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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4712 | 25 de Novembro de 2019

LOGÍSTICA I: Cooperativas do PR instituem evento anual permanente sobre o tema para o setor

“Muito positivo e produtivo.” Desta forma, o gerente de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Flávio Turra, classificou o resultado do I Fórum de Logística do Cooperativismo Paranaense, que reuniu cerca de 120 representantes de 40 cooperativas paranaenses, no dia 21 de novembro, na Associação dos Funcionários Coopavel, em Cascavel, no oeste do estado. Ao final do evento, os participantes, devido à importância do tema, decidiram instituir o Fórum Permanente de Logística do Cooperativismo Paranaense, com periodicidade anual, bem como pela criação de um grupo técnico que atuará na identificação de potencialidades de parcerias e intercooperação no setor.

Peso - O evento, promovido pela Ocepar, com o apoio da Cotriguaçu, com o objetivo de fomentar debates de como as cooperativas podem se preparar para enfrentar desafios e aproveitar oportunidades na logística, se explica pela importância do cooperativismo agropecuário paranaense nos cenários estadual e nacional. Turra lembrou, por exemplo, que o ramo agropecuário recebe anualmente 22 milhões de toneladas de grãos por ano e, também, responde por expressiva produção de proteína animal, que necessitam de transporte, tanto para destinos internos como para a exportação, sem contar a demanda por movimentação de fertilizantes, calcários e rações, entre outros. A atual capacidade estática de armazenamento é de 16 milhões de toneladas. O setor participa com 18% do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná.

Futuro - Focando a preparação das cooperativas para os desafios logísticos, que se avolumarão nos próximos anos, o Fórum teve dois momentos distintos: na parte da manhã, houve o predomínio de palestras voltadas mais para as conjunturas nacional e estadual e estudo da logística paranaense; no período da tarde, as atividades foram destinadas para as possibilidades de parcerias e intercooperação de cooperativas na área de transporte e logística.

Modelo - Aberto pelo presidente da Coopavel e Cotriguaçu, Dilvo Grolli, que é também é diretor da Ocepar, pelo superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, e pelo presidente da Rodocoop e vice-presidente da Cocari, Marcos Trintinalha, o evento teve, na parte da manhã, o Painel “Logística no Brasil e no Paraná”, mediado por Mafioletti, com a participação de João Arthur Mohr, do Conselho Temático de Infraestrutura da Fiep, que abordou o atual modelo de concessão de rodovias no Paraná, com o Anel de Integração, e o que será adota a partir de novembro de 2021, com a expectativa de ampliação do trecho a ser concedido dos atuais 2,5 mil quilômetros do Anel de Integração para 4,1 mil quilômetros, incluindo vias estaduais que passarão para o governo federal. Grolli, por sua vez, analisou a questão da logística da região oeste e a distância até o Porto de Paranaguá e apresentou sugestões de melhorias para a região.

Empresa - Responsável pelos Projetos Estratégicos da empresa Rumo, Cristiano Donatti falou sobre as “Perspectivas Rumo Logística”, que contempla projetos da empresa para o Porto de Paranaguá e a expectativa de investimentos na região oeste do estado.

Intervenções - No período da tarde, no Painel “Cases de Logísticas Cooperativas”, mediado pelo gerente de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Flávio Turra, o superintendente da Cotriguaçu em Cascavel, Gilson Anizelli, e Rodrigo Buffaro Coelho, da unidade de Paranaguá,  abordaram a questão da logística; o pesquisador da Esalq Log, Abner Matheus João, discorreu sobre custos da logística e da tabela de preços mínimos de fretes; o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo da Gecoop, João Gogola, tratou sobre a nova tabela de fretes que entrará em vigor a partir de 20 de janeiro de 2020. Já Rodolpho Poletti Gomes Leite, gerente de transportes da Coamo, destacou o sistema de gestão de fretes e o aplicativo “Fretes Coamo”, que já contribuiu para reduzir de R$ 0,11 para R$ 0,08 o custo do frete por quilômetro rodado. Oportunidades de Negócios no Ramo Transporte foi o tema da abordagem do presidente da Rodocoop, Marcos Trintinalha, e do analista técnico da Gecoop, Jessé Rodrigues.{

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LOGÍSTICA II: Oeste deve se posicionar contra a renovação antecipada de concessão

Cerca de 120 diretores e representantes de 40 cooperativas do Estado participaram, nesta quinta-feira (21/11), na Associação de Funcionários da Coopavel, em Cascavel, na região Oeste, do Fórum de Logística do Cooperativismo Paranaense. O objetivo foi refletir sobre os desafios e as urgências da estruturação logística, condição indispensável para que os produtos paranaenses sigam competitivos no concorrido mercado internacional. O presidente da Coopavel e diretor da Ocepar, Dilvo Grolli, apresentou dados contundentes e que mostram que, caso os líderes paranaenses não estejam atentos e unidos, poderão ocorrer prejuízos bilionários à cadeia produtiva que hoje faz do Paraná uma referência de prosperidade nacional.

Contra a renovação - Dilvo, como representante da Ocepar, e outras autoridades do Oeste do Estado foram os primeiros a se erguer contra a renovação da concessão do pedágio considerado o mais caro do planeta. Estudos apurados mostraram que existiam inconsistências em informações, resultando em apurações na Assembleia Legislativa e no Tribunal de Contas, fazendo com que as irregularidades comprovadas fossem parar na Lava-Jato. Um engenhoso esquema de corrupção foi desfraldado e muitos dos que se beneficiaram com as cobranças ilegais e manobras que beneficiaram as concessionárias acabaram presos. “O objeto é diferente, as pessoas são diferentes, mas a história é a mesma”, alertou Dilvo, chamando atenção para articulações em curso que podem impactar seriamente o modal ferroviário paranaense.

Aumento da capacidade - Pouco antes da apresentação de Dilvo, o engenheiro da Rumo, Cristiano Donatti, empresa que detém concessão de trechos ferroviários no Estado, falou sobre o possível aumento da capacidade de transporte das cargas do Oeste em direção ao Porto de Paranaguá. No entanto, associou os investimentos à renovação do contrato de concessão (expira em 2026). O presidente da Coopavel abriu sua apresentou questionando a Rumo da razão de não ter feito as obras antes, e de deixar os alinhamentos como condição para a renovação do contrato. “Desde já, sou contra essa renovação, porque isso não será saudável para o Estado e muito menos para o Oeste, região responsável pela produção de grande parte das commodities paranaenses”.

Distantes - Mesmo assim, os números de expansão apresentados pela Rumo são muito distantes do que o Oeste precisa e projeta. A diferença entre o que oferecem (hoje são apenas 380 mil toneladas que seguem ao porto de trem) e o que a região pode oferecer é de dez vezes as quantidades informadas, de três milhões para mais de 20 milhões de toneladas por ano – considerando produções de outros estados e países vizinhos. “O Paraná é um grande sucesso da porteira para dentro, mas da porteira para fora tem muitos problemas que limitam e encarecem a produção. Não cabe às cooperativas fazer logística, nosso foco é a produção”, ressaltou Dilvo Grolli.

Parcela pequena - Apenas uma fração da soja produzida no Oeste segue ao Porto de Paranaguá por ferrovia. Em 2018, a produção foi de 5,7 milhões de toneladas e somente 183 mil toneladas foram exportadas por meio de ferrovia, ou 3,2% do total. Em 2019, o índice entre janeiro e setembro foi de 4,69%, com transporte por trem de 211,3 mil toneladas da produção total de 4,5 milhões de toneladas do grão. As exportações de Paranaguá com produtos transportados por ferrovia chegaram a 9,4 milhões em 2018, disso somente 380 mil toneladas do Oeste (participação de 0,04%) e de janeiro a setembro de 2019 foram 5,8 milhões com participação do Oeste de 410 mil, ou 0,07% do total.

Prejuízos - Devido à ineficiência do modal ferroviário, as empresas que investiram em estruturas na área da Ferroeste, em Cascavel, operam com prejuízo ou com resultado muito abaixo ao projetado. “Justamente porque a região não recebe o suporte que merece por parte da concessionária Rumo”, conforme Dilvo Grolli.

Fertilizantes - Na operação de fertilizantes da Coopavel, já que 85% do transporte é feito por caminhões e apenas 15% por trem, o prejuízo com frete, de 2010 para cá, chega a R$ 40 milhões – e outros R$ 20 milhões no calcário. O mesmo problema impacta um terminal construído pela Cotriguaçu, que integra algumas das maiores cooperativas da região. A unidade consumiu R$ 200 milhões, porém as parceiras decidiram paralisar investimentos que chegariam a R$ 500 milhões.

Contêneires - O volume de contêneires que passou pelo terminal em 2018 e que seguiram por ferrovia foi de 7.257. A necessidade da região Oeste, todavia, é de 20 mil a 24 mil contêineres, a grande maioria deles embarcada em caminhões em razão dos entraves operacionais. Por ferrovia, a demora na operação é de sete dias, enquanto que por rodovia a distância entre Cascavel e Paranaguá é vencida em 12 horas. Isso gera aumento de custos de R$ 1 mil por contêiner. (Imprensa Coopavel)

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LOGÍSTICA III: R$ 3 bi gratuitos à Rumo para incorporar a Ferroeste

As 12 empresas instaladas no terminal da Ferroeste em Cascavel já investiram R$ 1 bilhão em suas estruturas. As áreas são cedidas em regime de concessão por 25 anos. Depois de vencido esse prazo, os investimentos revertem para a Ferroeste. “Esse é mais um motivo para sermos contra a renovação da concessão da Rumo, já que ela demonstrou interesse em assumir o controle da Ferroeste e terá os direitos de todos esses ativos das empresas do Oeste gratuitamente. Se isso ocorrer, esse valor, que nós investimos, terá de ser pago à concessionária que nada fez em favor dos produtores rurais, das agroindústrias e das cooperativas do Oeste”, afirmou o presidente da Coopavel. Mais R$ 2 bilhão, que seriam incorporados pela Rumo em eventual controle da Ferroeste, referem-se aos 250 quilômetros de trilhos entre Cascavel e Guarapuava, e ainda o direito de exploração do trecho de Guarapuava a Dourados (MS) até o ano de 2099.

Oeste unido - Outra situação em particular deixa o transporte ferroviário como única alternativa para barateamento de custos à região. “Nossos rios correm no sentido contrário às nossas exportações, ainda assim estão repletos de hidrelétricas. Por isso, precisamos de uma malha ferroviária que atenda as nossas necessidades”, apontou Dilvo, que apresentou custos de transporte por diferentes modais. São 20 dólares para transportar uma tonelada pela distância de mil quilômetros por hidrovia, por trem o custo é de 40 dólares e por caminhão, de 60 dólares. “Temos que estar unidos, munidos de números e lutar pelo que acreditamos que seja o melhor para as nossas comunidades”, ressaltou o presidente da Coopavel.

Espaço - O Fórum de Logística do Cooperativismo Paranaense abriu espaço também para apresentação do novo modelo de pedágio que se espera ao Estado a partir de novembro de 2021, sobre tabela do frete e sobre aplicativo de gestão de frota. (Imprensa Coopavel)

GETEC: Informe nº 54 apresenta expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

getec destaque 25 11 2019A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulga, nesta segunda-feira (25/11), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central, levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2019, 2020 e 2021.

Informações – Mais informações podem ser obtidas com Maiko Zanella (maiko.zanella@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1115) ou com Jessica Raymundi (jessica.costa@sistemaocepar.coop.br / 41 3200-1133).

Clique aqui para acessar na íntegra o Informe Expectativas de Mercado da semana

 

CRÉDITO RURAL: R$ 78,4 bilhões foram aplicados até o mês de outubro

credito rural destaque 25 10 2019Dos R$ 225,59 bilhões anunciados pelo governo federal para a safra 2019/20, R$ 78,4 bilhões foram aplicados até o mês de outubro, de acordo com dados do Banco Central. O montante representa 35% do total, segundo o Informe de Crédito Rural, elaborado pela Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec). A maior parte dos recursos, ou seja, 33%, teve origem na poupança rural; 25% em recursos obrigatórios; 22% em recursos com taxas livres; 10% no BNDES equalizável, 9% em fundos constitucionais e 1% em outras fontes.

Cooperativas - Ainda de acordo com o boletim, no período que compreende os meses de julho até outubro de 2019, as cooperativas brasileiras captaram R$ 12,48 bilhões, sendo a maior parte destinados à industrialização, ao custeio e à comercialização. Já as cooperativas paranaenses captaram R$ 5,50 bilhões, principalmente em industrialização e custeio.

Evolução - Verifica-se também, que a captação total de recursos na política do crédito rural, em outubro da safra atual (2019/2020), foi superior do que o mês de outubro das três safras anteriores (2016/2017, 2017/2018, e 2018/19).

 

credito rural folder 25 11 2019

 

 

RAMO CRÉDITO: Presidente da Ocepar participa do Conecti CBIC, em Maringá

ramo credito 25 11 2019O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, participou no Fashion Hall, em Maringá (PR), no início da tarde de sexta-feira (22), do Congresso Nacional de Engenharia, Construção, Tecnologia e Inovação (Conecti CBIC 2019), evento que contou com a participação de mais de 400 empresários e dirigentes do setor oriundos de 19 estados e do Distrito Federal. A agenda incluiu palestras, debates e apresentações de cases de sucesso com a finalidade de promover a troca de informações sobre tecnologia e inovação para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Sinduscon - Promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional) e Serviço Social da Indústria (Sesi Nacional), o Congresso foi realizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil da Região Noroeste do Paraná (Sinduscon-PR/Noroeste).

Solução - Ao lado do presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, Ricken foi um dos palestrantes do painel “Cooperativa de Crédito, uma solução para o futuro”.

Expansão - Em sua exposição, o presidente fez um breve histórico, apresentou números e destacou que o ramo crédito é o que mais cresce no segmento cooperativista, geralmente à casa dos dois dígitos a cada ano e com perspectivas de que permaneça em expansão por bastante tempo, uma vez que esse segmento do cooperativismo, com amplo espaço a ocupar, representa ainda pouco mais de 3% do sistema financeiro nacional.

Ética e inspiração- Durante o Conecti CBIC, também foi lançado o 10º Prêmio Sinduscon Noroeste do Paraná. A edição deste ano teve como tema ‘Ética e inspiração, construindo uma nação’. (Imprensa Cocamar)

 

COOPERATIVISMO I: Ricken destaca importância do setor em entrevista à rádio CBN Maringá

cooperativismo I 25 12 2019O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, esteve em Maringá, no Noroeste do Estado, na sexta-feira (22/11), quando participou como palestrante do Conecti CBIC 2019, promovido pelo Sinduscon-PR/Noroeste. Aproveitando sua passagem pela cidade, Ricken concedeu entrevista ao vivo para o jornalista Gilson Aguiar, da rádio CBN Maringá. De acordo com ele, o cooperativismo precisa ser conhecido pelos brasileiros como uma escolha para quem deseja superar dificuldades. Segundo o líder cooperativista, o paternalismo público mais atrapalha do que ajuda as pessoas se desenvolverem e as cooperativas têm sido uma importante alternativa.

Link - Acesse a integra da entrevista pelo endereço eletrônico: https://cbnmaringa.com.br/noticia/cooperativismo-e-uma-resposta-que-o-brasil-precisa-conhecer

 

COOPERATIVISMO II: Série “Cooperar é preciso” em rede nacional

cooperativismo II 25 11 2019Foi ao ar, em rede nacional, no Jornal da Band, entre os dias 19 e 22 de novembro, uma série de reportagens especiais com o nome: “Cooperar é Preciso”. As reportagens foram produzidas pelos jornalistas Ticiano Kessler, Mariana Procópio e Sônia Blota. Eles destacaram que o sistema cooperativista tem sido uma importante alternativa em tempos de crise para milhões de brasileiros. Se você perdeu alguma das cinco reportagens, acesse os links abaixo:

"COOPERAR É PRECISO": ESTREIA NOVA SÉRIE DA BAND

COOPERATIVAS AJUDAM PRODUTORES A EXPANDIR NEGÓCIOS

COOPERATIVA DESENVOLVE COLÔNIA DE PESCADORES NO RIO DE JANEIRO

CLIENTE TAMBÉM É SÓCIO NA COOPERATIVA DE CONSUMO

INTERIOR GAÚCHO É O BERÇO DO COOPERATIVISMO BRASILEIRO

 

 

SISTEMA OCB I: Prioridades das cooperativas são apresentadas em reunião na Casa Civil

 

sistema ocb I 25 11 2019O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, esteve reunido com o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, na quinta-feira (21/11), para levar as propostas sobre temas de interesse das cooperativas em debate no Executivo e no Legislativo. Participaram da reunião a gerente geral da OCB, Tânia Zanella, e o deputado Alceu Moreira (RS), integrante da diretoria da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).

 

FCO - Márcio de Freitas apresentou as sugestões da OCB para destravar o repasse dos Fundos Constitucionais (FCO) para cooperativas, por meio de alteração do dispositivo legal que regulamenta as operações financeiras nas áreas de investimentos que utilizem esses recursos.

 

Solução de Consulta - Além desse tema, o cooperativista também explicou ao ministro Onyx a importância de trazer uma solução para o impasse a respeito da Solução de Consulta Cosit nº 11/2017, da Coordenação Geral da Tributação da Receita Federal do Brasil, o qual está impactando fortemente as cooperativas que têm como atividade o modelo de integração vertical.

 

Estudadas - As demandas serão estudadas e, conforme afirmou o ministro, em breve a Casa Civil deve se posicionar a respeito.

 

Fundos - A OCB tem atuado junto a diversos órgãos de governo para garantir a devida aplicação da Lei 13.682/18, que trata da destinação de parte dos Fundos Constitucionais (FCO, FNO e FNE) para cooperativas. O resultado foi a construção de um texto para alterar o § 2º do art. 9º da Lei 7.827/89.

 

Documento - O documento foi elaborado em consenso entre OCB, Frencoop, ministérios da Economia e do Desenvolvimento Regional, bancos administradores e superintendências de desenvolvimento regional, com entendimento de que a medida não implica aumento ou diminuição de receita ou despesa públicas.

 

Tributação - Durante a reunião com o ministro, a OCB também manifestou que, ao editar a Solução de Consulta Cosit nº 11, a RFB desconsiderou o sistema de integração vertical nas sociedades cooperativas, determinando a incidência da contribuição previdenciária para o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural, o Funrural. Com isso, toda produção entregue pelo cooperado para a cooperativa passou a ser tributada.

 

Atenta - A OCB está atenta a essa questão. Por sugestão da entidade, foi apresentada emenda à Medida Provisória 897/2019, que tramita no Congresso Nacional. O texto foi protocolado pelo deputado federal Evair Vieira de Melo, membro da Frencoop, e propõe alteração no § 15, art. 25 da Lei 8.212/1991, esclarecendo o funcionamento legal do ato cooperativo.

 

Oneração - O objetivo é evitar excessiva oneração no custo de produção no regime de integração praticados pelas cooperativas, o que representaria grande desvantagem em relação aos demais modelos societários. (Informe OCB)

SISTEMA OCB II: Cooperativismo em números

 

sistema ocb II 25 11 2019Somos muitos! Mais de 1,2 bilhão de pessoas ao redor do mundo, unidas por um mesmo ideal: a cooperação. Juntos, teríamos condições de povoar um país do tamanho da China — nação mais populosa do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes. E, nesse nosso país cooperativista, teríamos um Produto Interno Bruto (PIB) de pelo menos US$ 2,1 trilhões — faturamento acumulado das 300 maiores cooperativas do mundo. Um valor equivalente ao PIB de países como a Itália (US$ 2,2 trilhões) e a Turquia (US$ 2,1 trilhões).

 

Anuário - Esses são apenas alguns dos dados do Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2019, lançado no início do segundo semestre pelo Sistema OCB. “Esse estudo visa dar visibilidade à força e à re­levância econômica e social do cooperativismo. Estamos disponibilizando um banco de dados para consulta de informações sobre o nosso movimento para cooperativas, universidades, imprensa e órgãos públicos, capazes de ajudá-los a projetar estratégias para o fortalecimento do setor”, explica Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.

 

Resultados - Os resultados apresentados provêm de levantamento, consolidação e tabulação dos dados primários mais recentes enviados por nossas unidades estaduais, além de fontes secundárias, como Aliança Cooperativa Internacional, Agência Nacional de Saúde Suplementar, Agência Nacional de Mineração, Agência Nacional de Transportes Terrestres, Banco Central do Brasil e Ministério da Economia. Os dados das coope­rativas foram coletados entre janeiro e maio de 2019, e referem-se ao exercício de 2018. Confira:

 

NO MUNDO

1,2 bilhão de cooperados

280 milhões de postos de trabalho

3 milhões de cooperativas

150 países contam com o apoio de cooperativas para crescer

US$ 2,1 trilhões de faturamento das 300 maiores coops do mundo

 

NO BRASIL

6.828 cooperativas

14,6 milhões de cooperados (36% são mulheres)

425,3 mil postos de trabalho

 

RECONHECIMENTO

De cada 10 brasileiros, quatro conhecem o cooperativismo

De cada 10 parlamentares do Congresso Nacional, 7,5 têm uma visão positiva do setor

 

IMPACTO NA ECONOMIA

- R$ 351,4 bilhões em ativos totais das cooperativas. Esse valor representa o conjunto de bens e de recursos administrados pelo cooperativismo, capazes — portanto — de gerar mais recursos para a nossa economia.

- R$ 259,9 bilhões em receita bruta acumulada pelas coops em 2018. Esse valor é superior ao PIB anual de 20 dos 26 estados brasileiros e, também, do DF.

- R$ 9 bilhões injetados pelas coops na economia, apenas com o pagamento de salários e outros benefícios destinados a colaboradores (em 2018).

- R$ 7 bilhões em tributos pagos, apenas no ano passado.

 

Mais informações - Para acessar estes e outros dados do cooperativismo brasileiro, clique aqui

(Informe OCB)

COPAGRIL: Certificação na IN 29 das unidades armazenadoras é renovada

 

As Unidades Armazenadoras de Cereais da Cooperativa Agroindustrial Copagril, de Guaíra e Entre Rios do Oeste, no Paraná, conquistaram a renovação da certificação de conformidade com a Instrução Normativa 29 (IN 29) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A notícia foi informada pelo auditor Vilson Kist, da WQS, durante reunião de conclusão da avaliação na quinta-feira (21/11), na sede administrativa da Copagril, em Marechal Cândido Rondon (PR).

 

Melhores práticas - O gerente da Assessoria Ambiental e Projetos da Copagril, Dimas José Detoni, explica que estar em conformidade com a Instrução Normativa significa adotar as melhores práticas no recebimento e armazenamento de cereais e de acordo com a legislação vigente. “As unidades de Entre Rios do Oeste e Guaíra passaram por avaliações do auditor externo habilitado, que verificou detalhadamente todos os aspectos que envolvem o processo de recebimento, beneficiamento e armazenagem de produtos agrícolas. O qual também conferiu as instalações, máquinas e equipamentos, documentos e registros, ou seja, aquilo que é padrão na Copagril quando se trata dos cuidados com os produtos agrícolas”, descreve.

 

Parabenização - O auditor Vilson parabeniza as lideranças e equipes pela limpeza, organização e as boas práticas no recebimento e manejo dos cereais nas unidades avaliadas. Conforme a gerente da Qualidade da Copagril, Nelsi Mittanck, a renovação da certificação e os apontamentos sobre organização e limpeza são pertinentes, visto que essas práticas estão incorporadas ao sistema de trabalho de todas as unidades, “já fazem parte do dia a dia das equipes, dentro dos vários programas de qualidade implementados pela Copagril”, destaca.

 

Favorável - “A Copagril possui mais unidades de Armazenamento de Cereais Certificadas, e o processo de renovação da certificação é realizado em intervalos de 5 anos, por isso desta vez foram duas e em outro momento teremos a avaliação das demais unidades, o que é altamente favorável para manter implementadas as melhores práticas no setor de produtos agrícolas”, explica Nelsi. (Imprensa Copagril)

 

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COPACOL: Fechada parceria com a Cerealista Rech no Sudoeste do PR

copacol 25 11 2019Com objetivo de atender a demanda crescente de grãos para as fábricas de rações e indústria de soja, a Copacol fez uma parceria com a Cerealista Rech, com sede no município de Pranchita, sudoeste do Paraná.

Outros municípios - Além do recebimento de soja, milho e trigo, a partir de 2020, a cooperativa vai atuar nos municípios de Pranchita, Pérola D’Oeste e Capanema, onde tem quatro unidades de comercialização de insumos agrícolas.

Aumento - Segundo o presidente da Copacol, Valter Pitol, a parceria vai possibilitar o aumento do recebimento de grãos da cooperativa, visando atender a demanda da produção de rações para as integrações de aves, peixes, suínos e leite, além de proporcionar aos agricultores daquela região novas oportunidades de negócios. (Imprensa Copacol)

 

PRIMATO: Novo supermercado será inaugurado quarta-feira, em Toledo

 

primato 25 11 2019Será realizada na quarta-feira (27/11) a inauguração da nova unidade do Primato Supermercado na avenida Parigot de Souza, no Jardim Santa Maria em Toledo (PR). A cerimônia de inauguração está marcada para às 8h30 nas novas e modernas instalações, quando acontecem as boas-vindas e o descerramento da faixa inaugural. 

 

Presenças - Clientes, cooperados, colaboradores, diretoria, conselho da Primato Cooperativa Agroindustrial estarão presentes, assim como a imprensa local e regional, além das autoridades convidadas.

 

Unidade - Segundo o presidente da Primato, Ilmo Werle Welter, a nova unidade do Primato Supermercado será uma das mais modernas em toda a região. “É com grande satisfação que iremos inaugurar a nova unidade do Primato Supermercado no Jardim Santa Maria. Estamos muito felizes porque este é um bairro onde estamos inserido desde o início desta década e agora com uma ampla e moderna instalação, Toledo ganha mais um empreendimento que vai impulsionar a economia local, geração de emprego e renda, além de uma opção em compras com a marca Primato”, disse.

 

Inauguração - “E para celebrar este momento especial para a Primato e também para os nossos clientes, convidamos à todos para que na próxima quarta-feira (27), às 8h30, venham participar do ato de inauguração do novo Supermercado e aproveitar as ofertas especiais de abertura”, enalteceu Ilmo que complementou, “nossos clientes irão se surpreender com a nossa nova unidade”.

 

Localização - A nova unidade do Primato Supermercado fica localizada na avenida Parigot de Souza, no Jardim Santa Maria em Toledo (PR). (Imprensa Primato)

SEGUROS UNIMED: Melhor empresa para trabalhar no Brasil no setor de serviços financeiros

 

seguros unimed 25 11 2019A Seguros Unimed foi reconhecida como a melhor empresa para se trabalhar, no segmento de Serviços Financeiros. O anúncio foi feito na última terça-feira (19/11), durante cerimônia da revista Você S/A, realizada em São Paulo. 

 

Ranking geral - A Seguradora também ocupa a 30ª posição no ranking geral da publicação “150 Melhores Empresas para Trabalhar”, subindo 103 colocações em um ano. Com um Índice de Qualidade no Ambiente de Trabalho (IQAT) de 87,2, a empresa cresceu mais de 14 pontos entre 2016 e 2019, além de apresentar evolução em todas as dimensões avaliadas. Esta é a sétima vez que a Seguros Unimed figura no ranking. 

 

Comprometimento diário - “Para nós, este reconhecimento é fruto do comprometimento diário de cada um dos nossos colaboradores que abraçam e disseminam os valores da nossa Companhia, sem medir esforços para garantir a melhor entrega e gerar resultados positivos. Nós seguimos mais fortes e convictos de que caminhamos para um futuro brilhante da Seguros Unimed, construído com base na confiança que inspiramos em nossos clientes, no cooperativismo que nos une e na inovação que nos move”, afirma o presidente da Seguros Unimed, Helton Freitas. 

 

Maiores crescimentos - Os maiores crescimentos registrados foram nos índices Carreira (com aumento de 7,9 pontos), Educação Corporativa (5,8), Reconhecimento e Recompensa (4,6) e Participação e Autonomia (4,2). Destaque também para Employer Branding – em que a Seguradora possui a maior nota, com 96,5 -, Sustentabilidade e Diversidade (95,2) e Estratégia e Objetivos (92,4). 

 

Ano 30 - Para a Seguros Unimed, 2019 é um ano especial e de celebração, por conta dos seus 30 anos de fundação. Sua jornada estratégica tem como base principal dois pilares: intercooperação e inovação. Na intercooperação está a capacidade de a Seguradora fazer negócios com foco no Sistema Unimed, nas cooperativas e nos Sistemas de Saúde. Já a inovação ganhou ainda mais força a partir de 2017, com um grande investimento em transformação digital. 

 

Novo posicionamento de marca - Também neste ano, a Seguradora lançou o novo posicionamento de marca: “Cuidar para transformar”, que demostra o propósito claro de cuidado e de transformação na vida dos seus clientes. 

 

Publicação - Com parceria técnica da Fundação Instituto de Administração (FIA), o ranking foi lançado em 1996 e alcançou, nesta edição, o número recorde de 500 companhias inscritas. No total, mais de 247 mil empregados avaliaram o seu ambiente de trabalho. Um time de jornalistas foi destacado pela revista para visitar cerca de 300 empresas finalistas, com a missão de ouvir os colaboradores e verificar in loco a implementação das práticas de gestão de pessoas. 

 

Sobre a Seguros Unimed - Cuidar para transformar. Essa é a nossa essência e o direcionamento que norteia os negócios da Seguros Unimed. Por sua origem no cooperativismo médico, a Seguradora tem como foco atender, além do Sistema Unimed, as demandas do segmento cooperativo e do setor de saúde. A Companhia foi fundada em 1989, tendo como missão inicial comercializar planos de previdência privada para os médicos cooperados ao Sistema Unimed em todo o país. 

 

Ampliação - Com o passar dos anos, ampliou os seus negócios e ganhou participação no mercado segurador brasileiro, atendendo a 6 milhões de clientes também nos segmentos de Saúde, Odontologia, Vida e Ramos Elementares - estes com ênfase nos seguros de Responsabilidade Civil Profissional. Atualmente, possui 1,3 mil colaboradores na Matriz e na Central de Relacionamento, situadas em São Paulo, além de 22 escritórios regionais. Com faturamento global de R$ 3,26 bilhões em 2018, a Seguros Unimed projeta crescimento acima de 14% para 2019 - e está entre as maiores e mais sólidas do mercado, segundo os rankings da imprensa de negócios. (Imprensa Seguros Unimed)

SICOOB ALIANÇA: Realizada festa em comemoração aos 15 anos da cooperativa

 

Para celebrar os 15 anos de existência do Sicoob Aliança, a cooperativa, com sede em Apucarana (PR), realizou um jantar beneficente no último dia 9, no Clube de campo Água Azul. Cumprindo o objetivo de desenvolver e apoiar as comunidades, toda renda arrecadada foi revertida para instituições carentes da cidade. 

 

Participação - Participaram do evento 360 pessoas, entre colaboradores, cooperados e representantes de instituições da cidade, como a Crediacil, além do prefeito, Sebastião Ferreira Martins Júnior. Além disso, a celebração contou com a participação de dirigentes de outras cooperativas do sistema, como Sicoob Horizonte, Sicoob Ouro Verde, Sicoob Médio Oeste e Sicoob Transamazônica. 

 

Carinho - Para o presidente do Sicoob Aliança, Osnei Simões Santos, a participação e envolvimento de associados e colaboradores demonstra o carinho de todos pela cooperativa. “Isso me deixa ainda mais orgulhoso e feliz por fazer parte do Sicoob e poder contribuir para a construção e desenvolvimento da nossa cooperativa e comunidade”, destaca.

 

Conquista - A conquista da instauração da cooperativa em Apucarana, em 2004, foi resultado da união de lideranças empresariais, apoiadas pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Apucarana (Acia), que também esteve presente no evento. “Tive uma grande surpresa ao receber pela cooperativa uma homenagem de Acia. Também fiquei igualmente honrado com a homenagem prestada pelo nosso time de colaboradores. Só tenho a agradecer”, ressalta o presidente.

 

Concretização - Para a colaboradora da Unidade Administrativa, Regiane Domingues, a comemoração dos 15 anos do Sicoob Aliança foi um momento para relembrar o início e o desenvolvimento da cooperativa. “A festa foi um ato de concretização da nossa felicidade em poder chegar aos 15 anos com sentimento de trabalho bem feito. O que fica é a vontade de continuar fazendo acontecer. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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SICOOB VALE SUL: Gerentes recebem prêmios por Destaque do Ano

 

Dois gerentes do Sicoob Vale Sul, cooperativa com sede em Francisco Beltrão (PR), foram reconhecidos e premiados pelo trabalho e desempenho no atendimento aos cooperados. Os eventos de premiação foram realizados no mês de outubro em duas cidades.

 

Quinta vez - Pela quinta vez, a gerente da agência de Dois Vizinhos (PR), Leila Grazieli Dalmagro, recebeu o prêmio dos Destaques do Ano na categoria Gerente de Cooperativa de Crédito. O evento, que aconteceu no Chaplin Centro de Eventos, em Dois Vizinhos, é realizado por meio de uma parceria entre o Jornal de Beltrão e o Lions Clube e reconhece os profissionais mais lembrados na cidade.

 

Gratificante - Para Leila, receber a premiação é gratificante, já que são sete agências na cidade e todos os profissionais têm experiência no ramo e relacionamento com a comunidade. “Acredito que isso se dá ao trabalho que realizamos na cidade, porque eu não ganho sozinha, a minha equipe também é responsável por esse reconhecimento. Farei o possível para receber novamente esse prêmio por muitos anos ainda”, afirma.

 

Rebouças - O outro colaborador da cooperativa a ser reconhecido pela atuação foi o gerente da agência de Rebouças (PR), Celio Roberto da Silva. Ele foi premiado como o gerente de Instituição Financeira mais lembrado pela Ângulo Pesquisas e Eventos, evento que consagra os vencedores do Prêmio de Qualidade Profissional e Empresarial de 2019, no município de Irati (PR). Na ocasião, foram premiados profissionais de Rebouças, Rio Azul e Pinaré.

 

Incentivo - O gerente disse ter ficado muito feliz por ser lembrado pela comunidade de Rebouças, principalmente entre as tantas instituições financeiras na cidade. Ele reforça ainda que é graças ao Sicoob que ele recebeu a premiação. “Estou na cooperativa há um ano e três meses oferecendo o melhor aos nossos cooperados, junto com a equipe competente que trabalha comigo. Esse é um incentivo para melhorar cada vez mais o nosso atendimento com a comunidade”, explica. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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GRÃOS: Safra do Paraná deve alcançar 23,4 milhões de toneladas

 

graos 25 11 2019A safra de grãos de verão do Paraná 2019/20 está praticamente toda plantada, impulsionada pela melhora climática ocorrida durante parte do mês de outubro e início de novembro. O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento estima que poderão ser colhidas até 23,4 milhões de toneladas, volume que, se concretizado, será 19% acima de igual período do ano anterior quando foram colhidos 19,7 milhões de toneladas.

 

Estiagem e calor - De acordo com o diretor em exercício do Deral, Marcelo Garrido, a estiagem e o calor, principalmente em setembro e outubro, podem provocar ainda algum impacto na produtividade. Mas isso não pode ser dimensionado agora, pois as lavouras ainda estão em início de desenvolvimento.

 

Soja - O plantio de soja ocupa 92% da área plantada em todo Estado, com 5,4 milhões de hectares. A área total plantada com grãos de verão no Paraná atinge 5,98 milhões de hectares. O clima melhorou e muitas lavouras se recuperaram do período de falta de chuvas e excesso de calor que impediu o plantio, principalmente no mês de setembro.

 

Oeste e Centro-Oeste - As regiões mais afetadas foram Oeste e Centro-Oeste. Garrido destaca que em pelo menos 20 dias de setembro houve interrupção do plantio por causa do clima e muitos casos de replantio quando retornaram as chuvas em outubro. Atualmente cerca de 96% da área está plantada.

 

Norte Pioneiro - No Norte Pioneiro e parte da região de Londrina o plantio de soja e o desenvolvimento inicial permaneceu mais afetado. “Não dá para dimensionar os impactos ainda. Mas esperamos redução na produtividade”, disse Garrido.

 

Previsão - A previsão para a safra de soja 19/20 está mantida em 19,8 milhões de toneladas, volume 23% maior que na safra passada, quando foram colhidas 16,1 milhões de toneladas. Do total plantado, 80% das lavouras estão em boas condições, 18% em condições médias e 2% em condições ruins.

 

Milho - A primeira safra de milho está totalmente plantada, ocupa uma área de 335 mil hectares - 7% a menos que na safra anterior. A estimativa de produção é de 3,1 milhões de toneladas, repetindo o volume da safra passada.

 

Boas condições - No geral, as lavouras estão em boas condições porque os impactos climáticos foram menores, informa o analista do milho do Deral Edmar Gervásio. Isso porque a maior parte do milho da primeira safra é plantada nas regiões de Curitiba, Ponta Grossa e Guarapuava, onde a falta de chuvas foi menos intensa.

 

Tecnologia - Segundo Gervásio, a primeira safra de milho é de alta produtividade porque os produtores utilizam muita tecnologia nas lavouras. Muitos chegam a colher até 14 mil quilos de milho por hectare. Na média do Estado, a safra de verão de milho rende 9.000 quilos de grão por hectare.

 

Segunda safra - Segundo o Deral, a segunda safra de milho plantada no Estado, conhecida como safrinha, pode ser plantada a partir de 1º de janeiro de 2020, conforme o zoneamento agrícola para o ano que vem, divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 

Feijão - O feijão das águas, como é conhecida a primeira safra de feijão do Paraná, está com o plantio praticamente concluído, ocupando 151,4 mil hectares, área 7% inferior em relação a igual período do ano passado.

 

Produção - A maior parte das lavouras (88%) também está em boas condições e o Deral estima uma produção de 304,6 mil toneladas - 23% acima da safra anterior. Se confirmado o aumento serão 57 mil toneladas a mais de feijão nessa safra, volume expressivo e que indica recuperação da produtividade de feijão.

 

Região Sul - Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Alberto Salvador, a exemplo do milho de primeira safra, 90% do plantio de feijão concentra-se na região Sul, que também enfrentou falta de chuvas, mas com menos intensidade. “O clima mais seco foi até bom para o feijão porque não houve incidência de doenças e de fungos e as lavouras estão em condições sanitárias muito boas”, disse o técnico.

 

Comparação - “Numa comparação com mesmo período do ano passado, as condições de plantio e desenvolvimento das plantas estão melhores este ano”, explicou Salvador. Segundo ele, atualmente cerca de 30% da safra está em floração, fase mais suscetível a temperaturas altas e baixas umidades. Mas o clima está ótimo para o desenvolvimento das plantas. Nas lavouras da região Norte, pode ser que haja algum impacto na produtividade já que as lavouras estão em situação mediana, informou Salvador.

 

Das lavouras de inverno - O trigo da safra 2019 está quase todo colhido, indicando um volume total de 2,1 milhões de toneladas, volume 24% menor do que na safra passada e 35% menor em relação ao potencial da cultura no Paraná.

 

Desenvolvimento vegetativo - As lavouras foram prejudicadas por uma geada severa que atingiu o início do desenvolvimento vegetativo em 6 de julho de 2019, evento seguido de falta de chuvas durante as fases de floração e frutificação, fases mais sensíveis da cultura. Com perda de produtividade, houve uma perda de 1,3 milhão de toneladas de trigo no Estado. As perdas mais intensas foram verificadas nas regiões Oeste e Centro-Oeste.

 

Alimentação animal - Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, grande parte do trigo colhida na região Oeste teve que ser direcionada para alimentação animal. Nas demais regiões, principalmente no Sul, o trigo colhido foi de boa qualidade.

 

Cevada - A colheita de cevada foi concluída, com um volume de 241,5 mil toneladas, volume 10% maior que na safra anterior. Mesmo assim, o volume esperado foi 12% menor que a estimativa inicial do Deral, disse o engenheiro agrônomo Rogério Nogueira. A safra de cevada é de ótima qualidade e 62% do volume já foi negociado para as indústrias de processamento do grão situadas entre Ponta Grossa e Guarapuava.

 

Mandioca - A mandioca é um produto importante da cesta básica, cujo plantio gera muitas oportunidades de trabalho no campo porque é pouco mecanizada, explica o economista do Deral, Methodio Groxko. Além disso, vem aumentando a demanda por seus subprodutos, porque atende ao apelo consumidor do momento que é produto sem glúten.

 

Concluído - O plantio da raiz está concluído, ocupando uma área de 139 mil hectares, 2% a mais que no ano passado. O plantio é concentrado nas regiões de Paranavaí, Umuarama, Campo Mourão e Toledo. Segundo Groxko, o desenvolvimento das lavouras está em bom estado, sem grandes problemas.

 

Recuperação - As lavouras também sofreram com a falta de chuvas em agosto, mas se recuperaram. A estimativa de produção aponta para um volume de 3,3 milhões de toneladas de raiz, 4% acima da anterior. (Agência de Notícias do Paraná)

FOCUS: Mercado eleva projeção de inflação e de crescimento econômico

focus 25 11 2019O mercado financeiro aumentou as projeções de crescimento da economia e da inflação este ano. A previsão de instituições financeiras para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 3,33% para 3,46%, no terceiro ajuste consecutivo.

Sem alterações - Para os anos seguintes não houve alterações: 3,60%, em 2020, 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022. As estimativas estão reunidas em pesquisa feita com instituições financeiras, elaborada semanalmente pelo Banco Central (BC). Os resultados são divulgados às segundas-feiras.

Abaixo do centro da meta - As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Taxa Selic - Com a previsão de inflação um pouco maior neste ano, o mercado financeiro voltou a esperar que a taxa básica de juros, a Selic, encerre 2020 em 4,5% ao ano. Na semana passada, a expectativa tinha caído para 4,25% ao ano. Atualmente, a Selic está em 5% ao ano. As instituições financeiras esperam que a Selic volte a cair 0,5 ponto percentual para 4,5% ao ano, em dezembro.

2021 e 2022 - Para 2021, a expectativa é que a taxa Selic termine o período em 6% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 6,50% ao ano.

Controle da inflação - A Selic é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Crescimento econômico - O mercado financeiro espera maior crescimento da economia neste ano e em 2020. A estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, subiu de 0,92% para 0,99% este ano. Para 2020, a projeção subiu de 2,17% para 2,20%. Já a expectativa para 2021 2022 permanece em 2,50%.

Dólar - A previsão para a cotação do dólar subiu de R$ 4 para R$ 4,10, no fim de 2019, e permanece em R$ 4 ao final de 2020. (Agência Brasil)

 

CAGED: Micro e pequenas empresas geraram mais de 73 mil empregos em outubro

 

caged 25 11 2019Em outubro, as micro e pequenas empresas do país abriram mais de 73 mil novos postos de trabalho, melhor resultado para o mês nos últimos cinco anos, segundo levantamento feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia.

 

Único segmento - De acordo com o Sebrae, os pequenos negócios foram o único segmento a gerar novos empregos com carteira assinada em outubro. As médias e grandes corporações (MGE), por sua vez, tiveram saldo negativo de 2.119 empregos. Na administração pública o saldo também foi negativo, com a dispensa de 427 trabalhadores.

 

Startup - Uma dessas empresas que abriu novas vagas em outubro foi a Biosolvit, uma startup da área de biotecnologia aplicada especialista em remediação ambiental. Em entrevista à Agência Brasil, o fundador da empresa, Guilhermo Pinheiro de Queiroz, contou que, no mês passado, sua empresa contratou mais três pessoas. Para o ano que vem, ele estima contratar mais 50 pessoas. No entanto, diz ele, o número poderia até ser maior, se o cenário econômico brasileiro fosse melhor. “O ambiente econômico está desfavorável para todos, inclusive para as startups. Se estivéssemos em um ambiente favorável, as startups estariam contratando muito mais. A questão é que as startups, por definição, já crescem mais do que o normal. Isso é uma premissa de um modelo inovador”, falou.

 

Vagas abertas - De janeiro a outubro foram abertas 752,4 mil vagas em todo o país, o que corresponde a dez vezes mais que o saldo de empregos gerados pelas médias e grandes empresas e 10,5% superior ao saldo registrado pelasno mesmo período do ano passado. A expectativa é de que esse ano sejam geradas mais vagas nas micro e pequenas empresas do que em 2018. “Nossas pesquisas mostram que o empresário de pequeno negócio está retomando a confiança e o otimismo com a economia e isso se reflete na contratação de empregos. A proximidade com o Natal também já começa a aquecer o surgimento de vagas, principalmente no comércio e nos serviços”, disse Carlos Melles, presidente do Sebrae.

 

Comércio - No mês passado, os pequenos empresários do ramo do comércio foram os líderes da geração de emprego, sendo responsáveis pela criação de 32,5 mil novas vagas, seguidos pelos empresários do setor de serviços, com a criação de 22,8 mil postos de trabalho. Já os negócios relacionados à construção civil e à indústria de transformação geraram, respectivamente, 10,9 mil e 10,5 mil empregados. No acumulado do ano, o setor de serviços responde pela abertura de 408,8 mil vagas, seguido pelo setor de construção, que criou 121,7 mil vagas no ano. (Agência Brasil)

IMPOSTO: Estados indicam resistência à proposta do governo para o IVA

 

imposto 25 11 2019Não é pacífico o entendimento que a proposta do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) em preparação no governo federal vá se acoplar perfeitamente à reforma tributária em análise na Câmara dos Deputados. “De antemão, temos preocupação com o risco de o imposto sobre o consumo da União avançar na base de Estados e municípios”, disse ao Valor o presidente do Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Rafael Fonteles.

 

Sem posição fechada - Ele ressalvou que não falou em nome do grupo, que ainda não tem uma posição fechada a respeito da proposta. No entanto, há clara diferença entre o que pretende o governo federal e a reforma tributária desenhada pelos Estados.

 

Apoio unânime - O Comsefaz elaborou uma proposta que tem apoio unânime das 27 unidades da Federação, fato inédito desde a promulgação da Constituição de 1988. Foi formatada como uma emenda e apresentada na Câmara e no Senado, onde estão em análise duas propostas distintas de reforma tributária, as PECs 45 (Câmara) e 110 (Senado).

 

Tratamento conjunto - No desenho feito pelos Estados, são tratados em conjunto todos os impostos que incidem sobre o consumo: a contribuição ao Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS), para formar o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

 

Governo federal - Já o governo federal propõe alterações só nos tributos de sua responsabilidade, e de forma fatiada: primeiro a fusão do PIS e da Cofins, depois a conversão do IPI em um Imposto Seletivo, depois a reforma do Imposto de Renda e finalmente a desoneração da folha. “Não dá para reformar os impostos sobre o consumo sem envolver todos eles”, afirmou Fonteles. “A preocupação é termos os Estados, os municípios e a União brigando pela mesma base de arrecadação.”

 

Questionamento - Na última quarta-feira (20/11), o secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, esteve na Câmara dos Deputados e foi bastante questionado sobre o fatiamento.

 

Resposta - Em resposta, explicou que o governo federal não quer interferir na regulação de tributos que não são de sua responsabilidade. E que a reforma dos impostos e contribuições federais será feita de forma harmônica com a dos Estados e municípios, em análise no Congresso. Ao final, as peças serão reunidas e a reforma ficará completa.

 

Cautela - Fonteles vê essa proposta com cautela quanto à sua efetividade. Ele acha que a União deveria tratar dos tributos de Estados e municípios em sua proposta e liderar o processo.

 

Posicionamento - Atualmente, a Câmara dos Deputados aguarda o posicionamento do governo federal para seguir com a análise da PEC 45. Enquanto isso, a área técnica do Legislativo trabalha nas propostas de lei que vão complementar a reforma, de modo que os deputados poderão analisar a reforma já sabendo como serão os detalhes de sua implementação.

 

Concordância - Fonteles concorda com a ideia de reduzir a tributação sobre o consumo e aumentar a cobrança sobre renda e patrimônio, informada por Tostes na reunião com os deputados. “Mas eventual alteração no cálculo do Imposto de Renda não pode significar a redução dos repasses do FPE”, disse, referindo-se ao Fundo de Participação dos Estados. Pelo contrário, as unidades da Federação lutam pelo aumento dos volumes do FPE e apresentaram uma PEC propondo essa modificação. Nos últimos 20 anos, disse o presidente do Comsefaz, os Estados viram sua participação na receita tributária encolher 5%. “Queremos recuperar essa participação”, afirmou.

 

Pacto Federativo - É por essa razão que os secretários estão analisando com muita cautela as propostas do Pacto Federativo. O governo federal propôs repassar R$ 400 bilhões de suas receitas com royalties de petróleo aos Estados e municípios, ao longo dos próximos 15 anos. 

 

Proibição - Por outro lado, quer proibir o Tesouro Nacional de socorrer unidades da Federação que estejam financeiramente quebradas, acabar com a disputa judicial em torno de mais repasses a Estados por perdas ocasionadas pela Lei Kandir, que desonerou as exportações de produtos básicos e semielaborados, e deixar de dar aval a operações de crédito que não sejam contratadas com organismos internacionais.

 

Impacto - É um pacote duro que impactará de forma diversa as unidades da Federação. Estados pouco endividados, por exemplo, podem se ressentir da restrição na tomada de novos empréstimos. Estados exportadores podem não querer abrir mão dos repasses da Lei Kandir. Além disso, ressaltou Fonteles, a receita do petróleo é incerta. Depende da situação do mercado internacional.

 

Cálculos - Cálculos sobre ganhos e perdas estão sendo feitos e o Comsefaz pretende tomar uma posição conjunta no próximo dia 12. A partir dela, serão elaboradas propostas de emenda a serem apresentadas ao Congresso Nacional. (Valor Econômico)

OMC: Governo muda planos para ter nova Lei de Informática

 

omc 25 11 2019O governo e a Câmara dos Deputados avançaram em um acordo e tentarão votar, nesta semana ou na próxima, uma reforma na Lei de Informática - necessária para atender às exigências da Organização Mundial do Comércio (OMC). O tempo está acabando: o Brasil precisa mudar o sistema de incentivos até a virada do ano para evitar retaliações comerciais da União Europeia e do Japão.

 

Mudança de estratégia - A estratégia política do governo Jair Bolsonaro mudou. Em vez de uma medida provisória, como vinha sendo cogitado, a preferência agora do Palácio do Planalto é aproveitar um projeto de lei de autoria do deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) e outros três parlamentares. O PL 4.805/19 já teve requerimento de urgência aprovado e pode ser votado diretamente em plenário.

 

Texto substitutivo - Segundo análise do Planalto, a versão atual do projeto não adequaria integralmente a Lei de Informática às exigências da OMC. Por isso, a ideia é apresentar um texto substitutivo finalizado pelo governo após meses de intensas discussões na Esplanada dos Ministérios. As divergências elevaram o risco de estouro do prazo fixado pelo xerife internacional do comércio, que condenou inicialmente o Brasil em 2016.

 

Cedeu - Na reta final dos debates do governo com os deputados e o setor, a equipe econômica cedeu em dois pontos. Primeiro: as empresas poderão ser contempladas com os benefícios da nova legislação mesmo declarando Imposto de Renda por lucro presumido. Originalmente, a ideia era limitar os incentivos a quem declara IRPJ pelo lucro real. Isso deixaria de fora de 60 a 70 companhias de pequeno e médio porte.

 

Incentivos - Segundo ponto: ao contrário do que chegou a cogitar o Ministério da Economia, os incentivos da Lei de Informática após sua reforma vão valer indistintamente para empresas que já gozam dos benefícios e para quem quiser aderir a esse regime tributário. A intenção inicial de auxiliares do ministro Paulo Guedes era fechar as portas para novos entrantes. No entanto, a jurisprudência dos tribunais superiores indica que essa diferenciação poderia não se sustentar.

 

Indefinição - Resta uma indefinição: hoje o incentivo fiscal, condenado pela OMC, é gerado quase que instantaneamente, com a emissão da nota fiscal pela empresa contemplada. Pelo projeto de lei, a empresa receberia um crédito tributário por investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, que seria usado para abater outros impostos devidos. A divergência é o período de apuração: mensal, como defendem as indústrias do setor e os deputados autores do projeto, ou anual, como pretende a Receita Federal.

 

Pagamento - Segundo o deputado Ubiratan Sanderson (PSL-RS), vice-líder do governo na Câmara, o Fisco quer garantir que os impostos foram realmente pagos antes de permitir o abatimento, por isso a apuração anual. “Tem que ser impostos líquidos e certos”, sustentou.

 

Único desentendimento - Esse seria agora o único desentendimento a travar a votação esta semana, mas a intenção é fechar um acordo em reunião amanhã entre representantes do governo, empresários e os deputados. “O governo não tem interesse em diminuir a indústria de tecnologia, que gera milhares de empregos, isso seria horrível.”

 

Expectativa - O deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), um dos autores do projeto, reforça a expectativa de selar um acordo que viabilize a aprovação do projeto esta semana, a tempo de enviá-lo para análise do Senado até o recesso, que começa em quatro semanas. O texto final, destacou, deve ser votado por acordo em plenário e sem emendas que aumentem o rombo nas contas governamentais. “Fizemos um pacto de que não haverá nenhuma mudança que cause prejuízo fiscal.”

 

Vigência - A Lei de Informática tem vigência até 2029 e concede incentivos para fabricantes de computadores, celulares, tablets e outros equipamentos de tecnologia. Hoje eles têm desconto de 80% no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) quando cumprem requisitos para fazer investimentos em pesquisa e desenvolvimento. A renúncia fiscal tem sido de R$ 6 bilhões anuais.

 

Vigência - Mesmo se o projeto for aprovado na Câmara e no Senado neste ano, a reforma na Lei da Informática não entrará em vigor no dia 1º de janeiro, como havia determinado a OMC. Tudo por causa do prazo de 90 dias (noventena) necessários para mudanças em questões tributárias. A convicção da diplomacia brasileira, porém, é que a UE e o Japão - responsáveis pelo processo em Genebra - não vão criar caso por um estouro tão pequeno e querem, acima de tudo, uma sinalização clara. (Valor Econômico)

INFRAESTRUTURA: Plano de estímulo à cabotagem deve ir ao Congresso este ano

infraestrutura 25 11 2019O projeto que vem sendo preparado pelo Ministério da Infraestrutura para estimular a navegação de cabotagem (entre os portos nacionais) no País deve ser enviado ao Congresso até o início de dezembro, segundo o ministro Tarcísio de Freitas. A pasta, porém, ainda não divulgou se será por meio de medida provisória ou projeto de lei em regime de urgência.

 

Abertura - O principal ponto da proposta é a abertura desse mercado a empresas estrangeiras. Segundo Freitas, em alguns pontos, a abertura deve ser feita de forma gradual. A princípio, deverá ser exigido que as empresas que queiram operar com navios estrangeiros no País tenham um “lastro” em embarcações brasileiras.

 

Porcentagem - De acordo com informações já divulgadas pela Infraestrutura, o grupo econômico precisaria operar com embarcações de bandeira brasileira para usar embarcação estrangeira sem suspensão da bandeira (ou seja, sem precisar se submeter às regras brasileiras), numa proporção de 50% do total da tonelagem (capacidade) das embarcações próprias. Mas essa porcentagem ainda pode ser alterada pelo ministério antes de o pacote ser divulgado oficialmente.

 

Divergências - Essa exigência já provocou divergências entre os ministérios da Infraestrutura e da Economia. Os membros da equipe do ministro Paulo Guedes, como mostrou reportagem do Estadão/Broadcast em setembro, defendem que as embarcações estrangeiras possam operar no Brasil sem a necessidade do lastro. A avaliação é que isso incentivaria a concorrência e poderia reduzir custos para as empresas.

 

Necessária - Já o Ministério da Infraestrutura entende que a exigência é necessária para resguardar o mercado brasileiro de flutuações internacionais, e, dessa forma, incentivar que empresas passem a optar pela cabotagem no transporte de seus produtos. Sem exigência de lastro, uma demanda mais aquecida em outros países poderia provocar uma falta de navios no Brasil.

 

Blindagem - “É uma maneira também de blindar nosso mercado de flutuações do mercado internacional. Porque, a partir do momento em que você abre completamente essa exigência, se um mercado fica mais interessante, pode ter deslocamento de todos os navios para atender um outro mercado”, disse Freitas.

 

Paulatinamente - Segundo ele, essa dispensa de lastro poderia ocorrer paulatinamente, ao longo de um determinado prazo. Mas, segundo apurou o Estadão/Broadcast, o ministério ainda não definiu se colocará uma regra de transição já na medida a ser lançada este ano.

 

Formato - Tarcísio explicou que o formato do pacote, se será por MP ou projeto de lei com urgência, será decidido segundo a orientação política dos presidentes da Câmara e do Senado. “Eu estava conversando com os presidentes das Casas sobre qual é o melhor formato, se solta MP ou PL com urgência. A gente vai adotar o caminho que seja melhor do ponto de vista de tramitação legislativa. Então, eu vou seguir nesse caso a orientação política dos presidentes das Casas”, disse.

 

Transporte - Segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), 162,9 milhões de toneladas foram transportadas em 2018 por meio da cabotagem, um aumento de 4,1% em relação a 2017. Parte desse aumento é atribuída à greve dos caminhoneiros, que fez com que as empresas buscassem mais alternativas de transporte para suas cargas. Atualmente, esse modal responde por 11% do mercado de transporte de cargas no País. (O Estado de S.Paulo)


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