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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 4996 | 26 de Janeiro de 2021

INFRAESTRUTURA: Novo modelo de concessão de rodovias é apresentado ao setor produtivo

Depois de 24 anos, as atuais concessões do pedágio no Paraná estão chegando ao fim. Os contratos vencem em 27 de novembro deste ano. Em substituição, o governo federal propõe o chamado “modelo híbrido” – em que o critério para definir quem vence o leilão é a menor tarifa, seguido de maior outorga.  Para conhecer os detalhes dessa proposta, o G7 - grupo de entidades do setor produtivo - e a bancada paranaense de deputados federais, se reuniram com representantes do Ministério da Infraestrutura e do Governo Estadual, na tarde desta segunda-feira (25/01), no Campus da Indústria, em Curitiba (PR).

Presenças - Além dos presidentes da Fecomércio, Faep, Fiep, Ocepar/Fecoopar, Faciap, Fetranspar e ACP, participaram diversos parlamentares, entre os quais, o deputado federal Sérgio Souza, membro da Frencoop e presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agricultura), Toninho Wandscheer, coordenador da bancada federal do Paraná, e o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano.O presidente da Faep, Ágide Meneguette, não pode participar devido à realização da Assembleia Geral Ordinária de eleição da nova diretoria, mas foi representado pelo responsável técnico, Luiz Eliezer Ferreira, do Departamento Técnico Econômico (DTE), on-line. Também estiveram presentes o vice-governador Darci Piana, os secretários estaduais Sandro Alex e Guto Silva, da Infraestrutura e Logística e Chefe da Casa Civil, respectivamente, os deputados federais Ricardo Barros, Reinhold Stephanes Júnior e José Carlos Schiavinatto, o diretor do DER no Paraná, Fernando Furiatti, o presidente do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski, e o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP), Horácio Guimarães.

Apresentação - O detalhamento do novo modelo de concessão de rodovias no Paraná foi feito pela secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura, Natália Marcassa, que na ocasião representou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Também participaram: Rafael Benini, diretor de planejamento da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Marcello Costa, secretário Nacional da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e Guilherme Bianco, diretor de Planejamento, Gestão e Projetos Especiais da ANTT.

Nova modelagem - O modelo de concessão do novo Anel de Integração do Estado, que deve entrar em leilão até o final deste ano, abrange 3.327 quilômetros de extensão – um incremento de 834 quilômetros no atual traçado. A previsão é R$ 42 bilhões em investimentos. Pelo projeto, elaborado pela EPL, serão 1.700 quilômetros de rodovias duplicadas em até sete anos, e tarifas de pedágio mais baixas que as atuais. De acordo com Natália Marcassa, no modelo atual o pedágio custa R$ 16,00 em média a cada 100 quilômetros, sendo que o objetivo é atingir um valor de R$ 10,00, em média. “De forma geral, o projeto deve promover uma redução tarifária de até 67% para veículos de passeio”, disse. Os descontos podem ser ainda maiores para os usuários frequentes e para aqueles que aderirem à cobrança automática.

Mitigação de riscos - “Incluímos na nova modelagem vários mecanismos de mitigação de ricos de receita e cambial. Também inserimos o acordo tripartite, para que o financiador esteja próximo do projeto e possa cobrar a sua execução”, disse a secretária. A proposta do governo contempla 3.327 km de malha rodoviária, seis lotes de concessão, duplicação e construção de terceira pista em vários trechos, além da construção de dez contornos urbanos. O processo da nova modelagem já está concluído, mas pode sofrer ajustes. “Estamos há mais de um ano trabalhando nisso, juntamente com o Governo do Paraná. E agora iniciamos a fase de diálogo com a sociedade”, disse a secretária. Além de reuniões como a que ocorreu na tarde de ontem, serão realizados outros encontros com o setor produtivo e a bancada paranaense. Além disso, a partir de 2 de fevereiro iniciam as audiências públicas.

Principais inovações - Segundo a secretária, o governo busca implementar um modelo que tenha mais estabilidade tarifária, além de regulação responsiva e por performance, ou seja paga-se somente pelo que é feito. Outras inovações incluem fatores como melhoria nos sistemas de gestão e operação (como implantação de wi-fi em todas as rodovias), adoção de um mecanismo internacional de segurança, descontos de tarifa para usuários frequentes e tags, entre outras novidades.

Tarifas e obras - “Foi uma reunião de trabalho, envolvendo um projeto que vai durar 30 anos, portanto, precisamos fazer a tarefa bem feita. Queremos tarifas justas, garantia de transparência e viabilização de obras”, disse o presidente do Sistema Ocepar e coordenador do G7, José Roberto Ricken. “Temos um passado ruim, a nossa sociedade está machucada. Por isso, é importante que tenhamos informações corretas e claras para que, a partir desse alinhamento, possamos fazer com que a informação chegue à sociedade. Ainda temos considerações em relação ao aumento nos descontos, redução do degrau de cobrança entre pista simples e dupla, mas, de forma geral, estamos satisfeitos com os esclarecimentos da reunião de hoje”, disse o presidente da Fiep, Carlos Valter Martins Pedro.

Segurança jurídica - A opinião é compartilhada pela Coronel Sérgio Malucelli, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (Fetranspar), que completa: “desejamos que a tarifa seja justa, que não prejudique o setor produtivo e que não onere demasiadamente o consumidor, além de garantir segurança jurídica a todos os envolvidos”.

Eficiência - O governo do Estado também afirmou o compromisso com a transparência e com tarifas menores. “O desafio do governo é buscar o equilíbrio, em relação a preços, prazos e obras”, disse o vice-governador, Darci Piana. “Queremos menor tarifa, mas queremos também obras. Além disso, nosso compromisso é com a eficiência, tanto que o contrato é de 30 anos, mas prevê uma revisão a cada cinco anos”, completou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

Fique por dentro:

– Os atuais contratos de concessão de rodovias vencem em 21 de novembro de 2021;

- Em substituição, o governo federal, em alinhamento com o governo estadual, propõe um modelo híbrido, em que na licitação é estabelecido um preço máximo de desconto no valor da tarifa a ser dado pela empresa concorrente e, em caso de empate, o vencedor é o que oferece a maior outorga, ou seja, a maior quantidade de dinheiro a ser pago ao governo;

- A proposta do governo irá para consulta pública a partir de 2 de fevereiro. Durante 40 dias, haverá audiências nos principais municípios paranaenses;

- A expectativa do governo é de que o leilão das novas concessões ocorra até o final do ano;

- O novo modelo de concessão deve ter 3,327 mil quilômetros de rodovias estaduais, divididos em seis lotes;

- Os investimentos chegarão a R$ 42 bilhões;

- Serão 42 praças de pedágios (27 já existentes e 15 novas);

- A menor tarifa será de R$ 5,66, uma diminuição de 30% em relação à tarifa atual, e a maior de R$ 13,65, uma redução de 37%;

- Um veículo de passeio que vai de Foz do Iguaçu a Paranaguá, pela BR 277, pagaria hoje R$ 146,50 de pedágio. A partir do novo modelo, o valor passará a ser de R$ 97,31, um desconto e 34%, e que pode chegar a 46%, com a aplicação do desconto inicial, mais o deságio e a tag;

- O objetivo é duplicar 1.783 quilômetros, sendo que 90% disso até o 7º ano do contrato;

- Serão feitos 235 quilômetros de faixa adicional, 104 quilômetros de terceira faixa e10 contornos urbanos.

Clique aqui e confira a apresentação do Ministério da Infraestrutura sobre o novo modelo de concessões de pedágios no Paraná

Ouça aqui as matérias de rádio sobre a nova modelagem, com falas de representantes do ministério, G7 e Governo do Estado

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ANTT: Data da audiência pública sobre Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga é alterada

antt 26 01 2021A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) alterou a data da sessão virtual da Audiência Pública nº 8/2020, que propõe a revisão da Resolução nº 4.799/2015, que estabelece procedimentos para inscrição e manutenção do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Carga (RNTRC). A nova data será no dia 10 de fevereiro, das 15h às 17h. O período de contribuições também foi prorrogado até às 18h do dia 21 de fevereiro. Para entender mais sobre o procedimento de audiência pública, assista ao vídeo. Para saber como enviar sua contribuição, acesse o tutorial do Sistema ParticipANTT. (Com informações da ANTT)

 

 

 

FOTO: Rodocoop

 

CRESOL: Sistema chega a R$ 12,9 bi em ativos e tem resultado financeiro recorde

cresol 26 01 2021Em 2020, a Cresol completou 25 anos e alcançou números históricos. O Sistema chegou à marca de R$ 12,9 bilhões em ativos - crescimento de 43% em relação a 2019 -, além de um resultado financeiro recorde: R$ 187,9 milhões, quase 40% a mais que o ano anterior.

Conquistas - A Cresol atingiu as conquistas mesmo em meio ao cenário de incertezas da pandemia do novo coronavírus em 2020 e comprovou a solidez do Sistema. Com o fortalecimento no relacionamento, agora são 620 mil famílias cooperadas, atendidas em 615 agências e espalhadas em 17 estados.

Marca relevante - O presidente da Cresol Confederação, Cledir Magri, valorizou o crescimento e agradeceu o esforço dos quase 5 mil colaboradores do Sistema. “Atingimos uma marca relevante de crescimento, o que demonstra a força e a solidez do Sistema Cresol, mesmo com um ano atípico em função da pandemia. Obtivemos esses indicadores importantes, então cabe o agradecimento às Centrais, às Cooperativas, todos os profissionais envolvidos, porque cada um contribuiu para atingirmos esses números. Isso nos impõe importantes desafios para mantermos esse crescimento, com solidez, visando atender a demanda do nosso cooperado e coerente com nossos valores, princípios e nossa visão de futuro”, salientou Magri.

Trajetória - Adriano Michelon, vice-presidente da Cresol Confederação, destacou a trajetória da Cresol ao longo dos 25 anos, com conquistas expressivas e a perspectiva de manter o crescimento ao longo de 2021.

Propósito - “Desde que a Cresol abriu suas portas tivemos pessoas que se engajaram por um propósito, e hoje, quando olhamos para trás, sentimos orgulho pela contribuição que tivemos na vida de muitas pessoas, dos colaboradores e cooperados, que fizeram da Cresol este sistema sólido, que hoje é referência entre as principais instituições financeiras cooperativas. Para o próximo ano temos a certeza de que alcançaremos ótimos resultados e continuaremos crescendo, proporcionando soluções financeiras competitivas e garantindo a proximidade com nossos cooperados”, finalizou Michelon. (Imprensa Cresol)

Os números da Cresol em 2020

Cooperados: 620.000

Agências: 615

Ativos totais: R$ 12,9 bilhões

Depósitos totais: R$ 5,5 bilhões

Patrimônio de referência: R$ 1, 6 bilhão

Carteira total: R$ 9,6 bilhões

 

BOM JESUS: Cooperativa realiza evento de prestação de contas em formato semipresencial

bom jesus 26 01 2021A Cooperativa Bom Jesus, sediada na Lapa (PR), irá realizar a Assembleia Geral Ordinária (AGO) de 2021 no dia 5 de fevereiro, de maneira inédita. Devido à pandemia do novo coronavírus, serão seguidos todos os procedimentos para evitar a proliferação da Covid-19. A AGO ocorrerá no formato semipresencial, ou seja, haverá um pequeno grupo reunido na Lapa e os demais cooperados poderão acompanhar a transmissão on-line da assembleia em todas as unidades da Bom Jesus, participando e votando.

Prestação de contas - A AGO é a principal reunião do ano, pois a cooperativa presta contas de todas as ações realizadas para os cooperados. São ainda apresentados o balanço social e patrimonial e, neste ano, a direção tratará das perspectivas para o período de 2021 a 2025.

Crescimento - Em 2020, a Bom Jesus fechou seu faturamento com crescimento de aproximadamente 30%. Diversas ações foram realizadas no ano, com destaque para a construção da nova unidade em Mafra (SC) e a aquisição de uma nova unidade em Palmeira (PR), estrutura que pertencia à FTG. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Bom Jesus)

 

INTEGRADA: Cooperativa inicia operações na área de seguros

A corretora de seguros da Integrada chega ao mercado. O foco é atender cooperados, colaboradores e pessoas das comunidades onde a cooperativa atua, que estão atentas ao futuro, buscam segurança e tranquilidade, além da proteção de suas famílias, patrimônios e negócios. A Integrada Seguros começou a operar, no mês de janeiro, a partir do escritório instalado na Regional Londrina.

Habilitação - “A Integrada Seguros está habilitada junto à Susep (Superintendência de Seguros Privados) a comercializar os produtos de seguros disponíveis no mercado brasileiro, explica o gerente comercial Fabricio Oliveira.

Oferta - O novo serviço oferecido pela cooperativa vai disponibilizar cotações e contratos das principais seguradoras que atuam no mercado brasileiro. A proposta é oferecer produtos, visando a segurança pessoal, familiar, dos bens e das lavouras.

Demanda - “A proteção agrícola já era uma demanda do setor, tendo em vista nosso público, os Cooperados, que tem uma atividade de alto risco e precisam de garantias para viabilizar os negócios”, aponta Fabricio Oliveira.

Atendimento aos cooperados e colaboradores - A primeira apólice de seguro assinada pela Integrada Seguros foi com o cooperado Américo Amano, de Cambé, no Paraná. O produtor contratou proteção para um trator agrícola que utiliza na pulverização da lavoura. O veículo estava há três meses sem cobertura e, apesar de ficar guardado em garagem fechada, o produtor preferiu investir em segurança. “O trator é usado, mas nós o tiramos novinho da concessionária. Não dá pra arriscar e deixar sem o seguro.”, reforça Amano.

Satisfação - O cooperado conheceu a corretora durante uma visita à regional. “Achei muito bom fechar o contrato pessoalmente, conversando com o gerente. Ele nos mostrou as propostas, e nos ofereceu muitas facilidades. O preço também estava muito bom e decidi fechar na hora”, conta.

Regionais - Cada uma das 15 regionais da Integrada irá contar com um colaborador que facilitará o acesso à corretora, colhendo as informações para que sejam realizadas as melhores cotações no mercado. “Estamos com um treinamento voltado aos colaboradores que irão fazer este trabalho de reunir documentação e informações para serem repassadas ao nosso escritório. E quem estiver em Londrina ou próximo da cidade, pode nos procurar diretamente na regional, localizada junto à matriz”, destaca Oliveira.

Incentivos - Os colaboradores da Integrada também terão incentivos na hora de contratar um seguro residencial, de vida ou de automóvel. “Nossa proposta é facilitar a vida do cooperado e do colaborador, com atendimento personalizado, estabelecendo, assim, uma relação de confiança e comprometimento”, explica Fabricio Oliveira.

Um dos primeiros - O diretor presidente da Integrada, Jorge Hashimoto, também fechou contrato de seguro com a corretora. Foi um dos primeiros a contratar seguro de veículo.

Importância - Ele ressaltou a importância do serviço para o setor agrícola. “Temos uma atividade de risco, que é a agricultura, e como as condições climáticas irão definir o sucesso da lavoura, o produtor precisa ter uma garantia. Recuperar uma frustração de safra não é fácil, e o seguro protege ao menos o custo de produção”, explica Hashimoto.

Útil - “Acreditamos bastante que a Integrada Seguros será um serviço extremamente útil para cooperados e colaborados, um sucesso”, finaliza. (Imprensa Integrada)

integrada 26 01 2021

 

 

COCARI: Live Vida em Equilíbrio debate saúde emocional; evento será transmitido nesta terça, às 19h30

cocari 26 01 2021A saúde emocional tem recebido maior atenção de especialistas da área médica, bem como da população como um todo. Nos últimos meses, passamos por acontecimentos que nos levaram a mudanças em ações rotineiras, como o uso frequente de máscaras e álcool em gel, e até na forma como nos relacionamos em sociedade, de modo que reinventamos reuniões, situações de lazer, organização escolar e de trabalho.

Janeiro Branco - Dando sua contribuição para que esse fluxo de transformação aconteça de maneira saudável e segura junto à comunidade e integrando o conjunto de ações do mês de eventos voltados à promoção da saúde mental, na Campanha Janeiro Branco, nesta terça-feira (26/01), a Cocari promove a segunda edição da live Vida em Equilíbrio, que este ano traz como tema: Emoções Sob Controle, com a participação de representantes do Núcleo Feminino da cooperativa.

Tema - Profissionais da área da saúde abordarão a importância de cuidados para manter a saúde emocional, além de fazerem recomendações para o enfrentamento da pandemia de Covid-19 e responderem a questionamentos sobre a vacinação. Cooperados, familiares, colaboradores e a comunidade em geral poderão acompanhar a transmissão participando pelos perfis @cocaricoop no Facebook e Canal do Youtube e também concorrer a prêmios.

Edição anterior - Em outubro de 2020, a live Vida em Equilíbrio apresentou uma roda de conversa entre representantes do Núcleo Feminino da Cocari e médicos convidados para debater as dúvidas sobre a prevenção à Covid-19 e ao câncer de mama e de colo do útero, contando com grande participação do público.

Convidados - Na roda de conversa do evento deste ano, estarão presentes a psicóloga Renata dos Santos Benetoli; o especialista em psiquiatria, Dr. Hugo Marquini, e o nefrologista Dr. Daniel Bolognese, que participou da primeira edição sanando dúvidas sobre a Covid-19.

Envie sua dúvida - Por meio das redes sociais, o público poderá participar do debate fazendo perguntas aos profissionais da saúde. Aproveite esta oportunidade e assista ao evento! (Imprensa Cocari)

 

FAEP: Diretoria é reeleita com foco no fortalecimento dos sindicatos rurais

faep 26 01 2021A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) reelegeu, nesta segunda-feira (25/01), a diretoria que ficará à frente da entidade pelos próximos três anos: de 2021 a 2024. Presidida por Ágide Meneguette, a chapa tem como principal plataforma o fortalecimento do sistema sindical e, por conseguinte, dos sindicatos rurais, por meio de uma série de ações, programas e políticas. Uma das prioridades será o Programa de Sustentabilidade Sindical, lançado em 2018, após o fim de contribuição sindical obrigatória. No total de 138 sindicatos habilitados a votar, a chapa teve 125 votos a favor, dois contra, um em branco e 10 ausências.

Assembleia Geral - A eleição foi realizada durante Assembleia Geral realizada na sede da entidade, em Curitiba. Em razão da pandemia do novo coronavírus, pela primeira vez na história, o evento foi realizado de forma online. Cada sindicato votou da sua cidade, por meio de um sistema digital criptografado desenvolvido por uma empresa externa, o que garantiu total segurança à votação.

Fortalecimento - “A nossa intenção é continuar trabalhando para apoiar os sindicatos rurais a se viabilizarem, como forma de fortalecer o sistema como um todo, visando atender aos interesses dos produtores rurais e suas famílias”, disse Meneguette.

Propostas - Dentre diversas propostas, a plataforma contempla o desenvolvimento de ações junto a produtores rurais, para que reconheçam e apoiem os sindicatos como instrumentos de representação; a continuidade de treinamentos e de formação de lideranças sindicais e gestores do setor; o estímulo a diversificação de fontes de receita e de financiamento do sistema sindical do Paraná; a integração das entidades afins do associativismo rural do Estado a FAEP; e a manutenção das ações que visam o incremento de renda ao produtor.

Foco - “O nosso foco são os sindicatos rurais e os produtores rurais. É isso o que estamos fazendo e é isso que continuaremos a fazer”, resumiu Meneguette.

Diretrizes - Para atingir os objetivos definidos em cada proposta, a diretoria eleita definiu diretrizes a serem implantadas nas áreas de política agrária (em defesa da propriedade e do produtor rural), política agrícola (com ações de desenvolvimento das cadeias produtivas, que vão desde análises a realização de comissões técnicas) e política sindical (estreitando relacionamento com os sindicatos). Outras áreas prioritárias são informática (integrando digitalmente o sistema sindical), comunicação social (ampliando o acesso a informações do setor) e contribuição sindical rural (com a busca de mecanismos que visem a manutenção dos sindicatos).

Composição - Veja a composição da chapa eleita:

Presidente: Ágide Meneguette

Vice-Presidente: Guerino Guandalini

Vice-Presidente: Francisco Carlos do Nascimento

Vice-Presidente: Oradi Francisco Caldato

Vice-Presidente: Nelson Natalino Paludo

Vice-Presidente: Nery José Thome

Vice-Presidente: Valdemar da Silva Melato

Diretor Secretário: Livaldo Gemin

2º Diretor Secretário: Mar Sakashita

Diretor Financeiro: Paulo José Buso Junior

2º Diretor Financeiro: Ivo Pierin Júnior

Suplentes

Lisiane Rocha Czech, Gustavo Ribas Netto, Anton Gora, Edson Dornellas, Ivonir Lodi, Celso Stedile, Mesaque Kecot Veres, Ricardo de Aguiar Wolter, Lourival Roberto da Silva Goes, José Mendonça e Paulo Ricardo da Nova

Conselho Fiscal

Efetivos: Sebastião Olimpio Santaroza, Ciro Tadeu Alcantara e Walter Ferreira Lima

Suplentes: Braz Reberte Pedrini, Dourvan Westphal e Luiz André Boraneli

Delegados representantes

Ágide Meneguette, Rodolpho Luiz Werneck Botelho, Eduardo Medeiros Gomes e Gerson Magnoni Bortoli

(Assessoria de Imprensa da Faep)

 

AGRICULTURA SUSTENTÁVEL: Governo Federal institui sistema para monitorar Plano ABC 2021/2030

agricultura sustentavel 26 01 2021O governo federal publicou nesta segunda-feira (25/01) o Decreto 10.606, que institui o Sistema Integrado de Informações do Plano Setorial para Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (SIN-ABC) e também o Comitê Técnico de Acompanhamento do Plano Setorial para consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (CTAB).

Monitoramento - Os colegiados serão responsáveis por monitorar o novo Plano ABC, que irá incorporar novas tecnologias e orientações para o avanço da agricultura de baixa emissão de carbono no país.

Integrado - “O monitoramento será integrado e permitirá ao Mapa identificar a adoção das diferentes tecnologias de produção preconizadas pelo Plano ABC e sua contribuição no combate e no enfrentamento às mudanças do clima. Reunindo os dados provenientes de estudos avançados e dados de execução direta do Plano ABC, permitirá o contínuo aperfeiçoamento da política pública”, afirma a diretora do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa, Mariane Crespolini.

Plataforma - Como parte importante do SIN-ABC, a Plataforma ABC, coordenada pela Embrapa, avança na adoção de mecanismos de MRV (monitoramento, registro e verificação) que podem fortalecer o mercado de finanças verdes no Brasil.

Coordenação - Caberá ao Mapa coordenar o SIN-ABC. O Comitê Técnico é composto por representantes do Mapa, Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovações, Ministério do Meio Ambiente, Banco Central, Observatório ABC e do setor agropecuário privado. De acordo com o decreto, convidados de outros órgãos e instituições poderão participar das reuniões, sem direito a voto.

Revisão - O decreto é parte da revisão da nova fase do Plano ABC 2021/2030, trazendo uma estrutura mais moderna e integrada de discussão dos avanços e adoção das tecnologias sustentáveis de produção. “O governo brasileiro reafirma seu compromisso com a agricultura de baixa emissão de carbono e a transparência das informações do novo plano ABC”.

Diretrizes - O decreto atende as diretrizes da Lei nº 12.187, de 29 de dezembro de 2009, que instituiu a Política Nacional de Mudanças sobre o Clima (PNMC) e criou os regramentos para implementação do Plano ABC.

Participativo - “O sistema está mais participativo, vai reforçar a sustentabilidade do agronegócio e a promoção de uma agropecuária mais resiliente à mudança do clima”, destaca Mariane Crespolini.

Plano ABC - Em dez anos, o Plano ABC colheu resultados positivos. Quase 50 milhões de hectares em todo o país já adotam tecnologias preconizadas pelo plano, como integração lavoura-pecuária-floresta, plantio direto e fixação biológica de nitrogênio, de acordo com pesquisa científica realizada pela Embrapa e pelo Lapig/UFG.

Financiamento - O volume de financiamento para a agricultura sustentável ultrapassa R$ 20,8 bilhões e já existem mais de 26,8 milhões de hectares de pastagens degradadas recuperadas.

Certificação - Outro destaque é o desenvolvimento da certificação “Carne Carbono Neutro”. Produtos com o certificado já estão disponíveis nas gôndolas dos supermercados e é garantia de que o gado é criado com manejo adequado das pastagens e em áreas com árvores plantadas (integração lavoura-pecuária-floresta), que neutralizam o metano exalado pelos animais, além de conferir maior bem-estar animal. (Mapa)

FOTO: Divulgação Mapa

 

 

INSUMOS: Grupo Interministerial irá elaborar Plano Nacional de Fertilizantes

insumos 26 01 2021Foi publicado nesta segunda-feira (25/01) Decreto 10.605 que cria o grupo de trabalho interministerial responsável pela elaboração do Plano Nacional de Fertilizantes. O plano tem o objetivo de aumentar a produção e oferta de fertilizantes nacionais (adubos, corretivos, condicionadores), além de reduzir a dependência dos produtos importados e ampliar a competitividade do agronegócio no mercado internacional.

Levantamento - Um levantamento feito pelo Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária em Goiás (Ifag) aponta que fertilizantes e defensivos compõem praticamente metade dos custos de produção da soja, por exemplo.

Integrantes - O grupo é formado por representantes da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Casa Civil e dos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Economia, Infraestrutura, Minas e Energia, Meio Ambiente e Ciência, Tecnologia e Inovações, além da Embrapa, Gabinete de Segurança Institucional e Advocacia-Geral da União. A secretaria executiva ficará a cargo da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos.

Encontros - Os encontros serão realizados presencialmente ou via videoconferência a cada 15 dias.

Prazo - O grupo deve durar 120 dias a partir da primeira reunião. O prazo pode ser prorrogado pelo mesmo período.

Encaminhamento - Ao final do prazo, o Plano Nacional de Fertilizantes será encaminhado ao Secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. (Mapa)

FOTO: Arquivo CNH

 

CREA-PR: Lavouras de soja, milho e trigo foram os principais alvos de fiscalização do Conselho em 2020

crea pr 26 01 2021A pandemia não impediu as fiscalizações das safras de inverno e verão nas propriedades paranaenses em 2020, que aumentaram 80% em comparação a 2019. As ações fiscalizatórias foram presenciais e remotas. Fiscais do Crea-PR alertaram sobre a importância dos responsáveis técnicos nas lavouras; verificaram o preenchimento das ARTs (Anotação de Responsabilidade Técnica) das atividades agrícolas realizadas e as emissões do Receituário Agronômico - documento com a prescrição de uso dos defensivos agrícolas. No ano passado, foram abertos 3.907 Relatórios de Fiscalização (RFs) de culturas agrícolas no Estado, sendo 2.103 do ano anterior. As lavouras de soja, milho e trigo foram as principais fiscalizadas.

Regionais - As regionais de Apucarana, Curitiba, Guarapuava e Maringá mais que dobraram o volume de fiscalizações no ano passado. Em Curitiba, o número de Relatórios de Fiscalização (RFs) saltou de 67 em 2019, para 304 em 2020 – aumento de 353% no período. O levantamento é do Departamento de Fiscalização (Defis) do Conselho, que também aponta que mais de 60% dos processos de culturas agrícolas de 2020 já foram arquivados, sendo que em 80% deles houve a regularização. Considerando o total de RFs gerados, a regularização ocorreu em mais de 50% dos casos até o momento. Este número é provisório, pois a Safra de Verão 2020/2021 está em andamento e ainda há muitos processos em trâmite (1.398) que podem ser regularizados.

Impacto - Assim como todas as atividades das Engenharias, Agronomia e Geociências que o Crea-PR fiscaliza, que refletem na segurança da sociedade, a fiscalização nas propriedades rurais resulta do impacto na saúde das pessoas e do Meio Ambiente, pois a Agronomia é a responsável por levar o alimento até a mesa da população. Por isto, a produção deve ocorrer de maneira sustentável, com a aplicação das melhores técnicas de produção e qualidade”, ressalta a Engenheira Ambiental Mariana Maranhão, gerente do Defis. Segundo ela, a fiscalização da safra de verão, em especial do cultivo de soja, assim como de qualquer outra cultura, verifica a existência de responsável pela assistência técnica da produção.

Orientação - “O papel do profissional é de orientar o agricultor na escolha das melhores técnicas, como fazer o plantio, melhores maquinários, evitar pragas de uma forma controlada, e até mesmo na conservação do solo. E isso reflete desde a otimização de recursos para o produtor, até a qualidade do nosso alimento, que deve ser produzido de uma forma sustentável e benéfica para a saúde”, reforça.

Profissional habilitado - Quando uma irregularidade é encontrada, os fiscais orientam o produtor rural sobre a importância do profissional habilitado na produção agrícola. Ela explica que na maioria dos casos o problema é resolvido de imediato. “Caso não haja regularização, os processos podem seguir para uma autuação e refiscalização, ou seja, fiscalizar novamente aquela propriedade que não conta com acompanhamento profissional”, complementa. Historicamente, os processos regularizados chegam até 70% do total de RF de culturas do ano.

Cruzamento de dados - Na região de Curitiba, a fiscalização ocorreu através do cruzamento dos bancos de dados do Crea-PR com o sistema Siagro/Adapar, de Receituários Agronômicos. Através das consultas foram fiscalizadas propriedades rurais que fornecem olerícolas, no chamado Cinturão Verde de Curitiba.

Agricultura familiar - “A ideia é que mesmo as propriedades de agricultura familiar estejam mapeadas pelo Crea-PR, afinal, quando tratamos dessas culturas, devemos lembrar que vão direto do produtor para a mesa das famílias”, destaca a gerente em exercício da regional Curitiba do Crea-PR, Gisela Cristina Godoi.

Plantações - Na regional de Curitiba, além das olerícolas, foram fiscalizadas plantações de frutícolas e de culturas temporárias como trigo, cebola e batata.

Outras formas - Gisela lembra que, com a pandemia, o Crea-PR buscou outras formas de fiscalização além da ida ao campo. “Utilizamos tecnologias inovadoras e parcerias com outros órgãos, para que a agricultura possa sempre ser uma atividade assistida por responsáveis técnicos, com vistas à segurança da sociedade”, disse.

Sobre o Crea-PR - O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), criado no ano de 1934, é uma autarquia responsável pela regulamentação e fiscalização dos profissionais da empresa das áreas da engenharia, agronomias e geociências. Além de regulamentar e fiscalizar, o Crea-PR também promove ações de orientação e valorização profissional por meio de termos de fomentos disponibilizados via Editais de Chamamento. (Assessoria de Imprensa do Crea-PR)

 

COMÉRCIO EXTERIOR I: Balança comercial apresenta déficit de US$ -0,824 bilhão na terceira semana de janeiro

A balança comercial brasileira registrou, no resultado parcial deste mês, déficit de US$ -0,824 bilhão em relação à terceira semana de janeiro de 2021 – com cinco dias úteis –, como resultado de exportações no valor de US$ 3,026 bilhões e importações de US$ 3,85 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25/01), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Soma - No mês, as exportações somam US$ 10,713 bilhões e as importações, US$ 12,982 bilhões, com saldo negativo de US$ -2,269 bilhões.

Análise do mês - Nas exportações, comparada a média diária até a terceira semana de janeiro de 2021 (US$ 714,2 milhões) com a de janeiro de 2020 (US$ 658,84 milhões), houve crescimento de 8,4%, em razão do aumento nas vendas de produtos da Indústria Extrativista (28,1%), na Agropecuária (0,4%) e na Indústria de Transformação (2,1%).

Vendas - O aumento das exportações foi puxado, principalmente, pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos da Indústria Extrativista: Minério de ferro e seus concentrados (+65,8%); Minério de cobre e seus concentrados (+80,1%); Outros minerais em bruto (+18,5%); Outros minérios e concentrados dos metais de base (+15,9%) e Pedra, areia e cascalho (+28,8%). Já em relação à Indústria de Transformação, destaque para o crescimento nas vendas de Açúcares e melaços (+43,6%); Farelos de soja e outros alimentos para animais, excluídos cereais não moídos, farinhas de carnes e outros animais (+36,9%); Ouro, não monetário, excluindo minérios de ouro e seus concentrados, (+29,7%); Ferro-gusa, spiegel, ferroesponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas (+24,6%) e Tabaco, descaulificado ou desnervado (+77,2%). Por fim, o aumento das exportações também contou com o crescimento nas vendas dos seguintes produtos agropecuários: Milho não moído, exceto milho doce (+55,7%); Café não torrado (+38,0%); Algodão em bruto (+15,3%); Trigo e centeio, não moídos (+304,4%) e Especiarias (+66,1%).

Compras - Nas importações, a média diária até a terceira semana de janeiro de 2021 (US$ 865,44 milhões) ficou 17,7% acima da média de janeiro do ano passado (US$ 735,37 milhões). Nesse comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com Agropecuária (9,1%), com produtos da Indústria de Transformação (15,8%) e com a Indústria Extrativa (19,8%).

Aumento - O aumento das importações foi puxado, principalmente, pelo crescimento nas compras dos seguintes produtos agropecuários: Trigo e centeio, não moídos (+17,0%); Milho não moído, exceto milho doce (+75,7%); Soja (+244,7%); Cevada, não moída (+138,8%) e Matérias vegetais em bruto (+21,7%).

Indústria de Transformação - No que se refere aos produtos da Indústria de Transformação, o aumento das importações se deve, principalmente, pelo crescimento nas compras de Plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes (+42,1%); Adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, (+36,9%); Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (+20,4%); Tubos, canos e mangueiras, e seus acessórios, de matérias plásticas (+221,0%) e Outros produtos diversos das indústrias químicas (+67,5%). Já em relação à Indústria Extrativista, o aumento das importações foi puxado pelo crescimento nas compras de Gás natural, liquefeito ou não (+73,2%); Minério de ferro e seus concentrados (+195.237,8%); Outros minérios e concentrados dos metais de base (+45,2%) e Outros minerais em bruto (+34,3%). (Ministério da Economia)

Acesse aqui os dados completos da balança comercial

 

COMÉRCIO EXTERIOR II: Negócios com Liga Árabe geram superávit de US$ 6,1 bi em 2020

O comércio entre o Brasil e a Liga Árabe gerou US$ 6,11 bilhões de superávit para o lado brasileiro em 2020. O superávit é a diferença entre as exportações e importações, recurso que se soma às reservas cambiais para gestão do câmbio, celebração de contratos internacionais e investimentos.

Resultado - O resultado corresponde a 12,2% do superávit total recorde de US$ 50 bilhões alcançado pelo Brasil ao longo do ano. Representa ainda alta de 16,2% sobre o saldo positivo da balança Brasil-Liga Árabe de 2019, segundo dados da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

Receita - A entidade diz ainda que as exportações do Brasil para o bloco de 22 países no Oriente Médio e no norte da África geraram receita de US$ 11,47 bilhões, 6,3% abaixo da de 2019. A queda, no entanto, é menor que a registrada em outras parcerias comerciais relevantes, como os Estados Unidos (-23,7%), e Mercosul (-17,7%).

Desempenho - O desempenho das exportações também mantém a Liga Árabe entre as três maiores parcerias comerciais do Brasil no exterior, atrás da China e dos Estados Unidos. Também confirma a região como o segundo destino das exportações do agronegócio, cujos produtos são novamente o destaque na pauta de exportações.

Demanda - O açúcar brasileiro foi o produto mais demandado (receita de US$ 2,87 bilhões, alta de 32,5% sobre 2019), seguido da carne de frango (US$ 1,99 bilhão, -11,7%), minério de ferro (US$ 1,40 bilhão, -22,3%), milho (US$ 1,12 bilhão, +3,1%) e carne bovina (US$ 968,03 milhões, -18,2%), destinados principalmente aos Emirados Árabes (comprou US$ 2 bilhões em 2020, redução de 8,7% sobre 2019), Arábia Saudita (US$ 1,89 bilhão, -6,7%) e Egito (US$ 1,75 bilhão, -4,0%).

Importância estratégica - Para o presidente da Câmara Árabe-Brasileira, Rubens Hannun, o avanço de 16,2% no superávit junto aos árabes e o desempenho relevante das vendas a esses países em 2020 reforçam a importância estratégica da Liga Árabe para o setor produtivo brasileiro. Hannun destaca que, apesar da queda de 6,3% na receita total, a demanda no bloco seguiu firme ao longo do ano.

Pandemia - O executivo afirma que a queda deve ser analisada num contexto em que a demanda global por alimentos, principalmente o brasileiro, foi exacerbada pela pandemia. Esse cenário de competição fez, inclusive, com que os árabes pagassem pelos produtos brasileiros preços FOB (no porto) médios por tonelada ligeiramente maiores em relação a 2019.

Manutenção dos estoques - "Os países dependentes do alimento produzido fora dos seus territórios, caso dos árabes, tiveram de agir ativamente para manter seus estoques em 2020, enfrentando uma competição feroz com a China, a indisponibilidade de contêineres para o transporte de carnes, a interrupção de algumas cadeias de alimentos mundo afora, além de outras contingências", pontua o dirigente.

Busca - No empenho de assegurar o acesso a alimentos, os árabes buscaram ativamente gêneros alimentícios pelo globo. No início da pandemia, o Egito, por exemplo, habilitou de uma vez 42 frigoríficos no Brasil na tentativa de aumentar o fluxo de proteína para o país.

Missão - Os Emirados Árabes enviaram uma missão de importadores recém-credenciados, que se somaram aos que já atuavam por aqui, para comprar frango tipo griller. A missão até encontrou o produto, mas teve de aceitar prazos maiores, de até 60 dias, pela falta imediata de pintinhos.

Importadores - Em julho, a Câmara Árabe também foi procurada por importadores da Arábia Saudita, Bahrein, Egito, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Marrocos e Sudão, encarregados por seus governos de comprar carne bovina, frango, pescado, açúcar, arroz, derivados de leite, milho e frutas. Esses importadores pediram ajuda à entidade porque nunca atuaram no Brasil, e a Câmara Árabe chegou a convocar entidades setoriais para atender a demanda inesperada.

Contrato - Hannun destaca que, mesmo nesse cenário de forte competição, não houve ao longo do ano relatos de quebra de contrato por fornecedores brasileiros. A pandemia, no entanto, provocou uma reconfiguração significativa no comércio com a região, abrindo novos mercados e modificando a demanda em outros.

Argélia - A Argélia, por exemplo, comprou US$ 1,19 bilhão em 2020, alta de 16,2% sobre 2019. O país do norte da África historicamente possui uma relação comercial superavitária com o Brasil, que em 2020 se inverteu em favor do lado brasileiro. O Marrocos, que costuma figurar entre os dez maiores mercados, em 2020, comprou 43% mais em relação a 2019 (US$ 671,28 milhões) e agora está na sétima posição.

Pauta - Já na pauta, o açúcar voltou a figurar como o produto mais demandado pelos parceiros árabes, desbancando o frango. Sozinha, a commodity foi responsável por 25% do total de receitas, US$ 2,87 bilhões, alta de 32,5% sobre 2019, indicativo que o setor sucroenergético, mais mecanizado que seus concorrentes na Índia e na Tailândia, conseguiu manter um fluxo comercial estável e acabou por tomar uma fatia maior do mercado árabe.

Soja e milho - Houve ainda maior demanda por soja (US$ 323,1 milhões, +68,7%) e milho (US$ 1,12 bilhão, +3,1%), puxada pelos mercados do Golfo Arábico, que têm os projetos de substituição de importações de alimentos mais adiantados da região ─ todos eles acelerados na pandemia ─, razão que explica em parte a queda nas vendas diretas a esses países.

Food service - A Câmara Árabe notou ainda que o fechamento do food service na maioria dos países árabes decorrentes do lockdown local levaram à adaptação de produtos porcionados vendidos a restaurantes para a comercialização em supermercados e para a entrega em domicílio, além da maior procura por frutas em todos os grandes mercados da região.

Estreitamento - Para Hannun, na perspectiva dos árabes, a pandemia exacerbou a necessidade de estreitar a cooperação com o Brasil na área de segurança alimentar, com medidas como a criação de linhas logísticas diretas entre o país e nações árabes, que permitam a ampliação das exportações dos dois lados, aproveitando produtos que possam ser transportados no mesmo tipo de navio.

Retomada - O executivo também destaca a importância da retomada, após a pandemia, das negociações dos acordos de livre comércio parados por sensibilidades, principalmente as cooperações do Mercosul com Líbano, Marrocos, Palestina e com o Conselho de Cooperação do Golfo. Hoje, o Brasil tem acordo de livre comércio só com o Egito.

Íntegra - Confira no link a íntegra dos dados com segmentações por países, produtos e mercados como agronegócio, carne de frango e carne bovina: https://drive.google.com/file/d/18WNoarJriUQQwU_k59LFMkMdfHQE_LU4/view?usp=sharing. (Assessoria de Imprensa)

CÂMBIO: Dólar sobe 0,6% em dia de feriado em São Paulo

Em um dia de negociações em horário reduzido por causa do feriado em São Paulo, o dólar teve valorização moderada, seguindo o mercado externo. O dólar comercial encerrou a segunda-feira (25/01) vendido a R$ 5,509, com alta de R$ 0,03 (+0,6%).

Negociação - A moeda norte-americana foi negociada em horário reduzido, das 10h30 às 11h30. No mercado internacional, o dólar também subiu ante as principais moedas. Com atrasos na vacinação em vários países e a perspectiva de lentidão no novo pacote de estímulos nos Estados Unidos, houve um movimento global de aversão ao risco.

Aprovação - Nesta segunda, o líder da maioria democrata no Senado norte-americano, Chuck Schumer, disse que o pacote de estímulos avaliado em US$ 1,9 trilhão pode levar até seis semanas para ser aprovado pelo Congresso. Outro fator que contribuiu para o nervosismo no mercado foi a alta da inflação nos Estados Unidos, que aumenta as pressões para que o Federal Reserve (Banco Central norte-americano) antecipe o aumento de juros da maior economia do planeta.

Bolsa - A bolsa de valores de São Paulo não funcionou nesta segunda-feira, dia em que o município completou 467 anos. Na última sexta-feira (22/01), o índice Ibovespa tinha caído 0,8% e recuado para 117.380 pontos. (Agência Brasil)

IPCA-15: Prévia da inflação fica em 0,78% em janeiro, a maior para o mês desde 2016

ipca destaque 26 01 2021O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, ficou em 0,78% em janeiro, após registrar 1,06% em dezembro de 2020. Esse é o maior resultado para um mês de janeiro desde 2016, quando o índice foi de 0,92%. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,30%, acima dos 4,23% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2020, a taxa foi de 0,71%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26/01) pelo IBGE.

Energia elétrica- A energia elétrica, que passou de uma alta de 4,08% em dezembro para 3,14% em janeiro, foi o item que, individualmente, mais impactou o IPCA-15 deste mês (0,14 p.p.). Com isso, o grupo Habitação teve alta de 1,44% e foi o segundo maior impacto entre os grupos. Em janeiro, passou a vigorar a bandeira tarifária amarela, em que há acréscimo de R$1,34 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Em dezembro, estava em vigência a bandeira vermelha patamar 2, com custo de R$ 6,24 para cada 100 kWh consumidos. Ainda no grupo Habitação, o segundo maior impacto veio do gás de botijão (2,42%), que teve alta pelo oitavo mês consecutivo.

Fatores - A desaceleração do índice do mês também é explicada pela queda no preço das passagens aéreas (-20,49%) e pelas altas menos intensas de alguns itens alimentícios, como as carnes (1,18%), o arroz (2%) e a batata inglesa (12,34%). A desaceleração desses itens influenciou o grupo Alimentação e bebidas, que passou de uma alta de 2% em dezembro para 1,53% neste mês e foi o principal impacto entre os nove grupos que compõem o IPCA-15. Já as frutas subiram 5,68% e contribuíram com o maior impacto entre os itens pesquisados no grupo. O tomate recuou 4,14% no mesmo período.

Transportes - Nos Transportes, que é o grupo com segundo maior peso no IPCA-15, houve desaceleração de 1,43% em dezembro para 0,14% em janeiro. Isso ocorreu tanto pela queda nos preços das passagens aéreas quanto pela alta menos intensa da gasolina, que passou de 2,19% em dezembro para 0,95%. Também tiveram alta os automóveis novos (0,92%) e usados (0,88%) e os transportes por aplicativo (8,72%).

Alta - Houve alta também nos preços das roupas masculinas (1,17%), femininas (0,89%) e infantis (0,63%), além dos calçados e acessórios (0,58%). Com isso, o grupo Vestuário variou 0,85%. No caso dos Artigos de residência (0,81%), as maiores contribuições vieram dos eletrodomésticos e equipamentos (1,51%) e de mobiliário (0,69%).

Higiene pessoal - A alta dos itens de higiene pessoal (1,20%), que contribuíram com 0,05 p.p. no resultado do mês, foi o destaque no grupo Saúde e cuidados pessoais (0,66%). Além disso, a fração mensal do reajuste anual, que havia sido suspensa em 2020, foi incorporada no item plano de saúde (0,66%).

Regiões - Todas as regiões pesquisadas tiveram alta em janeiro. O maior índice foi observado na região metropolitana do Recife (1,45%), principalmente por causa das altas nos preços da gasolina (5,85%) e da energia elétrica (4,55%). Já Brasília teve o menor resultado (0,33%), influenciado pela queda nos preços das passagens aéreas (-29,20%).

Cálculo - Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 12 de dezembro de 2020 a 14 de janeiro de 2021 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de novembro a 11 de dezembro de 2020 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Licia Rubinstein / Agência IBGE Notícias

 

ipca 26 01 2021

 

ECONOMIA: Arrecadação federal cai 6,91% em 2020

economia 26 01 2021A queda da atividade econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), aliada às desonerações para ajudar pessoas físicas e empresas, fizeram a arrecadação federal cair no ano passado. Segundo a Receita Federal, a União arrecadou R$ 1,479 trilhão em 2020, recuo de 6,91% em relação ao ano anterior, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Acima do esperado - O valor veio acima do esperado pelas instituições financeiras. Segundo o relatório Prisma Fiscal, pesquisa mensal divulgada pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado esperavam que a arrecadação fechasse 2020 em R$ 1,461 trilhão. Com o resultado em 2020, a arrecadação federal registrou o nível mais baixo desde 2010, em valores também corrigidos pelo IPCA.

Reação - Apesar da queda no acumulado do ano, a arrecadação federal reagiu em dezembro. No mês passado, a União arrecadou R$ 159,065 bilhões, com alta de 3,31% em relação a dezembro de 2019. O resultado foi o melhor para o mês desde 2013, descontada a inflação. O valor foi superior ao projetado pelas instituições financeiras, que estimavam arrecadação de R$ 150,068 bilhões, de acordo com o Prisma Fiscal.

Fatores - A Receita Federal listou quatro fatores para explicar a queda na arrecadação no ano passado. O primeiro foi a crise econômica decorrente da pandemia do novo coronavírus. Nos 12 meses terminados em novembro de 2020, fator levado em conta para a arrecadação de dezembro, a produção industrial recuou 5,32%, a venda de bens caiu 1,07%, e as vendas de serviços encolheram 7,41%.

Arrecadação - Essas retrações impactam a arrecadação de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), relacionado ao desempenho da indústria, e do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), relacionados às vendas. A receita de IPI caiu 7,01%; e a de PIS/Cofins, 11,92%, no ano passado, descontado o IPCA. O aumento do desemprego reduziu em 7,16% a arrecadação da Previdência Social em 2020, também descontada a inflação.

Compensações tributárias - O segundo fator que contribuiu para a queda da arrecadação foi o crescimento nominal (sem correção pela inflação) de R$ 62,1 bilhões nas compensações tributárias no ano passado. Por meio das compensações, os contribuintes abatem tributos a mais pagos anteriormente. Antes da pandemia, várias empresas pagaram Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) baseadas em previsões de lucros que não se cumpriram. Dessa forma, conquistaram direito a desconto nos pagamentos seguintes.

Adiamentos - O terceiro fator foram os adiamentos do pagamento de tributos nos primeiros meses da pandemia. O governo permitiu o diferimento (adiamento) do recolhimento de até R$ 85 bilhões no ano passado. No entanto, segundo estimativas da própria Receita, R$ 20,76 bilhões que deveriam ter sido quitados até dezembro deixaram de ser pagos.

IOF - O quarto fator que ajudou a derrubar a arrecadação em 2020 foi a redução a zero do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em operações de crédito. Tomada para ajudar pessoas físicas e empresas durante a pandemia, a medida vigorou por cerca de oito meses e fez o governo deixar de arrecadar R$ 19,7 bilhões no ano passado. O pagamento atípico de R$ 8 bilhões de Imposto de Renda e de CSLL em 2020 reduziram a perda, mas não em ritmo suficiente para reverter a queda na arrecadação. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

SAÚDE I: Mortes por Covid-19 chegam a 217,6 mil no Brasil

O número de vidas perdidas em função da pandemia do novo coronavírus chegou a 217.664 no Brasil. Nas últimas 24 horas, foram confirmadas por equipes de saúde mais 627 mortes por covid-19. No domingo (24/01), o sistema de dados do Ministério da Saúde registrava 217.037 óbitos. Ainda há 2.860 falecimentos em investigação por equipes de saúde.

Infectadas - Já o número de pessoas infectadas desde o início da pandemia subiu para 8.871.393. Nas últimas 24 horas, as autoridades estaduais de saúde confirmaram 28.816 novos casos de covid-19. No domingo, o número de pessoas infectadas desde o início da pandemia estava em 8.844.577.

Balanço - Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado nesta segunda-feira (25/01). O levantamento é feito a partir das informações sobre casos e mortes enviadas pelas secretarias estaduais de saúde.

Acompanhamento - Ainda há 944.127 pessoas com casos ativos em acompanhamento por profissionais de saúde. Outras 7.709.602 pessoas já se recuperaram da doença.

Menores - Em geral, os registros de casos e mortes são menores aos domingos e segundas-feiras em razão da dificuldade de alimentação dos dados pelas secretarias de saúde aos fins de semana. Já às terças-feiras, os totais tendem a ser maiores pelo acúmulo das informações de fim de semana que são enviadas ao Ministério da Saúde.

Estados - Na lista de estados com mais mortes, São Paulo ocupa a primeira posição (51.556), seguido por Rio de Janeiro (28.856), Minas Gerais (14.305), Ceará (10.332) e Pernambuco (10.200). As Unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (821), Acre (854), Amapá (1.032), Tocantins (1.348) e Rondônia (2.128). (Agência Brasil)

 

saude I tabela 26 01 2021

SAÚDE II: Estado tem mais 1.874 novos casos e 112 óbitos pela Covid-19

saude II 26 01 2021A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta segunda-feira (25/01) mais 1.874 novos casos de Covid-19 e 112 mortes pela doença no Paraná. Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Estado soma 521.823 diagnósticos e 9.433 mortos em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus.

Meses - Os casos divulgados nesta segunda-feira são de janeiro de 2021 (1.674) e dos seguintes meses de 2020: março (1), abril (3), maio (10), junho (26), julho (37), agosto (34), setembro (17), outubro (12), novembro (11), dezembro (49).

Internados - O boletim relata que há 1.270 pacientes com diagnóstico confirmado internados. São 1.048 pacientes em leitos SUS (558 em UTI e 490 em enfermaria) e 222 em leitos da rede particular (94 em UTI e 128 em enfermaria).

Exames - Há outros 1.410 pacientes internados, 547 em leitos UTI e 863 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão nas redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A secretaria estadual informa a morte de mais 112 pacientes. São 44 mulheres e 68 homens, com idades que variam de zero a 97 anos. Os óbitos ocorreram entre 30 de março de 2020 a 25 de janeiro de 2021.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (10), Foz do Iguaçu (9), Cascavel (7), Umuarama (5), Campo Mourão (3), Guarapuava (3), Jacarezinho (3), Londrina (3), Toledo (3), Cornélio Procópio (2), Itaperuçu (2), Morretes (2), Paiçandu (2), Pinhais (2), Ponta Grossa (2), Rolândia (2), União da Vitória (2), Xambrê (2).

Uma morte - Também foi registrado um óbito em cada um dos municípios de Almirante Tamandaré, Ampere, Arapongas, Arapoti, Araucária, Assis Chateaubriand, Bela Vista do Paraíso, Braganey, Cambé, Campo Largo, Cantagalo, Colombo, Corbélia, Curiúva, Engenheiro Beltrão, Esperança Nova, Faxinal, Fazenda Rio Grande, Florestópolis, Francisco Beltrão, Guaratuba, Iretama, Jaguapitã, Jataizinho, Jesuítas, Lapa, Mandaguari, Maringá, Mariópolis, Matelândia, Medianeira, Palotina, Paranaguá, Paranavaí, Pérola, Piraí do Sul, Piraquara, Quatro Barras, Quitandinha, Realeza, Rio Branco do Sul, Santa Cruz de Monte Castelo, Santa Terezinha de Itaipu, São Carlos do Ivaí, São José dos Pinhais, Sulina, Três Barras do Paraná e Ventania.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria da Saúde registra 4.037 casos de residentes de fora, sendo que 74 pessoas foram a óbito.

Ajustes - Total de exclusões: 4 casos residentes no Paraná; 4 óbitos residentes no Paraná.

Um caso e óbito confirmado (F,47) no dia 30de junho de 2020 em Curitiba foi excluído por erro de notificação

Um caso e óbito confirmado (F,62) no dia 31de julho de 2020 em Curitiba foi excluído por erro de notificação

Um caso e óbito confirmado (M,60) no dia 02 de setembro de 2020 em Rio Branco do Sul foi excluído por erro de notificação

Um caso e óbito confirmado (F,73) no dia 23 de novembro de 2020 em Pinhais foi excluído por erro de notificação. (Agência de Notícias do Paraná)

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SAÚDE III: Paraná recebe novo lote de vacina e amplia imunização de profissionais da saúde

O Paraná recebeu nesta segunda-feira (25/01) um novo lote de vacinas contra a Covid-19 com 39.600 doses. É o terceiro lote de vacinas que chega ao Estado em uma semana. O imunizante é o Coronavac e será usado prioritariamente na proteção dos trabalhadores que estão na linha de frente do combate à pandemia, já que a Secretaria de Estado da Saúde confirmou que finalizou o processo de vacinação de dois importantes setores dentro do grupo prioritário que compõe essa primeira etapa.

Vacinados - De acordo com a Saúde, todos os 12.224 idosos com 60 anos ou mais residentes em instituições de longa permanência para idosos (ILPI) e os 10.565 índios que residem em terras demarcadas receberam a primeira dose da proteção. Após revisão por parte do Ministério da Saúde, a secretaria estima em 303 mil pessoas os profissionais da saúde no Paraná. A distribuição deste novo lote para as 22 Regionais de Saúde vai começar nesta terça-feira (26).

Prioridade - “Insistimos com os municípios para que priorizem essas pessoas, que precisamos vacinar logo. Temos de fazer com que todas as doses cheguem aos profissionais envolvidos. Gente que trabalha em hospitais, no Siate e no Samu e estão diretamente no atendimento da doença. Essas doses de agora vão ajudar a fazer andar um pouco mais essa fila”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Nova remessa - A nova remessa desembarcou no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, por volta das 13h30. É a parte que cabe ao Paraná de um lote de 910 mil imunizantes divididos pelo Governo Federal entre todos os estados e o Distrito Federal. O lote integra as 4,8 milhões de doses emergenciais autorizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na sexta-feira (22). A Coronavac é produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

Mais um grupo - O secretário Beto Preto reforçou que até o fim de janeiro o Ministério da Saúde deve disponibilizar mais um grupo de imunizantes, também da Coronavac. As 3,89 milhões de doses que faltam para completar o grupo de 4,8 milhões. “É uma parte porque se trata do que o Butantan tem em estoque neste momento. Conforme forem envasando mais doses, outras chegarão ao Paraná”, disse o secretário.

Estimativa - Ainda segundo ele, a estimativa é que o Paraná fique novamente com 5% da divisão, quantitativo equivalente ao tamanho da população. Confirmando a conta, seriam mais 194.500 vacinas. “Aí sim, serviria para imunizar todos esses profissionais que estão há mais de dez meses guerreando com o vírus”, destacou.

Total - Essa é a terceira remessa de vacinas contra o coronavírus que chega ao Paraná. Na segunda-feira (18), o Estado recebeu 265.600 doses da Coronavac. No sábado (23/01), outras 86.500 doses, desta vez do produto desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com o Laboratório AstraZeneca. Com as 39.600 desta segunda, o Paraná chega a 391.700 doses.

Quantidade - A quantidade, porém, não significa o mesmo número de pessoas imunizadas. Como há uma taxa de descarte de 5%, cerca de 19.500 doses não serão aproveitadas. Outro ponto é a particularidades de cada vacina.

Diferença - A diferença entre a CoronaVac e a AstraZeneca, explicou Beto Preto, se dá em relação ao prazo de aplicação entre uma dose e outra, pois ambas preveem duas imunizações.

Três semanas e quatro meses - Enquanto a Coronavac necessita de três semanas, a vacina de Oxford pede espaço de quatro meses. Assim, os lotes formados pelo imunizante da Sinovac foram divididos em duas partes iguais, garantindo as duas doses para quem for receber.

Pessoas diferentes - No caso da AstraZeneca serão usadas todas as vacinas para pessoas diferentes, pois estão previstas a chegada de novas remessas ao Paraná neste intervalo de 120 dias. Ou seja, a quantia será suficiente para proteger aproximadamente 265 mil paranaenses.

Armazenamento - O armazenamento de todos os imunizantes está sendo feito no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, que conta com ampla estrutura de freezers e câmaras frias, além de questões de segurança.

Fiocruz - Diretor-geral da Secretaria da Saúde, Nestor Werner Junior, disse nesta segunda-feira (25/01) que uma comitiva da Fiocruz vai viajar nesta semana para a Índia em busca de um novo lote de vacinas produzidas pelo País. É lá que está instalado o Instituto Serum, um dos centros da AstraZeneca para a produção de imunizantes.

Parceria - Foi essa parceria que garantiu ao Paraná pouco mais de 86 mil doses dos 2 milhões de imunizantes que chegaram ao País no sábado. “Temos conversado bastante com o pessoal da Fiocruz. Eles vão tentar antecipar doses, pois a produção por parte da Fiocruz depende dos insumos que precisam chegar da China”, explicou.

Plano - Segundo o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19, que segue a mesma linha do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, na primeira etapa da vacinação são imunizados profissionais da saúde que atuam na linha de frente de atendimento aos doentes, os que aplicam as vacinas, pessoas com mais de 60 anos que residem em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) e os profissionais que atuam nos locais, população indígena, pessoas com deficiência severa e trabalhadores que atuam em unidades de saúde que atendem pacientes com suspeita ou confirmação da infecção pelo novo coronavírus.

Critérios - A definição de grupos prioritários seguiu critérios do Ministério da Saúde, como tempo de contato (ou exposição) com os pacientes infectados pela Covid-19 e pessoas com maior risco de complicações pela infecção causada pelo Sars-CoV-2.

Sequência - Na sequência, o Estado planeja vacinar pessoas com 80 anos ou acima desta idade, pessoas entre 75 e 79 anos e assim sucessivamente, até aqueles que têm idade variando entre 60 e 64 anos. Com a quantidade de doses disponibilizadas, seguindo a ordenação por grupos prioritários, a previsão é vacinar o total de 4.019.115 pessoas até maio de 2021. A vacinação ocorrerá de acordo com o recebimento dos imunizantes, de forma gradual e escalonada.

Salas de vacinação - O Paraná tem 1.850 salas de vacinação nos 399 municípios. A quantidade de locais varia em cada cidade de acordo com o tamanho da população. Os municípios são responsáveis pela gestão dos profissionais para aplicação das doses da vacina. (Agência de Notícias do Paraná)

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SAÚDE IV: Sesa divulga Nota Orientativa sobre prevenção de variantes do coronavírus

saude IV 26 01 2021A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) divulgou nesta segunda-feira (25/01) Nota Orientativa com medidas para prevenção da disseminação de variantes do novo coronavírus. São recomendações aprovadas pelo Centro de Operações de Emergências (COE) da Secretaria da Saúde do Paraná, com o objetivo de informar profissionais sobre estas ocorrências.

Identificação - Segundo a Anvisa, a identificação de nova variante se deu por meio de sequenciamento genômico viral, após ser observado aumento de mais de três vezes na taxa de notificação de casos no Reino Unido, em uma única semana, no mês de dezembro. Resultados preliminares de estudos sugerem que a variante é significativamente mais transmissível, com um aumento estimado de até 70%.

Procedimentos - A Nota Orientativa número 01/2021, que especifica procedimentos relacionados ao novo coronavírus. “Devido ao alto poder de transmissão da variante, ressalta-se a importância das medidas de controle e prevenção da disseminação do vírus já estabelecidas, destacando a quarentena para pessoas procedentes de locais de risco”, diz a Nota.

Investigação clínica - Especial atenção deve ser dada à investigação clínica de pacientes suspeitos de Covid-19, com histórico de viagem ao exterior ou ao território nacional nos últimos 14 dias. A nova variante já identificada em Manaus possuiu duas mutações. Outras variantes também foram identificadas na África do Sul e na cidade do Rio de Janeiro.

Atento - “O Paraná está atento a estes casos, alertando e orientando os profissionais que atuam na área da saúde, principalmente em relação a informações sobre procedência do paciente que busca os serviços de saúde. São dados fundamentais e que devem constar na ficha de investigação epidemiológica dos Sistemas de Informação Notifica Covid-19”, informou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Coleta de amostras - Assim que o paciente é identificado como vindo de áreas onde a variante está circulando deve ser encaminhado para coleta de amostras, que são feitas separadamente e enviadas ao Laboratório da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Prevenção - Além de orientar sobre a investigação, a Nota Orientativa trata também das medidas de prevenção e controle da disseminação da variante genética do SARS-CoV-2, indicando condutas a serem tomadas junto a pacientes sintomáticos, assintomáticos, hospitalizados com Síndrome Respiratória Aguda Grave, contatos domiciliares e contatos próximos.

Ambientes de trabalho - O documento ressalta, ainda, orientações relacionadas à prevenção que devem ser adotadas nos ambientes de trabalho. De acordo com a Nota, as empresas devem “monitorar, diariamente, a condição de saúde dos trabalhadores que se deslocam para áreas consideradas de risco para a circulação da variante”.

Protocolo - “As empresas devem ter protocolo para testagem e isolamento de todos os trabalhadores e visitantes viajantes brasileiros ou estrangeiros que retornarão à empresa. Estes devem apresentar teste RT-PCR negativo antes de voltar ao trabalho”. (Agência de Notícias do Paraná)

 

ARTIGO: Planejamento financeiro é a chave para começar (e fechar) 2021 "no azul"

artigo 26 01 2021*Eleutério Benin

O ano de 2021 começou mantendo alguns desafios de 2020, como a pandemia da Covid-19, que continua impactando toda a sociedade em diferentes áreas. Mas o novo período também traz boas notícias, como a vacina contra o coronavírus e esperança de dias melhores. O início do novo ciclo ainda carrega, além das tradicionais contas de IPTU, IPVA e material escolar, a preocupação com o planejamento financeiro. E, para muitas pessoas, esse é o período de promessas e metas para iniciar e terminar o ano “no azul”, fazer uma reserva financeira e, ainda, organizar o orçamento para um futuro mais tranquilo.

Mas, por onde começar? Quem pretende começar o ano com o pé direito deve se preparar para colocar em prática dicas e orientações de educação financeira. Aliás, o conhecimento é o primeiro passo para a organização do orçamento. É importante descobrir as melhores maneiras para administrar e investir o dinheiro. E, para isso, vale procurar publicações que sejam referência sobre o tema ou a orientação de especialistas. O Sicredi possui um programa nacional para educação financeira, o Cooperação na Ponta do Lápis. A iniciativa possui um site para compartilhar práticas de forma positiva, visando transformar a relação dos brasileiros com as finanças pessoais.

Com a educação financeira é possível ficar atento a um ponto crucial para o planejamento do orçamento: saber o quanto se ganha e o quanto se gasta. Identificar o valor total da renda da família e anotar as despesas é fundamental para cortar o que é supérfluo, estimar custos sazonais e separar recursos para eventuais emergências. Muitas pessoas acreditam que sabem para onde vai o dinheiro, mas não organizam as informações. A falta de um detalhamento pode trazer percepções equivocadas sobre quanto é possível gastar.

Ainda sobre despesas, é importante refletir sobre a necessidade de cada compra. Economizar, e só depois comprar, traz vantagens como melhor negociação para compras à vista e a ausência de juros excessivos em parcelamentos. A paciência e a perseverança são a chave para uma vida financeira mais tranquila.

E se economizar ainda não é um hábito, uma boa alternativa é a poupança, modalidade segura e que traz o benefício dos juros compostos. A simplicidade e a liquidez são boas vantagens e o mais importante é iniciar e manter o hábito, mesmo que com quantias mais baixas. Investidores com perfil mais arrojado podem apostar em outras opções com maior rentabilidade a longo prazo. Em uma instituição financeira cooperativa, não importa a solução escolhida, o associado terá vantagens como a participação nos resultados (lucros) gerados pela cooperativa, o relacionamento mais próximo e o modelo de negócio sustentável, com recursos reinvestidos na área de atuação da cooperativa para o desenvolvimento regional das comunidades. Um ciclo positivo que começa com planejamento dentro de casa e impacta positivamente toda a sociedade.

*Eleutério Benin é diretor executivo da Sicredi Iguaçu PR/SC/SP, cooperativa que atua na região de Campinas (SP), no interior do Paraná e de Santa Catarina.

FOTO: StartupStockPhotos / Pixabay

 


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