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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4710 | 21 de Novembro de 2019

VISITA: Projeto da Coagru finaliza formação da primeira turma de cooperadas no Sistema Ocepar

Vinte e sete mulheres, entre cooperadas, esposas de cooperados de Nova Cantu, Campina da Lagoa e Ubiratã, no Noroeste do Paraná, além de colaboradoras da Cooperativa Coagru foram recebidas, na tarde desta quarta-feira (20/11), na sede do Sistema Ocepar, em Curitiba. Na oportunidade, elas conheceram o trabalho que a entidade realiza em prol do desenvolvimento do cooperativismo paranaense. Também obtiveram mais detalhes sobre o SomosCoop, um movimento nacional que levanta a bandeira do cooperativismo no Brasil. Seu principal objetivo é conectar cooperativas, cooperados e integrantes do Sistema OCB em torno de uma única causa para tornar o cooperativismo conhecido e reconhecido na sociedade. O grupo foi recepcionado pelo superintendente da Fecoopar, Nelson Costa, pela analista do Sescoop/PR, Fabianne Ratzke, e pelo coordenador de Comunicação do Sistema Ocepar, Samuel Milléo Filho.

Projeto de formação - As mulheres integram a primeira turma do projeto de formação para as cooperadas da Coagru, denominado PDL Cooperadas, iniciado em 2 de agosto, com apoio do Sescoop/PR, com objetivo de orientar e aprimorar as competências e habilidades para que elas atuem de forma mais eficiente e profissionalizada na gestão da propriedade, juntamente com seus esposos e filhos.

Atividades - A visita à Casa do Cooperativismo Paranaense marcou a última etapa de atividades dessa turma. A programação, realizada em parceria com a Cooperativa Paranaense de Turismo (Cooptur), iniciou na manhã desta terça-feira (10/11), em Palmeira, na região paranaense dos Campos Gerais. Lá, o grupo esteve na Colônia Witmarsum, onde visitou uma propriedade de produção de leite, assistiram a uma palestra sobre a Cooperativa Witmarsum e conheceram o museu local. Na manhã desta quarta-feira (20/10), elas estiveram no Porto de Paranaguá antes da passagem pela Ocepar.

Coagru - Com sede em Ubiratã, a Coagru completou, em setembro, 44 anos de fundação. Atua no setor agroindustrial, possui 2.682 cooperados e unidades em Campina da Lagoa, Nova Cantu, Yolanda, Anahy e Rio Verde, além de um posto de recebimento na comunidade de Santo Rei, em Anahy. Mantêm ainda a Unidade de Beneficiamento de Semente, o Moinho de Trigo, a Fábrica de Ração e Suplemento Mineral, a Unidade de Processamento de Madeira e uma Desativadora de Soja.

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SISTEMA OCB: Cooperativas discutem caminhos da reforma sindical

 

A Reforma Sindical e o Cooperativismo foi o tema debatido durante reunião realizada na terça-feira (19/11) pelo Sistema OCB, por meio da Gerência Sindical da CNCoop. O evento ocorreu na Casa do Cooperativismo, em Brasília, e contou com a presença de 30 participantes, indicados por cooperativas dos Ramos Agropecuário e Crédito, por Federações filiadas à CNCoop e pelos Sindicatos e Organizações Estaduais de Cooperativas (OCEs).

 

Compromisso - Durante a reunião, a gerente-geral Tânia Zanella reforçou o compromisso do Sistema OCB na atuação junto aos Poderes Executivo e Legislativo quanto ao tema da Reforma Sindical, de forma a levar a visão do cooperativismo e contribuir com as discussões e as propostas do governo.

 

Palestra - Na sequência, teve início a palestra do advogado, professor e consultor José Eduardo Pastore, que tratou do tema O DNA da Reforma Sindical: cenários possíveis e problemáticas, trazendo um estudo comparado da aplicação da pluralidade sindical nos demais países.

 

Debates e alinhamento - Os participantes também tiveram uma rodada técnica de debates e alinhamento acerca dos principais impactos da reforma para o cooperativismo, com diagnóstico e levantamento de sugestões práticas a serem encaminhadas pelo Sistema OCB ao Grupo de Altos Estudos do Trabalho (GAET) do Ministério da Economia.

 

Importância - O evento foi encerrado pela gerente sindical da CNCoop, Jucélia Ferreira, que ressaltou a importância das discussões para a tomada de decisões por parte das cooperativas e das entidades sindicais do Sistema OCB. (Informe OCB)

CRESOL: Prédio da sede nacional está entre as 10 edificações mais sustentáveis do Paraná

 

A sede nacional da Cresol, localizada em Francisco Beltrão (PR) recebeu da USGBC (United States Green Building Council) a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) nível Platinum, o mais alto nível de certificação de edificações sustentáveis.

 

Processo de certificação - O processo de certificação vinha sendo conduzido desde a inauguração, que ocorreu em abril do ano passado, e, no último mês de outubro, a instituição foi oficialmente notificada que possui uma das edificações mais sustentáveis do Paraná. “Desde quando pensamos o projeto da nova sede da Cresol, queríamos que fosse algo voltado a sustentabilidade, que está na nossa essência, mas também que contribuísse para o meio ambiente e proporcionasse conforto aos nossos colaboradores”, destacou o superintendente da Cresol Baser, Adriano Michelon. 

 

Projetos certificados - Hoje no Brasil existem 577 projetos certificados LEED, porém apenas 47 são nível Platinum. No Paraná, existem 12 projetos LEED Platinum, sendo que 9 estão em Curitiba, 1 em Toledo, 1 em Londrina e agora 1 em Francisco Beltrão, primeiro na região sudoeste do Paraná. 

 

Classe - A classe de certificação para cada tipo de projeto é dada pela pontuação obtida em checklists de cada categoria. Na categoria de projeto e construção de edifícios são avaliados itens como localização e transporte, espaços sustentáveis, eficiência do uso da água, energia e atmosfera, materiais e recursos, qualidade do ambiente interno (QAI), inovação e processos e prioridade regional. Para atingir o nível Platinum, alcançado pela Cresol, a empresa precisa obter mais de 80 pontos. (Imprensa Cresol)

 

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SICREDI UNIÃO PR/SP: Agência Tuiuti ganha novo endereço

 

sicredi 21 11 2019Com quase o dobro do tamanho anterior, a nova agência Tuiuti da Sicredi União PR/SP em Maringá (PR) foi reinaugurada na última segunda-feira (18/11), agora na avenida Tuiuti, 1940, em Maringá (PR). O evento reuniu mais de 350 pessoas, entre associados, diretores e conselheiros da instituição financeira cooperativa. 

 

Comprometimento - O gerente da agência, Watson Carlos de Oliveira, reforçou o comprometimento da equipe em continuar prestando atendimento de excelência e destacou como a Sicredi União ajuda a construir uma nova realidade social nas comunidades onde está inserida.

 

Continuidade - Para o presidente Wellington Ferreira, reinaugurar uma agência é a continuidade de um trabalho que tem dado certo. “Isso é mérito do trabalho da equipe e dos associados que acreditaram na nossa cooperativa. Temos registrado crescimento fantástico nos últimos 20 anos, porque oferecemos simplicidade, credibilidade, transparência e investimentos em programas sociais. Além de transações financeiras, fazemos transações sociais”. 

 

Atendimento - Entre os associados que prestigiaram a cerimônia estava o agropecuarista Marlon Koster. Ele faz questão de usar vários produtos, como seguro agrícola, cartão de crédito e consórcio, modalidade, aliás, que já foi contemplado duas vezes. E elogia o atendimento. “Os funcionários são solícitos e tenho acesso à gerência. Já indiquei a cooperativa para alguns amigos”, conta.

 

A nova agência - A nova agência tem quase 500 metros, estacionamento próprio e 17 colaboradores. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

INTEGRADA: Os campeões em produtividade

 

integrada 21 11 2019Por meio da assistência técnica e adoção da alta tecnologia, o sistema cooperativista tem proporcionado resultados surpreendentes no que diz respeito à produtividade. O programa Produtividade Integrada, que foi lançado neste ano, é um exemplo de que é possível chegar perto da excelência, com índices muito acima da média.

 

Premiação - Com o objetivo de reconhecer os associados que se destacaram em produtividade na última safra de milho e trigo, a Integrada realizou, na quarta-feira (20/11), em Londrina (PR), a primeira premiação. 

 

Marca - Neste ano, dez produtores ultrapassaram a marca de 9.300 quilos por hectare (kg/ha) para a cultura do milho. O volume está acima da média de produtividade do Paraná, que é de 6.003 kg/ha. No trigo, os dez primeiros produtores classificados no programa atingiram a marca de 4.022 kg/ha, contra 2.177 kg/ha referente à média do Estado. Ao todo, 125 associados participaram desta edição do Produtividade Integrada.

 

Evolução - Durante a abertura do evento, o diretor-presidente da Integrada, Jorge Hashimoto, parabenizou os seis cooperados ganhadores. “Sempre investimos em nosso corpo técnico porque queremos que os nossos cooperados tenham uma alta média de produtividade”. Hashimoto exemplifica que nos anos 2000, a produtividade em trigo, por exemplo, não passava de 80 sacos por alqueire. Hoje, a produtividade pode variar de 180 a 250 sacas por alqueire.

 

Tecnologia com geração de renda - “Temos uma agricultura eficiente e queremos levar tecnologia aos nossos cooperados com geração de renda”, observa o diretor presidente. Na categoria milho, o grande campeão foi o cooperado Maercio Reinert, de Mamborê, que atingiu uma produtividade de 10.494,90 kg/ha. O produtor foi assistido pelo engenheiro agrônomo da regional Ubiratã, Fernando Silveira.

 

Primeiro passo - Milton Medeiros Miranda França, gerente da propriedade, explica que planejamento, aliado a um clima favorável, é o primeiro passo para se chegar a um alto índice de produtividade. “Na agricultura, não há chance de arriscar”, completa França.

 

Correções - Na área campeã, França trabalha há quase cinco safras junto com a Integrada para fazer as correções. Com a adoção do serviço de agricultura de precisão da cooperativa, ele conseguiu atingir os resultados apresentados.

 

Segundo lugar - O segundo lugar ficou para o cooperado Jeferson Salvetti, de Ubiratã. O agricultor atingiu 10.118 kg/ha e foi assistido pelo técnico Emerson Damico Fernandes. Em terceiro lugar, com 9.828,96 kg/ha, o associado José Carneiro representou os cooperados da regional Bandeirantes. Ele foi assistido pelo técnico Manoel Fernando da Silva.

 

Trigo - Na categoria trigo, os associados da regional Mauá da Serra conquistaram as três primeiras posições. Em primeiro lugar, com 4.472 kg/ha, o cooperado Juan Schults ficou com a primeira posição, assistido pelo técnico Eduardo Gonçalves Fernandes. Com 4.462,56 kg/ha, o produtor Humberto Uemura conquistou a segunda posição. E, com 4.239,65 kg/ha, o cooperado Osmar Watanabe, levou a terceira colocação. Os cooperados foram assistidos respectivamente pelos técnicos Toshio Sérgio Watanabe e Gustavo Vieira Martins.

 

Viagem - O primeiro colocado de cada categoria foi contemplado com uma viagem para os Estados Unidos. O segundo colocado foi premiado com uma viagem para o Nordeste e o terceiro para Foz do Iguaçu (PR).

 

Produtividade Integrada - O programa Produtividade Integrada é um programa criado pela cooperativa para elevar os índices de produtividade dos cooperados. Para fazer parte do programa, o associado precisa ter uma área mínima de 12 hectares, seguir as recomendações e protocolos básicos da assistência técnica e adquirir os insumos da cooperativa.

 

Ferramentas - Para garantir o sucesso do programa, a Integrada utiliza ferramentas como a agricultura de precisão, cursos e treinamentos para produtores e técnicos, adoção de tecnologias de aplicação, entre outras ações técnicas.

 

Desafio - Durante o evento, a Integrada lançou o desafio soja 2019/20. O Produtividade Integrada para a soja seguirá nos mesmos moldes da cultura de inverno. Para participar, o produtor precisa ser cooperado, ter uma área mínima de 12 ha e seguir todas as recomendações técnicas. O prazo de inscrição vai até o dia 31 de dezembro. (Imprensa Integrada)

COOPAVEL I: Show Rural, um ambiente para integrar e fortalecer o cooperativismo

 

coopavel I 21 11 2019Um ambiente amplo e bem localizado vai se transformar na nova casa do cooperativismo paranaense. A estrutura física de mais de dois mil metros quadrados está em estágio adiantado de construção na área que desde 1989 recebe o Show Rural Coopavel (SRC), um dos maiores eventos do mundo em transmissão de conhecimentos para o campo.

 

Cronograma - O coordenador-geral do SRC, Rogério Rizzardi, informa que as obras estão no cronograma e em algumas semanas o prédio Paraná Cooperativo estará pronto. “Teremos a partir de fevereiro um espaço próprio para recepcionar diretores e filiados das cooperativas de todo o estado integradas à Ocepar. Essa será uma estrutura que simbolizará a força, a união e o trabalho que o movimento cooperativista desenvolve”, diz Rizzardi.

 

Estrategicamente - O Paraná Cooperativo está estrategicamente localizado, ao lado dos prédios que abrigam a Assessoria de Imprensa e a Administração do Show Rural Coopavel. O edifício de dois pavimentos é dotado de salas de reuniões, ambientes para confraternização e auditório com capacidade para mais de 200 pessoas. “Esse será um diferencial importante já na edição de número 32, agendada para o período de 3 a 7 de fevereiro de 2020. Um lugar onde o cooperativismo estará unido e devidamente representado”, diz o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli.

 

Indicadores - Alguns números ressaltam a força e a relevância do cooperativismo no Paraná. O Sistema Ocepar conta com 220 cooperativas de sete áreas de atividades. São 1,8 milhão de cooperados, com 101.228 empregos e faturamento anual superior a R$ 83 bilhões. Apenas em impostos e tributos, o valor recolhido em 2018 foi de R$ 2 bilhões, com exportações que chegaram a cerca de R$ 13 bilhões.

 

Brasil - No Brasil, são 6.828 cooperativas em atividade com 14,6 milhões de cooperados. O número de empregos gerados é de 425,3 mil e o faturamento no ano passado chegou a R$ 259,9 bilhões. Somente em tributos, as cooperativas brasileiras recolheram R$ 7 bilhões. E no mundo, são 1,3 bilhão os cooperados com geração anual de riquezas na casa de R$ 13 trilhões. As cooperativas dão ocupação e renda a 250 milhões de trabalhadores em 105 países. (Imprensa Coopavel)

COOPAVEL II: Semana de prevenção a acidentes tem palestras e orientações

 

coopavel II 21 11 2019A informação e a prevenção são duas aliadas da segurança no trabalho. Há muitos anos a Coopavel, além de investir em equipamentos, estruturas e procedimentos para ambientes de trabalho mais seguros, organiza atividades com os colaboradores para repassar cuidados e orientações que podem evitar situações de perigo e acidentes. Uma delas é a Semana Sipat Coopavel, que neste ano será realizada de segunda a sexta-feira, 25 a 29 de novembro. 

 

Impulso - A programação busca impulsionar o comportamento seguro e promover ações de segurança e saúde do trabalhador, dentro e fora da empresa, informa o engenheiro de Segurança do Trabalho Paulo Luciano Bordin. “Nessa edição, a proposta do evento é focar na valorização da vida do colaborador, uma vez que todas as ações de segurança e saúde têm por objetivo melhorar a qualidade de vida dos colaboradores, refletindo assim em melhorias diretamente na sociedade”.

 

Palestras - Seis palestras integram as atividades da Semana Sipat Coopavel 2019. A primeira, sobre Cultura de saúde e segurança do trabalho, vai acontecer no auditório do Frigorífico de Aves na segunda, terça e quarta-feira (25,26 e 27/11). O assunto vai ser apresentado pelo engenheiro de Segurança do Trabalho Itamar Cassol. Na terça-feira está agendada apresentação sobre o Mosquito Aedes Aegypti e doenças transmissíveis, com equipe da Vigilância Sanitária de Cascavel, no Parque Industrial da Coopavel. De 26 a 28, o tema Comportamento Preventivo, será apresentado por colaboradores do Senai no Show Rural Coopavel, UPL2, Fertilizantes e Matrizeiro 2.

 

Mais - Nos cinco dias do evento ocorrerá também palestra-show sobre Responsabilidade no trabalho e valorização da família, com equipe da Faculdade Assis Gurgacz. Ela será realizada na sede da cooperativa. No dia 26, no auditório do Frigorífico de Aves, vai ser desenvolvida a palestra Planejamento familiar, com Dr. Pelanda. E no dia 29 as últimas duas abordarão os temas Prevenção de contaminações, com a empresa Singular, no Incubatório, e Proteção respiratória e uso de EPIs, com a empresa Dalberti, no Matrizeiro 1. (Imprensa Coopavel)

COAMO: Jovens Aprendizes participam de formatura em Campo Mourão

Proporcionar uma formação dentro dos conceitos de aprendizagem profissional, com conteúdo teórico e prático que promovam o desenvolvimento pessoal e profissional do adolescente, possibilitando o ingresso no mercado formal de trabalho, na condição de aprendiz, favorecendo a sua promoção e integração social. Este é o objetivo do Programa Jovem Aprendiz Cooperativo Administrativo realizado pela Coamo Agroindustrial Cooperativa em parceria com o Sescoop/PR, Ieppex e Unespar.

Solenidade - Na noite de terça-feira (19/11), foi realizada na sede social da Arcam, em Campo Mourão (PR), a solenidade de formatura de 102 aprendizes que participaram do programa nestes últimos dois anos. "O curso iniciou em 29 de janeiro de 2018 e se encerra no 25 de novembro de 2019 com a aprendizagem prática na Coamo de 1.660 horas e de 500 horas de estudo no Ieppex semanalmente", explica o chefe do departamento de Desenvolvimento Profissional, Jackson Ribeiro, da gerência de Recursos Humanos da Como. Os aprendizes trabalharam em Campo Mourão na Administração Central, e unidades de Manutenção Operacional, Transportes, Indústrias, Arcam, Fups, Via Sollus.

Presenças - A solenidade foi prestigiada pelos pais dos formandos, gestores profissionais que os acompanharam profissionalmente em 2018 e 2019. Representaram os parceiros do programa, pela Coamo o gerente de Recursos Humanos Antônio César Marini, pelo Sescoop/PR o analista técnico Jaffer Vinícius Basen, a professora Gláucia Patrícia Soares, presidente do Ieppex e o professor Adalberto Dias de Souza, chefe da Divisão de Pesquisa, Pós-Graduação e assuntos Estudantis vida Unespar.

Experiência e formação - "Este esforço dos pais e de vocês formandos valeu a pena, cada suor, cada sorriso na construção do caráter. Podemos oferecer a vocês neste período além de conhecimento e da formação profissional, ensinamento na prática sobre responsabilidade, ética, disciplina e respeito. Não formamos apenas trabalhadores, profissionais, mas cidadãos, que respeitam as leis, cumprem seus deveres e buscam seu espaço com disciplina e perseverança", afirma Marini. (Imprensa Coamo)

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COPAGRIL: Produtores de bovinos e de suínos devem atualizar cadastro de animais

copagril 21 11 2019Os produtores rurais do Paraná devem atualizar o cadastro dos animais junto a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) até o dia 30 de novembro. A atualização é importante para os programas de segurança animal do Estado e necessária para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA).

Substituição - O médico veterinário e fiscal da Adapar de Marechal Cândido Rondon, Loreno Taffarel, comenta que o Paraná fez durante muitos anos as campanhas de vacinação contra a febre aftosa e agora, com a retirada da vacina, as campanhas de vacinação foram substituídas pelas atualizações cadastrais. “A retirada da vacina significa que estamos vendendo segurança alimentar, por isso é importante o comprometimento dos produtores de bovinos e búfalos, assim como de suínos, ovinos, caprinos e equinos, para que todos façam a atualização do cadastro na Adapar”, comenta.

Suinocultores - Taffarel reforça que também os produtores de suínos devem fazer a atualização do cadastro, uma ação que é fundamental e que está diretamente ligada a liberação da GTA a partir do dia 1º de dezembro. “Por exemplo, o produtor de suíno que a partir de dezembro precisa retirar os suínos da propriedade e não tiver o cadastro atualizado, não vai conseguir emitir a GTA, causando um transtorno muito grande para o produtor, para a cooperativa e para a indústria”, alerta ao lembrar que a falta do cadastro, além dos problemas com a GTA, ainda pode gerar punições administrativas e em alguns casos até multa.

Animais para consumo próprio - As pessoas que têm em sua propriedade animais para a subsistência e/ou consumo próprio também são chamadas para a atualização do cadastro, isso com o objetivo de reforçar segurança sanitária de toda a cadeia de produção animal da região. “Aqueles que têm uma ou duas vacas, ou apenas alguns suínos para o consumo próprio, ou até mesmo um ou dois cavalos para esporte, também devem fazer a atualização do cadastro porque isso irá contribuir para a segurança e o status sanitário de nossa região e de todo o Paraná”, complementa o médico veterinário Taffarel.

Atualização na região - Os cadastros já atualizados na Adapar apresentam números, em sua maioria, abaixo dos 20%. O fiscal Taffarel, explica que historicamente a tendência é aumentar nos últimos dias, mas ele faz um aviso aos produtores, para que se antecipem no cadastro afim de evitar complicações na última semana.

Municípios do Oeste - Para alguns municípios da Região Oeste, os números (em porcentagem) dos cadastros atualizados até 19 de novembro são: Entre Rios do Oeste – 12,99; Guaíra – 4,13; Marechal Cândido Rondon – 17,13; Mercedes – 22,93; Nova Santa Rosa – 14,98; Pato Bragado – 16,78; Quatro Pontes – 26,28; Santa Helena – 13,64; São José das Palmeiras – 19,58.

Como fazer - Para realizar a atualização do cadastro, os produtores devem ter as informações sobre o número de animais, diferenciando-os entre machos e fêmeas, e idade em meses. A atualização pode ser feita nas unidades locais da Adapar ou diretamente pela internet no site da Adapar (www.adapar.pr.gov.br – Campanha de atualização do rebanho). E, ainda, os produtores que desejam, podem se dirigir até uma das Lojas Agropecuárias da Copagril e solicitar o apoio da equipe de atendimento e da equipe técnica no cadastro online. (Imprensa Copagril)

 

VBP: Valor Bruto da Produção Agropecuária de 2019 é atualizado para R$ 609,5 bilhões

 

vbp 21 11 2019O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2019 está estimado em R$ 609,5 bilhões, com base em dados de outubro. O valor é 1,7% acima do resultado de 2018, que foi de R$ 599,4 bilhões.

 

Lavoura e pecuária - Na estimativa, as lavouras chegam a R$ 399,9 bilhões e a pecuária, R$ 209,5 bilhões. O valor da pecuária foi elevado a 6,6%, enquanto que as lavouras tiveram uma redução de 0,7%.

 

Comportamento favorável - A maior parte dos produtos analisados tem apresentado comportamento favorável, de acordo com a pesquisa da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Entre estes, os principais destaques são: algodão herbáceo (valor da produção aumentou 17,5% em relação ao ano passado), amendoim (12,4%), banana (18,7%), batata inglesa (101,4%), feijão (56,4%), laranja (4,5%), mamona (37%), milho (23,8%) e tomate (10%). Em alguns produtos, como o feijão, batata-inglesa e tomate, os preços foram mais decisivos que a quantidade para definir o resultado.

 

Melhores resultados - Os resultados favoráveis da pecuária estão presentes em quase todos os segmentos, exceto para o leite que tem queda de valor em relação a 2018. Os melhores resultados vêm sendo observados em carne suína, carne de frango e com pequeno aumento em carne bovina. Esses produtos têm sido beneficiados pelo aumento das exportações (Agrostat, 2019). A produção de ovos passa por uma boa fase, tendo atingido aumento real do valor de 21,6%.

 

Redução - São poucos os produtos que apresentaram redução do valor da produção. Entretanto, é um grupo com forte participação no valor gerado pela agricultura. São os seguintes produtos: arroz (-5,2%), café (-27,6%), cana-de açúcar (-9,3%), mandioca (-13,9%), soja (-11,3%) e uva (-4,5%).

 

Estimativas do VBP 2020 - De acordo com projeções da Conab, a safra de grãos 2019/2020 deve chegar a 246,37 milhões de toneladas, considerada a maior da história do país, e 1,8% acima de 2018/2019. Dentro do total estimado, esperam-se 98,4 milhões de toneladas de milho e 120,9 milhões de toneladas de soja.

 

2020 - "O VBP de 2020 é pouco abaixo do observado em 2019. Como primeira estimativa, o valor previsto é de R$ 605,4 bilhões", diz a nota técnica. O valor envolve incertezas climáticas, como secas, que podem levar ao atraso no plantio. Também as informações ainda são incompletas sobre quantidades e preços de produtos.

 

O que é VBP - O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária, e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil. O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês. (Mapa)

 

Confira dados sobre regiões

Confira dados sobre produtos agropecuários

Confira a nota técnica

AGRICULTURA: Ministra conversa com secretário americano sobre importação de carne brasileira

 

agricultura 21 11 2019A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) se reuniu, nesta quarta-feira (20/11), com o secretário da Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue. Eles conversaram sobre a suspensão à importação de carne bovina in natura do Brasil. De acordo com a ministra, o governo americano está finalizando a análise dos dados que o Brasil enviou e deve dar um posicionamento em algumas semanas.

 

Tranquilidade - “Vamos fazer os trâmites com a maior tranquilidade. Eles me prometeram que em breve teremos notícias sobre a data e se as informações que passamos são suficientes ou não. Vamos aguardar uma decisão deles, eu espero que seja breve mesmo, pela nossa conversa”, disse a ministra, ao sair da reunião.

 

Agradecimento - O secretário Perdue agradeceu a celeridade com que o Brasil enviou as informações solicitadas na última auditoria realizada em junho e comprometeu-se dar prioridade ao processo.

 

Suspensão - Em 2017, os Estados Unidos suspenderam as compras de cortes bovinos do Brasil, devido às reações (abcessos) provocadas no rebanho, pela vacina contra a febre aftosa. Em junho deste ano, uma missão veterinária dos Estados Unidos esteve no Brasil para inspecionar frigoríficos de bovinos e suínos.

 

Cota de importação - Outro assunto tratado na reunião foi o estabelecimento da cota de importação de 750 mil toneladas de trigo por ano com alíquota zero, definido recentemente pela Câmara de Comércio Exterior (Camex). “Era uma ansiedade dos Estados Unidos, mas já está implementada”, disse a ministra. Os representantes dos dois países também conversaram sobre a necessidade de trabalhar em conjunto pela expansão mundial do uso do etanol, de modo a tornar a commodity produzida por ambos os países um produto global.

 

Retorno - Em fevereiro do ano que vem, a ministra deve voltar aos Estados Unidos para conversar com Perdue sobre a ampliação do AG-5, grupo de países que reúne os Estados Unidos, Brasil, Argentina, Canadá e México. Segundo Tereza Cristina, está sendo estudada a ampliação do bloco, com a entrada de dois países exportadores de grãos. A ideia é explorar questões como a defesa da ciência na definição padrões sanitários e fitossanitários. (Mapa)

ANEEL: Agência promove debate sobre qualidade de serviço e gestão financeira das distribuidoras

 

aneel 21 11 2019A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) promoveu, na quarta-feira (20/11), audiência pública 039/2019 que debate a qualidade do serviço e da gestão econômico-financeira das concessionárias de distribuição de energia elétrica.

 

Diálogo - A audiência, vinculada a Consulta Pública 024/2019, tem objetivo de dialogar com diferentes atores para a elaboração do Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) e minuta de Resolução Normativa que estabelece os indicadores, critérios de eficiência econômica e procedimentos para o acompanhamento da continuidade do fornecimento de energia elétrica.

 

Sessão - A sessão, realizada na sede da Agência em Brasília, foi presidida pelo diretor-relator do processo Sandoval Feitosa e contou com a presença de 19 participantes, dentre os quais cinco realizaram exposições a respeito do tema.

 

Participação dos consumidores - Feitosa reforçou, em sua fala, a importância da participação dos consumidores na construção das normas. “Todas as ações realizadas pela Aneel possuem firme propósito de atender a sociedade e manter o equilíbrio do setor. Por isso, a importância da transparência nos processos, para a manutenção do alinhamento das ações com a expectativa da população”, disse o diretor.

 

Sugestões - A consulta recebe sugestões até 28/11/2019 por e-mail cp024_2019@aneel.gov.br ou correspondência para o endereço da Agência: SGAN, Quadra 603, Módulo I, Térreo, Protocolo Geral, CEP: 70830-110), em Brasília-DF.

 

Documentos - Interessados podem consultar os documentos da audiência na página aneel.gov.br/audiências-publicas. (Aneel)

INFRAESTRUTURA: Ministro do TCU pede vistas de processo de renovação antecipada de ferrovias

 

infraestrutura 21 11 2019O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo pediu vista (mais tempo para análise) e impediu a aprovação do processo do modelo proposto pelo governo para permitir a renovação antecipada das concessões de ferrovias. Em troca da prorrogação, as empresas deverão realizar investimentos para ampliar a malha e o volume de carga ferroviária transportada.

 

Compromisso - Segundo o presidente do TCU, José Múcio Monteiro, Vital do Rêgo teria se comprometido a trazer o processo na próxima semana. Vital do Rêgo, no entanto, disse que vai “avaliar o cronograma”.

 

Análise - O processo está no âmbito da análise da prorrogação do contrato da Malha Paulista. Mas, se for aprovado, servirá também para a Estrada de Ferros Carajás, Estrada de Ferro Vitória Minas e a Ferrovia MRS Logística, disse o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

 

Vencimento - A concessão da Malha Paulista, que tem quase 2 mil quilômetros de extensão, vence em 2028. A renovação daria mais 30 anos para a Rumo operá-la, até 2058. Em troca, a empresa teria que fazer investimentos – entre eles, a conexão com a Ferrovia Norte-Sul, conectando os portos de Santos (SP) e Itaqui (MA).

 

Determinações e recomendações - O voto de Nardes, que acabou não indo à votação do plenário devido ao pedido de vistas, impôs várias determinações e recomendações. Ele determinou, por exemplo, que os investimentos sejam decididos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

 

Tempo remanescente - Para Nardes, considerando a importância desses investimentos, eles não podem ficar a cargo da discricionariedade da concessionária. O ministro sugeriu ainda um mecanismo para reduzir, proporcionalmente, o tempo remanescente do contrato de concessão caso os investimentos não sejam realizados.

 

Revisão periódica - O voto também impôs uma revisão periódica de metas para aumentar a eficiência e incorporar avanços tecnológicos na concessão, como velocidade média e idade máxima para vagões e locomotivas. Para evitar atrasos, os projetos básicos e executivos dos investimentos deverão ser previamente aprovados, determinou o TCU.

 

Mecanismos - O termo aditivo dos contratos de ferrovias deverá ainda conter mecanismos para revisão anual das receitas das ferrovias. Segundo Nardes, com esse instrumento, a ANTT poderá avaliar se as estimativas e projeções iniciais estão sendo cumpridas ao longo de toda a vigência do contrato.

 

Operadores independentes - Ainda no voto, Nardes propôs mecanismos que viabilizem o uso da ferrovia por operadores ferroviários independentes. As concessionárias deverão informar à ANTT sempre que negarem um pedido de compartilhamento do uso da ferrovia por terceiros. “Assim evitamos que seja monopólio”, disse o ministro.

 

Interesse - Nardes destacou ainda que o governo de São Paulo manifestou interesse de retomar o transporte de passageiros entre a capital paulista e Campinas. Para isso, deverá haver uma articulação entre União e São Paulo para definir as políticas públicas necessárias para viabilizar o projeto. A ANTT deverá acompanhar o processo.

 

Capacidade - De acordo com o Ministério da Infraestrutura, a renovação do contrato da Malha Paulista visa dobrar a capacidade de transporte ferroviário de cargas na ferrovia nos próximos cinco anos, das atuais 35 milhões de toneladas para cerca de 75 milhões de toneladas. (O Estado de S.Paulo)

LEGISLATIVO: Relator de proposta que extingue fundos públicos decide preservar FAT

 

legislativo 21 11 2019O senador Otto Alencar (PSD-BA), relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) que extingue 248 fundos públicos da União, Estados e municípios, vai preservar o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) em seu parecer. A chamada PEC dos Fundos integra o pacote econômico Mais Brasil, apresentada pelo governo no início de novembro. Caso prevaleça esse entendimento, o montante de recursos que poderiam ser desvinculados para o pagamento da dívida pública diminuiria de R$ 220 bilhões para R$ 180 bi. Isso porque somente o FAT tem aproximadamente R$ 40 bilhões parados em seu cofre.

 

Previsão - A previsão de manutenção do FAT consta do relatório de Otto Alencar, apresentado nesta quarta-feira (20/11) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. A votação do texto está prevista para acontecer na próxima quarta-feira (27/11), segundo o acordo estabelecido entre o senador baiano e a presidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS).

 

Inconstitucional - Questionado pelo Valor, o parlamentar justificou que a extinção do FAT, como havia sido sugerida, é inconstitucional. “Mandaram a PEC para incluir o FAT e eu retirei”, disse. “Eles não sabiam que era inconstitucional porque os recursos do FAT são constitucionalizados, o PIS/PASEP. Avisei e eles entenderam bem. Sabem que não adianta aprovar [a PEC] assim”.

 

Objetivo - Com a PEC, o objetivo do governo é usar o superávit decorrente do saldo desses fundos para a amortização da dívida pública. Esse aspecto da proposta não foi só mantido, como o relator procurou enfatizar que não há obrigatoriedade de se utilizar essa verba de uma só vez. “Esses recursos poderão ser utilizados ao longo do tempo, de forma a preservar as metas do Programa de Financiamento da Dívida (PAF), que traz anualmente metas de composição e de prazo dos títulos que são emitidos”, escreveu.

 

Parecer - Por outro lado, o parecer de Alencar tratou de expandir o escopo de áreas nas quais as verbas recuperadas também podem ser utilizadas. Em vez de apenas uma destinação genérica para a infraestrutura e erradicação da pobreza, como no texto original, o senador do PSD especificou que a conclusão de rodovias, ferrovias e a interiorização de gás natural terão prioridades no recebimento de recursos.

 

Obrigatoriedade - Otto Alencar também criou a obrigatoriedade de que parte dos recursos seja utilizado em obras do rio São Francisco durante os próximos dez anos. Assim, o governo tem de destinar 3% das verbas dos fundos para a revitalização dessa bacia hidrográfica. Ele limita essa vinculação em até R$ 500 milhões por ano, durante a década seguinte à promulgação da PEC, o que resultaria num investimento de R$ 5 bilhões.

 

Prazo - Originalmente, a PEC ainda estabelece um prazo para a recriação desses fundos: o fim do segundo ano seguinte à promulgação da emenda. Para isso, será necessária a aprovação lei complementar específica para cada fundo. O texto justifica, entretanto, que isso é uma prerrogativa exclusiva do Poder Executivo, o que foi alterado por Otto Alencar. Ele incluiu o Poder Legislativo entre os membros que podem propor a recriação desses fundos. “A iniciativa das referidas leis pertence tanto ao Chefe do Poder Executivo quanto aos membros do Poder Legislativo”, escreveu. (Valor Econômico)

ECONOMIA: Consumo maior sustenta números no trimestre

 

Os sinais de melhora da economia doméstica atenuaram os ventos contrários vindos do exterior e sustentaram os balanços das empresas no terceiro trimestre. Em boa hora, o consumo começou a impulsionar o mercado interno, o que garantiu certa estabilidade num momento em que o medo de uma guerra comercial atingiu em cheio os preços das commodities, reduziu a demanda nos mercados globais e interferiu no câmbio.

 

Retomada - Se no primeiro e no segundo trimestres as empresas de capital aberto falaram muito de expectativas - um tanto frustradas - quando se referiam à melhora do mercado doméstico, no terceiro trimestre a retomada começou a aparecer nos balanços, sobretudo no caso das empresas de setores dependentes da economia doméstica como consumo, varejo, energia e saneamento e construção civil - foi o primeiro trimestre desde o fim de 2017 em que o resultado líquido consolidado das incorporadoras ficou no azul, puxado pelo desempenho das companhias de média e alta rendas.

 

Acima do esperado - A maioria das empresas teve resultados acima do esperado, o que deve se repetir no próximo ano, dizem analistas. Mesmo as fabricantes de bens industriais, como máquinas e equipamentos e implementos automotivos, que demoram mais tempo para acusar a recuperação da economia, tiveram aumentos de receita e encomendas no mercado doméstico.

 

Variação cambial - É claro que a variação cambial, com o dólar batendo em R$ 4,16 no fim de setembro, teve um impacto forte na última linha dos balanços com a marcação ao valor de mercado das dívidas em moeda estrangeira. No entanto, esse baque, que costuma ser minimizado como “sem efeito caixa”, não deve tirar a atenção da recuperação operacional que há muito vinha sendo adiada.

 

Lucro líquido - Levantamento feito pelo Valor Data mostra que o lucro líquido combinado de julho a setembro de 269 companhias não financeiras com ações negociadas em bolsa recuou 28%, na comparação com os mesmos meses de 2018, para R$ 16,5 bilhões.

 

Despesas financeiras - As despesas financeiras subiram quase 38%, para R$ 28,8 bilhões, com a variação cambial.

 

Lucro operacional - O lucro operacional, antes do efeito do dólar, cresceu 1,1%, para R$ 51,7 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), muito usada pelo mercado, cresceu de 9,3%. A receita líquida avançou 2,6% no período, para R$ 429,7 bilhões.

 

De fora - A análise exclui Petrobras, Vale e Eletrobras para evitar distorções por causa do tamanho das três companhias. A Oi também ficou de fora, já que não publicou os resultados do terceiro trimestre.

 

Próximo trimestre - Segundo analistas de três bancos de investimento - Itaú BBA, Santander e Bradesco BBI - consultados pelo Valor, a maioria das empresas apresentou resultados acima do esperado no terceiro trimestre, o que deve se repetir no próximo ano principalmente no caso das que dependem mais do cenário interno do que do externo.

 

Exterior - Pelo menos no terceiro trimestre, o mau tempo no exterior pegou de jeito empresas de siderurgia e mineração, como CSN e Gerdau, e de papel e celulose, como Suzano, por causa do recuo nos preços de seus produtos. Outras companhias não perderam receita, mas começaram a notar os primeiros sinais da desaceleração na encomenda de clientes estrangeiros.

 

WEG - A fabricante de motores elétricos WEG, de Jaraguá do Sul (SC), percebeu que nos mercados asiáticos e europeus houve uma queda no ritmo de pedidos de produtos de ciclo curto, que são aqueles de menor porte e fabricados em série, como reflexo da redução nos investimentos em aumento de capacidade.

 

Romi - A fabricante de máquinas Romi, de Santa Bárbara d’Oeste (SP), decidiu que a melhor estratégia diante da turbulência do exterior, que fez com que os pedidos da sua subsidiária alemã recuassem 53% no terceiro trimestre, era o mercado local.

 

Metisa - A Metisa, metalúrgica de Timbó (SC) cujos clientes estão nos setores automotivo, ferroviário e agrícola, segue o mesmo caminho, desde que começou a notar uma reação das vendas no mercado interno, que veio gradualmente compensando a retração no exterior a partir de 2019. A administração da companhia diz, no relatório que acompanha o balanço do trimestre, que planeja aumentar o desenvolvimento de novos produtos para aproveitar a recuperação da atividade econômica.

 

Expectativa - Para os próximos trimestres, a expectativa é que consumo continue sendo o motor da recuperação doméstica, segundo economistas da A.C. Pastore & Associados, tendo em vista a impossibilidade do governo oferecer estímulos fiscais e a permanência de incertezas que fazem com que os investimentos em capital não sejam feitos de forma mais consistente.

 

Aumento - No terceiro trimestre, a retomada do consumo influenciou o aumento de 10,4% na receita líquida consolidada de 29 companhias ligadas à produção e à venda de bens de consumo - como varejistas de moda e administradoras de shoppings – conforme a análise do Valor Data.

 

Três vezes maior - O avanço foi quase três vezes maior que a inflação do período. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 2,89% no acumulado de 12 meses até setembro. O lucro no caso específico dessas companhias recuou 1,2%, em um ritmo bem menor que no consolidado das empresas.

 

Varejo - O volume de vendas do varejo restrito cresceu 1,6% no terceiro trimestre, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, segundo o IBGE. Em comparação ao terceiro trimestre do ano passado, o avanço foi maior, de 2,6%, com as vendas mais intensas na maioria das atividades, com destaque para móveis e eletrodomésticos e tecidos.

 

Ampliado - No comércio varejista ampliado - que inclui as atividades de veículos e materiais de construção - o avanço no volume de vendas foi de 1,4% no terceiro trimestre, frente aos três meses anteriores, com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta foi de 4,4%.

 

Impulso maior - A expectativa é que a melhora na concessão de crédito e a liberação dos saques das contas do FGTS impulsione ainda mais o consumo. No terceiro trimestre, o saque das contas já teve efeitos positivos, ainda não mensurados, em empresas como Via Varejo e BR Malls.

 

Incertezas - Em contraste, as incertezas no cenário externo devem mudar pouco, segundo economistas do Bradesco, com baixa perspectiva de crescimento na Europa, estabilização na Ásia e incertezas em relação às decisões de política externa dos Estados Unidos. (Valor Econômico)

 

economia 21 11 2019


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