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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4709 | 20 de Novembro de 2019

WORKSHOP: Cooperativistas discutem cenários e tendências para o agronegócio

 

O Workshop Cenários e Tendências teve início na manhã desta quarta-feira (20/11), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba. O evento foi aberto pelo presidente da Cooperativa Bom Jesus e coordenador do ramo Agropecuário na OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Luiz Roberto Baggio, e pelo superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti. Cerca de 30 pessoas, superintendentes, gerentes e analistas de cooperativas agropecuárias paranaenses, participam do workshop, que discute os movimentos de produção, comercialização, financiamentos e tecnologias que deverão afetar os setores de grãos e proteína animal. A programação começou com a explanação de representantes da Mckinsey, empresa de consultoria empresarial americana, e do Rabobank, uma das principais instituições financeiras na Holanda.

 

Valor – Segundo o presidente da Bom Jesus, é fundamental para as cooperativas discutir de forma constante quais tendências afetarão o setor. “Temos que conhecer a percepção do mercado, antecipar potenciais impactos dos novos cenários e, principalmente, traduzir essas informações em construção de valor aos nossos produtos e serviços”, afirmou Baggio. Na opinião do superintendente da Ocepar, uma ação importante da instituição é subsidiar as cooperativas com dados consistentes sobre o mercado, para que elas possam preparar seus planejamentos estratégicos com precisão. “A Ocepar tem trabalhado forte na construção do PRC 100, o planejamento do cooperativismo do Paraná. Nesse processo, o mapeamento dos cenários deve ser contínuo, promovendo ajustes quando necessários nos planos, fortalecendo a participação das cooperativas nos diferentes mercados”, explicou Mafioletti. 

 

Mais – O evento seguirá à tarde, com palestra de representante da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), sobre a importância da visão de longo prazo no planejamento e tomada de decisão. Depois, será discutido o alinhamento entre as cooperativas e os Sistemas Ocepar e OCB em relação à inteligência de mercado, com intercâmbio de experiências entre os participantes.

 

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COOPERATIVISMO: Fórum promove reflexão sobre a logística do Paraná, na quinta-feira

 

cooperativismo 20 11 2019Líderes do setor cooperativista e integrantes do movimento em todo o Estado vão participar de um evento especial nesta quinta-feira (21/11), a partir das 9h, na Associação de Funcionários da Coopavel, em Cascavel – BR-467, na saída para Toledo. Eles estarão no Fórum de Logística do Cooperativismo Paranaense, organizado pelo Sistema Ocepar (Fecoopar, Ocepar, Sescoop/PR), com apoio da Cotriguaçu.

 

Desafios e oportunidades - A finalidade do evento é promover uma reflexão sobre como as cooperativas podem se preparar para os desafios e oportunidades na logística. A abertura oficial da programação vai ser feita pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli. O primeiro painel está marcado para as 9h30, sobre logística no Brasil e no Paraná, com mediação do superintendente do Sistema Ocepar, Robson Mafioletti.

 

Especialistas - Três especialistas no assunto vão, na sequência, apresentar informações detalhadas que enriquecerão o painel. O pesquisador da Esalq Log, Abner Matheus João, falará sobre o panorama da logística no Brasil; Cristiano Donatti, da área de projetos estratégicos da Rumo, abordará as perspectivas da Rumo Logística, e João Arthur Mohr, do Conselho Temático de Infraestrutura da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), apresentará detalhes sobre concessões rodoviárias.

 

Cases - Depois do almoço, ocorrerá a apresentação de cases de logísticas cooperativas, com mediação do gerente de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec), Flávio Turra. Contribuirão com o debate o presidente da Coopavel e da Cotriguaçu Dilvo Grolli, e o superintendente da Cotriguaçu, Gilson Anizelli, que falarão sobre logística de Cascavel ao Porto. O superintendente da Coamo, Airton Galinari, discorrerá sobre o Coamo – Aplicativo e gestão de frota, e, por sua vez, o presidente da Rodocoop e vice da Cocari, Marcos Trintinalha, e o analista técnico da Gerência de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR (Gecoop), Jessé Rodrigues, informarão sobre cooperativas do Ramo Transporte.

 

Inscrições - As inscrições para participar do Fórum de Logística do Cooperativismo Paranaense podem ser feitas pelo telefone (41) 3220-1133 ou pelo e-mail jessica.costa@sistemaocepar.coop.br. (Imprensa Coopavel)

RAMO CRÉDITO: Sescoop e Banco Central renovam parceria para educação

O Serviço Nacional de Aprendizagem em Cooperativismo (Sescoop) renovou, por mais dois anos, o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado com o Banco Central do Brasil para a realização de programas de educação financeira. A parceria existe desde 2015 e tem como objetivo levar conhecimento sobre o tema aos cooperados, empregados de cooperativas e seus familiares.

Assinatura - O documento foi assinado pelo superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, na segunda-feira (18/11), durante solenidade realizada na sede do órgão federal. “A Educação Financeira é um dos pilares do setor cooperativista, visto que o sucesso das sociedades cooperativas está intimamente ligado à saúde financeira de seus cooperados”, explicou Nobile.

Expertise e cooperação - Para manter as contas em dia e viver no azul, é importante saber poupar. Com o intuito de ajudar as pessoas a aprender a gerir melhor suas finanças, em 2016, o Sescoop começou a ofertar, em parceria com o Banco Central, às cooperativas o programa de Gestão de Finanças Pessoais (GFP).

Material didático - Unindo colaboração e expertise, a partir do primeiro ACT foi produzido o material didático do programa (cadernos do aluno e livro do facilitador) e realizadas ações coordenadas, palestras e cursos sobre o tema educação e inclusão financeira. Também foi desenvolvido o Programa de Formação de Facilitadores em GFP (FFGFP).

Alcance - Os números revelam como o projeto cresceu ao longo dos anos. Foram 23 turmas do programa de facilitadores em GFP realizadas em dez estados (DF, CE, MG, SC, PI, PE, MT, RJ, PR, RO). O curso capacitou 450 profissionais o que alcançou, até o início de novembro deste ano, a marca de mais de 80 mil pessoas diretamente beneficiadas.

Compartilhamento - “Mas o alcance pode ser maior, se considerarmos o compartilhamento com familiares, com vizinhos e amigos desses conteúdos e conceitos que foram disseminados, apresentados nas iniciativas ofertadas pelos facilitadores formados no programa, como cursos, oficinas, palestras, teatro e aulas”, reforçou o superintendente da OCB. (Informe OCB)

NO SENADO: Celebração pelos 110 anos de ensino técnico profissionalizante no Brasil

O Ensino Técnico Profissionalizante completou 110 anos de existência no Brasil. Criado pela Medida Provisória 1.715/1998, o Serviço Nacional de Aprendizagem em Cooperativismo (Sescoop) é o caçula da turma do Sistema S, conforme citou o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, durante sessão especial realizada, na segunda-feira (18/11), no Senado Federal. A reunião foi coordenada pelo senador Paulo Paim (RS) e contou com a presença de parlamentares e representantes das nove instituições que compõem o Sistema S.

Potencial - Em discurso, Nobile destacou que o potencial do cooperativismo para esse segmento. Nobile também explicou as ações realizadas e como o movimento cooperativista tem colaborado para a formação técnica e profissional dos brasileiros, sempre na busca de um melhor desenvolvimento do país.

Missão - “Nós abraçamos uma responsabilidade na nossa missão de promover a cultura cooperativista e o aperfeiçoamento da gestão para o desenvolvimento das cooperativas brasileiras”, relembrou Nobile, citando que essa missão é baseada no tripé monitoramento, formação profissional e promoção social e que envolve “o compromisso de agregar valor para a gestão das cooperativas”.

Vinte anos - São 20 anos dedicados a levar conhecimentos para cooperados, empregados de cooperativas e seus familiares. Os trabalhos são concentrados no desenvolvimento humano, promovendo capacitação e qualificação para a autogestão. Com esse investimento em educação, as cooperativas ganham em competitividade e os brasileiros ganham em serviços e produtos de mais qualidade.

Alcance - As ações são realizadas por todo o país e os resultados dão uma ideia da força da cooperação no setor que já emprega diretamente a 425 mil pessoas. Somente em 2018, o programa de acompanhamento de gestão cooperativista atendeu a 856 cooperativas. outras 990 coops foram atendidas pelo programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas. Já o programa de Desenvolvimento Econômico e Financeiro alcançou a 380 cooperativas.

Beneficiados - “Em ações de formação profissional, 11.732 pessoas foram atendidas e beneficiadas com ações de aprendizagem profissional, outras 354 mil com ações de qualificação profissional, e 62.500 pessoas beneficiadas com ações de inclusão social e iniciação profissional”, informou o superintendente do Sistema OCB.

Educação financeira - Durante a sessão, o representante do Sistema OCB também celebrou a renovação do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado com o Banco Central para a realização de ações de educação financeira junto às cooperativas.

Formação - Iniciado em 2015, o ACT tem promovido a formação de agentes facilitadores do programa de Gestão de Finanças Pessoais. Até o início de novembro deste ano, 450 agricultores participaram do programa, que já beneficiou 80 mil pessoas. (Informe OCB)

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COMÉRCIO EXTERIOR: Cooperativas do Mercosul buscam novos mercados em Israel

 

comercio exterior 20 11 2019No mundo dos negócios, quem deseja crescer precisa inovar, buscar novos mercados e estreitar relações de comércio. Com esse objetivo, a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) atua como um facilitador, abrindo portas e promovendo o ambiente para que as coops brasileiras interajam com empresas internacionais, visando novas parcerias comerciais.

 

Missão comercial - Pensando nisso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com apoio da OCB organizou uma missão comercial de cooperativas agropecuárias do Mercosul a Israel. Entre os dias 25 e 29 de novembro, uma delegação composta por brasileiros, argentinos, uruguaios e paraguaios vai percorrer o país para conhecer melhor as oportunidades e desafios para seus produtos.

 

Grupo - Participam do grupo representantes da OCB, do Mapa, de cooperativas do ramo agro, além de entidades representativas do cooperativismo do Uruguai e Paraguai.

 

Investigação - Para o presidente do Sistema OCB, acessar o mercado internacional é, sem dúvida, um desafio. Segundo ele, é preciso conhecer a fundo as expectativas do setor, adequar o produto às especificidades e exigências locais para comércio e até mesmo a conceitos culturais do país de destino. “E as chances de sucesso para as cooperativas que participam da missão à Israel são altas, porque a OCB desenvolveu um estudo prévio para entender como é esse mercado. Identificamos, inclusive, possíveis compradores para os produtos das nossas cooperativas”, explica a liderança.

 

Feira - De acordo com Márcio Freitas, o encontro com esses compradores está previsto para ocorrer na quarta-feira (27/11), durante a feira Israfood, um dos maiores eventos de comércio de alimentos de Israel. Em 2018, cerca de 20 mil pessoas passaram pela feira. É no estande do Brasil que a entidade vai promover as rodadas de negócios.

 

Segunda edição - Essa é a segunda edição da missão comercial de cooperativas do Mercosul. No ano passado, um grupo visitou a África do Sul, Botsuana e Namíbia. Os resultados foram positivos, com geração de negócios e, também, a integração entre os movimentos cooperativistas dos países. “Mas o mais importante é promover a experiência e a oportunidade de negócios, em especial com países que tenham acordo de livre comércio com o Mercosul”, avalia o presidente do Sistema OCB.

 

Agenda - Na edição de 2019, a missão contará com diversas reuniões técnicas. Na segunda (25/11), o encontro é com dirigentes do programa Smart Import do Ministério da Economia israelense, que visa facilitar a importação de alimentos e consequente redução no custo desses produtos no país. Na terça (26/11), ações de promoção comercial e oportunidades de negócios serão tema da conversa com adidos comerciais das embaixadas dos quatro países. E, ainda no mesmo dia, os produtos brasileiros serão apresentados em encontro com o Departamento de Comércio Exterior do Ministério da Agricultura de Israel.

 

Mais - A quarta (27/11) será dedicada à participação na Feira Internacional Israfood e, na quinta e na sexta (28 e 29/11), a missão terá saídas para visitas ao Porto de Haifa, ao Departamento de Cooperativismo do Movimento Kibutz e visitas de campo às cooperativas israelenses. (Informe OCB)

 

Foto: Pixabay

UNIMED CURITIBA: Cooperativa emite nota de esclarecimento sobre dados dos beneficiários do Sistema Unimed

Em virtude de supostos vazamentos de informações de beneficiários do Sistema Unimed, divulgados na imprensa nas últimas semanas, a diretoria-executiva da Unimed Curitiba emitiu uma nota oficial, esclarecendo que possui um sistema de gestão operacional próprio, política de segurança da informação e mecanismos tecnológicos que visam garantir a privacidade, o sigilo e a proteção dos dados de seus beneficiários. No documento, a cooperativa médica informa ainda que, até o presente momento, não tem conhecimento de ocorrências que fragilizem a segurança de dados de beneficiários da operadora de planos de saúde.

Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - “Com relação à segurança de dados, está previsto para agosto de 2020 o início da vigência da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Como se trata de legislação de expressiva relevância, a cooperativa já vem trabalhando nas adequações necessárias para atuar em conformidade com os termos da Lei”, afirma ainda a diretoria-executiva da Unimed Curitiba. Veja abaixo a nota na íntegra.

 

unimed curitiba nota 20 11 2019

COAMO I: Realizada a formatura da 23ª turma de Jovens Líderes Cooperativistas

Associados de várias regiões do Paraná e do Mato Grosso do Sul integraram a 23ª turma do programa de formação de Jovens Líderes Cooperativistas da Coamo. A formatura foi nesta terça-feira (19/11) com a presença dos jovens e de familiares em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná). O curso iniciou no dia 24 de abril e foram mais de 122 horas de aprendizado em seis módulos que tratam sobre a Coamo, cooperativismo, novas tecnologias, planejamento e gestão estratégica, liderança e uma viagem Técnica Cultural aos Entrepostos da Coamo nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná e Paranaguá.

Realização anual - O programa é realizado anualmente pela Coamo, com apoio do Sescoop/PR. Desde a primeira edição, em 1998, foram capacitados centenas de associados representando todas as Unidades da Coamo no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Novo modelo - Com a formação, os jovens passam a ser responsáveis pela implantação de um novo modelo de administração rural, muito mais profissional. Na gestão dos negócios na propriedade, ou mesmo quando atuam em parceria em os pais, eles trabalham de forma arrojada, sem esquecer das lições geradas por suas famílias. Com os pés no chão e a mente no futuro, eles buscam resultados concretos baseados na prática do planejamento e gerenciamento, e o sucesso do seu empreendimento.

Processo de mudança - A Coamo acredita que o processo de mudança para tornar o cooperativismo e o agronegócio mais produtivo e eficiente passa pela formação, educação e desenvolvimento dos cooperados. Para o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini, os jovens cooperados representam o presente e, também, o futuro promissor do cooperativismo e do agronegócio e, por isso, a diretoria é a principal apoiadora e incentivadora para a realização deste processo de formação. “O curso tem como objetivo formar novas lideranças e passar noções de como administrar a propriedade de forma que tenham mais renda na atividade. É uma nova geração de associados, novos líderes na cooperativa, entidades e comunidades que estão inseridos, e que darão continuidade à Coamo”, assinala.

Oradora - A associada Daiane Trombini Gottardi, de Brasilândia do Sul (Noroeste do Paraná), foi a oradora da turma. Para ela, o curso superou as expectativas em todos os sentidos. “Aprendemos muitos sobre administração na propriedade, como lidar com os possíveis problemas do dia a dia e com pessoas. Foi uma oportunidade enriquecedora a única. Para quem ama a agricultura, como eu amo, que compartilham desse sonho, vale cada segundo do curso”, observa.

Pertencimento - Daiane revela que termina o curso com o sentimento de pertencimento. “Somos uma semente da Coamo, que foi semeada e é cuidada continuamente. Sentimos que fazemos parte de todo o processo da cooperativa, que quer a gente por perto. Quando estamos na propriedade imaginamos uma coisa, mas quando a gente vem aqui, conhecemos outra realidade, e isso é muito forte”, destaca.

Desenvolvimento - De acordo com o associado Elvis Lima Deltrejo Júnior, de Aral Moreira (Sudoeste do Mato Grosso do Sul), o curso ajudou a desenvolver os participantes como administradores rurais, a conduzir a propriedade como empresa buscando sempre bons resultados. “Estamos um pouco longe da sede da Coamo e ficamos lisonjeados de participar de um curso que tem grande importância para a cooperativa. Pudemos aprimorar nosso conhecimento e melhorar o trabalho como um toda na propriedade rural.”

Empenho e dedicação - O professor Juacir João Wischneski, instrutor do curso, destaca o empenho e dedicação da 23ª turma. “Foi uma turma com média de idade baixa, mas com muita responsabilidade. Desde o primeiro momento, passaram a assumir isso. Brincavam na hora certa, mas no momento de trabalhar, trabalhavam muito. A cada turma é uma emoção diferente. Deixo sempre a mensagem para que não parem de estudar, busquem conhecimento. Eles não podem parar no tempo, a liderança tem que continuar sempre ativa.”

Premiado - O programa Jovens Líderes da Coamo foi premiado em 2004 pela OCB e Revista Globo Rural como o “Melhor Programa de Educação Cooperativista” do Brasil. Proporciona mais conhecimento e participação nas atividades técnicas, educacionais e sociais da cooperativa, além da ampliação das habilidades profissionais com uma visão de futuro. O programa capacita a geração de cooperados para desenvolver de forma gradual e contínua o seu potencial de liderança, gestão e administração na atividade rural. (Imprensa Coamo)

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COAMO II: Caminhos da profissão forma mais 36 alunos em CM

A parceria entre a Coamo e o Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria (Senai) para a realização do curso de auxiliar de panificação por meio do programa Caminhos da Profissão vem dando bons resultados. Iniciada em 2015, em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), hoje são mais de 15 municípios atendidos no Paraná e mais de 600 profissionais formados. No dia 7 de novembro, foi realizada a formatura de mais 36 alunos em Campo Mourão, onde também participam da parceria o Rotary Club e a prefeitura.

Apoio - A Coamo apoia o curso com o mix de produtos dos Alimentos Coamo. O objetivo é que pessoas da comunidade que ainda não têm uma formação iniciem profissionalmente. Sem custo algum para os alunos e com duração de 160 horas, as aulas abordam a teoria e prática, com a utilização dos alimentos produzidos pela cooperativa, como: farinha de trigo, margarina, gordura vegetal e óleo de soja.

Resultados - Recém-formado, Anderson Aparecido, está contente com os resultados do curso. “Estou com um projeto de mudar de profissão e o que aprendi será fundamental. Sem contar, que o uso dos Alimentos Coamo fez toda a diferença. Eu já usava os alimentos da cooperativa e com o curso voltado para um uso profissional tive mais certeza da qualidade de toda a linha.”

Pronta para o mercado - Outra formanda que está pronta para o mercado de trabalho é Adélia Berechavinski. Aos 62 anos, ela está com força total para dar um novo rumo em sua vida. “Nunca é tarde para aprender e começar algo. Foi muito bom participar deste curso, pois como já sou aposentada quero garantir uma renda extra para a minha família, fazendo o que gosto. Vou produzir e vender as receitas que aprendi.”

Pães - A instrutora do Senai e gastrônoma, Juceli Ferrari, lembra que os alunos aprenderam a produzir 48 tipos de pães, literalmente colocando a mão na massa. “O aluno sai apto a trabalhar no segmento de panificação e, inclusive, a gerir seu próprio negócio na área. Desde o início dessa parceria temos o retorno de muitos alunos que mudaram de vida graças a essa formação. Muitas empresas também nos procuram para indicar alunos, pois sabem do profissionalismo e qualidade realizados estes cursos de panificação. ”

Teoria e prática - De acordo com a instrutora do Senai e nutricionista, Rebeca Fagundes dos Santos, durante o curso eles aprendem a teoria sobre manipulação de alimentos e depois colocam em prática. Um curso que exige a adoção de alimentos adequados. “Precisamos de produtos específicos para o que estamos fazendo, a farinha da Coamo por exemplo é própria para a panificação e eu, inclusive, já conheço e uso na minha casa, pois sei da qualidade dos Alimentos Coamo”, destaca.

Parceria fundamental - Para o presidente do Rotary Club de Campo Mourão, Marcelo de Oliveira Lima, essa parceria é fundamental para que o curso seja realizado. “Esse curso vem ao encontro da nossa filosofia que não é dar o peixe, mas ensinar a pescar. Isso motiva e engaja as pessoas a buscar um futuro melhor.”

Aprendizado - O vice-prefeito de Campo Mourão, Beto Voidelo, destaca que o aprendizado é algo que a pessoa tem e ninguém tira. “Essa parceria continuará, pois traz resultados significativos. Quem aprende sempre se torna alguém melhor.”

Outras cidades - Ainda conforme a coordenadora pedagógica do Senai, Daiane Pereira, essa parceria entre Senai e Coamo se estende também à outras cidades. “Aonde tem Senai e tem o curso Caminhos da Profissão, tem a Coamo. Graças a essa parceria que esses cursos são realizados de forma satisfatória. Esse programa possibilita para jovens e adultos que querem entrar no mercado de trabalho ou mudar de profissão, o sonho de realização profissional.”

Produto final diferenciado - Representando os Alimentos Coamo, o superintendente Industrial da Coamo, Divaldo Correa, também esteve na formatura. “Estamos levando ao conhecimento desses novos profissionais, a qualidade que os Alimentos Coamo têm para garantir um produto final diferenciado. Nosso produto é seguro e tem origem, porque desde a escolha da semente que será plantada nos campos dos mais de 28 mil associados da Coamo até a entrega e industrialização, existe assistência técnica, rastreabilidade, segurança e qualidade.”

Importância da qualificação - O presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini destaca a importância de se qualificar a mão de obra. “A Coamo tem um compromisso com a comunidade e nada melhor do que apoiar as pessoas por meio do desenvolvimento profissional. Com esta parceria, estão sendo formados profissionais para atuar em um ramo que tem demanda e mercado para crescer. São realizados cursos para pessoas de diversas cidades do Paraná e ficamos satisfeitos em contribuir para a qualificação das pessoas, abrindo novas portas para quem quer dar um novo rumo a sua vida”, comenta. (Imprensa Coamo)

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CAPAL: Presidente executivo realiza palestra no evento Governança Cooperativa

capal 20 11 2019O presidente executivo da Capal, Adilson Fuga, fará uma palestra no dia 21 de novembro, em Curitiba, no evento “Governança Cooperativa”, que discutirá limites, obrigações, atos civis e mercantis que os gestores de cooperativas devem realizar. Fuga compartilhará sua experiência como gestor de uma das maiores cooperativas do Brasil, que apresentou em 2018 faturamento de R$ 1,4 bilhão (crescimento de 18% sobre o ano anterior). O evento é promovido pelo escritório Assis Gonçalves, Kloss Neto e Advogados Associados. Interessados podem se inscrever gratuitamente pelo link: https://agkn.engaged.com.br/turma/governanca-cooperativa/inscricoes.

Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3 mil associados, distribuídos em 14 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 70% das operações da cooperativa, produzindo mais de 640 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho, café e trigo. A área agrícola assistida ultrapassa os 140 mil hectares. O volume de leite negociado mensalmente é de 9 milhões de litros, proveniente de 360 produtores com uma média de produção de 2,5 mil litros por dia. Além disso, a cooperativa comercializa mais de 27 mil toneladas de suínos vivos. (Imprensa Capal)

 

SERVIÇO

“Governança Cooperativa - administradores: atribuições e riscos de correntes do cargo”

Data: 21 de novembro (quinta-feira), às 17h

Local: Rua Henrique Itiberê da Cunha, 811, Bom Retiro, Curitiba (PR)

 

SICREDI UNIÃO PR/SP I: Feira de negócios recebe 5 mil pessoas

 

sicredi uniao I 20 11 2019A 1ª Expo União da Sicredi União PR/SP, em Maringá (PR), superou as expectativas ao movimentar 5 mil pessoas, sendo que cerca de 600 participaram da programação de palestras, oficinas e rodadas de negócios. Realizada na primeira quinzena de novembro, no Pavilhão Azul do Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro, a feira de negócios reuniu 85 expositores de Maringá, Sarandi, Paiçandu e Mandaguaçu. Todos associados da instituição financeira cooperativa.

 

Resultados surpreendentes - De acordo com o superintendente de Negócios da Sicredi União PR/SP, David Vacari Conchon, os resultados foram surpreendentes por ser a primeira edição da feira. “Foi muito positivo para as empresas associadas que expuseram marca, produtos e serviços. Além disso, cerca de 45% das pessoas que passaram pelo local não eram associadas da Sicredi União, o que é importante porque conheceram a força do cooperativismo”, enfatiza ao citar que a ideia é aperfeiçoar ainda mais o evento para as próximas edições.

 

Impulso - O presidente da Sicredi União PR/SP, Wellington Ferreira, destaca que a Expo União objetiva impulsionar os diversos segmentos ao criar oportunidades de negócios, bem como troca de informações e networking entre os associados e com o público visitante em geral. “Nosso propósito é ser relevante de forma colaborativa, proporcionando crescimento para as empresas associadas e desenvolvimento para a comunidade em que estamos inseridos”.

 

Expositora - A empresária da Quibras e associada há seis anos da Sicredi União PR/SP, Bernadete Costa Curto Baggio, estava entre os expositores. Ela conta que apesar de a empresa ter 39 anos de mercado, esta foi a primeira vez que levou a empresa para uma feira. “Atendi muitos consumidores com potencial para se tornar clientes. Foi uma excelente oportunidade”, comemora ao citar que apresentou aos visitantes o portfólio com produtos de limpeza, vassouras, aromatizantes, velas artesanais, entre outros.

 

Capacitações gratuitas - Além das empresas expositoras, a Expo União, em parceria com o Sebrae/PR, também disponibilizou capacitações gratuitas para os visitantes da feira. A programação incluiu cinco palestras e uma oficina, além de três rodadas de negócios entre os expositores. Durante os três dias da feira também teve apresentações culturais, espaço kids e estacionamento gratuitos. Já o lucro da praça de alimentação foi revertido para três entidades: Apae Maringá, Lar Escola da Criança de Maringá e Lions Clube Maringá. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

SICREDI UNIÃO PR/SP II: Gestores escolares são capacitados por programa social

 

sicredi uniao II 20 11 2019O Programa A União Faz a Vida (PUFV), da Sicredi União PR/SP, promove a Formação de Gestores Escolares PUFV 2019 nos dias 19, 20 e 21 de novembro nas cidades de Londrina, Maringá e Cianorte, respectivamente. Em cada dia serão esperadas cerca de 130 pessoas entre secretários de educação, diretores e coordenadores de escolas municipais, além de coordenadores e assessores pedagógicos do programa.

 

Realidade e desafios - De acordo com a assessora de programas sociais da Sicredi União PR/SP, Gisely Almeida, o evento deve reunir todos os gestores envolvidos na aplicação do PUFV e que atuam em municípios da área de abrangência da instituição financeira cooperativa. “Nosso objetivo é capacitar essas pessoas de acordo com a realidade e os desafios que vivenciam a fim de que explorem todo o potencial da metodologia de educação proposta”, enfatiza.

 

Material específico - Para isso, será utilizado um material específico desenvolvido pela Fundação Sicredi, que é responsável pela capacitação dos assessores pedagógicos do PUFV. “A equipe pedagógica da Sicredi União já foi preparada e, agora, deve repassar esse conhecimento e experiências para os gestores escolares”, completa Gisely. 

 

Dinâmicas - Durante a programação, que se repetirá nas três cidades, os participantes vão vivenciar dinâmicas de cooperação e assistir a duas oficinas: ‘Gestores em cena: wold café’ e ‘Currículo em ação’, ministradas por assessores pedagógicos, que vão abordar diferentes experiências com foco na metodologia, além de como integrar as atividades do PUFV no currículo escolar. O evento será encerrado com a palestra ‘Derrubando Muros’ do diretor e professor Braz Rodrigues Nogueira, de São Paulo. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

 

SERVIÇO

Formação de Gestores Escolares PUFV 2019

Dia 19 - 8h às 16h30 - Londrina - Hotel Sumatra

Dia 20 - 8h às 16h30 - Maringá - Hotel Metrópole

Dia 21 - 8h às 16h30 - Cianorte - Hotel Diamond

CRESOL: Lançada a programação de Natal

 

cresol 20 11 2019A Cresol, em parceria com a Prefeitura de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado, terá uma programação de Natal exclusiva durante o mês de dezembro. O anúncio foi feito para a imprensa regional na manhã desta terça-feira (19/11), na sede da Cresol.

 

Decoração - O presidente da Cresol Baser, Alzimiro Thomé, e o superintendente Adriano Michelon, apresentaram como ficará a decoração da estrutura interna e externa do prédio, além da programação de atrações e as ações que serão realizadas durante o mês de dezembro.

 

Aproximação - “Nosso objetivo é aproximar a comunidade e trazer ela para conhecer a Cresol. Essa é uma iniciativa que busca valorizar o momento e a sociedade, nós sempre buscamos ser inovadores, e essa programação natalina é mais um movimento nesse sentido”, destacou Michelon.

 

Acendimento das luzes - O acendimento das luzes do prédio acontece no dia 29 de novembro, durante o lançamento oficial do Natal em Francisco Beltrão, e a programação interna aberta ao público acontece em dezembro, nas quartas e sextas-feiras que antecede o Natal. Nestes dias o público poderá assistir a diversas apresentações culturais, como dança, canto, circense, além de uma noite dedicada a premiação do Curtabel - Festival estudantil de curtas metragens, show de fogos e um local exclusivo para o Papai Noel.

 

Atrações culturais - A programação das atrações culturais que acontecem nas noites do espaço aberto ao público será divulgada semanalmente pelas redes oficiais da Cresol. (Imprensa Cresol)

GESTÃO DE RISCOS: Publicado Zoneamento Agrícola de Risco Climático de milho de segunda safra

 

gestao risco 20 11 2019Foram publicadas, nesta terça-feira (19/11), no Diário Oficial da União, as portarias (341 até 354) estabelecendo o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), da safra 2019/2020, para a cultura de milho de segunda safra. Em geral, não houve alterações em relação à safra anterior.

 

Ação prioritária - Está prevista uma ação prioritária de pesquisa na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre o Zarc de milho de segunda safra para o próximo ano, que vai ser validada e publicada até o final de setembro de 2020.

 

Sem alterações - Para a safra que vai ser plantada no ciclo 2019/2020, não serão realizadas alterações nas datas de plantio devido ao atraso da safra de soja em alguns municípios. Vale lembrar que nos anos de 2011 e 2018 as mudanças, em caráter de excepcionalidade, nos períodos de plantio do Zarc de milho de segunda safra resultaram em problemas maiores, com acionamento de seguro e Proagro devido às adversidades climáticas, principalmente geadas, ao longo do ciclo de desenvolvimento da cultura.

 

Instrumento - O Zarc é um instrumento de política agrícola e gestão de riscos na agricultura. O estudo é elaborado com o objetivo de minimizar os riscos relacionados aos fenômenos climáticos adversos e permite a cada município identificar a melhor época de plantio das culturas, nos diferentes tipos de solos e ciclos de cultivares. Dessa forma, a realização do plantio do milho de segunda safra fora da janela recomendada no Zarc aumenta a probabilidade de adversidades climáticas, no decorrer do desenvolvimento da planta, acarretando em prejuízos irreversíveis na produção.

 

Elementos - O sistema considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

 

Recomendações - Para fazer jus ao Proagro, ao Proagro Mais e à subvenção federal ao prêmio do seguro rural, o produtor deve observar as recomendações do zoneamento. Além disso, alguns agentes financeiros já estão condicionando a concessão do crédito rural à observância aos indicativos do Zarc. (Mapa)

 

Confira aqui as portarias do Zarc

IPEA: PIB do agronegócio cresce mais que conjunto da economia em 2019 e 2020

 

ipea 20 11 2019O incremento do Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário neste ano e no próximo foi revisto para cima pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A previsão anterior era de crescimento de 0,5% em 2019 e a nova projeção marca 1,4%. No caso de 2020, a projeção de crescimento vai de 3,2% a 3,7%, conforme o prognóstico de safra.

 

Percentual - Todos os percentuais estão acima do que é esperado para o conjunto da economia. Segundo o Ipea, em 2019 o PIB nacional deverá ter alta de 1%. Em 2020, o crescimento deve ficar em 2,3%. Historicamente, o agronegócio é responsável por um quinto do PIB nacional.

 

PIB nacional - “O PIB do agronegócio vai puxar o crescimento do PIB nacional”, ressaltou o presidente do Ipea Carlos von Doellinger, em seminário sobre o agronegócio, em Brasília. “O setor agropecuário está tendo um comportamento com perspectiva muito favorável. É uma vocação do Brasil, o país sempre teve vantagem comparativa”, assinalou.

 

Não é linear - Apesar do histórico efeito no crescimento da economia, o impacto da agropecuária no conjunto da atividade econômica não é linear, varia conforme produto e extensão de sua cadeia de produção. “Depende do que está sendo produzido para onde para qual mercado. Não dá para analisar de forma tão simplista. A gente não tem como avaliar o impacto no PIB geral”, pontuou o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea José Ronaldo Souza Júnior, durante o seminário.

 

Exportação direta - “Algumas coisas são exportadas diretamente, não geram outros efeitos em termos de indústria. No caso da carne, ela gera impacto na indústria de alimentos. No caso da soja, ela é pouco processada no Brasil, então ela não gera tanto impacto assim em termos de indústria”, completa o especialista em crescimento econômico.

 

Bom desempenho - Conforme o Ipea, o bom desempenho do agronegócio tem sido puxado pela produção de milho, algodão e ovos para mercado interno, aliado ao crescimento das exportações de grãos e de venda de carne bovina, suína e frango.

 

Ganho de produtividade - Há ganho de produtividade nesses segmentos. Conforme Souza Jr, “está havendo melhora na produtividade agrícola. Tanto a Conab [Companhia Nacional de Abastecimento] quanto o IBGE não estão vendo ganho de área plantada e sim ganho de produtividade. O que mantém a tradição da agricultura brasileira ser um setor que continuamente tem melhorado a produtividade”. (Agência Brasil)

PREVIDÊNCIA: Aprovada em dois turnos, PEC Paralela segue para a Câmara

 

previdencia 20 11 2019O Plenário do Senado Federal concluiu, nesta terça-feira (19/11), a votação da PEC Paralela da Previdência, que altera pontos da Reforma da Previdência (Emenda Constitucional 103, de 2019). Foram 53 votos a favor e 7 contrários na votação em segundo turno. A Proposta de Emenda à Constituição 133/2019 segue agora para votação na Câmara dos Deputados.

 

Principal mudança - A principal mudança é a possibilidade de inclusão de estados e municípios no novo sistema de aposentadorias, mas o texto também prevê regras diferentes para servidores da área de segurança pública. A aprovação da PEC foi comemorada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que agradeceu aos senadores, em especial o relator Tasso Jereissati (PSDB-CE), a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadora Simone Tebet (MDB-MS), e o líder do governo Bolsonaro, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

 

Resposta - “Eu tenho certeza que os senadores entregam para a Câmara dos Deputados uma resposta do Senado ao equilíbrio fiscal da União, estados e municípios”, disse Davi.

 

Destaques pendentes - Durante a sessão deliberativa, os senadores concluíram a apreciação dos destaques pendentes na votação em primeiro turno, ocorrida em 6 de novembro, e fizeram a votação em segundo turno. Apenas um destaque foi aprovado, após acordo dos senadores com o líder do governo.

 

Regras de transição - Com 54 votos favoráveis e nenhum contrário, o destaque aprovado foi o apresentado pela bancada da Rede Sustentabilidade, que inclui na Nova Previdência regras de transição para o cálculo de benefícios de aposentadoria. A mudança deverá valer para o Regime Geral da Previdência Social (RGPS), para servidores públicos e militares.

 

Acordo - O acordo, comunicado pelo relator da PEC 133/2019, o senador Tasso Jereissati, prevê 5 anos de transição ao invés de 10 anos como previa a emenda original destacada, apresentada pelo senador Flávio Arns (Rede-PR). A mudança foi feita com ajuste redacional do relator por meio de subemenda.

 

Processo progressivo - O objetivo da emenda é estabelecer um processo progressivo para atenuar as perdas provocadas pela alteração no cálculo da média salarial. A Nova Previdência não prevê regra de transição e estabelece que o cálculo do benefício é feito com a média aritmética simples dos salários de contribuição “atualizados monetariamente, correspondentes a 100% (cem por cento) do período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde o início da contribuição, se posterior àquela competência”.

 

Média antiga - O novo texto aprovado restabelece a média antiga de 80% sobre os maiores salários, que subiria para 90% em 2022 e para 100% a partir de 2025.

 

Retirada - O acordo entre os senadores também acarretou a retirada do último destaque à PEC Paralela da Previdência, apresentado pelo PSDB. O destaque garantiria o chamado abono permanência para os servidores públicos que já tinham esse direito incorporado antes da promulgação Emenda Constitucional 103.

 

Negociação - A retirada foi negociada entre o líder do governo e o líder do PSDB, Roberto Rocha (PSDB-MA), depois do acordo entre governo e senadores. Roberto Rocha pediu que o governo se comprometa a respeitar o objetivo de sua emenda e que os servidores tenham garantia do direito adquirido em relação ao abono.

 

Destaques rejeitados - O Plenário rejeitou dois destaques. Por 41 a 29 foi rejeitado o destaque da bancada do PT que tinha o objetivo de garantir benefício integral da média dos salários em caso de aposentadoria por incapacidade permanente. O destaque era referente a emenda apresentada pelo senador Jaques Wagner (PT-BA).

 

Alteração - O destaque alteraria a PEC Paralela da Previdência, cujo texto-base só permite a aposentadoria integral pela média das contribuições se a incapacidade gerar deficiência ou for decorrente de doença neurodegenerativa. Já a Emenda Constitucional 103 garante o valor integral apenas em caso de acidente de trabalho ou doença profissional.

 

Ponto crítico - Para o senador Paulo Paim (PT-RS), esse é o ponto mais cruel da chamada Nova Previdência, por atingir o cidadão em um momento crítico de sua vida. “É justo isso? É inadmissível que essa Casa não seja sensível a isso. Que Congresso é esse?”, lamentou Paim.

 

Redução da economia - Fernando Bezerra Coelho afirmou que, na grande maioria dos países, a aposentadoria por incapacidade permanente não é integral. Ele frisou que a mudança poderia diminuir em R$ 83 bilhões a economia prevista pelo governo. 

 

Aposentadoria especial - O Plenário também rejeitou, por 48 votos a 18, o destaque apresentado pela bancada do Pros, que retiraria da reforma da Previdência a obrigação de idade mínima para fins de aposentadoria especial decorrente do exercício de atividade com efetiva exposição a agentes nocivos à saúde (como mineiros e operadores de raio-x).

 

Emenda - O destaque do Pros se referia a emenda apresentada pelo senador Humberto Costa (PT-PE), que não havia sido acatada pelo relator Tasso Jereissati. 

 

Prejuízos - A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) disse que a não aprovação do destaque prejudicará os trabalhadores que exercem atividades penosas que prejudicam a saúde. “É mais uma crueldade dessa reforma da previdência, na PEC Paralela”, disse a senadora.

 

Maior ganho - Já Fernando Bezerra respondeu que o maior ganho da reforma da Previdência foi estabelecer a idade mínima para todas as aposentadorias, “o que se buscava no Brasil há mais 20 anos”.

 

Mesmas condições - “A exigência de idade mínima não implica que o trabalhador deva ficar exposto às mesmas condições após o término mínimo de contribuição necessário para cada atividade. O que se busca é o investimento em ambientes mais saudáveis, de forma que o trabalhador não tenha a sua saúde afetada. Não havendo tecnologias que previnam, amenizem ou eliminem os riscos, esse trabalhador, após alcançar o tempo exigido em cada atividade, deve ser readaptado para o trabalho em outra atividade, em outro setor ou até mesmo em outra empresa. O que não se pode admitir é a Previdência Social arcar com o ônus das aposentadorias precoces, causadas pela incapacidade ou negligência das empresas de propiciarem ambientes salubres para os seus trabalhadores”, disse Bezerra.

 

Texto principal - Pelo texto aprovado, os estados, o Distrito Federal e os municípios podem adotar integralmente as mesmas regras aplicáveis ao regime próprio de Previdência Social da União por meio de lei ordinária, que deverá ser aprovada em suas assembleias legislativas, câmaras de vereadores e, no caso do DF, em sua câmara distrital. Com isso, as novas regras de aposentadoria dos servidores federais poderão passar a valer também para o funcionalismo estadual, municipal e distrital — como tempo de contribuição e idade mínima.

 

Adesão automática - Mas os municípios que não aprovarem regras próprias vão aderir automaticamente ao regime da União, caso o sistema tenha sido adotado pelo estado do qual fazem parte. O texto abre a possibilidade de que estados e municípios revejam a decisão de aderir à reforma da União por projeto de lei. No entanto, governadores e prefeitos ficarão impedidos de fazer isso nos 180 dias que antecedem o fim dos próprios mandatos.

 

Punição - A PEC 133/2019 também afasta uma punição determinada na Emenda 103 aos estados, municípios e ao DF quando não cumprirem regras gerais de organização e de funcionamento de Regime Próprio de Previdência: a possibilidade de proibição de transferência voluntária de recursos da União, de concessão de avais, de garantias e de subvenções pela União e de concessão de empréstimos e de financiamentos por instituições financeiras federais.

 

Profissionais da segurança pública - O texto aprovado determina que profissionais de segurança estaduais e municipais poderão ter regras diferentes de aposentadoria, como idade mínima e tempo de contribuição. A medida abrange a perícia oficial de natureza criminal, agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), agentes penitenciários e socioeducativos e guardas municipais.

 

Autorização - O texto autoriza os entes federativos a estabelecer idade e tempo de contribuição distintos dentro do Regime Próprio de Previdência Social aplicável aos servidores públicos civis.

 

Policiais militares - A PEC Paralela também permite que uma lei complementar aprovada pelas assembleias estaduais estabeleça requisitos e critérios próprios para a concessão de aposentadoria e pensão para policiais militares dos estados e do Distrito Federal. Ainda conforme o texto, a lei complementar poderá estabelecer regras para o militar transferido para a reserva exercer atividades civis em qualquer órgão do respectivo ente federativo por meio de adicional.

 

Brecha - A PEC ainda abre brecha para que sejam estabelecidos requisitos para o ingresso, mediante processo seletivo, de militares temporários, “cujo prazo máximo de permanência no serviço ativo será de oito anos”.

 

Filantrópicas - A Constituição isenta as instituições beneficentes de assistência social da contribuição para a seguridade, ponto que não tocado pela Emenda 103. O relator queria acabar com o benefício para entidades que oferecem "pouca contrapartida" à sociedade, chamadas por ele de “pilantrópicas”. Tasso Jereissati, no entanto, acatou, na CCJ, emenda do senador Jorginho Mello (PL-SC) pela qual uma lei complementar tratará da imunidade de entidades beneficentes. Para o relator, existem muitas entidades empresariais disfarçadas de entidades filantrópicas. Mas, diante da complexidade do tema, ele avalia que o instrumento mais adequado para tratar da questão é um projeto de lei complementar, e não uma alteração na Constituição.

 

Agronegócio exportador e Simples Nacional - A PEC 133 estabelece, ainda, a cobrança da contribuição previdenciária nas exportações agrícolas, que pode arrecadar, segundo os cálculos iniciais do relator, até R$ 60 bilhões em dez anos. A taxação é para quem exporta e não recolhe sobre a folha de pagamento, mas sobre o faturamento, procedimento comum para as chamadas “cadeias verticalizadas” que produzem, industrializam e vendem os produtos.

 

Setores - Essa reoneração não afetará os setores alcançados pela desoneração da Lei 13.670, de 2018, válida até o final de 2020. Entres os beneficiados, estão os setores de vestuário e calçados.

 

Micro e pequenas empresas - O texto também acaba com o benefício previdenciário concedido a micro e pequenas empresas, contempladas pelo chamado Simples Nacional. A PEC Paralela passa a exigir a contribuição de micro e pequenas empresas para financiar benefícios concedidos por conta de acidentes de trabalho ou exposição a agentes nocivos. Segundo o texto, isso seria uma forma de incentivar essas empresas a investir em medidas de segurança no trabalho. A estimativa do relator é de economizar R$ 35 bilhões em dez anos. Segundo Tasso, a ideia é que qualquer nova abertura do governo para concessão de isenções de contribuições previdenciárias deve constar no Orçamento. A União também será obrigada a ressarcir a Previdência.

 

Cinco anos - Em ambos os casos, haverá uma transição de cinco anos para que a tributação se estabeleça de forma gradual e progressiva.

 

Tempo mínimo - O texto promove alterações para permitir a manutenção do piso de um salário mínimo para a pensão de servidores, e a possibilidade de contribuição extraordinária para estados e municípios. Também mantém em 15 anos de contribuição o tempo mínimo para que homens que ainda não ingressaram no mercado de trabalho requeiram aposentadoria (a Emenda 103 estabelece 20 anos) e assegura regra de transição mais suave para a mulher urbana que se aposenta por idade.

 

Aumento - Hoje, mulheres que já estão no mercado de trabalho e querem se aposentar por idade precisam ter 60 anos de idade e 15 anos de contribuição. A Emenda 103 determina um aumento do critério de idade gradual: seis meses a cada ano. A PEC Paralela propõe escalonamento mais lento: seis meses a cada dois anos.

 

Pensão por morte - Outra mudança da PEC 133 é a elevação da cota de pensão por morte no caso de dependente menor de idade. Uma mãe com dois filhos menores receberá, em vez de 80% do benefício do marido (60% mais 10% para cada criança), o benefício integral, já que cada filho receberia uma cota de 20%. Outra permissão prevista é o acúmulo de benefícios (aposentadoria e pensão por morte, por exemplo) quando houver algum dependente com deficiência intelectual, mental ou grave. Pela Emenda 103, o beneficiário deve escolher o benefício maior e tem direito apenas a um pequeno percentual do segundo.

 

Servidores - O texto aprovado nesta terça também assegura pensão por morte de ao menos um salário mínimo para servidores dos estados e municípios. A medida atende a sugestões do senador Paulo Paim.

 

Benefício universal - A PEC Paralela também inclui a possibilidade de criação do benefício universal infantil, aprofundando a Seguridade Social da criança, já prevista na proposta inicial da reforma da Previdência. O benefício, que deverá ser criado posteriormente por lei, concentrará recursos nas famílias mais pobres e na primeira infância. Tasso ressaltou que essa universalidade não implica aumento de custo. Ele destacou que o benefício universal infantil já é realidade em 17 dos 28 países da União Europeia.

 

Funpresp - A PEC Paralela reabre por até seis meses o prazo para opção pelo regime de previdência complementar dos servidores federais, a Funpresp, implantada em 2013 para limitar a aposentadorias dos servidores ao teto da Previdência. (Agência Senado)

 

INFRAESTRUTURA: PPI espera encerrar o ano com pelo menos 37 ativos leiloados

 

infraestrutura 20 11 2019Com dois leilões marcados para dezembro, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) pretende chegar ao fim do ano com 37 ativos licitados. No dia 9, serão abertos os envelopes da concorrência para gerir a rede de comunicações do sistema de controle de tráfego da Aeronáutica, que terá investimentos de R$ 1,5 bilhão e será o maior contrato de parceria público-privada (PPP) já feito no âmbito federal. Depois, no dia 19, está previsto o leilão de 12 lotes de linhas de transmissão de energia.

 

Passo crucial - O 38º projeto do ano, sobre o qual o governo deposita enorme expectativa, pode ter um passo crucial nesta quarta-feira (20/11). Trata-se da renovação antecipada do contrato da Malha Paulista. A ferrovia tem sua concessão expirando em 2028, e sua controladora, a Rumo, pleiteia mais 30 anos. Para isso, assume o compromisso de investir de R$ 6 bilhões a R$ 7 bilhões na modernização da malha, duplicando linhas e elevando substancialmente a capacidade de transporte.

 

Voto - O ministro Augusto Nardes, relator do processo no Tribunal de Contas da União (TCU), pautou seu voto para a sessão plenária desta tarde. Na semana retrasada, o processo completou um ano nas mãos do órgão de controle. Se houver aval do tribunal, a expectativa do governo é assinar o termo aditivo ainda em dezembro, com início praticamente imediato das obras.

 

Qualificação - O conselho de ministros do PPI fez nesta terça-feira (19/11) sua 11ª reunião - a terceira especificamente do governo Jair Bolsonaro - e qualificou mais projetos para sua carteira. Quando isso ocorre, eles ganham status prioritário e passam a ser acompanhados diretamente pela Casa Civil, pasta à qual o programa está vinculado.

 

Destaque - Com empreendimentos mais modestos, desta vez, um dos destaques foi a inclusão do arrendamento de um terminal de granéis líquidos no Porto de Santos (SP). Ele deve receber investimento em torno de R$ 600 milhões. Também foi aprovada a concessão de terminal marítimo de passageiros em Fortaleza.

 

Resolução - Uma resolução sugerida pelo Ministério da Economia foi acatada pelo conselho. Ela facilita a privatização de estatais de médio e pequeno porte. São alcançadas pela resolução empresas de pequeno porte (receita operacional bruta de até R$ 90 milhões) e de médio porte (inferior ou igual a R$ 300 milhões). A simplificação de procedimentos já teria amparo da lei, segundo o ministério.

 

Sinalização - O conselho também acabou sinalizando a privatização da Nuclebras Equipamentos Pesados (Nuclep), por recomendação do Ministério de Minas e Energia, que sugeriu ainda a criação de um grupo para aprimoramento das regras de licitação dos campos de petróleo e gás no pré-sal.

 

Falta de interessados - As discussões se intensificaram após a falta de interessados em dois dos quatro blocos licitados como excedentes da cessão onerosa. A última rodada sob regime de partilha também não teve interessados afora a Petrobras.

 

Cronograma - O grupo não tem cronograma divulgado publicado, mas a tendência, segundo apurou o Valor, é pelo encaminhamento de um novo projeto de lei ao Congresso Nacional. Uma proposta já em tramitação, do senador José Serra (PSDB-SP), já em tramitação, prevê o fim do direito de preferência da Petrobras e uma revisão do polígono do pré-sal. Assim, cada licitação teria escolha por partilha ou concessão.

 

Praxe - Algumas alas do governo, temendo que a opção acabe sendo sempre pela partilha, preferem que se defina a concessão como praxe. (Valor Econômico)

IBGE I: Mais de três milhões buscam emprego há mais de 2 anos

 

ibge I 20 11 2019Cerca de 3,2 milhões de pessoas estão à procura de emprego há dois anos ou mais no Brasil. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (19/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), isso representa 25,2% dos 12,5 milhões de desocupados do país.

 

Menos de um mês - Ainda segundo o IBGE, cerca de 1,8 milhão, ou 7,1% dos desocupados, estavam há menos de um mês procurando emprego. A taxa de desemprego no país no terceiro trimestre deste ano, divulgada no fim de outubro, ficou em 11,8%, abaixo dos 12% registrados no segundo trimestre.

 

Desemprego - A Pnad-Contínua divulgada nesta terça trouxe ainda dados sobre taxa de desemprego dos estados. O estado de São Paulo foi o único a apresentar queda na taxa de desemprego do segundo para o terceiro trimestre deste ano. A taxa recuou de 12,8% para 12% no período em São Paulo.

 

Motivo - Segundo a pesquisadora do IBGE, Adriana Beringuy, a queda ocorreu devido à redução do número de desempregados e não em função do aumento da ocupação.

 

Rondônia - Já Rondônia foi o único estado com alta na taxa de desemprego, ao passar de 6,7% para 8,2%. As outras 25 unidades da federação tiveram estabilidade na taxa, de acordo com os dados do IBGE.

 

Maiores taxas - As maiores taxas foram observadas nos estados da Bahia (16,8%), Amapá (16,7%) e Pernambuco (15,8%). Já os menores níveis foram registrados em Santa Catarina (5,8%), Mato Grosso do Sul (7,5%) e Mato Grosso (8%).

 

Comparação - Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, houve altas em Goiás (que passou de 8,9% para 10,8%) e Mato Grosso (de 6,7% para 8%). Três estados tiveram queda neste tipo de comparação: São Paulo (13,1% para 12%), Alagoas (de 17,1% para 15,4%) e Sergipe (17,5% para 14,7%).

 

Subutilização - A taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas) foi de 24% no país. Maranhão (41,6%) e Piauí (41,1%) apresentam estimativas acima de 40%.

 

Menores taxas - Por outro lado, as menores taxas foram observadas em Santa Catarina (10,6%), Mato Grosso (14,7%), Rio Grande do Sul (16,3%) e Mato Grosso do Sul (16,3%).

 

Desalentados - O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego) foi de 4,7 milhões de pessoas no terceiro trimestre. Os maiores contingentes estavam na Bahia (781 mil) e no Maranhão (592 mil) e os menores em Roraima (17 mil) e Amapá (19 mil).

 

Percentual - O percentual de pessoas desalentadas foi de 4,2%. Os maiores percentuais estavam no Maranhão (18,3%) e Alagoas (16,5%) e os menores em Santa Catarina (1,1%), Rio Grande do Sul (1,3%) e Distrito Federal (1,3%).

 

Empregos formais - Santa Catarina tinha o maior percentual de empregados com carteira assinada (87,7%). Já o menor percentual estava no Maranhão (49,9%).

 

Sem carteira assinada - As unidades da federação com maior percentual de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada no setor privado foram Maranhão (50,1%), Pará (49,9%) e Piauí (49,9%). As menores taxas foram observadas no Rio Grande do Sul (18,1%) e Santa Catarina (12,3%). (Agência Brasil)

IBGE II: Taxa de desocupação no Paraná cai no terceiro trimestre

 

ibge II 20 11 2019O número de desempregados (taxa de desocupação) caiu no Paraná no terceiro trimestre de 2019 em relação ao trimestre imediatamente anterior, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira (19/11). A queda foi de 0,1 ponto percentual, para 8,9%. O Estado é o quinto da federação na evolução do pleno emprego.

 

Estabilidade - O resultado representa condição de estabilidade em relação à taxa de desocupação do trimestre passado (9%) e também em relação ao mesmo período de 2018 (8,6%), e índice bem menor que a média do País, de 11,8%. A taxa de desocupação nacional teve redução de 0,2 ponto percentual frente ao segundo trimestre de 2019 e estabilidade em relação ao mesmo trimestre de 2018.

 

Maior percentual - Segundo a PNAD Contínua, o Paraná está entre os estados com maior percentual de trabalhadores no setor privado com carteira de trabalho. O índice alcançou 80,8%, à frente da média nacional, que ficou em 73,6%. 

 

Retomada - Segundo Suelen Glinski, economista do Departamento do Trabalho da Secretaria de Justiça, Família e Trabalho, a consistência registrada pelo Paraná já havia sido constatada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, com a criação de 59.295 vagas formais de emprego entre janeiro e setembro de 2019, crescimento de 2,28% em relação ao mesmo período de 2018.

 

Cenário otimista - “A consistência do Estado, sem variações bruscas, em bases de dados distintas, mostra cenário otimista de expectativas no crescimento da geração de empregos. O Paraná também mantém média salarial entre as maiores do País e registra crescimento na produção industrial e do agronegócio, com potencial de evolução ainda maior em 2020”, afirmou a economista.

 

Serviços - O principal impulsionador do emprego no Estado no ano foi o setor de serviços, com saldo de 36.343 novos empregos, crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2018. A construção civil também indica sinais de plena retomada com crescimento de 8,21% no ano, o que representa 9.883 novas vagas. O terceiro setor que mais contratou foi a indústria de transformação.

 

Outros dados - De acordo com a PNAD Contínua, o Paraná também manteve a quinta maior média salarial real habitual das unidades federativas com uma renda de R$ 2.525, crescimento de 4,7% em relação ao terceiro trimestre de 2018 (R$ 2.411). O rendimento médio real habitual no País (R$ 2.298) manteve-se estável em comparação com o trimestre passado (R$ 2.297) e cresceu 3,3% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.224).

 

Subutilização - No terceiro trimestre de 2019, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada) foi de 17,5% no Paraná, sexto menor índice do País e com taxa abaixo da média nacional, de 24%.

 

Curitiba - Curitiba também manteve o nível de destaque no cenário nacional. A PNAD Contínua indica a cidade como a sexta capital com menor taxa de desemprego (9,9%), ficando atrás apenas de Goiânia (6,3%), Campo Grande (6,8%), Florianópolis (8,6%), Porto Alegre (9,5%) e Vitória (9,8%) no terceiro trimestre de 2019. Eram 990 mil pessoas ocupadas na base de dados do IBGE, de julho a setembro. (Agência de Notícias do Paraná)

SAÚDE: Confirmadas mortes de macacos por febre amarela

 

saude 20 11 2019A Secretaria de Estado da Saúde confirmou nesta terça-feira (19/11) dois novos casos de macacos mortos por infecção do vírus da febre amarela no município de Castro, região dos Campos Gerais. As mortes aconteceram em 31 de outubro e em 1º de novembro, mas estavam em investigação. Castro já havia registrado outra morte no dia 26 de setembro.

 

Sinalização - “Os casos de morte de macacos sinalizam a presença do vírus da doença na região e alertam para a necessidade de se tomar a vacina contra a doença. As mortes em Castro chamam a atenção, pois é o terceiro caso confirmado neste período sazonal, de julho para cá”, disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

 

Orientação - Segundo ele, a Secretaria da Saúde orienta a população da região e de todo o Estado sobre a importância de estar imunizado contra a febre amarela. “A vacina está disponível em todas as unidades de saúde; a dose é única e a pessoa fica protegida para toda a vida”, afirmou.

 

Notificações - O Paraná registra de 1º de julho até agora 117 notificações de epizootias (doenças animais): 52 estão sendo investigadas, 31 por causas indeterminadas e outras 31 foram descartadas para a febre amarela. “Deste total de notificações, 19 estão em Castro e a região de Ponta Grossa soma 38”, diz o técnico da Divisão de Vigilância Ambiental da Secretaria, Ronaldo Trevisan.

 

Transmissão - Ele ressalta ainda que os macacos não são transmissores da febre amarela. “Como os humanos, eles também são contaminados pelo vírus”.

 

Humanos - Em relação a casos da febre amarela em humanos neste período sazonal, a Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores informa que são 37 casos notificados até a data de hoje. Nenhum caso da doença em humanos foi confirmado; dez casos estão em investigação e 27 foram descartados.

 

Vacina - A vacina contra a febre amarela faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e deve ser recebida no nono mês de vida. Quem não foi vacinado nesta faixa etária, pode procurar uma unidade de saúde para a receber a dose.

 

Busca ativa - Ronaldo Trevisan afirma que a Secretaria intensifica a vacinação no Estado e neste momento faz busca ativa verificando as cadernetas de vacinação de todos os usuários que procuram os postos de saúde. A recomendação é para que seja ofertada a vacina da febre amarela para quem ainda não está imunizado. “A vacina é a única forma de evitar a doença”, acrescenta. (Agência de Notícias do Paraná)

OPINIÃO: Vender bem é tão importante quanto produzir bem

 

opiniao 20 09 2019*Eugenio Stefanelo

 

Soja 

A oferta mundial superior à demanda na safra 2019/20, a safra americana sem queda maior do que a anunciada, o plantio atrasado da safra sul americana sem maior impacto sobre a produção, a menor taxa de crescimento do PIB e do comércio mundial em 2019, estão mantendo as cotações internacionais do grão entre U$ 9,0 a 9,7/bushel.

Os prêmios no Porto de Paranaguá no primeiro semestre de 2020 são menores do que os atuais.

A taxa de câmbio no Brasil aumentou para o patamar entre R$ 3,9 a R$ 4,3, com o fluxo financeiro negativo de U$ 21,5 bilhões nesse ano, o menor saldo positivo na balança comercial brasileira, a não entrada de empresas estrangeiras no leilão de petróleo e a incerteza gerada pela atuação política do STF.

A combinação dessas variáveis mostra que os preços no Porto de Paranaguá estão oscilando entre R$ 85,5 a 93,0 a saca, sem expectativa de maiores altas ou baixas a não ser que ocorram significativas mudanças nos fundamentos mencionados. 

Pouco mais de 35% da safra 2019/20 já foi vendida antecipadamente. Diante do cenário descrito, a melhor estratégia continua sendo a venda parcelada em lotes até junho/2020, sempre que os preços superarem R$ 90,0 a saca no porto, como já aconteceu em quatro oportunidades recentemente. 

A média mensal dos preços recebidos pelos produtores paranaenses está aumentando e atingiu o valor de R$ 75,38 a saca em outubro, o maior do ano segundo o Deral/Seab.

 

Milho 

Os balanços de oferta e demanda mundial e americano mais apertados na safra 2019/20 e com redução dos estoques finais está mantendo as cotações internacionais dentro do intervalo entre U$ 3,6 a 4,3/bushel. 

Os prêmios no primeiro semestre de 2020, no Porto de Paranaguá, estão mais baixos que os atuais. 

Aproximadamente 75% da segunda safra brasileira de 2019 já foi comercializada e antecipadamente 7% da 2020.  

A redução da área plantada na safra 2019/20 no centro sul, a falta de chuva que retardou o plantio da safra de verão e poderá comprometer o plantio da segunda safra de milho dentro da época recomendada e o excepcional desempenho das exportações (35,7 milhões de toneladas de fevereiro a novembro)  estão mantendo os preços internos do cereal superiores a paridade da exportação. No Porto de Paranaguá estão oscilando entre R$ 38,0 a R$ 43,0 a saca no disponível e um pouco mais baixos a partir de fevereiro/2020.  

Também a média mensal dos preços recebidos pelos produtores paranaenses está aumentando e atingiu o valor de R$ 31,41 a saca em outubro, o maior do ano segundo o Deral/Seab.

Os produtores estão vendendo o restante da produção 2018/19 aos poucos, e esta é a melhor estratégia para o final desse ano e durante os dois primeiros meses de 2020, quando a primeira safra entrará com maior intensidade no mercado, mas sem provocar queda significativa dos preços.

 

Trigo 

A previsão de aumento da oferta mundial superior a demanda, resultando em aumento do estoque final de passagem da safra 2019/20 tem mantido as cotações internacionais no intervalo entre U$ 4,9 a U$ 5,6/bushel. 

Apesar dos problemas climáticos na Argentina, nosso principal supridor, a estimativa da produção (20,0 milhões de toneladas) é levemente superior a colhida na safra 2018/19.

No Brasil, a entrada da safra paranaense no mercado reduziu os preços médios mensais recebidos pelos produtores nesse ano de R$ 45,8   a R$ 46,2 para R$ 44,58 em outubro. No entanto, as adversidades climáticas que afetaram a produção no Paraná e no Rio Grande do Sul aumentaram a necessidade de importação e o aumento da taxa de câmbio o preço do produto importado posto no país. Mas a estagnação do consumo interno não propiciou maior recuperação do preço médio recebido pelos produtores paranaenses, que apenas retornou ao nível de R$ 46,0 a saca, patamar que não cobre o custo operacional de produção. 

 

*Eugenio Stefanelo é professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), doutor em economia agrícola e apresentador do programa Negócios da Terra, da Rede Massa


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