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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4724 | 12 de Dezembro de 2019

PESQUISA: Paraná alcança melhor índice de aplicabilidade de recursos e de gestão do Programa Cooperjovem no país

Com um total de 34.792 alunos, em 64 escolas municipais e parceria com 22 cooperativas, o Programa Cooperjovem, segundo pesquisa realizada em 2018 pelo Sistema OCB, alcançou, no Paraná, o melhor índice custo/eficácia e eficiência dos recursos investidos em relação a outros estados em que a iniciativa é executada, atingindo 0,983 de resultado, enquanto a média nacional foi de 0,753. Nesta pesquisa, realizada pela empresa JS Brasil, foram 518 entrevistados - pais e alunos - em nove unidades da federação.

Entrega - Os resultados desse levantamento foram apresentados na segunda-feira (10/12), em Curitiba, durante reunião na sede do Sistema Ocepar, com a presença do presidente da entidade, José Roberto Ricken, do superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, do superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, da gerente do Sescoop Nacional, Karla Oliveira, de Gleice Santana Morais, analista de promoção social do Sistema OCB, de Rodrigo Laro, da empresa John Snow Brasil, além de gestores e analistas da Coordenação de Cooperativismo, da qual faz parte Fabianne Ratzke, coordenadora do programa no Paraná.

Dados - A pesquisa apontou também que, no Paraná, o Cooperjovem reduziu desigualdades sociais na escala de valores do programa, em relação aos participantes de maior ou menor escolaridade. Contribuiu para obtenção de impactos sociais nacionais, na comparação com o grupo de controle nacional. Para cada R$ 1,00 investido nacionalmente no programa em 2018, o retorno econômico foi de R$ 25,82 na renda pessoal do participante, projetado para seu ciclo de vida produtivo. No caso do Paraná, o custo por aluno dentro do programa ficou em R$ 23,97.

Resultados - Renato explica que o Paraná é um dos quatro estados que já receberam o resultado da pesquisa e que outros cinco estados que fazem parte do Programa Cooperjovem também receberão esta mesma entrega através do Sescoop Nacional em visitas que serão agendadas na sequência.

Autogestão- “O Cooperjovem é um programa que já existe há duas décadas e, aqui no Paraná, a eficiência da aplicabilidade de recursos e excelência na gestão são possíveis devido ao comprometimento dos coordenadores e a parceria das cooperativas”, comenta Fabianne. O desafio agora é implantar o Programa Cooperjovem na capital paranaense. O superintendente da OCB fez questão de destacar que foi no Paraná que nasceu o programa de autogestão e de monitoramento das cooperativas, “que nasceu antes mesmo do Sescoop existir. A prática da autogestão com seu trabalho, onde as próprias cooperativas paranaenses decidiram custear financeiramente, de uma forma autônoma o programa, fez com que o estado atingisse essa eficácia e eficiência nos programas implementados. Esta relação de confiança e do bom atendimento que é prestado para as cooperativas do Paraná, pelo Sistema Ocepar, é o grande fator de sucesso deste processo, que destaca o estado com os melhores impactos positivos dentro do Cooperjovem, colocando o Paraná acima da média nacional.”

Controle– Nobile lembra que a realização desta pesquisa nacional é uma primeira iniciativa e que deverá ser replicada em outros programas desenvolvidos em parceria com os estados. O Sescoop, como todas as demais entidades do Sistema S, são fiscalizadas pela Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas da União. “No atual governo, além desses órgãos, a Secretaria de Produtividade, Emprego e Competitividade, do Ministério da Economia, é quem aprova nossos orçamentos, planejamento, planos de trabalho, fato este que tem nos exigido cada vez mais”.

Transparência – Nobile afirma que “num momento em que cada vez mais temos que ser transparentes em nossas ações, na prestação de contas dos recursos aplicados, mostrar tanto para a sociedade como para nosso público, o qual paga a conta, que fomenta a existência do sistema cooperativo e em caso particular do Sescoop, esta pesquisa é uma forma de aferirmos o valor do trabalho e o quanto  ele agrega em favor das comunidades beneficiadas. Estamos no caminho certo”, finaliza.

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PRÊMIO OCEPAR: Workshop vai abordar comunicação, saúde e marketing digital na nova era

 

evento 12 12 2019Marketing digital e produção de conteúdo relevante - o que inclui a área da saúde - estão na programação de um workshop que será realizado nesta sexta e sábado (13 e 14/12), em Curitiba (PR). O evento conta com a participação da jornalista e economista Mara Luquet e do consultor e especialista em marketing digital Almir Rizzatto, entre outros profissionais. 

 

Promoção - O evento é promovido pelo 14º Prêmio Ocepar de Jornalismo, através do Sistema Ocepar e pelo Sindicato dos Jornalistas do Estado do Paraná (SindijorPR), com apoio da Unimed Paraná, Sicredi e portal Saúde Debate. O workshop "Jornalismo 4.0 & Marketing Digital - produção de conteúdo relevante nesta nova era" será realizado no Auditório do Sistema Ocepar, localizado na Avenida Cândido de Abreu, 501, no Centro Cívico. 

 

Programação - A programação conta com um painel sobre jornalismo especializado nas áreas da saúde, economia e agronegócio. O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, vai contribuir com um panorama sobre o cooperativismo no Paraná, enquanto o diretor de Mercado e Comunicação da Unimed Paraná, Alexandre Bley, falará sobre os desafios da comunicação na interface com a saúde. Além disto, os participantes vão conhecer mais detalhes sobre o 14º Prêmio Ocepar de Jornalismo, que será lançado no primeiro dia do workshop, e o case do portal Saúde Debate. 

 

Marketing digital - No segundo dia da programação, o foco estará no conhecimento e aprimoramento do marketing digital. Almir Rizzatto, fundador da Agência RZT Comunicação e integrante do Comitê de Marketing de Conteúdo da Associação Brasileira de Agentes Digitais (ABRADi-SP) abordará os textos com técnicas de SEO; redes sociais: dicas para aumentar o alcance e o engajamento; métricas e relatórios de redes sociais; como fazer publicações eficazes no Facebook e no Instagram; Inbound Marketing; e ferramentas para facilitar o dia a dia dos jornalistas. 

 

Oportunidade - Segundo o presidente do SindijorPR, Gustavo Henrique Vidal, esta é uma oportunidade para que jornalistas aprimorem ou atualizem o conhecimento em áreas importantes, ainda mais no momento em que novos caminhos estão sendo delineados no mercado. Por isto, o workshop vai de encontro à demanda da própria categoria, que está pedindo por mais atualização. 

 

Jornalismo especializado - Ele afirma que o jornalismo especializado, por exemplo, vem ganhando espaço com a internet e com o fechamento de cadernos específicos dos grandes jornais. "Temos o jornalismo econômico, que é um pouco mais conhecido e difundido, mas ainda assim é muito pouco. Outras áreas são menos ainda. O jornalista não sai pronto para fazer este trabalho especializado. Um workshop como este também mostra que há mais caminhos na profissão", destaca.

 

Investimento - O investimento para o workshop será acessível: R$ 20 para jornalistas filiados ao SindijorPR e R$ 40 para os demais interessados. "Parcerias como esta entre SindijorPR, Sistema Ocepar, Sicredi e Unimed Paraná nos ajudam a oferecer um curso como este com taxas irrisórias. Com estas parcerias é possível viabilizar valores bastante acessíveis em relação ao que vem sendo praticado no mercado", comenta Vidal. (Assessoria portal Saúde Debate)

As inscrições podem ser feitas clicando aqui.

G7: Fiep recebe último encontro do grupo em 2019

 

g7 12 12 2019A Fiep recebeu, na noite de segunda-feira (10/12), a última reunião do ano do G7, grupo que reúne as principais entidades do setor produtivo paranaense. No encontro, as lideranças fizeram um balanço do desempenho de seus segmentos em 2019 e traçaram algumas prioridades para a atuação do grupo no início de 2020.

 

Disposição - O presidente da Fiep, Carlos Valter Martins Pedro, colocou sua gestão à disposição para o trabalho em prol do desenvolvimento da economia do Paraná. “Coloco esta casa à disposição do G7 para o que precisar. Precisamos fazer uma integração cada vez maior nas questões transversais, que afetam todo o setor produtivo”, ressaltou.

 

Integração - O presidente do Sistema Ocepar (cooperativas), José Roberto Ricken, atual coordenador do G7, também destacou a importância dessa integração para alcançar melhores resultados para o desenvolvimento do Estado. “Nossa força está na nossa união, respeitando as individualidades de cada instituição”, declarou.

 

2020 - Para o próximo ano, em relação a temas que impactam o ambiente de negócios paranaense e brasileiro, Ricken apontou como uma prioridade para o grupo acompanhar e opinar sobre a Reforma Tributária, que deve entrar na pauta do Congresso Nacional. Questões relacionadas à infraestrutura de transportes, como as concessões de rodovias e aeroportos, além de melhorias na malha ferroviária, também devem estar no foco das articulações do G7.

 

Presença - O encontro desta segunda teve ainda a presença do vice-governador Darci Piana, presidente da Fecomércio. Ele fez um balanço sobre as ações do primeiro ano da nova administração estadual, destacando que o governo, em suas tomadas de decisões, respeita e leva em consideração as posições do G7. Também participaram os presidentes da Faep, Ágide Meneguette, e da ACP, Gláucio Geara, além do vice-presidente da Faciap, Juliano Toppel, e do diretor superintendente do Sebrae/PR, Vitor Tioqueta. (Agência de Notícias da Fiep)

PL 4.061: Coops poderão acessar Fust para oferecer telecomunicação

 

pl 4061 12 12 2019O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na segunda-feira (09/12) uma proposta que irá ampliar a atuação das cooperativas de infraestrutura no setor de telecomunicações no país. O Projeto de Lei (PL) 4061/19, de autoria do deputado federal, José Medeiros (MT), foi apensado ao PL 1481/07 do Senado e permitirá o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para a ampliação do acesso à banda larga e telefonia móvel em na zona rural. O projeto segue para o Senado.

 

Atuação - O presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Evair de Melo (PP), atuou para que as cooperativas pudessem executar investimentos no setor a fim de prestar esses serviços. Nos processos de seleção dos programas, projetos e atividades pelo conselho gestor do Fust, terão prioridade as iniciativas que envolvam conjuntamente o poder público, a iniciativa privada, as cooperativas, as organizações da sociedade civil e as escolas públicas.

 

OCB - Evair é autor dos projetos de Lei 8824/17 (que permite às cooperativas a prestação de serviço de telecomunicações) e 1549/15 (que dispõe sobre a organização dos serviços de telecomunicações e cria a política nacional de incentivo à instalação de telefonia móvel e internet em comunidades rurais). Ambas as propostas contam com o apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

 

Obrigatoriedade - Na aplicação desses recursos, será obrigatório dotar todas as escolas públicas brasileiras, em especial as situadas fora da zona urbana, de acesso à internet em banda larga em velocidades adequadas até 2024. O Fust passará a ser administrado por um conselho gestor, vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações.

 

Passo importante - Para o analista técnico e econômico da OCB, Marco Moratto, com a aprovação do PL, o Fust poderá ser usado na expansão, no uso e na melhoria da qualidade das redes e dos serviços de telecomunicações nas áreas e regiões mais carentes de conectividade.

 

Novas tecnologias - “Esse é, sem dúvida, um passo importante para o uso e o desenvolvimento de novas tecnologias de conectividade no campo brasileiro. O recurso do Fust possibilitará a estruturação de programas e projetos para serviços de telecomunicações e políticas para inovação tecnológica no meio rural, sendo fundamental para a melhoria de qualidade de vida nestas regiões, aumento de produtividade e de eficiência em processos produtivos.

 

Potencialização - Para o cooperativista, esse contexto pode potencializar a atuação das coops de infraestrutura e agropecuárias, com oferta de novos produtos e serviços aos cooperados, por meio das vantagens da conectividade, tais como: e-commerce e até cursos de capacitação.

 

Maior acesso - Para Evair de Melo, a internet chegará ao campo com mais rapidez e facilidade. A estimativa é que o Projeto beneficie cinco milhões de produtores rurais, financiando políticas governamentais de telecomunicações e alavancar os investimentos em internet banda larga. “Nós atuamos para adicionar ao texto do relatório que este benefício fosse ampliado às cooperativas e a conquista se tornou ainda maior. Isso garantirá que mais produtores rurais tenham acesso à internet de qualidade com mais agilidade”.

 

A proposta - Aprovado na forma de um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Vinicius Poit (SP), o texto da proposta (PL 1481/07) muda a lei de criação do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para permitir a aplicação de seus recursos inclusive na área de telefonia móvel. Atualmente, a lei permite a aplicação dos recursos apenas para a expansão da telefonia fixa.

 

Arrecadação - O Fust arrecada R$ 1 bilhão anualmente e já tem acumulados R$ 21,8 bilhões, mas praticamente não foi utilizado para investimentos no setor de telecomunicações. Vinicius Poit destaca que o objetivo da proposta será “estimular a expansão, o uso e a melhoria da qualidade das redes e dos serviços de telecomunicações para reduzir desigualdades regionais. Também poderá ser usado para o uso e o desenvolvimento de novas tecnologias de conectividade.” (OCB, com informações da Agência Câmara Notícias)

COOPAVEL: 32 perguntas e respostas sobre o 32º Show Rural

 

coopavel 12 12 2019A Assessoria de Imprensa da Coopavel elaborou material especial para informar e tirar dúvidas sobre o 32º Show Rural. O evento será realizado de 3 a 7 de fevereiro de 2020, em Cascavel, no Oeste do Paraná. São 32 perguntas e respostas que trazem dados gerais sobre um dos maiores e mais conhecidos eventos de novas tecnologias para o campo do mundo. Acompanhe:

 

1 - O que é o Show Rural Coopavel?

Maior das Américas do Sul e Central e um dos maiores eventos do mundo em novidades para o agronegócio. Reúne o que há de melhor em tecnologias, inovações e tendências para o campo. Ele abre espaço para a apresentação de cultivares, agroquímicos, máquinas e implementos, além de inovações tecnológicas que tornam a atividade rural ainda mais sustentável e rentável.

 

2 - Quando e como o evento começou?

A primeira edição do que viria a ser o Show Rural Coopavel aconteceu em 1989. Contou com a presença de 15 expositores e foi prestigiada por 110 agricultores e pecuaristas.

 

3 - Quem organiza o Show Rural Coopavel?

É a Coopavel Cooperativa Agroindustrial. Ela foi oficialmente fundada em 15 de dezembro de 1970, em Cascavel – hoje ela tem 33 unidades espalhadas por cidades do Oeste e do Sudoeste do Paraná. A cooperativa conta com 5,5 mil cooperados e dá emprego e renda a 5,8 mil trabalhadores.

 

4 – Quem são os atuais presidente e vice da Coopavel e quem é o coordenador do Show Rural Coopavel?

O diretor-presidente da Coopavel é Dilvo Grolli; o vice é Jeomar Trivilin. O coordenador-geral do Show Rural Coopavel é o engenheiro agrônomo Rogério Rizzardi.

 

5 - Como surgiu a ideia de promover um evento com essas características?

O esboço foi rascunhado durante viagem aos Estados Unidos, para a Farm Progress Show (uma das maiores feiras do agronegócio do mundo), pelo presidente Dilvo Grolli e pelo coordenador-geral Rogério Rizzardi. Eles definiram, em um guardanapo, os pontos centrais do projeto que viria a ser o Show Rural Coopavel.

 

6 - Em que datas o evento tradicionalmente ocorre?

Em fevereiro, na primeira quinzena do mês. A 32ª edição será de 3 a 7 de fevereiro de 2020.

 

7 – Quando é a abertura oficial do evento?

O Show Rural Coopavel tem uma particularidade. É o único evento do agronegócio no Brasil aberto com uma missa de ação de graças. Ela ocorre sempre no domingo que antecede o início do evento. Na 32ª edição, a missa ocorrerá às 11h do dia 2 de fevereiro de 2020. Esse é um dia festivo e no qual as comunidades de Cascavel e do Oeste do Paraná aproveitam para visitar e conhecer as novidades expostas no parque.

 

8 - Onde o evento ocorre? 

Em uma área de 72 hectares às margens da BR-277, no km 577, saída para Curitiba, a dez quilômetros do centro de Cascavel. 

 

9 - Qual é o horário de funcionamento da mostra ao público visitante?

O evento abre para visitação, diariamente, das 8h às 18h.

 

10 - É preciso pagar ingresso para visitar e conhecer o Show Rural Coopavel? 

Não. O acesso ao evento é gratuito. 

 

11 - E quanto ao estacionamento?

O estacionamento colocado à disposição das pessoas que visitam o Show Rural Coopavel tem capacidade para 14 mil veículos. É gratuito.

 

12 - Qual é o público-alvo da mostra?

Agricultores, pecuaristas, filhos de produtores rurais, técnicos, pesquisadores, parceiros, acadêmicos, empresários, autoridades e todas as pessoas que, de uma forma ou outra, estão ligadas ou têm interesse na cadeia do agronegócio.

 

13 – O evento recebe caravanas?

Centenas de milhares de agricultores do Brasil e do mundo dirigem-se a Cascavel no início de fevereiro para conhecer as novidades do Show Rural Coopavel. Ele é o primeiro do calendário de grandes feiras do agronegócio no País. A mostra recebe comitivas e diretorias de empresas nacionais e estrangeiras.

 

14 - Quais serão as principais atrações do evento agendado para o período de 3 a 7 de fevereiro de 2020?

Agricultura – 5,5 mil parcelas experimentais que mostram o melhor do desempenho de híbridos, variedades e tratos culturais

Pecuária – Repasse de informações sobre conhecimentos e tecnologias para avicultura, suinocultura e bovinocultura

Máquinas – Milhares de máquinas em exposição, lançamentos para práticas mais eficientes, econômicas e sustentáveis. Apresentação de modelos com o melhor da tecnologia disponível

TI – O Show Rural Digital abrigará empresas inovadoras, startups, eventos e maratonas de computação. São soluções em software e hardware para conduzir produtores rurais à era da Agricultura 4.0.

 

15 – Quais serão as principais novidades do 32º Show Rural Digital?

O tamanho da área que abrigará a mostra quase triplicou, de 2,8 mil para 8,7 mil metros quadrados. Entre as atrações estarão a arena para competições de drones e o Fórum de TI de Cooperativas do Mercosul.

 

16 – Por que o Show Rural Coopavel passa a ser a nova casa do cooperativismo paranaense?

O cooperativismo é uma das grandes indústrias do Paraná, um estado essencialmente agrícola. A partir de fevereiro de 2020, o setor contará com uma estrutura de mais de dois mil metros quadrados no parque do Show Rural Coopavel. O prédio, chamado de Paraná Cooperativo, oferecerá espaço às cooperativas de todo o Estado para apresentar portfólios, recepcionar autoridades e cooperados. Será um ambiente de integração e de fortalecimento de um movimento intenso e significativo à economia estadual.

 

17 - Qual será o número de expositores da 32ª edição?

Serão 650 expositores.

 

18 - E a expectativa de comercialização nos cinco dias?

De R$ 2 bilhões. 

 

19 - Quais são os impactos do Show Rural Coopavel para o comércio de Cascavel e região?

A injeção de recursos em apenas cinco dias será de cerca de R$ 60 milhões. Uma cadeia relevante da economia é alcançada pela vinda de pessoas do Brasil e do exterior a Cascavel e região. São beneficiados hotéis, restaurantes, bares, supermercados, prestadores de serviços entre outros.

 

20 – Quantas pessoas costumam trabalhar no Show Rural Coopavel?

O evento não para. Termina uma edição e imediatamente começa a outra. A Coopavel mantém de forma permanente em média 60 pessoas na área, executando inúmeras tarefas. Quanto mais perto do início do evento, maior é o número de colaboradores envolvidos. A previsão para os cinco dias da 32ª edição é de contar com o talento de 5,5 mil profissionais.

 

21 – Há restaurantes e lanchonetes na área?

Há um restaurante com capacidade para servir até 3,5 mil refeições simultaneamente. E há também lanchonetes espalhadas pelo parque.

 

22 – Como são as ruas no interior do parque?

A área de 72 hectares do parque onde o Show Rural Coopavel acontece conta com 15 quilômetros de ruas. Todo percurso é pavimentado ou calçado. Já são sete quilômetros de vias cobertas, que protegem os visitantes do sol e da chuva.

 

23 – Onde posso comprar souvenires do Show Rural Coopavel?

A Coopavel mantém uma boutique com uma grande variedade de produtos com a marca Show Rural. São camisas, bonés, botas, conjuntos de facas e chimarrão, entre muitos outros itens. 

 

24 – Há banheiros na área?

Estão à disposição dos visitantes 14 conjuntos de sanitários totalmente equipados e adaptados. 

 

25– Existem espaços para descanso?

Sim, muitos. São ambientes formados por pergolados e cobertura verde, com bancos em seu interior.

 

26 – O que é feito com as toneladas de lixo que o evento gera?

Tudo é responsavelmente descartado. O material reciclável atende aos critérios da logística reversa. 

 

27 – Em 31 anos de realização, quantos visitantes o Show Rural Coopavel recebeu?

Em 31 anos, o evento recebeu quase quatro milhões de visitantes, o que corresponde a 12 vezes a população da cidade de Cascavel, onde a mostra acontece, que tem 330 mil habitantes.

 

28 – O que será destaque na área da bovinocultura? 

A Coopavel criou uma estrutura de sete pavilhões para receber a área pecuária. Ali está, entre outros, ambiente para venda de animais, com negociação direta entre criadores e visitantes. Há espaços para apresentações de novas tecnologias e sistemas de manejo. 

 

29 – E quanto às áreas de suínos e aves, o que há de novo?

Uma das principais preocupações sobre esses dois segmentos, além de informar e mostrar sobre sua força e importância econômica ao Paraná e Brasil, é fortalecer aspectos ligados à biossegurança. As áreas apresentarão tecnologias e ressaltarão cuidados para melhorar resultados.

 

30 – E para quem quer fazer negócios durante o Show Rural Coopavel, há linhas de crédito disponíveis?

Grandes bancos e cooperativas de crédito participam ativamente do evento. Eles oferecem aos produtores rurais inúmeras possibilidades de linhas de crédito com taxas e prazos atrativos. Até com o uso de aplicativos é possível conseguir recursos para confirmar aquisições. 

 

31 – Qual é a previsão de recursos que deverão ser disponibilizados pelas instituições parceiras?

Para a 32ª edição do Show Rural Coopavel, cerca de R$ 3 bilhões estarão à disposição em crédito aos visitantes interessados em investir em máquinas, equipamentos ou em qualquer outra tecnologia apresentada.

 

32 – Como é possível acompanhar e ter acesso a informações atualizadas sobre o Show Rural Coopavel?

Informações atualizadas e detalhadas sobre o evento podem ser acessadas e lidas no site www.showrural.com.br. (Imprensa Coopavel)

CAPAL: Cooperativa apresenta evolução em ranking das maiores do agro

capal 12 12 2019A Capal apresentou uma evolução no ranking entre as maiores organizações do agronegócio do Brasil. Realizado pela revista Globo Rural, o “15º Anuário do Agronegócio: As 500 Maiores do Agro 2019” atestou a cooperativa com sede em Arapoti (PR) entre a principais do segmento.

Colocação - Na edição de 2019, ficou na 110ª colocação, salto de nove lugares comparada a medição anterior. Somente no Sul, a cooperativa alcançou a 35ª posição entre as 50 da região.

Liquidez corrente - A Capal ainda se destaca entre as dez cooperativas com melhores liquidez corrente (ativo circulante sobre passivo circulante) e margem líquida (lucro líquido sobre receita líquida).

Crescimento - Com R$ 1.422 bilhão em faturamento no ano passado, ela cresceu 18% sobre 2017, a maior variação em quase 60 anos de história.

Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial - Fundada em 1960, a Capal conta atualmente com mais de 3 mil associados, distribuídos em 14 unidades de negócios, nos estados do Paraná e São Paulo. A cadeia agrícola responde por cerca de 70% das operações da cooperativa, produzindo mais de 640 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho, café e trigo. A área agrícola assistida ultrapassa os 140 mil hectares. O volume de leite negociado mensalmente é de 9 milhões de litros, proveniente de 360 produtores com uma média de produção de 2,5 mil litros por dia. Além disso, a cooperativa comercializa mais de 27 mil toneladas de suínos vivos. (Imprensa Capal)

 

SICOOB SUL: Agência é inaugurada em Colombo

 

sicoob sul 12 12 2019No dia 26 de novembro, o Sicoob Sul inaugurou uma nova agência em Colombo (PR). A unidade traz em seu layout um novo conceito, de uma instituição financeira que tem como propósito humanizar as relações financeiras, desde o espaço físico até o costumeiro atendimento de excelência, além de produtos e serviços de qualidade com preços mais competitivos. 

 

Evento - Para marcar o início das atividades da agência, a cooperativa promoveu um evento que contou com a presença do presidente do Conselho de Administração, Jefferson Nogaroli, o diretor-presidente, Virgílio Moreira Filho, e o diretor vice-presidente, Allan Forti Rubira. Participaram ainda o vice-prefeito de Colombo, Sergio Pinheiro, além de colaboradores, cooperados e convidados da comunidade.

 

Primeira na cidade - Esta é a primeira agência do Sicoob na cidade e o 27º ponto de atendimento do Sicoob Sul, cooperativa que tem sede em Curitiba e também atende em outros 14 municípios do Paraná e Santa Catarina.

 

Endereço - O endereço da agência do Sicoob Sul em Colombo é Rua Roberto Lambach Falavinha, 266. (Imprensa Sicoob Unicoob)

SICOOB OURO VERDE: Cantata Encanto de Natal estreia na próxima terça-feira em Londrina

 

sicoob ouro verde 12 12 2019Em sua 5ª edição, a Cantata Encanto de Natal Sicoob estreia na terça-feira (17/12) e é uma das atrações mais aguardas da época em Londrina (PR). As apresentações gratuitas, que em 2018 reuniram mais de 10 mil pessoas, continuam nos dias 18 e 19, às 20h, nas janelas da Sede Administrativa do Sicoob Ouro Verde, localizado na Av. Paraná, 646 (Praça Willie Davids), próximo ao Calçadão de Londrina.

 

Tema - Com duração de uma hora, o show do coral infantil é uma produção do Grupo Chorus e neste ano, traz o tema o “Natal no Mundo”, que almeja inspirar as pessoas para paz e união entre os povos. Sob a regência das maestrinas Miriam Hosokawa e Ana Paula Micheletti, as 44 crianças, alunas da Escola Municipal Sebastião Feltrin, de Rolândia, vem ensaiando semanalmente as 12 músicas do espetáculo, desde o mês de maio.

 

Repertório - O repertório será uma verdadeira viagem pelo Natal de diversas culturas. As canções, nacionais e internacionais, prometem emocionar o público. Os figurino e adereços desenhados pelo premiado artista londrinense Alex Lima, darão todo encanto ao cenário, mais uma vez feito em projeção mapeada.

 

Novidades - Além de um dia a mais de espetáculo e uma super novidade, que será divulgada horas antes do evento, a edição deste ano da Cantata Encanto de Natal Sicoob contará ainda com tradução em Libras, feita por duas profissionais que estarão em frente ao espaço de inclusão, com cadeiras reservadas para portadores de necessidades especiais.

 

Sobre o projeto - A realização da cantata Encanto de Natal Sicoob começa muito antes das apresentações e seu impacto social vai muito além do que o público verá. São meses de muita dedicação, que envolvem mais de 300 pessoas e resultam em profundas transformações na vida das crianças do coral. Elas descobrem seus talentos, ganham autoestima, aprenderem a expor seus sentimentos, lidar com responsabilidades, entre tantas conquistas. (Imprensa Sicoob Unicoob)

SICREDI UNIÃO PR/SP I: Musical de Natal encanta o público no centro de Londrina

 

sicredi uniao 12 12 2019Lindas vozes entoando músicas natalinas encantaram quem passou pela região da Catedral de Londrina (PR), no centro da cidade, na noite da última segunda-feira (09/12). 

 

Coral - O Musical de Natal organizado pela Regional Norte da Sicredi União PR/SP levou para as escadarias da Catedral  perto de 100 crianças e adolescentes do Coral do Instituto União para a Vitória e o Madrigal Vokálize,  sob a batuta da maestrina  Wiviane Steiner.

 

Colaboradores cantando - A apresentação em sua parte final contou ainda com o reforço das vozes de cerca de 60 colaboradores da Sicredi União. “Nossa ideia foi presentear a comunidade com essa apresentação, trazer o espírito de Natal que é de união, de alegria e de amor. Foi mesmo muito emocionante e temos certeza que as pessoas que assistiram também foram tocadas”, comenta a gerente Regional Carla Sonoda.

 

Presentes - Cada criança e adolescente do Instituto União para a Vitória participante do coral recebeu como presente um par de tênis que fará parte do uniforme de apresentação, para ser usado junto com a túnica. Os tênis foram comprados com doações dos colaboradores da Sicredi, que se mobilizaram nessa ação em prol do Instituto. Além disso,  os coralistas também ganharam  dos colaboradores kits com “mimos” especiais como lápis de cor, canetinhas e panetone.

 

Cartinhas de Natal - “Foi uma ação repleta de significado e envolvimento. Cada criança do coral recebeu de um colaborador  nosso uma cartinha de Feliz Natal”,  frisa a gerente Carla Sonoda.

 

Próximas apresentações - Haverá apresentações do coral nas agências da Avenida Inglaterra, no dia 17; e na da Avenida Tiradentes, no dia 18. Todos os associados e familiares estão convidados a participar. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

SICREDI UNIÃO PR/SP II: Recursos de ação beneficente são entregues para entidades

 

sicredi uniao 12 12 2019Três entidades de Maringá (PR) receberam na segunda-feira (09/12) o repasse de R$ 31.116,90. O valor foi dividido entre Lar Escola da Criança, Apae Maringá e Lions Clube de Maringá e é resultado do lucro da praça de alimentação da Expo União, realizada em novembro.

 

Boa hora - Durante o evento, no almoço e jantar foi servido churrasco e o lucro revertido para as entidades. Para o gerente administrativo da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Maringá, Thiago Alberto Aparecido, o recurso chegou em boa hora porque fim de ano tem custos com décimo terceiro e férias de funcionários. “Também vamos aproveitar o valor para canalizar água pluvial na frente da entidade, porque quando chove a enxurrada é forte e atrapalha a entrada dos alunos”, acrescenta. 

 

Feira de negócios - A Expo União foi uma feira de negócios, com a participação de 85 empresas, principalmente micro e pequenas, para apresentação de produtos e serviços. Cerca de cinco mil pessoas estiveram no evento, que também contou com palestras e oficinas gratuitas, rodadas de negócios entre os expositores, apresentações culturais e espaço kids. A entrada e o estacionamento foram gratuitos. (Imprensa Sicredi União PR/SP)

CRESOL: Curso de integração para novos colaboradores é realizado na sede do sistema

 

cresol 12 12 2019Está sendo realizada, nesta semana, a sétima e última edição do curso de integração para novos colaboradores do Sistema Cresol no ano de 2019. O curso é realizado pelo Cresol Instituto e acontece a cada dois meses na Sede Nacional da Cresol, em Francisco Beltrão/PR. O objetivo é conhecer a estrutura do Sistema Cresol e compreender os processos e diretrizes de todas as áreas.

 

Total - Neste ano, já formou mais de 400 novos colaboradores das agências Cresol espalhadas por todo país. Nesta edição, mais de 60 colaboradores participam de uma imersão sobre o cooperativismo e fortalecem o trabalho em equipe e a cultura cooperativista para suas ações diárias, seja na agência ou na central.

 

Compromisso - “A Cresol tem o compromisso de promover bem-estar aos seus colaboradores e incentiva a formação, proporcionando a realização de cursos e treinamentos. Tudo é pensado para que o colaborador trabalhe feliz e satisfeito com sua escolha de estar na Cresol”, destacou o Diretor Superintendente da Cresol, Adriano Michelon.

 

Certificação - A Cresol recebeu este ano da Great Place to Work (GPTW) a certificação como um excelente lugar para trabalhar, além de ter ficado entre as 10 melhores empresas para trabalhar no Paraná. “Acreditamos que colaboradores felizes e satisfeitos entregam soluções eficientes aos nossos cooperados, por isso priorizamos a formação e garantimos espaço para que o colaborador se sinta à vontade para expor suas ideias”, disse o Presidente da Cresol, Alzimiro Thomé. (Imprensa Cresol)

AGRONEGÓCIO: ‘Nova’ CPR promete injetar bilhões no campo

 

agronegocio 12 12 2019Criada em 1994, a Cédula de Produto Rural (CPR) amadureceu e se tornou um dos principais meios de financiamento no campo nas últimas décadas. A emissão do título, relativamente barata, garante recursos antecipados a agricultores e pecuaristas em troca da promessa de entrega da produção ao comprador (CPR física) ou de pagamento em dinheiro após a comercialização (CPR financeira). Com o avanço das tecnologias e a proliferação de alternativas de crédito, porém, questões que limitam o uso da ferramenta burocráticas ou que reduzem sua liquidez - tornaram-se barreiras que alterações feitas na semana passada na Medida Provisória 897/2019, a “MP do Agro”, prometem derrubar.

 

Atraente e dinâmico - O objetivo é tornar o papel mais atraente e dinâmico, para que possa ser usado em um número maior de operações de crédito e possa ajudar a alavancar dezenas – ou centenas - de bilhões de reais em oferta de recursos para operações rurais no futuro. “Coringa”, a CPR, a partir das mudanças propostas, poderá ser emitida de forma eletrônica, em moeda estrangeira, por residentes ou não no país, por agroindústrias de beneficiamento ou de “primeira industrialização” e até para produtos que não são negociados em bolsa. De quebra, propriedades poderão ser divididas para facilitar que sejam oferecidas como garantia nas operações.

 

Custeio - Apenas para custeio, a agropecuária nacional demanda cerca de R$ 450 bilhões por ano. Esse valor, somado à necessidade de recursos para investimentos, industrialização e comercialização, é que alimenta as projeções para o potencial das CPRs. “Nosso agronegócio, em poucos anos, precisará de algumas centenas de bilhões de reais adicionais e estamos construindo um mercado de crédito capaz de suprir essa demanda. Sem dúvida alguma, a maior parte das necessidades virá via CPR”, afirma José Ângelo Mazzilo Júnior, secretário-adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.

 

Insumos - Cálculos da startup PagAgro indicam que apenas a cadeia de insumos gira de R$ 120 bilhões a R$ 140 bilhões por ano para financiar a produção agrícola brasileira, e que entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões são lastreados com CPRs.

 

Confiança - O subsecretário de Política Agrícola e Meio Ambiente do Ministério da Economia, Rogério Boueri, está confiante de que a repaginação da CPR de fato vai revigorá-la. Para as emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), opção que ganha cada vez mais força no financiamento de agroindústrias, nas quais o título é usado como lastro, será fundamental - tanto para operações em real como em moeda estrangeira. “As emissões de CRA em moeda estrangeira, por exemplo, poderão dobrar”, aposta.

 

Emissões - De janeiro a novembro, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), as emissões de CRA totalizaram quase R$ 11 bilhões, ante cerca de R$ 6 bilhões no mesmo período de 2018 - conforme a PagAgro, cerca de 10% delas lastreadas com CPRs. Na B3, o estoque de recursos referentes a esses papéis chega a R$ 42 bilhões. O governo estima que as “novas” CPRs, reforçarão a já forte tendência de expansão dos CRAs, que poderão passar a injetar mais de R$ 80 bilhões por ano no mercado a partir de 2025.

 

Vinculação - No texto original, a “MP do Agro” previa vinculação do patrimônio afetado apenas à CIR (Cédula Imobiliária Rural), criada especificamente para isso e destinada aos bancos. Com as mudanças, que para entrarem em vigor ainda dependem de aval dos plenários da Câmara, do Senado e sanção presidencial, outros agentes passarão a acessar o novo modelo de fracionamento da propriedade nas operações com CPRs. “Investidores, tradings, agroindústrias, todos vão poder trabalhar com patrimônio de afetação”, avalia o consultor José Carlos Vaz, que já foi secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e diretor de Agronegócios do Banco do Brasil.

 

Agroindústria - Agroindústrias de beneficiamento e de “primeira industrialização” de produtos agropecuários como grãos, carnes, leite, florestas plantadas e pescados, entre outros, também poderão emitir CPRs, o que até agora é restrito a produtores e cooperativas. Para o vendedor, o título não será isento de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), e para o comprador haverá incidência de Imposto de Renda sobre o rendimento. Mas Vaz diz que, mesmo assim, médios frigoríficos, fornecedores de insumos e prestadores de serviço serão estimulados a operar com a cédula. “A CPR vai virar um instrumento poderoso para a mais poderosa cadeia de negócios do país”.

 

Restrição - Outros consultores e integrantes do governo ouvidos pelo Valor, ressalvam, porém, que as empresas podem operar outros títulos isentos de tributação, o que pode restringir seu interesse em elevar os negócios baseados em CPRs.

 

Dólar - A emissão de CPR em dólar, que já estava prevista no texto original da “MP do Agro”, a partir das mudanças propostas também poderá ser usada em operações com produtos que não são negociados em bolsas. Uma lista de 70 itens que fazem parte da pauta de exportação do Brasil e estão “acostumados” com ambiente dolarizado, como frutas, pescados e produtos florestais, deverá ser construída pelo setor de agronegócios em parceria com o Ministério da Agricultura e levada ao Conselho Monetário Nacional (CMN) para uma decisão final.

 

Avaliação de risco - “O produtor vai fazer a avaliação de risco. Mas, para casar fluxo de receita com despesas, que muitas vezes já é em dólar, é bom que ele tenha a possibilidade de emitir CPR em outra moeda”, afirma Fernanda Schwantes, assessora técnica da Comissão Nacional de Política Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Quanto à preocupação do governo sobre uma possível disparada de endividamento em dólar em alguns segmentos - como aconteceu no mercado de leasing de veículos no fim dos anos de 1990 -, Schwantes diz que caberá às associações instruir os produtores sobre os riscos e as condições ofertadas. (Valor Econômico)

GESTÃO DE RISCOS: Seguro Rural atinge a marca de R$ 20 bilhões em valor segurado no ano de 2019

 

gestao risco 12 12 2019O Programa de Seguro Rural aplicou neste ano R$ 440 milhões em subvenção ao prêmio do seguro, 18% a mais do que o valor executado em 2018. Foram beneficiados aproximadamente 58 mil produtores rurais, proporcionando cobertura securitária para 6,9 milhões de hectares em todo o país, um aumento de aproximadamente 50% em relação ao ano anterior. A importância segurada total foi de R$ 20 bilhões, o maior valor nominal desde o início do Programa em 2005. As culturas que tiveram maior demanda foram as de soja, milho (2ª safra), trigo, maçã e uva.

 

Orçamento executado - O diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Pedro Loyola, ressaltou que 100% do orçamento previsto para o programa foi executado este ano, o que não ocorrida desde 2013.

 

Expansão - “Observamos a expansão na contratação do seguro para culturas como a cana-de-açúcar e o café, por exemplo, e para regiões como o Norte e Nordeste, que possuem baixa difusão historicamente. Além disso, verificamos que as taxas de prêmio permaneceram estáveis para a maioria das apólices em diversas regiões, em alguns casos até reduziram, mesmo com a sinistralidade maior”, disse. 

 

Relatório consolidado - O relatório consolidado da execução do Programa de Seguro Rural em 2019 será publicado o início do próximo ano, porém as informações gerais já estão disponíveis no Atlas do Seguro Rural. no Atlas do Seguro Rural. Para o produtor rural verificar se sua apólice foi contemplada no Programa basta acessar o site do Ministério.

 

2020 - Para o próximo ano, está previsto o recurso de R$ 1 bilhão para o Programa, que depende ainda de aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2020, em tramitação no Congresso Nacional. O valor previsto para 2020 será o maior para subvenção desde a criação do programa.

 

O que é o seguro rural? - O produtor rural adquire uma apólice de seguro para a lavoura/atividade com o auxílio financeiro do governo federal. Em caso de quebra da safra por causa de evento climático adverso (seca ou excesso de chuvas, por exemplo) ou variação de preços, as obrigações financeiras do produtor serão pagas pela seguradora.

 

Taxas mais baixas - Com esse mecanismo, o produtor consegue taxas de juros mais baixas, já que o risco de ficar inadimplente cai. O seguro minimiza ainda as chances de um possível socorro financeiro governamental e renegociação de dívidas após a safra. (Mapa) 

ZONEAMENTO AGRÍCOLA: Embrapa e Banco Central firmam convênio para ampliar e modernizar Zarc

zoneamento agricola 12 12 2019A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e o Banco Central firmaram convênio nesta quarta-feira (11/12) para ampliação e modernização do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) de 2020 a 2022. A assinatura ocorreu na sede do Mapa, com a participação da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Aprimoramento - O acordo vai permitir o aprimoramento metodológico, a atualização do Zarc e ampliação do zoneamento climático de mais de 20 culturas. O convênio prevê a aplicação de R$ 28,5 milhões no período, provenientes da Embrapa e do Banco Central. O acordo tem a participação da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (Fapep). A iniciativa irá beneficiar produtores atendidos pelo Proagro, Seguro Rural e do Garantia-Safra, que usam o zoneamento para terem acesso à cobertura securitária.

Possibilidade - O chefe Nacional de Pesquisa do Zoneamento Agrícola de Risco Climático da Embrapa Informática Agropecuária, pesquisador Eduardo Monteiro, explicou que o convênio permitirá, por exemplo, processamento do zoneamento de cinco culturas simultaneamente, integração e capacitação de mais equipes da Embrapa, desenvolvimento de metodologia para zoneamento de culturas específicas (como sistemas agroflorestais) e ampliação do zoneamento de produtividade.

Bases - “Neste projeto, estamos colocando as bases para responder as questões de como plantar minimizando os riscos climáticos adversos na propriedade”, disse.  

Seguro mais barato - A ministra Tereza Cristina destacou que a ampliação do zoneamento “vai fazer com que o seguro chegue mais barato ao produtor”. Atualmente, agentes financeiros condicionam a concessão de crédito rural às recomendações do Zarc. Ela citou ainda que neste ano 100% do orçamento do Programa do Seguro Rural foram executados, totalizando R$ 440 milhões, o que não ocorria desde 2013. Para 2020, a previsão é de R$ 1 bilhão para subvenção do seguro.

Aumento da produção - O chefe substituto do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro do Banco Central, José Luis Guerra Silva, ressaltou que ferramentas, como o Zarc, tem ajudado o setor agrícola a alavancar as produções de forma consistente.

Sustentabilidade - Já o presidente da Embrapa, Celso Moretti, enfatizou o papel do zoneamento agrícola no desenvolvimento da agricultura aliada à sustentabilidade. “É um exemplo do que o Brasil tem feito para o desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira”, disse.

Alinhado - De acordo com o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, a modernização do Zarc está alinhada ao trabalho que os produtores do país têm feito.

Presenças - Participaram da cerimônia o Secretário de Política Agrícola do Mapa, Eduardo Sampaio Marques, e a gerente de Projetos da Faped, Simone Geralda dos Anjos Souza.

Ações - Ações previstas com o convênio:

- Ampliação da capacidade da Embrapa em desenvolver a modelagem e o processamento das informações do Zarc;

- Digitalização completa dos sistemas de informação e comunicação;

- Atualização da metodologia de quantificação de risco e modelagem apropriada para culturas já zoneadas ou adaptação de metodologia para novas culturas e sistemas de produção com diferentes níveis de manejo;

- Atualização das bases de dados meteorológicos utilizados no Zarc;

- Manutenção e atualizações da versão Android do aplicativo Zarc Plantio Certo e desenvolvimento e disponibilização da versão IOS;

- Desenvolvimento do novo sistema web para consulta de resultados de Zarc por empreendimento e município em substituição ao modelo atual de publicação de tabelas no Diário Oficial;

- Construção do novo sistema de classificação de solos para o Zoneamento e critérios de enquadramento de áreas/empreendimentos.

Para que serve o Zarc? - O zoneamento tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados a problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

Elementos - O sistema considera elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da produção agrícola como temperatura, chuvas, umidade relativa do ar, ocorrência de geadas, água disponível nos solos, demanda hídrica das culturas e elementos geográficos (altitude, latitude e longitude).

Exigência - Os agricultores são obrigados a seguir as indicações do Zarc para contratar recursos do crédito rural, da agricultura familiar e do seguro rural.

Abrangência - O Zarc foi publicado pela primeira vez na safra de 1996 para o trigo. Hoje contempla os 26 estados e o Distrito Federal, incluindo mais de 40 culturas. (Mapa)

 

SELIC: Copom reduz juros básicos para 4,5% ao ano, o menor nível da história

 

selic 12 12 2019Pela quarta vez seguida, o Banco Central (BC) diminuiu os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic para 4,5% ao ano, com corte de 0,5 ponto percentual. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

 

Menor nível - Com a decisão desta quarta-feira (11/12), a Selic está no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018, só voltando a ser reduzida em julho deste ano.

 

Cautela - Em comunicado, o Copom indicou que será cauteloso e deverá manter os juros básicos em 4,5% ao ano por um longo período, sempre avaliando as condições da economia. O BC reiterou a necessidade de continuidade nas reformas estruturais da economia brasileira para que os juros permaneçam em níveis baixos por longo tempo.

 

Inflação - A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em novembro, o indicador fechou em 0,51%, o maior resultado para o mês desde 2015. A inflação foi impulsionada pela alta do dólar e pelo preço da carne, mas continua abaixo da meta. Em 12 meses, o IPCA acumula 3,27%.

 

Meta - Para 2019, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu meta de inflação de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não poderá superar 5,75% neste ano nem ficar abaixo de 2,75%. A meta para 2020 foi fixada em 4%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

 

Relatório - No Relatório de Inflação divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA continuará abaixo de 4% até 2022. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,84%.

 

Crédito mais barato - A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. No último Relatório de Inflação, o BC projetava expansão da economia de 0,9% para este ano e de 1,8% em 2020. Novas projeções serão divulgadas no próximo dia 19, na edição de dezembro do relatório.

 

Otimismo - As estimativas do mercado estão mais otimistas, depois do aquecimento econômico registrado no terceiro trimestre. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos preveem crescimento de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2019.

 

Negociações - A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. (Agência Brasil)

 

POLÍTICA: Governo tenta conter alterações na MP do programa “verde-amarelo”

 

politica 12 12 2019O governo tenta impedir que as 1.930 emendas apresentadas por deputados e senadores desvirtuem completamente a MP 905, que criou o programa Verde Amarelo. Segundo a argumentação do governo, a proposta, caso aprovada, poderia viabilizar a criação de 1,8 milhão de empregos para jovens entre 18 e 29 anos entre 2020 e 2022. Do total das emendas, o PT apresentou 811, seguido pelo Psol (208) e PDT (171).

 

Supressão - Muitas das emendas pedem a supressão da desoneração da folha de salários dos empresários e do pagamento de alíquotas do Sistema S e do salário-educação, pontos que fazem parte da coluna dorsal da proposta do governo. Essas isenções seriam bancadas pela cobrança de contribuição previdenciária do seguro-desemprego, medida que também enfrenta forte resistência.

 

Troca - Em troca, o trabalhador poderia utilizar o período de recebimento do benefício para contagem de tempo para a aposentadoria. Neste caso existem emendas que pedem a retirada da matéria do texto e que sugerem que a medida seja facultativa.

 

CLT - Também há pedido para retirada da MP de pontos que alteram a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

 

Polêmica - Desde que chegou ao Congresso Nacional, a medida provisória tem causado polêmica. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já demonstrou insatisfação a aliados com o fato de a proposta ter sido encaminhada por MP e não por projeto de lei complementar.

 

Comissão mista - Nesta quarta-feira (11/12), o Congresso instalou a comissão mista, elegendo o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) para presidir o colegiado. O deputado Lucas Vergílio (SD-GO) foi escolhido para ser o vice-presidente, enquanto o deputado Christino Áureo (PP-RJ) foi designado para a relatoria.

 

Protestos - A sessão foi marcada por protestos de parlamentares da oposição, que tentaram inviabilizar a instalação do colegiado, alegando que a MP “não atende os pressupostos de urgência”.

 

Vigência - A vigência da medida vai até o dia 20 de fevereiro e, se não tiver sido aprovada pelo Congresso Nacional até, a medida provisória é prorrogada por mais 60 dias, ao fim dos quais caduca. O problema, no entanto, é que se deixar simplesmente a matéria perder a validade, o Congresso pode ser acusado de atrapalhar a criação de empregos.

 

Defesa - O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, defendeu nesta quarta que a taxação do desempregado seria na verdade uma “inclusão previdenciária”, já que contará para o tempo de contribuição para aposentadoria. “Não conseguimos a comunicação correta. Foi interpretada como taxação para desoneração da folha, mas é uma inclusão previdenciária”, disse Marinho. Ele afirmou ainda que a iniciativa foi discutida no governo Lula e era apoiada pelas centrais sindicais, para não deixar desguarnecidos os trabalhadores demitidos.

 

Força-tarefa - Desde a semana passada, técnicos da área econômica fazem uma força-tarefa para avaliar o impacto das emendas. O objetivo é recomendar o veto para matérias que acabam com o programa Verde Amarelo.

 

Emendas - Esse é o caso de emendas que retiram a desoneração da folha. Para justificar pedido de supressão, o deputado Mário Heringer (PDT-MG), por exemplo, informou que entende que a iniciativa de estimular o primeiro emprego é válida, mas conceder isenção nos descontos previdenciários parece “incoerente, pouco responsável e inviável”.

 

Seguro-desemprego - O deputado disse que uma outra emenda apresentada visa suprimir a tributação do seguro-desemprego. “Entendemos que o trabalhador desempregado não pode ser penalizado com o desconto do INSS, justamente no momento em que se encontra mais vulnerável e todos os recursos que lhe forem disponíveis são indispensáveis”, explicou na justificativa da emenda. O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou emenda sugerindo que a taxação seja facultativa.

 

Obrigações patronais - Pelo programa Verde Amarelo, o governo vai acabar ou reduzir algumas obrigações patronais da folha de pagamento para os empregadores que contratarem os trabalhadores no âmbito do programa. Os empregadores não precisarão, por exemplo, pagar a contribuição patronal do INSS (de 20% sobre a folha), as alíquotas do Sistema S e do salário-educação.

 

FGTS - No caso da contribuição para o FGTS, ela cairá de 8% para 2%, e o valor da multa poderá ser reduzida de 40% para 20%, decidida em comum acordo entre o empregado e o empregador no momento da contratação.

 

Sistema S - Paim apresentou 44 emendas ao texto, dentre elas, a que suprime a redução da contribuição para o Sistema S. Sugere, também, a retirada do artigo que reduza contribuição para o FGTS.

 

Exclusividade - Os parlamentares apresentaram emendas para manter a exclusividade do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal no pagamento do abono salarial e seguro-desemprego. Também há emendas para evitar que as empresas possam contratar seguro privado de acidentes pessoais para o empregado, mediante acordo individual. Existem ainda pedidos para retirada de matérias como a regulamentação do trabalho aos domingos; o aumento da jornada de trabalho dos bancários de seis para oito horas, entre outras. (Valor Econômico)

 

INTERNACIONAL: Fed mantém taxa de juros na faixa entre 1,5% e 1,75%

 

internacional 12 12 2019O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) manteve a sua taxa de juros de referência estável, na faixa entre 1,5% e 1,75%, como era amplamente esperado pelos mercados financeiros.

 

Conforto - Depois de reduzir os juros nas últimas três reuniões, para proteger a economia americana contra os efeitos das tensões comerciais e da desaceleração econômica global, o comunicado divulgado nesta quarta-feira (11/12), após a decisão dos membros do Fed, indicou conforto em manter a política monetária estável até o fim do ano que vem, enquanto monitora os riscos.

 

Postura apropriada - O comunicado disse que "o comitê avalia que a postura atual de política monetária é apropriada para dar suporte à expansão sustentada da atividade econômica, às fortes condições do mercado de trabalho e à inflação próxima da meta simétrica de 2%". Sinalizando uma maior confiança, foi suprimida do texto do relatório a frase de que "incertezas sobre estas perspectivas permanecem", usada no comunicado da decisão de outubro.

 

Pressões inflacionárias - O texto também ressaltou, mais uma vez, as pressões inflacionárias, que permanecem fracas, e os desenvolvimentos globais como riscos a serem

monitorados. A decisão de manter os juros estáveis foi unânime.

 

Crescimento - As novas projeções publicadas mostram que a maioria dos integrantes do Fed acredita que a taxa de juros está baixa o suficiente para estimular o crescimento. Eles esperam que, caso as perspectivas econômicas se mantenham como estão, eles poderão manter a taxa de juros estável até o fim de 2020 e, nesse caso, a maioria deles vê o Fed elevando os juros uma ou duas vezes posteriormente.

 

Frase - O banco central dos EUA removeu uma frase de seu comunicado de política monetária que apontava para uma incerteza persistente sobre as perspectivas econômicas, possivelmente refletindo uma maior confiança entre os formuladores de políticas sobre a economia.

 

Monitoramento - Ao mesmo tempo, o Fed diz que continuará monitorando as informações recebidas, "incluindo desenvolvimentos globais e pressões inflacionárias fracas, para avaliar o caminho apropriado" para a política monetária. Esse posicionamento sugere que, embora o banco central americano espere manter as taxas de juros em um período de pausa, um corte ainda é mais provável do que um aumento nas taxas. (Valor Econômico)

CLIMA: UE quer se tornar neutra em carbono até 2050

 

A União Europeia (UE) anunciou, nesta quarta-feira (11/12) uma ampla iniciativa ambiental voltada para a criação do primeiro continente do mundo neutro em carbono até 2050. O plano aborda tudo que vai de regras de ajuda estatal, política industrial ecológica e um imposto de carbono para importações.

 

Políticas - No seu aguardado New Deal Verde para a Europa, divulgado nesta quarta, a nova Comissão Europeia (CE), presidida pela alemã Ursula von der Leyen, estabeleceu 50 políticas, a serem implementadas nos próximos três anos, para reformular normas e regras que atendam às ambiciosas metas climáticas.

 

Primeiro - A UE quer se tornar o primeiro grande bloco econômico a alcançar emissão líquida zero de carbono até 2050 e vai propor um projeto de lei em março para formalizar essa meta. A nova CE quer ainda reforçar metas de médio prazo, cortando as emissões em 50% a 55% até 2030, ante a meta atual de 40%.

 

Recursos - A Comissão pretende mobilizar € 100 bilhões do orçamento da UE e empréstimos do Banco Europeu de Investimentos para financiar uma “transição justa” nos países-membros mais pobres do Leste Europeu, cujas economias dependem de combustíveis fósseis.

 

Momento - “O New Deal Verde é o momento ‘homem na Lua’ da Europa”, disse Leyen. “Nosso objetivo é reconciliar a economia com o planeta. O velho modelo de crescimento, baseado nos combustíveis fósseis e na poluição, está ultrapassado e desligado do nosso planeta.”

 

Iniciativa - O New Deal Verde é a primeira grande iniciativa do novo executivo da UE, que assumiu neste mês. A primeira missão de Leyen será convencer Polônia, Hungria e República Tcheca a apoiar a meta de emissão zero para 2050 em uma reunião de cúpula nesta quinta-feira (12/12), em Bruxelas.

 

Condição - Os três países já disseram que não vão se comprometer com a meta se não receberem bilhões de euros em ajuda financeira para fazer a transição. Os detalhes do Mecanismo de Transição Justa, de € 100 bilhões, serão anunciados em janeiro e vão mirar “regiões e setores mais vulneráveis”, disse Leyen.

 

Polêmica - Um dos elementos mais polêmicos do New Deal Verde é o “mecanismo de ajuste de carbono na fronteira”, a ser proposto em 2021.

 

Taxação seletiva - A UE quer se reservar o direito de taxar seletivamente produtores estrangeiros para proteger suas empresas da concorrência injusta de países que não respeitarem as metas internacionais para o clima. Autoridades disseram que a Comissão vai avaliar um imposto de fronteira que começará com as importações de aço e cimento.

 

Complicações - A proposta enfrenta complicações, pois precisa evitar infringir regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e há risco de retaliações de parceiros comerciais. Marcia Bernicat, embaixadora dos EUA na CoP 25 da ONU, disse que qualquer imposto cobrado pela UE sobre o carbono “será de grande preocupação para nós”.

 

Outras medidas - Outras medidas do New Deal Verde incluem a revisão das regras de ajuda estatal da UE, para permitir aos governos investir em tecnologias que reduzam as emissões de carbono. A Comissão também vai propor a reformulação da norma sobre a tributação de energia, para abrir as portas para um imposto sobre a aviação e os combustíveis para aviões no âmbito do bloco.

 

Estágios iniciais - Autoridades disseram que os planos de tributação ainda se encontram nos estágios iniciais e provavelmente enfrentarão grande resistência de governos da UE, que veem a política tributária como uma parte do poder nacional.

 

Aprovação - Leyen terá de conseguir uma maioria entre os governos da UE e parlamentares europeus para conseguir aprovar suas propostas. Os verdes do Parlamento europeu querem um corte mais ambicioso, de 65% nas emissões até 2030, enquanto grupos conservadores já alertaram que a aceleração da meta trará prejuízos às empresas.

 

Insuficientes e tardias - Franziska Achterberg, porta-voz do Greenpeace para a UE, disse que as metas climáticas são “insuficientes e chegam tarde demais”. “Ao adiar sua proposta para a meta de redução das emissões até 2030, a Comissão poderá enfraquecer o Acordo de Paris e qualquer esperança de liderança da UE na questão do clima.”

 

Sem acordo - Num sinal do quanto a política climática divide opiniões na UE, nesta quarta os países do bloco não conseguiram chegar a um acordo sobre um sistema de regras para finanças sustentáveis, depois que a França pressionou pela inclusão da energia nuclear. As discussões foram interrompidas quando França, Reino Unido e vários países do Leste Europeu disseram que não poderão apoiar um acordo a menos que a energia nuclear receba uma “luz verde” sob o novo sistema de classificação. (Valor Econômico)

 

SAÚDE: Paraná terá dez Ambulatórios Multiprofissionais de Especialidades

 

saude12 12 2019O Paraná terá dez Ambulatórios Multiprofissionais de Especialidades (AMEs) a partir de 2020. O investimento soma R$ 100 milhões. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta quarta-feira (11/12), no Palácio Iguaçu, durante o evento de liberação de R$ 168 milhões para equipamentos e reformas na saúde para 297 municípios.

 

Gerenciamento - Os AMEs serão gerenciados pelos consórcios intermunicipais de saúde e estão dentro da estratégia de regionalização do atendimento à população. Os municípios contemplados são Irati, União da Vitória, Campo Mourão, Cianorte, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Ivaiporã, Paranavaí, Colombo e São José dos Pinhais. Os dois últimos vão atender, de forma separada, as zonas Norte e Sul da Região Metropolitana de Curitiba.

 

Potencialização - O governador afirmou que os AMEs potencializam a atenção especializada e vão ajudar a reforçar o modelo de gestão dos consórcios, reconhecido como ágil, prático e menos oneroso. “No começo de 2020 já começam as construções. Esses centros de especialidades são demandas antigas da população. Tínhamos nos compromissado a ampliar esse atendimento regional e disponibilizar cardiologistas e ortopedistas mais próximos da população”, afirmou Ratinho Junior. “É uma solução que traz mais conforto e segurança, para não ter que fazer com que pacientes andem quilômetros atrás de consultas”.

 

Projetos - Os projetos foram elaborados pela Paraná Edificações. Cada unidade terá até quatro mil metros quadrados, numa proposta de atendimento interdisciplinar, com acesso a exames, consultas, tratamento e orientação terapêutica nas diferentes linhas prioritárias de cuidado, como a materno-infantil, saúde do idoso, hipertensão, diabetes e saúde mental.

 

Atendimento completo - O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, disse que os AMEs internalizam o conceito de atendimento completo. “Com consultas médicas, centro de especialidades odontológicas, presença de equipes multiprofissionais. E eles serão implementados com os consórcios intermunicipais de saúde. O Paraná já dobrou os repasses a essas entidades para o ano que vem”, afirmou Beto Preto. “Os prédios são amplos e vão atender com carinho a população”.

 

Custeio - Depois das obras, o Estado também ajudará no custeio dos AMEs. O Consórcio Metropolitano da Saúde (Comesp), por exemplo, terá duas sedes, uma no Norte e uma no Sul, para atender 1,7 milhão de paranaenses. “Temos uma experiência de vinte anos com os consórcios, que vêm se aprimorando nos últimos anos. Eles só trabalham com dinheiro público e precisam ser respeitados”, acrescentou Beto Preto.

 

Conquista - Beti Pavin, prefeita de Colombo, disse que o Ambulatório Multiprofissional de Especialidades representará um divisor de águas nas consultas eletivas da Grande Curitiba. “Temos muitas dificuldades e o Governo tem buscado alternativas para ajudar. Ao longo dos anos a população da Região Metropolitana foi tratada como de segunda classe. Não merecemos isso. O AME será todo aparelhado para as linhas de cuidado necessárias e propõe atendimento diferenciado”, afirmou. Os dois AMEs da RMC atenderão 28 municípios.

 

Demanda - Carlos Alberto de Andrade, secretário de Saúde de Araucária e presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems), ponderou que uma das maiores demandas na área é por especialidades. “Muitos cidadãos se deslocam por quilômetros para alguma consulta. Além do aumento da oferta, com os AMEs podemos encerrar filas históricas represadas de consultas. É uma expectativa antiga dos secretários municipais”, complementou.

 

Presenças - Estiveram presentes na cerimônia o vice-governador Darci Piana; o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o secretário de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes; o presidente da Comec, Gilson Santos; o superintendente de Inovação da Casa Civil, Henrique Domakoski; o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; os deputados estaduais Hussein Bakri (líder do Governo), Alexandre Curi, Ademar Traiano, Homero Marchese, Galo, Cobra Repórter, Jonas Guimarães, Doutor Batista, Delegado Jacovós, Wilmar Reichembach, Tercílio Turini, Marcel Micheletto, Luiz Cláudio Romanelli, Mabel Canto, Cantora Mara Lima, Gilson de Souza, Alexandre Amaro, Nelson Justus, Delegado Fernando, Márcio Pacheco, Luiz Fernando Guerra, Emerson Bacil, Anibelli Neto, Do Carmo, Artagão Júnior, Soldado Adriano José, Paulo Litro, Francisco Buhrer, Ricardo Arruda, Cristina Silvestri, Coronel Lee e Nelson Luersen; vereadores, cerca de 200 prefeitos e lideranças regionais. (Agência de Notícias do Paraná)

 

OPINIÃO: O valor do cooperativismo no mundo hiperconectado

 

*opiniao 12 12 2019 Cracios Consul

 

Antes de iniciar um negócio é necessário avaliar inúmeros fatores: investimentos em tecnologia, fornecedores, custos operacionais, processos, concorrência etc. O modelo de negócio escolhido também vai influenciar diretamente nos resultados da empresa. No mundo em que vivemos (hiperconectado e recheado de startups), uma série de frases feitas transformam a palavra “inovação” em algo batido.

 

Não adianta apenas colocar mesas de ping-pong e pufes no ambiente de trabalho. É preciso engajar e envolver os colaboradores em torno de uma nova filosofia verdadeiramente inclusiva.

 

Um dos modelos de negócio mais revolucionários do mundo não nasceu no Vale do Silício e não é uma startup. É algo centenário e que tem na cooperação entre pessoas seu principal pilar. Estou falando do cooperativismo, que é consagrado e bem estabelecido no Brasil. O movimento foi a base para os imigrantes que se estabeleceram no país, e hoje gera em torno de 398 mil empregos formais, de acordo com a Organização das Cooperativas Brasileiras (Sistema OCB). 

 

Mesmo com tantos anos de existência, o cooperativismo não é nem um pouco desatualizado ou ultrapassado. Em 2012, a Organização das Nações Unidas denominou que seria o “Ano Internacional das Cooperativas”, o que só confirma e destaca o papel do cooperativismo como agente de desenvolvimento econômico e social. O diferencial é que, com bases fortes, o cooperativismo se adapta e transforma a realidade no qual está inserido.

 

Agora, um modelo de negócio dentro do cooperativismo vem trazendo ainda mais força para o setor, que se mantém firme em meio às crises.  É a intercooperação, uma junção de cooperativas que propõe uma atuação conjunta e inovadora. Esse sistema "ganha-ganha" já é praticado por marcas conhecidas, como Castrolanda, Capal, Frísia, Herança Holandesa e Alegra, que hoje constituem a Unium. 

 

Para esse modelo funcionar é necessário que as cooperativas tenham pontos em comum para se unirem e lançarem uma marca institucional que as represente, acompanhando todos os produtos em logomarca e agregando valor no varejo. Outrossim, a intercooperação também otimiza processos e reduz custos operacionais, além de aumentar a força de todos os negócios envolvidos e, por conseguinte, dos cooperados. 

 

Ou seja, esse modelo não só eleva à maior potência os ideais do cooperativismo, mas também possibilita um crescimento econômico e estrutural. Com o trabalho em conjunto, o movimento ganha mais visibilidade. Além disso, as cooperativas participantes podem suprir as necessidades uma das outras, como conhecimento em novas áreas, troca de informações sobre marketing, fornecedores de insumos, entre outros. 

 

A união de forças se torna estratégica, possibilitando a construção de parcerias, a conquista de novos mercados, oferecimento de serviços complementares e maior geração de empregos na área de atuação. Principalmente, a intercooperação abre as portas para a agregação de valor reputacional das cooperativas como conjunto. 

 

A intercooperação tem muito do que se fala no mundo das startups, como economia criativa, peer to peer, geração de valor e inovação. Uma mostra que o cooperativismo continua vivo, moderno e necessário. 

 

*Cracios Consul é gerente de marketing da Unium


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