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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4693 | 28 de Outubro de 2019

ENCONTRO ESTADUAL: Família cooperativista paranaense vai se reunir no dia 6 de dezembro, em Medianeira

 

Todos os anos, o Sistema Ocepar reúne a família cooperativista paranaense para celebrar as conquistas alcançadas pelo setor ao longo do ano. E, pela primeira vez, o tradicional Encontro Estadual, que sempre foi realizado em Curitiba, vai ocorrer no interior do Estado. Medianeira, na região Oeste, vai sediar o evento, no dia 6 de dezembro, das 8h30 às 15h45.  “Estamos inovando e queremos reunir a família cooperativista do Paraná em um local diferente para promovermos uma aproximação maior ainda com o nosso público, possibilitando que os participantes possam conhecer a realidade de outras regiões”, afirma o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.

 

Programação – A programação contempla o Painel com autoridades, seguido de apresentação sobre a Cooperativa Lar, anfitriã do Encontro. “Improviso e criatividade” e “A arte de viver a transformação” são os temas das palestras que serão apresentadas, na sequência, pelo ator, diretor e dramaturgo, Márcio Ballas, e pelo doutor em Psiquiatria e Psicologia Médica e professor Pedro Calabrez, respectivamente. O evento será encerrado com uma grande atração: um show com o cantor medianeirense Michel Teló, que irá animar o público no período da tarde.

 

Inscrições – O Encontro Estadual é destinado a cooperados, colaboradores, dirigentes, demais lideranças ligadas ao cooperativismo paranaense, seus familiares e convidados. As inscrições ao evento devem ser realizadas até dia 2 de dezembro, por meio do agente de Desenvolvimento Humano da cooperativa ou no Sistema Ocepar (inscricoes@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1105).

 

encontro estadual folder 28 10 2019

GETEC: Informe nº 49 apresenta expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

getec destaque 28 10 2019A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (28/10), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2019, 2020 e 2021. A Getec também publicou o Informe Consolidado de setembro, com o histórico do mês das projeções do BC.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado da semana

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Consolidado de setembro

 

FORMAÇÃO: Curso vai orientar sobre normas legais e contábeis para auxiliar no fechamento de balanço

Os especialistas em contabilidade, Dorly Dickel e Diego Booni, vão orientar os profissionais das cooperativas paranaenses sobre o fechamento do balanço de 2019, com base em normas legais e contábeis, levando em consideração as últimas modificações ocorridas e as particularidades que devem ser observadas pelas cooperativas. Será nos dias 13 e 14 de novembro, na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba.

Programa – O evento será aberto com um resumo das recentes alterações na legislação, seguido de uma análise sobre sua aplicabilidade. Também serão tratados os requisitos básicos da contabilidade cooperativa, a segregação dos atos cooperativos e atos não cooperativos. A programação contempla ainda uma avaliação sobre os ativos e passivos, aspectos fiscais e a elaboração das demonstrações contábeis.

Inscrições – Os interessados em participar devem enviar um e-mail para Esdras Silva (esdras.silva@sistemaocepar.coop.br / 413200-1159) informando o nome completo, CPF, CRC (para os profissionais que precisam pontuar no PEPC do CFC), endereço de e-mail e telefone de contato.

formacao folder 28 10 2019

EVENTO I: ONU e OCB promovem workshop internacional sobre Cooperativas e a Agenda 2030

 

evento I 28 10 2019Quatro anos se passaram desde que a Organização das Nações Unidas (ONU) implementou a Agenda 2030, com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a serem alcançados. O que foi construído até o momento? E qual a colaboração do cooperativismo para essa proposta? Essas questões serão discutidas durante o Workshop Internacional sobre Cooperativas e a Agenda 2030, que ocorre de 28 a 30 de outubro, em Brasília.

 

Países - A estimativa é de que representantes de 20 países participem do workshop internacional. Organizado pela ONU em parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o evento conta com três dias de debates e oficinas sobre a Agenda 2030 — esta que visa erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir que as pessoas alcancem a paz e a prosperidade.

 

Engajamento - O seminário vai abordar a parceria entre a OCB e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) para engajar as cooperativas na Agenda 2030, mostrando como o cooperativismo pode promover desenvolvimento econômico e inovação, dando espaço para a apresentação de cases de sucesso e promovendo visitas técnicas em cooperativas do distrito federal.

 

Preocupação constante - O panorama dos esforços do cooperativismo brasileiro para alcançar os ODS tem sido uma preocupação constante da OCB. O tema vai ser discutido no workshop com foco especial nos Objetivos 8 (Trabalho Descente e Crescimento Econômico) e 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura).

 

Convidados - Além de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o seminário contará com a presença do embaixador Niky Fabiancic, coordenador-residente da ONU no Brasil; do secretário nacional de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke; da embaixadora Katyna Argueta, representante do Pnud no Brasil; e do superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile; entre outros. (Informe OCB)

 

SERVIÇO

Abertura Seminário Internacional Cooperativas e a Agenda 2030

Data: Segunda-feira, 28 de outubro

Horário: Início às 9h30

Local: Auditório da OCB - SAUS Quadra 4 Bloco I Edifício Casa do Cooperativismo

EVENTO II: Inscrições abertas para o Congresso Brasileiro de Gestores da Agropecuária

 

evento II 28 10 2019O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai realizar, pela primeira vez, evento que reunirá gestores do agronegócio de todo o país. O Congresso Brasileiro de Gestores da Agropecuária ocorrerá de 5 a 7 de novembro de 2019, no Centro Internacional de Convenções de Brasília. O evento conta com o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

 

Público - Com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o congresso deverá reunir prefeitos, secretários municipais de Agricultura, técnicos extensionistas, representantes de sindicatos e todos os atores envolvidos com o agronegócio no país. O objetivo é debater e integrar as políticas públicas da União, dos estados e dos municípios para o setor.

 

Inscrições - As inscrições já podem ser feitas pelo site do evento: www.congressoagropecuaria.cnm.org.br. A inscrição é gratuita para prefeitos e secretários de Agricultura dos municípios filiados à CNM, bem como para os técnicos extensionistas e os representantes dos sindicatos de produtores rurais do país. Os demais participantes terão um custo de R$ 600,00 sendo que aqueles que se inscreverem até o dia 20/9 poderão pagar o valor promocional de R$ 450,00. (Ministério da Agricultura)

CRESOL I: Dirigentes cumprem agenda estratégica com o BNDES no Rio de Janeiro

 

cresol I 28 10 2019Uma comitiva da Cresol esteve reunida na quinta-feira passada (24/10) com a direção do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a realização de uma agenda estratégica no Rio de Janeiro, na sede da instituição.

 

Participantes - O presidente da Cresol Confederação, Cledir Magri, o vice-presidente da Confederação e Superintendente da Cresol Baser, Adriano Michelon, além de José Silva, presidente da Cresol Sicoper, Cláudio Risson, diretor comercial da Cresol Sicoper, e Bráulio Zatti, diretor de negócios da Cresol Central SC/RS, foram recebidos por diretores e integrantes do corpo técnico do BNDES.

 

Representantes - No encontro, a instituição nacional foi representada pelo diretor de Privatizações, Leonardo Cabral, pelo diretor de Crédito e Garantia, Petrônio Cançado, e pelos superintendentes Leonardo Pereira Rodrigues dos Santos e Marcelo Porteiro Cardoso. Também estiveram presentes Tiago Peroba, chefe do Departamento de Clientes e Relacionamento Institucional, Caio Barbosa Alves de Araújo, chefe do Departamento de Canais de Distribuição e Parcerias, e Adriano Mendes, da área de Crédito.

 

Novos diretores - A agenda permitiu o encontro com novos diretores do BNDES, anunciados em julho deste ano, para apresentar a estrutura, o histórico e o momento do Sistema Cresol. Na reunião também foram tratados assuntos como limite de crédito das Centrais e futuras parcerias com a instituição em novos temas.

 

Agenda positiva - “Foi uma agenda altamente positiva. Estávamos reunidos com técnicos das áreas que temos relação há longa data, mas os diretores são novos no Banco e foi o momento da gente apresentar o Sistema Cresol, falar do que fazemos, do que representamos. Apresentamos para a direção do BNDES as ações voltadas ao quadro social e os ganhos são extremamente positivos. Percebemos o reconhecimento e valorização que o BNDES tem em relação ao trabalho da Cresol e isso nos coloca em condição de fortalecimento dessa parceria”, avaliou Cledir Magri, presidente da Cresol Confederação.

 

Parceria - Em 2019 são comemorados 20 anos da parceria entre Cresol e BNDES, uma relação que já rendeu mais de R$ 10 bilhões em liberações de crédito. Para Adriano Michelon, vice-presidente da Confederação e superintendente da Cresol Baser, os números comprovam o sucesso da ligação das instituições.

 

Fundamental - “Este ano comemoramos duas décadas de parceria com o BNDES, um parceiro fundamental para o crescimento e desenvolvimento da Cresol, e esta agenda representa mais um grande momento dessa caminhada. Somos hoje o maior repassador de Pronaf pelo Banco, atingindo mais de R$ 1 bilhão em recursos somente neste ano de 2019. Mas muito além do agronegócio, a parceria se estende também para os empresários, que através da linha de crédito empresarial fazem da Cresol a segunda maior operadora do país. Esses números fazem parte de avanços constantes e o crédito do BNDES repassado pela Cresol está cada vez mais próximo de quem precisa, desenvolvendo as regiões em que estamos inseridos e fazendo prosperar todo um país. Temos a clareza de que a missão da Cresol e do BNDES estão juntas em fortalecer a economia e o desenvolvimento local”, acrescentou Adriano Michelon. (Imprensa Cresol)

CRESOL II: Lançada nova linha de crédito para caminhoneiros em parceria com o BNDES

 

cresol II 28 10 2019O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em parceria com a Cresol Confederação, realizou na quinta-feira (24/10), o lançamento da nova linha de crédito BNDES Caminhoneiro. O evento aconteceu na sede da Cresol Baser, em Francisco Beltrão/PR, e reuniu diretores das centrais, equipe técnica e um grupo de caminhoneiros da região.

 

Retrospectiva - Na oportunidade, Claudio Rabelo Figueredo, gerente de Micro e Pequenas Empresas e da Agricultura Familiar do BNDES, fez uma retrospectiva sobre o grande desempenho da Cresol nas linhas Agro, sendo hoje o maior repassador de Pronaf junto ao Banco. Outro destaque da parceria de sucesso entre Cresol e Bndes é o crédito para Miro e Pequenas Empresas, linha lançada há menos de cinco meses e que já consolida a Cresol como a segunda maior repassadora do país.

 

Subsídio - Sobre o produto BNDES Caminhoneiro, o qual terá a Cresol como um dos principais agentes financeiros, Claudio falou que o objetivo é fornecer subsídio para o caminhoneiro arcar com gastos de manutenção e conservação do caminhão por meio da aquisição de autopeças, pneus, custos de oficina, além de poder financiar o seguro do bem.

 

Novo público - O presidente do Sistema Cresol Baser, Alzimiro Thomé, que acompanhou o lançamento da linha, falou que hoje a Cresol é para todos, e com esse produto expande para um novo público. “Assim como foi há mais de duas décadas com os agricultores, e com a expansão para o público urbano e de empresários, que deu muito certo, hoje avaliamos como muito positivo ter uma linha de crédito voltada aos caminhoneiros que representam uma classe muito importante para o desenvolvimento do país. Tenho certeza que ganharemos destaque assim como foi com as demais linhas do Bndes”, destacou Thomé.

 

Formatado - O produto BNDES Caminhoneiro está sendo formatado pelas centrais da Cresol Confederação que vão operacionalizar a linha e, em seguida, as cooperativas passarão a fazer negócios e contribuir para o desenvolvimento dos caminhoneiros. (Imprensa Cresol)

SICREDI UNIÃO PR/SP: Case de Cafeara é destaque em Congresso de Direito Internacional

sicredi uniao 28 10 2019A agência Smart Container, instalada em Cafeara, e cujo projeto vem sendo divulgado dentro e fora do Brasil, foi destaque no III Congresso de Direito Internacional, realizado pela OAB-Londrina, em outubro.

Pós-convencional - O tema foi abordado pela professora Tânia Lobo Muniz, doutora em Direito Internacional, que destacou o papel das empresas, classificando-as como pré-convencional, convencional e pós-convencional. Para a professora, o projeto da agência Smart se encaixa em ações de empresas pós-convencionais, ou seja, empresas humanizadas.

Desenvolvimento - “As empresas humanizadas são as que chegaram ao padrão pós-convencional e que impactam na vida social”, comentou, citando o case de Cafeara como exemplo de atitude de empresas preocupadas com o desenvolvimento econômico e social”, disse.

Cuidado com a comunidade - A agência de Cafeara foi pensada e instalada de forma a levar desenvolvimento à cidade, sem colocar a população e colaboradores da Sicredi em risco, uma vez que um agência bancária é sempre chamariz para assaltos. Na agência de Cafeara, são realizados todos os serviços bancários, menos a circulação de dinheiro. Para fortalecer o comércio local e fazer com que o dinheiro dos moradores permaneça na cidade, a cooperativa distribuiu maquininhas de crédito e débito para todo o comércio e profissionais liberais gratuitamente. Os cartões também não têm anuidade. E implantou um Centro de Inclusão Digital, com aulas gratuitas para todos os interessados. Além disso, a agência é sustentável. Foi instalada em containers, reduzindo os impactos da construção, usa energia solar por meio de placas fotovoltaicas e capta água da chuva. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SICREDI INTEGRAÇÃO: Cooperativa reúne Comitê de Sustentabilidade

 

Com o objeto de potencializar ações com base no desenvolvimento sustentável gerando mais benefícios aos associados e a comunidade, a Sicredi Integração PR/SC realizou a primeira reunião do Comitê de Sustentabilidade, implantado em 2018. “A partir da mobilização dos membros participantes vamos debater, avaliar e recomendar iniciativas locais que ajudem a propagar a Política de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental do Sicredi”, explica o presidente da Sicredi Integração PR/SC, Luiz Roberto Baggio.

 

Bases - O Comitê de Sustentabilidade é dividido em três bases: relacionamento e cooperativismo, que busca valorizar ainda mais a relação próxima com o associado, a fim de que possam criar uma rede de apoio e continuar gerando bons negócios; soluções responsáveis, que consiste em sempre recomendar as melhores soluções ao associado, de forma responsável e adequada ao momento da sua vida, investindo em projetos de educação financeira para a comunidade; e desenvolvimento local, focando na transformação da cooperativa de crédito, em conjunto com a comunidade e associado, em um agente propulsor do desenvolvimento. 

 

Avaliação - Na primeira reunião, os membros do comitê da Sicredi Integração PR/SC avaliaram as estratégias apresentadas durante a constituição da iniciativa, em 2018, e recomendaram ações de melhoria da cooperativa, levando em consideração os impactos gerados na comunidade. Ao final da reunião, os integrantes validaram o planejamento estratégico 2019/2020. O próximo encontro do Comitê de Sustentabilidade da cooperativa está programado para outubro de 2020.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Integração PR/SC)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

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DIA DE COOPERAR: Em ação alusiva ao Dia C, cooperativas entregam container à Fundação Waldyr Becker

 

A Fundação Waldyr Luiz Becker de Apoio ao Paciente com Câncer inaugurou, na última terça-feira (22/10), em Toledo (PR), o novo container adquirido de uma ação entre oito cooperativas da região que, por meio do Dia C – Dia de Cooperar,  escolhem todo ano uma entidade para ser beneficiada. A estrutura chega à instituição para que seja um espaço para auxiliar as vendas de artesanatos produzidos pelo grupo de voluntários da entidade.

 

Container - Segundo a fundadora da instituição, Andréia Becker, o espaço vai ser utilizado pelas senhoras que trabalham com artesanato. “Essa é uma das formas da fundação ter verba para se manter e é por meio da venda desses artesanatos. Antes não tinha espaço para elas e esse container chega para suprir essa necessidade”, disse Andréia.

Cooperativas - As oito cooperativas que se juntaram para o Dia de Cooperar 2019 fizeram a entrega oficial do container. São elas: Primato, Unimed Costa Oeste, Uniprime Pioneira PR, Sicoob Meridional, Sicredi Progresso PR/SP, Coamo, Controledo e Cooarte.

 

Comércio - O container fica localizado em frente a unidade da fundação, na rua São João, no Jardim Gisela, em Toledo. “Há quatro anos 100% do que é arrecadado com a venda dos artesanatos é revertido para custos da entidade”, explicou Andréia que complementou, “tudo feito por um grupo de 15 mulheres que atuam na fundação”. 

 

Fundação - A fundação Waldyr Luiz Becker existe há 14 anos e o objetivo é dar qualidade de vida a pacientes oncológicos e também seus familiares. “Atualmente são 200 famílias auxiliadas com doações de cestas básicas, empréstimos de cadeiras de rodas ou camas hospitalares. Muitas vezes, o que precisam é de um abraço. Além do auxílio do voluntário psicólogo, então a gente tem uma série de formas para atender o paciente e cumprir essa missão que é dar qualidade de vida para ele”, concluiu Andréia. 

 

Primato - “Fundamental importância o Dia de Cooperar, a união das cooperativas de Toledo e ações concretas como essa. A fundação Waldyr Luiz Becker faz um trabalho sensacional, abraçando uma causa importante que é o apoio ao paciente de câncer. A Primato, assim como todas as outras cooperativas presentes, ficam muito felizes em poder contribuir para que entidades como essa possam ter como continuar atuando”, enfatizou o presidente da Primato, Ilmo Werle Welter. (Imprensa Primato, com informações Jornal do Oeste e fotos TV Toledo)

 

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PRIMATO: Liderança feminina foi tema de Encontro de Mulheres Cooperadas, em Toledo

 

Este ano, no 14º Congresso Brasileiro de Cooperativismo (CBC), realizado de 8 a 10 de maio, em Brasília, foi reforçado o papel dos jovens e das mulheres no cooperativismo, com sugestão de mais ações voltadas a estes públicos. Neste contexto, a Primato Cooperativa Agroindustrial, que já desenvolve um trabalho direcionado à jovens cooperados, também tem buscado uma maior participação feminina junto à cooperativa.

 

Protagonista - De acordo com a agente de cooperativismo da Primato, Carolina Carvalho Garcia de Souza, “a mulher tem um potencial enorme para atuar como protagonista, tanto no ambiente familiar quanto no profissional, e ao trazer essas mulheres para junto da Primato, nós nos fortalecemos enquanto cooperativa e oferecemos a oportunidade para que elas possam se autodesenvolverem também.”

 

Evento - No dia 19 de outubro, cerca de 40 cooperadas e esposas de cooperados se reuniram na Associação da Primato, sediada na rodovia BR 163, em Toledo (PR), para participarem da palestra “O Segredo das Mulheres Felizes”, evento exclusivo para mulheres cooperadas promovido pela Primato, através de apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR).

 

Presença - O evento contou com a presença do gerente de gente e gestão, Edivan Meneguetti, que proferiu algumas palavras enfatizando essa aproximação da Primato com seus cooperados e destacando “a atuação das mulheres na cooperativa, que possui expressiva representatividade feminina em seus quadros de lotação, seja como colaboradoras e cooperadas”, disse.

 

Palestra - O palestrante Edely Tápia envolveu e motivou a todas contextualizando a importância da mulher na família, no campo, cooperativa e sociedade valorizando suas qualidades, desenvolvendo o espírito de liderança e falando sobre felicidade e bem-estar. Após a palestra, as mulheres foram recebidas no salão social da Associação com um almoço especial, em um momento de integração.

 

Liderança feminina - Estiveram presentes no evento Elaine Decker Lawich, cooperada atuante no Conselho de Administração da Primato e Leoni Heck Frantz Arnhold, do Conselho Fiscal que usaram a palavra para contarem um pouco da sua experiência enquanto mulheres em cargos de liderança.

 

Positivo - “Sou uma das primeiras cooperadas, da época que a Primato iniciou suas atividades. Já atuei vários anos no Conselho e vejo como positiva essa abertura que tem dado a cooperativa para que as mulheres participem, pois vemos, em outros lugares, cargos ocupados exclusivamente por homens. Então precisamos aproveitar e estar mais presente em nossa cooperativa”, enalteceu Leoni. (Imprensa Primato)

 

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CONGRESSO NACIONAL: Reunião de trabalho deve definir tramitação da MP do Crédito Rural

 

A comissão mista que examina a medida provisória com medidas ligadas ao crédito e financiamento de dívidas de produtores rurais (MP 897/2019) deve avaliar seu plano de trabalho nesta terça-feira (29/10) às 14h30 no Senado.

 

Em vigor - A MP do Crédito Rural, também conhecida como MP do Agro, está em vigor desde 2 de outubro. Ela criou o chamado Fundo de Aval Fraterno (FAF) para permitir aos produtores ter garantia solidária para renegociar dívidas de operações de crédito rural. O texto estabelece uma série de medidas ligadas ao crédito e financiamento de dívidas de produtores rurais. Entre elas está a ampliação do volume de créditos disponíveis para o agronegócio e a concessão facilitada de financiamentos (por meio de um fundo solidário) para renegociação de dívidas e construção de armazéns.

 

Frentes - A MP está dividida em três frentes: o primeiro é de medidas voltadas para criação de condições visando a redução das taxas de juros por meio da ampliação e melhoria das garantias oferecidas em operações de créditos rural. O segundo grupo expande o financiamento do agronegócio com recursos livres por meio do mercado de capitais. Neste grupo estão medidas que modernizam a CPR, os títulos do agronegócio e outros títulos bancários. A terceira parte busca melhorar a competição no crédito rural. Estão nesse grupo a equalização de taxas juros para todos os agentes financeiros que operam crédito rural e a possibilidade de subvenção econômica para construção de armazéns pelos cerealistas.

 

FAF - Um dos pontos de destaque é o fato de o Fundo de Aval Fraterno (FAF) dar aos produtores garantia solidária para renegociação de dívidas rurais. A MP também trata do patrimônio de afetação de propriedades rurais, da Cédula Imobiliária Rural (CIR), de títulos de crédito do agronegócio e de subvenção econômica para empresas cerealistas em operações de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além da equalização de taxas de juros para instituições financeiras privadas.

 

Aumento - Estima-se que a medida provisória aumente em R$ 5 bilhões o crédito rural para o setor. Ela complementa medidas previstas no Plano Safra 2019/2020, anunciado em junho. Na época da edição da MP, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, publicou em sua conta no Twitter que se tratava de "um divisor de águas para o crédito rural brasileiro, com ferramentas que vão simplificar e dar segurança para quem quer investir no Brasil".

 

Composição - A comissão mista que estuda a MP é composta por 26 senadores e deputados, sendo o mesmo número de membros suplentes. O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) é o presidente do colegiado, que tem como relator o deputado Pedro Lupion (DEM-PR). Ele já antecipou serem necessárias audiências públicas, reuniões temáticas e reuniões técnicas. A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) será a relatora-revisora.

 

Emendas - Há 349 emendas sugeridas à medida provisória para serem analisadas, e o prazo de apresentação de emendas já está encerrado. A votação na MP no Congresso está prevista — por lei — até o dia 30 de novembro, sendo que a partir do dia 16 ela passa a sobrestar a pauta da Casa onde estiver tramitando. (Agência Senado, com informações do Ministério da Agricultura)

 

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CHINA: Brasil assina acordos sanitários para exportação de carne termoprocessada e farelo de algodão

 

mapa 28 10 2019O Brasil e a China assinaram na sexta-feira (25/10) dois protocolos sanitários para a exportação de carne termoprocessada e de farelo de algodão para China. Os acordos foram assinados pela ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e pela Administração Geral de Aduanas da China (GACC), conforme informou a Presidência da República. 

 

Requisitos - Os protocolos estabelecem os requisitos para permitir a exportação dos dois produtos do Brasil à China. O objetivo da negociação de protocolos sanitários entre os países é evitar o ingresso de pestes ou pragas endêmicas do país exportador no país importador. Conforme as normas da Organização Mundial do Comércio e outros organismos internacionais de referência, as exigências determinadas pelo país importador devem estar baseadas em critérios científicos. 

 

Processos térmicos - A carne termoprocessada é a carne que tenha passado por processos térmicos, como a cocção. O Brasil exportou em 2018 US$ 557 milhões em carne bovina processada e a China importou US$ 25 milhões do produto. 

 

Ração animal - Já o farelo de algodão é usado como ração animal. A exportação brasileira de farelo de algodão ainda é incipiente. A China importou US$ 4 milhões da commodity. 

 

Bolsonaro - Tereza Cristina chegou à China no fim de semana passado e na quinta-feira (24/10) se juntou à delegação do presidente Jair Bolsonaro. 

 

Melhoramento da soja - Também foi anunciado hoje um memorando de entendimento entre a Embrapa e a Academia Chinesa de Ciências para a criação de laboratórios conjuntos voltados ao melhoramento e desenvolvimento da soja. O memorando pretende fomentar a cooperação em ciência e tecnologia por meio de projetos conjuntos nas áreas de agricultura e recursos naturais para o aprofundamento do conhecimento existente e com base no desenvolvimento de agricultura sustentável e de fortalecimento institucional. 

 

Primeiro projeto - O primeiro projeto consistirá no estabelecimento de um laboratório virtual BrasilChina que desenvolverá pesquisas nas áreas de caracterização de germoplasma, edição de genoma e genética funcional na cultura da soja. (Mapa)

IBGE: Agronegócio do Paraná mantém ritmo de crescimento, segundo Censo

 

O Paraná mantém crescimento vertiginoso e diversificado no agronegócio, com margem para ampliar ainda mais o faturamento e a geração de emprego a partir da industrialização, segundo dados do Censo Agropecuário 2017, apresentado na sexta-feira (25/10) para todo o País no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

 

Recorte - O recorte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra o Estado entre os cinco maiores produtores do Brasil, na disputa pela liderança em segmentos importantes como soja, milho e suinocultura, e em primeiro lugar na avicultura. “A nossa agricultura tem produzido em escala e com qualidade mesmo em espaço reduzido”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

 

Matriz econômica - Ele destacou que o agronegócio é a principal matriz econômica do Paraná e que o Estado produz de maneira diversificada e estratégica. “Nós ainda concentramos 85% da produção em pequenas propriedades, onde a agricultura familiar é muito forte”, afirmou.

 

Jovem no campo - Segundo o governador, apesar dos dados mostrarem que esse segmento registrou perdas nos últimos dez anos, o Paraná quer estimular a manutenção do jovem no campo e para isso há uma série de iniciativas nas áreas de tecnologia, infraestrutura e comunicações. “O desafio é manter a atratividade dos negócios para as novas gerações”, ressaltou.

 

Industrialização - Parte desse movimento é o incentivo de industrialização do agronegócio. Para Ratinho Junior, os investimentos nessa área farão do Paraná e do Brasil atores ainda mais relevantes no jogo geopolítico. “O próximo ciclo é o da industrialização. Os agricultores têm deixado a enxada pela tecnologia, pelos smartphones e drones. Nós temos incentivado o cooperativismo e realizamos investimentos na rede trifásica de energia para manter uma agricultura forte e diversificada, capaz de gerar ainda mais renda”, pontuou.

 

Código Florestal - O governador também citou que o Código Florestal mudou a realidade da produção agrícola entre os dois Censos (2006 e 2017), movimento que foi acompanhado pelos órgãos paranaenses e pela iniciativa privada. “Nós fazemos uma agricultura sustentável e verde, preservamos nossos rios e a injeção de defensivos agrícolas no Estado é feita de maneira equilibrada”, acrescentou.

 

Crescimento - Norberto Ortigara, secretário estadual de Agricultura e do Abastecimento, complementou que o agronegócio paranaense cresceu nas últimas décadas mesmo diante de oscilações na economia. “Continuamos fortes e diversificamos a produção para horticultura e fruticultura. Nos tornamos líderes na produção de proteínas. O campo continua se desenvolvendo, em que pese altos e baixos da economia e das crises mundiais. A leitura que fazemos dos dados de 2017 é bastante satisfatória, e eles nos ajudarão a formular novas políticas públicas”, destacou.

 

Base nacional - O secretário também comemorou a escolha do Paraná como base de apresentação dos dados nacionais, o que sinaliza a relevância da cadeia produtiva estadual. “O meio rural não discute mais o preservar e produzir. Temos consciência de que é preciso fazer bem-feito. Estamos usando tecnologias e nos organizamos no meio rural. É um setor dinâmico. Agora vamos iniciar um processo de industrialização mais acelerado”, complementou.

 

Aumento - Segundo José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar, a produção paranaense aumentou 53% em uma década, com 28% da área nova destinada a solucionar a questão ambiental. “Esse aumento aconteceu em função de tecnologia e dos esforços coletivos do Estado, dos agricultores e das cooperativas. Talvez ainda não consigamos dimensionar os números, mas temos que nos orgulhar do que já fizemos”, pontuou.

 

Retrato - A presidente do IBGE, Susana Cordeiro Guerra, disse que o primeiro Censo foi feito antes mesmo da criação do instituto, em 1920, e mostrava um País com 650 mil estabelecimentos agropecuários e área plantada de 175 milhões de hectares. Os dados de 2017 mostram outro patamar.

 

Síntese - “Os dados de 2017 apontam uma síntese do País neste século. O cenário mudou não só em termos de expansão, mas diversificação. Os estabelecimentos agropecuários foram multiplicados por sete, chegando a mais de cinco milhões, e a área foi duplicada, superando os 350 milhões de hectares”, afirmou. “Esse setor se transformou numa grande potência para a economia brasileira”.

 

Impactos do Código Florestal - Wilson Vaz de Araújo, secretário-adjunto da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, destacou que o Censo retrata os impactos do Código Florestal e seus rigores, além de programas estaduais e federais para armazenagem, redução de gases do efeito estufa e incentivos tecnológicos. “Nós temos várias realidades no País e problemas pontuais. Vamos nos debruçar nos dados do Censo para ver em quais áreas podemos melhorar”, afirmou. “A expectativa é de manutenção desse crescimento e de que próximo Censo já retrate a revolução tecnológica no campo”.

 

Presenças - Estiveram presentes na cerimônia no Palácio Iguaçu o secretário estadual de Planejamento e Projetos Estruturantes, Valdemar Bernardo Jorge; o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado, Marcos Brambila; o presidente da Associação dos Municípios do Paraná e prefeito de Pérola, Darlan Scalco; o superintendente do IBGE no Paraná, Sinval Dias dos Santos; o gerente-técnico do Censo Agropecuário, Antônio Carlos Simões Florido; o deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli; representantes e diretores da Adapar, Emater, Codapar e Iapar; empresários, lideranças do agronegócio e técnicos do IBGE.

 

Aumento da mecanização - O Censo Agropecuário 2017 mostrou queda no número de trabalhadores e aumento de tratores nos estabelecimentos agropecuários (49,9%), ou 409.189 unidades a mais em relação ao Censo Agropecuário de 2006. O número de estabelecimentos que utilizavam este tipo de máquina em 30 de setembro de 2017, data referência do estudo, aumentou em mais de 200 mil, alcançando um total de 734.280 produtores.

 

Estabelecimentos - O Censo 2017 contou 5.073.324 estabelecimentos agropecuários no Brasil, com redução de 2% em relação a 2006, mas a área dos estabelecimentos cresceu 5,8% no período e chegou a 351.289.816 hectares. Com exceção do Nordeste, houve aumento de área em todas as regiões. No Sul, esse aumento ocorreu mesmo com a queda no número de estabelecimentos.

 

Acesso à internet - O número de produtores que declararam ter acesso à internet cresceu 1.900%, passando de 75 mil, em 2006, para 1.430.156 em 2017. A área total irrigada cresceu 47,6%, passando de 4,5 milhões para 6,69 milhões de hectares, no período. O analfabetismo entre os produtores rurais também recuou.

 

Gênero - De acordo com o IBGE, 81,3% dos produtores são do sexo masculino e 18,7% do sexo feminino, o que representa um aumento na participação das mulheres. Quanto à idade, houve redução na participação dos grupos de menores de 25 anos, de 25 a menos de 35 e de 35 a menos de 45, enquanto a dos grupos mais velhos aumentou.

 

Cor ou raça - A cor ou raça do produtor que dirige o estabelecimento foi pesquisada pela primeira vez em um Censo Agropecuário. A distribuição é de 45,4% brancos; 8,4% pretos; 0,6% amarelos; 44,5% pardos; e 1,1% indígenas.

 

Dados completos - Os dados completos podem ser acessados em https://ibge.gov.br/. (Agência de Notícias do Paraná)

 

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BOAS PRÁTICAS: Rede integrada poderá incentivar bem-estar de animais de fazenda

 

Criar uma rede integrada para incentivar boas práticas em bem-estar de animais de fazenda é uma ação que está sendo pensada pelo Governo do Paraná, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo. O assunto foi um dos principais temas de um painel de palestras realizado semana passada pela Secretaria em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), no Setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba.

 

Desafios e oportunidades - Mais de 150 pessoas de 42 instituições participaram do evento, denominado Horizonte Paranaense em Bem-Estar Animal. O objetivo foi conhecer os desafios e oportunidades para o bem-estar de animais de produção no Paraná.

 

Proposta - A Rebea é uma proposta da Diretoria de Políticas Ambientais da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo. A bióloga Fernanda Góss Braga explica que considera-se bem-estar a maneira como um animal está lidando com as condições em que vive, de forma a estar saudável, confortável, bem nutrido e seguro.

 

Capacidade de expressão - Além disso, ser capaz de expressar seu comportamento inato, livre de estados desagradáveis, tais como dor, medo e angústia, podendo esses aspectos serem evidenciados cientificamente.

 

Maior produtor de carnes - A bióloga ressalta que o Paraná se destaca como o maior produtor de carnes do Brasil, somadas as três principais proteínas de origem animal. É também o maior exportador de carne de aves e possui segunda maior produção nacional de lã de ovinos, leite e ovos de galinha.

 

Diferencial - “Olhar para as diferentes cadeias produtivas e considerar a adoção de boas práticas como um diferencial de mercado mostra o pioneirismo do Paraná, destacando mais uma vez o potencial de inovação do nosso Estado”, salientou Fernanda.

 

Efetividade - Para que a Rebea seja uma ferramenta efetiva de avanços, diz ela, precisa ser composta por integrantes dos mais diversos setores ligados à temática. As instituições interessadas em compor a Rebea (públicas ou privadas, de produção, pesquisa ou extensão, órgãos governamentais bem como organizações da sociedade civil), devem encaminhar um ofício manifestando o interesse em compor a Rede para bemestaranimal@sema.pr.gov.br.

 

Abordagens - A diretora de Políticas Ambientais da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Fabiana Campos, falou sobre o papel da pasta no bem-estar animal, contextualizado com as Políticas Ambientais para animais, o Desenvolvimento Sustentável e a Saúde Única.

 

Papel da agência - O gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, apresentou o papel desta agência na questão do bem-estar. Compete ao órgão propor, planejar, coordenar, supervisionar, promover e fiscalizar políticas, programas, ações e procedimentos de defesa agropecuária que importem ao bem-estar animal.

 

Conselho - Já Rafael Stédile apresentou o papel do Conselho Regional de Medicina Veterinária no bem-estar animal, sendo este indiretamente estabelecido pela fiscalização da atuação profissional de médicos veterinários e zootecnistas. Clive Phillips, da Universidade de Queensland, da Austrália, apresentou o tema Política para a Melhoria de Bem-Estar de Animais de Produção na Austrália e no mundo. Ele afirmou que existem numerosos métodos complementares para melhorar o bem-estar dos animais, e que um governo forte pode utilizar e incentivar boas práticas, de acordo com a demanda da sociedade.

 

Iniciativas - Segundo José Rodolfo Panim Ciocca, da World Animal Protection Brasil, novas iniciativas vêm surgindo por parte de produtores e empresas, que deixam de ver o bem-estar animal como ameaça e percebem ser uma oportunidade de negócio. Isso se refere não só no que tange puramente ao bem-estar animal, mas também por ser uma demanda crescente de um novo perfil de consumidor, cada dia mais exigente em relação a origem dos alimentos que consomem.

 

Benefícios a longo prazo - Para o zootecnista Murilo Henrique Quintiliano, da FAi Farms/Brasil, os benefícios a longo prazo de um melhor bem-estar nos sistemas de produção animal dependem de um conhecimento profundo da economia, ambiente e ética envolvidos nos processos. “Com abordagens e metodologias corretas, é possível enfrentar adversidades, principalmente nos estágios iniciais de implantação de novas técnicas e conhecimentos, garantindo negócios a longo prazo e qualidade de vida para pessoas e animais, além de um ambiente mais seguro para toda a comunidade”, afirmou ele.

 

Participantes - Participaram do painel os presidentes da Adapar, Otamir Martins, e do Sindicato dos Médicos Veterinários do Paraná, Cezar Pasqualin; o vice-diretor do Setor de Ciências Agrárias da UFPR, Nivaldo Eduardo Rizzi; Alexandre Blanco, da Federação da Agricultura do Paraná (Faep); Wilson Thiesen, da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). (Agência de Notícias do Paraná)

 

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SUINOCULTURA: FAO eleva para 6,954 milhões o número de animais eliminados pela PSA na Ásia

De acordo com o relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) nesta sexta-feira (25/10), 6.954.399 suínos já foram eliminados em países asiáticos devido a Peste Suína Africana (PSA). Esse número representa um aumento de 215 mil animais em relação ao relatório anterior de 17 de outubro. Os dados foram atualizados até a quinta-feira (24/10).

Vietnã - De acordo com a organização, o aumento se deve principalmente ao número de suínos descartados no Vietnã, que passou de 5,4 milhões para 5,6 milhões. De acordo com o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural do país, a epidemia atingiu 63 províncias desde o primeiro relato da doença, em 19 de fevereiro.

Novos focos- A FAO informou ainda que nove novos focos da doença foram detectados no continente. Dos novos casos, cinco foram verificados na Coreia do Sul, três nas Filipinas e um no Vietnã. Com a atualização, a FAO estima 574 focos da doença espalhados pela Ásia, ante 565 do relatório anterior. (Suinocultura Industrial)

FOCUS: Mercado financeiro eleva estimativa de inflação este ano para 3,29%

focus 28 10 2019Após onze semanas em queda, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram a estimativa para a inflação este ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) subiu de 3,26% para 3,29%.

Boletim Focus - A informação consta do boletim Focus, publicado às segundas-feiras pelo BC, com projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

2020 - Para 2020, a estimativa de inflação caiu de 3,66% para 3,60%, na quinta redução seguida. A previsão para os anos seguintes não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022.

Abaixo do centro da meta - As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic - O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 5,5% ao ano.

Queda - De acordo com as instituições financeiras, a Selic deve cair para 4,5% ao ano até o fim de 2019. Para 2020, a expectativa é que a taxa básica permaneça nesse mesmo patamar. Para 2010 e 2022, as instituições financeiras estimam que a Selic termine o período em 6,38% ao ano e 6,5% ao ano, respectivamente.

Crédito mais barato - Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, como prevê o mercado financeiro este ano, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Demanda aquecida - Já quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. E a manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica - A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – subiu de 0,88% para 0,91%. As estimativas para os anos seguintes não foram alteradas: 2% em 2020; e 2,50% em 2021 e 2022.

Dólar - A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar também permanece em R$ 4 para o fim deste ano e para 2020. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: Copom realiza penúltima reunião do ano para definir Selic nesta semana

 

economia 28 10 2019O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia nesta terça-feira (29/10) a penúltima reunião deste ano para definir a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 5,5% ao ano. Na quarta-feira (30/10), após a segunda parte da reunião, será anunciada a nova taxa.

 

Última - A última reunião deste ano será nos dias 10 e 11 de dezembro. Segundo a última pesquisa do BC ao mercado financeiro, a previsão é que a Selic caia para 5% ao ano, nesta semana, e para 4,5% ao ano, em dezembro.

 

Ciclo de cortes - No final de julho, o Copom iniciou um ciclo de cortes, reduzindo a Selic em 0,5 ponto percentual para 6% ao ano. Em setembro, a Selic foi reduzida novamente em 0,5 ponto percentual.

 

Projeções - “As projeções indicam que a taxa Selic, depois de chegar a 5,5% em setembro, deva cair ainda mais até o fim do ano. Muitos fatores podem nortear a próxima decisão do Copom: inflação corrente persistentemente baixa; expectativa de inflação futura também baixa e abaixo da meta; além da lenta recuperação da atividade econômica. Esses são os principais pontos que dão o respaldo ao cenário esperado”, disse o analisa Rafael Cardoso, economista-chefe da Daycoval Asset Management.

 

Meta de inflação - A taxa básica de juros é o principal instrumento do banco para alcançar a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Neste ano, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. Para o mercado financeiro, a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar abaixo do centro da meta, em 3,26%. Para 2020, a previsão também está abaixo da meta (4%), em 3,66%.

 

Tendência - Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, o Copom precisa estar seguro de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação.

 

Atuação diária - O Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião do Copom.

 

Referência - A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

 

Reuniões - O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic. (Agência Brasil)

BRASIL: Contas do governo federal vão ter ajuda de mais R$ 4,6bi do BNDES

 

brasil 28 10 2019O BNDES dará um apoio adicional para as contas do governo federal neste ano. Na última sexta-feira (25/10), o conselho de administração do banco aprovou o pagamento de R$ 4,6 bilhões em dividendos complementares a serem pagos para o Tesouro Nacional ainda neste ano, conforme antecipou o Valor PRO no dia da decisão.

 

Aumento - Com isso, o pagamento de dividendos do banco ao Tesouro neste ano subirá de R$ 4,9 bilhões (R$ 3,3 bilhões deste ano que já estavam aprovados mais R$ 1,6 bilhão de dividendos de 2018) para R$ 9,5 bilhões.

 

Cálculos consolidados - O presidente do conselho de administração da instituição financeira federal, Carlos Thadeu de Freitas, explicou que, embora a decisão de elevar o volume de distribuição dos lucros já estivesse tomada antes, só agora que o banco consolidou os cálculos relativos a níveis de riscos e liquidez para definir os valores exatos, complementando o volume que já tinha sido pago.

 

Na prática - Assim, o montante na prática se refere à elevação de 25% para 60% do percentual do lucro a ser repassado ao acionista, combinado com novos cálculos relativos a índices de risco e capitalização do banco. Ele explicou ainda que a política dos 60% deve durar por alguns anos, diante do fluxo esperado de recursos para a instituição. “Pode ser menor se os riscos aumentarem”, completou o presidente do conselho. “Será 60% até onde der.”

 

Lucro do primeiro semestre - O montante a ser pago neste ano refere-se apenas ao lucro do primeiro semestre, que foi de R$ 13,1 bilhões. Com esse resultado e um caixa de R$ 150 bilhões, a diretora financeira do BNDES, Bianca Nasser, disse ao Valor que a maior distribuição de lucros não afetará a devolução de R$ 130 bilhões adicionais em pagamento antecipado dos empréstimos do BNDES com o Tesouro. Até agora, já foram retornados R$ 70 bilhões.

 

Receita primária - Enquanto o pagamento antecipado dos empréstimos reduz diretamente o nível de endividamento bruto do governo, o principal objetivo da política fiscal do ministro da Economia, Paulo Guedes, a devolução maior de dividendos entra como receita primária, reduzindo o déficit público ou ajudando a liberar despesas que estão contingenciadas, conforme a conveniência do Tesouro Nacional.

 

Resultado semestral - Bianca explicou que a antecipação de dividendos é prática comum no mercado bancário e o BNDES está fazendo isso com base no resultado semestral, embora, segundo ela, seja bastante comum que haja pagamentos ancorados nos resultados trimestrais. “É um processo de criar previsibilidade e periodicidade na distribuição de resultados”, afirmou, explicando que isso não afetará o desempenho da instituição na oferta de crédito ou nos seus índices de capitalização.  De acordo com ela, a distribuição trimestral não é uma ideia a ser descartada, mas não está em discussão neste momento. 

 

Sem mudança - O chefe de gabinete da Presidência, Bruno Aranha, reforçou que não há mudança na política de dividendos do banco, que permite pagar de 25% a 60% do lucro. Ele explicou que ainda não está definido o valor de pré-pagamentos de empréstimos para o ano que vem. O BNDES também aprovou na reunião do conselho algumas regras para a venda de ações na carteira do BNDESPar, mas isso ainda precisa passar também pelo conselho da subsidiária. (Valor Econômico)

ENERGIA ELÉTRICA: Aneel anuncia bandeira tarifária vermelha para novembro

energia eletrica 28 10 2019A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou, na sexta-feira (25/10), que a bandeira tarifária para o mês de novembro será a vermelha, no patamar 1, quando há um acréscimo de R$ 4 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. Em outubro, a bandeira foi a amarela, cujo acréscimo na conta é de R$ 1.

Regime de chuvas - De acordo com a agência, a decisão de elevar o patamar da bandeira se deve ao fato de que, apesar de novembro ser o mês de início do período chuvoso nas principais bacias hidrográficas do país, o regime de chuvas está abaixo da média histórica.

Padrão - "O regime de chuvas regulares nessas regiões tem se revelado significativamente abaixo do padrão histórico. A previsão hidrológica para o mês também aponta vazões afluentes aos principais reservatórios abaixo da média, o que repercute diretamente na capacidade de produção das hidrelétricas, elevando os custos relacionados ao risco hidrológico (GSF)", explicou a Aneel.

Termelétricas - A agência disse ainda que nesse cenário aumenta a demanda de acionamento de usinas termelétricas, cujo custo de produção é mais alto, o que incide sobre da energia.

Sistema - Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O cálculo para acionamento das bandeiras tarifárias leva em conta, principalmente, dois fatores: o risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês) e o preço da energia (PLD).

Funcionamento - O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

Reajuste - No dia 21 de maio, agência aprovou um reajuste no valor das bandeiras tarifárias. Com os novos valores, caso haja o acionamento, o acréscimo cobrado na conta pelo acionamento da bandeira amarela passou de R$ 1 para R$ 1,50 a cada 100 kWh consumidos. Já a bandeira vermelha patamar 1 passou de R$ 3 para R$ 4 a cada 100 kWh e no patamar 2 da bandeira passou de R$ 5 para R$ 6 por 100 kWh consumidos. A bandeira verde não tem cobrança extra.

Recursos - Os recursos pagos pelos consumidores vão para uma conta específica e depois são repassados às distribuidoras de energia para compensar o custo extra da produção de energia em períodos de seca. (Agência Brasil)

 

INTERNACIONAL I: Incerteza mundial inibe crescimento mais forte

 

internacional I 28 10 2019O elevado nível de incerteza global é hoje um dos principais obstáculos para que o mundo cresça de modo mais acelerado, alerta Luiz Guilherme Schymura, diretor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

 

Média histórica - Mas Schymura destaca que, embora as nações desenvolvidas estejam em franca desaceleração, o conjunto dos países deve crescer perto de sua média histórica observada desde 1980, segundo as estimativas mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) para 2019 e 2020.

 

Percentual - A média de crescimento global de 1980 a 2018 foi de 3,5% ao ano, e o Fundo projeta expansão de 3% em 2018 e de 3,4% em 2019. O maior desvio, observa, ocorre entre as economias avançadas, que cresceram a uma média de 2,4% nos últimos 40 anos e devem desacelerar para 1,7%.

 

Empecilho - A incerteza nas alturas, portanto, é um empecilho importante para a atividade econômica mundial. Não bastassem os desafios estruturais ocasionados pela estagnação secular, o mundo desenvolvido se vê envolto com embates políticos, geopolíticos e comerciais. “Observou-se, em estudos empíricos, que, à medida que a incerteza cresce, diminuem o investimento, a contratação de mão de obra e as inovações. É como se agentes econômicos travassem”, afirma Schymura.

 

Maior na atualidade - Segundo o Índice Global de Incerteza sobre Política Econômica, calculado a partir da análise de notícias na imprensa em 20 países, a indefinição é maior na atualidade do que em outros períodos de forte turbulência, como após o 11 de Setembro ou a crise financeira global, de 2008. 

 

Segmentação - Segundo Schymura, a segmentação do indicador por países deixa explícita que a fonte de incerteza no primeiro mundo. Um efeito claro da guerra comercial entre China e Estados Unidos, hoje um dos eventos mais observados por analistas, é afetar as oscilações de humor dos investidores financeiros.

 

Índice - O índice S&P 500, que reúne as maiores empresas listadas na bolsa de Nova York, registrou, desde março de 2018, 13 variações acima de 2,5%, sendo quase 40% relacionadas à questão sino-americana. Num horizonte mais longo, desde 1900, a questão comercial mostrou ter tido peso bastante inferior no mercado de ações: foi responsável por 0,6% das oscilações acima de 2,5%.

 

Guerra comercial - “A guerra comercial hoje da China com os EUA é muito mais complicada do que com a União Soviética. Enquanto a última era um ‘player’ importante do mercado de defesa, a China é uma economia muito mais integrada com o mundo do que foi a URSS”, explica Schymura.

 

Impacto - Segundo o coordenador de economia aplicada do Ibre/FGV, Armando Castelar, o impacto dos embates comerciais é direto em duas fontes de demanda que estão se contraindo: exportação de bens e investimentos. “É possível que esse movimento fique mais acentuado, então a pressão sobre investimentos pode reforçar ainda mais as forças da estagnação secular”, afirma.

 

Diálogo - Para Schymura, o que pode atenuar parte desses ruídos é o fato de existir ao menos certa disposição para diálogo, seja entre China e Estados Unidos, seja em outras questões delicadas em debate no momento, como a possibilidade de saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit. “É possível que esse círculo vicioso ainda possa ser rompido, embora o oriundo da demanda fraca seja mais difícil de desarmar”, diz o diretor. (Valor Econômico)

INTERNACIONAL II: UE aceita extensão do Brexit para 31de janeiro

 

internacional II 28 10 2019A União Europeia concordou em estender o Brexit até 31 de janeiro, disse o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, nesta segunda-feira (28/10), abrindo caminho para uma eleição antecipada no Reino Unido, se o primeiro-ministro Boris Johnson conseguir convencer os partidos da oposição a concordar com a iniciativa.

 

Formalizada - Tusk disse no Twitter que os embaixadores dos 27 países da UE "concordaram em aceitar o pedido do Reino Unido de extensão do Brexit até 31 de janeiro de 2020" e que agora a decisão será escrita formalmente.

 

Antes - Ao publicar a mensagem no Twitter, Tusk usou o termo “flextension", sinalizando que, se o Reino Unido e a UE terminarem de ratificar o acordo de retirada que Johnson concordou com os líderes da UE no início de outubro, o Reino Unido poderá se retirar antes de 31 de janeiro. O Parlamento Europeu também deve aprovar o acordo do Brexit.

 

Eleição - A extensão também significa que há tempo para o país realizar uma eleição geral que Johnson deseja para o dia 12 de dezembro, embora o premiê britânico, que tem uma minoria no Parlamento, não tenha os votos para desencadear tal votação até o momento.

 

Decisão - Espera-se que os parlamentares britânicos decidam no Parlamento a possibilidade de realizar uma eleição geral ainda nesta segunda-feira. (Dow Jones Newswires / Valor Econômico)


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