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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4718 | 03 de Dezembro de 2019

ENCONTRO ESTADUAL: Resultados preliminares do cooperativismo paranaense serão apresentados no evento

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, irá fazer um balanço do ano e apresentar os resultados preliminares alcançados neste exercício pelas cooperativas do Paraná, no pronunciamento que fará na abertura do Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, na sexta-feira (06/12), em Medianeira, na região Oeste.

Cooperativismo - Atualmente são 215 cooperativas de sete ramos (agropecuário, crédito, saúde, infraestrutura, consumo, transporte, trabalho, produção de bens e serviços) registradas no Sistema Ocepar. Em 2018, elas atingiram faturamento de R$ 83,7 bilhões e fecharam o ano com 1,7 milhão de cooperados e 101 mil colaboradores. As exportações somaram US$ 3,5 bilhões. O setor responde por cerca de 60% do PIB agropecuário paranaense.

Público - Devem participar do Encontro Estadual duas mil pessoas, entre cooperados, colaboradores, dirigentes, demais lideranças ligadas ao cooperativismo paranaense, seus familiares e convidados. O evento é promovido com o propósito de celebrar as conquistas alcançadas pelo setor ao longo do ano.

Painel com autoridades - A programação do Encontro Estadual será aberta com o Painel com autoridades, que terá a presença de representantes do executivo, legislativo e entidades parceiras.

Programação - Depois, haverá a apresentação sobre a Cooperativa Lar, anfitriã do Encontro. “Improviso e criatividade” e “A arte de viver a transformação” são os temas das palestras que serão apresentadas, na sequência, pelo ator, diretor e dramaturgo, Márcio Ballas, e pelo doutor em Psiquiatria e Psicologia Médica e professor Pedro Calabrez, respectivamente. O evento será encerrado com uma grande atração: um show com o cantor medianeirense Michel Teló, que irá animar o público no período da tarde.

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COTRANAUTA: Cooperativa completa 20 anos com muitos desafios no litoral do Paraná

A Cooperativa dos Transportadores Náuticos da Ilha do Mel - Cotranauta foi fundada em 1999, na comunidade de Brasília, na Ilha do Mel, Litoral do Paraná, com o objetivo de reunir embarcações autônomas que operam na região. Foi a primeira cooperativa de transporte náutico do Paraná e a primeira de táxi náutico do Brasil, com registros na Ocepar e OCB.

Turismo - Atualmente, com 68 cooperados, a Cotranauta realiza transportes de passageiros entre Pontal do Paraná e Ilha do Mel, entre as comunidades de Brasília e Encantadas, passeios pela Baía de Paranaguá e táxi náutico interno da Praia do Farol para a Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres, também na Ilha do Mel. “Nossa missão é oferecer transporte náutico de forma organizada e com segurança para nossos usuários, promover o turismo de base comunitária, na região do litoral Norte do Paraná, que possui diversas ilhas com comunidades tradicionais caiçaras, levando cada vez mais pessoas para visitar e gerando uma fonte de renda para essas comunidades”, frisou o presidente da cooperativa, Ismael dos Santos, durante visita ao Sistema Ocepar nesta segunda-feira (02/12), em Curitiba. Ele estava acompanhado pelo vice-presidente, Rodrigo Ribeiro Gonzaga, do diretor administrativo, Daniel Fonseca Lopes e da turismóloga, Camila Campestrini. O grupo foi recebido pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e pelo superintendente da Fecoopar, Nelson Costa.

Comemorações - Para comemorar essas duas décadas de história, no dia 3 de outubro, a cooperativa realizou uma festa de confraternização na Pousada Pôr do Sol, na Ilha do Mel, que contou com a presença da diretoria, cooperados familiares e do presidente do Sistema Ocepar. Para Ricken, a Cotranauta tem um papel fundamental no litoral paranaense. “Através dela, várias famílias conseguem seu sustento, seja como cooperado ou mesmo promovendo o turismo no litoral. Todos os anos eles transportam milhares de turistas brasileiros e muitos estrangeiros que vem conhecer as riquezas do nosso litoral, que apesar de pequeno, tem muitos atrativos, como a Ilha do Mel, Ilha das Peças, Ilha dos Currais, Ilha dos Valadares, Superagui e tantos outros destinos. Eu mesmo já fiz esses passeios por diversas vezes e vale a pena conhecer e utilizar os serviços prestados pela cooperativa. É toda uma cadeia de serviços, onde turistas consomem e ajudam no desenvolvimento de muitos empreendimentos locais”, frisou.

Conquistas - Segundo Ismael dos Santos, em dezembro de 2018, aconteceu uma das principais conquistas da cooperativa: “foi autorizado pela prefeitura de Pontal do Paraná, a abertura de um guichê de atendimento no terminal de embarque de Pontal do Sul com intuito de organizar e fazer o recolhimento das taxas de embarque pelo táxis náuticos que fazem a travessia para Ilha do Mel, assim surgiu nossa primeira filial", conta. Para o presidente, agora o objetivo é expandir com a abertura de mais uma filial no município de Guaraqueçaba, e um guichê de atendimento em Paranaguá, para garantir que o transporte náutico seja cada vez mais organizado na região.Estamos há 20 anos no mercado de trabalho, como uma cooperativa consolidada, prestando serviços de qualidade e sempre com segurança para os passageiros, com embarcações que vão de cinco até 90 passageiros”. Ismael deixa um convite para todos os cooperativistas do Paraná: “venham conhecer as riquezas do nosso litoral, onde temos um povo hospitaleiro e com muitas tradições o ano todo. E quando vier, utilize os serviços da Cotranauta”.

Infraestrutura - Ismael destaca que os moradores e comerciantes da Ilha do Mel reclamam pela melhoria da infraestrutura dos trapiches de desembarque, tanto em Brasília como em Encantadas. “É preciso que o poder público olhe com mais carinho para essas nossas belezas naturais, afinal, turismo é uma fonte de divisas para nosso estado e as condições atuais não são ideias para desembarque com segurança dos turistas. Nós estamos fazendo nossa parte, mas precisamos de um maior apoio por parte dos poderes municipais e estaduais em relação aos trapiches”, destacou.

Diferenciais - Para a turismóloga e assessora da Cotranauta, Camila Campestrini, a cooperativa oferece um importante diferencial de transporte aos turistas. Com barcos menores, chamadas voadeiras, o turista pode chegar aos pontos principais de forma mais rápida e segura. “Ele tem a opção dos barcos grandes e das lanchas, assim pode aproveitar mais o seu dia de lazer. Também destaco que a cooperativa procura desenvolver o turismo de base comunitária que é nas ilhas. Muitos dos moradores vivem da pesca e a inserção deste turismo promovido pela cooperativa, auxilia na subsistência dessas pequenas comunidades caiçaras”. Camila também deixa um convite para os amantes da natureza, para realizarem com a cooperativa um dos passeios inesquecíveis do litoral paranaense que é o da Baia dos Golfinhos. “Lá podem ser avistados dezenas de botos ou golfinhos que fazem seus malabarismos para muitas fotos dos turistas”.

Serviço - Terminal de embarque e guichê Táxi Náutico – Nova Brasília e Pontal do Paraná da Cooperativa dos Transportadores Náuticos e Autônomos da Ilha do Mel. Fone (41) 99139-8094, pelo Instagram @taxi náutico ilha do mel ou e-mail: cotranautapontaldosul@gmail.com.

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VISITA: Na Ocepar, cônsul discute possibilidades de aumento do comércio entre o Brasil e o Reino Unido

O Sistema Ocepar recebeu, na manhã desta terça-feira (03/12), em Curitiba, a visita do cônsul-geral adjunto do Reino Unido, Martin Whalley, e do cônsul honorário do Reino Unido no Paraná, Adam Patterson. Eles foram recebidos pelo superintendente da Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar), Nelson Costa, pelo coordenador de Desenvolvimento Técnico, Silvio Krinski, e pelo analista técnico, Moisés Knaut Tokarski. Também acompanharam o encontro, os representantes do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Deral/Seab), Salatiel Turra, e da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Luiz Eliezer.

Aumento do comércio- “A visita teve como objetivo prospectar possibilidades de aumento do comércio com o Brasil, tendo em vista a saída do Reino Unido da União Europeia. Eles necessitam ampliar as compras de alimentos de outras partes do mundo diante dessa nova situação”, explicou o superintende da Fecoopar.

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SISTEMA OCB: Somos Líderes chegam em Santa Catarina

 

sistema ocb 03 12 2019Os 35 jovens que integram o programa Somos Líderes estão reunidos em Chapecó (SC), onde participam do segundo módulo, com uma programação cheia de informação e cooperação. O objetivo é promover reflexões e debates a respeito do modelo de liderança aplicado à realidade das cooperativas, partindo dos conceitos básicos, princípios, valores, desafios e oportunidades, além de questões jurídicas, sociais e econômicas. O programa é realizado pelo Sistema OCB.

 

Vital - O superintendente Renato Nobile fez questão de acompanhar a programação desse segundo módulo. Para ele, o programa é vital para a formação de novas lideranças do setor. “O cooperativismo precisa dessa força, desse olhar jovem. Eu acredito muito que, com os próximos módulos e turmas, nossas unidades estaduais também possam vir a desenvolver uma iniciativa similar nos estados. Nós percebemos o engajamento desses jovens com todo o processo de aprendizagem, até porque o conteúdo é fantástico e essa também é uma grande oportunidade eles. Este segundo módulo já é extremamente exitoso”, avalia Nobile.  

 

Visita - Assim como no primeiro módulo, a programação contará com uma visita técnica à uma cooperativa. O nome ainda não foi divulgado pela organização, pois será uma surpresa para o grupo. A intenção é que os jovens compreendam o papel da Liderança no Contexto do Cooperativismo, abordando aspectos como cultura e governança cooperativista, sustentabilidade e expansão do modelo cooperativista.

 

Aulas virtuais e presenciais - Até abril de 2020, esses jovens terão aulas virtuais e presenciais de assuntos como Tendência, Inovação e Liderança; Liderança no contexto cooperativista; Liderança no contexto organizacional; Liderança no contexto social; e Liderança no contexto político. Cada um desses módulos conta com metodologia inovadora, conteúdo via podcasts e encontros virtuais em webnários.

 

Quem sabe ensina - Um diferencial do curso é que todos os alunos terão acompanhamento feito por mentores, escolhidos entre os dirigentes das cooperativas reconhecidas pelo Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão. Essa orientação personalizada continua por até dois anos após a conclusão do curso.

 

Outros locais - Além de Chapecó (SC), os jovens também participarão de módulos presenciais em São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF). E para potencializar o aprendizado, estão previstas visitas técnicas a instituições e organizações que implantaram soluções que mostram na prática os conteúdos trabalhados durante o programa. O primeiro módulo ocorreu no mês passado, em Recife (PE). (Informe OCB)

C.VALE: Dia de Campo de Verão será realizado de 7 a 9 de janeiro de 2020

 

Ajustar o perfil do solo para permitir que as plantas consigam expressar o máximo de seu potencial produtivo. Orientações com essa finalidade serão transmitidas aos participantes do Dia de Campo de Verão da C.Vale para que consigam aprimorar o manejo do solo e criar as condições para altas produtividades em soja e milho. Especialistas vão abordar o tema nos dias 7, 8 e 9 de janeiro de 2020, no Campo Experimental da cooperativa, em Palotina, Oeste do Paraná. “Queremos que o produtor maximize os rendimentos da lavoura porque essa é a melhor fórmula para aumentar a rentabilidade do agronegócio”, justifica Enoir Pellizzaro, coordenador do Dia de Campo. O tradicional e maior evento técnico da C.Vale foi antecipado em uma semana para não coincidir com a colheita da soja no Paraná.

 

Parcelas demonstrativas - As informações sobre manejo de solo são parte das atrações do evento. A C.Vale tem 325  parcelas demonstrativas com experimentos para culturas de verão e vai mostrar o desempenho de 60 híbridos de milho, 48 cultivares de soja e oito de mandioca. Quatro instituições de pesquisa e duas universidades também apresentarão seus trabalhos. Na área de máquinas e implementos, 120 empresas vão comercializar seus produtos. Parte delas vai mostrar suas inovações na dinâmica de máquinas.

 

Pecuária - Os participantes do Dia de Campo também poderão receber instruções sobre manejo de frangos, peixes, suínos e frangos. Os associados da C.Vale que atuam na produção de leite vão participar da 19ª Mostra da Bezerra e da Novilha, com premiação dos melhores animais. (Imprensa C.Vale)

 

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COOPAVEL: Fetaep vai levar número recorde de produtores ao Show Rural 2020

 

coopavel 03 12 2019Mais de 12 mil pequenos agricultores de todas as regiões do Paraná estarão em Cascavel (PR), de 3 a 7 de fevereiro de 2020, para conhecer as novidades da 32ª edição do Show Rural Coopavel. As caravanas são organizadas pela Federação dos Trabalhadores Rurais e Agriculturas Familiares do Paraná, que trará número recorde de pessoas ao segundo maior evento do mundo em transmissão de conhecimentos para o campo. “Para essa edição, estamos inovando. Vamos trabalhar em conjunto com Emater e Iapar e, com isso, praticamente dobrar o número de produtores envolvidos em comparação ao ano anterior”, diz o presidente da Fetaep, Marcos Brambilla.

 

Oportunidade - Grande parte dos produtores integrados às caravanas são do Oeste, mas há ônibus que partem, no início de fevereiro em direção a Cascavel, de todas as regiões do Estado. “Essa é uma oportunidade para conhecer novidades e poder, de forma rápida, agregá-las às pequenas propriedades rurais”, diz o presidente, que é filho de agricultores de Capitão Leônidas Marques e participa da Federação desde 2005 – ele foi diretor de várias áreas, vice-presidente e agora assume a presidência para mandato de quatro anos. Filhos e esposas de agricultores também integram as comitivas, tudo para que o máximo de informações possam ser incorporadas pelas famílias rurais.

 

Roteiro - As caravanas seguem ao Show Rural Coopavel já com roteiro pré-definido, principalmente com foco na agricultura familiar. “Os produtores buscam conhecer novas tecnologias e inovações que possibilitem, corretamente aplicadas, melhorar os números da pequena propriedade rural”, diz Brambilla. A Fetaep tem 300 sindicatos espalhados pelo Paraná e como alguns atendem mais de uma cidade então praticamente todo o Estado está ligado às ações da Federação. Uma das preocupações na elaboração da agenda de visitas é permitir que o tempo de permanência no parque seja aproveitado da melhor forma possível. “Não é passeio, é trabalho. Por isso, todo tempo de busca de conhecimentos conta muito”.

 

Expectativa - A primeira visita de agricultores da Fetaep ao Show Rural Coopavel aconteceu em 2006, com alguns poucos produtores. Diante do que os primeiros visitantes viram, a notícia se espalhou e as caravanas acabaram multiplicadas. Atualmente, a Federação é uma das organizações que mais mobilizam pessoas para visitar o evento técnico. “Frequentar o Show Rural significa estar no maior canteiro de produção agrícola do País. É uma grande escola, com os professores à sua disposição para qualquer esclarecimento. E isso estimula o nosso produtor, que busca melhorias para que possa produza mais em menos espaço”, ressalta Marcos Brambilla.

 

Resultado - O conhecimento apresentado no evento, segundo o presidente da Fetaep, é o resultado do esforço da pesquisa, da extensão e da evolução na agricultura. Retrata o avanço e indica o rumo que a nossa agropecuária deve seguir nos próximos anos. Significa a geração de renda, produções cada vez mais eficientes e sustentáveis ambiental, financeira e socialmente, conforme Brambilla. Mesmo diante de um mercado tão amplo e de tanta demanda é imprescindível estar conectado às mudanças, que vão de poder conhecer sobre uma nova cultivar a novas técnicas associadas à inseminação artificial.  

 

Diversificação - A enorme variedade de informações é um dos atrativos particularmente procurados pelas pessoas que, todos os anos, visitam o Show Rural Coopavel. “No evento, o pequeno produtor encontra alternativas e técnicas que permitem, desde que corretamente empregadas, dar ainda mais dinâmica à pequena propriedade”, observa Marcos Brambilla. “Na mostra que acontece em Cascavel é possível encontrar novidades sobre fruticultura, hortaliças, atividade leiteira e equipamentos na medida certa às nossas necessidades, de máquina costal a sistema de irrigação eficientes e acessíveis”.

 

Empreendedor - A demanda do mercado é grande e a vocação das pequenas propriedades rurais é produzir alimentos que são consumidos no dia a dia das pessoas. Os orgânicos estão no radar desses produtores, mas para que os resultados sejam mais intensos tem-se que avançar em políticas públicas de estímulo, a exemplo do que ocorre com a merenda escolar. A orientação da Fetaep é que seu associado seja um empreendedor, que esteja filiado a cooperativas, que são fortes, atuantes e abrem novos nichos a diversos produtos do campo. “Com incentivos e políticas públicas certas, temos potencial até de romper as fronteiras do País”, afirma Brambilla.

 

Sucessão familiar - As propriedades da agricultura familiar têm área de até 50 hectares e, como as demais, também enfrentam o desafio da sucessão familiar. “Esse tema é uma ação cotidiana na pauta prioritária da Fetaep. Muitos jovens ainda deixam a zona rural por falta de oportunidades. Por isso, encontrar boas alternativas de renda e diversificação é tão importante. Com mais atividades é possível gerar mais renda e remunerar melhor a família, combatendo o êxodo rural e fortalecendo o campo”. Um dos consensos de especialistas é que, mesmo com o enorme avanço das tecnologias, o conhecimento e o olhar do homem em atividades tão estratégicas seguirão como fundamentais. (Imprensa Coopavel)

COCAMAR I: “Nossa força o cooperado” é tema de Convenção

 

Com a presença de mais de 600 colaboradores representando todos os departamentos da Administração Central, parque industrial e unidades operacionais nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, a Cocamar realizou, no sábado (30/11), na Acema (Associação Cultural, Esportiva e Recreativa de Maringá), a sua Convenção 2019. 

 

Compartilhamento de informações - Tendo como tema “Nossa força o cooperado”, o evento promoveu um compartilhamento de informações sobre as realizações em 2019 e apresentou as metas para o próximo ano, tendo como foco a excelência do atendimento aos cerca de 15 mil produtores associados. 

 

Resultados - O presidente Divanir Higino destacou que o tema reflete a razão da existência da Cocamar, pois a cooperativa, segundo frisou, “está o tempo todo focada no cooperado”. Em uma breve retrospectiva, ele lembrou que as dificuldades enfrentadas ao longo de 56 anos – desde a fundação - acabaram inspirando soluções inovadoras. Higino mencionou os problemas climáticos ocorridos em 2019, que causaram forte quebra na produtividade de soja, o que não impediu que a Cocamar chegasse ao final do ano com praticamente o mesmo faturamento e, possivelmente, resultados até superiores aos do exercício anterior. “Mesmo num ano difícil, conseguimos surpreender positivamente o produtor”, disse, referindo-se a iniciativas como a fixação de 190 mil toneladas de soja, num único dia, ao preço de R$ 80 a saca. E, com o novo Planejamento Estratégico para o ciclo 2020-2025, o objetivo é oferecer ainda mais satisfação ao cooperado no relacionamento com a Cocamar. “Somos uma cooperativa especial e vamos trabalhar para que 2020 seja o nosso melhor ano”, concluiu. 

 

Laço emocional - Em seu pronunciamento, o vice-presidente de Negócios, José Cícero Aderaldo, reportou-se à necessidade de os colaboradores prestarem um atendimento da melhor qualidade aos cooperados, enfatizando que a missão da cooperativa é fazer com que o seu quadro associativo ganhe mais dinheiro. E ressaltou “a nobreza de a equipe trabalhar para os 15 mil cooperados, agradecendo a Deus pela oportunidade de ter esse tipo de propósito”. Deixando claro que o cooperado é ao mesmo tempo dono, fornecedor e cliente, ele ressaltou a necessidade de fidelização do mesmo. Para isso, se torna indispensável ouvi-lo em suas demandas e problemas, surpreendê-lo positivamente e estar preparado: “chamar o cooperado de dono é um laço emocional forte, baseado na confiança e na verdade”. 

 

Crescer - Para o presidente do Conselho de Administração, Luiz Lourenço, a Cocamar está no caminho certo ao entender que é uma prestadora de serviços aos seus cooperados e precisa fazer isso com excelência. A responsabilidade dos colaboradores é grande, frisou, ao enfatizar que não se pode prometer ao dono da cooperativa aquilo que não é possível entregar. “Cada colaborador é uma peça importante na engrenagem”, disse, destacando que a Cocamar tem o propósito de crescer e os colaboradores precisam estar preparados para aproveitar as oportunidades. 

 

Participação - Durante a Convenção, houve a participação de superintendentes, a projeção de depoimentos de sete cooperados de diferentes regiões e uma exposição do diretor comercial da empresa parceira FMC, Ricardo Almeida, em cuja mensagem ele reforçou que o tema “Nossa Força o Cooperado” lembra um relacionamento baseado na amizade, parceria e companheirismo. (Imprensa Cocamar)

 

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COCAMAR II: Copa de Cooperados será no próximo sábado

 

cocamar II 03 12 2019Mais de 2,5 mil participantes são esperados no próximo sábado (07/12) em Maringá (PR), para mais uma edição da Copa Cocamar de Cooperados. As competições em quatro modalidades de futebol suíço, além de truco e bocha, acontecem a partir das 9h na Associação Cocamar e devem se estender até o final da tarde. 

 

Equipes - Formadas exclusivamente por produtores cooperados, as equipes representam unidades operacionais de todas as regiões da cooperativa, espalhadas pelo norte e noroeste do Paraná, oeste de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul. 

 

Categorias - No futebol suíço, o esporte com maior quantidade de competidores, as categorias são subdivididas, como todos os anos, de acordo com a faixa etária, em principal, veteranos, máster e supermáster. 

 

Bocha e truco - Tão tradicionais quanto o futebol no meio rural, a bocha e o truco continuam movimentando um grande número de produtores nos finais de semana, mesmo com a mudança de seus hábitos nas últimas décadas, quando grande deles deixou de viver no campo para residir nas cidades. 

 

Proposta - A proposta da Copa Cocamar de Cooperados é fortalecer as amizades entre os produtores das diferentes regiões, num congraçamento de final de ano, encerrando também o calendário oficial de eventos da cooperativa em 2019. (Imprensa Cocamar)

COPAGRIL: Premiada em duas categorias do Prêmio Excelência de Guaíra

A Cooperativa Agroindustrial Copagril recebeu duas comendas no Prêmio Excelência de Guaíra 2019. A Cooperativa foi eleita, por meio de pesquisa pública, a marca mais lembrada de Guaíra nos segmentos “cooperativa” e “venda de implementos agrícolas”, sendo premiada na última sexta-feira (29/11), em evento no Neotte Eventos de Guaíra, que condecorou a Copagril, demais empresas e personalidades em 53 categorias. Estiveram presentes no evento, o diretor vice-presidente da Copagril, Eloi Darci Podkowa; o superintendente agropecuário, Enoir José Primon; o gerente da Unidade Copagril de Guaíra, Mauro José Vanin; encarregados e gerentes da cooperativa.

Pesquisa de opinião - O prêmio Excelência de Guaíra é coordenado pela Associação Comercial e Empresarial de Guaíra (ACIAG) e os vencedores do prêmio são eleitos com base na pesquisa de opinião pública, realizada por acadêmicos do curso de Administração da Unipar Campus Guaíra. Os entrevistados, empresários e população em geral, participam da pesquisa por meio de votos nas empresas e personalidades que lembram com maior prioridade, por isso o termo “top of mind”, em tradução livre o “topo da mente”.

Agradecimento - O superintendente Agropecuário da Copagril, Enoir José Primon, agradeceu a todos pelo prêmio. “Nosso muito obrigado aos envolvidos na realização da pesquisa e em especial aos associados, a comunidade, aos clientes e todos que lembraram da nossa marca nas pesquisas. Isso retrata que nossos esforços para fazer um bom trabalho no município vêm surtindo efeito e tornando a Copagril cada vez mais conhecida pelos que estão nas áreas em que atuamos”, comentou o superintendente da Copagril.

Atuação - Em Guaíra, a Cooperativa Agroindustrial Copagril concentra uma forte atuação com um supermercado, lojas agropecuárias, unidades de recebimento de grãos e assistência técnica agrícola e pecuária. (Imprensa Copagril)

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UNIPRIME PIONEIRA DO PR: Startup Uniprime premia projetos inovadores

 

InovaPrime. Termo formado pelas palavras Inovação e Uniprime. Nome do projeto vencedor da primeira edição do Startup Uniprime, uma ação apresentada a jovens acadêmicos para promover a busca por soluções a desafios da cooperativa. Foi uma jornada de inovação, criatividade e cooperativismo percorridos por cinco times que mergulharam no universo cooperativista e acrescentaram sua energia e ideias disruptivas em prol desse movimento.

 

Solução - O time vencedor apresentou uma plataforma/site para captar e sistematizar as ideias e soluções apresentadas por cooperados e colaboradores. Formado por acadêmicos de diferentes cursos, o grupo surpreendeu os jurados que analisaram o projeto considerando cinco critérios: criatividade, aplicabilidade, sinergia, desempenho no método e apresentação. “São novas perspectivas vindas de cabeças fervilhantes de ideias e ecléticas que contribuíram significativamente para a nossa cooperativa”, avaliou o presidente da Uniprime Pioneira do Paraná, Orley Campagnolo sobre todo o processo.

 

Aplicação do conhecimento - Para o grupo vencedor, o desafio foi uma oportunidade de aplicar todo o conhecimento adquirido na universidade. “O que aprendemos lá podemos aplicar em ações para a sociedade. Faz parte do nosso compromisso enquanto acadêmicos”, define um dos integrantes do grupo, Thiago Carlos Campos. 

 

Inovação e pioneirismo - Dividido em três fases, a primeira realizada nos dias 18 e 19 de outubro, a segunda em 08 e 09 de novembro e a terceira nos dias 22 e 23 de novembro, o Startup Uniprime distribuiu R$ 5 mil em premiação aos três melhores times, além da aplicação do projeto vencedor na cooperativa. 

 

Extensão - O projeto inédito dentro do Sistema Uniprime, é uma extensão do Programa de Inovação do Cooperativismo Paranaense, que encerrou recentemente e contou com a participação de colaboradores da cooperativa. A proposta uniu a motivação em aplicar metodologias e conceitos que fazem parte da rotina das startups com a busca por soluções à desafios vivenciados na instituição. “É uma dinâmica nova para uma cooperativa que sempre buscou ser um diferencial”, declarou o presidente Orley Campagnolo. 

 

Dinâmica startup - A metodologia utilizada na ação contou com um mix de técnicas de startups e construção de equipes, sob a orientação do professor Tomás Sparano Martins. “Com base no modelo MVP (projeto/processo minimamente viável) buscamos resultados práticos e criativos para os desafios propostos pela cooperativa”, explicou. 

 

Times - Assim, cinco times foram formados por acadêmicos de diferentes cursos - engenharias, economia, publicidade, administração, entre outros. Cada um contou com a mentoria de um colaborador da Uniprime e com um desafio a ser trabalhado: prospecção de clientes, captação de ideias, comunicação interna, atendimento prime e pertencimento à cooperativa. 

 

Primeira etapa - Na primeira etapa, eles cumpriram com um roteiro que iniciou com a formação e interação dos membros dos times, definição do desafio, brainstorm, avaliação crítica das ideias, busca por outras fontes de inspiração, validação das ideias, prototipagem e apresentação em forma de pitch. 

 

Avaliação - Ao fim da jornada, os participantes foram avaliados pela banca e os três primeiros colocados acumularam pontuação para a grande final, realizada em novembro. Nela, eles apresentaram o projeto prototipado e melhor estruturado. Todos tiveram a oportunidade de participar do pitch e foram novamente avaliados. (Imprensa Uniprime Pioneira do Paraná)

 

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SICOOB ALIANÇA: Clínica Financeira é realizada com colaboradores de empresa cooperada

 

No dia 21, os voluntários transformadores do Sicoob Aliança estiveram na empresa Pandaplast, que é cooperada na cidade de Apucarana (PR), para realizar a Clínica Financeira com os colaboradores. O programa, promovido em parceria com o Instituto Sicoob, oferece gratuitamente atendimentos individualizados para levar informações e tirar dúvidas sobre organização do orçamento familiar, como lidar com as dívidas e evitá-las, investimentos e outros assuntos ligados à educação financeira.

 

Avaliação positiva - O proprietário da empresa, José Dionisio Mendes, avaliou a ação como boa, pois acredita que se os colaboradores tiverem a vida financeira estabilizada, o reflexo disso dentro da instituição também será positivo. “Eu fico feliz de ter sido escolhido. Essas informações repassadas foram muito importantes e serão proveitosas para eles e para mim também”, explicou.

 

Gratificante - Para a voluntária transformadora do Sicoob Aliança, Franciele Tomaz, foi extremamente gratificante participar e levar educação financeira aos colaboradores da empresa. “Vê-los tirando dúvidas e ouvindo as orientações atentamente nos dá a sensação de dever cumprido, pois sabemos que grande parte das pessoas não têm acesso a este tipo de informação, que é essencial no cenário em que estamos vivendo”, afirmou. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

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COOPERAÇÃO: Brasil e Alemanha firmam acordo de 40 milhões de euros para apoiar agropecuária sustentável

 

Os governos do Brasil e da Alemanha firmaram acordos de cooperação técnica e financeira para incentivar o desenvolvimento sustentável. O acordo prevê aporte financeiro de 81,9 milhões de euros do governo alemão, sendo 40,4 milhões para projetos vinculados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 

 

Reunião - Representantes dos dois países reuniram-se, entre os dias 27 e 29 de novembro, no Ministério Alemão para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ) em Bonn, para negociações intergovernamentais sobre projetos de cooperação para o desenvolvimento sustentável.

 

Iniciativas - O aporte financeiro será direcionado às seguintes iniciativas: bioeconomia (14 milhões de euros), proteção florestal, recuperação ambiental e reflorestamentos em pequenas propriedades rurais na Mata Atlântica (13,1 milhões), inovação nas cadeias produtivas da agropecuária na Amazônia (7,5 milhões) e implementação do Cadastro Ambiental Rural (5,8 milhões).

 

Delegação - A delegação brasileira, chefiada pelo embaixador e diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Ruy Pereira, foi integrada pelo secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, pelo secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Flávio Bettarello, e representantes dos ministérios do Meio Ambiente, da Justiça e Segurança Pública, da Economia, do Público Federal (MPF), Banco Central e Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

 

Bianual - As negociações sobre a cooperação bilateral ocorrem a cada dois anos. Bettarello afirma que esses encontros não são focados "apenas na arrecadação de recursos financeiros e na cooperação técnica que o governo alemão disponibiliza a diversas entidades do Brasil, sempre com anuência do governo federal brasileiro, mas, principalmente, para o alinhamento da visão sobre como os países podem trabalhar juntos”.

 

Primeira - Esta é a primeira reunião do grupo que ocorre durante o governo do presidente Jair Bolsonaro e que conta com a presença do Ministério da Agricultura brasileiro. “A participação do Mapa, ocorre, principalmente, pelas atribuições que a pasta ganhou, com a vinda de novas secretarias, como a de Agricultura Familiar e Cooperativismo, e de temas como o da bioeconomia, das cadeias de valor e de inovação. O papel que o Mapa tem, como um grande representante da produção no Brasil, seja agrícola, pecuária, florestal ou extrativista, o torna um ator fundamental nesse processo de negociação”, ressalta o secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais.

 

Sustentabilidade - Durante as reuniões, o Brasil destacou a necessidade de que a ações tenham como pilar fundamental a sustentabilidade, como explica o secretário Fernando Schwanke. “A participação do Mapa foi extremamente importante, pois trouxemos os conceitos da sustentabilidade que defendemos no âmbito da agricultura no Brasil e no mundo, como a ministra Tereza Cristina tem dito. Não existe agricultura sem ela ser sustentável nas questões ambiental, social e econômica”.

 

Bioeconomia - Outro assunto de destaque foi a bioeconomia, que tem ganhado cada vez mais espaço nas discussões bilaterais. “Esse é um tema no qual colocamos muita luz desde o começo do ano. Lançamos o programa Bioeconomia Brasil – Sociobiodiversidade, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, e ele já começa a dar frutos, tanto que conseguimos recursos adicionais de 10 milhões de euros para que essa questão seja trabalhada no Brasil. O resultado das negociações foi muito positivo para o Mapa”, diz Schwanke.

 

Trabalho conjunto - Segundo a Agência Brasileira de Cooperação, há mais de 50 anos os dois países têm trabalhado conjuntamente para o desenvolvimento sustentável. A Alemanha é um importante parceiro no fomento de políticas públicas e iniciativas de cooperação nas áreas de “proteção e uso sustentável das florestas tropicais” e “energias renováveis e eficiência energética”. (Mapa)

 

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ECONOMIA: PIB cresce 0,6% no terceiro trimestre, revela IBGE

economia 03 12 2019O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 0,6% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (03/12), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (BGE). Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, o PIB teve crescimento de 1,2%.

Acumulado - No acumulado em quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2019, o crescimento é de 1,0%, na comparação com mesmo período anterior.

Até setembro - No acumulado do ano até setembro, o PIB cresceu o mesmo percentual em relação a igual período de 2018.

Valores correntes - Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 1,842 trilhão no terceiro trimestre de 2019. Do total, R$ 1,582 trilhão se refere ao Valor Adicionado e R$ 259,7 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

Agropecuária - A agropecuária apresentou a maior alta e registrou 1,3%. Na sequência, ficou a indústria, que subiu 0,8%. Nos serviços, a elevação ficou em 0,4%, todos os percentuais na comparação com o trimestre anterior.

Indústria - De acordo com o IBGE, o crescimento da indústria foi provocado pela expansão de 12% no setor extrativo, com destaque para o bom desempenho da extração de petróleo, e de 1,3% na construção.

Queda - No entanto, a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos caiu 0,9%. Queda também na indústria de transformação: (1%).

Serviços - Nos serviços, as grandes contribuições ficaram por conta dos resultados positivos das atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,2%), do comércio (1,1%), da informação e comunicação (1,1%), das atividades imobiliárias (0,3%) e das outras atividades de serviços (0,1%).

Recuo - Já as atividades de transporte, armazenagem e correio registraram recuo (-0,1%), como também na administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,6%). (Agência Brasil)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Exportação sobe US$ 6,5 bi após revisão de erro

 

comercio exterior 03 12 2019Um erro de programação no sistema do Serpro, responsável pelo Portal Único de Comércio Exterior, provocou uma subnotificação equivalente a US$ 6,488 bilhões dos registros das exportações brasileiras, afetando os dados da balança comercial de setembro a 24 de novembro.

 

Valor - Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, de setembro até 24 de novembro, as exportações somaram US$ 53,321 bilhões, e não US$ 46,834 bilhões, como informado anteriormente. A mudança também vai impactar diretamente os números das contas externas. Os dados corrigidos já foram transmitidos ao Banco Central (BC), que deverá fazer uma revisão do valor do déficit em transações correntes. 

 

Transparência - “Temos compromisso com transparência e celeridade nas divulgações dos dados. Quais foram as consequências da subnotificação não posso afirmar, tem muita especulação em volta disso", afirmou o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão. Ele disse que estão sendo avaliadas as cláusulas contratuais para saber se cabe alguma penalidade ao Serpro.

 

Transferência de dados - O coordenador-geral de estatística da Secex, Saulo Guerra, ressaltou que o erro nos registros das exportações ocorreu na transferência de dados pelos sistemas de comércio exterior, o que é de responsabilidade do Serpro. Segundo ele, as empresas estavam fazendo os registros das operações normalmente, porém os dados não estavam sendo integralmente transferidos.

 

Avaliação - Guerra acrescentou que em novembro a secretaria notou que não havia motivos que justificassem a queda nos registros de exportação. Assim, o Serpro foi acionado para avaliar os dados.

 

Identificação - A estatal identificou que, desde setembro, estava ocorrendo um erro de transmissão dos registros para Secex. Isso aconteceu devido ao elevado número de operações registradas pelo Portal Único de Comércio Exterior, que começou a funcionar neste ano em substituição ao Siscomex. “Um erro de programação do serviço que faz a coleta de dados das exportações para a balança comercial”, explicou o diretor de desenvolvimento do Serpro, Ricardo Jucá.

 

Portal - Guerra explicou que o Portal Único foi lançado em meados de 2018 e coexistiu com o Siscomex até o fim do ano passado. No início deste ano, o Siscomex foi desligado. “Só surgiu [o erro] quando chegou no volume de dados que foi em setembro”, destacou. Por mês, são registradas no sistema 150 mil operações.

 

Superávit - Considerando os ajustes feitos, em novembro, o país registrou um superávit comercial de US$ 3,428 bilhões, resultado de exportações de US$ 17,596 bilhões e importações de US$ 14,169 bilhões. Foi o resultado mais baixo para o mês desde 2015, quando havia ficado em US$ 1,117 bilhão. No acumulado do ano, o superávit soma US$ 41,079 bilhões.

 

Acima da estimativa - Diante desse número, o subsecretário disse que o saldo comercial no ano pode superar a estimativa, realizada em setembro e divulgada em outubro, de um superávit comercial de cerca de US$ 42 bilhões. Isso pode acontecer porque, normalmente, as exportações são altas no fim de ano. Ou seja, o resultado não estaria ligado às subnotificações das exportações.

 

Importações - Brandão afirmou que, embora as importações tenham registrado queda em novembro, há uma melhora nos resultados observados no segundo semestre em relação ao primeiro. “Tem sido um segundo semestre mais forte. A economia brasileira tem demandado mais bens importados, esse é mais um sinal da melhora da economia.”

 

Queda - No mês passado, tanto as importações quanto as exportações caíram 16%, pela média diária, em relação ao mesmo mês do ano anterior. As importações de bens de capital caíram 54,2% em relação ao mesmo mês de 2018 e as de bens intermediários recuaram 9,7%. As compras de bens de consumo subiram 0,3%, e as de combustíveis e lubrificantes, 16,4%. Em novembro, as exportações de produtos básicos caíram 9,5%; de semimanufaturados, 9,2%; e de manufaturados, 25,6%.

 

Alívio - Em nota, o economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria, diz que, apesar do saldo inferior ao registrado em novembro de 2018, “prevalece um alívio com os números do comércio exterior nos últimos dias, a partir de revisões expressivas promovidas no valor das exportações”. Segundo ele, o ajuste de US$ 6,5 bilhões em exportações não contabilizadas entre setembro e novembro “indica uma queda do saldo comercial bem mais branda que a sugerida até então”.

 

Deterioração - Com isso, “a deterioração das contas externas brasileiras, que havia se intensificado nos últimos meses e que começava a causar desconforto no mercado cambial, tem ocorrido de forma mais suave do que os dados anteriores indicavam”, afirma Campos Neto. 

 

Projeção - Com as mudanças, o superávit comercial em 2019 deverá atingir US$ 44,5 bilhões, ainda assim abaixo do registrado em 2018, segundo ele. Antes da revisão dos números, havia quem projetasse saldos na casa de US$ 35 bilhões a US$ 40 bilhões para este ano. (Valor Econômico)

BANCO CENTRAL: BC vai revisar dados em conta corrente após correção da balança comercial

 

banco central 03 12 2019O Banco Central (BC) confirmou nesta segunda-feira (02/12) que fará a revisão dos dados das transações em conta corrente deste ano. As informações sobre exportações vinham sendo subestimadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) desde setembro, o que estava afetando negativamente o saldo da balança comercial e, consequentemente, do balanço de pagamentos.

 

Revisão - “Após a Secex corrigir seus dados de exportação, as estatísticas de balanço de pagamentos serão revisadas na publicação seguinte”, informou o BC. A próxima divulgação dos dados do setor externo pela autoridade monetária está marcada para 20 de dezembro. As informações divulgadas irão até novembro. (Valor Econômico)

MERCOSUL: Bloco fecha acordo sobre aduanas

 

mercosul 03 12 2019Em uma cúpula presidencial esvaziada, os sócios do Mercosul devem assinar um acordo que agiliza trâmites aduaneiros e reduz custos em operações de comércio exterior, mas vão deixar para um futuro incerto a medida mais desejada pela presidência brasileira à frente do bloco neste semestre: o anúncio do plano de corte unilateral da Tarifa Externa Comum (TEC).

 

Antecipado - O encontro em Bento Gonçalves (RS), que ocorre entre esta terça e quinta-feira (03 a 05/12), foi antecipado para viabilizar a despedida do argentino Mauricio Macri. As reuniões do Mercosul acontecem geralmente na segunda quinzena de dezembro, mas Macri passa a faixa presidencial para o eleito Alberto Fernández no dia 10.

 

Representantes - Fernández e outro recém-eleito, o uruguaio Luis Lacalle Pou, não enviarão nenhum representante à cúpula. Segundo fontes brasileiras, o protocolo diplomático determina que caberia aos governos atuais de cada país - e não ao Itamaraty - estender o convite para que os futuros presidentes ou seus representantes acompanhem as delegações nacionais.

 

Presença - Macri e o paraguaio Mario Abdo confirmaram presença, mas o presidente do Uruguai, Tabaré Vásquez, alegou problemas de saúde - ele está em tratamento contra um câncer - e não irá. Membro associado do bloco, o Chile mandará apenas seu chanceler. A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, foi convidada, mas não deve ir à reunião.

 

Ideia original - Na prática, o cenário eleitoral desfavorável a Macri - e a confirmação de sua derrota em outubro - arrefeceu o planejamento brasileiro de uma reforma da TEC. A ideia original era aprovar, na cúpula de Bento Gonçalves, um roteiro para a redução gradual das tarifas de importação aplicadas em conjunto pelo Mercosul. O Brasil pleiteava um corte das alíquotas industriais, em média, de 13,6% para 6,4%.

 

Complexidade - O embaixador Pedro Miguel Costa e Silva, chefe da Secretaria de Negociações Bilaterais e Regionais das Américas, admite que houve “complexidade técnica e política” para ter um acordo sobre a reforma da TEC. “Evidentemente o fato de termos tido processos eleitorais em dois dos sócios gerou implicações, mas houve um trabalho muito útil e produtivo”, afirmou.

 

Clareza - Hoje, segundo ele, há uma clareza maior sobre a necessidade de revisão da tarifa comum - que não passou por grandes mudanças nos últimos 25 anos. “A percepção de todos é que existe uma base sólida e seria factível vislumbrar a conclusão desse processo na presidência paraguaia [primeiro semestre de 2020]”, disse o embaixador.

 

Fator novo - O fator novo nessa equação é a vitória de Fernández, de perfil mais protecionista, na Argentina. Questionado se a mudança na Casa Rosada não deixaria essa e outras pautas no limbo, inclusive por causa das declarações pouco amistosas de lado a lado, ele adotou um tom de esperar para ver. “Vou aguardar o momento de sentar com as minhas contrapartes do Mercosul. Imagino que as novas autoridades precisarão tomar pé de como está o bloco internamente, negociações externas. Prefiro trabalhar com fatos.”

 

Simples e ágeis - Enquanto isso, os sócios devem concluir um acordo de facilitação de comércio, por meio do qual trâmites aduaneiros tornam-se mais simples e ágeis. Haverá, por exemplo, reconhecimento mútuo de Operadores Econômicos Autorizados (OEAs). Trata-se de empresas e agentes de comércio exterior considerados altamente confiáveis, com tratamento alfandegário especial.

 

Economia - Além disso, exportadores brasileiros esperam economizar cerca de US$ 500 milhões anuais com a eliminação de taxas. Nas vendas para a Argentina, é cobrada uma taxa estatística de 2,5% sobre o valor do produto. Para o Uruguai, pode chegar a 5%. O Paraguai cobra de US$ 2 a US$ 30 para a expedição de documentos como fatura, certificado de origem e conhecimento de embarque. O acordo garantirá isenção.

 

Proteção - Outros acordos previstos no encontro tratam de proteção a produtos com indicações geográficas (como queijo da Canastra e café do Cerrado), cooperação na área policial e prestação de serviços públicos nas regiões fronteiriças - por exemplo, um cidadão gaúcho de cidades próximas ao Uruguai poderia usar mais amplamente serviços oferecidos do lado de lá da fronteira, e vice-versa.

 

Paraguai - O Paraguai, que assume por seis meses a presidência rotativa do bloco, conduzirá negociações internacionais em estágio bastante avançado. É o caso das tratativas do Mercosul para um tratado de livre-comércio com Canadá e Cingapura. Outras conversas, menos adiantadas, ocorrem com Coreia do Sul e Líbano. Indonésia e Vietnã figuram entre os principais candidatos a abrir novas discussões com o bloco. A grande dúvida é como vai ficar a própria situação do Mercosul. (Valor Econômico)

CAGED: Região Oeste se destaca na geração de empregos no Paraná

 

caged 03 12 2019Impulsionado pelo setor de serviços e a indústria de transformação, o Oeste paranaense vem se destacando na geração de empregos no Estado. De acordo com levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério da Economia, a região abriu 9.172 postos no acumulado de janeiro a outubro deste ano.

 

Parcela - O número representa 13,71% do total de 66.901 vagas criadas no Paraná em 2019, consolidando a área como a terceira no ranking da empregabilidade no Estado, atrás apenas de regiões mais populosas como a Metropolitana de Curitiba (32.183) e o Norte (14.026). Cascavel, com saldo de 3.375 contratações, Toledo (+1.309) e Foz do Iguaçu (+983) foram os municípios que mais se destacaram no Oeste.

 

Frigoríficos - Economista do Departamento do Trabalho da Secretaria de Justiça, Família e Trabalho, Suelen Glinski explicou que a abertura de vagas foi alavancada especialmente pela grande quantidade de frigoríficos na região. Apenas a atividade de abate de suínos, aves e outros pequenos animais contabilizou 828 empregos.

 

Outras áreas - Ainda segundo a economista, o setor acaba tendo também impacto direto em outras áreas, como as de comércio e serviço, reforçando a cadeia como um todo. “É reflexo da produção de carne para consumo interno e externo também. Sem contar que é justamente a indústria de transformação, por precisar de profissionais com maior qualificação, que paga os melhores salários”, afirmou Suelen Glinski.

 

Exemplos - Ela citou o transporte rodoviário de carga (427 empregos gerados), fornecimento e gestão de recursos humanos para terceiros (412), preservação e fabricação de produtos do pescado (316) como exemplos dessa ramificação do setor.

 

Números gerais - De acordo com o Caged, o Paraná criou novos postos de trabalho pelo sétimo mês consecutivo. Foram 7.406 vagas no mês passado, o melhor outubro desde 2013, marcando uma evolução de 7% em relação ao mesmo período de 2018 (6.937). No acumulado do ano o Estado está entre os que mais geraram oportunidades de trabalho no País neste ano, junto com São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.

 

Carteiras assinadas - O Paraná se destacou ainda com o estado do Sul com maior número de trabalhadores com carteiras assinadas até 31 de outubro deste ano. O estoque paranaense é de 2.670.695 pessoas, contra 2.546.066 do Rio Grande do Sul e 2.090.400 de Santa Catarina. No país, a ocupação total de empregos é de 39,252 milhões.

 

Região - A região Sul foi quem apresentou melhor resultado no mês passado, com a geração de 27.304 novas vagas. O Nordeste teve 21.776, o Sudeste 15.980, a região Norte registrou 4.315 e o Centro-Oeste, 1.477.

 

Estados - Entre os estados, 23 tiveram variação positiva, com destaque para Minas Gerais com 12.282 vagas; São Paulo (11.727) e Santa Catarina (11.579). Já o saldo foi negativo no Rio de Janeiro (-9.942), o Distrito Federal (-1.365), Bahia (-589) e Acre (-367).

 

Brasil - O País também obteve resultado positivo pelo sétimo mês consecutivo na geração de empregos formais. O saldo registrado é de 70.852 novas vagas, resultado de 1.365.054 admissões e 1.294.202 desligamentos no período. (Agência de Notícias do Paraná)

CONECTE SUS: Paraná integra sistema nacional de informatização da saúde

 

conecte sus 03 12 2019O Paraná será um dos primeiros estados a integrar o Conecte SUS, programa de informatização do Ministério da Saúde. O programa tem como objetivo produzir e disponibilizar informações transparentes relativas à gestão da saúde e o acesso aos próprios dados para cada cidadão brasileiro usuário do Sistema Único da Saúde.

 

Tecnologia - O Governo do Paraná busca constantemente fazer uso das tecnologias para melhorar os serviços públicos e facilitar a vida do cidadão paranaense. “Somos um estado inovador, por isso não medimos esforços para melhorar nossos serviços. A saúde é uma área de extrema importância e a tecnologia da informação tem potencial imenso para aprimorar os atendimentos, a qualidade e a eficiência neste setor”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Júnior.

 

Sistema - O Conecte SUS é um sistema formado pela Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e pela Informatização da Atenção à Saúde. O secretário da Saúde do Paraná, Beto Preto, explica que um sistema como esse pode potencializar o uso de recursos e auxiliar na gestão da área no Estado.

 

Consonância - “Atuamos em consonância com o objetivo do governador, buscando sempre inovar para melhorar. O Conecte SUS vai nos apontar como estão as questões da saúde e como está a população que utiliza os serviços. Será possível verificar de maneira regionalizada como estão as subáreas para potencializar a aplicação de recursos. Também visualizamos a capacidade que teremos em planejar programas e ações a partir dos relatórios e dados que teremos”, avalia.

 

Informações - A Rede Nacional de Dados em Saúde é um sistema criado a partir de outros sistemas informacionais e tecnológicos integrados que são atualizados pelos municípios, Estados e União. “É como um contêiner contendo caixas com muitas informações. Mas em um contêiner virtual, os dados são mantidos em nuvem de informações, viabilizada pelo Ministério da Saúde”, explica o chefe do Núcleo de Informática e Informação da Secretaria de Estado de Saúde, Maurício Todeschi.

 

Suporte - O secretário Beto Preto comenta, ainda, que a informatização da saúde será um suporte para as políticas públicas nos próximos anos. “O Conecte SUS será uma excelente ferramenta para dar suporte às nossas políticas públicas. Com dados concretos, factíveis, poderemos pensar e agir de forma mais assertiva para todo o Paraná, considerando as especificidades regionais”.

 

Prontuário - O Prontuário Único de Saúde faz parte do Conecte SUS e é documento informatizado que será a ‘ficha on-line’ dos usuários do Sistema Único de Saúde. Com o programa em funcionamento, o Ministério da Saúde prevê que os cidadãos terão acesso aos seus dados via CPF e os gestores municipais poderão gerar relatórios para mapear e melhorar os atendimentos em saúde.

 

Projeto-piloto - O estado de Alagoas iniciará o projeto-piloto do Conecte SUS com a informatização nos municípios para depois iniciar a rede de dados. No Paraná, como a maioria das cidades já possui sistema informatizado, o programa iniciará a partir da ampliação da informatização e a implementação da Rede em parcerias com os municípios.

 

Municípios - O chefe de gabinete e diretor executivo da Secretaria da Saúde, Geraldo Biesek, explica que grande parte dos municípios paranaenses possui algum tipo de ferramenta informatizada para a saúde. “Aproximadamente 80% dos municípios paranaenses têm algum sistema implementado. Dessa forma, não partiremos do zero, mas precisamos fazer com que os sistemas conversem entre si e que tenham fluxo com a Rede.” Além de Alagoas e Paraná, os estados da Bahia, Ceará e Goiás estão em trâmite com o Ministério da Saúde para iniciar o Conecte SUS.

 

GSUS - A Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar) desenvolveu e está implantando nas unidades próprias da Secretaria da Saúde o sistema informatizado GSUS. O programa possibilita o registro e produção de informações de todos os atendimentos realizados nas unidades de saúde do Estado.

 

Reunião - Os representantes da Secretaria da Saúde do Paraná participaram de reunião no fim de outubro com o diretor do DataSus, Jacson Barros; coordenadores gerais do órgão, Juliana Zinader e Henrique Nixon; e técnicos das Secretarias de Saúde dos estados do Ceará e Goiás. (Agência de Notícias do Paraná)

OCDE: Brasil mantém-se entre piores em avaliação internacional de educação

 

A aprendizagem dos estudantes brasileiros ficou estagnada em 2018, aponta o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira (03/12) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

 

Nota brasileira - No ano passado, a nota brasileira em leitura garantiu a 57ª posição entre 77 países; em matemática, o 70º lugar entre 78; e em ciências, o 66º posto de 78 avaliações. A prova foi aplicada em 79 economias e países, incluindo membros e associados da OCDE, mas nem todos os resultados foram considerados válidos.

 

Exame - O exame é realizado de três em três anos com jovens de 15 anos. Entre 2015 e 2018, o Brasil mostrou leve melhora numérica nas três avaliações, mas a OCDE considera a variação sem relevância estatística. Com a estagnação, os dados do Pisa ainda atestam que as três notas brasileiras seguem abaixo da média dos resultados da OCDE.

 

Diferença - A OCDE destaca que, embora as notas dos países estejam na mesma escala, a diferença entre uma e outra nem sempre indica uma disparidade significativa de aprendizagem. Em leitura, por exemplo, o Brasil atingiu 413 pontos, acima da Colômbia (412) e abaixo da Jordânia (419) e Malásia (415). A OCDE considera, no entanto, que a nota brasileira é equivalente às destes três países neste intervalo.

 

Diagnóstico - O resultado do Pisa 2018 confirma um diagnóstico que tem sido repetido na última década: embora o Brasil tenha conseguido ensinar mais a seus alunos a partir de 2000, primeiro ano de aplicação da prova internacional, o ritmo de melhora desacelerou a partir de 2009.

 

Desempenho médio - “O desempenho médio da matemática melhorou entre 2003 e 2018, mas a maior parte da melhoria ocorreu nos primeiros ciclos do Pisa. Após 2009, em matemática, assim como em leitura e ciências, o desempenho médio não mudou significativamente”, destaca a OCDE em comunicado.

 

Preocupação - O avanço lento também preocupa em um momento em que especialistas questionam a eficácia das ações do Ministério da Educação (MEC) comandado por Abraham Weintraub. Embora discordem sobre como atacar problemas conhecidos, como a falta de atratividade do ensino médio, a maioria dos especialistas afirma que há pouco ou nenhum movimento do governo federal para induzir uma virada no desempenho educacional do Brasil.

 

Escala de proficiência - A OCDE estabelece uma escala de proficiência de 1 a 6 para as três disciplinas e constatou que, no caso brasileiro, 43% dos avaliados ficaram abaixo do nível mínimo de conhecimentos nas três matérias. Na média da OCDE, o percentual é bastante inferior, de 13%.

 

Modo inverso - De modo inverso, apenas 2% dos alunos brasileiros ficaram no topo da escala de proficiência em ao menos uma matéria, contra uma média de 16% da OCDE. Além de continuamente fraco, o desempenho do Brasil no Pisa vem mostrando um aumento de desigualdade entre os alunos de diversos segmentos sociais. Em 2018, os alunos com melhores condições socioeconômicas tiveram, na prova de leitura, nota superior em 97 pontos ante os mais vulneráveis. Na média da OCDE, a diferença pela mesma comparação é de 89 pontos. No Pisa de 2009, a diferença entre os dois extremos sociais no Brasil era menor, em 84 pontos.

 

Desafio global - Apesar do baixo desempenho do Brasil, a OCDE afirma que o desafio de mudar os níveis de aprendizagem não é uma exclusividade dos alunos brasileiros. “Considerando que a despesa por aluno dos ensinos fundamental e médio aumentou mais de 15% nos países da OCDE na última década, é decepcionante que a maioria deles não tenha visto praticamente nenhuma melhora de desempenho desde que o Pisa foi aplicado pela primeira vez em 2000”, diz o relatório da entidade.

 

Aumento - Segundo a OCDE, apenas sete dos 79 sistemas educacionais analisados tiveram aumento de nota em leitura, matemática e ciências desde 2000 e apenas um deles — Portugal — é membro da OCDE. (Valor Econômico)

 

ocde quadro 03 12 2019

COP25: Líderes mundiais querem ampliar luta contra aquecimento global

cop25 03 12 2019Líderes mundiais prometeram ampliar a luta contra o aquecimento global no primeiro dia da COP25, a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, que está sendo realizada em Madri, na Espanha. Ela reúne líderes de mais de 30 países. Os participantes se comprometeram a agir nos termos do Acordo de Paris, que deverá ser implementado no ano que vem.

Maiores emissores - No entanto, os líderes dos maiores emissores dos gases causadores do efeito estufa, incluindo os Estados Unidos, a China, a Índia e o Japão, não participam do encontro.

Retirada - Os EUA, o segundo maior emissor desses gases no mundo, anunciou oficialmente a sua retirada do Acordo de Paris em novembro.

Abertura - Na sessão de abertura da conferência, António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), reforçou que a única forma de conter o aumento das temperaturas globais abaixo de 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais é visar a neutralização das emissões de carbono até 2050. Guterres pediu que as pessoas "entrem no caminho correto hoje, não amanhã" e disse que a conferência vai oferecer a oportunidade para que isso seja feito. (Agência Brasil)

 


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