Imprimir
cabecalho informe

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4715 | 28 de Novembro de 2019

CRÉDITO: Cooperativas independentes se reúnem na Ocepar

Cadastro positivo, Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), revisão na Lei Complementar 130/2009 e a reforma sindical foram os temas da reunião realizada nesta quarta-feira (27/11), no auditório do Sistema Ocepar, em Curitiba. Cerca de 40 representantes de cooperativas de crédito independentes, de várias regiões do Brasil, compareceram à reunião, promovida pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Pelo Paraná, participaram as cooperativas Credicoamo, Credicoopavel, CrediBRF, Cresdialiança e Coopesf. Os superintendentes da Ocepar e da Fecoopar, Robson Mafioletti e Nelson Costa, respectivamente, e profissionais do Sistema Ocepar acompanharam o encontro.

Ceco/OCB - “Trouxemos uma pauta bem objetiva e importante para o cooperativismo de crédito porque trata de mudanças que irão vigorar a partir do próximo ano”, disse o coordenador do Ramo Crédito da OCB, Tiago Borba. Segundo Borba, o objetivo da reunião com a independentes, realizada semestralmente pela organização, é nivelar as informações e levantar as necessidades das cooperativas. “É o momento em que a gente discute assuntos envolvendo termos regulatórios, operacionais e outros voltados à governança, soluções e possibilidades de ações compartilhadas. Os assuntos tratados são encaminhados ao Conselho Especializado do Ramo Crédito (Ceco), da OCB, que faz os devidos encaminhamentos para os órgãos competentes, como o Banco Central, Congresso Nacional, entre outros”, afirmou.

Cadastro positivo - A pauta da reunião em Curitiba foi aberta com a apresentação do sistema JD Cabine CCS/JUD, desenvolvido pela JD Consultores. O CCS é decorrência da Lei 9.613/1998, conhecida como “Lei Anti-Lavagem de Dinheiro”, e da Lei 10.701/2003 que atribuiu ao Banco Central a responsabilidade pela estruturação e manutenção do Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional. Segundo o sócio-diretor da empresa, José Jardim, o CCS é o principal instrumento investigativo nos processos de lavagem de dinheiro, sendo que, partir de 06/2020, o BC irá exigir também os cadastros das cooperativas de crédito. “O fluxo de informações se dá por meio de troca de arquivos com o BC, podendo inclusive ser solicitada a quebra de sigilo bancário por parte do Banco Central. O palestrante respondeu aos questionamentos dos presentes ao final da apresentação”, explicou.

FGCoop – Na sequência, houve a apresentação sobre o FGCoop (Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito), contemplando a estrutura do fundo: gerenciamento financeiro, prevenção, saneamento e cobertura de depósitos. “O monitoramento é necessário para avaliar o risco de descontinuidade, antecipar problemas e proteger o patrimônio das cooperativas”, ressaltou o analista do FGCoop, Claudio Weber. Já a analista Leticia Porfirio falou sobre a nova modelagem de indicadores de monitoramento de risco e consequente classificação de risco, que foi construída com a participação de representantes dos principais sistemas de cooperativas de crédito. “O conselho do FGCoop monitora a classificação de risco das cooperativas, solicitando planos de ação para aquelas que apresentarem uma situação de alto risco. Também é feita uma análise do percentual de depósitos em alto risco, ponderando sobre o impacto desse percentual no todo”, afirmou.

Revisão da LC 130 - Em relação à revisão da Lei Complementar 130/2009, Tiago Borba disse que a expectativa é apresentar as propostas de mudanças do Banco Central em março de 2020. “Depois de 10 anos da entrada em vigor dessa lei, chegou o momento de realizar revisões estruturantes, muito voltadas à governança”, comentou. Entre os principais destaques da revisão estão:

- Vedação do acúmulo de cargos de presentes ou vice-presidente do conselho de administração.

- Eliminação da figura do conselheiro suplente.

- Conselho fiscal passa a ser facultativo para quem adota governança dual.

- Possibilidade de contratar um conselheiro de administração independente.

- Fixação da remuneração da diretoria executiva passa pelo Conselho de Administração

- Serão exigidos requisitos mínimos, a serem definidos pelo CNN, para pleiteantes a cargos estatutários.

- Quórum mínimo de 50% do quadro de associados para desfiliação de singular de central e desta última de confederação.

- Possibilidade de intervenção da central na singular e da confederação na central, mediante autorização prévia do BC.

- Possibilidade de empenhorar as quotas-partes dos sócios.

- Autorização para realização de campanhas promocionais visando a atração de novos associados e a integralização de quotas-partes.

- Empréstimos sindicalizados, que é a possibilidade de diversas cooperativas se juntarem para poderem oferecer ao cooperado um limite maior, consórcio de cooperativas para oferecer esse recurso.

- Possibilidade de assembleias virtuais.

- Ampliação das possibilidades de utilização do Fates.

- Modernização das formas de publicação e convocação de Assembleias gerais.

- Possibilidade reversão para o fundo de reserva dos saldos de capital social e sobras não procuradas pelo cooperado desligado.

- Disciplinamento dos conceitos de área de atuação (amplo), área de ação (físico) e área de admissão (físico + virtual). Será exigido política de ocupação de área.

- Confederação de serviços passam a ser submetidas à regulação e supervisão do BC.

- Previsão expressa na Lei das Operações de assistência financeira do FGCoop para cooperativas incorporadas. Lista de associados, perdas rateadas, essas perdas são cedidas ao fundo.

Reforma Sindical - A gerente sindical da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), Jocélia Ferreira, tratou do último tema da reunião: reforma sindical. “O que vamos ver a partir de agora é o governo mexendo num regime basilar que existe desde a década de 40. A partir da reforma sindical, cada trabalhador poderá escolher o sindicato que o representa. É o pluralismo sindical. Não só paga quem quer, mas participa quem quer”, disse. Segundo Jocélia este assunto preocupa bastante o ramo crédito. “O cenário está posto, o governo quer mudar. Ou a gente se prepara para um novo cenário, ou a gente vai ser atropelado por ele”, frisou. De acordo com Jocélia, “mudança” é a palavra da vez. “Não é o mais forte e nem o mais inteligente que vai sobreviver as mudanças, mas o que mais rápido se adaptar”, disse.

{vsig}2019/noticias/11/28/credito/{/vsig}

 

CMN: Cooperativa de crédito poderá destinar poupança para financiar imóvel

 

cmn 28 11 2019As cooperativas de crédito poderão captar depósitos da caderneta de poupança para financiar a venda de imóveis, decidiu nesta quarta-feira (27/11) o Conselho Monetário Nacional (CMN). Em abril, o Conselho Monetário havia permitido a captação de depósitos da poupança rural pelas cooperativas.

 

Concorrência - A medida pretende aumentar a concorrência no crédito imobiliário. Para atuar nesse ramo, no entanto, as cooperativas precisarão estar enquadradas em critérios mínimos de porte e categoria. Para as cooperativas singulares que integram sistemas cooperativos de três níveis (cooperativas singulares, cooperativas centrais e confederações), será necessário patrimônio líquido ajustado combinado de pelo menos R$ 900 milhões.

 

Patrimônio mínimo - O patrimônio mínimo cai para R$ 600 milhões para as cooperativas em sistemas de dois níveis (singulares e centrais, mas sem confederação). A exigência cai para R$ 300 milhões para cooperativas não integrantes de sistema cooperativo, desde que estejam classificadas na categoria de cooperativa plena.

 

Letras imobiliárias - Para facilitar a captação de recursos pelas cooperativas de crédito, o CMN também autorizou essas instituições a emitir letras imobiliárias garantidas (LIG). Criadas em 2014, mas regulamentadas apenas em maio do ano passado, as LIG, em geral, são títulos de renda fixa destinados a fomentar o mercado imobiliário com prazo mínimo de dois anos.

 

Garantia reforçada - As LIG têm garantia reforçada. Caso a instituição financeira que emitiu o título vá à falência, a bolsa de valores terá acesso aos imóveis e aos empreendimentos que as LIG financiaram e que servem como lastro do título. Assim, o investidor passará a ser detentor desses ativos no lugar do banco.

 

Investidores estrangeiros - Além de liberar a emissão de LIG pelas cooperativas de crédito, o CMN autorizou investidores estrangeiros a adquirir esses títulos a partir de março do próximo ano. Segundo o Banco Central, a medida amplia as fontes de recursos para o financiamento da construção civil.

 

Recibos de depósitos - O não residente só poderá comprar LIG por meio de depository receipts (recibos de depósito, em inglês). Certificados negociáveis emitidos em um país, os depository receipts representam ativos de empresa ou de banco de outro país. Até agora, a emissão desses recibos exigia autorização prévia do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários. Apenas a alteração de controle, criação de participação qualificada, participação estrangeira e conversão de dívidas subordinadas em ações continuarão a ser supervisionadas pelo BC.

 

Crédito agrícola - O CMN aprovou ainda uma linha de crédito de R$ 200 milhões para cerealistas com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com juros de 7% ao ano e 15 anos de pagamento, a linha financiará obras e aquisição de máquinas e equipamentos necessários à construção de armazéns e à expansão da capacidade de armazenagem de grãos.

 

Primeiras parcelas - As primeiras parcelas só começarão a ser pagas depois de três anos. A criação da linha estava prevista pela Medida Provisória 897, que autorizou a União a conceder subsídios às empresas cerealistas. (Agência Brasil)

COAMO: Cooperativa comemora 49 anos nesta quinta-feira, 28 de novembro

 

Quando 79 agricultores se reuniram e fundaram a Coamo em 28 de novembro de 1970 eles tinham muitos problemas, e sabiam que sozinhos seria muito difícil, para não dizer impossível, solucionar as dificuldades existentes na época. Unidos no mesmo ideal, com base na solidariedade, identificaram quais eram os problemas e suas necessidades e, juntos, tiveram a solução que foi a Coamo. Uma cooperativa organizada e forte, que coloca à sua disposição projetos e serviços para suprir e apoiar a tudo aquilo que o quadro social precisa para ter êxito na atividade.

 

Celebração - A Coamo comemora nesta quinta-feira (28/11), 49 anos. Para celebrar a data será realizado um evento comemorativo em todas as Unidades da cooperativa no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. 

 

Benefícios - Entre os benefícios relevantes para os cooperados está o Departamento Técnico. A Coamo disponibiliza assistência agronômica e veterinária, com o trabalho de mais de 250 profissionais, treinados e especializados em suas funções. Os técnicos exercem função primordial junto aos produtores, principalmente no que se refere a redução dos custos de produção, o aumento da produtividade, e a conservação e fertilidade do solo, além da aplicação de modernas tecnologias e incremento da renda e qualidade de vida aos cooperados.

 

Garantia - Os cooperados têm a garantia do abastecimento de insumos modernos para poder plantar e obter maiores produtividades, com sementes selecionadas, adubos e defensivos de qualidade e a preços justos. Sem contar que os insumos estão sempre na hora certa que o cooperado precisa para plantar.

 

Novas técnicas - Ao longo desses 49 anos de Coamo, surgiram novas técnicas de plantio e conservação de solos, de combate a doenças e pragas, que foram testadas e aprovadas em um só lugar. Na Fazenda Experimental Coamo são desenvolvidos experimentos com novas variedades de cultivares, com segurança e qualidade. E, também, os novos defensivos e variedades que surgem no mercado são testados primeiramente para depois serem utilizados pelos cooperados.

 

Projetos - Com a assistência da Coamo, vários são os projetos desenvolvidos para aumento da produtividade como, por exemplo, Integração Lavoura-Pecuária, Rotação de Culturas e Agricultura de Precisão.

 

Nova geração - A Coamo também trabalha para preparar e formar uma nova geração de cooperados e empreendedores rurais, propiciando o desenvolvimento e a continuidade da atividade. Assim, em 1998 surgiu o Programa Coamo de Jovens Líderes Cooperativistas, que já formou mais de 850 jovens cooperados com ensinamentos sobre cooperativismo, liderança, planejamento e gestão empresarial.

 

Cooperados - Nesses 49 anos, a Coamo cresceu e os cooperados também. A cooperativa sempre esteve ao lado do quadro social no atendimento das suas necessidades, agregando valor e propiciando melhor rendimento e qualidade de vida no ambiente produtivo rural. (Imprensa Coamo)

 

{vsig}2019/noticias/11/28/coamo/{/vsig}

INTEGRADA: 3ª turma do Programa de Certificação de Conselheiros Cooperativistas conclui formação

 

A Integrada, em parceria com o Instituto Superior de Administração e Economia do Mercosul (Isae), vinculado à Fundação Getúlio Vargas (FGV), formou no final de novembro a terceira turma do Programa de Certificação de Conselheiros Cooperativistas. O curso, voltado para cooperados, visa capacitar os associados na gestão de uma cooperativa.

 

Aprendizado - Durante o ano, os alunos aprenderam sobre governança, administração, finanças, assuntos jurídicos, entre outros temas relacionados ao cooperativismo. Durante a formatura da terceira turma, o diretor presidente da Integrada, Jorge Hashimoto, agradeceu o empenho e a dedicação dos alunos. Ele destacou que deixar os afazeres do dia a dia para estar em uma sala de aula é uma maneira de mostrar o comprometimento de cada um ao cooperativismo.

 

Importância - O superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, que também esteve presente na cerimônia de formatura, parabenizou os formandos e reforçou a importância do cooperativismo paranaense para a economia do Estado. Ele frisou que o cooperativismo é responsável por grande parte do PIB paranaense e está se profissionalizando.

 

Aprendizado - Sussumo Itimura Neto, cooperado em Uraí (PR), explica que o curso foi de extrema importância para conhecer o que é o sistema cooperativista. Com o curso, Neto aprendeu sobre gestão da cooperativa e também da propriedade.  “Acredito que sai do curso melhor que entrei. Tenho certeza que se não fosse pela Integrada, não teríamos essa oportunidade”, completa o associado. (Imprensa Integrada)

 

{vsig}2019/noticias/11/28/integrada/{/vsig}

COOPAVEL: Coordenadores ajustam detalhes para a 32ª edição do Show Rural

 

coopavel 28 11 2019Coordenadores das mais diversas áreas do 32º Show Rural Coopavel estiveram reunidos, no fim da tarde de terça-feira (26/11), no auditório da administração. O objetivo foi ajustar pontos importantes do evento agendado para 3 a 7 de fevereiro de 2020, em Cascavel, no Oeste do Paraná.

 

Aspectos - Sob a coordenação do presidente Dilvo Grolli, o encontro tocou em três aspectos: trabalho em equipe, liderança e otimização de recursos e resultados. Dilvo falou do constante desafio de fazer um evento ainda maior e melhor, e de aprimorar pontos considerados estratégicos do evento.

 

Missão - Em encontro anterior, os coordenadores receberam a missão de refletir e elaborar sugestões de melhorias. Elas foram analisadas e o índice daquelas que serão incorporadas impressiona, na casa dos 90%. “Isso demonstra o forte comprometimento da equipe com o Show Rural Coopavel”, afirmou o presidente. “O time está afinado”, complementou o vice Jeomar Trivilin.

 

Expansão - Oficialmente criado em 1989, o Show Rural Coopavel cresceu e hoje está entre os três maiores do mundo em disseminação de novos conhecimentos e inovações para o campo. O compromisso dele é, em um mesmo lugar, concentrar o maior número de novidades, tendências e lançamentos. Tudo para que o produtor rural possa ver e, com base nas informações recebidas e segundo a realidade do seu negócio, levar a melhor tecnologia à sua propriedade.

 

Contribuições - Nessas três décadas de atividades, o Show Rural Coopavel trouxe inúmeras contribuições ao agronegócio paranaense e brasileiro. Um dos dados empregados para mostrar o alcance dele está em resultados comprovados nas principais commodities da região, soja e milho, cujas produtividades cresceram na casa de 300%. “Nossa meta é levar o melhor da informação, para a devida incorporação de orientações e tecnologias de forma rápida e eficiente no campo”, diz o coordenador-geral Rogério Rizzardi.

 

Expositores e visitantes - Na edição mais recente, de 4 a 8 de fevereiro de 2019, o Show Rural Coopavel contou com a participação de 520 expositores e recebeu público superior a 288 mil visitantes. A movimentação financeira alcançou os R$ 2 bilhões. Inúmeras novidades vão rechear a próxima, afirma Rizzardi. (Imprensa Coopavel)

COCAMAR I: Integração é o caminho em Nova Londrina

 

No município de Nova Londrina, a 140km de Maringá (PR), o cooperado Antonio Carmo Pacífico é um exemplo do que a Cocamar, interessada no desenvolvimento regional, pretende para aquela região de solos arenosos, onde a pecuária extensiva e as culturas de cana e mandioca são dominantes na paisagem. 

 

Visita - O Rally Cocamar de Produtividade esteve lá na terça-feira (26/11) para conhecer essa história, acompanhado pelo gerente da unidade local da cooperativa, Fábio Assis, e o engenheiro agrônomo Daniel Sousa Ribeiro. 

 

Resistiu - Pacífico, de 61 anos, extrai sua renda de uma atividade que vem chamando a atenção por ali: o sistema de integração em que o cultivo da soja reforma os pastos. Ele possui 150 alqueires (363 hectares) no total de três propriedades e conta que por gostar da pecuária – e ver futuro nela – é que resistiu firme ao assédio da usina e dos mandioqueiros, interessados em arrendar suas terras. 

 

A salvação - “Eu vi na integração uma alternativa promissora, a salvação da terra arenosa”, diz o produtor, que por muito tempo dedicou-se apenas à pecuária. Segundo ele, ao perceber o declínio natural dos pastos, em razão do esgotamento do solo, partiu em busca de uma solução que acabou encontrando na Cocamar.

 

Valeu a pena - Há alguns anos, orientado pela cooperativa, ele deu início à integração e, no seu entender, os resultados têm sido animadores. Graças à revitalização dos pastos, onde o capim braquiária se desenvolve bem após um ciclo de dois anos de solo cultivado com soja, ele já conseguiu aumentar a ocupação que era de 3 a 4 cabeças por alqueire para a média de 7. 

 

Pasto sobrando - “Hoje eu tenho mais gado em menos área”, comenta o produtor, satisfeito, explicando que no inverno, por causa da braquiária, ele possui pasto de qualidade que possibilita ao rebanho ganhar peso ao longo de pelo menos quatro meses, enquanto na região, nesse mesmo período, o comum é as pastagens minguarem e o gado passar fome. “Eu tenho pasto à vontade numa época que poucos têm”, observa. 

 

Mais barato - Pacífico afirma ainda que devido à boa pastagem usa menos suplementação, o que acaba ficando mais barato, lembrando que, pelo mesmo motivo, consegue terminar mais cedo o ciclo dos animais. 

 

Olhos atentos - O produtor foi um dos primeiros a investir na integração e, por isso, está despertando a curiosidade da vizinhança.  

 

Segue normal - Quanto a soja, além de recuperar o solo, a cultura diversifica as fontes de renda, oferecendo mais segurança ao produtor. Na safra 2017/18, a média foi de 138 sacas por alqueire (57/hectare), assegurando boa rentabilidade. A falta de chuvas comprometeu a lavoura na temporada seguinte (2018/19), quando o produtor colheu 63 sacas por alqueire (26/hectare), o que ainda deu para pagar as contas. Neste ano, a lavoura se desenvolve dentro da normalidade, avalia o engenheiro agrônomo da cooperativa.   

 

Pés no chão - Para diluir os riscos, o produtor costuma travar os custos de produção, comercializando uma parte da safra futura, e faz seguro de toda a lavoura. Dos maquinários que necessita para lidar com a oleaginosa, ele só não possui a colheitadeira e contrata o serviço junto a terceiros. 

 

Sobre o Rally - O Rally Cocamar de Produtividade tem a finalidade de valorizar as boas práticas agrícolas. Patrocinam a realização: Basf, Spraytec, Zacarias Chevrolet e Sicredi União PR/SP (principais), Sancor Seguros, Texaco Lubrificantes, Cocamar TRR, Elanco e Altofós Suplemento Mineral Cocamar, com o apoio do Cesb, Unicampo e Aprosoja/PR. (Imprensa Cocamar)

 

{vsig}2019/noticias/11/28/cocamar_I/{/vsig}

COCAMAR II: Dia 7 de dezembro começa a Copa de Cooperados

 

cocamar II 28 11 2019As chuvas que começaram na quarta-feira (27/11) renovaram os ânimos dos produtores de soja e, a 10 dias da realização da Copa Cocamar de Cooperados - no sábado da próxima semana (07/12) na Associação Cocamar em Maringá -, aumentaram ainda mais as expectativas em relação ao aguardado evento promovido há três décadas pela cooperativa.

 

Previsão - Com isso, a previsão é que mais de 2,5 mil pessoas participem da competição, estruturada em quatro modalidades de futebol suíço (principal, veteranos, master e supermaster, de acordo com a faixa etária dos jogadores), truco e bocha. Haverá, também, como todos os anos, programação para os públicos feminino e infantil.  

 

Calendário oficial - A Copa finaliza o calendário oficial de eventos da Cocamar em 2019, promovendo um congraçamento entre os cooperados das mais diferentes regiões atendidas pela cooperativa, nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. 

 

Movimentação - Das 9 às 17h, todos os campos de futebol da Associação estarão sendo ocupados, em intensa movimentação, o mesmo acontecendo com as quadras de bocha, as tendas que vão abrigar os truqueiros, o salão social onde haverá o almoço e as rodadas de bingo à tarde, e demais dependências. (Imprensa Cocamar)

AGRÁRIA: Dois projetos do Colégio Imperatriz são reconhecidos

 

agraria 28 11 2019Próximo ao encerramento do ano em que completou cinco décadas dedicadas ao ensino, o Colégio Imperatriz, sediado em Entre Rios, Distrito de Guarapuava, na região Centro-Sul do Paraná, tem mais um motivo para comemorar. Na última sexta (22/11), a instituição foi contemplada com dois troféus durante a entrega do Prêmio Práticas Inovadoras em Educação, promovido pelo Sinepe/PR (Sindicato das Escolas Particulares do Paraná), entidade de classe que representa a rede privada de ensino paranaense, desde a Educação Infantil até o Ensino Superior. 

 

Primeiro lugar - Entre os 70 trabalhos inscritos na premiação, o Colégio recebeu o primeiro lugar na categoria Ensino Médio, com o projeto Dono de Área, e ficou com a segunda colocação na categoria Educação Profissional, com o projeto Ensino híbrido: um aliado da prática no curso técnico em Agropecuária do Colégio Imperatriz. 

 

Boas práticas - Esta não é a primeira vez que as boas práticas de ensino do Colégio são prestigiadas pelo Sinepe. Em 2017, o Imperatriz conquistou o terceiro lugar da premiação na categoria Educação Profissional, com o projeto de Avaliação Integrada. Já ano passado o primeiro lugar veio na categoria Ensino Fundamental, com o projeto Chefinho Saudável.  

 

Compromisso - Para a diretora educacional do Imperatriz, Josiane Richter, o reconhecimento por parte da entidade de classe reafirma o compromisso da instituição de ensino com seus processos educacionais, buscando ter excelência em sua área de atuação. “Embora geograficamente estejamos afastados dos grandes centros, percebo que hoje somos reconhecidos no estado como uma referência educacional. Isso vale mais do que a premiação em si”, analisa. 

 

Sobre os projetos premiados em 2019 - Assim como acontece em todos os setores da Cooperativa Agrária, o programa Dono de Área estende-se às suas coligadas, como é o caso do Colégio Imperatriz. Seu objetivo é fazer com que os colaboradores sintam-se responsáveis pelos locais de trabalho, zelando por equipamentos, materiais e processos. 

 

Alunos - No Imperatriz, estas atividades também envolvem os alunos. Diferente das demais áreas da Agrária, onde apenas um colaborador é designado para verificar a manutenção de cada espaço, no ambiente escolar todos os estudantes se responsabilizam pela organização das salas de aula. “Acabou virando uma rotina para eles e recebemos feedbacks positivos de muitas famílias que constataram este comprometimento em casa”, explica Josiane Richter, destacando que toda comunicação do programa dentro do Colégio é realizada de forma bilíngue.  

 

Auditorias - Os alunos do Ensino Médio, além de participarem do processo de manutenção dos espaços, também foram inseridos nas equipes que realizam as auditorias internas do Programa Dono de Área. “Percebemos que esta seria uma oportunidade de fazer com que eles tivessem outro olhar, observando se cada uma das áreas do Colégio está cumprindo seu papel dentro do programa”, esclarece a diretora educacional. 

 

Ensino híbrido - Já o projeto Ensino híbrido: um aliado da prática no curso técnico em Agropecuária do Colégio Imperatriz foi estruturado para atender uma demanda do próprio curso: a defasagem de alunos. “Vimos que muitos estudantes que cursavam o ensino técnico de forma concomitante abandonavam o curso ao concluir o ensino médio”, relata a professora Deise Maria Feltrin, coordenadora do Ensino Técnico da instituição. 

 

Conclusão do curso - Assim, desde 2016 as novas turmas que ingressaram no Técnico em Agropecuária passaram a concluir o curso em três anos, e não quatro como anteriormente. A alternativa encontrada para cumprir a carga horária e os conteúdos planejados foi recorrer à tecnologia. Hoje, 20% das atividades são realizadas de forma online, caracterizando-o como ensino híbrido. 

 

Conteúdos - Para que a ação seja efetiva, os professores selecionam os conteúdos que pretendem abordar no meio digital e solicitam que os alunos realizem determinadas atividades. Aos estudantes cabe apresentar por meio da plataforma online evidências do cumprimento destas tarefas como relatórios, fotos e vídeos.

 

Atividades - Duas atividades que estão sendo realizadas com êxito neste sistema são a proteção de nascentes e a construção de hortas comunitárias. “Ao invés de termos uma turma com cerca de 30 alunos realizando estas ações, temos alunos e grupos de alunos trabalhando em vários lugares. Assim, vemos os alunos consolidarem o conhecimento adquirido na escola dentro de suas comunidades”, afirma a professora. (Imprensa Agrária)

SICREDI FRONTEIRAS: Agência será reinaugurada em Capanema

sicredi fronteiras 28 11 2019A Sicredi Fronteiras irá reinaugurar nesta sexta-feira (29/11), a agência de Capanema/PR. Agora, além dos ótimos serviços e produtos que a cooperativa possui os associados ainda poderão contar com um espaço totalmente reformulado, moderno e aconchegante, para melhor recebê-los.

 

Luzes - A reinauguração ocorrerá às 19h30, na Av. Brasil, 127. Na oportunidade, o município realizará o acendimento das luzes de Natal na praça e, simultaneamente, será acesa toda a decoração natalina da nova agência, com o desenlace da fita, oficializando a reinauguração da agência. 

 

Presença - “Contamos com a presença de todo o público capanemense na reinauguração da nossa agência. Esse é mais um passo que damos pensando no melhor para o associado, a fim de crescermos juntos e consequentemente melhorarmos as comunidades nas quais atuamos”, afirmou o presidente da Sicredi Fronteiras, José César Wunsch.

  

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos mais de 4 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.800 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br. (Imprensa Sicredi Fronteiras PR/SP)

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

SICREDI UNIÃO PR/SP: Comitês se reúnem em Londrina

 

sicredi uniao 28 11 2019No próximo dia 3, no Recinto Milton Alcover, no Parque de Exposições Ney Braga em Londrina, os membros dos Comitês Jovem, Mulher e Máster da Sicredi União PR/SP – Regional Norte terão um encontro inédito para troca de informações e discussão sobre liderança. O encontro será das 19 às 22 horas. Também participam os gerentes das agências da Regional Norte – que engloba 13 municípios-, os embaixadores do projeto (colaboradores das agências que coordenam os trabalhos), diretores e conselheiros da cooperativa de crédito. 

 

Liderança - Entre os temas a serem abordados estão a importância das lideranças dos jovens, mulheres e másters para a cooperativa e para as comunidades onde a Sicredi União está inserida e o que é oferecido a esses públicos dentro do sistema Sicredi.

 

Representatividade - Os comitês foram formados com o objetivo de trabalhar a representatividade dos diversos públicos no quadro social da Sicredi União. Cada um deles é formado por 20 pessoas, sendo cinco de cada Regional (Norte e Noroeste do Paraná; Leste e Centro-Leste Paulista). 

 

Vínculos - A assistente de Programas Sociais da Sicredi União PR/SP, Gabriela Ottoboni, explica que os comitês são vínculos que permitem uma maior aproximação da cooperativa com seus públicos, por meio de educação, formação e informação – fatores estes que compõem o quinto princípio do cooperativismo.  “Os comitês são também oportunidades de termos associados capacitados para assumirem cargos de liderança na governança da cooperativa”, frisa. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

GESTÃO DE RISCOS: Governo libera 100% do orçamento para o seguro rural em 2019

 

gestao risco 28 11 2019O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou, nesta quarta-feira (28/11), que foi liberada a parcela que faltava para execução integral do orçamento previsto, para 2019, do Programa de Subvenção do Seguro Rural (PSR), totalizando R$ 440 milhões.

 

Contingenciamento - Em março deste ano, o orçamento foi contingenciado em R$ 70 milhões, o que reduziu a disponibilidade inicial para R$ 370 milhões. No final do mês de outubro, houve o desbloqueio de R$ 50 milhões, e agora foram liberados os R$ 20 milhões restantes.

 

Apólices - Com esse orçamento de 2019, será possível atender em torno de 100 mil apólices, 58% a mais que no ano anterior, quando os produtores tiveram acesso à subvenção em 63.241 apólices.

 

Sinais - Para o diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Pedro Loyola, o governo federal tem dado sinais consistentes de que o seguro rural será um dos principais instrumentos da política agrícola nos próximos anos.

 

Comemoração - “A execução de 100% do orçamento previsto na Lei Orçamentária deve ser comemorada por todo o setor, pois isso não acontecia desde 2013. Isso demonstra o comprometimento com as políticas de gestão de riscos agropecuários”, disse. 

 

2020 - “Para o próximo ano, está previsto o recurso de R$ 1 bilhão para o PSR, que depende ainda de aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2020, em tramitação no Congresso Nacional”, complementa. O valor previsto para 2020 será o maior para subvenção desde a criação do programa, em 2004. 

 

O que é o seguro rural? - O produtor rural adquire uma apólice de seguro para a lavoura/atividade com o auxílio financeiro do governo federal. Em caso de quebra da safra por causa de evento climático adverso (seca ou excesso de chuvas, por exemplo) ou variação de preços, as obrigações financeiras do produtor serão pagas pela seguradora.

 

Taxas mais baixas - Com esse mecanismo, o produtor consegue taxas de juros mais baixas, já que o risco de ficar inadimplente cai. O seguro minimiza ainda as chances de um possível socorro financeiro governamental e renegociação de dívidas após a safra. (Mapa)

INFRAESTRUTURA: Capacidade de movimentação de granéis vai crescer 140% em Paranaguá

 

infraestrutura 28 11 2019O Porto de Paranaguá deu início à montagem dos equipamentos que vão operar no novo berço 201. O futuro Corredor de Exportação Oeste vai interligar cinco terminais de granéis e movimentar 6 milhões de toneladas de grãos por ano – um aumento de 140% na capacidade atual, que é de 2,5 milhões de toneladas.

 

Investimento - A empresa pública Portos do Paraná investe cerca de R$ 210 milhões em obras e estruturas de carregamento, como correias transportadoras e os shiploaders, equipamentos que despejam os grãos nos porões das embarcações.

 

Novo equipamento - Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, cada novo equipamento vai carregar 2 mil toneladas de produtos, por hora. “Isso dobra a quantidade operada pelo sistema antigo, que era de 1 mil toneladas/hora, no máximo 1,5 mil toneladas/hora”.

 

Desafogar - A intenção é que o Corredor Oeste ajude a desafogar o Corredor Leste, antes mesmo da modernização já projetada.

 

Cronograma - A montagem dos shiploaders estará completa em até 120 dias e depois os equipamentos serão testados. “Serão feitos ajustes após a montagem final do equipamento, como o trilho, a colocação e ligação com a central de controle”, destaca o diretor de Engenharia e Manutenção, Rogério Barzellay.

 

Previsão - A previsão é que o berço 201 comece a operar no primeiro semestre de 2020. “O contrato está em dia e as obras civis estão aproximadamente 97% concluídas e já medidas pela fiscalização”, informa

 

Avanço - A ampliação do cais vai permitir que o Porto de Paranaguá receba navios maiores e que comportam até 80 mil toneladas de carga bruta, sem avançar para o berço 202. Existe ainda a possibilidade de aprofundar a navegação dos atuais 12,5 metros para 13,7 metros.

 

Mais - A revitalização inclui reforço estrutural, instalação de passarela de pedestres, troca de defensas, espaçadores metálicos e a instalação de novo dolfim (coluna) de amarração de navios. A entrega da obra acaba com uma espera de quase 30 anos. O primeiro projeto para a modernização do setor data de 1990.

 

Corredor Oeste - Os terminais que atuam em Paranaguá se preparam para operar em um novo Corredor de Exportação Oeste. De acordo com o chefe da Divisão de Operações, Maurício do Carmo, os dois novos shiploaders serão interligados a três terminais, sendo dois deles novos empreendimentos. “Futuramente, vamos chegar a cinco terminais interligados nesse complexo”, disse.

 

Novos - Os dois novos terminais que vão se interligar ao complexo de exportação de granéis são o Terminal Oeste (Toex), que terá um armazém com capacidade estática para até 88 mil toneladas, e a Moinho Iguaçu, para até 55 mil toneladas, com novos contratos de passagem.

 

Construído - A Moinho Iguaçu já está com o terminal construído. “Agora, estamos terminando a estrutura das correias transportadoras que vão interligar o terminal até o ponto zero, onde começam as esteiras do porto”, explica o diretor do terminal, Alcídes Cavalca Neto.

 

Extensão - Segundo ele, essa ligação tem 1.250 metros de extensão. A expectativa é embarcar mais de um milhão de toneladas por ano pela nova estrutura. “A Moinho Iguaçu já movimentava grãos pelos outros terminais do Corredor Leste do Porto de Paranaguá. Agora, vamos operar por terminal próprio”, diz o diretor da empresa.

 

Armazém próprio - O Terminal Oeste (Toex) deve construir o armazém próprio em 2020. Até lá, segundo a empresa, eles devem iniciar a operação pela Moinho Iguaçu, com quem fecharam o contrato. Apesar de ainda não ter a estrutura de armazenagem pronta, a empresa também já está construindo os 843 metros de esteiras até o chamado ponto zero.

 

Paralelas - As duas novas estruturas aéreas são paralelas. As correias correm uma em cima da outra, na mesma estrutura, que é mais larga e mais fechada que as atuais. Além de garantir mais agilidade na operação, as novas correias, enclausuradas, são mais seguras, inclusive para o meio ambiente.

 

Movimentação - Durante as obras, o berço em expansão seguiu em operação, mas com algumas restrições e cuidados. Um dos equipamentos já foi desmontado. O outro antigo continua operante para carregar os navios e será desativado e retirado assim que os novos forem concluídos.

 

Conexão - Atualmente, quem opera conectada ao berço 201 é a Bunge (Soceppar). O terminal tem capacidade para armazenar até 210 mil toneladas de granéis sólidos de exportação.

 

Movimentação - De janeiro a outubro deste ano, cerca de 1,07 milhão de toneladas de granéis de exportação foram movimentadas pelo berço 201, localizado no extremo oeste do cais do Porto de Paranaguá. Em 35 atracações, o principal produto embarcado foi a soja (564.794 toneladas), seguido do milho (221.920 toneladas), do farelo de soja (216.486 toneladas) e do açúcar (66.737 toneladas). (Agência de Notícias do Paraná)

COMBUSTÍVEL: Petrobras reajusta preço da gasolina em 4% nas refinarias

 

combustivel 28 1 2019A Petrobras reajustou, nesta quarta-feira (27/11) o preço da gasolina em 4% em suas refinarias. Na semana passada, a empresa já havia aumentado o preço do combustível em 2,8%. Não houve reajuste no preço do óleo diesel. O aumento vale para o combustível vendido nas refinarias para os distribuidores, ou seja, os postos de gasolina. O valor final que o motorista pagará para abastecer o carro dependerá de cada posto. (Agência Brasil)

IBGE: Expectativa de vida no Brasil sobe para 76,3 anos

 

ibge 28 11 2019A expectativa de vida ao nascer no Brasil subiu para 76,3 anos em 2018, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (28/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2017, a expectativa de vida era de 76 anos, ou seja, aproximadamente três meses a menos do que em 2018. A pesquisa Tábua de Mortalidade 2018 será divulgada às 10h, mas as informações básicas da pesquisa já foram antecipadas no Diário Oficial da União desta quinta. (Agência Brasil)

SISTEMA FINANCEIRO: BC cria tarifa e limita em 8% ao mês taxado cheque especial

 

sistema financeiro 28 11 2019O Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou as regras para o cheque especial com o intuito de baratear a modalidade. Os bancos poderão cobrar tarifa mensal dos clientes que quiserem ter acesso a um limite emergencial, como vinham defendendo. No entanto, não poderão cobrar taxa de juros de mais de 8% ao mês de quem acessar essa linha de crédito, o que não era esperado. O cliente do banco só terá cheque especial se solicitar ao banco. Nesse caso, terá um limite de R$ 500 isento de tarifa. Caso opte por um colchão maior, o correntista pagará tarifa equivalente a 0,25% do valor que exceder esse limite padrão.

 

Exemplo - Por exemplo, se o cliente quiser ter um limite de R$ 2 mil no cheque especial, pagará tarifa mensal de 0,25% sobre os R$ 1,5 mil que excederem os R$ 500 isentos. Ou seja, vai pagar ao banco R$ 3,75 por mês, usando ou não esse limite, para tê-lo à disposição. Nos meses em que usar o cheque especial, vai pagar à instituição financeira os juros correspondentes ao montante utilizado menos o valor da tarifa.

 

Validade - O teto para os juros começa a valer em 6 de janeiro de 2020, e vale também para contratos antigos. Já a cobrança de tarifas só vale a partir de 1º de junho de 2020.

 

Leitura preliminar - A medida, anunciada nesta quarta-feira (27/11) à noite, ainda está sendo digerida pelos bancos. No entanto, pelo menos numa leitura preliminar, despertou “sentimentos mistos” nas instituições financeiras. A cobrança de tarifa, embora defendida pelos bancos, não veio no formato esperado. Mas a limitação das taxas de juros em 8% ao mês não era esperada e repercutiu negativamente.

 

Suficiente - Uma fonte considera o teto de 8% alto o suficiente para acomodar até um eventual aumento da Selic e diz que a tarifa deve cobrir a rentabilidade necessária do produto. “O cliente fica tipicamente pouco tempo. Então esse teto, embora não seja o melhor dos mundos para os bancos, não compromete a rentabilidade da linha”, disse.

 

Possibilidade - O Valor noticiou no dia 12 que o BC discutia a possibilidade de permitir que as instituições financeiras cobrassem tarifas dos clientes que quisessem ter o cheque especial, para assim conseguirem reduzir as taxas de juros, que estão em média na casa de 12% ao mês. Porém, segundo fonte do setor, a expectativa era que fosse permitida uma tarifa um pouco maior que o 0,25% anunciado e que abrangesse todos os clientes que optassem pelo produto. O formato adotado pelo CMN isenta de cobrança boa parte dos clientes, já que limites de até R$ 500 ficam de fora. De acordo com o BC, hoje existem 19 milhões de pessoas que estariam livres da tarifa mensal. Ao todo, o cheque especial está disponível para 80 milhões de clientes no país.

 

Modalidade mais cara - O cheque especial é a modalidade de crédito mais cara do país, com taxa 305,9% ao ano em outubro. A nova regra reduzirá esse patamar para cerca de 151% ao ano. A Selic está em 5% anuais. Com as mudanças, o BC pretende limitar o uso da modalidade pelos clientes e evitar que os bancos cobrem juros elevados demais.

 

Regulatória - “Tivemos inúmeras reuniões com bancos, mas essa é uma decisão do BC, regulatória”, afirmou o diretor de regulação do Banco Central, Otávio Damaso. O diretor de organização do sistema financeiro e resolução do BC, João Manoel Pinho de Mello, disse que as mudanças são resultado de um estudo “amplo e rigoroso” feito pelo órgão regulador sobre a modalidade. “Há um custo incorrido sobre o sistema todo por causa desse limite não usado”, disse.

 

Portabilidade - Em paralelo às medidas referentes ao cheque especial, o CMN anunciou medidas para facilitar a portabilidade de crédito e estimular a competição. O objetivo é permitir a transferência de dívidas para modalidades mais baratas. 

 

Operações - As operações com cheque especial poderão ser objeto de portabilidade, o que hoje não é possível. Ao mesmo tempo, financiamentos imobiliários contratados no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) poderão ser enquadradas no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) - aquelas em que o cliente pode usar os recursos de sua conta no FGTS para pagar o imóvel.

 

Documento - Também foi criado o Documento Descritivo de Crédito (DDC), que será fornecido pelas instituições com as informações solicitadas pelo devedor referentes à operação de crédito contratada. A norma prevê ainda a possibilidade de ressarcimento pelo custo de originação da operação de crédito objeto da portabilidade, que não poderá ser repassado ao devedor. As mudanças entram em vigor em abril de 2020.

 

Pleito - Embora as medidas referentes ao cheque especial não tenham vindo exatamente como os bancos gostariam, o BC atendeu a um pleito deles. As letras imobiliárias garantidas (LIG) agora poderão ser emitidas no exterior, o que deverá ampliar o interesse pelos papéis. Até agora, as captações só podiam ser feitas no mercado local. O Valor informou em junho que o governo preparava essa mudança. A ideia é atrair estrangeiros para esses títulos, que são garantidos por uma carteira imobiliária, e fomentá-los como fonte de recursos para a habitação.

 

Contribuição adicional - O CMN aprovou ainda novas regras para a contribuição adicional dos bancos ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que passará a ser feita de forma progressiva. Procuradas, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e as grandes instituições financeiras não comentaram as novas regras até o fechamento desta edição. (Valor Econômico)

CÂMBIO: Dólar alto força nova postura do Banco Central

cambio 28 11 2019Depois de uma série de ruídos de comunicação, que serviram de combustível para a disparada do dólar, o Banco Central ajustou o discurso sobre a política cambial e, agora, deixa claro que está pronto para intervir a qualquer sinal de “disfuncionalidade”. A mudança de tom, entretanto, só veio depois de muita pressão no mercado: os investidores reforçaram as compras de dólares na bolsa e zeraram as apostas a favor do real.

Investidores locais - Apenas na última terça-feira (26/11), os investidores locais compraram US$ 1,8 bilhão via derivativos registrados na B3. O movimento foi tamanho que a posição geral desses “players” foi totalmente revertida. Se, antes, prevaleciam posições favoráveis à queda do dólar, ou “vendidas” no jargão do mercado, agora sobressaem as apostas compradas na moeda americana.

Máximas históricas - Não à toa, o dólar superou suas máximas históricas no começo da semana, mesmo com duas intervenções do BC em um só dia com venda de dólares no mercado à vista. Logo após o fechamento na terça, o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, afirmou, em evento, que voltaria a fazer intervenções se o câmbio estivesse disfuncional - um foco diferente daquele adotado na semana passada quando se concentrou na política monetária e afirmou que o câmbio só preocuparia se afetasse expectativas de inflação.

Nova mensagem - A nova mensagem - agora mais direcionada a problemas no câmbio - foi reforçada logo na manhã desta quarta pelo diretor de política monetária, Bruno Serra Fernandes. “Se o mercado não funcionar adequadamente, vamos intervir de novo”, disse, ressaltando que o BC não defende nível de câmbio. A promessa sobre a intervenção não demorou a ser colocada à prova.

Alta - Nesta quarta-feira (27/11), o dólar comercial voltou a subir com força e, na máxima do dia, bateu R$ 4,2711. Em seguida, mais um leilão de venda de dólares pelo BC. A atuação até serviu para reduzir o ímpeto da escalada, mas a cautela segue bastante presente.

Cotação - Mesmo com a terceira intervenção em dois dias, o dólar fechou cotado a R$ 4,2584, em alta de 0,45%. E num sinal de que o tema se mantém no radar, o BC anunciou, após o fechamento do mercado, que ofertará até US$ 1 bilhão em novo leilão nesta quinta-feira (28/11).

Anomalia - Para o professor Márcio Garcia, da PUC-RJ, o dólar a R$ 4,27 não é uma anomalia dado o contexto de baixos juros, queda das commodities e frustração com o leilão da cessão onerosa. Ele também nota que, em uma perspectiva de mais longo prazo, o câmbio real não está excessivamente depreciado. “Em 2002, o dólar chegou perto de R$ 7,00, a depender dos deflatores que você usa”, diz.

Especulação - Apesar disso, Garcia identificou um componente de especulação nos últimos dias, alimentado pela fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o novo paradigma da economia, com juro baixo e câmbio depreciado. Mesmo que o conteúdo da fala do ministro não seja muito diferente do que se conhece, acrescenta, “Guedes deveria, por dever de ofício, saber que não é papel dele fazer comentários do tipo. Quando ele fala, ganha outro peso”, diz.

Contra o real - As operações do BC começaram a ocorrer num momento que diversos fatores jogavam contra o real, inclusive a revisão dos dados da balança de pagamentos e a saída sazonal de recursos do país, o que levou os investidores a se concentrarem na ponta compradora de dólar, diz Luiz Fernando Figueiredo, sócio da Mauá Capital e ex-diretor do BC. “A intervenção serve para gerar funcionalidade no mercado, que está na alçada do BC.”

Momento - Ex-chefe do Departamento de Operações de Mercado Aberto (Demab) do BC, Sergio Goldenstein acredita que este é um momento de a autoridade monetária mostrar força para atenuar a escalada do dólar. “Como há escassez de dólares à vista, o BC está certo em suprir liquidez neste mercado”, diz. “Se fraquejar, a depreciação da moeda pode ser ainda maior.”

Dúvidas - O movimento do câmbio começa a levantar dúvidas sobre o ponto final do ciclo de corte de juros. Para alguns profissionais, inclusive, a autoridade monetária deveria ajustar o discurso para reforçar também que não há relação mecânica entre movimento do câmbio e trajetória da Selic.

Contradição - Um dos poucos gestores a ter uma visão mais conservadora, tanto para a bolsa quanto para o real, Eric Hatisuka, da Rosenberg Investimentos, vê uma contradição do BC em derrubar juros e intervir no câmbio. Para ele, ao optar por afrouxar a política monetária, torna-se ilógico o BC atuar para tentar conter os efeitos do juro baixíssimo no câmbio: a autoridade deveria ter deixado a moeda flutuar. “Ao mandar essa mensagem confusa, eu entendo que o BC desancorou o câmbio. Agora, a moeda vai buscar um novo equilíbrio, mas não sabemos qual”, diz. (Valor Econômico)

cambio quadro 28 11 2019

 

LEVANTAMENTO: Custo Brasil consome 22% do PIB e ganha nova estratégia de combate

 

O emaranhado de normas burocráticas, barreiras comerciais, tributos complexos, riscos judiciais, infraestrutura deficitária e outros componentes do chamado “custo Brasil” encarece os negócios em R$ 1,5 trilhão e representa 22% do PIB, segundo levantamento inédito feito pelo Ministério da Economia em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e obtido pelo Valor.

 

Mapeamento - Velho conhecido dos empresários, o custo Brasil foi mapeado em 12 grandes temas e com a análise de 31 indicadores. Para cada um deles, fez-se uma estimativa do gasto adicional das empresas brasileiras em relação à média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

 

Sistema tributário - Um exemplo é o sistema tributário: as companhias por aqui gastam 1.501 horas-ano somente para declarar seus impostos e alocam 65% de seus lucros no pagamento de tributos. Na OCDE, essa média é de 161 horas-ano e 40% dos lucros obtidos. Resultado: até R$ 280 bilhões de custo adicional.

 

Assustador - “É assustador. O custo Brasil sempre veio à tona, mas a dimensão dos números foi uma surpresa  para todo mundo”, afirma o empresário Jorge Gerdau, presidente do conselho do MBC. Para ele, o levantamento “põe o tema claramente sobre a mesa” e o diálogo aberto com o governo permite atacar o problema de forma bem estruturada, sem uma abordagem “pedacinho por pedacinho”.

 

Ações - Feito o diagnóstico mais detalhado, é hora de pensar em ações para reduzir os custos que recaem do setor produtivo. A Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec) instituirá um programa específico com essa finalidade.

 

Portaria - Uma portaria a ser assinada nesta quinta-feira (28/11) pelo secretário especial Carlos Da Costa, em um evento em São Paulo, formalizará a criação do Programa de Melhoria Contínua da Competitividade, com três linhas de atuação: 1) análise e acompanhamento periódico de indicadores de produtividade e qualidade do ambiente de negócios; 2) estabelecimento de um canal centralizado de comunicação, por meio de ferramenta eletrônica, para receber propostas de políticas públicas e medidas; 3) avaliação regular das proposições recebidas a partir de critérios de impacto na redução dos custos.

 

Transformação - “Estamos fazendo uma grande transformação de como a competitividade é tratada no Brasil, medindo a burocracia em seus detalhes e buscando compreender as raízes de cada deficiência”, diz Carlos Da Costa. “Não é apenas uma análise ou um diagnóstico. É o início de um processo que vai balizar o diálogo do setor privado com o governo a partir de agora.”

 

Meta - A meta do governo Jair Bolsonaro é colocar o Brasil entre os 50 primeiros colocados no índice de competitividade do Fórum Econômico Mundial até 2022. Na última edição do ranking, divulgada em outubro, o país avançou uma posição em relação ao ano anterior e ficou em 71º lugar entre 141 nações.

 

Plataforma - Em até 240 dias, segundo a portaria, a Sepec deverá colocar no ar uma plataforma para permitir o acompanhamento externo dos indicadores de competitividade da economia brasileira e a tramitação das propostas priorizadas. Também vai estabelecer um comitê público-privado de monitoramento de todas essas ações, com participação da iniciativa privada e diversos setores.

 

Priorização - O levantamento do MBC dá à equipe econômica uma possibilidade de construir justamente uma metodologia de priorização do custo Brasil. Sabe-se agora que nenhuma outra área geraria tanto impacto como capital humano, dividido em três elementos: limitações na qualificação de mão de obra, encargos trabalhistas elevados e alta judicialização e riscos trabalhistas. O impacto estimado é de até R$ 320 bilhões.

 

Lista - Gerdau tem sua lista particular de prioridades a serem atacadas. Ele começa pelo custo do trabalho. “No Brasil, o trabalhador leva de 42% a 45% daquilo que é pago pelo empregador. Na média internacional, ele fica com 62% a 65%. Em alguns países, chega a 85%. A folha de pagamento é usada como instrumento de arrecadação para o governo”, afirma.

 

Impostos - Em seguida, Gerdau aponta os impostos: “Praticamente todo o sistema tributário está construído sobre o consumo, e cumulatividade prejudica a estrutura produtiva”. Na sequência, ele menciona o custo da energia, o acesso ao crédito e a deficiência na logística de transporte como fatores que precisam ser enfrentados com atenção. (Valor Econômico)

 

levantamento quadro 28 11 2019

FRENCOOP: Cooperativas poderão receber recursos de fundos regionais de desenvolvimento

frencoop 28 11 2019Criados para financiar projetos nas áreas de atuação das Superintendências do Desenvolvimento da Amazônia (Sudene), do Nordeste (Sudam) e do Centro-Oeste (Sudeco), os fundos de desenvolvimento dessas regiões poderão ser acessados por cooperativas. É o que prevê o Projeto de Lei Complementar (PLP) 262/2019, apresentado pelo senador Flávio Arns (Rede-PR), que integra a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).

Cooperativas - A proposta inclui as cooperativas no rol dos beneficiários dos recursos do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). “Até hoje o cooperativismo não tem tido o devido acesso a essas fontes de financiamento, seja como beneficiário direto dos recursos, no caso das cooperativas agropecuárias e de outros segmentos, seja como operadores dos fundos, por meio das cooperativas de crédito”, aponta o parlamentar.

Desenvolvimento regional - Para o senador, a inclusão das cooperativas como beneficiárias dos fundos tornará mais efetiva a promoção do desenvolvimento dessas regiões. “Isso permitirá que as cooperativas invistam em projetos de infraestrutura, logística e na estruturação de empreendimentos produtivos para dinamizar a economia dessas regiões”, justifica.

Fortalecimento - Segundo Arns, a medida busca fortalecer as cooperativas que são fontes sustentáveis de emprego e renda no Brasil. “Os dados do setor impressionam. Atualmente, 48% de toda a produção agrícola brasileira passa de alguma maneira por uma cooperativa agropecuária e 38% dos brasileiros com assistência médica são atendidos por cooperativas de saúde”, exemplifica.

Números - O cooperativismo beneficia direta ou indiretamente 51,6 milhões de pessoas em todo o país. Em 564 municípios, as cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras locais e 807 municípios são atendidos por cooperativas de eletrificação no país. No setor de transporte, as cooperativas são responsáveis pela movimentação de 428 milhões de toneladas de cargas por ano. (Assessoria de Imprensa do senador Flávio Arns)

 

SENADO: Programa Médicos pelo Brasil é aprovado e pode reincorporar profissionais cubanos

 

senado 28 11 2019O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (27/11) a criação do programa Médicos pelo Brasil. O programa substitui o Mais Médicos, criado em 2013 com o objetivo de ampliar a oferta de serviços médicos em locais afastados ou com população vulnerável. O projeto de lei de conversão (PLV 25/2019) segue para sanção presidencial. O texto é oriundo da Medida Provisória (MP) 890/2019, aprovada nesta terça-feira (26/11) pela Câmara dos Deputados e que perderia a vigência na quinta-feira (28/11).

 

Reincorporação - A principal novidade do projeto de lei de conversão, cujo relator no Senado foi o senador Confúcio Moura (MDB-RO), é a reincorporação dos médicos cubanos ao programa, por mais dois anos. Poderão pedir a reincorporação aqueles que estavam em atuação no Brasil no dia 13 de novembro de 2018 e tenham permanecido no país após o rompimento do acordo entre Cuba e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que intermediava a participação dos cubanos no programa brasileiro.

 

Permanência - Outra condição é que o profissional tenha permanecido no território nacional até a data de publicação da MP 890/2019 (1º de agosto), na condição de naturalizado, residente ou com pedido de refúgio.

 

População vulnerável - De acordo com a MP, os locais com dificuldade para se manter médicos são municípios com população pequena, baixa densidade demográfica e grande distância de centros urbanos. Os municípios que satisfazem esses parâmetros serão definidos pelo Ministério da Saúde a partir de dados do IBGE.

 

Mais - Também são considerados locais de difícil provimento de médicos os distritos sanitários especiais indígenas e comunidades ribeirinhas. O texto de Confúcio Moura inclui nesse grupo os quilombolas e as localidades atendidas por unidades fluviais de saúde.

 

Alta - Já os locais de vulnerabilidade alta são as cidades com grande proporção de pessoas cadastradas nas equipes de saúde da família e que recebam benefícios do Bolsa Família, de Prestação Continuada (BPC) ou outros pagamentos previdenciários de até dois salários mínimos.

 

Ideologias - “Esse PLV está acima das ideologias, acima dos partidos, dos interesses, porque ele é, antes de tudo, um acordo federativo importante que vai ajudar as prefeituras, os estados necessitados a incorporar médicos pagos pelo Orçamento Geral da União sem impactar nas folhas de salário das prefeituras”, ressaltou Confúcio.

 

Comemorado - O resultado foi comemorado pelo senador Major Olímpio (PSL-SP). “O projeto com a medida provisória dos Médicos pelo Brasil permitirá 7.300 médicos a mais. Absolutamente necessários e ainda não o suficiente para demanda do nosso país continental com a população de 210 milhões de pessoas. Mais uma vez o Senado dá uma demonstração de maturidade”, avaliou  

 

Agência de saúde - Uma das diferenças em relação ao Mais Médicos é que o novo programa será conduzido por uma agência criada pelo Poder Executivo. A Agência para o Desenvolvimento da Atenção Primária à Saúde (Adaps) funcionará na forma de serviço social autônomo, com personalidade jurídica de direito privado sem fins lucrativos.

 

Atividades - A Adaps poderá desenvolver atividades de ensino, pesquisa e extensão na área médica e executará o programa, contratando os médicos, realizando convênios com órgãos e entidades públicas e privadas e promovendo o desenvolvimento e a incorporação de tecnologias assistenciais e de gestão.

 

Rejeitado - Na votação, foi rejeitado destaque apresentado pela bancada do PT para devolver ao texto um dispositivo, retirado pelos deputados, que permitia aos estados, individualmente ou por consórcio, executarem diretamente o programa.

 

Processo seletivo - A agência poderá contratar médicos de família e tutores por meio de processo seletivo público. Para se candidatar, o profissional precisará ter registro em Conselho Regional de Medicina (CRM).

 

Supervisão - Do tutor, a quem caberá supervisionar o curso de formação de médico de família, será exigida ainda especialidade em medicina de família e comunidade ou em clínica médica. Sua seleção constará de prova escrita de caráter eliminatório e classificatório.

 

Curso - Para o médico, além da prova escrita, haverá ainda curso de formação, eliminatório e classificatório, com duração de dois anos, e prova final escrita.

 

Bolsa formação - Durante o curso, o médico receberá uma bolsa-formação e as atividades não poderão ser consideradas vínculo empregatício de qualquer natureza, devendo o médico-aluno ser enquadrado como contribuinte individual do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). O curso será ministrado por instituição de ensino parceira, com avaliações semestrais intermediárias.

 

Residência - Para o médico que for aprovado no curso de formação em medicina de família no âmbito do programa, o texto permite a redução de um ano do programa de residência em clínica médica no qual o profissional venha a ingressar futuramente.

 

Sucesso - Ministro da Saúde no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador José Serra (PSDB-SP) se dirigiu ao atual ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, que acompanhou a votação e Plenário. “Torço para que o ministro Mandetta tenha sucesso nesse novo programa, sem destruir as experiências exitosas de governos anteriores. No debate da saúde pública, é preciso colocar os resultados à frente de qualquer ideologia. Saúde não tem ideologia, saúde tem prioridade”, disse.

 

Preocupação - Serra também demonstrou preocupação com a possível aprovação pelo Congresso da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 186/2019, conhecida como PEC da Emergência Fiscal, que impediria o Ministério de contratar agentes de saúde, exceto para repor profissionais em caso de aposentadoria.

 

Gratificação - O texto aprovado prevê ainda aumento de gratificação para servidores médicos da carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho. O aumento será de cerca de R$ 1,5 mil (11,8%) e é equivalente à gratificação de maior valor paga a profissionais não médicos dessa carreira.

 

Urgência - Em seguida, os senadores aprovaram urgência para a votação do projeto de regulamentação do Revalida PL 6.176/2019), que estava prevista na MP, mas havia sido retirada pelos deputados. O Revalida é um exame nacional de revalidação de diplomas de medicina expedidos no exterior. Atualmente, o assunto é regulado por portaria. Mais tarde, os senadores aprovaram o projeto. (Agência Senado, com informações da Agência Câmara de Notícias)

SAÚDE: Cinco pessoas morrem de gripe no Paraná em um mês

 

saude 28 11 2019O boletim da gripe divulgado nesta quarta-feira (27/11) pela Secretaria de Estado da Saúde traz 658 casos confirmados de síndromes respiratórias agudas provocadas pelo vírus Influenza desde o começo deste ano. São 35 casos a mais que o boletim anterior, divulgado em 16 de outubro, com 623 casos. O informe totaliza 127 óbitos por gripe neste ano – 109 são casos confirmados de H1N1.

 

Óbitos - De outubro para cá foram registradas cinco mortes. Em todos os casos as pessoas não tinham recebido a vacina da gripe e apresentavam fator de risco associado.

 

Municípios - Os óbitos aconteceram nos municípios de Cianorte, uma mulher de 52 anos, com cardiopatia e diabetes; Maringá, uma mulher de 82 anos, com diabetes; Foz do Iguaçu, uma mulher de 73 anos; Curitiba, uma mulher de 94 anos, portadora de doença neurológica, pneumonia e também cardiopata; e outro caso em Curitiba, um menino de cinco anos que apresentava cardiopatia como fator de risco.

 

Mais vulneráveis - “Os casos de gripe atingem com maior gravidade os maiores de 60 anos, os adultos na faixa dos 50 a 59 anos e os menores de seis anos. As pessoas nestas faixas devem estar atentas às infecções por Influenza. A idade, associada a outros fatores de risco como, por exemplo, doenças neurológicas, renais e do coração, pode levar ao óbito”, destaca o chefe da Divisão de Doenças Transmissíveis da Secretaria da Saúde, Renato Lopes.

 

Prevenção - Segundo o técnico, as medidas de prevenção à gripe devem ser mantidas. “A oscilação da temperatura, com dias frios e de muito calor, ajuda provocar a gripe. Por isso, a prevenção deve ocorrer durante todo o ano”, completa Lopes.

 

Medidas - Entre as medidas preventivas estão a higienização frequente das mãos, principalmente antes das refeições, e a ventilação constante dos ambientes.

 

Sintomas - Os principais sintomas da gripe são febre alta, acima de 38 graus, com início repentino, além de dor de garganta e de cabeça, calafrios, sensação de cansaço e tosse seca. Diante dos sintomas a recomendação a busca de atendimento médico nas unidades de saúde. (Agência de Notícias do Paraná)

INTERNACIONAL: Expansão nos EUA continua sólida, mas consumo desacelera

 

A expansão econômica dos Estados Unidos continuou sólida no início do quarto trimestre, embora alguns sinais apontem para gastos mais fracos dos consumidores neste fim de ano. Relatórios do Departamento do Comércio deram uma amostra inicial das tendências para o fim do ano: os gastos das famílias aumentaram em outubro, assim como as encomendas de bens industriais duráveis - ambos sinais positivos para o crescimento.

 

Ritmo mais forte - Além disso, a economia dos EUA cresceu num ritmo um pouco mais forte que o inicialmente estimado no terceiro trimestre, apesar da contínua queda dos investimentos das empresas. “O crescimento continua no caminho certo”, apesar dos problemas recentes como uma greve de 40 dias na General Motors e dos problemas com o 737 MAX da Boeing, disse Brian Bethune, economista da Universidade Tufts.

 

Dados econômicos - Os investidores receberam bem os dados econômicos, assim como os comentários otimistas feitos na terça-feira pelo presidente Donald Trump sobre as negociações comerciais com a China. Nesta quarta-feira (27/11), o índice S&P 500 subiu 0,4%.

 

PIB - O Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos pela economia - dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 2,1% no terceiro trimestre, ajustada sazonalmente e à inflação, segundo o dado revisado pelo Departamento do Comércio. A primeira estimativa apontou um crescimento menor, de 1,9%, e a revisão para cima foi atribuída principalmente aos maiores investimentos em estoques.

 

Nova leitura - A mais nova leitura “indica que a economia não está caminhando para um colapso”, disseram economistas da Oxford Economics em nota a clientes. “Mas o prolongado declínio industrial global, as persistentes incertezas com a política comercial e a queda do crescimento da renda apontam para uma atividade mais fraca nos próximos meses”, disseram os economistas Gregory Daco e Lydia Boussour.

 

Um pouco abaixo - O crescimento no quarto trimestre, agora em sua nona semana, caminha para ficar um pouco abaixo da taxa de 2% registrada nos dois trimestres anteriores. A consultoria Macroeconomic Advisers estima que o PIB americano deverá crescer de 1,8% neste trimestre.

 

Força motriz - Os consumidores americanos têm sido a força motriz da economia nos dois últimos trimestres, compensando o declínio nos investimentos das empresas. Mas há sinais de que o ímpeto do consumidor pode estar perdendo força. O Departamento do Comércio disse que os gastos das famílias tiveram um aumento sazonalmente ajustado de 0,3% em outubro, em relação a setembro, mas que grande parte desse aumento se deveu a gastos maiores com energia elétrica e gás.

 

Bens duráveis - Os gastos com bens duráveis, como automóveis, caíram em outubro e a renda das famílias permaneceu inalterada.

 

Menor confiança - A menor confiança do consumidor também poderá ser um motivo de preocupação neste quarto trimestre. Na terça-feira, o Conference Board informou que seu índice de confiança caiu em novembro pelo quarto mês seguido.

 

Gastos - Os gastos do consumidor respondem por mais de dois terços do PIB americano e os dados de ontem mostram que os gastos dos americanos tiveram um crescimento sólido, ainda que menor, no período julho-setembro, comparado ao segundo trimestre. Os gastos com consumo próprio cresceram numa taxa anualizada não revisada de 2,9% no terceiro trimestre, em comparação a 4,6% no segundo trimestre.

 

Sinais conflitantes - Os informes trimestrais de vendas do varejo divulgados até agora apontam sinais conflitantes sobre a disposição do consumidor americano para continuar gastando no momento em que se aproximam as festas de fim de ano.

 

Fraqueza nas vendas - As redes de lojas de departamentos Kohl’s, Macy’s, Nordstrom e J.C. Penney anunciaram fraqueza nas vendas, enquanto Target, Amazon, Walmart, Best Buy e TJX reportaram crescimento significativo.

 

Ponto fraco - No entanto, os investimentos das empresas continuam sendo um ponto fraco da economia. Os investimentos fixos não residenciais - que refletem os gastos das empresas com software, pesquisa e desenvolvimento, equipamentos e estruturar - caíram para uma taxa anualizada de 2,7% no terceiro trimestre, depois de uma queda de 1% no trimestre anterior.

 

Lucros - Os lucros das empresas americanas também caíram no terceiro trimestre, segundo a primeira estimativa do governo. Uma preocupação apresentada pela fraqueza dos lucros das empresas é de que o mercado de trabalho possa se deteriorar se as empresas reduzirem as contratações ou demitirem funcionários para reduzir os custos, o que provavelmente afetaria os gastos do consumidor.

 

Mercado de trabalho - Mesmo assim, por enquanto o mercado de trabalho continua forte. O número de americanos requisitando auxílio desemprego pela primeira vez caiu na semana passada, segundo disse ontem o Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego permaneceu em níveis historicamente baixos, de 3,6% em outubro, e o mercado de trabalho continuou criando empregos, embora num ritmo menor que o dos dois meses anteriores.

 

Fed - Os dados desta quarta não deverão demover o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de sua atual posição “esperar para ver” em relação à política monetária. O mais recente “Livro Bege” do Fed, um sumário das condições econômicas atuais, apontou que a economia americana manteve um ritmo de expansão “modesto” até a metade de novembro, com gastos de consumo estáveis e sinais de melhora no setor manufatureiro. (Valor Econômico)

 

internacional 28 11 2019


Versão para impressão


RODAPE