhões de toneladas, bastante inferior ao ano passado, também afetado pela seca, cujo volume foi de 2,8 milhões de toneladas. O prejuízo estimado aos produtores é de aproximadamente de R$ 50 milhões.

 

Dois eventos - A safra deste ano foi atingida por dois eventos climáticos prejudiciais ao desenvolvimento das plantas. Foram as geadas nas lavouras mais precoces, que afetaram as regiões Oeste, Centro-Oeste e Sudoeste. E posteriormente a seca que atingiu essas mesmas regiões, e também o trigo plantado na região Norte.

 

Sul e Sudeste - Atualmente, a colheita está ocorrendo nas regiões Sul e Sudeste, onde as lavouras são plantadas mais tardiamente e que estão com uma condição mais razoável de desenvolvimento. Será a parte da safra que terá mais produtividade e qualidade, salientou Godinho.

 

Mandioca - A área plantada com mandioca no Estado na safra 2019/20 será de 134,6 mil hectares, praticamente repetindo a área da safra passada. A produção estimada pelo Deral é de 3,3 milhões de toneladas, volume cerca de 3% acima do não passado, quando foram colhidas 3,2 milhões de toneladas.

 

Seca - De acordo com o economista Methodio Groxko, o clima seco está afetando o plantio da safra nova. “O plantio não está atrasado, porém começam a aparecer dificuldades na emergência das plantas por falta de chuvas”, disse.

 

Atividades simultâneas - Segundo Groxko, agora as atividades são simultâneas entre a colheita da safra anterior e plantio da nova safra de mandioca. Assim como o clima seco está prejudicando o desenvolvimento da safra nova, também está prejudicando o arranquio da raiz, por causa do solo seco.

 

Cevada - A cevada é um cereal de inverno que começa a ganhar importância no Paraná devido ao sistema de produção integrada, cuja comercialização é garantida pelas cooperativas e indústrias cervejeiras, com demanda acima da produção

 

Aumento - A área plantada nesta safra deve atingir 60,3 mil hectares, 8% acima do ano passado, quando ocupou 55,7 mil hectares. A produção estimada pelo Deral é de 244,3 mil toneladas, volume 11% maior que no ano passado quando foi de 220 mil toneladas.

 

Colheita - Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Rogerio Nogueira, a cevada plantada em 2019 está sendo colhida, com plantio feito em 13% da área ocupada. O ritmo de colheita está mais avançado em Ponta Grossa, onde 50% da área plantada já foi colhida e está em boas condições. Na região de Guarapuava, as primeiras lavouras colhidas demonstram que a cultura foi afetada pela seca, devendo apresentar uma retração regional.

 

Produtividade - Nogueira diz que a produtividade média de cevada no Paraná e de 4 mil quilos por hectare, sendo que há propriedades com rendimento de até 7 mil quilos por hectare na região de Guarapuava. A produção da região de Guarapuava já está toda vendida para a Cooperativa Agrária do distrito de Entre Rios. (Agência de Notícias do Paraná)

FIEP: Evento vai reunir empresas europeias do setor de alimentos e bebidas em Curitiba

A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep/PR), por meio do Centro Internacional de Negócios, realiza o evento Matchmaking com a Europa: setor alimentos e bebidas, em parceria com os cluster de alimentos Clusaga (Espanha), Vitagora (França), Valorial (França) e FoodValey (Países Baixos) – participantes dos projeto New Frontiers in Food Fast Forward (NF4). Será dia 7 de novembro, no Campus da Indústria, em Curitiba. O público-alvo são as empresas, órgãos e instituições do governo, Universidades, institutos de pesquisa, distribuidores e importadores do setor de alimentos e bebidas.

Programação - O encontro será composto de três sessões, sendo a primeira a abertura institucional. A sessão de apresentações versará sobre os clusters e cada empresa estrangeira terá até um minuto para expor seus interesses. A sessão de negócios será a oportunidade para estabelecimento do contato direto com cada empresa estrangeira.

Mesas compartilhadas - As sessões de negócios serão em mesas compartilhadas com indicação do nome de cada empresa estrangeira. Atenção: as reuniões bilaterais serão predominantemente em inglês e não haverá tradução para o português. É importante que os participantes das reuniões tenham capacidade de tomada de decisão para que o encontro gere negócios efetivos.

Parceiros - Os clusters de alimentos Clusaga (Espanha), Vitagora (França), Valorial (França) e FoodValey (Países Baixos) visam identificar parceiros de negócios para suas empresas-membro em três cadeias de valor da indústria de alimentos: alimentos processados, produtos alimentares saudáveis e nutricionais e alimentos conectados (combinação de alimentos e serviços de tecnologia da informação).

Mais informações - Mais informações com o Centro Internacional de Negócios (41 3271-9340 / internacional@fiepr.org.br). (Fiep). O link para inscrições é: http://abre.ai/b2balimentos.

 

fiep folder 24 10 2019

MISSÃO INTERNACIONAL: China deve importar melão do Brasil e habilitar novos frigoríficos, anuncia ministra

missao 24 10 2019A China deve importar melão produzido no Brasil e habilitar novos frigoríficos brasileiros para fornecerem carne aquele país. Em compensação, o Brasil vai importar pera chinesa. O anúncio foi feito pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, que se reuniu nesta quarta-feira (23/10) com o colega chinês, Han Changfu.

Celeridade - “Muitas coisas estão caminhando com muita celeridade. No caso das frutas, devemos ter o anúncio da abertura de melão do Brasil para China e de pera da China para o Brasil. Temos mais habilitações que devem acontecer no intervalo de dias entre a visita do presidente Bolsonaro à China e a visita do presidente Xi Jinping ao Brasil”, afirmou Tereza Cristina.

Segunda viagem - Esta é a segunda viagem da ministra à Pequim. A primeira foi em maio deste ano. Tereza Cristina chegou à China no fim de semana passado e nessa quinta-feira (24/10) se juntou à delegação do presidente Jair Bolsonaro. Nesta quinta, a delegação visitou a Muralha da China e depois se reuniu com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf.

Continuidade - Tereza Cristina destacou a importância da continuidade das conversas entre maio e outubro deste ano. “Tivemos alguns avanços. A viagem de maio foi importantíssima para uma abertura maior entre o Ministério da Agricultura e o GACC (aduana chinesa)”, disse a ministra.

Mercado - A ministra ressaltou o importante mercado que se abre para a produção pecuária brasileira. “Hoje o mercado de carnes está em ebulição aqui, a necessidade é muito grande. Então, aqueles frigoríficos que estão preparados com os protocolos para exportar para China terão oportunidade, tamanha é a necessidade e a vontade de importar carne do Brasil”, afirmou.

Agrícola- Na área agrícola, segundo a ministra, estão sendo acertados protocolos para exportação de farelo de algodão e de farelo de soja, mas essa negociação exige mais conversas entre as equipes técnicas dos dois países. A China também manifestou interesse no açúcar e no etanol brasileiros.

Interesse - “Há interesse deles no açúcar, no algodão e até no etanol. (O etanol) Entrou de maneira muito inicial ainda, muito pontual, mas vamos caminhar para uma discussão também sobre esse assunto”, afirmou a ministra.

Parceria - Tereza Cristina reforçou a importância das parcerias entre o Brasil e a China – um país que precisa alimentar 1,4 bilhão de pessoas. “O que o nos foi dito ontem, com muita propriedade, é que eles têm a necessidade (de alimentos), porque estão colocando no mercado de consumo mais de 300 milhões de pessoas. Isso é um outro Brasil que precisa ser alimentado dentro da China”, disse. “Nós temos de aproveitar essa oportunidade, entregando o que eles querem: volume, alimento de qualidade e preços que possam estar ajustados aqui no mercado chinês”, completou.

Seminário - Nesta sexta-feira (25/10), a ministra participa do Seminário Empresarial Brasil-China, integrando a comitiva do presidente. Tereza Cristina é uma das palestrantes no encontro. Ela fala sobre as relações do agronegócio brasileiro e chinês. A ministra retorna ao Brasil neste fim de semana. (Mapa)

 

SETOR EXTERNO: Fim das taxas no Mercosul traz economia a exportador

 

setor externo 24 10 2019Os exportadores brasileiros esperam economizar cerca de US$ 500 milhões ao ano com a eliminação de taxas que são cobradas no comércio entre os países do Mercosul. A medida deverá ser aprovada na reunião de cúpula do bloco, marcada para os dias 4 e 5 de dezembro em Bento Gonçalves (RS), como parte de um acordo de facilitação de comércio entre os sócios.

 

Sem sentido - “Não faz nenhum sentido os brasileiros pagarem uma taxa dentro do Mercosul que seus competidores estão isentos”, disse o diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi. Ele explicou que, devido ao acordo com o bloco, exportadores europeus ficarão isentos dessas taxas.

 

Taxa estatística - Mas, nas vendas do Brasil para a Argentina, é cobrada uma taxa estatística de 2,5% sobre o valor da venda. Exportando para o Uruguai, pode chegar a 5%. E no Paraguai os exportadores pagam de US$ 2 a US$ 30 para expedição de documentos como fatura, certificado de origem, conhecimento de embarque.

 

Cobrança excessiva - A cobrança excessiva de taxas e encargos foi apontada por 40,2% das empresas exportadoras que responderam à pesquisa inédita da CNI, obtida pelo Valor, sobre dificuldades aduaneiras no Mercosul. Mas o problema apontado com mais frequência, por 60,9% das empresas, foi a demora para liberação e desembaraço das mercadorias.

 

Argentina - Na Argentina, a liberação de uma exportação chega a 30 dias. Na média, são 6,6 dias. É um procedimento mais demorado do que no Paraguai (4,7 dias) e no Uruguai (4,2 dias). “É preciso modernizar as normas aduaneiras do Mercosul”, afirmou o executivo. “Há compromissos que os quatro países do bloco já adotaram em outros acordos internacionais, mas que ainda não negociaram entre si.”

 

Acordo de facilitação - Um acordo de facilitação de comércio ambicioso, como o defendido pela entidade, contemplaria definições concretas sobre prazos, compromissos e redução de taxas e de burocracia. O desembaraço aduaneiro, por exemplo, precisaria ser feito em até 48 horas após a chegada da mercadoria. Também poderia haver uniformização de registros e certificações e prazo máximo para a cobrança de multa por violação de normas aduaneiras.

 

Grupo permanente - A agenda prioritária proposta pela CNI contempla ainda a criação de um grupo permanente para interoperabilidade da janela única do comércio exterior. Hoje, no Brasil, os procedimentos para exportação já estão num único ambiente na internet, o Portal Único. Os demais sócios desenvolvem iniciativas semelhantes. Mas seria importante que os sistemas dialogassem.

 

Reconhecimento mútuo - Outra sugestão é reconhecer mutuamente os Operadores Econômicos Autorizados (OEAs), empresas exportadoras que atuam em conformidade com a legislação e, por isso, poderiam ter um tratamento diferenciado, mais rápido, por parte das autoridades aduaneiras.

 

Melhoria - A CNI defende também a melhoria na publicação, pelos países, de procedimentos e custos para exportar. Abijaodi atribuiu a uma “reação emocional” do presidente Jair Bolsonaro a ideia de “isolar a Argentina” dentro do Mercosul, caso o país não concorde com a proposta brasileira de abertura unilateral do mercado sul-americano. “Brasil e Argentina representam juntos 90% do Mercosul”, afirmou. “Não acredito nisso [isolamento].”

 

Corrente de comércio - Conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a corrente de comércio do Brasil com os países do Mercosul somou US$ 20,7 bilhões no período de janeiro a setembro deste ano. Desse total, 74% foram trocas comerciais com a Argentina.

 

Mais transparência - O executivo também defendeu mais transparência com o governo nas negociações comerciais, com maior participação das empresas. O governo brasileiro apresentou uma proposta de redução unilateral das tarifas do comércio exterior, informou o Valor na última terça-feira (22/10). Para o setor industrial, a redução seria de 13,6% para 6,4% na média, num período de quatro anos. (Valor Econômico)

ECONOMIA I: Dólar fecha no menor nível em dois meses e bolsa renova recorde

 

economia I 24 10 2019A moeda norte-americana fechou no menor nível em dois meses e a bolsa de valores renovou o recorde no dia em que o Senado concluiu a votação da reforma da Previdência em segundo turno.  O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (23/10) vendido a R$ 4,038, com queda de R$ 0,043 (-1,05%). A divisa fechou na cotação mais baixa desde 21 de agosto (R$ 4,031).

 

Evolução - A divisa iniciou o dia com pequena alta. Depois de passar boa parte da manhã vendido a R$ 4,08, o dólar começou a recuar quando o Senado anunciou o acordo para votar o último destaque pendente da reforma da Previdência. A cotação caiu ainda mais a partir das 13h30, quando o Senado encerrou a votação. Na mínima do dia, o dólar chegou a ser vendido a R$ 4,02.

 

Ganhos - O dia também foi de ganhos no mercado de ações. Depois de bater recorde na terça-feira (22/10), o índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), repetiu o desempenho e fechou o dia aos 107.543 pontos, com alta de 0,15%. O indicador operou perto da estabilidade durante toda a sessão, alternando momentos de alta e de queda.

 

Influências - Além da aprovação da reforma da Previdência, que gerará economia de R$ 800,2 bilhões para o governo nos próximos dez anos, o mercado financeiro foi influenciado por notícias do exterior. O alívio nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China e a suspensão das sanções contra a Turquia pelo presidente norte-americano Donald Trump contribuíram para a queda do dólar em todo o planeta. (Agência Brasil)

ECONOMIA II: BC define regras de divulgação de taxa de câmbio de cartão de crédito

 

economia II 24 10 2019O Banco Central (BC) definiu as regras para a divulgação das taxas de conversão de gastos em moeda estrangeira em cartão de crédito de uso internacional. Em circular publicada na edição desta quarta-feira (23/10) do Diário Oficial da União, o BC determina que a taxa de conversão do dólar deve ficar disponível nos canais remotos de atendimento ao cliente, inclusive por meios eletrônicos, com acesso direto ao público no menu relativo a cartões de uso internacional.

 

Identificação ou autenticação - A divulgação das taxas de conversão deve ser realizada independentemente de identificação ou autenticação do usuário, diz a circular.

 

Quatro casas decimais - Além disso, a taxa de conversão deve ter quatro casas decimais e deve ser divulgada tanto em formato de dados abertos (acesso livre para modificação e compartilhamento), quanto em formato final para utilização direta pelo público.

 

Histórico - Quanto ao histórico, a circular determina que a informação deve abranger as taxas de conversão praticadas, no mínimo, a partir de 1º de março de 2020, até 30 de agosto de 2020. A partir de 1º de setembro de 2020, o histórico deve abranger as taxas de conversão praticadas, no mínimo, nos últimos 180 dias.

 

Opção - O BC também determina que o histórico deve conter a opção para a consulta da última taxa de conversão disponível.

 

Detalhamento - A circular publicada nesta quarta detalha norma definida no final do ano passado. Na época, o BC determinou que os gastos feitos em moeda estrangeira nos cartões de crédito internacionais terão seu valor fixado em reais pela taxa de conversão vigente no dia de cada gasto realizado. A medida passa a valer a partir a partir de 1º de março de 2020. Com essa medida, o cliente ficará sabendo já no dia seguinte quanto vai desembolsar em reais, eliminando a necessidade de eventual ajuste na fatura subsequente. (Agência Brasil)

PREVIDÊNCIA: Senado conclui votação da reforma

 

previdencia 24 10 2019A reforma da Previdência foi definitivamente aprovada no Senado, no começo da tarde desta quarta-feira (23/10). “Aos 49 minutos do segundo tempo”, como disse o senador Esperidião Amin (PP-SC), foi feita, com aprovação unânime, a última alteração ao texto da Proposta de Emenda à Constituição 6/2019: a retirada do “enquadramento por periculosidade” da proposição, já que a inserção da expressão na Carta Magna poderia impedir os trabalhadores que exercem atividades perigosas de tentar obter a aposentadoria especial na Justiça. A proposta será promulgada em sessão do Congresso Nacional, que deve ocorrer até o dia 19 de novembro e deverá contar com a presença do presidente Jair Bolsonaro, segundo afirmou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, via Twitter.

 

Conciliação - “Tenho conversando com todos esses líderes, tentado buscar a voz de conciliação, de pacificação, e é por isso que eu acho que a gente tem conseguido avançar muito no Senado Federal, no Parlamento brasileiro. E esta legislatura é reconhecida pelos brasileiros como a legislatura que tomou para si a responsabilidade de fazer as reformas de que o país precisava. Essa matéria foi abraçada pelo Congresso Nacional como uma proposta do Brasil, e não de um governo”, disse Davi, durante a votação.

 

Aposentadoria especial - O acordo envolveu líderes partidários, do governo, o presidente Davi e o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, para permitir a modificação do texto, a partir de um destaque apresentado pelo Partido dos Trabalhadores e aprovado no Plenário nesta quarta. A redação anterior da PEC 6/2019, ao tratar de aposentadorias decorrentes de atividades que sejam exercidas com exposição a agentes nocivos, químicos, físicos e biológicos ou prejudiciais à saúde, proibiria a concessão do enquadramento por periculosidade. Isso praticamente impediria a concessão de aposentadoria especial para trabalhadores em atividades perigosas como vigilantes, guardas de trânsito, frentistas e eletricistas.

 

Retirada da expressão - A negociação retirou a expressão e a vinculou à elaboração de um projeto de lei complementar, para regulamentar definitivamente quais atividades devem ser enquadradas como perigosas, o que vai também diminuir a insegurança jurídica e a briga na Justiça por esse direito — que era um dos objetivos do Executivo com a reforma.

 

Projeto - “O governo vai preparar esse projeto e deve mandar para o Senado na quarta-feira da próxima semana. Esse projeto vai definir quais são os critérios de concessão para evitar essa judicialização, que hoje chega a quase 70% das concessões de aposentadorias especiais no país”, explicou Rogério Marinho, depois do acordo firmado e antes da aprovação do texto em Plenário.

 

Compromisso - O relator da proposta, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), frisou que o compromisso é de aprovar o projeto complementar rapidamente e que a retirada da expressão não causa nenhum impacto fiscal imediato, nem afeta a economia de R$ 800 bilhões estimada com a aprovação da PEC 6/2019.

 

Impacto - “Não tem [impacto fiscal], porque o impacto não seria imediato. O impacto seria a longo prazo. Quero deixar registrado: não tem impacto financeiro nenhum, apenas desconstitucionaliza a questão da periculosidade”, disse Tasso.

 

Retirada - Um último destaque — apresentado pela Rede e pendente de análise desde a noite anterior, quando ocorreu a aprovação do texto-base e a rejeição de dois outros destaques — foi retirado pelo líder do partido, senador Randolfe Rodrigues (AP), ainda como parte do acordo geral.

 

Apresentação - Randolfe informou que a proposta deverá ser apresentada pela Liderança do MDB e ter como relator o senador Esperidião Amin, caminhando com urgência no Senado. Segundo a senadora Rose de Freitas (Podemos-ES), a PEC 6/2019 só deverá ser promulgada após a aprovação desse PLP.

 

Conquista - “Presidente, esta Casa tem obtido várias conquistas, mas historicamente essa é a maior. Vossa Excelência, como se fosse um jogo, coloca todo mundo para conversar e assume um compromisso, que é histórico, que tem que ser lembrado, de que a promulgação se realizará tão logo o PLP seja votado, com o entendimento e a relatoria do senador Amin, para que garantamos aquilo que sabemos que são as atividades nocivas, flagrantemente nocivas, que não podem ser excluídas do direito da classe trabalhadora”, detalhou Rose.

 

PEC Paralela - O senador Paulo Paim (PT-RS), que encerrou a sessão e promulgou o resultado da votação do destaque (a aprovação foi por unanimidade, com 79 votos a 0), mencionou que a reforma da Previdência ainda não terminou, já que a PEC Paralela (PEC 133/2019) está na pauta e poderá aperfeiçoar a proposta, e o PLP da periculosidade também precisa ser votado. “Acredito que possamos construir concertações como a que construímos com esse destaque”, disse Paim.

 

Agradecimentos - A aprovação de uma reforma possível, não necessariamente ideal, o reconhecimento do trabalho bem-feito e exaustivo do relator, Tasso Jereissati, para aprimorar a proposta, e a luta do senador Paulo Paim até o último minuto, para amenizar derrotas aos trabalhadores, foram destacados nas manifestações dos parlamentares durante a votação.

 

Espírito democrático - “O senador Tasso Jereissati, com espírito democrático, soube reconhecer os erros, os excessos da reforma apresentada pela Câmara dos Deputados e teve a capacidade de, no seu relatório, tirar as injustiças, como o BPC, o trabalho rural. Como verdadeiro estadista, ao meu lado, conduziu-me na condução dos trabalhos da CCJ. Outro personagem fundamental, porque esta é uma Casa democrática, do diálogo, do equilíbrio e moderação que tanto faltam nas ruas, nas praças, nas Casas do povo brasileiro, foi a figura equilibrada da oposição responsável e consciente do senador Paulo Paim, que vem como o mais legítimo representante do trabalhador brasileiro, que tem o espírito daquele que dá o sangue e o suor para que possamos fazer deste país um país verdadeiramente grande”, disse Simone Tebet.

 

Dificuldades superadas - Tasso Jereissati mencionou as dificuldades superadas com a ajuda dos líderes, que “não foram arrogantes e buscaram o consenso”, do presidente Davi Alcolumbre, de Simone Tebet e dos servidores técnicos que trabalharam na elaboração da proposta. “Na finalização desse grande debate, o ponto mais alto não é na disputa do debate, mas sim no acordo que fizemos neste momento para fechar com chave de ouro a reforma”, disse.

 

Crítica - O senador Weverton (PDT-MA), apesar de comemorar a mudança em prol dos trabalhadores em atividades perigosas, criticou a aprovação da reforma, que segundo ele vai deixar os idosos mais pobres, dificultar a aposentadoria das mulheres e decretar “o fim da aposentadoria justa para as próximas gerações”. “Que esta Casa que fala em altivez tenha a coragem de enfrentar bancos, petroleiras e sistemas que sempre enfraquecem os mais fracos”, disse.

 

Crise - Já o senador Confúcio Moura (MDB-RO) lembrou que somente a aprovação da reforma da Previdência não será suficiente para tirar o Brasil da crise. “Precisamos iniciar, a partir de hoje, o debate de novos temas importantes e que venham a ajudar e contribuir para o Brasil crescer. Que depois desse ajuste, desse arrocho, a gente possa oferecer aos cidadãos serviços melhores”, avaliou. (Agência Senado)

INFRAESTRUTURA I: Paraná e Governo Federal estudam construção de nova ferrovia

infraestrutura II 24 10 2019O Governo do Estado estuda desde o início da gestão projeto de uma nova ferrovia que liga Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá e incluindo o ramal Cascavel a Foz do Iguaçu. Com uma perspectiva de aumento no volume transportado e tarifas competitivas, o Paraná planeja uma nova modelagem que garanta a execução do projeto. O Governo Federal é favorável e está disposto a contribuir com o projeto.

Reunião - Na segunda-feira (21/10), o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, reuniu-se com o assessor especial do Ministério da Infraestrutura, Marcos Felix, e o representante da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, Guilherme Bianco.

Melhor formatação - De acordo com Marcos Felix, o Paraná já tem o apoio do Governo Federal para tocar o projeto de uma nova ferrovia. “O nosso apoio vocês já têm. Temos que desenhar agora a melhor formatação”, disse.

Opções - Segundo Felix, uma das opções ainda para maior agilidade no processo seria a federalização do projeto, possibilitando uma força-tarefa entre os governos do Estado e Federal. “Vamos cooperar para resolver os problemas juntos, o que trará maior transparência. A federalização do projeto seria uma possibilidade”, destacou.

Participantes - Participaram também da reunião o diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Fernando Furiatti; o diretor presidente da Ferroeste, André Gonçalves; o representante da Secretaria de Estado do Planejamento, Luiz Henrique Fagundes; e o assessor especial, Claudinir Franco.

Maior faturamento - André Gonçalves disse que a Ferroeste registrou este ano o maior faturamento da história e um crescimento considerável em relação ao volume transportado pela linha férrea. “Nosso objetivo é contribuir para a ampliação da malha ferroviária do Paraná”, afirmou.

Escoamento da produção - O representante da secretaria do Planejamento, Luiz Fagundes, explanou o projeto do Governo do Estado para a nova ferrovia e obras estruturantes previstas para fortalecer o escoamento da produção, que inclui portos secos e terminais de carga. “Nossa grande expectativa é o apoio do Governo Federal, o que ficou claro que já temos. Pelo tamanho do projeto, acreditamos que o trabalho conjunto é o melhor caminho”, disse Fagundes.

Nova ferrovia - O Governo do Paraná deu o primeiro passo para elaboração de um estudo ferroviário que contemplará 1.280 quilômetros. Foi publicado no Diário Oficial da União, do mês passado, o aviso de manifestação de interesse de empresas nacionais e internacionais para contratação dos serviços de elaboração dos estudos de Viabilidade Técnica, Econômica, Ambiental e Jurídica dos projetos: Nova Ferrovia - Paranaguá (PR) a Maracaju (MS) e do Ramal Ferroviário Cascavel a Foz do Iguaçu. (Agência de Notícias do Paraná)

 

INFRAESTRUTURA II: Contorno de Ponta Grossa integrará pacote de concessões do Estado

 

rodovias 24 10 2019O Governo do Estado confirmou nesta quarta-feira (23/10), durante a instalação da sede do Executivo em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, que o município será beneficiado com a construção do contorno Norte. A obra desviará o tráfego pesado da BR-373, que corta a cidade e é um dos principais pontos de violência no trânsito paranaense.

 

Anúncio - O anúncio do governador foi feito durante entrevista coletiva no Centro de Eventos de Ponta Grossa, logo após o ato de instalação do governo. A obra, afirmou o governador, fará parte do novo pacote de concessões de rodovias do Estado. Os contornos de Cascavel e Londrina também vão integrar o mesmo lote de intervenções.

 

Obra importante - “É uma obra importante, que deixou de ser feita no passado. O contorno vai livrar da avenida Souza Naves do trânsito pesado, salvando vidas e melhorando toda a logística da cidade”, afirmou o governador.

 

Novo pacote - O novo pacote de concessões aumenta o anel de integração de 2.500 para 4.100 quilômetros as rodovias concedidas. A obra do contorno Norte de Ponta Grossa estava prevista no contrato inicial de concessão firmado pelo Governo do Estado em 1997, mas não foi realizada.

 

Governo Federal - “Agora já está tudo certo com o Governo Federal. O contorno de Ponta Grossa vai integrar o novo lote de concessões”, disse Sandro Alex, secretário da Infraestrutura e Logística. “Isso vai resolver de vez um dos maiores gargalos do Estado”, completou.

 

Extensão - O contorno terá extensão de 12,8 quilômetros. De acordo com a concessionária Rodonorte, que administra atualmente o trecho, hoje o valor estimado dessa obra é de quase R$ 312 milhões.

 

Acordo - Antes, porém, o trecho urbano da BR-373 em Ponta Grossa receberá duas intervenções importantes dentro do acordo de leniência firmado pela Concessionária CCR-Rodonorte e o Ministério Público Federal (MPF). Serão construídas duas passagens de nível na avenida Souza Naves, garantindo mais segurança a pedestres e motoristas. Balanço da PRF apontou 62 mortes no trecho urbano da BR-373 entre 2010 e 2018. “Estamos recuperando o tempo perdido”, destacou o governador.

 

Pacote de obras - Ratinho Junior afirmou que a escolha deste projeto, assim como os demais que integram o pacote de obras a serem realizadas dentro do acordo de leniência, teve caráter técnico e levou em consideração a segurança de usuários e pedestres, fluxo de veículos e mobilidade. Entre as prioridades estão trechos com alto índice de mortes por atropelamento, conforme informações colhidas junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Rodoviária Estadual (PRE).

 

Nova concessão - Em fevereiro de 2019 houve concordância do Governo Federal para a realização de uma nova licitação do Anel de Integração. “Será o maior leilão de rodovias do Brasil a ser realizado pela União”, afirmou o governador.

O leilão vai ocorrer na Bolsa de Valores de São Paulo. "A nossa estimativa é que o valor do pedágio seja reduzido de 30% até 50% em alguns casos”, completou o secretário Sandro Alex.

 

Presenças - Participaram do encontro com a imprensa os secretários Guto Silva (Casa Civil), Márcio Nunes (Desenvolvimento Sustentável e Turismo), João Carlos Ortega (Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas), Hudson José (Comunicação Social e Cultura); o prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel, e a vice-prefeita, Elizabeth Silveira Schmidt; o presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano; o líder do Governo na Assembleia Legislativa, Hussein Bakri; e os deputados estaduais Soldado Adriano, Emerson Bacil, Alexandre Amaro, Mabel Canto e Plauto Miró. (Agência de Notícias do Paraná)

FOMENTO: BRDE e Unido facilitam acesso a crédito para produção de biogás

fomento 24 10 2019O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido) assinaram nesta quarta-feira (23/10), na sede do banco em Curitiba (PR), um acordo de cooperação técnica para facilitar o acesso de produtores agroindustriais do Sul do Brasil a crédito voltado à produção de biogás e biometano no setor.

Facilidade de acesso - Pelo acordo, o BRDE se compromete a apoiar a Unido na criação de instrumentos que facilitarão o acesso a serviços financeiros por parte de produtores e fornecedores ligados à cadeia produtiva e tecnológica do biogás.

Ferramenta de suporte - A parceria também inclui a construção de ferramentas de suporte à elaboração e avaliação de modelos e planos de negócios específicos para o setor.

Biogás Brasil– Assinaram a cooperação o representante da Unido para o Brasil e a Venezuela, Alessandro Amadio; o diretor-presidente do BRDE, Marcelo Haendchen Dutra, e o diretor de Operações do banco, Wilson Bley Lipski.

Parceira - A parceria faz parte das ações do projeto GEF Biogás Brasil (Aplicações do Biogás na Agroindústria Brasileira), implementado pela Unido, em conjunto com o governo federal, instituições privadas, universidades e entidades setoriais.

Objetivo - O objetivo do projeto e do acordo de cooperação técnica é estimular a utilização do biogás como fonte energética sustentável, reduzir a dependência nacional em relação a combustíveis fósseis, estimular a competitividade do setor agroindustrial brasileiro e diminuir a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.

Fortalecimento da cadeia - “O projeto é voltado para o fortalecimento da cadeia de valor do biogás. A ideia principal é construir uma estrutura mais complexa que permita o desenvolvimento de modelos de negócio mais interessantes para o setor. E esse tipo de estratégia exige investimentos mais altos. Por isso, a parceria com um banco capaz de fornecer esse tipo de investimento é essencial”, diz Alessandro Amadio, da Unido.

Sinergia - “Temos no Paraná uma malha de atores que oferecem operações e linhas de crédito. O Sistema Paranaense de Fomento opera com a parceria do BRDE, da Fomento Paraná, da Invest Paraná, e do Sebrae/PR. Há uma sinergia para operacionalizar resultados que cheguem com mais eficiência à população”, afirma Wilson Bley Lipski.

Valorização - A ação conjunta envolvendo o BRDE, a Unido e os atores institucionais e governamentais envolvidos no projeto pretende identificar e avaliar as principais oportunidades de valorização do biogás a partir do agronegócio regional, além da captação de recursos externos para o financiamento da geração sustentável de energia e combustível.

Financiamento - O projeto GEF Biogás Brasil é financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (Global Environment Facility, em inglês), implementado pela Unido e liderado no Brasil pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Recursos - A iniciativa conta com quase oito milhões de dólares em recursos diretos, além de parceiros governamentais, privados, setoriais e acadêmicos.

O BRDE - O BRDE é uma instituição financeira pública voltada para estímulo ao desenvolvimento regional, ligada aos estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. A parceria com a Unido faz parte do programa BRDE PSC - Produção e Consumo Sustentáveis, uma iniciativa do banco que tem como objetivo financiar projetos que ajudem na redução da emissão de gases de efeito estufa. (Agência de Notícias do Paraná)

 


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