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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4707 | 18 de Novembro de 2019

ENCONTRO ESTADUAL: Inscrições para o evento de celebração da família cooperativista paranaense vão até 2 de dezembro

Continuam abertas, até o dia 2 de dezembro, as inscrições para o Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses que será realizado dia 6 de dezembro, em Medianeira, na região Oeste. O evento é destinado a cooperados, colaboradores, dirigentes, demais lideranças ligadas ao cooperativismo paranaense, seus familiares e convidados. As inscrições devem ser efetivadas por meio do agente de Desenvolvimento Humano da cooperativa ou no Sistema Ocepar (inscricoes@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1105).

Celebração - O Encontro Estadual é promovido pelo Sistema Ocepar com o propósito de celebrar as conquistas alcançadas pelo setor ao longo do ano. A programação será aberta oficialmente com o Painel com autoridades, que terá a presença de representantes do executivo, do legislativo e entidades parceiras.

Programação - Depois, haverá a apresentação sobre a Cooperativa Lar, anfitriã do Encontro. “Improviso e criatividade” e “A arte de viver a transformação” são os temas das palestras que serão apresentadas, na sequência, pelo ator, diretor e dramaturgo, Márcio Ballas, e pelo doutor em Psiquiatria e Psicologia Médica e professor Pedro Calabrez, respectivamente. O evento será encerrado com uma grande atração: um show com o cantor medianeirense Michel Teló, que irá animar o público no período da tarde.

encontro estadual folder 18 11 2019

GETEC: Informe nº 53 apresenta expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

getec destaque 18 11 2019A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (18/11), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2019, 2020 e 2021.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado da semana

 

CREDICOAMO I: Cooperativa comemora 30 anos e homenageia associados fundadores

Os associados fundadores da Credicoamo foram homenageados em evento solene comemorativo dos 30 anos da Credicoamo, no dia 14 de novembro, na Casa da Amizade do Rotary Club em Campo Mourão (PR).

Troféu e medalha - Os associados fundadores ativos, ou não, e os falecidos representados por familiares, receberam da diretoria um troféu e uma medalha comemorativa dos 30 anos de fundação da cooperativa. A solenidade foi prestigiada pela diretoria executiva, membros dos Conselhos de Administração e Fiscal, gerentes da Credicoamo, superintendentes e gerentes da Coamo, além de familiares e convidados.

Evento especial - “Foi um evento muito especial para todos nós fundadores da Credicoamo, um reconhecimento para quem se juntou e unidos pensaram em uma cooperativa de crédito para ser a solução para uma série de problemas”, comemora José Aroldo Gallassini, associado nº 01 da Credicoamo e presidente da cooperativa.

Destaques - Dois destaques foram entregues na solenidade após homenagem aos associados fundadores. O primeiro a Alcir José Goldoni, atual superintendente Comercial da Coamo, que na época da criação da Credicoamo respondia pela gerência Financeira e apoiou os trabalhos de fundação da cooperativa de crédito. O segundo, à Ocepar, na pessoa do seu presidente José Roberto Ricken, pela parceria e defesa da organização estadual em prol dos interesses do cooperativismo da organização estadual.

Profissionalismo - Ricken parabenizou a diretoria, conselhos, associados e funcionários da Credicoamo pelos 30 anos de trabalho e crescimento. “A Credicoamo é uma demonstração clara de profissionalismo. Só se chega nesse nível com muito trabalho, e sabemos que a Coamo e a Credicoamo são excelência em profissionalismo”, assinala.

Desafios - De acordo com ele, há grandes desafios econômicos pela frente e o cooperativismo se tornou uma opção moderna e transparente, onde os resultados ficam com os associados. “O cooperativismo de crédito já está estabelecido como uma importante ferramenta de inclusão. O governo sabe dessa importância e vem dando todo apoio para a desburocratização do sistema de crédito. Estamos em um bom momento e temos que aproveitar para o fortalecimento do cooperativismo.” (Imprensa Coamo)

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CREDICOAMO II: Solidez e segurança

credicoamo II 18 11 2019No final da década de 1980, os associados da Coamo começaram a perceber que os recursos para financiamentos das lavouras estavam difíceis. Os recursos eram depositados em bancos, mas nem sempre retornavam em forma de financiamento. Então, eles se uniram e pensaram em uma solução, que foi a Credicoamo, a cooperativa de crédito rural dos associados da Coamo, fundada em 17 de novembro de 1989 por 29 agricultores, em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná.

Referência - A Credicoamo é uma cooperativa de crédito sólida e forte e, para orgulho de todos os associados, é referência e está entre as mais importantes do país. Desde sua fundação, vem cumprindo os objetivos, disponibilizando produtos e serviços para seus associados.

Assistência de qualidade - O presidente da Credicoamo, José Aroldo Gallassini, ressalta que na cooperativa de crédito dos associados da Coamo, tem assistência financeira de qualidade que proporciona segurança, rentabilidade e agilidade nas operações com a cooperativa. “Assim, eles investem melhor em seus negócios, contabilizam bons resultados e os recursos captados permanecem na própria comunidade”, ressalta.

Equipe capacitada - Com 30 anos de atividades, mais de 20 mil associados são atendidos por uma equipe capacitada de 277 funcionários em 46 agências no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. A atuação da Credicoamo é alicerçada na ética, transparência e honestidade de princípios, e a credibilidade é a base para o sucesso. “Contamos com uma estrutura completa, moderna e com inovação, para proporcionar a melhoria das atividades dos associados. São oferecidos diversos produtos e serviços, e linhas exclusivas, que contribuem para o fomento da produção, desenvolvimento dos negócios e a qualidade de vida”, assinala Gallassini.

Razão de ser - A Credicoamo conta com um patrimônio líquido de mais de R$ 7,20 milhões e um ativo total superior a R$ 2,96 bilhões, que garantem a assistência para o fomento da produção, comercialização e produtividade rural. “A razão de ser da Credicoamo é a existência dos associados, cuja participação é expressiva e representa um dos pilares do sucesso da cooperativa. Eles sabem que quanto maior for a sua movimentação, maior serão os resultados ao final de cada exercício. O sucesso dos 30 anos é fruto da união e trabalho entre associados e cooperativa, que a coloca entre as maiores e melhores do país em seu segmento”, comenta Gallassini. Ele acrescenta que a Credicoamo agrega renda aos cooperados, e por meio de profissionalismo, eficiência e dedicação, busca ser a melhor opção de produtos e serviços financeiros, assegurando qualidade em tudo o que faz. “Credicoamo 30 anos. Os associados podem continuar contando com a sua cooperativa de crédito, pois quem cuida da terra com tanto amor, merece todo crédito.” (Imprensa Coamo)

 

FRÍSIA: Cooperjovem reúne mais de mil estudantes em festa de encerramento da edição 2019

 

frisia 18 11 2019Mais de mil crianças do 4º ano do ensino fundamental participaram da festa de encerramento do Cooperjovem Frísia, programa criado para levar os conceitos cooperativistas às escolas, integrando educadores, estudantes e comunidade. A ação é realizada pela cooperativa, que atua no projeto há exatos dez anos. O encerramento aconteceu na quarta-feira passada (13/11), no Pavilhão de Exposições Frísia, em Carambeí (PR).

 

Capacitação - Desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), o Cooperjovem garante a capacitação dos educadores durante o ano todo, colocando o estudante como protagonista de projetos que devem ser realizados no âmbito escolar, mas com efeitos que cheguem a toda a comunidade.

 

Presenças - Estiveram presentes no evento o diretor-presidente da Frísia, Renato Greidanus, e a secretária de Educação de Carambeí, Ana Wieslawa. Além desse município, o programa está presente em Ponta Grossa, Tibagi e Imbituva, reunindo 59 professores de 27 escolas e comunidades.

 

Treinamento e capacitação - De acordo com o coordenador de Comunicação e Marketing da Frísia, Luciano Tonon, a cooperativa oferece todo o treinamento e capacitação, aplicando os sete princípios do cooperativismo na escola, para o resgate da cidadania. Os princípios são: adesão voluntária e livre; gestão democrática; participação econômica dos membros; autonomia e independência; educação, formação e informação; intercooperação; e interesse pela comunidade.

 

Apoio - “A Frísia apoiou as iniciativas que fossem específicas a cada escola e que promovessem impacto para a comunidade. Sempre com o estudante sendo o protagonista, já que esse trabalho reflete também na questão comportamental. São projetos dos mais variados, como horta comunitária, reciclagem, revitalização de locais públicos”, explicou Tonon.

 

Festa - O encerramento do Cooperjovem Frísia foi com uma confraternização durante todo o dia. Na programação estava a premiação das melhores redações feitas pelos estudantes participantes. O tema era “Por que o programa Cooperjovem merece o Oscar da educação?”, e teve como vencedores Any Vitória Pena Farias, Eduarda Stefany de Lima Luz e Filipe de Almeida Torres, respectivamente primeiro, segundo e terceiro lugares. 

 

Sou Arte - Também fez parte da festividade o grupo Sou Arte, com apresentações que envolveram as crianças presentes. “A Frísia, desde quando ainda era Batavo, sempre incentivou a divulgação e a aplicação do trabalho cooperativista, se desenvolvendo no agronegócio sem nunca deixar de lado a essência dos pioneiros. Antes mesmo de Carambeí se emancipar, a cooperativa já desempenhava um papel importante para o desenvolvimento da comunidade, e hoje está presente em mais de 30 municípios do Estado e em Tocantins”, lembra o coordenador da Frísia.

 

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). (Imprensa Frísia)

CAPAL: Cooperativa projeta loja agropecuária em Santo Antônio da Platina

 

capal 18 11 2019A Capal vai implantar uma loja agropecuária em Santo Antônio da Platina, município paranaense com quase 46 mil habitantes. A loja, que está em fase de projeto, é a 18ª unidade da cooperativa. Ainda não há previsão para o início das obras.

 

Crescimento importante - A cooperativa tem experimentado crescimento importante nos últimos anos – em 2018 chegou a 18%, fruto de um trabalho intenso junto aos produtores da região do Paraná e São Paulo.

 

Expansão - “Essa expansão foi planejada há alguns anos e está sendo cumprida pela administração da cooperativa, atendendo, assim, aos anseios dos associados. Por essa razão, decidimos abrir uma loja em Santo Antônio da Platina, que era uma promessa antiga aos produtores da região”, afirma o presidente-executivo da Capal, Adilson Fuga.

 

Padrão - A nova loja agropecuária seguirá o padrão de estrutura e de atendimento das unidades da Capal, colocando o cooperado e o consumidor em geral como prioridades. “Vamos manter esse padrão, oferecendo um serviço de alta qualidade e, principalmente, observando os valores cooperativistas e promovendo o desenvolvimento do produtor rural”, destaca Fuga.

 

Atuação - Com quase 60 anos, a Capal é uma das principais cooperativas agroindustriais do País, com faturamento de R$ 1,4 bilhão (2018). Atua nos segmentos agrícola, suinícola e leiteiro, com 3.065 cooperados.

 

Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3 mil associados, distribuídos em 14 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 70% das operações da cooperativa, produzindo mais de 640 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho, café e trigo. A área agrícola assistida ultrapassa os 140 mil hectares. O volume de leite negociado mensalmente é de 9 milhões de litros, proveniente de 360 produtores com uma média de produção de 2,5 mil litros por dia. Além disso, a cooperativa comercializa mais de 27 mil toneladas de suínos vivos. (Imprensa Capal)

 

PRIMATO: Vencedora em duas categorias no Prêmio Destaque Empresarial 2019

 

primato 18 11 2019Mais de 100 empresas foram homenageadas com o Prêmio Toledo Destaque Empresarial 2019, em evento que reuniu cerca de 700 pessoas, no Yara Country Club, na noite de 9 de novembro. A premiação tem por objetivo valorizar as empresas que se destacam na comunidade empresarial de Toledo, identificadas por meio de pesquisa top of mind, ou seja, uma pesquisa de lembrança de marca, realizada com a população do município de Toledo e coordenada pela PUCPR, campus Toledo.

 

Destaque Empreendedor - Também foram entregues os Prêmios Destaque Empreendedor, que está em sua sexta edição, aplicado com metodologia de modelo de gestão de excelência, por meio do Sebrae. Na categoria Indústria e Comércio, a vencedora foi Jamilly Oliveira Croscato, proprietária da Outlet Calce Leve, empresa em atuação há cerca de dez anos. Na categoria Prestação de Serviços o vencedor foi Estefan Michel Bosa, da empresa Astec Monitoramento, empresa fundada em 1986.

 

Primato - A Primato Cooperativa Agroindustrial foi vencedora em duas categorias, Loja para Pecuária Leiteira e Supermercado. “É com muita satisfação que recebemos as premiações, uma na parte pecuária que é origem da nossa cooperativa e outra no segmento supermercado, onde estamos cada vez mais investindo e expandindo no setor em Toledo”, destacou o presidente da Primato, Ilmo Werle Welter.

 

Pecuária - Na categoria Loja para Pecuária Leiteira, a Primato foi destaque entre os entrevistados e foi a vencedora. “Os cooperados da Primato tem uma forte relação com a pecuária leiteira e um grande número deles atuam com a atividade em suas propriedades, logo, sermos vencedores nesta categoria nos deixa muito felizes porque essa é a origem de nossa cooperativa. Parabéns aos nossos cooperados e colaboradores pela trabalho desenvolvido, assim como os clientes pela lembrança”, enfatizou Ilmo.

 

Supermercado - “Desde 2010 o Primato Supermercado tem como objetivo apresentar uma nova experiência ao público de Toledo, seja em horário de atendimento, localização e com produtos com fornecedores qualificados e engajados com nossos valores. Estamos prestes a inaugurar mais uma unidade em Toledo, por isso, o investimento aplicado, a geração de emprego e renda, assim como a evolução no desenvolvimento de nossa rede de supermercados, nos trazem a confiança de que a população toledana reconhece e valoriza nossa marca”, enalteceu Ilmo que concluiu, “por isso, parabéns aos colaboradores e fornecedores que contribuem para que, por mais uma vez este ano, sejamos reconhecidos como o destaque no setor de supermercados”. 

 

Prêmio - Segundo o presidente do Cojem, Douglas Césaro, esta edição foi especial porque marca os 15 anos da criação do Conselho do Jovem Empreendedor e do Prêmio Toledo Destaque Empresarial, que tem o propósito de estimular o empreendedorismo. “É uma iniciativa importante para o empresariado, premia as empresas mais lembradas que se destacam no mercado. Toda a comunidade ganha, as empresas vencedoras trabalham para continuar em destaque, as demais também se motivam para buscar este reconhecimento”, enfatiza.

 

Credibilidade - De acordo com o presidente da Acit, Marcos Destefeni, nestes 15 anos de trajetória, o Prêmio Toledo ganhou credibilidade no município e tem servido de referência para outras entidades. “Ao longos dos anos, a iniciativa se consolidou e as empresas compreendem a seriedade deste trabalho, feito por muitas mãos. É muito bom para Toledo e para as empresas saberem como estão posicionadas na comunidade, servindo para fomentar a inovação e outras ações para se destacar no mercado”, enfatiza.

 

Realização - O Prêmio Toledo Destaque Empresarial 2019 foi uma realização do Conselho do Jovem Empreendedor de Toledo (Cojem) e da Acit, com o patrocínio da cooperativa Sicredi Progresso PR/SP. (Imprensa Primato)

 

COCARI: 3º Torneio Cocari de Integração reúne cooperados em Mandaguari

União, descontração e espírito esportivo marcaram a terceira edição do Torneio Cocari de Integração, evento que movimentou Mandaguari (PR) na última sexta-feira (15/11). Equipes formadas por cooperados de todas as regionais da cooperativa do Estado do Paraná disputaram os jogos. Os produtores participaram de diversas atividades, dividindo-se entre as equipes de futebol, sinuca, bocha ou truco.

Integração – O torneio surgiu com o objetivo de integrar e fortalecer a união e os laços de amizade entre os cooperados, visando a aproximação entre as unidades dos diversos municípios onde a cooperativa atua. Aproximadamente 800 participantes prestigiaram o evento. Os jogos aconteceram na Associação Atlética Cocari, que disponibilizou toda a infraestrutura necessária e espaço para alimentação e descanso dos competidores. Uma equipe de paramédicos também esteve presente no evento para dar toda a assistência necessária aos participantes.

Solenidade – Vilmar Sebold, presidente da Cocari, destacou que o torneio “é um dia de confraternização, de união e diversão”. Por fim, Sebold agradeceu aos cooperados pela participação. O evento ainda contou com a presença do vice-presidente da Cocari, Dr. Marcos Trintinalha; o diretor executivo, João Carlos Obici; o superintendente de Logística Integrada, Jacy César Fermino da Rocha e do superintendente Comercial e de Originação de Grãos, Éric Heil de Araújo. (Imprensa Cocari)

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SICREDI UNIÃO PR/SP: Alunos de escolas de Ibiporã apresentam projetos desenvolvidos no programa A União Faz a Vida

 

sicredi uniao 18 11 2019Durante os dias 11, 12 e 13 de novembro, cerca de 2,5 mil crianças da rede municipal de Ibiporã (PR) ocuparam o palco do Teatro Padre José Zanelli para apresentar os trabalhos de culminância desenvolvidos dentro do Programa A União Faz a Vida (PUFV), na área de abrangência da Regional Norte da Sicredi União PR/SP. 

 

Responsabilidade social - O programa é uma iniciativa de responsabilidade social do Sicredi e tem objetivo de promover a cooperação e a cidadania, através de práticas de educação cooperativa, contribuindo com a educação integral de crianças e adolescentes. Em Ibiporã, 100% das escolas municipais integram o PUFV, totalizando cinco mil alunos, da educação infantil ao quinto ano. 

 

Apresentações especiais - No palco do teatro, os estudantes foram protagonistas de um verdadeiro espetáculo de criatividade com peças de teatro, dança e belas histórias. E nos bastidores, uma comprometida equipe de professores organizava tudo com muita dedicação.

 

Conhecimento - A assessora pedagógica da Secretaria de Educação de Ibiporã e coordenadora local do PUFV, Josilene Margonato de Oliveira, analisa que o ano de 2019 foi muito produtivo. “Na culminância, nossas crianças estão mostrando no palco um pouco do conhecimento que construíram no desenvolvimento dos projetos durante o ano”, afirmou. 

 

Ideal - O programa chegou em Ibiporã em 2015 e desde 2018 está em todas as 28 escolas do município. Segundo a secretária de Educação, Maria Margareth Rodrigues Coloniezi, os excelentes resultados se devem principalmente ao fato de a proposta do PUFV ter o mesmo ideal filosófico da proposta pedagógica da Secretaria. “Nossa meta é que o ensino seja cultivado de forma interdisciplinar e o programa contempla isso fortemente”, frisou. “Somos gratos pela parceria do Sicredi e estamos avançando ano a ano”, completou.

 

Engajamento - O gerente da agência Sicredi União PR/SP em Ibiporã, Alan Brindarolli, elogiou o empenho da Secretaria de Educação e o engajamento dos professores e alunos na realização do evento de culminância, bem como no decorrer de todo o ano. “O Programa A União Faz a Vida em Ibiporã é um case de sucesso. Temos muito orgulho do trabalho desenvolvido aqui nessa parceria que só melhora ano a ano”, garantiu.

 

Nova apresentação - Além das apresentações realizadas no Teatro Padre José Zanelli, os alunos da rede municipal de Ibiporã voltarão a apresentar os projetos de culminância no evento de abertura da programação de Natal na praça central da cidade, agendado para dia 10 de dezembro.

 

Mais culminâncias - Os próximos eventos de culminância das escolas participantes do PUFV na Regional Norte da Sicredi União acontecem em Londrina nos dias 20 e 28 de novembro.

 

Formação de gestores - Nesta terça-feira (19/11), será realizada em Londrina (PR) a formação da metodologia do Programa A União Faz a Vida dirigida a gestores das escolas participantes na Regional Norte da Sicredi União PR/SP. 

 

Material didático - O objetivo do encontro, que acontecerá no Hotel Sumatra, das 8h30 às 17h30, é apresentar o novo material didático elaborado pela Fundação Sicredi para uma gestão diferenciada escolar. Estão sendo esperadas cerca de 130 pessoas. A formação será conduzida pelos assessores pedagógicos do programa Helder Reggiani, Silvio Munari Machado, Luiz Medrano, Silvana Buri e Liliane Buzignani. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

SICREDI INTEGRAÇÃO: Atendimento ao cliente e técnicas de relacionamento estimulam empresários

 

sicredi integracao 18 11 2019Entre os dias 11 e 13 de novembro, o conferencista motivacional e consultor de empresas Marcos Pulga ministrou a palestra "Motivação de Vendas" nas cidades paranaenses de Rio Negro, Matinhos e Pinhais. Os eventos reuniram mais de 450 pessoas, entre o público em geral e associados e abordaram de forma leve e descontraída assuntos como: atendimento ao cliente, relacionamento e motivação.

 

Prioridade - Os eventos, que foram uma iniciativa conjunta da Sicredi Integração PR/SC em parceria com as Associações Comerciais das cidades, abordaram formas de se relacionar com o cliente - uma das prioridades do Sicredi, desenvolvido com base nos pilares do cooperativismo.

 

O palestrante - Marcos Pulga é pós-graduado em Finanças com formação em Ciências Contábeis pela FGV. Conferencista motivacional e consultor de empresas na área de vendas há mais de 23 anos, já ministrou mais de 4 mil palestras para mais de 800 mil pessoas.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Integração PR/SC)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Lançada rodada de eventos em parceria com a Cacier

 

sicredi vale piquiri 18 11 2019A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP e o Sebrae/PR lançaram uma rodada de eventos para empreendedores em parceria com a Cacier (Associações Comerciais e Empresariais de Entre Rios). Em alusão a semana global do empreendedorismo, celebrada entre os dias 18 e 22 de novembro, todas as ações deste mês têm como foco potencializar os negócios de pequenos e médios empreendedores. A parceria teve início no dia 21 de outubro, em Umuarama (PR), com o seminário de Arthur Igreja sobre “Inovação Disruptiva e o Futuro dos Negócios”.

 

Inovação - Para o Sicredi, o objetivo desta rodada de eventos em cidades de sua área de atuação é ser um combustível para que as empresas possam se inovar cada vez mais. “A parceria entre Sicredi e Sebrae foi firmada com o intuito de levar conhecimento e desenvolvimento para os empresários associados e não associados de Umuarama e região. Isso tem total relação com a missão das duas entidades, que é a de desenvolver os municípios em que atua e gerar renda aos associados e a comunidade”, comentou o gerente regional de Desenvolvimento da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, Marcos Spessatto.

 

Primeiros encontros - Os primeiros encontros foram realizados nas cidades de Alto Paraíso e Cafezal do Sul. Na sequência, serão as ações em Mariluz, Alto Piquiri, Xambrê, Perobal, Pérola, Iporã, São Jorge do Patrocínio, Esperança Nova e Altônia. Cada município terá um tema e um foco a serem abordados, conforme necessidades levantadas em reunião entre Sicredi, Sebrae e Cacier. 

 

Próximos encontros - 18/11 – Mariluz / 19/11 - Alto Piquiri / 20/11 – Xambrê / 21/11 – Perobal / 25/11 – Pérola / 26/11 – Iporã / 27/11 - São Jorge do Patrocínio e Esperança Nova / 28/11 – Altônia.

 

Sobre a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP - A Sicredi Vale do Piquiri é uma cooperativa com 31 anos de história, mais de 136 mil associados, distribuídos em 79 agências. A Cooperativa atua nas regiões Oeste e Noroeste do Paraná e Capital e Abcd Paulista. A instituição se destaca pelo atendimento aos associados e pela preocupação com o desenvolvimento da comunidade.

 

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.700 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

SICOOB UNICOOB: Central participa de Café com Presidentes promovido pelo GPTW

 

No último dia 11, o diretor de Gestão do Sicoob Central Unicoob, Marcio de Souza Gonçalves, participou do Café com Presidentes das Melhores Empresas Para Trabalhar no Paraná 2019, promovido pelo Instituto Great Place to Work (GPTW), em São Paulo.

 

Assessor de Obama - Durante o encontro, os presentes participaram de um Talk com o presidente da GTPW mundial e ex-assessor de Barack Obama, Michael Bush, com o tema “Inovação por todos: o caminho para tornar as empresas mais ágeis, inovadoras e rentáveis”.

 

Presenças - Ao todo, estiveram presentes cerca de 25 pessoas. Segundo Marcio, foi muito importante participar do evento, ainda mais por estar entre grandes empresas. “A maioria era de São Paulo e integrar esse grupo seleto é muito bom. Além disso, apesar do Sicoob estar em um momento voltado para inovação, não podemos nos esquecer das pessoas. Todos têm uma importância significativa dentro do sistema Unicoob”, afirma.

 

Tema bem debatido - O bom relacionamento com as pessoas foi um tema, que segundo Marcio, foi muito debatido durante o evento. “Empresas com um bom relacionamento sobem em até 400% o seu faturamento, algo impressionante. Muito mais do que estratégia e perenidade, o relacionamento humano faz com que os colaboradores trabalhem em prol da empresa, de uma causa e de um propósito”, explica.

 

Boa para todos - Por fim, o diretor destaca que, para que uma empresa seja boa para trabalhar, ela precisa ser boa para todos, sem distinção de cor, raça, gênero, idade ou sexualidade. “O que faz as pessoas serem boas é a pluralidade e isso não é diferente nas empresas. Ter pessoas diferentes no mesmo ambiente, faz a gente pensar de outra forma, de maneira mais acolhedora para todos”, ressalta. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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UNIPRIME: Cooperados podem concorrer à viagem para a semifinal do Uefa Champions League

 

uniprime 18 11 2019A Uniprime tem a Mastercard como bandeira oficial dos cartões emitidos pela cooperativa, uma parceria que coloca à disposição dos cooperados toda rede de benefícios exclusivos da marca e, é claro, acesso às promoções organizadas pela bandeira. 

 

Futebol - E a campanha vigente é especialmente para os apaixonados por futebol: a cada R$ 250,00 em compras no cartão de crédito, o usuário ganha uma chance para participar do sorteio de uma viagem com acompanhante para assistir à semifinal da Champions League 2019/20, na Europa. Além dos ingressos para o jogo, o prêmio inclui passagem aérea, hospedagem, alimentação, translado e ainda um city tour pela cidade.

 

Aptos - Para os cooperados Uniprime, estão aptos a participarem os titulares de cartões Black, Platinum e Gold, que realizarem compras na função crédito durante o período da promoção, que vai de 01/11/19 à 31/01/20.   

 

Regulamento - Para conferir o regulamento da promoção, acesse AQUI e participe. (Imprensa Uniprime)

INFRAESTRUTURA: Começa a dragagem nos berços do Porto de Paranaguá

 

infraestrutura 18 11 2019A empresa pública Portos do Paraná iniciou a dragagem dos berços do cais comercial e píer público de inflamáveis do Porto de Paranaguá. Com a obra, que é de manutenção, a profundidade mantida nos berços é de 13,5 metros. Para o berço interno do píer de inflamáveis, são 11 metros.

 

Primeiros - Os primeiros berços já começaram a ser dragados na última quarta-feira (13/11). Os trabalhos começaram pelos dois berços do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), o 217 e 218. Nesses, a obra foi concluída na sexta-feira (15/11).

 

Total - “No total, serão cerca de 150 mil metros cúbicos de sedimentos retirados no cais comercial e parte interna do píer de inflamáveis. A obra mantém o porto operacional, igualando as profundidades dos berços aos acessos aquaviários”, explica Ricardo Delfim, oceanógrafo da Diretoria de Engenharia da Portos do Paraná. 

 

Cronograma - Concluídos os berços de movimentação dos contêineres, os próximos a serem dragados serão os berços 204, 209, 211, 212, 213, 214 e o 141. Segundo diretor de Operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Junior, é preciso que os berços ofereçam segurança para que os navios atraquem e os operadores possam movimentar as cargas.

 

Flexibilidade - “Essa equalização da profundidade dos berços possibilita operacionalmente uma flexibilidade na atracação dos navios. É fundamental para a atividade portuária manter a infraestrutura marítima”, afirma Teixeira.

 

Segurança e viabilidade - Segundo o diretor, a segurança e a viabilidade do porto estão diretamente ligadas a essa manutenção. “É preciso ter um porto operacional para economia do município e do Estado e, inclusive, do país”, comenta.

 

ISS - Outro benefício da dragagem, de acordo com Teixeira, é o recolhimento do ISS que a prestação desse serviço para o município onde é realizado.

 

Equipamentos - A dragagem dos berços começa a ser feita com a draga Elbe, holandesa. A embarcação tem capacidade de cisterna de 2.500 metros cúbicos e é auto transportadora (ou seja, os sedimentos são dragados e carregados pela própria draga). Considerada de pequeno porte, a draga é bem ágil nesse transporte.

 

Programa - Esta obra está inserida no programa de manutenção continuada da profundidade dos Portos do Paraná, que prevê as obras para os próximos cinco anos. O investimento público total para o programa será de R$ 403 milhões, ao longo destes cinco anos.

 

Campanha - A campanha começou no último mês de agosto, com a dragagem do canal de acesso e da bacia de evolução do Porto de Antonina (área Delta). Até o momento, foram retirados desta área, cerca de um milhão de metros cúbicos.

 

Canal de acesso - O canal de acesso é o trecho que liga os berços de atracação e o mar aberto. Bacia de evolução é como é chamada a área próxima ao cais, onde as embarcações fazem as manobras de giro/atracação e desatracação em um porto.

 

Bacias de evolução - Além das áreas do Porto de Antonina e dos berços do Porto de Paranaguá, as atividades do programa de dragagem de manutenção continuada também serão realizadas no canal de acesso e bacias de evolução de Paranaguá (áreas Alfa, Bravo e Charlie).

 

Sedimentos - O volume total de sedimentos a serem retirados do fundo do mar, nos dois portos, será de quase 22 milhões de metros cúbicos.  O objetivo da dragagem de manutenção é manter a profundidade do canal, evitando o assoreamento, garantindo o calado operacional dos navios e a segurança da navegação pelos portos paranaenses.

 

Funcionamento - Para dragar estas primeiras áreas determinadas, as embarcações usam um ou dois tubos de sucção. Enquanto dragam, esses tubos são baixados até o fundo do mar, fazendo os movimentos de arrasto para sugar os sedimentos, através de bombas centrífugas, e soltar na cisterna do equipamento.

 

Tubos de sucção - Com a cisterna cheia, os tubos de sucção voltam a bordo do navio e a draga faz a viagem até a área de descarte.

 

Área de despejo - A área de despejo dos sedimentos dragados fica localizada a mais de 20 quilômetros da Ilha da Galheta e da Ilha do Mel. Em média, devem ser realizadas duas viagens por dia, por equipamento.

 

Definição - O local de descarte, regulamentado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), foi definido após estudos de correntes e outros aspectos climáticos, como a mais indicada para a dispersão do material dragado sem prejuízos ambientais.

 

Monitoramento - Durante as campanhas de dragagens de manutenção - como determina o Plano de Controle Ambiental, aprovado pelo IBAMA, são executados programas de comunicação, educação e monitoramentos ambientais.

 

Ações - Para esta campanha, a empresa pública desenvolve: programa de comunicação social; programa de educação ambiental, programa de monitoramento da qualidade das águas; programa de monitoramento da qualidade dos sedimentos; e programa de monitoramento do volume dragado. (Agência de Notícias do Paraná)

FOCUS: Instituições financeiras elevam expectativa de inflação para 3,33%

1focus 18 11 2019A previsão de instituições financeiras para a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano voltou a subir. A estimativa para o índice passou de 3,31% para 3,33%, no segundo ajuste consecutivo.

Anos seguintes - Para os anos seguintes não houve alterações: 3,60%, em 2020, 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022. As estimativas estão reunidas em pesquisa realizada junto à instituições financeiras e elaborada semanalmente pelo Banco Central (BC). Os resultados são divulgados às segundas-feiras.

Abaixo do centro da meta - As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Taxa Selic - O principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Demanda aquecida - Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. O mercado financeiro continua esperando que a Selic encerre 2019 no patamar de 4,50% ao ano. Atualmente, a Selic está em 5% ao ano. Para 2020, a expectativa caiu de 4,50% para 4,25% ao ano.

Próximos anos - Para 2021, a expectativa é que a taxa Selic termine o período em 6% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 6,50% ao ano.

Crescimento econômico - A estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi mantida em 0,92% este ano, pela segunda semana consecutiva. Para 2020, a projeção subiu de 2,08% para 2,17%. Já a expectativa para 2021 2022, permanece em 2,50%.

Dólar - A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 4 para o fim de 2019 e 2020. (Agência Brasil)

 

ECONOMIA: Indústria exporta menos e déficit supera US$ 31 bilhões

economia 18 11 2019O déficit da indústria de transformação atingiu US$ 31,5 bilhões nos 12 meses encerrados em setembro. Para 2019, a estimativa é que o resultado fique próximo disso, o que levaria a um rombo quase nove vezes maior que o saldo negativo de US$ 3,2 bilhões registrado em 2017. No ano passado, o déficit do segmento foi de US$ 25,2 bilhões. Os cálculos são do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

 

Reflexo - Rafael Cagnin, economista do Iedi, diz que o resultado reflete a contribuição quase nula do setor externo para a reativação da economia em 2019. E em boa medida, diz ele, isso se deve à tendência de ampliação do déficit externo da indústria. O saldo negativo, destaca ele, chegou a praticamente zerar nos anos de crise recentes e agora caminha em direção ao nível anterior à recessão.

 

Deterioração - O déficit em si já era esperado, diz Cagnin. Mas a deterioração, segundo ele, se deu neste ano pelas “razões erradas”. O que se esperava, lembra, era uma retomada mais consistente do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e a recomposição das importações. O que vem acontecendo em 2019, porém, é a expansão do déficit da indústria como resultado de uma queda mais intensa nas exportações, e não de aumento das compras externas.

 

Acumulado - No acumulado em 12 meses até setembro, os embarques da indústria de transformação caíram 5,3% em relação aos 12 meses anteriores. Na mesma comparação, as importações da indústria ficaram praticamente estáveis, com redução de 0,6%.

 

Crise argentina - Um dos fatores importantes para a queda das exportações, diz Cagnin, é a crise da economia argentina. O total de exportações brasileiras ao país vizinho, de produtos industriais e não industriais, caiu de US$ 12,87 bilhões para US$ 7,5 bilhões de janeiro a setembro de 2017 para igual período deste ano.

 

Comércio internacional - Outro fator é o baixo crescimento do comércio internacional, sob influência do conflito entre EUA e China. Depois de ter crescido 5,5% em 2017, o volume de comércio mundial de bens e serviços não deve passar de 1,1% neste ano, segundo projeções mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

Falta de competitividade - Mas, além de questões conjunturais, o quadro deixou evidente a falta de competitividade estrutural da indústria brasileira. “Os dados mostram que estamos em um longo processo de piora da composição da pauta exportadora de produtos manufaturados”, afirma o economista do Iedi.

 

Impacto - Cagnin ressalta que a deterioração do saldo comercial da indústria de transformação brasileira afeta todas as faixas de intensidade tecnológica. O caso mais acentuado, porém, está localizado na indústria de média-alta tecnologia. Esse grupo inclui o ramo de veículos automotores, reboques e semi-reboques, com exportações fortemente afetadas pela crise argentina.

 

Embarques - Os embarques do setor de automóveis totalizaram US$ 11 bilhões nos 12 meses até setembro. O desempenho contribuiu para um déficit de US$ 1,98 bilhão no período. Em 2018, as vendas externas do segmento chegaram a US$ 14,2 bilhões. O déficit no ramo de veículos automotores ficou em US$ 752 milhões no ano passado.

 

Média-alta intensidade tecnológica - Pelo levantamento do Iedi, o déficit do grupo de média-alta intensidade tecnológica se expandiu de US$ 26,3 bilhões em 2017 para US$ 43,1 bilhões em 2019, considerando neste último caso o acumulado em 12 meses até setembro de 2019.

 

Alta tecnologia - No grupo de alta tecnologia, que inclui o ramo aeronáutico, o rombo se ampliou de US$ 17,9 bilhões para US$ 20,8 bilhões na mesma comparação. Os dados, diz Cagnin, mostram recorrente encolhimento da participação de produtos de maior tecnologia nas exportações totais da indústria de transformação.

 

Parcela - Em 2000, destaca o economista, as indústrias de alta e média-alta tecnologia respondiam por 43,5% das exportações da indústria de transformação, mas por apenas 31,9% em 2019, considerando os 12 meses até setembro. “Esses são setores importantes, mais dinâmicos, com cadeias mais longas e complexas, com maior capacidade de puxar outros ramos da economia”, avalia Cagnin. E são setores, diz ele, com produtos de maior valor agregado, que poderiam contribuir mais para inserir o Brasil nas cadeias globais de valor.

 

Ramos menos intensivos- Ao mesmo tempo, os ramos menos intensivos em tecnologia também têm enfrentado mais dificuldades, segundo Cagnin. A indústria de baixa tecnologia, destaca ele, único grupo a apresentar saldos sistematicamente positivos, viu o seu superávit recuar de US$ 40 bilhões em 2017 para US$ 35,7 bilhões nos 12 meses encerrados em setembro. Com declínio tanto nas exportações como nas importações, esse grupo reúne ramos como alimentos, têxteis e couros e calçados. (Valor Econômico)

 

BRICS: Declaração de líderes do bloco reforça importância da sustentabilidade no setor agrícola

 

brics 18 11 2019Reunidos durante a XI Cúpula do Brics, os chefes de Estado dos cinco países aprovaram na quinta-feira (14/11) a Declaração de Brasília, com as principais decisões do grupo. Na área da agricultura, o documento reconhece a importância da cooperação entre os países e da gestão sustentável dos recursos naturais e destaca que o comércio no bloco deve se basear na ciência e na tecnologia. 

 

Importância da cooperação - “Na condição de líderes mundiais na produção de produtos agrícolas e lar de grandes populações, destacamos a importância da cooperação do Brics na agricultura. Reconhecemos a importância da agricultura de bases científicas e do uso de TICs para essa finalidade. Sublinhamos a necessidade de garantir segurança alimentar, qualidade sanitária dos alimentos, combater a desnutrição, eliminar a fome e a pobreza por meio do aumento da produção agrícola, da produtividade, da gestão sustentável dos recursos naturais e do comércio agrícola entre os países do Brics”, diz o documento.

 

COP 14 - A Declaração de Brasília também traz o comprometimento em implementar os resultados da COP 14 da Convenção das Nações Unidas para o Combate à desertificação (UNCCD) para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 15.3 (uso sustentável dos ecossistemas terrestres) até 2030, de combate à desertificação, recuperação de terras e solos degradados, e "lutar para alcançar um mundo neutro em termos de degradação da terra”. 

 

Acordo de Paris - Os líderes se comprometeram com a implementação do Acordo de Paris e pediram o apoio dos países desenvolvidos para ampliar a prestação de assistência financeira, tecnológica e de capacitação aos países em desenvolvimento para apoiar ações de mitigação e adaptação. Outro resultado foi a criação da Aliança Empresarial de Mulheres do Brics, que visa a aumentar o papel das mulheres como impulsionadoras do crescimento econômico, contribuindo para o empoderamento econômico das mulheres nos cinco países. 

 

Reunião de Ministros - A Declaração conjunta também cita a 9ª Reunião de Ministros da Agricultura do Brics, realizada em setembro, em Bonito (MS), que reconheceu a importância da agricultura sustentável e o papel da biotecnologia para o aumento da produtividade,

 

Presença - A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou das sessões plenárias, encontros bilaterais e fórum empresarial. Na quarta-feira (13/11), o Brasil e a China firmaram acordos sanitários para que o Brasil exporte melão para o país asiático, que poderá vender pera para o mercado brasileiro. 

 

Cúpula - Presidida pelo presidente Jair Bolsonaro, a XI Cúpula do Brics foi realizada em Brasília na quarta-feira e quinta-feira (13 e 14/11). O evento reuniu o presidente Vladimir Putin (Rússia), o primeiro-ministro Narendra Modi (Índia), o presidente Xi Jinping (China) e o presidente Cyril Ramaphosa, da África do Sul. Ao final do encontro, o Brasil entregou a presidência rotativa do bloco para a Rússia. (Mapa)

RELAÇÕES EXTERNAS I: Brasil cobra compensações da União Europeia por causa do Brexit

 

relacoes externas I 18 11 2019O Brasil e outros oito grandes exportadores cobraram da União Europeia (UE) compensações independentemente da forma como vai ocorrer a saída do Reino Unido do mercado comum europeu, em nova pressão na Organização Mundial do Comércio (OMC).

 

Cotas específicas - O Brasil tem várias cotas específicas que vão encolher no mercado comum europeu, no caso de açúcar, frango e carne bovina, podendo gerar prejuízos de várias dezenas de milhões de dólares.

 

Adiamento - Britânicos e europeus adiaram a decisão sobre como será feito o divórcio entre eles, que primeiro deveria ter sido acertado em 29 de março, depois em 30 de junho, que ficou para 31 de outubro e agora foi empurrado para 31 de janeiro de 2020.

 

Incertezas comerciais - Enquanto isso, as incertezas comerciais aumentam e hoje no Comitê de Acesso ao Mercado da OMC o Brasil, EUA, China, Rússia, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Uruguai e Chile cobraram de Bruxelas compensações de toda maneira, por meio de aumento de volumes de exportação ou redução de tarifas para certos produtos.

 

Insatisfação generalizadas - A insatisfação é generalizada entre os exportadores agrícolas sobre o plano de repartição de cotas que a UE definiu, para ser aplicado quando os britânicos deixarem o mercado comum europeu. Uma parte das atuais cotas passaria a ser dada pelo Reino Unido.

 

Redução - Conforme cálculos da Nova Zelândia, a repartição definida por Bruxelas poderá reduzir em 25% o volume das cotas na UE. Pelo plano, o número das cotas cairá de 142 para 130. E dessas, pelo menos 23 vão ficar com volumes 50% inferior ou ainda menor.

 

Saída sem acordo - Além disso, se houver um “hard Brexit”, ou seja, saída do Reino Unido sem um acordo com a UE, os britânicos também vão competir pelas cotas europeias que são destinadas a outros países em geral. Estudos mostram que atualmente o Reino Unido já exporta para a UE mais de 79% do volume de todas as cotas. Significa que poderiam passar a ocupar todo o volume, não deixando espaço para os outros países.

 

Discriminação - O Brasil aponta também para o risco de discriminação com um arranjo em discussão envolvendo procedimentos aduaneiros entre a Irlanda do Norte e o resto do Reino Unido. Tudo isso pode causar mais prejuízos para exportações brasileiros.

 

Queixa - A Austrália reclamou que alguns produtores de carne bovina e de ovelha praticamente cessaram exportações de maior valor agregado para o Reino Unido, não podendo aproveitar as oportunidades que aumentam no período do natal.

 

Perda - Para o Brasil, não dá ainda para dimensionar o quanto seus exportadores vão perder, no rastro da repartição de cotas entre UE e Reino Unido depois do Brexit, até porque não se sabe como esse divórcio vai ser implementado.

 

Maior importador e exportador - Certo mesmo é que a UE é o maior importador e exportador agrícola, e essencial no equilíbrio desse mercado. Qualquer mudança nas suas cotas, pelas quais permite a entrada de volume limitado com tarifa menor, terá impacto comercial significativo para os exportadores. Na prática, traz mais custos logísticos e incertezas para os exportadores.

 

Recusa sistemática - No entanto, a UE mantém uma recusa sistemática de discutir compensação cobrada pelos parceiros. Isso poderá levar mais tarde a denúncias do Brasil e outros exportadores contra os europeus — mas é um processo que pode durar anos, ainda mais com o colapso do sistema de disputas na OMC. (Valor Econômico)

 

RELAÇÕES EXTERNAS II: Brasil e China terão grupos de trabalho para ampliar comércio

 

relacoes externas II 18 11 2019Brasil e China pretendem desenvolver um amplo programa de trabalho para aumentar o comércio entre os dois países. As pastas da Economia dos dois países estabeleceram a criação de grupos de trabalho compostos por funcionários da área de “inteligência comercial” para identificar problemas e barreiras não tarifárias que impedem um maior fluxo de mercadorias nas duas direções, segundo uma fonte do governo brasileiro explicou ao Valor.

 

Mapeamento de oportunidades - A ideia é buscar mais intensamente mapear oportunidades e descobrir pontos de dificuldades específicas para expandir o comércio entre os dois países. Seria como um dever de casa que ficou acertado entre os ministérios da Economia dos dois países após encontro ocorrido em meio à XI Cúpula do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

 

Falha - A escorregada que o ministro da Economia, Paulo Guedes, cometeu ao dizer que o Brasil negociava um acordo de livre-comércio com a China ocorreu porque o ministro se empolgou após as conversas com representantes chineses. Ele ouviu dos asiáticos que não havia qualquer preocupação com o fato de Brasil ter superávit comercial e que o interesse era aumentar a corrente de comércio - ou seja, o volume de vendas e compras.

 

Saldo - Dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia mostram que, de janeiro a outubro, o Brasil vendeu US$ 51,5 bilhões e importou US$ 30,1 bilhões. Nesse período, as exportações brasileiras tiveram queda de 3,1% ante igual período de 2018 enquanto as compras de produtos do país de Xi Jinping subiram 0,7%.

 

Maior comprador - Individualmente, a China é o maior comprador de produtos brasileiros no exterior. O problema é que, em grande medida, a pauta exportadora brasileira para lá é composta de produtos básicos, como soja, petróleo e minério de ferro. Nos dez primeiros meses do ano, os produtos básicos vendidos à China somaram US$ 45,7 bilhões.

 

Manufaturados - No encontro com os chineses durante a reunião do Brics, Paulo Guedes disse que gostaria de ampliar a venda de bens manufaturados, que têm maior valor adicionado e que até outubro o Brasil tinha vendido menos de US$ 1bilhão aos chineses. Para o ministro, não faz sentido para uma economia complexa e do porte da brasileira vender quase que somente soja e minério para os chineses.

 

Desenho oposto - No lado asiático, o desenho da pauta exportadora para o Brasil é praticamente o oposto. Os produtos manufaturados representaram quase todo volume, US$ 29,5 bilhões, enquanto os básicos somaram apenas US$ 451 milhões.

 

Identificação - Uma das ideias advindas da conversa bilateral é que os grupos de trabalho identifiquem produtos que cada país vende intensamente para outros lugares do mundo e que não tem peso no comércio bilateral. A partir daí, verifica-se o que poderia ser feito para melhorar isso e ampliar vendas e compras - por exemplo, às vezes, um produto pode ter dificuldade de vendas por questão de adaptação a padronizações locais, que podem ser identificadas e corrigidas.

 

Susto - Apesar de ter sido posteriormente corrigida e esclarecida, a declaração do ministro Paulo Guedes sobre a possibilidade de uma área de livre comércio entre Brasil e China deixou os empresários locais assustados. É que a indústria brasileira já sofre com a competição dos asiáticos mesmo tendo proteção tarifária e, em alguns casos, barreiras não tarifárias, como medidas antidumping.

 

Agenda incipiente - A agenda de intensificação do comércio bilateral, contudo, ainda é incipiente, deve-se ressaltar. Os grupos de trabalho sequer estão formados, havendo apenas uma ideia geral de quem irá compor e qual a tarefa a ser cumprida. A ideia é que a partir desta semana se comece efetivamente a pensar em como fazer para traduzir a proposta genérica em resultados concretos positivos para os dois países. (Valor Econômico)

ENTREVISTA: Governo envia ao Congresso proposta de reforma tributária com imposto sobre consumo

entrevista 18 11 2019Depois de reformular a sua proposta, abandonando a ideia de criar uma nova CPMF, rejeitada pelo presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Economia fechou, enfim, um novo pacote de medidas para mudar o complexo sistema tributário do País. O roteiro traçado pelo ministério prevê o envio da reforma ao Congresso em quatro etapas, que devem se estender até meados de 2020.

Primeira fase - Na primeira fase, a ser deflagrada ainda em novembro, o governo deverá enviar ao Legislativo um projeto de lei que unifica o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento de Seguridade Social), incidentes sobre produtos e serviços. Na segunda fase, prevista para o início do ano, o plano é encaminhar a mudança no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que deverá se tornar um tributo seletivo aplicado a bens como cigarros, bebidas e veículos.

Terceira fase - A terceira fase, a ser enviada até o fim do primeiro trimestre, vai se concentrar no Imposto de Renda de pessoas físicas, incluindo o aumento da faixa de isenção e a criação de novo alíquota para os mais ricos, e jurídicas. A última etapa, em meados do ano que vem, será dedicada à desoneração da folha de salários das empresas. “A nossa ideia é não demorar entre uma fase e outra para enviar ao Congresso”, diz o secretário especial da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto.

Entrevista - Em sua primeira entrevista desde que assumiu o cargo, há pouco mais de um mês, no lugar do economista Marcos Cintra, defenestrado por defender um imposto nos moldes da antiga CPMF, Tostes, de 62 anos, afirmou ao Estado que a proposta do governo é “totalmente aderente” aos projetos de reforma tributária em tramitação no Congresso. Segundo ele, a diretriz do ministro Paulo Guedes diante da crise fiscal é manter a carga tributária atual, na faixa de 35% do Produto Interno Bruto (PIB). No futuro, afirma o secretário, com o crescimento da economia, a meta é reduzir o peso dos impostos sobre os cidadãos e as empresas.

Sistema de calibragem- Para impedir que a carga tributária aumente ou diminua, o governo vai propor um sistema automático de calibragem, que funcionará como uma balança, a ser desencadeado anualmente. Se a carga aumentar, a alíquota será reduzida, e vice-versa. O tributo resultante da fusão do PIS e da Confins terá alíquota de 11% a 12% e receberá o nome de Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Seguirá o modelo de imposto sobre valor agregado (IVA), adotado em 180 países, em que todos os créditos poderão ser usados pelas empresas para diminuir o valor a pagar, o que não acontece hoje.

Desoneração da cesta básica- Dentro do objetivo de aplicar alíquota única a todos os setores e acabar com regimes especiais, o governo deverá rever a desoneração da cesta básica. Em troca, deverá restituir à população de baixa renda gasto com o tributo em um adicional em programas sociais como Bolsa Família. Tostes diz, porém, que alguns setores poderão ter regime diferenciado. “O conceito é cobrar de forma geral, mas estamos avaliando casos que mereçam tratamento especial.” Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista com o novo secretário da Receita Federal.

No início de outubro, quando o sr. assumiu o cargo, havia uma grande expectativa em relação ao envio da proposta de reforma tributária do governo ao Congresso, o que ainda não ocorreu. Em que pé está a reforma tributária?

O fato de ela não ter ido ainda para o Congresso se deve a essas mudanças que aconteceram e à reformulação que o governo teve de fazer na sua proposta. Os estudos referentes à proposta de reforma tributária foram um dos trabalhos que mais consumiram tempo neste primeiro mês. Agora, o trabalho está quase concluído e, até o fim de novembro, o governo vai encaminhar ao Congresso o primeiro pilar dessa proposta, porque entendemos que é mais fácil tratar cada tema separadamente do que tudo ao mesmo tempo.

Que mudanças o governo deverá propor na 1º fase da reforma?

O Brasil tem uma das estruturas de tributação sobre o consumo mais complexas do mundo. Envolve seis tributos em três níveis de governo. No governo federal, há o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o PIS (Programa de Integração Social), a Cofins (Contribuição para o Financiamento de Seguridade Social) e a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Nos Estados, o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Nos municípios, o ISS (Imposto sobre Serviços). É na tributação sobre o consumo que se produz o maior o porcentual de arrecadação. Então, o primeiro pilar dessa proposta será referente justamente à parte que cabe ao governo federal nessa imposição sobre o consumo.

Como será esse novo imposto?

O governo vai propor a fusão do PIS e da Cofins num único tributo sobre o valor agregado incidente sobre todos os bens e serviços, inclusive os intangíveis, como os aplicativos de táxi e o streaming de vídeos e músicas, dentro dos preceitos modernos que um imposto do gênero tem: a tributação universal. Ele vai pegar tudo isso e permitir a utilização ampla de créditos tributários pelas empresas. Hoje, tanto o PIS como a Cofins e o ICMS não permitem a utilização de todos os créditos, o que desvirtua o princípio da tributação sobre valor agregado.

Isso será enviado ao Congresso como uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional)?

Neste caso, será por meio de um projeto de lei.

Qual o nome do novo imposto?

Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

O novo tributo terá só uma alíquota?

Estamos avaliando essa questão. Mas um imposto sobre valor agregado moderno, hoje, tem uma alíquota só, como nas últimas reformas realizadas em outros países. Não só porque isso traz uma simplificação enorme para os contribuintes e para a administração tributária, mas também porque promove a equalização do tratamento tributário.

Qual será a alíquota?

Ela estará entre 11% e 12% do PIS e da Cofins juntos.

Qual será o principal benefício do novo tributo?

Haverá uma simplificação enorme em relação ao que temos hoje do PIS e da Cofins, dois tributos que demandam muita energia das empresas. A apuração será simples com a utilização de todos os créditos tributários. As empresas vão pegar o imposto destacado na nota fiscal do que elas compram e comparar com o imposto destacado na nota fiscal do que elas vendem. A diferença será o imposto devido. Isso vai significar uma redução de custo para o contribuinte, de horas gastas para registro, preparação de declarações e prestação de informações e dos pagamentos.

A carga tributária vai aumentar?

O ministro Paulo Guedes estabeleceu a diretriz de que as reformas na estrutura de tributos não poderão gerar nenhum aumento de carga tributária global. Isso vai constar explicitamente no texto da reforma a ser enviado ao Congresso.

A carga tributária atual vai funcionar, então, como teto?

Ela não poderá ser maior nem menor do que é hoje. Haverá um mecanismo para avaliar o impacto na carga tributária no período de um ano. Se a arrecadação do novo tributo for maior que a taxa de crescimento da economia, ou seja, se houver aumento efetivo de carga, a alíquota será reduzida. Se, ao contrário, a arrecadação for menor que o crescimento, a alíquota subirá, para produzir o mesmo nível de arrecadação que os dois tributos produzem hoje.

Será um mecanismo de calibragem?

Exatamente. O ministro tem uma visão de que, no momento em que País precisa reequilibrar as suas finanças, não é possível reduzir o montante das receitas. Porém, numa visão de longo prazo, a proposta que ele defende é de que haja uma redução da carga tributária. No futuro.

Como a unificação do PIS e da Cofins se coloca em relação às propostas que já estão tramitando no Congresso, na Câmara e no Senado?

Ela é totalmente aderente às propostas que tramitam no Congresso, de criação de um imposto de valor agregado (IVA). Se houver consenso, esse IVA federal poderá se juntar a um IVA estadual e municipal, formando o que se denomina IVA dual – um imposto que é cobrado pelos três níveis de governo, com gestões diferentes, sobre a mesma base de cálculo, e com autonomia para alteração de alíquotas entre os dois grupos. É o modelo usado no Canadá, onde existe um IVA dual em que uma parte do imposto é do governo central e a outra parte é dos governos provinciais. A base de cálculo e as regras são as mesmas, mas a gestão é diferente.

Como é possível integrar a proposta do governo à que está tramitando na Câmara, a PEC 45, baseada no projeto do economista Bernard Appy, que já prevê uma alíquota de 25%?

A proposta que está lá com uma alíquota de 25% é um IVA único, somando tudo, os impostos federais, estaduais e municipais. Se houver consenso, esse imposto de 25% se divide em dois sobre a mesma base, um da União e outro dos Estados e municípios, com gestões diferentes. Um de 12% e outro de 13%, por exemplo.

Com a unificação das alíquotas, vai haver muita choradeira dos setores que hoje são beneficiados por regimes especiais. Como o governo pretende lidar com isso?

Há um anseio hoje para um tratamento mais igualitário na tributação. Se você concede um tratamento especial para algum setor específico, essa redução vai implicar em ajuste na cobrança geral. Ou seja, vai onerar quem não terá o tratamento especial. O conceito é esse.

Todos os regimes especiais vão acabar?

Todos os regimes especiais devem acabar. Hoje, na atual estrutura, de PIS e Cofins, há mais de 100 regimes especiais, que tornam os dois tributos de altíssima complexidade.

Haverá tratamento diferenciado para algum setor?

Isso está sendo estudado.

(O Estado de S.Paulo)

Clique aqui para conferir na íntegra a entrevista

 


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