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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4953 | 20 de Novembro de 2020

ENCONTRO ESTADUAL: Nizan Guanaes vai falar sobre o mundo pós-pandemia

destaque encontro estadual 19 11 2020“O mundo pós-pandemia” é o tema da palestra que será ministrada pelo estrategista da área de Comunicação, Nizan Guanaes, no Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses que o Sistema Ocepar promove, no dia 4 de dezembro, das 8h30 às 11h30, em formato digital, devido à pandemia. O evento será transmitido ao vivo pelo canal do Sistema Ocepar no Youtube, na TV Paraná Cooperativo, pelo Canal Rural e, possivelmente, também pela TV Paraná Turismo, do Governo do Estado. O Espaço Sou Arte, de Campo Mourão (PR), vai animar o evento com muita arte circense, dança e teatro. Já o ilusionista Paul & Jack fará um show de mágica ao vivo durante o evento.

Programação – A programação contempla ainda o pronunciamento de autoridades, como a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o governador Ratinho Junior, o presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Evair de Mello, entre outras. O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, fará um balanço das atividades desenvolvidas pelas 221 cooperativas vinculadas à entidade no ano de 2020 e tratará sobre as perspectivas para 2021. O cooperativismo paranaense tem atuação em sete ramos: agropecuário, crédito, saúde, infraestrutura, consumo, transporte e trabalho, produção de bens e serviços. O setor abrange atualmente mais de 2,3 milhões de cooperados, emprega diretamente 112.762 pessoas, responde por 60% do PIB agropecuário paranaense e exporta seus produtos para mais de 100 países.

 

ENCONTRO DE AGENTES: Programação terá apresentação de palestras e cases, nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira (20/11), profissionais das cooperativas do Paraná vão se reunir virtualmente, por meio da plataforma Microsoft Teams, a partir das 13h30, no Encontro Estadual de Agentes, cuja programação inclui a apresentação de palestras e cases. O evento será aberto oficialmente pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, e pelo superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche.

Tendências - A primeira palestra será ministrada por Paula Abbas, que irá discorrer sobre “Como as tendências evoluem ao longo do tempo”. Paula é consultora em design estratégico, com foco em insights de consumo, estudos de futuro e estratégias para inovação. Ela também é professora nas áreas de Gestão Estratégica do Design, Inovação e Coolhunthing na PUCPR, UEL e Isae/FGV.

Cooperativas - Depois, representantes das cooperativas Lar, Unimed Cascavel, Central Cresol Baser e C.Vale irão compartilhar as experiências de sucesso alcançadas por meio de iniciativas na área de formação e envolvendo diferentes lideranças.

Mudanças - O Encontro Estadual de Agentes encerra com a participação de Clóvis de Barros Filho, doutor e livre docente da Escola de Comunicação e Artes da USP. Palestrante há mais de 10 anos no mundo corporativo e consultor, ele tratará sobre o tema “Mudança, um convite à realidade”.

Informações - Mais informações com Henrique Xavier (henrique.xavier@sistemaocepar.coop.br), Mariana Balthazar (mariana.balthazar@sistemaocepar.coop.br) ou Sandra Schmidt (sandra.schmidt@sistemaocepar.coop.br).

 

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COVID-19 I: Encontro Estadual é um dos destaques do comunicado 159

covid 19 II destaque 20 11 2020O Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, que será realizado dia 4 de dezembro, é um dos destaques do comunicado 159, emitido nesta quinta-feira (19/11) pelo Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar. O boletim informa ainda sobre a aprovação, pelo Senado Federal, de aporte de R$ 10 bilhões para o Pronampe. Veja abaixo.

1. O Sistema Ocepar, no dia 4 de dezembro, irá realizar o Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses. Clique aqui para mais informações.

2. No próximo dia 26 de novembro, será realizado o Fórum Trabalhista Internacional, com apoio da Fecoopar. Para inscrição clique aqui.

3. O Sistema Ocepar, no dia 19 de novembro, realizou reunião com o especialista no mercado internacional Marcos Jank, para discutir sobre logística e oportunidades para as cooperativas agropecuárias.

4. O Senado Federal, no dia 18 de novembro, aprovou aporte de R$ 10 bilhões para o Pronampe, alterando o PL 5.029/2020. O projeto de lei segue para análise da Câmara dos Deputados.

O Comitê - O Sistema Ocepar constituiu o Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 com objetivo de monitorar, receber, avaliar e comunicar seus públicos sobre as informações mais recentes ligadas à disseminação e precauções que devem ser tomadas diante da epidemia da doença. O grupo é formado pela Diretoria Executiva, coordenações de Gestão Estratégica e de Comunicação Social, com assessoramento jurídico e colaboração da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). Desde que o trabalho remoto foi adotado pela instituição, em 20 de março, os integrantes se reúnem diariamente, por meio de videoconferência, para analisar cenários e discutir o andamento das atividades visando atender as demandas das cooperativas. O Comitê tem ainda divulgado os comunicados para informar as principais ações de interesse do cooperativismo paranaense que estão sendo executadas pelo Sistema Ocepar nesse período de pandemia.

 

COVID-19 II: Confira os novos destaques da área destinada ao coronavírus no Portal PR Cooperativo

covid II 20 11 2020A Área Covid-19 do Portal Paraná Cooperativo é atualizada toda sexta-feira com as notícias que foram destaques durante a semana no Informe Paraná Cooperativo e na Rádio Paraná Cooperativo. Lá, é possível acessar também os comunicados do Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar. Há ainda uma seção de perguntas e respostas, com esclarecimentos relativos à pandemia. Clique aqui e confira.

 

OCEPAR: Conselho Fiscal se reúne de forma virtual nesta sexta-feira

Os conselheiros fiscais da Ocepar, Popke Ferdinand Van Der Vinne (coordenador), Wemilda Marta Fregonese, Claudemir Cavalini Carvalho, Valdenir Romani e Paulo Pinto de Oliveira Filho, estiveram reunidos, na manhã desta sexta-feira (20/11), juntamente com o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, o coordenador financeiro, Claudiomiro Rodrigues, e Cristiano Michalovicz. Na pauta, estavam aprovação do balancete acumulado de outubro de 2020, arrecadação e contribuições cooperativistas, autogestão, migração do sistema de gestão Totvs, relatório de auditoria do primeiro semestre, reformulação orçamentária, acordo coletivo de trabalho e relato sobre as atividades presenciais e de home office no sistema.

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EVENTO: Fórum on-line reúne cooperativas paranaenses do ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços

Assuntos pertinentes ao ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços (TPBS) estiveram em debate, na tarde desta quarta-feira (18/11), durante o Fórum On-line promovido pelo Sistema Ocepar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR). O evento reuniu 26 representantes das cooperativas paranaenses Unicampo, Biolabore, Pluricoop, Macuco Cooperativa, Cooptur e Ceilin. Houve ainda participantes da Unitagri, de Santa Catarina.

Abertura - A programação foi aberta pelo superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, que ressaltou a importância das cooperativas deste ramo para o Sistema Ocepar, e pelo representante do ramo TPBS no Paraná e presidente da Cooperativa Unicampo, Luciano Ferreira Lopes. Ele agradeceu a oportunidade e destacou a relevância de eventos como o Fórum para tratar de temas relativos ao ramo. Também participou da abertura o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo, João Gogola Neto.

OCB - Na sequência, a analista técnica e econômica do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), Carla Bernardes de Souza, falou sobre a principais ações que a organização tem executado em prol do desenvolvimento do ramo TPBS. Depois, a advogada da área jurídica da OCB, Milena Tawanny Gil Cesar, tratou sobre licitações. Já Amanda Oliveira, também advogada da OCB, destacou os possíveis impactos da reforma tributária para as cooperativas que atuam nesse segmento.

Sescoop/PR - A gerente de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR (Gecoop), Maria Emília Pereira, apresentou as principais atividades desenvolvidas pela entidade nas áreas de Monitoramento, Profissionalização, Cooperativismo e Gestão Estratégica.

Números - Os números do ramo TPBS e a evolução ocorrida nos últimos anos foram destacados pelo analista técnico do Sescoop/PR, Jesse Aquino Rodrigues. De acordo com levantamento feito pela área de monitoramento da Gecoop, com dados consolidados do primeiro semestre de 2020, o Paraná possui atualmente 11 cooperativas que atuam no ramo Trabalho, Produção de Bens e Serviços, abrangendo 7.388 cooperados e 77 funcionários. No período, já atingiram faturamento de R$ 107,4 milhões, com potencial para encerrar o ano somando mais de R$ R$ 210 milhões. Juntas, elas possuem R$ 42,5 milhões em patrimônio líquido, R$ 76,4 milhões em ativos e já recolheram R$ 5,7 milhões em impostos, nos seis primeiros meses deste ano. “Além disso, nós ressaltamos a importância deste fórum como um canal de comunicação para receber as demandas das cooperativas do ramo”, frisou Rodrigues.

Avaliação positiva - O evento foi avaliado positivamente pelos participantes. “Deixo aqui registrado o meu agradecimento, em nome da Pluricoop. É muito importante que as cooperativas do ramo mantenham-se próximas para fortalecimento de todos”, afirmou a diretora da Pluricoop, Vera Regina de Paula e Silva, comprometendo-se ainda em encaminhar ao Sistema Ocepar as demandas da cooperativas para o ano de 2021.

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COOPERATIVISMO I: OCB divulga boletins com informações atualizadas de interesse do setor

cooperativismo I 20 11 2020 O Sistema OCB publica, semanalmente, diversos boletins com informações relevantes e de interesse do cooperativismo brasileiro. Confira abaixo as publicações atualizadas até esta quinta-feira (19/11), que tratam de política, economia, reforma tributária, pleitos do cooperativismo em tramitação no Congresso Nacional, normativos e medidas tributárias publicadas pelo governo que impactam nas cooperativas. Há ainda um apanhado sobre as ações que estão sendo executadas pela entidade para reduzir o impacto da pandemia nessa crise. Confira ainda como está o cenário das compras públicas durante a pandemia e saiba mais sobre as vitórias legislativas desta semana.

*Análise Política:* compensações da Lei Kandir, Pronampe e outros temas na pauta legislativa. https://bit.ly/3dvDvOv

*Análise Econômica:* compras públicas durante a pandemia. https://bit.ly/2UCWjUD

*Reforma Tributária:* conheça o movimento Destrava Brasil. https://bit.ly/3iJPv0X

*Pleitos do Cooperativismo:* temos 82 demandas das coops vinculadas à Covid-19. Veja como estão. https://bit.ly/2UD17rV

*Normativos:* resumo dos principais normativos federais relacionados à Covid-19, com link e análise da OCB. https://bit.ly/3anoYlY

*Medidas Tributárias:* infográfico com as respostas tributárias do governo à crise que tenham impacto nas cooperativas. https://bit.ly/2KrNgjn

Acompanhe essas e outras ações da OCB para diminuir o impacto desta crise em: https://www.somoscooperativismo.coop.br/covid-19

 

FOTO: Pixabay

 

COOPERATIVISMO II: OCB e Apex-Brasil assinam acordo de cooperação

cooperativismo II 20 11 2020A OCB e a Apex-Brasil assinaram nesta quinta-feira (19/11), um acordo de cooperação para qualificar as cooperativas e promover seus produtos no mercado internacional. A solenidade online contou com a presença dos presidentes Márcio Lopes de Freitas (OCB), Sergio Segovia (Apex-Brasil) e a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. O secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do MAPA, Fernando Schwanke, e o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Orlando Leite Ribeiro, também participaram do evento. Ribeiro ministrou a palestra Cenários do Comércio Global para 2021.

Pilares - A cooperação se baseia em três pilares:

- Intercâmbio de informações entre OCB e Apex-Brasil: com investimento em inteligência comercial para construir uma base de dados sobre as exportações das cooperativas que permita definir ações de mercado mais assertivas para o setor;

- Qualificação das cooperativas do agronegócio para a exportação: preparação e difusão da cultura exportadora junto às cooperativas, com ênfase na diversificação dos ramos exportadores e inserção de mais cooperativas no mercado internacional.

- Promoção de negócios comercial: impulsionar o acesso das cooperativas brasileiras em mercados estratégicos, apoiando sua participação em feiras, missões e rodadas de negócios que ampliem suas oportunidades de negócios.

Nova fase - “Com este acordo de cooperação técnica estamos inaugurando uma nova fase no cooperativismo, já que temos alguma experiência com as exportações, mas essa aliança é muito importante para todo o nosso movimento, porque a Apex-Brasil conhece do assunto. É um projeto sólido para construir espaços para as nossas coops, contribuindo também com o acesso delas aos novos mercados.” Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB.

Cooperação - “Muito do que somos hoje em termos de cooperativismo, devemos ao exemplar trabalho da OCB nos últimos anos. Vale destacar que o cooperativismo remete à união para enfrentar os desafios que sempre surgem, por isso estamos confiantes de que poderemos avançar em busca melhores resultados, especialmente por podermos contar com o apoio da OCB e, claro ao enorme potencial de trabalho das cooperativas. Uniremos os nossos esforços para inserir mais cooperativas no mercado internacional.” Sergio Segóvia, presidente da Apex.

Expertise - “Essa internacionalização com certeza trará uma expertise para nossas cooperativas, especialmente àquelas que ainda não estão no mercado internacional, como as médias e pequenas. Esse acordo já nasce com muito sucesso. Nas próximas feiras que iremos participar, teremos as nossas cooperativas lá fora, conosco. E, ao voltarmos, trazemos mais qualidade e formas de promover e gerar renda para os pequenos produtores e pequenas cooperativas. Não tenho dúvida: a qualificação para exportação, a inteligência comercial, os eventos de promoção comercial e a defesa de imagem farão a diferença para as cooperativas do país. Estou muito feliz e sei que esse acordo trará grandes frutos.” Tereza Cristina, ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Sobre a Apex-Brasil - A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos é um serviço social autônomo com a missão de promover as exportações dos produtos e serviços do Brasil, contribuir para a internacionalização das empresas brasileiras e atrair investimentos estrangeiros para o país.

Qualificação e promoção comercial - A Apex realiza um importante trabalho de qualificação e promoção comercial por meio dos seus 53 projetos setoriais. Em 2019, a Apex apoiou 14.284 empresas, sendo 53% micro e pequenas. As exportações apoiadas somaram US$ 68,1 bi em 2019, ou 30,2% do total exportado pelo Brasil.

Oportunidades para 2021 - O secretário de Comércio e Relações Internacionais e embaixador, Orlando Leite Ribeiro, ministrou a palestra Cenários do Comércio Global para 2021. Ele destacou que poderão surgir boas oportunidades para a exportação de grãos para o mercado asiático. Segundo ele, a exportação de carne suína no Brasil cresceu quase 60%, puxada pelo mercado chinês. E deve se manter assim, devido à alta qualidade da produção nacional de suínos.

Café - Destacou também o café. O Brasil é o maior produtor e maior consumidor do grão. “Temos exportado muito, graças à imagem de credibilidade do nosso café. Vejo o comércio internacional do café com expectativas positivas nos próximos anos”, avalia.

Saiba mais- Para assistir o evento de assinatura e a apresentação do embaixador, clique aqui.

Clique aqui para assistir ao vídeo explicativo do acordo de cooperação. (OCB)

 

COOPERATIVISMO III: Iniciada pesquisa do diagnóstico de inovação

cooperativismo III 20 11 2020Inovar é mais do que uma necessidade para o futuro. É uma realidade do agora. Pensando nisso, o Sistema OCB iniciou nesta semana uma pesquisa para conhecer melhor o cenário de inovação entre as cooperativas do país, identificar os principais desafios e sinalizar oportunidades para nortear as estratégias de fomento à cultura da inovação.

Questionário - Para isso, um questionário foi cuidadosamente preparado para que as respostas sejam utilizadas na elaboração de um diagnóstico. Assim, as coops, com apoio das Unidades Estaduais, podem responder às perguntas até o dia 22 de janeiro do ano que vem.

On-line - A Checon, empresa especializada e com experiência em atuação no cooperativismo, foi contratada pelo Sistema OCB para conduzir esta pesquisa, que será realizada no formato on-line, clicando aqui.

Apoio essencial - “Esse é um processo muito importante para a definição das nossas próximas ações. Vimos que, mais do que nunca, a inovação é um ingrediente essencial da sustentabilidade das empresas que se destacam dentro e fora do país. Por isso, conhecer a nossa realidade é fundamental para melhorar essa cultura e, para tanto, nós contamos muito com a mobilização feita pelas unidades estaduais, estimulando as cooperativas a participarem da pesquisa”, explica o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile. De acordo com o superintendente, as cooperativas não serão identificadas no questionário que leva cerca de cinco minutos para ser completado.

Dúvidas - As cooperativas que tiveram dúvidas podem entrar em contato com Samara Araujo, coordenadora do Núcleo de Informações e Mercados do Sistema OCB, por meio do email: samara.araujo@ocb.coop.br. (OCB)

 

LEGISLATIVO: Senado aprova uso do Fust para conectividade no campo

legislativo 20 11 2020O Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (19/11), o Projeto de Lei 172/2020, que modifica as regras do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), trazendo a oportunidade de uso de recursos do fundo para levar internet para o campo e buscar, por meio do acesso à tecnologia, um agro cada vez mais competitivo e sustentável.

Atuação - O Sistema OCB atuou ativamente pela aprovação do projeto, que faz parte da Agenda Institucional do Cooperativismo 2020, e inclui as cooperativas como atores no rol de executores da política de conectividade. Essa medida é fundamental para o sucesso da universalização, pois, com a pluralidade de realidades da conectividade no Brasil, é importante permitir os mais diversos arranjos produtivos para se levar internet ao campo e às cidades do interior.

Diretrizes - Dentre as diretrizes principais do projeto, está a permissão para recursos do Fust sejam aplicados no financiamento de instalação da infraestrutura necessária para a internet no campo e estímulo ao fortalecimento e à expansão de diferentes arranjos produtivos para melhorar o acesso por produtores rurais, por meio das mais diversas tecnologias existentes.

Investimento - Com a aprovação do projeto, os recursos do fundo poderão ser investidos na forma de linhas de crédito, investimentos diretos estatais ou como garantia para projetos do setor, levando tecnologias que possibilitarão o desenvolvimento da produção agrícola, educação no campo e a melhoria da qualidade de vida nas áreas rurais. Esse desenho de financiamento se faz necessário para garantir perenidade dos investimentos e a contínua expansão da infraestrutura de conectividade, especialmente nas regiões que hoje não contam com acesso à internet. De acordo com o último Censo Agropecuário (IBGE/2017), mais de 70% das propriedades rurais brasileiras estão nesta situação.

Parecer - O relator do projeto, senador Diego Tavares (PB), suplente da senadora Daniella Ribeiro (PB), apresentou parecer com emendas de redação sugeridas pelo Governo, que manteve a participação das cooperativas na política de universalização da internet. O texto foi aprovado pelo Plenário do Senado e segue para sanção. Após a envio do autógrafo do Senado para a Presidência da República, o prazo é de 15 dias para a sanção. (OCB)

FOTO: Pedro França / Agência Senado

 

SICREDI: Com estratégia de sustentabilidade, instituição cooperativa neutraliza 35 mil ton de gases de efeito estufa

O Sicredi passou a apoiar o Projeto REDD+ Jari Pará, iniciativa privada voltada a gerar créditos de carbono de conservação florestal na Amazônia, para neutralizar 35.793 toneladas de gases de efeito estufa (GEE) emitidas em 2019 pela instituição financeira cooperativa. Realizada com o apoio da Biofílica, empresa focada em conservação florestal, esta é a primeira iniciativa do Sicredi em nível nacional com foco em neutralização de GEE e visa aprimorar as práticas sustentáveis de suas 108 cooperativas de crédito, localizadas em 23 estados brasileiros e Distrito Federal.

Avanço - Segundo superintendente de Sustentabilidade do Sicredi, Olaf Brugman, o projeto de neutralização de emissões de GEE em nível nacional representa um avanço importante na estratégia de sustentabilidade da instituição. “Somos comprometidos com o impacto positivo nas regiões onde atuamos e queremos ser protagonistas no desenvolvimento sustentável em cada uma delas. Para isso, conhecer e minimizar o impacto das nossas operações e atividades é fundamental. Pela primeira vez, apuramos informações sobre todas as cooperativas e entidades do sistema, o que permitiu neutralizar os impactos levantados em nível nacional”, afirma.

Medições - Brugman explica que o Sicredi segue em aprimoramento constante das medições, a fim de tornar a operação mais ecoeficiente. “A partir dos resultados colhidos, com base em nossa política de sustentabilidade, estimulamos internamente a realização de ações que visam eficiência energética e geração de menos resíduos, entre outras iniciativas, para cuidar do meio ambiente e contribuir com o combate à mudança climática”.

Inventário - Em 2019, o Sicredi construiu e divulgou seu segundo Inventário Sistêmico de Emissões de GEE, contendo informações sobre as emissões de todas as cooperativas de crédito integrantes da instituição. O documento, publicado junto ao Programa Brasileiro GHG Protocol, fornece subsídios para criação de estratégias com foco em reduzir emissões de gases de efeito estufa, como utilização de energia renovável e redução de consumo de recursos naturais, por exemplo. O inventário também embasou o apoio ao projeto REDD+ Jari Pará, utilizado para realizar a neutralização das emissões de GEE.

Objetivo - O Projeto REDD+ Jari Pará (Projeto de Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal somado a conservação dos estoques de carbono florestal, manejo sustentável de florestas e aumento dos estoques de carbono florestal), tem como objetivo evitar o desmatamento e minimizar impactos socioambientais, promovendo benefícios para o clima, biodiversidade e comunidades da região do município de Almeirim, no estado do Pará. A região abriga famílias rurais e forma um vasto corredor ecológico, tendo em seu entorno diversas Unidades de Conservação com rica biodiversidade e formações vegetais distintas. O Projeto REDD+ Jari Pará combina atividades de manejo florestal com comercialização de créditos de carbono que são gerados a partir de metodologias internacionalmente reconhecidas, a fim de evitar o desmatamento e minimizar impactos ambientais. A iniciativa contribui para a conservação de 496 mil hectares de Floresta Amazônica nativa e de sua biodiversidade, promovendo o desenvolvimento socioeconômico local.

Certificado - O projeto é certificado pelo Verified Carbon Standard (VCS) e seus créditos estão registrados no Verra Registry, o que garante a rastreabilidade e qualidade dos créditos de carbono gerados pelo projeto. O registro dos 35.793 créditos de carbono, que são intransferíveis e exclusivos do Sicredi, pode ser localizado no link público da plataforma Verra Registry. Para se ter uma ideia, a quantidade de GEE neutralizada pelo Sicredi é equivalente a emissão de mais de 13 mil carros percorrendo 50 quilômetros todos os dias do ano.

ODS como norteadores - A estratégia de sustentabilidade do Sicredi foi reforçada, em 2020, quando a instituição aderiu ao Pacto Global da ONU, uma iniciativa do órgão para estimular empresas a adotarem políticas de responsabilidade social corporativa e de desenvolvimento sustentável por meio da adesão a dez princípios relacionados a direitos humanos, trabalho, meio ambiente e corrupção.

ODS - Ao aderir à iniciativa, o Sicredi passou a se comprometer em adotar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) como norteadores de seu desenvolvimento. Os ODS foram definidos pela ONU para engajar organizações de todo o mundo em prol de metas como a erradicação da pobreza, o combate à mudança do clima e a preservação dos recursos naturais. “Como participantes do Pacto Global, assumimos a responsabilidade de contribuir para o alcance da agenda mundial de sustentabilidade. Tendo os ODS como norteadores e seguindo os princípios do cooperativismo, queremos ampliar o nosso impacto positivo em relação ao meio ambiente, a exemplo do que já fazemos do ponto de vista econômico e social, levando benefício à comunidades de forma geral”, afirma o presidente nacional do Sicredi, da Central Sicredi PR/SP/RJ e membro do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito, Manfred Alfonso Dasenbrock.

Mais - Saiba mais sobre sustentabilidade no Sicredi acessando a página www.sicredi.com.br/site/sobre-nos/sustentabilidade.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,8 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 23 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

FOTOS: Luciana Sálvaro e Divulgação / Biofílica

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SICOOB: Promoções e descontos durante a Promo Week

O maior período de ofertas no varejo brasileiro está se aproximando e o Sicoob - Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil - não vai ficar de fora. As promoções da instituição vão desde crédito mais barato a descontos nas taxas de administração dos consórcios.

Promo Week - E os cooperados nem precisam esperar até o dia 27: no Sicoob, a Promo Week já começou. Desde a última segunda-feira (16/11), até esta sexta-feira (20/11), aposentados e pensionistas do INSS, funcionários de empresas privadas e servidores públicos contam com descontos de até 60% nas taxas de juros do crédito consignado do Sicoob. Neste caso, os juros giram em torno de 0,50% e 0,98% a.m.

Ampliação da carteira - Segundo Francisco Silvio Reposse Junior, Diretor Executivo Comercial e de Canais do Sicoob, a ideia é ampliar a carteira do Sicoob, atingindo algo em torno de R$ 200 milhões comercializados em cinco dias. "Além disso, queremos atender às necessidades dos tomadores que precisam de crédito com taxas altamente competitivas e um crédito responsável", afirma.

Consórcios - Já nos consórcios, a Promo Week do Sicoob estará disponível de 23 a 30 de novembro, e a vantagem escolhida foi 25% de desconto nas taxas de administração. A meta comercial, neste caso, chega a R$ 3 bilhões, valor cerca de 31% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado e 84% mais alto do que 2018. "As principais vantagens para os consorciados são que o produto não tem juros e eles ainda contam com compra programada, fundo de reserva aplicado, bastante competitivo com o mercado. Isso sem contar que esta é uma das administradoras que mais contempla no País", conta Reposse.

Taxas mais justas - Vale ressaltar que fora do período de promoções, o Sicoob já pratica taxas mais justas com relação ao mercado financeiro no seu amplo portfólio de serviços e produtos. Hoje são mais de 5 milhões de cooperados no sistema que tem como pilares a promover a justiça financeira e a prosperidade nos quatro cantos do Brasil por meio da cooperação.

Sobre o Sicoob - O Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil, Sicoob, possui 4,8 milhões de cooperados em todo o país e está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. É composto por mais de 390 cooperativas singulares, 16 cooperativas centrais e a Confederação Nacional das Cooperativas do Sicoob (Sicoob Confederação). Integram, ainda, o Sistema, o Banco Cooperativo do Brasil do Brasil (Bancoob) e suas subsidiárias (empresas/entidades de: meios eletrônicos de pagamento, consórcios, DTVM, seguradora e previdência) provedoras de produtos e serviços especializados para cooperativas financeiras. A rede Sicoob é a quarta maior entre as instituições financeiras que atuam no país, com mais de 3,4 mil pontos de atendimento. As cooperativas integrantes do Sistema oferecem aos cooperados serviços de conta corrente, crédito, investimento, cartões, previdência, consórcio, seguros, cobrança bancária, adquirência de meios eletrônicos de pagamento, dentre outras soluções financeiras. Mais informações acesse: www.sicoob.com.br. (Imprensa Sicoob)

FEITO NO PARANÁ: Cooperativas reúnem agroindústrias gigantes no mercado de carnes

As cooperativas agrícolas paranaenses têm cada vez mais investido na industrialização dos seus produtos. Com o objetivo de agregar maior valor à produção de seus cooperados, as agroindústrias se tornaram potências espalhadas pelo Estado, gerando emprego, renda e muitos produtos, que vão direto para a mesa do consumidor final.

Números - De acordo com dados da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), no Estado existem 215 cooperativas, sendo que 60 são do ramo agropecuário. Ao todo, são 2 milhões de cooperados e o setor gera cerca de 100 mil empregos diretos em todo o Paraná.

Segmentos - São 79 agroindústrias ligadas às cooperativas, sendo 10 indústrias de óleo de soja, 12 moinhos de trigo e milho, 30 indústrias de ração, 16 indústrias de carne, frango e suínos, além de oito plantas de processamento de leite.

Feito no Paraná - Na série de reportagens sobre empresas e produtos “Feitos no Paraná”, apresentamos algumas cooperativas que produzem carnes e derivados.

Carnes - De acordo com a Ocepar, são 19 cooperativas no Estado com agroindústrias no segmento de carnes (que contemplam bovinos, suínos, frangos, peixes e cordeiros). A maior parte dedica-se à produção de produtos derivados de carne suína. São 11 ao todo e a Alegra é uma delas.

Abate - Com sede em Castro, a unidade abate 3.200 suínos por dia e produz cerca de 140 toneladas de produtos diariamente, o que leva a uma média mensal de 3,3 mil toneladas de carnes industrializadas por mês.

Outras marcas - De acordo com Valdomiro Santuches, gerente de operações industriais da Alegra, além dos produtos de marca própria, a fábrica industrializa produtos para as marcas Boua e Ceratti, de Goiás e de São Paulo, respectivamente. “Além disso, temos clientes para os quais somos os fornecedores exclusivos, como é o caso do Madero. Todo o bacon utilizado na rede de restaurantes deles é produzido por nós. E também sai daqui 80% de todo o bacon usado no McDonalds no Brasil”, explica.

Exportações - Além de atender todo o mercado nacional, os produtos da Alegra são exportados para 33 países. São 1,6 mil funcionários na unidade de Castro, o que torna a cooperativa a maior empregadora da região. A empresa integra o grupo Unium, que reúne as cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal.

Referência - Outra gigante do setor, a Frimesa, está investindo pesado na produção de carne suína processada. Está prevista para 2023 a inauguração do maior frigorífico de suínos da América Latina em Assis Chateaubriand, na Região Oeste.

Capacidade de abate - O complexo, com 147 mil metros quadrados de área construída, terá capacidade para abater 15 mil porcos diariamente, resultado de um investimento de R$ 2,5 bilhões. Serão 5,5 mil empregos diretos, que chegam a 8,5 mil quando contados os indiretos.

Escala - Toda essa produção fará a cooperativa ganhar escala nacional e internacional. Atualmente, a agroindústria em operação abate 8,3 mil suínos por dia ou 5% da produção nacional. Quantia que abastece parte do mix de 445 produtos.

União - A cooperativa, explica o diretor-presidente da Frimesa, Valter Vanzella, é resultado da união de outras cinco: Lar, Copagril, Copacol, C. Vale e Primato. Reunião que dá sustentação ao projeto de expansão. “Temos de crescer sempre, não podemos parar no tempo. Mas isso tendo por base uma produção de qualidade, garantindo segurança para quem compra”, ressalta.

Planejamento - Vanzella explica que o planejamento passa diretamente por ganhar mercado no exterior, especialmente no Oriente. “Exportar se tornou um bom negócio, especialmente depois da peste suína africana na China. Saímos de 5% para 20% do faturamento. E há ainda muitas oportunidades para venda no mercado externo”, diz.

Peixes - Em Cafelândia, no Oeste paranaense, a Copacol também processa carnes, conta com seis mil associados, grupo formado basicamente por pequenos produtores rurais, e emprega, diretamente, 15 mil pessoas.

Potência - A Copacol é uma potência, com números robustos na produção de aves e peixes. São 172,3 milhões de frangos abatidos por ano, cerca de 700 mil por dia. E outros 42 milhões de peixes, que ajudam a fazer do Paraná o maior produtor de tilápias do País. Já os suínos são entregues à Frimesa, que fica responsável por industrializar este segmento do negócio.

Dobrar - De acordo com o presidente da Copacol, Valter Pitol, a intenção é dobrar a capacidade de alguns setores até 2023, como a produção de peixes. Hoje, diz ele, os produtos que saem do Oeste paranaense com a marca Copacol chegam a boa parte do Brasil e a 60 países. “Aumentando o processo industrial, aumentamos os empregos e melhoramos a qualidade de vida das pessoas e das cidades”, afirma o presidente.

Forte - Também no Oeste, a Coopavel é outra cooperativa forte. Com 50 anos de história, reúne cerca de seis mil cooperados e produz insumos, grãos, trigo, suínos e frango, que representam um faturamento de R$ 3,5 bilhões ao ano.

Crescimento - A Coopavel deve fechar 2020 com um crescimento entre 25% e 30%, mesmo em um período marcado pela pandemia do novo coronavírus. Desempenho semelhante é esperado para 2021. “A geração de emprego começa pela preferência do consumidor. Um produto da Coopavel, por exemplo, está gerando emprego no Paraná. E essa é uma identidade que cresce no Estado de uma maneira muito forte”, ressalta Dilvo Grolli, diretor-presidente da cooperativa. “Nos orgulhamos de ser uma cooperativa 100% paranaense”, acrescenta.

Salto - Segundo ele, a cooperativa abate atualmente 220 mil frangos, número que deve saltar para 250 mil em 2021. São também 2 mil suínos diariamente, quantidade prevista para subir 50% no ano que vem, chegando a 3 mil animais.

Emprego - “Somos a cooperativa agroindustrial que mais emprega no País”, afirma o diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues. Com 56 anos de história e quase 12 mil cooperados, a Lar gera 18,3 mil empregos diretos, trabalhando em três atividades principais: produção e soja, de milho e abate de aves.

Presença - Considerando apenas a produção de carnes, a Lar abate 700 mil aves por dia, com metade desta produção direcionada para o exterior. De acordo com Rodrigues, a marca Lar está presente em aproximadamente 300 produtos, entre enlatados, congelados, cortes de frangos e grãos. As exportações chegam às Américas, Europa e Ásia.

Localização - Por aqui, as unidades da cooperativa estão instaladas em 12 municípios do Oeste paranaense, Leste do Paraguai (10 unidades), em Mato Grosso do Sul com 14 unidades, em Santa Catarina no município de Xanxerê para produção de sementes. Tudo isso, junto, significa um faturamento estimado em R$ 10 bilhões em 2020. “Nosso objetivo é viabilizar as pequenas propriedades. E isso não tem limite”, destaca Rodrigues.

Imponente - Em Palotina, é difícil chegar e não se impressionar com a imponência da C. Vale. Todo dia, por ali, são abatidos 615 mil frangos e 100 mil tilápias. Entre empanados, grelhados, temperados e outros gêneros, 160 toneladas saem da fábrica rumo a pontos de venda de diferentes regiões do País. Há ainda produção de soja, milho, trigo, mandioca, leite e suínos. Tudo isso administrado por um exército de 12 mil funcionários e 23 mil associados.

Cooperativismo - “O cooperativismo foi a forma que encontramos para fazer com que o pequeno produtor se fixasse no campo. Uma ajuda mútua em que todos ganham”, diz o presidente da cooperativa, Alfredo Lang.

Aproveitamento - O dirigente conta que tudo ali é aproveitado. Restos da tilápia, por exemplo, são transformados em farinha e as escamas vendidas para a China, usada no Oriente como matéria-prima para a produção de colágeno. Já o pé do frango, pouco aproveitado no Brasil, também é exportado para a China. “Lá é uma iguaria, a população disputa o corte. Chega a ser mais caro do que a coxa e sobrecoxa”, destaca o presidente.

O projeto - Criado pelo Governo do Estado, o projeto busca dar mais visibilidade para a produção estadual. O objetivo é estimular a valorização e a compra de mercadorias paranaenses. O projeto foi elaborado pela Secretaria do Planejamento e Projetos Estruturantes e quer estimular a economia e a geração de renda. Empresas paranaenses interessadas em participar do programa podem se cadastrar pelo site www.feitonoparana.pr.gov.br. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira as reportagens já produzidas para a série que destaca o que é Feito no Paraná .

FOTOS: Jose Fernando Ogura / AEN

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CONCURSO: Definidos os vencedores do Café Qualidade Paraná 2020

Os produtores Juarez Colatino de Barros, de São Jerônimo da Serra, e Shigue Kuwano Sera, de Congonhinhas, venceram o concurso Café Qualidade Paraná 2020. Eles superaram mais de 300 cafeicultores que participaram desta 18ª edição do concurso. Foram finalistas 99 lotes.

Encerramento - O encerramento do certame aconteceu na tarde desta quinta-feira (19/11), em solenidade online transmitida pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná - Iapar-Emater (IDR-Paraná). “Este concurso é um movimento de valorização dos atributos do café do Paraná”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara.

Categorias - O produtor Juarez Barros venceu na categoria cereja descascado e Shigue Sera competiu com um lote de café natural. Também chamada de via úmida, o café cereja descascado tem retirada a polpa do fruto maduro antes da secagem, com o objetivo de deixar o produto por menos tempo no terreiro. Já no processamento natural, ou via seca, os grãos são secados inteiros.

Notas maiores - “Os lotes deste ano alcançaram notas maiores que em edições passadas do concurso”, destacou o engenheiro-agrônomo Romeu Gair, da comissão julgadora.

Aquisição - Os campeões têm garantida a aquisição de seu lote pelo valor de R$ 2,2 mil a saca, 216% superior à cotação registrada na quarta-feira (18/11) na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). Para comparação, o mercado físico de café, praça de Londrina, paga ao redor de R$ 500 a saca de um produto de boa qualidade.

Liberdade para comercializar - “Esta é uma oferta da organização do certame, mas todos os finalistas ficam livres para comercializar seus lotes, e podem, inclusive, obter ofertas melhores de cafeterias e comerciantes de cafés especiais”, explica o economista Paulo Sérgio Franzini, que coordena a realização do concurso.

Ofertas - Os cafeicultores classificados até o quinto lugar também recebem ofertas de compra pela comissão organizadora — R$ 1,8 mil (vice-campeão), R$ 1,5 (terceiro lugar), R$ 1,3 mil (quarto) e R$ 1,2 mil para o quinto finalista.

Regulamento - O concurso é aberto a produtores de todas as regiões produtoras do Paraná, que podem concorrer com lotes de um a cinco sacas de 60 quilos. Mais de 300 cafeicultores concorreram este ano e após as seletivas regionais, 99 lotes seguiram para a prova final, realizada no Centro de Qualidade do Café do IDR-Paraná, em Londrina, no final do mês passado.

Metodologia - Utilizando a metodologia SCA (sigla em inglês para Associação de Cafés Especiais) uma comissão de provadores experientes avaliou os lotes nos quesitos aroma, doçura, acidez, corpo, sabor, gosto remanescente e balanço da bebida para selecionar os cinco melhores de cada categoria. A escala de pontuação vai até 100.

Safra - É uma safra de peneira baixa, porque a estiagem que houve entre os meses de março e maio afetou o enchimento dos frutos, explica o economista Paulo Sérgio Franzini, do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná. “A falta de chuvas também reduziu em cerca de 15% o potencial de produção”, ele acrescenta.

Sem chuvas - Mas o lado bom, segundo Franzini, é a boa qualidade de bebida, já que praticamente não houve chuvas durante o período de colheita.

Paraná - O Estado tem 38 mil hectares cultivados com café, sendo 35,5 mil ocupados com lavouras em plena produção. A apuração da safra 2020 está praticamente finalizada, e a estimativa é que sejam colhidas 943 mil sacas de café beneficiado no Estado. A maior parte das lavouras paranaenses tem em média oito hectares e é conduzida por pequenos produtores familiares.

Finalistas - Confira abaixo os cinco primeiros colocados em cada uma das categorias do concurso. Todos os 99 cafeicultores que chegaram à etapa final podem ser conhecidos AQUI

Cereja descascado

1º Juarez Colatino de Barros (São Jerônimo da Serra) - nota 88,41

2º Ricardo Batista dos Santos (Congonhinhas) – nota 87,56

3º Pablo Ribeiro dos Santos (Congonhinhas) – nota 87,31

4º Aldenice da Silva Soares (São Jerônimo da Serra) – nota 86,75

5º Ageu Luiz Teodoro (São Jerônimo da Serra) – nota 86,66

Café Natural

1º Shigue Kuwano Sera (Congonhinhas) – nota 87,66

2º Jonas Aparecido da Silva (Pinhalão) – nota 87,56

3º Maristela Fátima da Silva Souza (Tomazina) – nota 87,25

4º Solange Aparecida de Araújo (Apucarana) – nota 86,88

5º Lúcia Aparecida Pedro Diniz (Tomazina) - nota 86,66

Confira as entidades responsáveis pela realização do concurso - O concurso Café Qualidade Paraná fica a cargo da Câmara Setorial do Café do Paraná, Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura e Abastecimento e IDR-Paraná, com apoio da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), cooperativas e associações de cafeicultores do Estado.

Patrocínio - Este ano a edição do certame teve o patrocínio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Federação de Agricultura do Paraná (Faep), Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), Grupo Dois Irmãos, Integrada Cooperativa Agroindustrial, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi) e Sistema Ocepar. (Agência de Notícias do Paraná)

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INSPEÇÃO FEDERAL: Abate de aves e suínos sob SIF aumentou cerca de 6% em setembro, aponta relatório

inspecao federal 20 11 2020O 8º Relatório de Atividades do Serviço de Inspeção Federal (SIF), divulgado na quarta-feira (18/11), registra o aumento de aproximadamente 6% nos abates de aves e suínos no mês de setembro, representando 26 milhões de aves e 178 mil suínos a mais em comparação ao mesmo período de 2019.

Outubro - No mês de outubro, o SIF atendeu demandas de forma emergencial que resultaram na autorização de 160 atividades de abate em turnos ou dias adicionais à regularidade operacional dos abatedouros frigoríficos de aves, bovinos e suínos.

Sem paralisação - Assim como em setembro, no mês de outubro o SIF não registrou nenhuma paralisação de atividades de abatedouros frigoríficos sob inspeção federal por motivos relacionados a ocorrências de casos do novo Coronavírus (Covid-19).

Destaques - Além disso, outras atividades tiveram destaque, como a análise de 9.667 solicitações de registros de produtos de origem animal para consumo humano inseridas no Sistema Plataforma de Gestão Agropecuária do Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (PGA-SIGSIF) nos meses de março a outubro.

Certificados - Foram emitidos no mês de outubro 45.484 Certificados Sanitários Internacionais (CSIs), número superior ao do mesmo período no ano de 2019, quando foram emitidos 32.688 CSIs. A certificação assegura que os produtos e os sistemas de produção atendem a todos os requisitos acordados com os países para os quais o Brasil exporta seus produtos.

Essenciais - As atividades de inspeção de produtos de origem animal e certificação sanitária são consideradas como essenciais pelo Decreto 10.282 e seguem funcionando com todos os cuidados necessários para que não ocorram prejuízos à manutenção do abastecimento público.

Estabelecimentos - Estão registrados no SIF 3.327 estabelecimentos de produtos de origem animal nas áreas de carnes e produtos cárneos, leite e produtos lácteos, mel e produtos apícolas, ovos e pescado e seus produtos derivados. Além de 2.999 estabelecimentos de produtos destinados à alimentação animal. (Mapa)

FOTO: Jornal O Presente

Confira aqui o 8º Relatório de atividades do Serviço de Inspeção Federal

 

CÂMBIO: Dólar cai para R$ 5,31 e fecha no menor valor em dois meses

cambio 20 11 2020Depois de um dia de sobe-e-desce, o dólar aproximou-se de R$ 5,30 e fechou no menor valor em dois meses. A bolsa de valores também oscilou bastante, mas fechou com pequena alta, beneficiada pelo cenário externo e por negociações de uma empresa de petróleo.

Cotação - O dólar comercial fechou esta quinta-feira (19/11) vendido a R$ 5,313, com recuo de R$ 0,025 (-2,45%). A divisa começou o dia em forte alta, chegando a R$ 5,37 por volta das 10h. No entanto, ainda durante a manhã, reverteu o movimento e passou a cair após a entrada de fluxos estrangeiros no país. A cotação está no nível mais baixo desde 17 de setembro, quando tinha fechado em R$ 5,23.

Pacote de estímulos - As expectativas em torno da aprovação de um pacote de estímulos econômicos nos Estados Unidos animaram os investidores. Nesta quinta, o líder da minoria no Senado norte-americano, o democrata Chuck Schumer, afirmou que o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, concordou em retomar negociações para elaborar um novo pacote de alívio fiscal.

Fed - A possibilidade de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) injete mais dólares na economia global diminuiu as pressões sobre o câmbio. O primeiro pacote de estímulos do governo norte-americano para enfrentar a pandemia de covid-19 expirou em julho e, até agora, não foi renovado.

Ações - No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 106.791 pontos, com alta de 0,63%. O indicador alternou momentos de alta e de baixa ao longo do dia, mas reagiu nas duas horas finais de negociação.

Wall Street - A bolsa brasileira seguiu Wall Street. O índice Dow Jones (das empresas industriais) subiu 0,15%, o S&P 500 (das 500 maiores empresas) ganhou 0,39%, e o Nasdaq (das empresas de tecnologia) teve alta de 0,87%, após os avanços nas negociações do pacote de estímulos. Além do cenário externo, o Ibovespa foi beneficiado pela alta nas ações de uma empresa de petróleo que comprou participações de uma companhia britânica em duas áreas do pré-sal concedidas à iniciativa privada. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

 

ECONOMIA: Ipea projeta inflação de 3,5% para 2020

economia 20 11 2020O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a inflação registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) seguiu trajetória de alta no período recente e projeta inflação de 3,5% para 2020. Na estimativa anterior, feita em setembro, a inflação prevista era de 2,3%.

Impulso - Segundo o Ipea, parte desse impulso veio da aceleração do preço dos alimentos, mas também dos demais bens de consumo. A ampliação do consumo, combinada com os efeitos remanescentes da desvalorização do câmbio e com a alta recente dos preços internacionais de commodities, elevou a inflação prevista para 2020.

Alta - A alta projetada para os preços dos alimentos em 2020 passou de 11% para 16,2%, o que deve fazer com que esse grupo seja responsável por 60% da variação do IPCA no ano. As projeções também indicam uma aceleração da inflação para os bens de consumo, de 1% para 2,5%. Os serviços tiveram alta nas projeções, de 0,7% para 1,5%, com exceção dos serviços de educação, estáveis em 1,2%.

Preços administrados - De acordo com o Ipea, as estimativas para os preços administrados apresentaram melhora: a inflação desse segmento deve encerrar o ano com alta de 0,8%, ante 1% na projeção anterior. Essa revisão se deve ao adiamento de alguns reajustes importantes, como os de medicamentos e planos de saúde, aliada ao bom comportamento dos preços da energia e das tarifas de transporte público, como ônibus, trem e metrô.

Abaixo da meta - Apesar da aceleração inflacionária do segundo semestre de 2020, a taxa projetada ainda está abaixo da meta estipulada para 2020, de 4%. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

BENEFÍCIO: Após consumir 81,1% do previsto, auxílio emergencial ainda é dúvida para 2021

beneficio 20 11 2020O Poder Executivo gastou 81,1% dos recursos previstos para o auxílio emergencial pago a pessoas em situação de vulnerabilidade. Dos R$ 321,8 bilhões liberados por meio de medidas provisórias, R$ 261,3 bilhões foram efetivamente executados. Até o final do ano, a Caixa deve realizar mais dois ciclos de depósitos, que podem consumir os R$ 60,5 bilhões restantes para a conclusão do programa.

Ritmo - O ritmo de execução do auxílio emergencial supera o desempenho de outras medidas adotadas pelo Poder Executivo para o enfrentamento do coronavírus. De acordo com o Portal Siga Brasil, mantido pelo Senado, o Palácio do Planalto autorizou um total de R$ 605,3 bilhões para o desenvolvimento de 53 ações contra a pandemia. Até terça-feira (17), haviam sido pagos R$ 470,8 bilhões — o equivalente a 77,7%.

Beneficiados - Segundo o Ministério da Cidadania, o auxílio emergencial chegou diretamente a 67,8 milhões de pessoas. São desempregados, microempreendedores individuais, trabalhadores informais e contribuintes individuais da Previdência Social. Brasileiros que ficaram sem renda com o impacto da covid-19 sobre a economia.

Fim do auxílio - O que todo esse contingente de vulneráveis ainda não sabe é como pagar as contas a partir de janeiro, com o fim do auxílio emergencial. O Poder Executivo ainda não divulgou oficialmente se vai prorrogar o programa ou incorporar o benefício a outras ações já desenvolvidas, como o Bolsa Família. O impasse ocorre justamente no momento em que o Imperial College, de Londres, alerta para a elevação do ritmo de contágio no Brasil de 0,68 para 1,10. Isso significa que um infectado pode transmitir a doença para mais de uma pessoa, o que aumenta as chances de propagação.

Críticas - Pelas redes sociais, parlamentares da oposição criticam a possibilidade de suspensão do programa. “A melhor decisão política tomada neste momento de pandemia foi o auxílio emergencial, resultado do trabalho da oposição e da pressão de sindicatos. Ele segurou a explosão de uma grave crise social e ainda injetou dinheiro na economia”, escreveu o senador Paulo Rocha (PT-PA). “A pandemia continua, qual o motivo para o governo acabar com o auxílio emergencial?”, questionou o líder do PT, senador Rogério Carvalho (SE).

Defesa - O senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ) defendeu as medidas adotadas pelo Poder Executivo no enfrentamento da pandemia. Em uma rede social, ele compartilhou publicação da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, segundo a qual “o governo federal bateu todos os recordes de repasses para programas sociais”. “Até 2018, o Brasil mal passara dos R$ 90 bilhões investidos na assistência social em um ano. Pois em 2020, em apenas 10 meses, já são mais de R$ 290 bilhões”, registrou.

Relatório - A Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, publicou nesta semana um relatório que estima quanto custaria a prorrogação do auxílio emergencial. De acordo com o texto, “a criação de um programa de renda básica permanente a partir de 2021 parece ser um cenário bastante provável”.

Primeiro cenário - Em um primeiro cenário, a IFI projeta um benefício de R$ 300 mensais para 45 milhões de pessoas. Em 12 meses, um programa nesse formato custaria R$ 117,9 bilhões. Se o benefício fosse de R$ 200, o gasto cairia para R$ 63,9 bilhões em um ano. Em outro cenário, o IFI estima em R$ 45,9 bilhões as despesas anuais para o pagamento de um auxílio de R$ 300 mensais a 25 milhões de pessoas.

Projetos - O Senado analisa quase 30 projetos que propõem mudanças no auxílio emergencial. Mais da metade das proposições pretende ampliar o rol de beneficiários ou estender o benefício enquanto durar a pandemia de coronavírus. (Agência Senado)

FOTO: Barbara Batista / Agência Senado

 

SAÚDE I: Brasil registra 5,98 milhões de casos e 168 mil mortes

A pandemia do novo coronavírus já provocou a infecção de 5.981.767 pessoas desde o seu início. Nas últimas 24 horas, foram registrados 35.918 novos diagnósticos positivos para covid-19. Na quarta-feira (18/11), o sistema de dados trazia 5.945.849 casos acumulados.

Óbitos - Desde o início da pandemia 168.061 pessoas morreram. Entre quarta e quinta-feira (18 e 19/11), foram identificadas 606 novas mortes. Na quarta, o sistema registrava 167.455 óbitos pela doença. Existem 5.407.498 pessoas que já estão recuperadas. Ainda há 2.173 falecimentos em investigação, conforme dados relativos à quarta-feira.

Atualização - Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (19/11) na sede do órgão, em Brasília. O balanço é feito a partir das informações enviadas pelas secretarias estaduais de saúde.

Dificuldade - Na última semana o Ministério teve dificuldade de atualização dos dados em razão de um problema no sistema de informática. Na entrevista coletiva desta quinta, o secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, afirmou que se tratou de um ataque hacker.

Estados - Os estados com mais mortes pela covid-19 são São Paulo (41.074), Rio de Janeiro (21.806), Minas Gerais (9.648), Ceará (9.467) e Pernambuco (8.890). As Unidades da Federação com menos óbitos pela doença são Acre (710), Roraima (711), Amapá (785), Tocantins (1.146) e Rondônia (1.513). Após vários dias com menos mortes, Roraima ultrapassou o Acre, que passou a ser a Unidade da Federação com menos vidas perdidas para a pandemia. (Agência Brasil)

saude I tabela 20 11 2020

SAÚDE II: Boletim registra mais 2.678 novos casos e 36 óbitos pela Covid-19

saude II 20 11 2020A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (19/11) mais 2.678 casos confirmados e 36 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. O número é o maior desde 28 de agosto, quando o Estado contabilizou 2.866 registros e bateu o recorde diário.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Paraná soma 246.329 casos e 5.775 mortos em decorrência da doença. Há ajustes detalhados ao final do texto.

Internados - São 726 pacientes internados com diagnóstico confirmado de Covid-19. Destes, 635 ocupam leitos SUS (304 em UTI e 331 em leitos clínicos/enfermaria) e 91 em leitos da rede particular (30 em UTI e 61 em clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 1.055 pacientes internados, 453 em leitos UTI e 602 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A secretaria estadual informa a morte de mais 36 pacientes. Todos estavam internados. São 14 mulheres e 22 homens com idades que variam de 32 e 93 anos. Os óbitos ocorreram entre 25 de julho e 19 de novembro.

Municípios - Os pacientes que morreram residiam em Foz do Iguaçu (7), Colombo (3), São José dos Pinhais (3), Fazenda Rio Grande (2), Jacarezinho (2) e Medianeira (2). Também foi registrado um óbito em cada um dos seguintes municípios: Antonina, Curitiba, Dois Vizinhos, Enéas Marques, Francisco Beltrão, Palmas, Piraquara, Planaltina do Paraná, Prudentópolis, Ramilândia, Sabáudia, Santo Antônio da Platina, São João, Sarandi, Telêmaco Borba, Tunas do Paraná e Umuarama.

Fora do Paraná - O monitoramento registra 2.524 casos de pessoa que não moram no Estado. Destas, 52 morreram.

Ajustes - Exclusões:

Um óbito confirmado no dia 12/06 (F, 66a) em Cascavel foi excluído por duplicidade;

Um óbito confirmado no dia 03/09 (F, 85a) em Cafelândia foi excluído por duplicidade;

Um óbito confirmado no dia 25/09 (M, 73a) em Curitiba foi excluído por erro de notificação. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o boletim completo.

 

ANS: Recomposição do reajuste suspenso em 2020 será parcelada em 12 meses

 

ans 20 11 2020A Diretoria Colegiada (DICOL) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu, na tarde desta quinta-feira (19/11), que os beneficiários de planos de saúde que tiveram suspensas as cobranças de reajuste anual e por faixa etária entre setembro e dezembro deste ano, em razão da pandemia do novo Coronavírus, terão diluído o pagamento desses valores em 12 meses. As operadoras deverão esclarecer os valores cobrados nos boletos que serão cobrados a partir de janeiro de 2021.

 

Planos individuais - A DICOL definiu também os reajustes máximos que poderão ser cobrados para os planos individuais regulamentados (contratados a partir de 2/01/1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98) e para os planos anteriores à Lei nº 9.656 que têm o reajuste regulamentado por Termos de Compromisso. A decisão relativa ao teto autorizado para reajuste dos planos individuais será publicada no Diário Oficial da União, mas sua aplicação permanece suspensa até janeiro de 2021, conforme Comunicado nº 85 da ANS.

 

Suspensão dos reajustes anual e por mudança de faixa etária - A decisão da Diretoria Colegiada da ANS pela suspensão dos reajustes anual e por faixa etária foi tomada em reunião realizada no dia 21/08/2020 diante de um cenário de dificuldades para o consumidor em função da retração econômica acarretada pela pandemia, e de um cenário de redução de utilização dos serviços de saúde no período. A medida da ANS buscou conferir alívio financeiro ao consumidor, sem desestabilizar as regras e os contratos estabelecidos.

 

Total - A suspensão do reajuste abarcou um total de 20,2 milhões de beneficiários em relação ao reajuste anual por variação de custos (51% do total de beneficiários em planos de assistência médica regulamentados sujeitos ao reajuste anual) e 5,3 milhões de beneficiários no tocante aos reajustes por mudança de faixa etária (100% do total de beneficiários em planos de assistência médica regulamentados sujeitos ao reajuste por mudança de faixa etária).

 

Contratos antigos - A suspensão só não foi aplicada aos contratos antigos (anteriores ou não adaptados à Lei nº 9.656/98), aos contratos de planos coletivos empresariais com 30 ou mais vidas que já haviam negociado e aplicado reajuste até 31/08/2020, e aqueles com 30 ou mais vidas em que a pessoa jurídica contratante optou por não ter o reajuste suspenso. Dessa forma, a ANS buscou respeitar as negociações já realizadas entre as duas pessoas jurídicas – contratante e contratada -, zelando pela estabilidade jurídica e pela preservação dos contratos em vigor.

 

Panorama atual - Segundo prévia dos dados do setor relativos a outubro, divulgados esta semana pela ANS, o setor conta com 47,2 milhões de beneficiários na segmentação de assistência médica, confirmando tendência de crescimento que vinha sendo verificada nos meses anteriores e atingindo o maior patamar desde janeiro de 2019. De março a outubro, foi verificado crescimento do setor em todas as modalidades de contratação do plano.

 

Impactos - A ANS vem acompanhando mensalmente os impactos da pandemia no setor de planos de saúde e tem dado transparência às informações por meio do Boletim Covid-19 Saúde Suplementar. De maneira geral, a análise dos dados e indicadores coletados e apresentados no Boletim Covid-19, desde o início do monitoramento até o momento, não aponta para uma conjuntura de desequilíbrios de ordem assistencial ou econômico-financeira no setor.

 

Percentual de reajuste para os planos individuais ou familiares - O percentual máximo de reajuste dos planos individuais ou familiares contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98 ficou estabelecido em 8,14% e é válido para o período de maio de 2020 a abril de 2021.

 

Abrangência - Estão sujeitos à aplicação desse percentual aproximadamente 8 milhões de usuários (cerca de 17% do total de beneficiários em planos de assistência médica). O índice é o máximo que pode ser aplicado pelas operadoras: elas podem aplicar percentuais mais baixos, mas são impedidas de aplicar percentuais mais altos.  

 

Metodologia - Para chegar ao percentual, a ANS usou metodologia de cálculo que combina a variação das despesas assistenciais com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - retirando-se deste último o item Plano de Saúde, conforme determina a Resolução Normativa nº 441/2018. Esse modelo baseia-se diretamente no segmento de planos individuais e tem um componente que estabelece um fator de eficiência para as operadoras evitando um repasse automático dos custos. Os dados utilizados são públicos.

 

Variação - É importante esclarecer que o percentual de reajuste autorizado para o período de maio de 2020 a abril de 2021 observou a variação de despesas assistenciais entre 2018 e 2019, período anterior à pandemia e que, portanto, não apresentou redução de utilização de serviços de saúde. Os efeitos da redução serão percebidos no reajuste referente a 2021.

 

Reajuste por Termo de Compromisso - Para os contratos individuais ou familiares firmados antes da Lei 9.656/98 e abarcados pelos Termos de Compromisso firmados entre as operadoras e a ANS, o índice máximo de reajuste foi calculado com base na Variação dos Custos Médico-Hospitalares (VCMH). A medida se aplica a quatro operadoras (três da modalidade seguradora e uma da modalidade medicina de grupo), e atinge um total de 233.102 beneficiários.

 

Diferença média - Para isso, foi estabelecido o chamado VCMH Teto, obtido através da diferença média entre a VCMH mais eficiente e o Índice de Reajuste dos Planos Individuais novos aplicados entre 2007 e 2012. Ao estipular essa metodologia buscou-se promover uma maior eficiência das operadoras, através de um estabelecimento de um teto de reajuste baseado no índice divulgado anualmente pela ANS para os planos individuais ou familiares novos e adaptados.

 

Índices máximos - Seguindo esse cálculo, foram definidos os seguintes índices máximos de reajuste que poderão ser aplicados a partir de janeiro:

Amil: 8,56%

Bradesco: 9,26%

Sulamérica: 9,26%

Itauseg: 9,26%

 

Recomposição do reajuste - Os valores relativos à suspensão dos reajustes no período de setembro a dezembro de 2020 deverão ser diluídos em 12 (doze) parcelas iguais e sucessivas, de janeiro a dezembro de 2021. Excepcionalmente, poderá ser permitida a recomposição da suspensão dos reajustes em número inferior de parcelas, desde que a pedido do beneficiário ou da pessoa jurídica contratante à operadora ou administradora de benefícios

 

Superior - Também poderá ser permitida a recomposição da suspensão dos reajustes e número superior de parcelas, desde que haja concordância entre as partes.

 

Discriminação - Para que o contratante tenha saiba exatamente o que está sendo cobrando, deverá ser discriminado de forma clara nos boletos ou documentos de cobrança equivalentes a parcela referente à recomposição dos reajustes suspensos em 2020.

 

Informações - Os boletos deverão conter as seguintes informações para os consumidores:

o valor da mensalidade

o valor da parcela relativa à recomposição

a informação de que parcela é (exemplo: parcela x/12)

 

(ANS)

 

Saiba mais sobre o Reajuste de Planos de Saúde aqui.

 


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