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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4714 | 27 de Novembro de 2019

VISITA: Nigerianos querem estabelecer intercâmbio com a Ocepar para aprimorar o cooperativismo em seu país

Liderada pelo governador Ortom Samuel, uma delegação do governo do estado de Benue esteve em visita à Ocepar, em Curitiba, nesta quarta-feira (27/10), com o intuito de se informar sobre o sistema cooperativo paranaense e sondar a possibilidade de estabelecer parceria com a entidade na área de treinamento e capacitação de agricultores e cooperados daquele estado. Localizado no centro-leste da Nigéria, o estado é o maior produtor agrícola daquele país, por isso, veio em busca de tecnologia para elevar a produtividade e reduzir as perdas nas lavouras, agregação de valor à produção primária, bem como organizar cooperativas.

Intercâmbio - A comitiva, que foi recepcionada pelo superintendente da Fecoopar, Nelson Costa, tomou conhecimento da potencialidade do cooperativismo do Paraná por meio de explanação do analista da Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Maiko Zanella, o que reforçou o interesse dos visitantes em estabelecer intercâmbio técnico com a entidade paranaense. Costa revelou a disposição em atender à solicitação dos nigerianos, a partir da formalização da solicitação do governo de Benue e o estabelecimento de um cronograma, que poderia ter a participação do governo do Paraná e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Agenda - A comitiva nigeriana, depois da visita à Ocepar, ainda na parte da manhã, cumpriu agenda no BRDE. No período da tarde, os compromissos serão no Palácio Iguaçu e na prefeitura de Curitiba. A visita ao Brasil, iniciou-se por Santa Catarina, no último dia 23, com a missão de buscar transferência de tecnologias e negócios nas áreas de educação, saúde, inovação, energias renováveis, combustíveis alternativos, como o etanol, e gestão de resíduos sólidos, além do cooperativismo.

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COMUNICAÇÃO: 14º Prêmio Ocepar de Jornalismo será lançado no Workshop Jornalismo 4.0 e Marketing Digital

comunicacao destaque 27 11 2019A 14ª edição do Prêmio Ocepar de Jornalismo será lançada no dia 13 de dezembro, no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba, na abertura do Workshop Jornalismo 4.0 e Marketing Digital, promovido em parceria com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR), com apoio do Sicredi, Unimed Paraná e Saúde Debate. Na sequência, será realizado um painel sobre jornalismo especializado: saúde, economia e agronegócio, que terá a presença do presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken. Ele irá discorrer sobre os desafios e perspectivas do cooperativismo paranaense. Também está confirmada a presença da jornalista, escritora e um dos maiores nomes brasileiros na área de finanças pessoais e Bolsa de Valores, Mara Luquet.

Mais – O evento, cujo tema será “Produção de conteúdo relevante nesta nova era”, terá continuidade no dia 14 de dezembro, com as atividades conduzidas pelo jornalista e especialista em Marketing Digital, Almir Rizzato. Ele vai orientar os participantes sobre como fazer texto com técnicas de SEO e apresentar dicas para aumentar o alcance e o engajamento nas redes sociais. Também irá tratar sobre métricas e relatórios de redes sociais e como fazer publicações eficazes no Faceboobk e Instragram. Rizzato vai explicar ainda o que é tal de “Inbound Marketing” e mostrar ferramentas que vão facilitar o dia a dia dos jornalistas.

Informações e inscrições – Mais informações e inscrições com o Sindijor-PR (sindijor@sindijorpr.org.br / 41 3224 9296).

Clique aqui para conferir na íntegra a programação do evento

 

COAPROCOR: Cooperativa inaugura viveiro de mudas e indústria de suco para ampliar mercado

A Cooperativa Agroindustrial de Produtores de Corumbataí do Sul (Coaprocor) inaugurou, na tarde da última sexta-feira (22/11), em Corumbataí do Sul (PR), um viveiro com capacidade para até 530 mil mudas frutíferas e uma indústria de suco de uva com capacidade de produzir até seis mil litros/dia. Com os investimentos, a Coaprocor busca ampliar a sua produção alcançando novos mercados, gerando mais renda aos associados e empregos no município. O valor total dos dois investimentos é de cerca de R$ 952 mil. A solenidade de inauguração contou com a presença de autoridades municipais, estaduais e federais. O Sistema Ocepar foi representado pelos analistas do Sescoop/PR, Cristina Moreira e Emerson Barcik.

Parceria - O viveiro de produção de mudas frutíferas foi implantado em parceria entre a cooperativa, Governo do Estado e prefeitura da cidade. Para o investimento foram repassados à Coaprocor via governo estadual, a quantia de R$ 420 mil do Programa de Desenvolvimento Econômico e Territorial – Renda e Cidadania no Campo – (Prorural). Em contrapartida, a prefeitura cedeu o terreno para construção, uma casa para moradia e serviço de maquinário para terraplanagem no valor de R$ 100 mil, além de R$ 20 mil em contrapartida da cooperativa. Já para a construção da Fábrica de suco de uva, são R$ 320 mil do Prorural e mais R$ 100 mil de contrapartida da Coaprocor.

Engarrafamento - O presidente da cooperativa, Olavo Aparecido Luciano, informou que além de extrair o suco da fruta, a fábrica é estruturada também para fazer o engarrafamento da bebida. “É um momento muito importante para a cooperativa porque estamos ampliando nossa cadeia produtiva”, falou, ao observar que a Coaprocor faz também a comercialização de polpas de frutas e da fruta in natura. “É um passo importante para alcançarmos o mercado e absorver a produção dos cooperados”, ressaltou.

Viveiro - O viveiro tem uma estrutura com dimensões de 20m x 100m, totalizando 2000m², para a produção de mudas de morango, maracujá, abacaxi, goiaba, acerola, uva e amora preta. O investimento irá beneficiar os mais de 670 produtores associados da cooperativa, que abrange Corumbataí do Sul e toda Comcam (Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão), além de cidades das regiões do Vale do Ivaí e Paraná Centro. De acordo com o gerente administrativo da Coaprocor, Carlos Alves de Souza, 80% das mudas produzidas no viveiro serão de maracujá.

Cooperados - “O viveiro vai atender todos os nossos cooperados”, ressaltou ao comentar que o investimento faz parte do projeto de estruturação de fruticultura na região de abrangência da Coaprocor. Hoje, segundo ele, as mudas de frutas são oferecidas aos produtores pelos próprios municípios onde há a produção. “Com nosso viveiro vamos conseguir melhorar a tecnologia envolvida na produção e oferecer mais disponibilidade de frutas ao produtor, incentivando a produção e, também, a diversificação”, disse.

Fomento - Conforme Souza, o viveiro vai fomentar a cadeia produtiva do maracujá e outras frutas em toda a região. Atuando há 10 anos no mercado, a Coaprocor, já tem seu trabalho reconhecido no mercado. Seu carro chefe é o maracujá, a empresa comercializa a fruta in natura e também a polpa. As sementes são vendidas para a empresa Natura, para fabricação de cosméticos. Parte da produção é também entregue às escolas da região através de programas do Governo do Estado e uma grande quantidade é comercializada em todo o Paraná e outros estados, como São Paulo, por exemplo.

A cooperativa - Com mais de 670 cooperados, a cooperativa é atuante nos 25 municípios da Comcam; cidades do Vale do Ivaí e Paraná Centro, Prudentópolis, entre outras regiões. “A Coaprocor tem uma importância social e econômica muito grande nos municípios ondem atua”, falou o presidente da cooperativa. Ele comentou que a Coaprocor é uma sequência a Aprocor (Associação dos Produtores de Corumbataí do Sul) e que as duas atuam em conjunto. O prefeito de Corumbataí do Sul, Carlos Rosa Alves (PSD), destacou que o município foi parceiro nos dois projetos, reconhecendo a importância da cooperativa para a cidade. Ele frisou que os investimentos irão gerar mais renda e emprego à população, aumentando a capacidade de produção da Coaprocor para alcançar novos mercados. “Este viveiro será de suma importância aos nossos produtores que trabalham com fruticultura que poderão adquirir mudas de qualidade e procedência. Já a fábrica de suco de uva é mais um passo importante para a cooperativa que está ampliando a sua oferta de produtos. Só temos a agradecer a todos que acreditaram neste projeto”, falou o gestor. (Com informações e fotos do jornal Tribuna do Interior)

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UNIMED CASCAVEL: Espaço de atendimento assistencial é triplicado no novo Centro de Atenção à Saúde

 

A Unimed Cascavel inaugurou, no sábado (23/11), a nova estrutura do Centro de Atenção à Saúde (CAS). O prédio de 1.600 metros quadrados fica na esquina da Avenida Tancredo Neves com a Rua Vitória e tem três vezes o tamanho do espaço atual. “É uma área muito maior e mais confortável que mostra o quanto nós pensamos sempre em dar o melhor aos nossos pacientes. Trata-se de uma questão cada vez mais forte de humanização do atendimento, com a marca do Jeito de Cuidar Unimed,” disse Danilo Galletto, diretor-presidente da Unimed Cascavel.

 

Projetos - O novo CAS centralizará todos os projetos de Medicina Preventiva oferecidos pela cooperativa: 

• Programa de Gerenciamento de Crônicos

• Gerenciamento de Casos Complexos

• Serviço de Atenção Domiciliar

• Saúde Corporativa

• Idoso Bem Cuidado

• Projeto Cegonha

• Projeto Antitabagismo

• Núcleo de Obesidade

• Projeto Na Medida

• Projeto Abraçar (voltado a pacientes diagnosticados com Autismo)

• Rede de Cuidados Continuados (RCC)

 

Estrutura ambulatorial - “No novo CAS, teremos a estrutura ambulatorial para atendimento aos pacientes da Rede de Cuidados Continuados (RCC), realizado por equipes treinadas para lidar com as demandas físicas, psicossociais e espirituais de cada beneficiário diagnosticado com alguma doença incurável em conjunto com a família dele.  Já nas outras modalidades, hospitalar e domiciliar, nossas equipes irão se deslocar ao encontro do paciente, acompanhando desde o instante do diagnóstico, evolução dos tratamentos, avanço da doença, até a finitude da vida”, acrescenta o diretor-presidente da Unimed Cascavel.

 

Atendimento - A partir de janeiro de 2020, a nova estrutura atenderá mensamente cerca de 3.200 pacientes dos planos Personal e Personal Ambulatorial, além de participantes dos projetos preventivos em saúde.

 

Consultórios médicos - São 12 consultórios médicos e de Psicologia, Nutrição, Fisioterapia e Assistência Social, além de recepções, sala de triagem, espaço de farmácia, vacinação, inalação, aplicação de medicamentos imunobiológicos e uma sala de tratamento para pacientes que precisam receber medicamentos intravenosos. “Fiquei maravilhado e seguro de que os pacientes da Unimed Cascavel continuarão sendo bem tratados e bem conduzidos, ainda mais agora, com esta maior capacidade de atendimento. Isso é resultado de uma gestão coerente e bem alinhada e que atinge resultados de excelência para os beneficiários, para os colaboradores e para os cooperados”, avaliou Faustino Garcia Alferez, vice-presidente da Unimed Federação do Paraná.

 

Piso superior - No piso superior há espaço administrativo, área de reuniões, auditório, cozinhas e salas para oficinas de Medicina Preventiva, além de refeitório, vestiários e área de descanso para os colaboradores. 

 

Nome - A estrutura do novo CAS mantém o nome do médico Álvaro Rabelo, um dos primeiros clínicos gerais de Cascavel. Colegas de Medicina dizem que Rabelo exercia no dia a dia o Jeito de Cuidar Unimed, antes mesmo desse conceito ser criado. Álvaro Rabelo, falecido em 2015, foi representado pela viúva e pelo filho. “O tempo passa, mas eu ainda me sinto muito sensibilizada com a partida do Álvaro. Por isso é tão grande a emoção de vê-lo ser homenageado. Se ele estivesse entre nós, posso garantir o quanto ele estaria emocionado e feliz”, agradeceu Arlete Rabelo, viúva de Álvaro Rabelo. (Imprensa Unimed Cascavel)

 

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UNIMED LONDRINA: Segunda etapa da Campanha de Doação de Sangue será realizada na sexta-feira

unimed londrina 27 11 2019Já é tradição em novembro a Unimed Londrina mobilizar seus funcionários para participarem da segunda etapa da campanha de Doação de Sangue. A iniciativa será na sexta-feira (29/11), no Hemocentro do HU (Hospital Universitário) de Londrina (PR), em dois horários: às 14h e às 16h.

Incentivo - A gerente de Sustentabilidade, Fabianne Piojetti, conta que a cooperativa optou por organizar as duas etapas da campanha para incentivar que os colaboradores façam a doação duas vezes por ano. “A rotina é tão corrida que é comum a gente se esquecer de alguns afazeres. Então a campanha vem para estimular e relembrar esse gesto que é tão importante na vida de muitas pessoas”, explica a gerente.

Orientação - A orientação para uma nova doação de sangue é que as mulheres precisam esperar 5 meses e os homens, 4. “Então, os colaboradores que participaram na primeira etapa da campanha, em junho, estão aptos a doarem sangue nesse mês”, afirma.

A Campanha - A campanha de Doação de Sangue é realizada desde 2011 na Unimed Londrina. O Hemocentro do HU é parceiro da ação e, por isso, disponibiliza gratuitamente o transporte para a cooperativa. A data da segunda etapa foi escolhida em referência ao dia 25 de novembro, Dia Mundial do Doador de Sangue.

Vídeo - Neste ano, a Unimed Londrina lançou um vídeo com as informações básicas sobre como realizar uma doação. Assista no link https://www.youtube.com/watch?v=66BdzUiwn5o. (Imprensa Unimed Londrina)

 

SICOOB UNICOOB: Central visita maior empresa de desenvolvimento de software de gestão do país

sicoob unicoob 27 11 2019No último dia 25, o supervisor de TI, Marco Aurélio Saraiva, e o especialista de Gestão de Serviços, Gabriel Franco, estiveram na TOTVS, em Joinville (SC). A empresa é a maior organização de desenvolvimento de software de gestão do país e a dona da ferramenta Fluig, utilizada pela Central.

 

Simplicidade e eficiência - Com a solução, é possível automatizar e otimizar os workflows. Isso garante mais simplicidade e eficiência em todas as operações necessárias aos fluxos de trabalho e permite a integração dos processos em uma única ferramenta, otimizando as atividades operacionais e dando mais subsídios para as atividades táticas e estratégicas.

 

Atividades - Durante a visita, os colaboradores da Central conheceram a empresa e o supervisor de TI realizou uma palestra em que apresentou o Sicoob e a forma como o Fluig é utilizado nos processos da Central, principalmente no CSC. “Era para ser somente uma visita técnica, mas a equipe da TOTVS quis conhecer um pouco sobre o Sicoob. Para mim, falar sobre essa instituição, contar nossa história e nossos desafios é uma honra. Muitos não conheciam o cooperativismo de crédito e acredito que saíram impactados positivamente”, afirma Marco. (Imprensa Sicoob Unicoob)

SICOOB ARENITO: Clínicas Financeiras ofertam atendimento gratuito em Altônia (PR)

 

sicoob arenito 27 11 2019No último dia 23, o Sicoob Arenito promoveu Clínicas Financeiras na cidade de Altônia (PR). A ação, realizada em parceria com o Instituto Sicoob, ofereceu atendimento individualizado e gratuito para a comunidade.

 

Esclarecimento - A ação, que aconteceu na Av. Sete de Setembro, teve como objetivo esclarecer dúvidas sobre organização do orçamento familiar, como lidar com as dívidas e evitá-las, investimentos e outros assuntos voltados à educação financeira. Ao todo cerca de 50 pessoas foram atendidas.

 

Convite - Para convidar a população a participar, o grupo circense Sou Arte, de Campo Mourão (PR), esteve presente divulgando o evento, assim como o Sicoob Móvel.

 

Informação - O assistente de Marketing, Anderson Melo, já havia participado da ação em Maringá (PR) e segundo ele, assim como na cidade canção, o objetivo foi levar informações sobre o controle financeiro pessoal, familiar e profissional para a comunidade. “As consultorias abordam assuntos que muitas vezes deixamos passar despercebidos no dia a dia e que podem fazer a diferença na hora de poupar ou investir”, afirma. (Imprensa Sicoob Unicoob)

COPAGRIL: Cooperativa é destaque em rankings nacionais

 

copagril 27 11 2019A Cooperativa Agroindustrial Copagril figura nos principais rankings de avaliação das empresas brasileiras. A cooperativa figura entre os classificados da 8ª edição do Anuário Época Negócios 360° - que elegeu os melhores do Brasil, e também na classificação do Grupo Amanhã, que apontou as 500 Maiores do Sul e 100 maiores do Paraná, que avaliaram, respectivamente, as melhores da região Sul do Brasil e do Paraná.

 

Posição - Para a classificação paranaense, a Copagril conquistou a 37ª posição e entre as maiores do Sul, está em 89ª colocada. A classificação é indicada pela combinação de patrimônio líquido, receita bruta e lucro do exercício, por meio de um estudo realizado pela parceria entre revista Amanhã e PwC.

 

Dimensões - No ranking 360° a pontuação é obtida em seis dimensões - desempenho financeiro, governança corporativa, inovação, pessoas, sustentabilidade e visão de futuro – avaliadas pela Fundação Dom Cabral. A Copagril ficou na posição 316 a nível de Brasil. (Imprensa Copagril)

BOM JESUS: Projeto Escola No Campo 2019 finaliza com premiação aos alunos

 

No dia 13 de novembro, na Lapa (PR), aconteceu o encerramento do Projeto Escola no Campo 2019, na Cooperativa Bom Jesus. Cerca de 50 pessoas participaram do encerramento entre alunos, professoras e colaboradores da Cooperativa. Estiveram presentes no evento Luiz Roberto Baggio, Diretor Presidente da Bom Jesus, e Marcelo Luis Kosinski, Diretor Secretario.

 

Atrações - O dia do encerramento foi recheado de atrações para as crianças, com tour na unidade do Boqueirão para conhecer toda a área de recepção e armazenagem de cereais e visita no centro histórico da cidade da Lapa. Durante a tarde foi realizada a solenidade de entrega dos certificados do Projeto e a premiação aos alunos que participaram do concurso cultural.

 

Papel fundamental - O projeto tem papel fundamental como projeto social na comunidade. Para a professora do 5 º ano, Karina Moresche, “juntos aos nossos alunos desenvolvemos durante o ano o Projeto Escola no Campo. Quero agradecer a equipe da Cooperativa Bom Jesus, aos colaboradores, aos familiares e a todos da nossa comunidade escolar, que juntos conseguimos unir forças e realizar o projeto”, afirma a professora.  

 

Oportunidade - Já para a professora do 4 º ano, Vera Lúcia, o modo que foi desempenhado na escola oportunizou uma maneira diferenciada de ensinar as crianças. “O projeto foi trabalhado tanto em sala de aula como na prática, com o uso do material, o qual tem diversos temas de muita importância para o aprendizado dos nossos alunos, o qual também foi textualizado o conhecimento de sala de aula com aquilo que eles vivenciam nas suas casas diariamente. Agradecemos intensamente a parceria com a Cooperativa Bom Jesus”, diz Vera. 

 

Agricultura e pecuária - O material utilizado pelos alunos é voltado a agricultura e pecuária, assim sendo mais próximo da realidade das crianças.

 

Conscientização - A Cooperativa Bom Jesus, junto com a Syngenta e a Fundação Abrinq, busca conscientizar as futuras gerações com educação, a fim de promover agricultura sustentável e orgulho de participar do agronegócio brasileiro. (Imprensa Bom Jesus)

 

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CAPAL/CERAL: Palestra “Pra Valer” será apresentada na próxima semana

 

capal ceral 27 11 2019Que tal passar momentos de inspiração e ajudar crianças e adolescentes? No dia 3 de dezembro será possível fazer as duas ações ao assistir à palestra “Pra Valer”, ministrada por Maurício Louzada, em Arapoti (PR), e com a realização das cooperativas Capal e Ceral. A expectativa é ter um público de 500 pessoas, que poderão acompanhar o evento trocando cada ingresso por um litro de leite longa vida. As entradas devem ser retiradas antecipadamente.

 

Apresentação dinâmica - Em dias em que as palavras “ética” e “responsabilidade” são mais citadas no cotidiano das pessoas, Louzada – um dos palestrantes mais famosos do Brasil – fará uma apresentação dinâmica, inspirada em uma história real vivida pelo palestrante em 1998. Naquele ano, ele e mais quatro amigos ficaram perdidos por 44 horas em uma das maiores cavernas do Brasil.

 

Fatos - Louzada narra os fatos ocorridos e traz conceitos aplicáveis na vida de qualquer indivíduo, principalmente na superação de desafios.

 

Ingressos - Os ingressos poderão ser retirados antecipadamente na loja Ceral, na loja agropecuária Capal e no posto de combustível Capal. As arrecadações serão doadas para o Programa de Assistência à Criança e Adolescente de Arapoti (Pacaa).

 

Apoio - O evento tem o apoio da Faculdades FatiFajar e da rádio Jovem Pan FM Arapoti.

 

Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3 mil associados, distribuídos em 14 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 70% das operações da cooperativa, produzindo mais de 640 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho, café e trigo. A área agrícola assistida ultrapassa os 140 mil hectares. O volume de leite negociado mensalmente é de 9 milhões de litros, proveniente de 360 produtores com uma média de produção de 2,5 mil litros por dia. Além disso, a cooperativa comercializa mais de 27 mil toneladas de suínos vivos. (Imprensa Capal)

 

SERVIÇO

Palestra “Pra Valer”, com Maurício Louzada

Data: 3 de dezembro (terça-feira), às 19h30

Local: Salão Padre José Pytel, Praça Romana Duarte, Centro, Arapoti

Entrada: 1 litro de leite longa vida (trocado por ingressos antecipadamente)

ECONOMIA I: Governo reduz para R$ 1.031 estimativa de salário mínimo para 2020

 

economia I 27 11 2019O salário mínimo para o próximo ano ficará em R$ 1.031, anunciou no fim da tarde desta terça-feira (26/11) o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. O valor representa redução de R$ 8 em relação ao projeto de lei do Orçamento Geral da União do próximo ano, que previa mínimo de R$ 1.039 para o próximo ano. 

 

Mensagem - O novo valor do mínimo consta de mensagem modificativa do Orçamento de 2020 enviada hoje (26/11) pelo governo ao Congresso Nacional. Segundo Rodrigues, a queda da projeção se justifica pela redução das estimativas da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para o próximo ano. 

 

Redução - A mensagem modificativa reduziu para 3,5% a estimativa para o INPC em 2020, meio ponto percentual a menos que a projeção de 4% que constava no projeto de lei do Orçamento. A previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como índice oficial de inflação, caiu de 3,9% para 3,5%. 

 

Crescimento - A estimativa de crescimento para a economia, em contrapartida, aumentou de 2,17% para 2,32%. A estimativa para a cotação média do dólar no próximo ano aumentou de R$ 3,80 para R$ 4. 

 

Decisão - Ao anunciar a revisão das estimativas, Rodrigues destacou que a nova política para o salário mínimo só será decidida nas próximas semanas pelo presidente Jair Bolsonaro. O secretário de Fazenda, no entanto, diz que o valor servirá de referência para o Palácio do Planalto. (Agência Brasil)

ECONOMIA II: Mudanças no Orçamento de 2020 abrem quase R$ 7 bi no teto de gastos

 

economia II 27 11 2019As mudanças no Orçamento de 2020 abrirão espaço de R$ 6,969 bilhões no teto de gastos para o próximo ano. A liberação do espaço consta da mensagem modificativa do projeto de Orçamento que tramita no Congresso Nacional.

 

Folga - Segundo o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, a nova folga no teto de gastos significa que o governo poderá gastar mais no próximo ano caso consiga obter receitas extraordinárias. Ele citou como possível fonte de arrecadação extra os leilões dos campos de Atapu e Sépia, na área do pré-sal, que poderão render até R$ 24,4 bilhões líquidos ao Tesouro.

 

Espaço - A revisão para baixo de gastos obrigatórios abriu espaço para o teto de gastos. Além disso, o governo reduziu as despesas discricionárias (não obrigatórias) de seis ministérios e da Presidência da República, explicou Rodrigues.

 

FGTS - Entre os gastos obrigatórios, o fim da multa de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o empregador, anunciado pelo secretário no mês passado, abriu espaço de R$ 5,6 bilhões no Orçamento. A redução da estimativa de salário mínimo para R$ 1.031 diminuiu em R$ 1,4 bilhão a estimativa de gastos com a Previdência Social no próximo ano. Isso porque cerca de 80% dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) são de um salário mínimo.

 

Pessoal - O governo também revisou para baixo o orçamento de pessoal em R$ 8,43 bilhões, por causa de mudanças na política de contratação de professores substitutos em universidades federais, do fim do impacto de reajustes parcelados concedidos em 2016 e de reduções de estimativas com o pagamento de servidores de ex-territórios federais e com o passivo de estatais.

 

Gastos que subiram - A queda nas despesas obrigatórias foi compensada pela alta de R$ 3,3 bilhões na estimativa de abono salarial. Segundo o secretário de Orçamento Federal, George Soares, a mudança foi necessária porque, em outubro, o Senado derrubou o artigo da reforma da Previdência que limitava o pagamento do abono a trabalhadores com carteira assinada que ganham 1,2 salário mínimo. Enviado ao Congresso no fim de agosto, o projeto de lei do Orçamento considerava o texto aprovado na Câmara, que previa a restrição ao abono salarial.

 

Ministérios - Paralelamente, a equipe econômica teve de incluir nos gastos obrigatórios R$ 7,5 bilhões de investimentos dos Ministérios da Defesa (R$ 4,1 bilhões); da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (R$ 3,1 bilhões) e da Agência Nacional de Águas (R$ 200 milhões). Durante a tramitação do Orçamento, o Congresso aprovou emenda que proíbe o contingenciamento (bloqueio) de investimentos nesses órgãos, tornando essas despesas obrigatórias.

 

Menos verbas - Parte desses R$ 7,5 bilhões foi obtida com a revisão para baixo das despesas obrigatórias. No entanto, o governo teve de reduzir R$ 5,4 bilhões de gastos discricionários de seis ministérios e da Presidência da República.

 

Mais afetada - A pasta mais afetada será a Defesa, com redução de R$ 2,4 bilhões na verba de custeio, seguida pelos Ministérios de Infraestrutura (R$ 950 milhões), Justiça e Segurança Pública (R$ 850 milhões), Educação (R$ 600 milhões), Economia (R$ 430 milhões) e Minas e Energia (R$ 61 milhões). A Presidência da República também terá o orçamento para despesas discricionárias cortado em R$ 270 milhões.

 

Receitas líquidas - A mensagem modificativa reduziu a estimativa de receitas líquidas em R$ 7,1 bilhões. Os principais motivos foram a extinção do seguro DPVAT, que retirou R$ 1 bilhão do Orçamento de 2020, as desonerações do Contrato Verde e Amarelo, que terão impacto de R$ 2 bilhões na arrecadação da Previdência Social, e a revisão de R$ 7,8 bilhões para R$ 6,5 bilhões na estimativa de pagamento de dividendos de estatais ao Tesouro Nacional.

 

Regra de ouro - A estimativa de rombo na regra de ouro foi diminuída de R$ 367 bilhões para R$ 361 bilhões. No entanto, o resultado negativo efetivo pode cair para cerca de R$ 160 bilhões com devoluções de títulos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro e com o recebimento de parte dos lucros do Banco Central em 2018 e 2019.

 

Autorização - Instituída pelo Artigo 167 da Constituição, a regra de ouro determina que o governo precisa de autorização do Congresso para emitir títulos públicos que financiem gastos correntes, como Previdência Social, gastos com pessoal e Bolsa Família. (Agência Brasil)

INFRAESTRUTURA: Estado e União avançam no processo de concessão de rodovias

 

O Governo do Paraná e o governo federal deram mais um importante passo no processo de concessão de rodovias em todo Estado. Nesta terça-feira (26/11), o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou o decreto que cria o Grupo Técnico de Acompanhamento e Apoio Conjunto – GTAAC-Paraná que, em conjunto com o GTAAC-Brasília, vai acompanhar o processo de estruturação de concessão de parte da malha rodoviária do Paraná e também monitorar os convênios de delegação atualmente vigentes.

 

Primeiro encontro - No mesmo dia, na sede do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR), técnicos do governo estadual e governo federal realizaram o primeiro encontro do Roadshow que percorrerá o Estado para apresentar o cronograma de atividades do processo de concessão. “Estamos trabalhando desde fevereiro neste processo de concessão. Queremos defender os interesses da população e fazer um leilão o mais transparente possível, na Bolsa de Valores de São Paulo”, afirmou Ratinho Junior.

 

Leilão - Com o leilão, previsto para ocorrer até 2021, serão licitados pelo Governo Federal 4,1 mil quilômetros de estradas estaduais e federais. Atualmente são 2,5 mil quilômetros administrados pela iniciativa privada, cujos contratos terminam em dois anos.

 

Componentes - Integram o GTAAC-Paraná o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR), Fernando Furiatti; Guilherme Luiz Conte, coordenador do DER-PR; e Rejane Karam, Diretora de Regulação Econômica Financeira da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados (Agepar).

 

Modelagem - Na primeira reunião para apresentação do cronograma de atividades, o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, explicou que o objetivo dos grupos de trabalho do Governo do Estado e da União é garantir uma modelagem moderna de concessão. 

 

Proposta - “O que estamos propondo no lote de concessões do Paraná, que é o maior do Brasil, é uma modelagem com menores tarifas, que garanta valor justo para os usuários e investimentos importantes”, destacou.

 

Modelagem híbrida - A proposta é utilizar uma modelagem híbrida, que prevê a menor tarifa com a maior outorga, para evitar que empresas aventureiras se ancorem no preço da tarifa e não consigam cumprir o que está previsto na licitação. Também está previsto um modelo em que o usuário que utiliza mais as rodovias pague tarifas menores, o chamado Desconto ao Usuário Frequente (DUF).

 

Modelo - Marcelo da Costa Vieira, secretário nacional de Transporte Terrestre do Ministério da Infraestrutura, ressaltou que o modelo de concessão que está sendo desenhado no Paraná servirá como modelo para o País. “É um projeto prioritário para o governo federal, o Ministério da Infraestrutura tem colocado todos os esforços para incluir o que tiver de melhor na sua elaboração. É um projeto pioneiro”, disse ele.

 

Cronograma de atividades - A Empresa de Planejamento e Logística S.A (EPL), contratada pela União para fazer os estudos de viabilidade para a concessão à iniciativa privada, faz um Roadshow no Paraná até a quinta-feira (28). O objetivo é apresentar o cronograma das atividades previstas no Acordo de Parceria com o governo estadual.

 

Etapas - A empresa apresenta as etapas que estão em andamento, assim como os próximos passos a serem tomados para que a estruturação dos projetos seja concluída em julho de 2020. Serão visitadas estradas entre Curitiba, Maringá, Ponta Grossa e Londrina. Nessas cidades, estão previstas reuniões técnicas para apresentar o detalhamento do projeto.

 

Participação - A primeira reunião, teve a participação de representantes da iniciativa privada e de entidades de classe, como as federações da Indústria (Fiep) e da Agricultura (Faep), da Ocepar, do Instituto de Engenharia do Paraná, do Crea-PR e da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar).

 

Interior - “Vamos participar de reuniões em algumas cidades do Interior do Estado para apresentar a concessão, como ela está sendo estruturada e qual a participação e responsabilidade do Governo Estadual e do Governo Federal”, disse Marcelo da Costa Vieira, do Ministério da Infraestrutura.

 

Cronograma - Pelo cronograma da EPL, o estudo de modelagem técnica, econômico-financeira e jurídica está previsto para ser concluído em julho de 2020. Ele vai concentrar todas as informações previstas para a licitação, incluindo formas de cobranças, projetos prioritários e valores previstos de tarifas.

 

Audiências públicas - Após essa etapa, serão feitas audiências públicas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres. Na sequência, é feita uma análise pelo Tribunal de Contas da União, para então ser feita a licitação. A previsão é que esse processo termine no segundo semestre de 2021.

 

Pesquisas de interação - A Corporação Financeira Internacional (IFC, da sigla inglês), instituição ligada ao Banco Mundial, está trabalhando junto com a EPL para fazer pesquisas de interação com os usuários e os estudos quantitativos nas rodovias.

 

Período - As pesquisas de Origem e Destino já estão sendo realizadas e terminam em 13 de dezembro. Ela é feita em 77 pontos, com a abordagem dos usuários. Também está em processo a pesquisa de Preferência Declarada, para identificar quais as preferências e prioridades do usuário com relação ao projeto, como obras, tempo de deslocamento e valores de pedágio.

 

Estudos - Além destas duas pesquisas, estão previstos, ainda, estudos sobre a tipologia e contagem de veículos que trafegam nas estradas estaduais, além do cadastro de todos os ativos rodoviários, como bueiros, pontes e sinalização.

 

Trechos - O novo programa de concessões rodoviárias passará a funcionar seguindo a lógica dos pedágios federais que já funcionam no Estado, unindo corredores em formato de mosaico. Entre as ligações, destaque para o elo Guaíra-União da Vitória e o reforço na ligação com São Paulo pelo Norte Pioneiro.

 

Outros pontos - Outros pontos importantes da lista de concessões são as modernizações da PR-323, entre Maringá e Guaíra, uma demanda antiga do setor produtivo do Estado; e da PR-280, que corta o Sudoeste e é uma ligação muito usada no transporte entre o Brasil e a Argentina.

 

Contratos - Os contratos com as atuais concessionárias foram assinados em 1997 e se encerram em 2021. O polígono geométrico interliga Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Cascavel, Foz do Iguaçu, Campo Mourão, Maringá, Paranavaí, Londrina e Paranaguá. (Agência de Notícias do Paraná)

 

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CÂMBIO: BC faz dois leilões e não segura dólar, que vai a R$ 4,24

 

A turbulência no mercado de câmbio ganhou novas proporções nesta terça-feira (26/11). O dólar ultrapassou as máximas históricas - chegou a ser negociado a R$ 4,277 no pico – e acabou por contaminar os negócios em outros segmentos do mercado. Influenciada por declarações dadas na véspera pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, a moeda americana retomou uma firme escalada logo nos primeiros minutos do pregão e nem as duas intervenções diretas promovidas pelo Banco Central no mercado foram capazes de inverter a direção do câmbio.

 

Fim da sessão - No fim da sessão, o dólar comercial era cotado a R$ 4,2394, alta de 0,63%. É uma nova máxima histórica desde o Plano Real. As atuações do BC afastaram a cotação das máximas do dia, mas não evitaram a nova alta. No mês, a moeda americana acumula forte valorização de 5,7% diante do real. A pressão intensa no câmbio trouxe incerteza ao investidor e acabou afetando o Ibovespa, que encerrou em queda de 1,26%, a 107.059 pontos. No mês, o índice acionário virou para o vermelho, com queda acumulada de 0,15%. No mercado de juros, por sua vez, os investidores reagiram zerando as apostas de um corte da taxa Selic para além daquele programado para dezembro.

 

Movimento  atípico - Após o fechamento dos mercados, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que foi observado um “movimento atípico no câmbio” e, por isso, a autoridade monetária optou pelas intervenções. Ele completou que, se o mesmo movimento for observado hoje, a intervenção será novamente colocada em prática. “Nós entendemos que era um momento onde o câmbio não estava funcional e fizemos duas intervenções, exatamente na linha do que tenho dito”, disse em evento em Brasília. “Se amanhã [hoje] entendermos que, de novo, existe movimento disfuncional, vamos voltar a fazer intervenção.” O presidente do BC afirmou ainda que “as intervenções não fazem com que o movimento de longo prazo seja revertido”, mas apenas “atenuam” o movimento.

 

Reforço - Apesar do salto do dólar ter sido relacionado aos comentários de Guedes, profissionais de mercado consultados pelo Valor avaliam que o ministro apenas ajudou a reforçar um “caldo especulativo” que já estava sendo alimentado por fatores anteriores, como o fluxo cambial negativo no ano, a frustração com o leilão de excedentes da cessão onerosa, dados piores da conta corrente e as convulsões políticas e sociais na América do Sul.

 

Comentário - Na noite da segunda-feira (25/11), em Washington, Guedes comentou que a taxa de câmbio mais elevada no país é consequência do novo regime fiscal e disse estar confortável com essa situação. “Quando você tem política fiscal mais forte e juro mais baixo, o câmbio de equilíbrio é mais alto”, observou o ministro.

 

Problema de comunicação - O problema de comunicação das autoridades com relação à política cambial foi destacado por profissionais de mercado. Na visão de um deles, tanto Guedes como o presidente do Banco Central estariam sendo “liberais demais” sobre o tema. “O câmbio também traz alguma indicação de confiança. Essa mensagem do BC de ‘deixar o dólar ir embora’, em meio a todo esse movimento de fluxo, tira a vontade do investidor de ficar vendida no câmbio”, diz esse interlocutor. “O dólar sair de R$ 3,70 em agosto para R$ 4,20 em poucos meses é uma depreciação colossal. 

 

Postergação - Quem tem investimentos para fazer no Brasil posterga porque não sabe onde vai parar essa brincadeira.” Os problemas notados não se restringem a declarações oficiais, mas também a detalhes como a divulgação da revisão dos dados das contas externas, que trouxeram piora significativa nos números de conta corrente e do investimento externo. Ontem, houve críticas sobre a forma como o BC publicou as informações, sem uma apresentação ou um funcionário destacado para tirar as dúvidas do mercado.

 

Ruído - Mesmo as declarações de Guedes, embora não tenham trazido nada de novo sobre o tema, ajudaram a criar ruído após o ministro reclamar que os comentários haviam sido feitos “em off” e representavam apenas a sua visão na pessoa física, não como ministro. “A entrada do BC foi mais para não dar um gás ainda maior para um movimento especulativo por conta da fala do ministro. É parte do mandato da autoridade preservar o valor da moeda e conter excessos de mercado”, diz uma fonte de tesouraria.

 

Pressão - A perspectiva é que o câmbio fique pressionado no curto prazo, diz Dan Kawa, diretor de investimentos da Tag. “Quanto às perspectivas, concordo com Guedes: o câmbio está se ajustando para um novo patamar de equilíbrio”, diz. “Não sei se é R$ 4,00 a R$ 4,20 ou R$ 4,20 a R$ 4,40. Só saberemos com o tempo”, afirma.

 

Ajuste - Um diretor de tesouraria de um terceiro banco comenta que a alta do dólar também tem sido ajudada pelo forte ajuste na curva de juros. “O mercado estava todo na mesma ponta, apostando em mais cortes da Selic, mas agora precisou reduzir fortemente em alguns vértices mais curtos. Como há menor liquidez nesse mercado, alguns acabam se protegendo no dólar.”

 

Instabilidade - A disparada da moeda americana reforça o sentimento de instabilidade e inibe, assim, o interesse na tomada de risco também na bolsa. Além disso, depois que o BC interviu duas vezes no mercado, há casas que se desfazem de posições em ações para aproveitar e demandar mais moeda. O crescimento econômico é, na visão de analistas, o que poderia garantir a entrada de recursos estrangeiros e, consequentemente, estabilizar o mercado - tanto de ações, quanto cambial.

 

Dever de casa - “As declarações do Guedes contaminam a leitura do investidor. Como eu inverto esse ciclo do dólar? Atraindo capital. E, para isso, tem que continuar com discursos assertivos na agenda de crescimento”, diz Fernando Barroso, diretor da asset da CM Capital Markets. “A grande verdade é que o dever de casa do Brasil não está feito, ele só começou.” 

 

Arrefecimento - Sobre a situação do mercado nos próximos dias, um dos profissionais ouvidos acredita que o movimento de especulação deve arrefecer, principalmente depois da segunda intervenção do BC, que demonstra um intenção mais resoluta em conter essa corrida. “Agora, o fato de que o BC tenha precisado entrar duas vezes no mercado e mesmo assim ele caminhar para encerrar em alta arranha ainda mais a imagem da instituição.” (Valor Econômico)

 

cambio 27 11 2019

PESQUISA: Manejo integrado de pragas é tema de Webinar da Embrapa Soja

 

pesquisa 27 11 2019A Embrapa Soja promove nesta quinta-feira (28/11), entre 14h e 15h, um webinar gratuito sobre manejo integrado de pragas com foco em lagartas na cultura da soja, apresentado pelo pesquisador Adeney de Freitas Bueno, em mais uma edição da Série Webinar, apresentações técnicas transmitidas pelo canal da Embrapa Soja no Youtube, o Radar da Tecnologia. 

 

Ameaça - As lagartas estão entre as principais pragas que ameaçam a produção de soja.  De acordo com Bueno, a falsa-medideira e a lagarta da soja, por exemplo, podem ser manejadas com o uso de cultivares de soja Bt, mas a spodoptera e a helicoverpa ainda precisam do uso de inseticidas. “Manejar essas pragas com um uso racional de inseticidas é possível e traz economias para o bolso do sojicultor, além de grandes vantagens a médio e longo prazo ao meio ambiente, deixando a produção de soja mais sustentável”, destaca Bueno. 

 

Abordagem - O webinar irá abordar alguns aspectos sobre o manejo de lagartas e as novidades de pesquisa relacionada ao assunto. Um dos destaques é que a apresentação tem 20 minutos e depois o pesquisador responde a todas as dúvidas dos participantes ao vivo. As perguntas são enviadas via chat e respondidas na sequência da apresentação.

 

Inscrições - As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo Sympla. < https://www.sympla.com.br/webinar---manejo-integrado-de-lagartas-na-cultura-da-soja__724323>. (Assessoria de Imprensa da Embrapa Soja)

PROAGRO: Comissão vai julgar 576 recursos de produtores rurais

 

proagro 27 11 2019A Comissão Especial de Recursos (CER) do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) irá analisar 576 processos até o fim do ano. Neste mês e em dezembro, estão agendadas três reuniões. A comissão analisa recursos apresentados por produtores rurais que tiveram pedidos de indenizações do Proagro negados ou glosados parcialmente pelas instituições financeiras.  

 

Sessão - Nos dias 20 e 21 de novembro, foi realizada, em Brasília, a 2ª sessão de 2019, da 1ª turma de julgamento regional da CER. Foram julgados 136 recursos de produtores das regiões Centro-oeste, Sudeste, Norte e Nordeste, dos quais 99 foram acolhidos e 37 foram negados. Participaram da sessão representantes dos seguintes órgãos: Banco Central, Febraban, CNA, Contag, Banco do Brasil, Embrapa, Ministério da Economia e Mapa.

 

Principal motivo - O principal motivo de indeferimento dos recursos foi a emissão de notas fiscais em nome de terceiros. Nesses casos, o produtor rural precisa ficar atento no momento de aquisição de insumos, pois a nota fiscal precisa ser emitida em nome do beneficiário do Proagro.

 

Quarta turma - Nos dias 27 e 28 de novembro, está programada a 2ª sessão de julgamento da 4ª turma, sediada em Porto Alegre. Serão levados a julgamento 210 recursos de produtores do Rio Grande do Sul. Nos dias 11, 12 e 13 de dezembro, deve ocorrer a 6ª sessão de julgamento da 5ª turma, sediada em Curitiba, com julgamento de 330 recursos de produtores de Santa Catarina e do Paraná.

 

Força-tarefa - Na avaliação do diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola, os encontros mais frequentes da comissão este ano fazem parte de uma força-tarefa, criada em março de 2019, para dar vazão aos recursos acumulados. Todo ano são recebidos de 2 a 3 mil processos.

 

Digitalização - “Estamos digitalizando todas as fases da CER-Proagro para que, em meados de 2020, todos os processos estejam com tratamento simplificado, digitalizado e eletrônico, desde a entrada dos documentos do produtor na instituição financeira para a CER, a análise, as defesas técnicas e o julgamento dos processos, até a informação ao produtor, que poderá acompanhar o status do processo até o julgamento final. Isso vai trazer maior eficiência e agilidade na divulgação dos processos”, disse.

 

Análises dos processos - Quanto às análises dos processos, o diretor explicou que há um projeto-piloto para que os servidores atuem por teletrabalho. “A expectativa é de aumentar o número de processos analisados e julgados com maior qualidade, segurança e transparência, entregando aos produtores o resultado do julgamento no menor tempo possível”, acrescentou.

 

O que é o Proagro? - O Proagro atende aos pequenos e médios produtores que têm a colheita ou o rebanho prejudicados por fenômenos naturais, como enchentes ou secas, pragas e doenças. Esses produtores ficam desobrigados de liquidar as operações de crédito rural para custeio, na forma estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

 

Processo de comunicação - Ao ter um processo de comunicação de perdas indeferido nas instituições financeiras, o produtor tem direito a recorrer administrativamente, o que é analisado e julgado pela CER-Proagro. “Toda vez que um produtor não receber a indenização ou não estiver satisfeito com o valor recebido pelo Proagro, pode recorrer à CER, que faz uma nova análise. Aí, serão consideradas as circunstâncias apontadas, caso estiverem dentro das normas que regem o programa”, explica o presidente da 5ª turma regional de julgamento da CER, Erni Cristiano Germendorff.

 

Análise - O colegiado da comissão faz a análise pontual de cada caso com base em documentos, como notas fiscais, análises técnicas e laudos periciais, e julga administrativamente a divergência entre o produtor e o banco. Após análise, os recursos serão julgados e o resultado publicado na Seção 1 do Diário Oficial da União (DOU). (Mapa)

VITICULTURA: Programa inédito vai revitalizar a produção de uvas no Paraná

 

O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou, nesta terça-feira (26/11), no Palácio Iguaçu, o programa Revitis, destinado a estimular a produção de uvas no Paraná. Iniciativa inédita no Estado, o programa está apoiado em quatro eixos: incentivo para a produção, reorganização da comercialização, desenvolvimento do turismo e apoio à agroindústria.

 

Parceria - O programa é uma parceria entre o Governo do Estado (por meio da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento), suas autarquias, as universidades e a iniciativa privada, e prevê a autossuficiência da cadeia como resposta à falta de parreiras para atender a demanda da indústria local.

 

Emprego e renda - O governador afirmou que o estímulo à produção de uva com qualidade vai gerar emprego e renda, principalmente diante de um contexto de 85% de propriedades ainda dedicadas à agricultura mais enxuta no Estado. “A ideia é fortalecer a produção de uva, suco e vinho. O Paraná foi um grande produtor no passado e ao longo do tempo diminuímos a produção. Queremos retomar essa cadeia com muita força e com planejamento integrado”, afirmou Ratinho Junior. “Queremos disputar em grau de igualdade com o Rio Grande do Sul e consolidar nossos vinhos em todo o mundo”.

 

Integração - O Revitis vai integrar os atores da cadeia produtiva da uva, capacitar produtores e reestruturar a rede estadual da pesquisa para a viticultura, além da promover o turismo relacionado à cultura da uva e derivados. Haverá linhas de financiamento e acompanhamento técnico. A viticultura e a vitivinicultura (produção para vinhos) têm potencial de aumentar o leque de alternativas para a geração de renda nas pequenas propriedades rurais, porque conseguem gerar mais oportunidades de emprego do que culturas extensivas.

 

Falta - No Paraná, falta uva para atender o aumento da demanda para a indústria instalada, cuja capacidade de processamento cresce todos os anos. Os produtores estaduais importam mais de 90% das uvas de mesa que utiliza para fazer sucos e vinhos coloniais e cerca de 84% das uvas para vinhos finos.

 

Reverter - O Revitis, afirmou o governador, visa reverter esse modelo comercial desequilibrado. “Temos qualidade e sabemos o que queremos entregar, mas faltava organizar esse ecossistema”, disse. “Nossos técnicos vão ajudar os produtores a especificar as variedades genéticas para eles produzirem mais e com mais qualidade em todas as regiões. Queremos fazer do Paraná um Estado agroindustrial, capaz de tirar do campo e processar com valor agregado”.

 

Substituição tributária - O programa se soma à retirada do vinho do regime de substituição tributária no começo de novembro, o que já apresenta redução do preço de venda para o consumidor final.

 

Ações do programa - O Revitis será gerido em parceria pela Secretaria da Agricultura e Abastecimento, Emater, Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Associação de Vitivinicultores do Paraná (Vinopar), Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Assembleia Legislativa e secretarias da Fazenda, do Planejamento e Projetos Estruturantes e do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo.

 

Câmara técnica - Ele prevê a criação de uma câmara técnica setorial de viticultura, que será responsável por deliberar sobre as políticas públicas de integração, agroindústria, turismo e relação com os produtores, e tem como um dos principais objetivos ampliar a participação de viticultores iniciantes no processo produtivo.

 

Fortalecimento - “Temos conhecimento, clima, solo e produtores. Por que não espelhar o Chile, a Argentina, a França, a Itália, a Espanha e o vale dos vinhedos gaúcho? É um programa que tem a ousadia de fortalecer uma cadeia inteira, gerando oportunidades no campo e na indústria”, disse Norberto Ortigara, secretário da Agricultura e do Abastecimento.

 

Ganhos - “Vamos aportar recursos, integrar a cadeia, treinar técnicos e agricultores, financiar ideias, rever tributos e participar do esforço do turismo”, complementou o secretário. Ele destacou que um hectare de uva gera um emprego no Paraná, em média, e dois ou três empregos na cadeia produtiva. “Ampliar um pouco essa margem trará muitos ganhos ao Estado, além de possibilitar ao pequeno agricultor multiplicar seu retorno financeiro em até cinco vezes”.

 

Genética e crédito - O programa prevê, ainda, um viveiro de mudas que será montado pelo Iapar para colocar material genético de procedência à disposição dos agricultores e linhas de crédito da Fomento Paraná e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). “O sistema paranaense de fomento vai lançar linhas para toda essa cadeia de uvas, seja para os agricultores, as cooperativas ou os comerciantes. Os juros serão subsidiados, logo, os valores serão mais baixos do que os bancos comerciais”, afirmou Heraldo Neves, diretor-presidente da Fomento Paraná.

 

Sucos e vinhos - A Associação de Vitivinicultores do Paraná (Vinopar) estima que a manipulação industrial tem potencial de crescimento de 57% para a fabricação de sucos e vinhos coloniais e de 342% para vinhos finos em cinco anos. “Vamos resgatar a viticultura estadual. Temos total condição de voltar a fazer do Paraná um grande produtor de uvas. O Rio Grande do Sul emprega 20 mil famílias, com média de dois hectares cada. Se a gente alcançar esse patamar no Paraná, os produtores terão renda extra de R$ 60 mil ao ano. Isso ajudará os agricultores a ficarem no campo”, afirmou Giorgeo Zanlorenzi, presidente da Vinopar.

 

Planejamento - Esse planejamento abrange ampliar a área plantada para mais de 6.000 hectares, alcançando, pelo menos, patamar de 2010 da produção. Atualmente são 3.666 hectares de área plantada – 2.049 hectares com uva de mesa e 1.617 hectares com uva rústica, para fabricação de sucos e vinhos. O Estado perdeu dez mil postos de trabalho nos últimos dez anos.

 

Cultivo comercial - Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, o cultivo de uva para fins comerciais está presente em 138 municípios paranaenses, com volume de produção de 65 mil toneladas da fruta, entre uva de mesa e uva rústica. Em 2018, o faturamento bruto dos produtores girou em torno de R$ 254 milhões. A fruticultura como um todo representa 2% do faturamento rural do Paraná (R$ 1,7 bilhão por ano).

 

Cadeia produtiva - “Envolvemos todos os elos da cadeia produtiva, da produção à comercialização, para aumentar o sucesso da atividade. A atividade caiu nos últimos anos, mas tem potencial de revitalização”, destacou Alessandra Maria Detoni, pesquisadora do Iapar, que participou da construção do programa. “Formamos uma rede de pesquisa em viticultura. Vamos solucionar os problemas do campo com a introdução de novos cultivares e manejo fitossanitário adequado e subsidiar o trabalho técnico dos agricultores”.

 

Presenças - Estiveram presentes no lançamento do programa os secretários João Carlos Ortega, do Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, e Beto Preto, da Saúde; o presidente da Paraná Turismo, João Jacob Mehl; o diretor-presidente do Instituto de Terras, Cartografia e Geologia do Paraná (ITCG), Mozarte de Quadros; o diretor-presidente da Emater, Natalino Avance de Souza; o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins; os deputados estaduais Jonas Guimarães, Marcel Micheletto, Hussein Bakri (líder do Governo), Dr. Batista, Delegado Fernando, Evandro Araújo, Wilmar Reichembarch, Emerson Bacil, Luiz Claudio Romanelli, Luiz Fernando Guerra, Nelson Luersen e Cobra Repórter; a deputada federal Luiza Canziani; prefeitos, vereadores e produtores de diversas cidades do Paraná, além de representantes do G7 – que reúne entidades dos principais setores da economia do Estado.

 

Retomada - O Revitis tem como embasamento técnico estudos recentes da Embrapa Uva e Vinho, de Bento Gonçalves (RS), que incluíram o Paraná como local de clima indicado para a viticultura.

 

Características - A partir da classificação climática, as características dos planaltos de Curitiba e de Guarapuava foram consideradas semelhantes aos da Serra Gaúcha e da Serra do Sudeste, também no Rio Grande do Sul, onde a produção já se consolidou e obteve reconhecimento internacional.

 

Clima - Essas regiões no Paraná com características de clima úmido, temperado quente e com noites amenas guardam semelhanças com regiões produtoras do Uruguai, Espanha (Galícia) e Itália (regiões de Modena e do Vêneto).

 

Baixo IDH - Uma das ideias é estimular a produção de uvas em áreas de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e que sejam declivosas. São áreas da região Centro-Sul de baixa exploração e que podem se tornar rentáveis e produtivas com pequenas áreas plantadas.

 

Outras regiões - Outras regiões no Estado como o Sudoeste, o Norte e o Oeste também apresentam características climáticas ideais para produção de uva de mesa, suco e vinho - Marialva, responsável por mais de 40% da produção estadual, é uma das cidades produtoras mais conhecidas.

 

Impulso - O Revitis ainda vai ajudar a impulsionar as atividades de diversas vinícolas já instaladas em Araucária, São José dos Pinhais, Campo Largo, Colombo e Piraquara.

 

Desde a colonização - O cultivo de uva e produção de vinho estão presentes no Estado desde o período da colonização por imigrantes europeus italianos e alemães, no início do século 20. A atividade se concentrou na Região Metropolitana de Curitiba até a década de 60, com grandes vinícolas economicamente competitivas, mas houve queda da produção a partir dos anos 70.

 

Motivos - Entre os motivos desse hiato produtivo estão pragas que causaram quedas acentuadas de produtividade e, em muitos casos, perdas totais nos parreirais; e valorização do mercado imobiliário no entorno da Capital, o que deixou os terrenos muito caros para viticultura. Também houve o fechamento de uma unidade de pesquisa, deixando o setor carente de tecnologia.

 

Novos parreirais - Com o apoio da assistência técnica rural do setor público e do desenvolvimento da pesquisa no Estado, novos parreirais destinados a uva de mesa, suco e vinho foram instalados em outras regiões do Paraná nas décadas de 70, 80 e 90.

 

Indicação geográfica - Marialva, cidade do Noroeste do Paraná, é a maior produtora de uva do Estado, responsável por mais de 40% do total produzido. De acordo com a Associação Norte-Noroeste Paranaense dos Fruticultores (Anfrut), são pelo menos 700 produtores e 570 hectares de parreiras que cultivam as variedades Brasil, Benitaka, Rubi, Itália, Núbia e Vitória.

 

Perfil - O perfil do solo, as condições climáticas e as técnicas de plantio dos produtores possibilitam produção perene durante todo o ano, características que foram essenciais para garantir a Indicação Geográfica da fruta.

 

História - A história do município com as uvas começou na década de 1960, com os descendentes japoneses da região. Com o tempo, as terras vermelhas começaram a ficar invalidadas pelas monoculturas mecanizadas, por isso houve grande incentivo para que a uva ganhasse mais espaço. Atualmente cerca de 5,5 mil pessoas trabalham diretamente no cultivo, com outros 7,5 mil empregos indiretos.

 

Produtos certificados - O Paraná está entre os estados com o maior número de produtos certificados ou em processo de certificação de Indicação Geográfica, atrás apenas de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Os chamados produtos de origem são aqueles com característica diferenciada por serem produzidos em uma região ou território específicos. A uva fina de mesa de Marialva é um deles.

 

Início - No Paraná, o processo de certificação iniciou com o Sebrae-PR, que fez um diagnóstico em 2013 para identificar potenciais produtos que pudessem ser reconhecidos por sua origem, e passou a orientar as indicações. Órgãos da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, como a Emater e a Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), dão apoio e assistência técnica aos produtores.

 

Outros - Além da uva fina de mesa de Marialva, já receberam a certificação do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o café do Norte Pioneiro, a erva-mate de São Mateus do Sul, o mel de Ortigueira e do Oeste do Paraná, a goiaba de Carlópolis, e os queijos da Colônia Witmarsum, em Palmeira. (Agência de Notícias do Paraná)

 

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MAPA: Vespa que ataca percevejo da soja e novo defensivo para combater pulgão têm registro publicado

mapa 27 11 2019Um defensivo agrícola biológico à base da vespa Telenomus podisi poderá ser usado na agricultura brasileira para combater o percevejo marrom, uma importante praga da cultura de soja. O registro do produto foi publicado nesta quarta-feira (27/11), no Diário Oficial da União.

Praga - “Atualmente, o percevejo marrom é uma praga de grande importância na cultura da soja, que só contava com opções químicas para o seu controle. Esta vespa parasita ovos do percevejo marrom favorecendo uma diminuição populacional da praga e aumentando o número de inimigos naturais no campo”, explica o coordenador de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Carlos Venâncio.

Pulgão - Outro novo defensivo aprovado é um produto de baixa toxicidade formulado à base de óleo de casca de laranja, que poderá ser usado para combater o pulgão em pequenas culturas como alface, agrião, brócolis, couve, couve-flor, espinafre, repolho e rúcula.

Genéricos - Além desses dois produtos novos, o ato nº 82, do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária, traz o registro de 55 produtos genéricos, ou seja, com base em ingredientes ativos que já estavam presentes em outros produtos existentes no mercado. O objetivo da aprovação de produtos genéricos é aumentar a concorrência no mercado e diminuir o preço dos defensivos, o que faz cair o custo de produção.

Biológicos e orgânicos - Entre os defensivos genéricos que tiveram o registro publicado nesta quarta-feira, 12 são produtos biológicos ou orgânicos, que podem ser usados tanto na agricultura orgânica quanto na tradicional.

Genéricos - Pela legislação brasileira, quando é expirado o período de patente, outras empresas podem registrar produtos à base de uma substância que antes tinha o seu fornecimento monopolizado. Os produtos equivalentes são similares a produtos de referência que foram registrados no passado, de uso seguro e comprovado não apenas pelos estudos apresentados aos órgãos envolvidos, como pela comprovação empírica de anos de utilização.

Novas fábricas autorizadas - “As aprovações de novos produtos técnicos equivalentes significam que novas fábricas estão autorizadas a fornecer ingredientes ativos para fabricação dos produtos formulados que já estão registrados, possibilitando um aumento na concorrência no fornecimento industrial destas substâncias”, explica Venâncio.

Quebra de monopólio - Os genéricos constituem importante política para a quebra dos monopólios e oligopólios no mercado de determinados ingredientes ativos. Uma dinâmica que beneficia a livre concorrência e a competitividade da agricultura nacional.

Registros - Nos últimos anos, diversas medidas desburocratizantes foram adotadas para que a fila de registros de defensivos ande mais rápido no Brasil. O objetivo é aprovar novas moléculas, menos tóxicas e mais ambientalmente corretas, e assim substituir os produtos antigos, além da liberação de produtos genéricos.

Reorganização - Tanto no Ministério da Agricultura, como no Ibama, e na Anvisa, os setores responsáveis pela análise de registros de defensivos foram reorganizados e tiveram servidores realocados, o que ocasionou um aumento de produtividade e o registro de produtos menos tóxicos. (Mapa)

 

ABIMAQ: Vendas de máquinas e equipamentos mantêm estabilidade em outubro

 

abimaq 27 11 2019Em outubro, as vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos mantiveram-se estáveis na comparação com o mês anterior (0%), mas cresceram 1,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, informou nesta terça-feira (26/11) a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

 

Mercado interno - Segundo a Abimaq, o melhor desempenho das vendas deve-se às vendas no mercado interno. As vendas para o mercado externo tiveram retração, com desempenho negativo de 11% em comparação a setembro e de -21,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. A Abimaq atribuiu o resultado à desaceleração da atividade produtiva em diversos parceiros comerciais.

 

Importações - Já a importação cresceu 31,9% na comparação mensal e 39,7% em relação ao mesmo mês de 2018.

 

Empregos - Quanto aos empregos, houve crescimento de 1,2% no mês passado na comparação anual e queda de 0,4% em relação a setembro. “Em outubro, os números [do setor] vieram bons, [foram] até melhores do que as expectativas. Normalmente outubro é um mês em que há desaceleração na atividade”, disse a gerente do Departamento de Economia, Estatística e Competitividade da Abimaq, Maria Cristina Zanella.

 

Desaceleração tão forte - Ela acrescentou que não se esperava uma desaceleração tão forte no mercado internacional e que isso fosse refletir nos dados de exportação. "As exportações do setor representam cerca de 40%. Com uma queda forte, da ordem de quase 10%, isso comprometeu bastante o nosso resultado e, por isso, as expectativas [anteriores] não se concretizaram.”

 

Expectativa - O setor prevê encerrar o ano com crescimento de 1,6%. Para o ano que vem, o crescimento previsto é em torno de 3,2%. (Agência Brasil)

FPA: Sérgio Souza é reeleito vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária

fpa 27 11 2019O deputado federal Sérgio Souza (MDB-PR) foi reconduzido, nesta terça-feira (26/11), à vice-presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O colegiado, que conta com 247 deputados e 38 senadores, trabalha pelo fortalecimento do agronegócio brasileiro e em defesa do produtor rural, seja ele grande, médio ou pequeno.

No cargo - Filho de produtores rurais, Sérgio Souza já exerce o cargo de vice-presidente da FPA e com a mudança no Estatuto da Entidade, restabelecendo o mandato de dois anos, realizou-se eleição para o cumprimento de mais um ano. O presidente Alceu Moreira (MDB-RS) também teve seu mandato prolongado até o fim de 2020.

Necessário - Para Sérgio Souza, defender o mundo agro é cada vez mais necessário, uma vez que praticamente 40% do PIB brasileiro gira em torno desta cadeira econômica. “Somos uma potência na produção de alimentos e precisamos expandir nossos mercados no exterior. O produtor rural brasileiro não perde em nada para nenhum de outra parte do planeta. E nós, da Frente Parlamentar da Agropecuária, temos o dever de continuar este trabalho”, afirmou.

Frente Parlamentar da Agropecuária - Fundada em 1995, membros do Congresso Nacional fundaram a Frente Parlamentar da Agricultura que, em 2002, passou a ser chamar Frente Parlamentar de Apoio à Agropecuária. Apenas em 2008, para se adequar às regras de regulamentação da Câmara dos Deputados, o colegiado foi denominado como Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Foco - O principal foco da FPA é estimular a ampliação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agro nacional. Em seu leque de prioridades estão a modernização da legislação trabalhista, fundiária e tributária. Em 2019, a FPA teve papel fundamental na aprovação da Reforma da Previdência, garantindo os direitos dos trabalhadores rurais às regras de aposentadoria.

Atuante - Nos últimos anos, a FPA tem sido considerada a Frente de maior atuação dentro do Congresso Nacional. Além disso, é tida com alto poder de influência em debates e articulação dentro e fora do Poder Legislativo. (Assessoria do deputado federal Sérgio Souza)

 

LEGISLATIVO: Câmara aprova MP que cria o programa Médicos pelo Brasil

 

legislativo 27 11 2019O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (26/11), a Medida Provisória 890/19, que cria o programa Médicos pelo Brasil para substituir o Mais Médicos, em vigor desde 2013, com o objetivo de ampliar a oferta de serviços médicos em locais afastados ou com população de alta vulnerabilidade. A matéria perde a vigência na quinta-feira (28/11) e deve ser votada ainda pelo Senado.

 

Novidade - A principal novidade do projeto de lei de conversão do senador Confúcio Moura (MDB-RO) é a reincorporação ao programa dos médicos cubanos por mais dois anos. Poderão pedir a reincorporação aqueles que estavam em atuação no Brasil no dia 13 de novembro de 2018 e tenham permanecido no País após o rompimento do acordo entre Cuba e a Organização Pan-Americana da Saúde, que intermediou a vinda dos cubanos para o Brasil.

 

Condição - Outra condição é que o profissional tenha permanecido no território nacional até a data de publicação da MP 890/19 (1º de agosto), na condição de naturalizado, residente ou com pedido de refúgio.

 

Revalida - Após um acordo entre as lideranças no Plenário, foi retirado do texto o trecho que regulamentava o Revalida, um exame nacional de revalidação de diplomas de Medicina expedidos no exterior. Atualmente, o assunto é regulado por portaria.

 

Senado - O assunto foi aprovado no Projeto de Lei 4067/15, do Senado, cuja votação ocorreu logo antes da MP.

 

Controle estadual - Um destaque do DEM, aprovado por 295 votos a 82, retirou do texto dispositivo que permitia aos estados, individualmente ou por consórcio, executarem diretamente o programa.

 

Gratificação - Entretanto, ao rejeitarem destaque do PSL por 197 votos a 168, os deputados mantiveram no texto o aumento de gratificação para servidores médicos da carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho.

 

Aumento - O aumento será de cerca de R$ 1,5 mil (11,8%) e é equivalente à gratificação de valor maior paga a profissionais não médicos dessa carreira.

 

Locais vulneráveis - Segundo o texto, enquadram-se na condição de locais com dificuldade para se manter médicos os municípios com pouca população, baixa densidade demográfica e grande distância de centros urbanos. Os municípios que satisfazem esses parâmetros serão definidos pelo Ministério da Saúde com dados do IBGE.

 

Outros - Também são considerados locais de difícil provimento de médicos os distritos sanitários especiais indígenas e comunidades ribeirinhas. O texto de Confúcio Moura inclui nesse grupo os quilombolas e as localidades atendidas por unidades fluviais de saúde.

 

Alta - Já os locais de vulnerabilidade alta são as cidades com grande proporção de pessoas cadastradas nas equipes de saúde da família e que recebam benefícios do Bolsa Família, de prestação continuada (BPC) ou benefícios previdenciários de até dois salários mínimos.

 

Residência médica - Para o médico que for aprovado no curso de formação em medicina de família no âmbito do programa, o texto permite a redução de um ano do programa de residência em clínica médica no qual o profissional venha a ingressar futuramente.

 

Compatíveis - Entretanto, as atividades desenvolvidas ao longo do curso de formação devem ser compatíveis com os requisitos mínimos do componente ambulatorial do programa de residência médica.

 

Adaptação - Da mesma forma, o médico poderá contar com adaptação para o cumprimento dos requisitos mínimos do componente hospitalar da residência médica.

 

Agência - Uma das diferenças em relação ao Mais Médicos é que o novo programa será conduzido por uma agência a ser criada pelo Poder Executivo. A Agência para o Desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde (Adaps) funcionará na forma de serviço social autônomo, com personalidade jurídica de direito privado sem fins lucrativos.

 

Atividades - A Adaps poderá desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão na área médica e executará o programa, contratando os médicos, realizando convênios com órgãos e entidades públicas e privadas e promovendo o desenvolvimento e a incorporação de tecnologias assistenciais e de gestão.

 

Processo seletivo - A agência poderá contratar médicos de família e tutores por meio de processo seletivo público. Para se candidatar, o profissional precisará ter registro em conselho regional de medicina.

 

Tutor - Do tutor, a quem caberá supervisionar o curso de formação de médico de família, será exigido ainda especialidade em medicina de família e comunidade ou em clínica médica. Sua seleção constará de prova escrita de caráter eliminatório e classificatório.

 

Curso de formação - Para o médico, além da prova escrita, haverá ainda curso de formação, eliminatório e classificatório, com duração de dois anos, e prova final escrita.

 

Prova de admissão - O texto de Moura prevê que a prova de admissão terá apenas conteúdo do curso de graduação em Medicina, proibindo-se exigir do candidato conhecimentos médicos especializados “incompatíveis com o nível de graduação”.

 

Título - Aqueles que passarem terão o título de especialista em medicina de família e comunidade.

 

Novo processo - Enquanto houver candidato aprovado dentro do número de vagas ofertadas em processo seletivo anterior, com prazo de validade vigente, não poderá ser aberto novo processo seletivo.

 

Bolsa-formação - Durante o curso, o médico receberá uma bolsa-formação e as atividades não poderão ser consideradas vínculo empregatício de qualquer natureza, devendo o médico aluno ser enquadrado como contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social.

 

Instituições parcerias - O curso será ministrado por instituição de ensino parceira, com avaliações semestrais intermediárias. (Agência Câmara)

SAÚDE: Paraná registra a primeira morte por dengue no segundo semestre

 

saude 27 11 2019O Paraná registrou a primeira morte por dengue desde o início do atual período epidemiológico, em 28 de julho. O óbito ocorreu em 17 de novembro no município de Nova Cantu, no Centro-Oeste do Estado. Trata-se de uma mulher de 31 anos que apresentava quadro de anemia crônica como fator de risco.

 

Grave - O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destaca que a situação da dengue no Paraná é grave e alerta toda a população para que adote com urgência as medidas preventivas, com uma verificação detalhada nos quintais, terrenos e ambientes internos das residências, eliminando os pontos que acumulam água parada, que podem se transformar em criadouros do mosquito da dengue. “A maioria dos focos está em ambientes domiciliares e precisamos de uma ação urgente de toda a sociedade no combate ao mosquito. Dengue mata”, afirma Beto Preto.

 

Boletim - O boletim semanal da dengue divulgado nesta terça-feira (26) pela secretaria estadual da Saúde registra 330 novos casos confirmados da doença. Destes, 135 no município de Nova Cantu, 78 em Quinta do Sol, na mesma região, e 25 em Cianorte, no Noroeste do Estado.

 

Casos confirmados - Desde o início deste período epidemiológico, em 28 de julho de 2019, até agora, o Paraná soma 1.564 casos confirmados. Na semana passada eram 1.234 – um aumento de 26,7%. São 1.194 casos de dengue adquiridos na cidade de residência dos pacientes, chamados de casos autóctones, e 29 casos importados, quando a pessoa contraiu a doença fora da cidade onde mora.

 

Alerta - Dez municípios estão em situação de alerta para a dengue: Lindoeste, Juranda, Douradina, Indianópolis, São Carlos do Ivaí, Flórida, Munhoz de Mello, Florestópolis, Leópolis e Uraí. Outros sete estão no patamar de epidemia: Nova Cantu, Quinta do Sol, Inajá, Santa Isabel do Ivaí, Ângulo, Floraí e Uniflor.

 

Notificações - As 22 Regionais de Saúde do Estado registram notificações para a dengue, totalizando 11.308 no período monitorado.

 

Chikungunya - O boletim desta semana confirma mais um caso de chikungunya, desta vez em Toledo. É um caso importado. A paciente de 23 anos contraiu a doença na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. O caso evoluiu para cura e a mulher passa bem. Há cinco casos de chikungunya registrados no Paraná, em Araucária, Curitiba, Foz do Iguaçu e Maringá. Todos são importados, ou seja, não foram adquiridos na cidade de residência dos infectados.

 

Orientação - O Governo do Paraná e a Secretaria de Estado da Saúde desenvolvem várias ações de combate à dengue em parceria com os municípios e orienta sobre os perigos da doença em campanha veiculada em todo o Estado. “O recado principal é que a dengue mata e que a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, depende da participação de todos nós, não deixando acumular água parada”, ressalta a Ronaldo Trevisan, da Coordenadoria de Vigilância Ambiental da secretaria.

 

Formação de criadouros - Ele orienta que os locais mais comuns para a formação de criadouros são os pratinhos de vasos de plantas, pneus, garrafas, ralos, calhas, lajes, entulhos, lixeiras e o coletor de água das geladeiras e aparelhos ar-condicionado. “Além destes pontos, é preciso também uma vistoria minuciosa nas caixas d’água, cisternas e poços, tonéis e depósitos de água e, inclusive, nas falhas de reboco das paredes, muros e fossas. Tudo deve ser mantido limpo e fechado para não se transformar em criadouro”, explica Trevisan.

 

Temperaturas - Como as temperaturas vão aumentar no próximo mês, acrescenta, é preciso acabar com a situação endêmica no Paraná e evitar óbitos. “O verão começa no mês que vem e o número de pessoas doentes pode aumentar em todas as regiões, caso as medidas preventivas não sejam adotadas pela população”.

 

Período anterior - No período anterior, de julho de 2018 a julho de 2019, o Paraná totalizou 22.946 casos confirmados dengue e 23 óbitos. As mortes foram registradas em Londrina (9), Cascavel (4), Paranavaí (3), Foz do Iguaçu (3), Maringá (2), Campo Mourão (1) e Cornélio Procópio (1). (Agência de Notícias do Paraná)

OPINIÃO: Cooperativismo de crédito, passos para um crescimento sustentável

 

opiniao 27 11 2019*Mauricio Colombari e Elisa Simão

 

Conforme dados divulgados pelo Banco Central (Bacen) na data-base de dezembro de 2018, o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) cresceu mais de 18% em total de ativos, frente a um crescimento de 7% de todo o Sistema Financeiro Nacional (SFN).

 

Quando avaliado o crescimento da carteira de crédito do SNCC no ano de 2018, vemos que foi ainda maior, atingindo 23%. O indicador demonstra o importante papel exercido pelos sistemas cooperativos neste momento de retomada da economia brasileira, a partir da concessão de crédito rural, crédito pessoal sem consignação para pessoas físicas e crédito a pequenas e médias empresas.

 

Um tema de atenção se refere à qualidade dos ativos de crédito das cooperativas, a qual permanece sendo superior ao restante do SFN. Entretanto, essa diferença vem diminuindo, possivelmente decorrente do crescimento da carteira de crédito destacada acima.

 

Portanto, frente ao cenário de crescimento expressivo do cooperativismo de crédito, torna-se ainda mais relevante a melhoria contínua das práticas de governança e supervisão das cooperativas brasileiras com o objetivo de endereçar um crescimento sustentável dessas instituições.

 

Nesse ambiente, o Bacen vem requerendo que as cooperativas estruturem linhas de defesa robustas, as quais cada uma, em seus papéis e frentes, atendam a um objetivo único: atuar no monitoramento, detecção e prevenção de perdas, as quais possam gerar impactos financeiros, operacionais ou de reputação às instituições.

 

Dado o seu porte e complexidade, cada cooperativa de crédito no Brasil deve contar com a seguinte estrutura de monitoramento e supervisão: estrutura interna voltada ao monitoramento dos controles internos, estrutura interna voltadas à gestão de riscos², auditoria interna³, auditoria cooperativa 4 e auditoria externa das demonstrações financeiras 5.

 

Deve-se considerar que uma estrutura de monitoramento e supervisão robusta gera custos significativos às cooperativas de crédito brasileiras e, portanto, torna-se fundamental que cada linha de defesa gere valor, aplicando técnicas de análise de dados, metodologias voltadas à prevenção de perdas, disseminando o conhecimento e cultura de controles internos, e que estejam alinhadas aos riscos estratégicos de cada cooperativa.

 

Nesse contexto, a prática de auditoria cooperativa, quando realizada a partir de uma metodologia focada em riscos, alinhada à estratégia das cooperativas de crédito e integrada às suas demais linhas de defesa, exerce papel fundamental para melhoria contínua da governança dessas instituições e, consequentemente, para o seu crescimento sustentável.

 

A auditoria cooperativa, dentre todas linhas de defesa previstas, é a que contempla a maior diversidade de natureza de riscos a serem analisados, determinando que o auditor inspecione riscos relacionados ao desempenho operacional e situação econômico-financeira das cooperativas; à metodologia e estrutura voltada ao gerenciamento de riscos; à prevenção a lavagem de dinheiro e do financiamento ao terrorismo; ao relacionamento com clientes e usuários de produtos e serviços financeiros; e à aderência dos produtos de crédito rural e ProAgro a normas previstas no Manual de Crédito Rural (MCR).

 

Cooperativas de crédito com nível de governança mais elevado, baixo índice de perdas e que, consequentemente, apresentem bom desempenho econômico-financeiro, tendem a aumentar a credibilidade na sua região e mercado de atuação, captando novos associados e consolidando a relação de confiança com os já existentes, gerando o crescimento sustentável de suas carteiras de crédito.

 

Alinhado ao contexto acima, as captações e depósitos de associados no SNCC aumentaram em 18% de 2017 para 2008, demonstrando que muitos associados possuem mais confiança e veem mais vantagens em aplicar seus recursos em cooperativas de crédito do que em instituições financeiras tradicionais do SFN, tais como bancos e corretoras de valores. Essa percepção de confiança e credibilidade se deve também ao fato de as cooperativas de crédito contarem com uma estrutura robusta de supervisão e, ainda, quando apresentam um bom desempenho econômico-financeiro no período, distribuírem sobras aos seus associados.

 

Quando avaliamos a participação de mercado de sociedades cooperativas em países europeus, é possível ter uma referência do potencial de crescimento que esse segmento possui no Brasil. Na França, por exemplo, as cooperativas de crédito atingem 70% de participação.

 

A estrutura de supervisão de uma instituição cooperativa de crédito exerce um papel fundamental nesse contexto, à medida que, quando compostas por profissionais especializados no segmento e por metodologias modernas de auditoria, proporciona um resultado diferenciado, contribuindo significativamente para o crescimento sustentável das cooperativas de crédito brasileiras e, consequentemente, para o fortalecimento do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC).

 

*Mauricio Colombari é sócio e Elisa Simão é gerente senior da PwC Brasil

 

¹ Em atendimento à Resolução Nº 2.554/1998

² Riscos de Crédito, Liquidez, Mercado e Capital, Operacional e Socioambiental, em atendimento à Resolução Nº 4.557/2017

³ Para instituições cooperativas de porte S3 ou S4, podendo essa ser uma estrutura interna ou representada por um prestador de serviço externo, em atendimento à Resolução Nº 4.588/2017

4 Em atendimento à Resolução Nº 4.554/2015

5 Em atendimento à Resolução Nº 4.434/2015


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