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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5004 | 05 de Fevereiro de 2021

COOPERATIVISMO I: Presidente da OCB defende um novo "design" para o sistema cooperativista

cooperativismo 05 02 2021 As mudanças pelas quais o mundo atravessa na atualidade foram potencializadas, segundo analistas, pela pandemia da Covid-19. Nesse contexto, fatores como a rápida digitalização, inclusive no setor agrícola, e as modificações nas relações sociais, incluindo o ambiente de trabalho, foram alguns dos efeitos da chegada do novo coronavírus. E o setor cooperativista também começou a avançar diante desse cenário.

Liderança - “O movimento cooperativista precisa liderar o processo de mudanças que estamos vendo hoje em dia na humanidade, principalmente nas novas gerações, que buscam diferenciais e uma participação mais forte. O cooperativismo tem tudo a ver com isso, pelo modelo democrático de ser e pelas oportunidades de desenvolvimento. Queremos ser menos proprietários e mais usuários”, afirmou Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) e titular da Academia Nacional de Agricultura.

Novo “design” - Ao participar do webinar “O Protagonismo das Cooperativas em 2021”, organizado pela cooperativa de crédito Sicoob Credicitrus, Freitas defendeu um novo ‘design’ para o sistema cooperativista.

Modelo de negócio - “Há muitas cooperativas no Brasil que já estão surfando nessa onda, mas nós precisamos fazer com que a totalidade do cooperativismo melhore. Estamos em um processo de trazer um novo ‘design’ do sistema cooperativo, que não significa somente um novo planejamento, mas também um modelo de negócio que esteja mais presente no jogo da sociedade e que permaneça mais ligado aos cooperados”, disse o acadêmico.

Necessidades - A ideia, segundo Freitas, é atender as necessidades dos cooperados e as demandas da sociedade, que cada vez mais valoriza questões como rastreabilidade e sustentabilidade. “Vamos ter de trabalhar muito para isso. Investir nas lideranças, em capacitação e treinamento de pessoal, até para que os próprios cooperados entendam o papel deles nesse jogo”.

Intercooperação - Além disso, o presidente da OCB falou sobre a importância da prática da intercooperação e da integração. “Intercooperação não é uma questão de ideologia e sim de economia, de gerar resultados, de garantir mais valor na entrega”. Nesse sentido, acrescentou Freitas, “a OCB iniciou um trabalho de integração das cooperativas do Nordeste com as do Sul do País”.

Transferência de conhecimento - A iniciativa, segundo ele, envolve a transferência de conhecimento e informação e poderá gerar bons negócios. “Precisamos também nos internacionalizar. Já começamos a articular alianças com grupos cooperativistas de outros países”.

“Somos Coop”- Freitas informou ainda que a OCB iniciou um movimento denominado “Somos Coop” que tem por objetivo divulgar o cooperativismo e “resgatar o orgulho de ser cooperativista”. Segundo o acadêmico, os participantes da campanha são considerados “cooperados-padrão” que atendem aos parâmetros de qualidade e eficiência.

Maior atuação - Para Marcos Fava Neves, diretor técnico da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) e mediador do debate online, o cooperativismo está avançando cada vez mais para assumir seu protagonismo no País.

Deu certo - “É um modelo econômico que deu certo, um ‘socialismo’ que funciona, porque é baseado no mérito, na inclusão, na força do coletivismo para atingir resultados. No entanto, o setor precisa de maior atuação”, disse ele. “Queria ver as cooperativas garantindo 20% da distribuição de combustíveis no País, 20% do abastecimento em supermercados, e com maior agregação, dominando o mercado internacional”.

Modelo - Fernando Degobbi, presidente executivo da Coopercitrus, defendeu a criação de um modelo de negócios no setor pautado pela tecnologia e com foco na agregação de valor para o produtor. “É preciso estabelecer uma jornada de valor”, destacou.

Certificação - Neivor Canton, presidente da cooperativa Aurora Alimentos, falou sobre a importância da certificação de propriedades rurais sustentáveis e da implementação de melhorias técnicas nas plantas industriais para que sejam capazes de competir no mercado externo. “Estamos no meio do caminho em relação a assumir um protagonismo, pois ainda temos milhares de famílias de produtores em propriedades ainda não certificadas”.

Cooperativas de crédito - Ao ressaltar a importância das cooperativas de crédito, Walmir Segatto, presidente executivo da Sicoob Credicitrus, afirmou que a comunicação do setor cooperativista, assim como do agro em geral, precisa melhorar. No caso do cooperativismo de crédito, disse ele, “segundo o Banco Central, há possibilidade de passarmos dos 5%, 6% atuais de market-share para 22% até 2022″.

Potencial - Pela ótica do BC, completou Segatto, “o cooperativismo de crédito tem potencial de penetração em quase todos os municípios brasileiros”.

Open banking - O executivo destacou ainda que o open banking (tecnologia de compartilhamento de dados e serviços de clientes entre instituições financeiras, mediante autorização do usuário) é outra grande oportunidade para o setor. “Isso nos fará ser comparável a outras instituições em relação à melhores tarifas e custos. Vai criar vantagens competitivas, mas nós teremos de nos capacitar e nos aperfeiçoar nesse sentido”. (Sicoob Credicitrus)

 

 

COOPERATIVISMO II: Panorama Coop está de volta com muitas informações

cooperativismo II 05 02 2021O Sistema OCB retomou a divulgação do boletim semanal, com a divulgação das ações realizadas pela entidade em defesa dos interesses das cooperativas brasileiras. A newsletter reúne em um mesmo espaço as análises sobre os cenários político, econômico e tributário, além das notícias do cooperativismo que foram destaque na semana. Trata-se de uma forma do público cooperativista acompanhar tudo de perto e usar o conteúdo em decisões estratégicas. Veja abaixo os destaques desta semana.

Análise política: o que muda com os novos presidentes da Câmara e do Senado. https://in.coop.br/Analise_Politica

Coop na Reforma Tributária: novas perspectivas de votação. https://in.coop.br/Reforma_Tributaria

Cadastro - Para receber o Panorama Coop completo por e-mail, cadastre-se em: https://in.coop.br/Panorama_Coop. (Sistema OCB)

 

NOTA DE PESAR: Sistema Ocepar lamenta morte de Salazar Barreiros, ex-presidente da Coopavel

nota pesar 05 02 2021Faleceu, na manhã desta sexta-feira (05/02), em Cascavel (PR), o líder cooperativista Salazar Barreiros, que ocupou o cargo de prefeito da cidade por dois mandatos, entre os anos de 1989 e 1992, e de 1997 a 2000. Também presidiu a Coopavel por várias gestões. Era viúvo de Idalina Barreiros desde 2012, com quem teve três filhos: Lourenço José Barreiros Neto (in memorian), Salazar Barreiros Junior e Cassius Barreiros. Salazar, de 81 anos, estava internado em um hospital privado onde foi submetido a um procedimento cirúrgico na coluna e teve complicações.

Pesar - Ao tomar conhecimento da notícia, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, lamentou o ocorrido. “Com certeza, não só a cidade de Cascavel perde um grande líder político, mas o cooperativismo também lamenta. Salazar deixa um legado importante de realizações para o município e para o cooperativismo, em especial na Coopavel, onde foi presidente. Nossos profundos sentimentos aos familiares e amigos”, destacou. Mesmo não ocupando nenhum cargo na cooperativa, Salazar fazia questão de todos os anos participar do Show Rural Coopavel, que, se não fosse a pandemia, estaria ocorrendo nesta semana em Cascavel. Em fevereiro de 2020, ao lado do seu amigo e parceiro de cooperativismo, Ibrahim Fayad, Salazar Barreiros confidenciou ao jornalista do Sistema Ocepar, Samuel Milléo Filho, que participar todos os anos do Show Rural “era uma forma de rever muitos amigos que fiz no cooperativismo”.

 

Origem - Natural de Getulina, no Estado de São Paulo, Salazar se formou em Direito e foi morar inicialmente em Goioerê, depois se mudou para Cascavel. Disputou sua primeira eleição pelo PMDB, quando foi eleito em 1988, e depois, na segunda eleição foi eleito pelo PP. O prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, decretou luto oficial de três dias no município.

 

Homenagem - O filho, que também é advogado, Salazar Barreiros Junior postou nas redes sociais a seguinte texto: “O legado mais importante que os pais podem deixar é o exemplo: fé, trabalho incansável, solidariedade e exemplos vivos nos moldam e contagiam, multiplicando a vida em filhos e netos. A fé nos fortalece na certeza de que podemos mudar e transformar o mundo que nos cerca. Meu pai vive e continua a animar a vida de todos que puderam partilhar de sua motivação incansável. Mesmo com o corpo abatido pelos anos não esmoreceu ante às adversidades. Vive e pulsa, assim como Dona Idalina e meu irmão Lourenço, que o recebem nesta passagem para vida eterna”. 

 

SICREDI I: Instituição financeira cooperativa chega à marca de 2 mil agências no Brasil

Acompanhando o avanço do cooperativismo de crédito pelo Brasil, que já conta com mais de 11 milhões de adeptos, segundo o Banco Central, o Sicredi, instituição financeira cooperativa, alcançou a marca de duas mil agências no país. Em 2020 foram inauguradas 150 unidades, com destaque para expansão em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Amazonas e Paraíba, e a previsão é que ao longo do ano sejam inauguradas mais de 250, com um investimento superior a R$ 200 milhões. Municípios do Espírito Santo, estado onde o Sicredi ainda não está presente fisicamente, devem passar a contar com agências do Sicredi a partir deste ano.

Presença - Hoje, o Sicredi tem mais de 4,8 milhões de associados e está presente em 23 estados e no Distrito Federal. Presente em mais de 1.400 municípios do país, em mais de 200 cidades é a única instituição financeira fisicamente presente. A atuação em grandes centros urbanos e em regiões mais remotas tem permitido ao Sicredi fomentar a competitividade no sistema financeiro nacional e, ao mesmo tempo, promover a inclusão financeira, um dos principais desafios da atualidade no Brasil.

Sociedade de pessoas - “Somos uma sociedade de pessoas e não de capital. No Sicredi, os associados são os verdadeiros donos do negócio, participando dos resultados e nos ajudando a tomar decisões com o seu poder de voto. Nosso objetivo é transformar comunidades onde estamos presentes, captando recursos e emprestando à associados da mesma região, estimulando geração de renda e o desenvolvimento econômico local. Um ciclo que tem contribuído, há 118 anos, para gerar prosperidade nas localidades do Brasil”, explica o presidente do Conselho de Administração do Sicredi (SicrediPar) e integrante do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU), Manfred Alfonso Dasenbrock.

Impacto positivo - O impacto positivo da atuação das cooperativas de crédito tem sido objeto de estudos, que buscaram mostrar, por meio de dados, como o segmento consegue atuar em pequenos municípios e os benefícios econômicos que resultam da presença nessas cidades. Um deles é a pesquisa “Benefícios do Cooperativismo de Crédito: impacto sobre a bancarização”, realizada pelo professor Juliano Assunção, que cruzou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Banco Central, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e do próprio Sicredi, mostrando que as cooperativas de crédito têm a capacidade de prover serviços financeiros em regiões mais isoladas e rurais quando comparadas aos bancos tradicionais. Enquanto os bancos têm, em média, um limite mínimo de 8 mil habitantes para viabilizar a chegada de uma agência a determinado município, uma cooperativa como as do Sicredi consegue operar em cidades a partir de 2,3 mil habitantes.

Outro estudo - O outro estudo, “Benefícios Econômicos do Cooperativismo de Crédito na Economia Brasileira”, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), avaliou dados econômicos de todas as cidades brasileiras com e sem cooperativas de crédito entre 1994 e 2017, cruzando com informações do IBGE. A pesquisa chegou à conclusão que o cooperativismo de crédito incrementa PIB per capita dos municípios em 5,6%, cria 6,2% mais vagas de trabalho formal, além de aumentar o número de estabelecimentos comerciais em 15,7%, estimulando, portando, o empreendedorismo local.

Proximidade - “O relacionamento mais próximo, característica predominante no cooperativismo de crédito, nos permite conhecer melhor os associados, suas reais necessidades e das regiões onde eles vivem. É daí que vem a nossa capilaridade, nossa capacidade de alavancar o crescimento econômico local e oferecer soluções financeiras adequadas à realidade dos associados”, afirma Dasenbrock.

Projeto de expansão - De acordo com o dirigente, o projeto de expansão do Sicredi busca unir o aumento da presença física ao investimento em soluções digitais. “O conceito que trabalhamos é o ‘fisital’, no qual as soluções digitais apoiam o relacionamento físico e acreditamos que essa é a fórmula para manter o nosso diferencial ao mesmo tempo que proporcionamos a conveniência que a tecnologia proporciona aos nossos associados. Hoje nós disponibilizamos todos os tipos de recursos digitais no atendimento, tendo, inclusive, um dos aplicativos mais bem avaliados no sistema financeiro nacional, mas sabemos o quanto estar perto dos associados é fundamental para que possamos atendê-los da melhor forma”, explica.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,8 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 23 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SICREDI II: Soluções de crédito consciente, seguros e investimentos são ofertados com incentivo ao planejamento financeiro

O início do ano é, para muitas pessoas, a oportunidade de iniciar novas metas e, algumas delas, são ligadas ao planejamento do orçamento para um futuro financeiro mais saudável. O diretor de Desenvolvimento da Central Sicredi PR/SP/RJ, Adilson de Sá, destaca que os bons hábitos com o dinheiro estão relacionados à educação financeira. "É importante desenvolver e aprimorar a consciência sobre os recursos disponíveis, as possibilidades de investimento e as relações de consumo. No Sicredi, incentivamos o hábito de poupar, uma vez que entendemos a importância de guardar recursos para projetos a curto, médio e longo prazos”, analisa.

Projetos - A instituição financeira cooperativa vem desenvolvendo projetos de educação financeira para diferentes públicos ao longo dos anos. Em 2020, o Sicredi lançou o programa nacional Cooperação na Ponta do Lápis, uma iniciativa que compartilha práticas de forma positiva, visando transformar a relação dos brasileiros com as finanças pessoais. A instituição mantém ainda uma parceria com a Mauricio de Sousa Produções, que criou uma série de revistas em quadrinhos e desenhos animados da Turma da Mônica, que aborda assuntos financeiros de maneira lúdica e divertida.

Informações adequadas - “É importante buscar informações adequadas para evitar enganos, principalmente quando se trata de investimentos, que ainda são uma novidade para muitas pessoas”, afirma o especialista, que ainda comenta os diferenciais da instituição financeira cooperativa em diferentes modalidades: “Associado do Sicredi, ao investir recebe rendimento dos valores aplicados e o direito de participar dos resultados alcançados pela instituição”, explica.

Portfólio - Com conceito “Forte” pela Fitch Ratings, principal agência de classificação de risco de crédito do mundo, o Sicredi possui um amplo portfólio de produtos, com alternativas que atendem investidores com diferentes perfis: os que buscam maior segurança, até os mais arrojados. “Temos nos destacado em qualidade de gestão de investimentos com diferentes opções, que vão desde a tradicional poupança até investimentos em fundos de renda fixa e variável”, comenta.

Crédito consciente- O especialista do Sicredi lembra que pessoas que traçaram como meta aquisições com custos mais altos, como a compra de um carro, a reforma da casa ou ainda a instalação de painéis solares, por exemplo, pode contar com a modalidade de crédito consciente, evitando grandes endividamentos. “O Sicredi possui várias opções de crédito e consórcio, que podem ser contratados de acordo com a necessidade e a capacidade financeira do associado. Essa transparência acontece pelo propósito do cooperativismo de crédito, que valoriza o relacionamento e a proximidade para oferecer as melhores soluções, de acordo com cada perfil”, explica Adilson que também indica opções para quitar dívidas mais caras ou para as contas de início do ano: “Existe uma linha de crédito específica para associados que desejam antecipar o pagamento de impostos como IPTU e IPVA, assim como uma opção de crédito para gastos com educação", conclui.

Seguros - Entre as soluções oferecidas pela instituição financeira cooperativa também estão os seguros para proteção da casa, automóvel e familiar, operados pelas principais seguradoras do país. “Mesmo com a pandemia e a manutenção das medidas de distanciamento social, muitas pessoas saem para viajar no início do ano e nos feriados. E o seguro é a principal proteção, tanto das pessoas quanto do patrimônio", afirma o diretor do Sicredi.

Indenização - Em 2020, o Sicredi indenizou em mais de R$ 165 milhões os associados dos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. “Além dos benefícios diretos, ao investir em produtos e serviços do Sicredi, o associado colabora com o desenvolvimento da comunidade onde a instituição financeira está localizada, pois os recursos são reinvestidos na região, fortalecendo a economia local e gerando riquezas”, comenta.

Tag Pedágio - Com a solução para pagamento automático em pedágios, a Tag de Passagem do Sicredi, os associados podem ter a conveniência de passar pelas cancelas de cobrança com o valor debitado direto da conta corrente, evitando filas e com maior segurança. A facilidade, um adesivo com um chip, pode ser utilizada em pedágios rodoviários e, em breve, em estacionamentos.

Pix - O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil, também é uma opção para associados de todo o país. A solução está disponível dentro do aplicativo do Sicredi. De forma simples e prática, os consumidores podem transferir, pagar ou receber valores imediatamente. O novo sistema de pagamentos instantâneos também está disponível para máquinas de cartões do Sicredi como mais uma opção de recebimentos para os associados.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,8 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 23 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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SICOOB CREDICAPITAL: Cooperativa realiza primeira entrega do Programa Trator Solidário

sicoob credicapital 05 02 2021Foi realizada pelo Sicoob Credicapital, no dia 2 de fevereiro, em Três Barras do Paraná (PR), a primeira entrega do Programa Trator Solidário. A iniciativa, que é uma parceria entre a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, a Emater, a Fomento Paraná, agentes financeiros e cooperativas de crédito, além de fabricantes de implementos, equipamentos, tratores e máquinas agrícolas, possibilita o financiamento de tratores, pulverizadores e colhedoras para pequenos produtores com até 15% de redução no valor em relação ao mercado.

Sonho realizado - Para o cooperado Valério Schlickamann, que conseguiu adquirir o maquinário com recurso liberado através do programa, a entrega simbolizou a realização de um sonho. “Estou me sentindo realizado e o Sicoob faz parte da realização. A equipe me ajudou muito e tornou todo o processo muito rápido e fácil”, conta ele.

Gratificante - O gerente da agência, Silvonei Bampi, comenta que é muito gratificante poder participar desse momento com o cooperado. “Para nós da agência de Três Barras é uma honra imensa participar junto com o cooperado dessa conquista. Esse é o jeito Sicoob de desenvolver a comunidade onde atua. Além disso, poder trabalhar com o Programa Trator Solidário é um desejo que se tornou realidade”, comemora.

Rentabilidade e produtividade - Já o gerente regional, Gizélio Linhares, diz que o programa Trator Solidário é muito importante no desenvolvimento das pequenas propriedades rurais, pois aumenta sua rentabilidade e a sua produtividade. Além disso, ele ressalta que outro aspecto relevante do programa é a melhora nas condições de trabalho e na autoestima da família que financia o implemento “É uma maneira de reduzir o trabalho braçal nas atividades diárias da propriedade e aumentar o desempenho”, complementa. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

UNIPRIME: Lançada linha de crédito para compra de vacinas Covid-19

uniprime 05 02 2021A Uniprime acaba de lançar mais uma linha de crédito com condições especiais e vantagens exclusivas para apoiar os cooperados durante a pandemia do coronavírus. O financiamento para aquisição de vacinas Covid-19 tem como objetivo facilitar o acesso de clínicas, hospitais e empresas à compra de vacinas em grande escala para atender a população. A cooperativa é a primeira instituição financeira no Brasil a ofertar a linha.

Condições especiais - Com taxas de juros diferenciadas, carência de 90 dias para começar a pagar e prazos para pagamento de até 12 meses (3 de carência + 9 para pagamento), o financiamento permite também a compra de outros tipos de vacina, como H1N1, Hepatite, Febre Amarela, entre outras.

Autorizadas e disponíveis - Importante destacar que a linha de crédito visa atender à iniciativa privada na aquisição de vacinas contra a Covid-19, assim que elas estiverem autorizadas e disponíveis para compra. (Imprensa Uniprime)

FOTO: Alexandra Koch / Pixabay

 

COCARI: Cooperativa celebra aniversário de 59 anos com live neste domingo

cocari 05 02 2021Para este domingo (07/02), às 9h30, a Cocari preparou uma live especial para celebrar os 59 anos da cooperativa. Haverá mensagem do presidente, Vilmar Sebold; palestra de João Carlos de Oliveira, com o tema Felicidade; apresentação musical com a cantora Keidma Juliana; e sorteio de uma máquina de café expresso, entre outros prêmios. A live está aberta à comunidade e será transmitida pelo Facebook e canal do Youtube nos perfis @cocaricoop.

Lançamentos - O evento marca o início da comemoração dos 60 anos da Cocari, que a partir de fevereiro irá produzir uma série de reportagens especiais sobre cada unidade da cooperativa. Na ocasião, será lançado o Photobook que conta, por meio de uma seleção do acervo de fotografias da cooperativa, a história da Cocari. Além do selo comemorativo de 59 anos, a cooperativa lança os filtros da Cocari feitos para o Instagram, desenvolvidos com o objetivo de estimular o sentimento de pertencimento entre a comunidade e fortalecer a presença digital da cooperativa em aplicativos que abrangem diversas faixas etárias.

Palavra do presidente - Em mensagem a associados e colaboradores, o presidente da Cocari, Vilmar Sebold, relembrou os esforços dos fundadores e dos pioneiros da região em que a cooperativa foi criada. Além disso, também comentou o crescimento e o desenvolvimento tecnológico pelos quais a Cocari passou mais recentemente. “A Cocari apresentou um crescimento muito grande ao longo dos últimos anos. Fechamos o exercício de 2020 com faturamento próximo a R$ 2,8 bilhões, mas ainda temos enormes desafios. O que nós precisamos é cuidar da essência do que queremos produzir, com qualidade, tecnologia e custos adequados. Gostaria muito de agradecer a associados, associadas, familiares e colaboradores e dizer que esta data é uma ocasião para efetivamente comemorar tudo o que conquistamos”, destacou.

Nossas raízes - Fundada na década de 1960, a Cocari foi constituída graças ao comprometimento de seus fundadores, no município de Mandaguari, onde está localizada a Sede da cooperativa. Partindo desse período até os dias atuais, muitos desafios foram superados, as lavouras apresentam outras culturas e as tecnologias utilizadas no campo passaram por intensa transformação. Com isso, diversas conquistas foram alcançadas pelo trabalho de um grande contingente de pessoas.

Quem faz acontecer - No presente, são mais de 8.300 cooperados e aproximadamente 1.500 colaboradores em três estados, Paraná, Goiás e Minas Gerais, que se empenham diariamente para dar sustento às suas famílias e às famílias dos brasileiros, por meio da produção rural.

Solidez - A Cocari completa mais um ano com solidez e responsabilidade, desenvolvendo junto às famílias do agro uma parceria que certamente continuará rendendo bons frutos para todos. (Imprensa Cocari)

 

INTEGRADA: Linha de alimentos referência em nutrição animal é parceira da Feira On-Line de Adoção de Cães e Gatos

integrada 05 02 2021A 1ª Feira de Adoção de Animais On-Line, realizada pelo Boulevard Londrina Shopping, em parceria com o Projeto Sete Vidas, começa nesta sexta-feira (05/02) e segue até o dia 20, em Londrina (PR).

Parceira - A Marca Rinthy Premium Especial, da Integrada, é parceira nesta ação, que irá doar alimentos pet, além de brindes, como bebedouros e comedouros, para cada adoção.

Anúncio - Nesta primeira edição serão anunciados para adoção 10 cães e 10 gatos. As fotos dos animais serão divulgadas nas redes sociais do Shopping para que os interessados entrem em contato com os tutores para a entrevista e o encaminhamento da adoção.

Referência em Nutrição Animal - A Integrada Cooperativa Agroindustrial se tornou referência, desenvolvendo soluções para nutrição animal desde 1996. Neste processo, parte da produção de seus cooperados é utilizada na Unidade Industrial de Rações (UIR), garantindo a seus clientes a qualidade presente no campo.

Estrutura - A UIR conta com uma moderna estrutura, com capacidade de produção de 50 mil toneladas ao ano de rações e concentrados para peixes, bovinos de leite e corte, aves de postura e corte, ovinos, suínos, equinos, coelhos, além de suplementos minerais para bovinos.

Variedade - Nosso portfólio oferece grande variedade de alimentos completos para cães e gatos das marcas Brusky Premium, Rinthy Premium Especial e Splendid Super Premium.

Equipamentos - Localizada em Londrina (PR), em uma área de 6 mil metros quadrados, a UIR possui uma planta automatizada, com equipamentos de última geração, atendendo aos mais rigorosos padrões de segurança alimentar.

Feira - Sobre a feira Online de Adoção, acesse: www.boulevardlondrina.com.br

Linha de alimentos - Saiba mais sobre a Linha Alimentos Pet da Integrada: http://www.integrada.coop.br/industria-racao-catalogo-produtos.xhtml. (Imprensa Integrada)

 

INFRAESTRUTURA I: Estado começa audiências para discutir concessão de rodovias

O Governo do Estado abriu nesta quinta-feira (04/02) uma série de debates públicos para dar transparência e agregar sugestões que possam aperfeiçoar o modelo de concessão das rodovias do Paraná, que passará a ter 3.327 quilômetros de vias pedagiadas.

Primeiro - O primeiro encontro ocorreu na Assembleia Legislativa e contou com a presença de boa parte dos 54 deputados estaduais e integrantes do Ministério da Infraestrutura. Os secretários Sandro Alex (Infraestrutura e Logística) e Guto Silva (Casa Civil), além do diretor-geral do Departamento de Estadas de Rodagem (DER-PR), Fernando Furiatti, representaram o Executivo estadual.

Continuidade - Discussão que seguirá com uma série de audiências públicas nas principais cidades paranaenses. As reuniões começam nesta sexta-feira (05/02), às 9h30, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Cascavel (Acic). No sábado (06/02), o encontro será em Foz do Iguaçu, também às 9h30, na Associação Comercial e Empresarial da cidade.

Análise - Assim que as audiências forem finalizadas e o projeto ajustado, ele passará pela análise do Tribunal de Contas da União (TCU), para então ir a leilão na Bolsa de Valores (B3). O conjunto de rodovias estaduais (35%) e federais (65%) que cortam o Paraná, dividido em seis lotes, deve ser leiloadas até o fim de 2021, já que os contratos com as atuais concessionárias terminam no dia 27 de novembro.

Transparência - “A primeira determinação do governador Carlos Massa Ratinho Junior é pela transparência. É isso que estamos fazendo ao debater a proposta com todo o Paraná. A isso se soma a redução de tarifas e o investimento em obras, que é o que a população paranaense quer e pede. E o debate não poderia começar em outro local que não fosse a Assembleia Legislativa, pela representatividade dos 54 deputados”, afirmou Sandro Alex.

Detalhes - Secretário Nacional de Transportes Terrestres, órgão vinculado ao Ministério da Infraestrutura, Marcello da Costa Vieira apresentou detalhes do projeto aos parlamentares. Destacou que as renovadas rodovias terão 3.327 quilômetros de extensão – um incremento de 834 quilômetros no atual traçado – e previsão de R$ 42 bilhões em investimentos, o novo projeto prevê mais obras, 1.700 quilômetros de rodovias duplicadas em até sete anos, e tarifas de pedágio consideravelmente mais baixas que as atuais.

Fase mais importante - “Estamos na fase mais importante da construção do modelo, que é dividir essa responsabilidade com a sociedade do Paraná. População que vai usar e pagar por esse pedágio pelos próximos 30 anos. As reuniões serão presenciais e virtuais. Cada proposta apresentada será respondida. E aquelas contribuições que tragam de fato melhorias à proposta acabarão incorporadas. É mais transparência e responsabilidade de todos os envolvidos”, destacou Costa Vieira.

Valores - De acordo com o projeto elaborado pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), agência pública do Brasil também ligada ao Ministério da Infraestrutura, os valores pagos pelos usuários serão de 25% a 67% menores que os praticados atualmente, dependendo da praça. Os descontos podem ser ainda maiores para os usuários mais frequentes e para aqueles que aderirem à cobrança automática – o pagamento eletrônico resultará em um valor 5% menor.

Validade - As novas concessões têm validade de 30 anos. O projeto de concessão é composto pelo chamado modelo híbrido, com menor tarifa de pedágio, seguido de maior valor de outorga. “A outorga não é para fins arrecadatórios, mas funcionará apenas como um critério de desempate. Essa nova modelagem é completamente diferente do que está em vigor e é motivo de reclamação há mais de 20 anos”, disse Natália Marcassa, secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura.

Valor justo - Ela ressaltou que as tarifas levadas a leilão terão um valor justo para remunerar os investimentos. Ainda será permitido um deságio tarifário e, caso haja empate, o critério de desempate será feito via outorga, como forma de garantia de que as empresas participantes terão condições de honrar com o contrato.

Novidades - “Teremos muitas novidades, com obras que vão impulsionar o setor produtivo do Paraná. Lembrando que essas obras terão de ser realizadas logo no início dos contratos e que até lá haverá um desconto de 40% no valor cobrado nas praças de pedágio”, afirmou Natália.

Projeto - Os novos traçados estão divididos em seis lotes, mas com desenhos diferentes do atual, já que incluem rodovias que não estavam contempladas até então, como a PR-323, no Noroeste, a PR-280, no Sudoeste, e a PR-092, no Norte Pioneiro.

Execução - Secretário Sandro Alex reforçou que as obras devem ser executadas em sua grande maioria nos sete primeiros anos do contrato. O pacote, lembrou ele, prevê a previsão de duplicação de 1.783 quilômetros (90% até o sétimo ano do acordo), a construção de 10 contornos urbanos, 253 quilômetros de faixa adicional nas rodovias já duplicadas e de 104 quilômetros de terceira faixa para apoio ao trânsito. A proposta contempla ainda sinal de wi-fi em todos os trechos de estradas, câmeras de monitoramento e iluminação em LED.

Erros do passado - “O nosso compromisso é que os paranaenses não vejam repetidos os erros do passado. É o maior modelo da América Latina. O projeto não está acabado, mas sim em construção com a sociedade. De qualquer forma, podemos assegurar que teremos tarifas mais baixas e obras. Obras com datas para começar e terminar”, afirmou o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística. “Ganharemos competitividade e teremos mais segurança nas rodovias. É um modelo em discussão que só tende a evoluir com esse apoio da sociedade”, acrescentou o chefe da Casa Civil, Guto Silva.

Lotes - Confira quais rodovias os seis lotes contemplam:

Lote 1: trechos das rodovias BR-277, BR-373, BR-376, BR-476, PR-418, PR-423 e PR-427, com extensão total de 473,01 km;

Lote 2: trechos das rodovias BR-153, BR-277, BR-369, BR-373, PR-092, PR-151, PR-239, PR-407, PR-508 e PR-855, com extensão total de 575,53 km;

Lote 3: trechos das rodovias BR-369, BR-376, PR-090, PR-170, PR-323 e PR-445, com extensão total de 561,97 km;

Lote 4: trechos das rodovias BR-272, BR-369, BR-376, PR-182, PR-272, PR-317, PR-323, PR-444, PR-862, PR-897 e PR-986, com extensão total de 627,98 km;

Lote 5: trechos das rodovias BR-158, BR-163, BR-369, BR-467 e PR-317, com extensão total de 429,85 km; e

Lote 6: trechos das rodovias BR-163, BR-277, R-158, PR-180, PR-182, PR-280 e PR-483, com extensão total de 659,33 km.

Presenças - Participaram do encontro o diretor-geral da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística, José Brustolin; o diretor de operações do DER-PR, Alexandre Fernandes; o coordenador de concessões e pedágios rodoviários do DER-PR, Guilherme Conte; a assessora técnica da Diretoria-Geral do DER-PR, Rejane Karam; e o diretor de planejamento da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Rafael Benini. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTOS: Jose Fernando Ogura / AEN

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INFRAESTRUTURA II: DER anuncia vencedora da licitação do pavimento de concreto da PRC-280

infraestrutura II 05 02 2021O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) publicou nesta quinta-feira (04/02) o nome da empresa vencedora da licitação da pavimentação em concreto da PRC-280, na região Sudoeste. A TCE Engenharia Ltda. foi a primeira classificada em uma disputa que envolveu outras cinco empresas, com valor final de R$ 106.890.000,00. O orçamento estipulado nos estudos de viabilidade era de R$ 120 milhões.

Recursos - A publicação abriu o período de cinco dias úteis para recursos e outros cinco dias úteis para contrarrazões aos recursos, caso algum seja interposto. Os passos seguintes, se não houver intercorrências, são a homologação, a assinatura de contrato e a ordem de início dos trabalhos. A licitação aconteceu na modalidade Regime Diferenciado de Contratações Integrado (RDCi), em que a mesma empresa fará o projeto executivo e a obra, com utilização de inovações tecnológicas.

Prazo de execução - O prazo para execução completa dos projetos e obra é de 450 dias (15 meses). Nos primeiros 90 dias deve ser elaborado o Projeto Básico. A execução da obra começa a partir das aprovações parciais dos projetos, que devem ocorrer a partir de 90 dias da Ordem de Serviço. Os recursos são do programa Avança Paraná, viabilizado a partir de um financiamento de R$ 1,6 bilhão junto a um consórcio de bancos.

Demanda - “A grande demanda do Sudoeste é infraestrutura. Revitalizar a PRC-280 é fundamental para o desenvolvimento da região porque essa é a principal artéria de escoamento da safra e dos produtos industrializados. Vamos reconstruir o trecho mais crítico, entre Palmas e o distrito de Horizonte, com concreto whitetopping. É um investimento alto, mas que vai resolver definitivamente o problema”, afirmou o chefe da Casa Civil, Guto Silva.

Critério técnico - Um dos critérios técnicos levados em consideração é a experiência das participantes com a metodologia Building Information Modeling (BIM) – ou Modelagem da Informação da Construção – para a elaboração dos projetos e acompanhamento da obra. Isso atende a Estratégia Estadual BIM, determinada pelo decreto estadual número 3.080/19. O anteprojeto da restauração do pavimento já foi modelado utilizando a metodologia e será entregue à empresa vencedora.

Metodologia - Com a metodologia BIM, o modelo de cada obra é construído virtualmente, seguindo de forma rigorosa o que será aplicado no empreendimento real. As antigas plantas e planilhas dão lugar a um sistema que inclui informações em tempo real, como o planejamento da obra, detalhamento dos materiais, custos quantificados e documentação, tudo isso vinculado ao modelo, o que torna o processo mais transparente e facilita a fiscalização.

Importância - “A rodovia PRC-280 é um dos mais importantes corredores de transporte paranaense e realizar todas as obras que ela necessita é uma das prioridades do governador Carlos Massa Ratinho Junior. Estamos apostando em whitetopping e um modelo mais transparente de execução. É uma modelagem para o que planejamos para o futuro das obras no Paraná”, acrescentou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

Obra - A obra na PRC-280 acontecerá entre o município de Palmas e o entroncamento com a BR-153. Todo esse trecho será restaurado com pavimento rígido em concreto, dentro da primeira intervenção em rodovia estadual nesses moldes na história do Estado. A técnica, conhecida como whitetopping, deve ser aplicada nos 59,55 quilômetros do trecho, do quilômetro 70,8 ao 130,35, e garante vida útil de pelo menos 20 anos.

Reparos - Pela técnica, o pavimento atual receberá serviços de reparos e correção do nível, sendo aproveitado como base para o pavimento de concreto. Serão executadas placas de concreto de 22 centímetros de espessura, restaurando completamente a pista, que será alargada em 40 centímetros de cada lado. Os acostamentos também vão receber o pavimento de concreto, mas passarão por reciclagem de sub-base primeiro. A obra prevê ainda a adequação dos dispositivos de drenagem, da sinalização horizontal e vertical, e de elementos de segurança.

Qualidade - “A restauração em whitetopping garante uma pista em excelentes condições e custará menos do que uma restauração do pavimento asfáltico, que exigiria reparos em toda a base. Outra grande vantagem é que o pavimento de concreto tem uma vida útil muito maior e exige menos serviços de conservação”, explicou o diretor-geral do DER-PR, Fernando Furiatti. “Esta obra poderá servir de exemplo para iniciativas semelhantes no futuro”.

PRC-280 - A PRC-280 é a principal via de ligação entre as regiões Oeste, Sudoeste e a Capital. Considerada o corredor do Sudoeste, é uma rota utilizada para escoamento de produção agrícola, da indústria madeireira e de celulose. De acordo com estudo de tráfego, passam no trecho, diariamente, 1.826 veículos pesados (ônibus, caminhões, reboques), além de veículos de passeio. A maior parte da obra se concentrará no perímetro de Palmas, município com mais de 50 mil habitantes.

Licitação - O DER-PR também publicou uma licitação para obras de ampliação da capacidade de dois trechos da PRC-280. A obra consiste na implantação de terceiras faixas em dois trechos: entre o quilômetro zero (divisa do Paraná com Santa Catarina) e o km 5,9 (em União da Vitória); e entre o km 130,3 (no acesso a Palmas) e o km 254,9 (no entroncamento que dá acesso a Marmeleiro). (Agência de Notícias do Paraná)

 

BALANÇA COMERCIAL: Comércio pelos portos do Paraná tem saldo positivo de US$ 6,52 bilhões

balanca comercial 05 02 2021As exportações pelos portos do Paraná em 2020 superaram as importações em 60,65%. O saldo positivo na balança comercial foi de US$ 6,52 bilhões. A receita gerada pelos produtos embarcados pelos terminais paranaenses somou US $17,27 bilhões. Em mercadorias que chegaram ao país por Paranaguá e Antonina, foram US $10,75 bilhões.

Equilíbrio da economia - “Esse superávit pelo comércio gerado através dos portos de Paranaguá e Antonina é fundamental para o equilíbrio da economia nacional e gera lucros, não apenas para o país, mas também para o Estado e as cidades do Litoral”, destaca o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Agronegócio - Mais de 90% das exportações foram de produtos do agronegócio. “A atividade sustentou a economia do país e impediu que os impactos da pandemia fossem ainda maiores. O agro cria um ciclo virtuoso, gerando empregos no campo, no transporte, na armazenagem e na atividade portuária”, lembra Garcia. “Até mesmo as importações são impactadas pela produção rural, já que o principal produto que vem de fora é fertilizante”, completa.

Produtos - A movimentação geral dos portos do Paraná em 2020 foi de 57,34 milhões de toneladas - 8% a mais que em 2019, com 53,2 milhões. Nessa nova marca histórica, as exportações somaram 36,33 milhões de toneladas, ou seja, 63,36% do total. Já as importações, representaram 36,64% da movimentação total, somando 21 milhões de toneladas.

Soja - De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Economia (ComexStat), o produto que mais gerou receita, nas exportações do Porto de Paranaguá, foi a soja: quase US$ 5,12 bilhões. Do produto, foram 14,26 milhões exportadas pelo porto paranaense.

Adubos - Já entre as importações, os grupos de mercadorias de maior valor que chegaram ao Brasil pelos portos de Paranaguá e Antonina foram os adubos, que somaram US$ 2,46 bilhões; os derivados de petróleo (US$ 1,27 bilhão); e reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (US$ 1,17 bilhão).

Participação - Ainda segundo os dados do Ministério da Economia, as exportações brasileiras geraram receita de quase US$ 209,82 bilhões. A receita gerada pelas exportações pelos portos paranaenses é a terceira maior do país, entre 74 portos e aeroportos, e responde por 8,23% do total.

Importações - Já as importações brasileiras somaram US$ 158,93 bilhões. Também nesse sentido, os portos do Paraná estão na terceira posição, entre 94 portos e aeroportos de entrada, e respondem por 6,76% do total.

Maiores receitas - Confira os dez produtos que mais geraram receita, entre as exportações pelos portos do Paraná:

Soja

US$ 5.118.068.216

Frango

US$ 2.349.099.340

Farelo de Soja

US$ 1.934.199.450

Açúcar

US$ 1.346.885.271

Carne bovina

US$ 1.297.583.446

Óleo de soja

US$ 507.561.715

Automóveis

US$ 482.292.092

Milho

US$ 453.140.321

Celulose

US$ 433.468.278

Papel

US$ 210.746.879

Fonte: ComexStat

(Agência de Notícias do Paraná)

 

GUEDES: Novo auxílio emergencial só viria com calamidade pública

guedes 05 02 2021Uma eventual nova rodada do auxílio emergencial deve estar dentro do orçamento e ser acionada apenas em caso de nova calamidade pública, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele reuniu-se nesta quinta-feira (04/02) à noite com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Abrangência - Segundo o ministro, a extensão do auxílio seria mais “focalizada” e atenderia 32 milhões de brasileiros, pouco menos da metade dos 67,9 milhões de pessoas que receberam o benefício em 2020.

Nova versão - Para chegar à estimativa de 32 milhões de pessoas, Guedes explicou que uma nova versão do auxílio emergencial não abrangeria os inscritos no Bolsa Família e se concentraria apenas na população não atendida por nenhum programa social. O ministro ressaltou que a recriação do auxílio deverá ter previsões de recursos no orçamento, com o remanejamento de outras despesas e com a ativação do estado de calamidade.

Possível - “É possível. Nós temos como orçamentar isso, desde que seja dentro de um novo marco fiscal. Se o Congresso aciona o estado de calamidade, temos condição de reagir rapidamente. Mas é muito importante que seja dentro de um quadro de recuperação das finanças. Estamos preparados para fazer as coisas dentro das proporções”, declarou Guedes.

Preocupação - Ao lado de Guedes na saída da reunião, Pacheco disse que foi ao Ministério da Economia expressar “formalmente” à equipe econômica a preocupação dos parlamentares com o fim do auxílio emergencial. “A pandemia continua, e agora eu vim ao ministro da Economia externar o que é uma preocupação do Congresso Nacional”, disse.

Antecipação - Ao comentar que a retomada do auxílio emergencial é importante, Pacheco disse ter se antecipado à reunião do colégio de líderes, ao discutir a questão com Guedes. O senador, no entanto, ressaltou que a recriação do benefício deve ser discutida observando as regras fiscais. “Obviamente com cautela, com prudência, com observância de critérios, para evitar que as coisas piorem”, afirmou.

Reformas - Sobre o cronograma de votação das reformas econômicas, o presidente do Senado reiterou que pretende concluir a reforma tributária em 2021, aproveitando as propostas em tramitação no Congresso, sem impor um novo texto. O Ministério da Economia poderá contribuir com sugestões na comissão especial.

Outras prioridades - Além da reforma tributária, Pacheco listou, como prioridades, as propostas de emenda à Constituição (PECs) do pacto federativo, emergencial e da desvinculação dos fundos públicos. A cláusula de calamidade, que permitiria a recriação do auxílio emergencia, seria incluída na primeira PEC, do pacto federativo, sendo acionada pelo Congresso e discutida no Conselho Fiscal da República que seria criado pela proposta.

Encontro - Marcado para o fim da tarde dessa quinta-feira, o encontro entre Pacheco e Guedes ocorreu no fim da noite. Por causa da sessão no Senado, que se estendeu além do horário previsto, o encontro atrasou três horas. (Agência Brasil)

FOTO: Edu Andrade / Secom / ME

 

ECONOMIA I: Paraná foi o estado que mais gerou empregos nos pequenos negócios em 2020

economia 05 02 2021O Paraná foi o estado brasileiro que mais gerou empregos entre os pequenos negócios do Brasil em 2020, segundo um estudo do Sebrae Nacional a partir de dados do Cadastro Geral de Empregos e Desempregos (Caged), do Ministério da Economia. O saldo foi de 38.272 novas vagas, 72,6% do total de 52.670 empregos gerados no ano passado.

Diferença - A diferença foi de quase 3 mil vagas a mais em relação ao segundo colocado, Minas Gerais, com 35.885, e de mais 10 mil na comparação com Santa Catarina (27.122) em números absolutos. O resultado positivo veio mesmo com a diminuição no número de vagas no mês de dezembro, que totalizou saldo negativo de 3.437 postos de trabalho.

Divisão - Segundo o Sebrae, os 52.670 empregos gerados em 2020 no Paraná estão divididos em 38.727 vagas criadas a partir das micro e pequenas empresas (MPE), com até 99 funcionários, e 14.414 pelas médias e grandes empresas (MGE), com mais de 100 empregados. A administração pública teve saldo negativo de 113, no ano de 2020.

Recuperação - De acordo com o Sebrae, a geração de empregos nos pequenos negócios sofreu uma queda com a pandemia, mas começou a se recuperar especialmente com a retomada da economia no segundo semestre. Até setembro o saldo em 2020 no estado era negativo, mas, com os bons números de outubro e novembro, as MPE se recuperaram e puxaram o saldo positivo total no Estado em 2020.

Parcela - “A geração de vagas em MPE correspondeu a 72,6% do total de empregos no Paraná, em 2020. É a prova da capacidade dos empreendedores de micro e pequenas empresas que, mesmo diante da crise, buscaram formas de adaptar, criar e inovar para enfrentar o cenário da pandemia”, destacou Vitor Roberto Tioqueta, diretor-superintendente do Sebrae/PR.

Empenho - Segundo Suelen Glinski, chefe do Departamento do Trabalho e Estímulo à Geração de Renda da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, parte dessa conquista se deve ao empenho da administração estadual e do trabalho do Sebrae no estímulo a essas contratações. “As micro e pequenas empresas foram fundamentais nesse movimento de retomada após a chegada do coronavírus. O que também mostra que o paranaense teve que se reinventar ao longo desse período”, afirmou.

Cartão Futuro - Ela também citou o lançamento do Cartão Futuro, estimulando a contratação de jovens aprendizes e a manutenção de 15 mil já contratados, no final de 2020, e a intenção de transformar as Agências do Trabalhador em Agências de Trabalho e Empreendedorismo para atender o trabalhador com perfil empreendedor com acesso a microcrédito produtivo e orientação e capacitação com apoio do Sistema S. “Estamos de olho no futuro dessa retomada econômica e queremos avançar ainda mais”, acrescentou.

Brasil - Os pequenos negócios se recuperaram e fecharam o ano com a geração de 293,2 mil novos empregos no País. Já as MGEs foram na contramão, extinguindo 193,6 mil postos de trabalho. No cálculo geral, as pequenas empresas foram as grandes responsáveis pelo saldo final de 142,7 mil empregos gerados no país durante o ano, considerando empresas de todos os portes.

Comércio - Em dezembro de 2020, foram as MPE do comércio que puxaram a geração de empregos, criando cerca de 48 mil novos postos de trabalho no País e foram seguidas pelas MPE do setor de serviços, com a geração de 16,4 mil vagas.

Empregos no Paraná - O Paraná abriu 52.670 vagas de emprego em 2020, mesmo em um ano marcado pela pandemia. Esse foi o segundo melhor resultado do País, com apenas 380 contratações a menos do que Santa Catarina. Ele é superior ao saldo positivo de todos os estados do Nordeste e do Centro-Oeste. O Paraná foi responsável por 36,9% do resultado nacional no ano passado, que foi de 142.690 novas vagas.

Saldo - O saldo de empregos do ano passado foi superior inclusive a 2019, que fechou em 51.441 vagas abertas. Foi o melhor indicador do Paraná nos últimos sete anos.

Evolução mensal - Na evolução mensal, foram oito meses com saldo positivo, sendo seis consecutivos após o primeiro impacto da pandemia, entre março e maio. Os meses com registros de alta foram janeiro (18.111), fevereiro (28.729), junho (1.959), julho (14.212), agosto (16.557), setembro (19.909), outubro (32.564) e novembro (28.940).

Setores - Os setores que mais se destacaram no acumulado do ano de 2020 foram indústria de transformação (25.880), seguido de construção civil (14.855), comércio (7.967), agricultura (1.657) e serviços (629). Além disso, apenas um setor apresentou resultado negativo no acumulado do ano: serviços industriais de utilidade pública (-79). (Agência de Notícias do Paraná)

 

ECONOMIA II: Poupança tem retirada recorde de recursos em janeiro

economia II 05 02 2021Depois da captação recorde de recursos em 2020, a aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros iniciou 2021 com forte retirada. Em janeiro, os investidores retiraram R$ 18,15 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança, informou nesta quinta-feira (04/02) o Banco Central (BC).

Resultado - O resultado é o maior registrado para todos os meses desde o início da série histórica, em 1995. Em janeiro do ano passado, os brasileiros tinham sacado R$ 12,36 bilhões a mais do que tinham depositado.

Primeiro mês - Tradicionalmente, o primeiro mês do ano é marcado por retiradas expressivas de recursos da caderneta de poupança. O pagamento de impostos e despesas como material escolar e parcelamentos das compras de Natal impactam as contas dos brasileiros no início de cada ano.

Ano passado - No ano passado, a poupança tinha captado R$ 166,31 bilhões em recursos, o maior valor anual da série histórica. O pagamento do auxílio emergencial e as instabilidades no mercado de títulos públicos nas fases mais agudas da pandemia de covid-19 atraíram o interesse na poupança, mesmo com a aplicação rendendo menos que a inflação.

Rendimento - Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança rendeu apenas 1,97% nos 12 meses terminados em janeiro, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado prévia da inflação, atingiu 4,23%. O IPCA cheio de janeiro será divulgado na próxima terça-feira (09/02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fatores - A perda de rendimento da poupança está atrelada a dois fatores. O primeiro foram as recentes reduções da taxa Selic (juros básicos da economia) para o menor nível da história. Atualmente a taxa está em 2% ao ano. O segundo foi a alta nos preços dos alimentos, que impactou a inflação no segundo semestre do ano passado.

Projeção - Para este ano, o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 3,53% pelo IPCA. Com a atual fórmula, a poupança renderá 1,4% este ano, caso a Selic de 2% ao ano fique em vigor durante todo o ano. O rendimento pode ser um pouco maior caso o Banco Central aumente a taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

CÂMBIO: Dólar encosta em R$ 5,45 após resultados da economia americana

cambio 05 02 2021A divulgação de dados que mostram a recuperação da economia norte-americana impulsionou o dólar. Em alta pelo segundo dia seguido, a moeda aproximou-se de R$ 5,45, depois de cair pela manhã. A bolsa de valores interrompeu uma sequência de três altas seguidas e fechou em queda.

Cotação - O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (04/02) vendido a R$ 5,449, com alta de R$ 0,079 (+1,43%). A cotação operou próxima da estabilidade durante a manhã, chegando a cair para R$ 5,35 na mínima do dia, por volta das 10h20. A divisa, no entanto, passou a subir após a divulgação de que o número de americanos que pediram seguro-desemprego ficou menor que o esperado.

Recuperação - A reação do emprego indica que a economia norte-americana está se recuperando mais rápido que o esperado. Isso aumenta a possibilidade de que o Federal Reserve (Banco Central norte-americano) pode subir os juros da maior economia do planeta antes do previsto, o que impulsiona a cotação do dólar em todo o planeta.

Ações - No mercado de ações, o dia foi marcado por ajustes. O índice Ibovespa, da B3, fechou a quinta-feira aos 119.205 pontos, com recuo de 0,33%. O indicador chegou a superar os 120 mil pontos durante a manhã, mas não sustentou a alta durante a tarde. Além do cenário externo, o mercado foi influenciado por um movimento de realização de lucros, quando investidores vendem ações para embolsar ganhos recentes. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

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CONGRESSO NACIONAL I: Aprovada MP sobre redução de tarifas de energia e exploração privada de usina

congresso I 05 02 2021O Senado aprovou nesta quinta-feira (04/02) a medida provisória que remaneja recursos no setor elétrico para permitir a redução de tarifas de energia. A MP 998/2020 foi aprovada na forma de um projeto de lei de conversão que veio da Câmara dos Deputados (PLV 42/2020) e segue para sanção do presidente da República. Essa medida provisória perderia a validade se não fosse votada até o dia 9 de fevereiro.

Votação - Acompanhada pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, a votação do projeto ocorreu na primeira sessão deliberativa do Senado em 2021, que aconteceu após a eleição, na segunda-feira (01/02), do novo presidente da Casa, o senador Rodrigo Pacheco, e a retomada dos trabalhos legislativos, ocorrida depois do recesso constitucional do Congresso.

CDE - A MP transfere para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), entre 2021 e 2025, 30% dos recursos que as concessionárias de energia elétrica são obrigadas a aplicar em programas de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e de eficiência energética. Verbas para projetos contratados ou iniciados serão preservadas. Concessionárias e permissionárias do serviço público de distribuição de energia elétrica também poderão aplicar recursos de pesquisa e desenvolvimento em tecnologias para armazenamento de energias limpas.

Direcionamento - Atualmente, há R$ 3,4 bilhões não utilizados em projetos de P&D e eficiência energética, que poderão ser direcionados para a CDE a fim de diminuir potenciais aumentos tarifários por causa dos efeitos da pandemia. Devido à queda do consumo de energia, as distribuidoras de energia fizeram empréstimos de R$ 15,3 bilhões para compensar as perdas de receita.

Alterações - Aprovado em dezembro de 2020 na Câmara, o texto original dessa MP sofreu várias alterações do relator naquela Casa, o deputado federal Léo Moraes (Podemos-RO). O senador Marcos Rogério (DEM-RO), relator da matéria no Senado, manteve o texto aprovado na Câmara.

Desoneração da tarifa - Marcos Rogério destacou que a MP 998/2020 contém medidas que desoneram as tarifas de consumidores de energia elétrica de todo o Brasil; mantém a preocupação com a não oneração de tarifas de consumidores localizados na Região Norte, atendidos por distribuidoras que eram da Eletrobras e que foram privatizadas; retira da Eletrobras a competência de administração de bens e instalações usados na prestação do serviço de energia elétrica e que foram encampados e desapropriados com recursos da Reserva Global de Reversão (RGR), considerando que essa atividade não deve caber a uma sociedade de economia mista, ainda que atue no mesmo setor; permite a repactuação do modelo de contratação e do preço da energia elétrica a ser gerada pela usina de Angra 3; torna mais isonômica a alocação dos custos associados à contratação de empreendimentos que garantam a confiabilidade do sistema elétrico; disciplina o desligamento de consumidores da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE); e reorganiza, em termos societários, as estatais do setor nuclear — Nuclep (Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A) e Indústrias Nucleares do Brasil S/A (INB).

Consumidor - “Essa MP se volta sobretudo ao consumidor de energia do Brasil. O governo acolheu nessa MP boa parte do que já trabalhamos em outros projetos”, disse Marcos Rogério, referindo-se ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 232/2016, que aguarda interposição de recurso no Plenário.

Mercado livre - De acordo com o senador, o projeto em questão abre caminho para um mercado livre de energia, com a possibilidade de portabilidade da conta de luz entre diferentes distribuidoras. O substitutivo de Marcos Rogério havia sido aprovado em março de 2020 pela Comissão de Infraestrutura do Senado (CI).

Emendas e discussão - Marcos Rogério acolheu quatro emendas de redação, no intuito, segundo ele, de melhor esclarecer a aplicação da matéria, que busca alcançar não apenas projetos contratados, mas também projetos já iniciados. A alteração, ressaltou o relator, contou com a concordância do Ministério das Minas e Energia. No total, foram apresentadas 205 emendas à MP, sendo 21 emendas no Senado.

Sugestão - O relator acatou ainda sugestão do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), na forma de emenda de redação, que busca salvaguardar o interesse do consumidor final dos custos da energia termonuclear. “Esta [a usina de Angra 3] é uma opção política do governo que tem um custo altíssimo de R$ 15 bilhões”, destacou Alessandro Vieira.

Preço - A emenda acatada estabelece que o preço da energia gerada por Angra 3 será resultante de estudos técnicos, considerando a viabilidade do empreendimento e o financiamento do mercado, observados os princípios de modicidade e viabilidade tarifária.

Destaques rejeitados - O relator, porém, rejeitou três destaques apresentados em Plenário. “Aceitar essas emendas importaria invadir o mérito da matéria. O texto teria que voltar à Câmara e não haveria tempo para sua aprovação e sanção presidencial”, argumentou Marcos Rogério, ao lembrar que o texto da MP expiraria em 9 de fevereiro.

Majorado - A senadora Rose de Freitas (MDB-ES), autora de um dos destaques rejeitados, ressaltou que a MP permite que o preço a ser pago pela energia elétrica de Angra 3, quando ela começar a operar, seja majorado. “O governo vai jogar a conta bilionária da construção de Angra 3 sobre o consumidor”, alertou ela.

Argumento - Ao justificar a rejeição dos destaques, Marcos Rogério argumentou que, “se Angra parar neste momento, será um prejuízo bilionário; se concluir, será um desafio de investimentos bilionários”. A MP, destacou, usa recursos de pesquisa e desenvolvimento não contratados para diminuir a conta de luz. “O desejo de aperfeiçoar o texto pode ir contra o consumidor”, afirmou.  

Crítica - O senador Jean Paul Prates (PT-RN) disse que a MP é um conjunto de emendas legislativas, uma "colcha de retalhos, com temas diversos que não conversam um com o outro, uma lista de problemas de urgências, com um monte de coisas desconexas”. Ele declarou ainda que “os aumentos já ocorreram e está se tirando recursos da ciência e tecnologia; já houve socorro para o setor elétrico, várias empresas já foram privatizadas”.

Proposta - Outro destaque rejeitado, de autoria do senador Paulo Rocha (PT-PA), propunha que os recursos da Reserva Global de Reversão fossem utilizados para abater o custo da depreciação dos investimentos realizados para a distribuição de energia elétrica no Pará.

Subsídios - Quando foi editada, em setembro do ano passado, essa medida provisória encerrou os subsídios do governo à produção de energia solar, eólica e de biomassa. Mas, pelo projeto de lei de conversão (PLV), a ajuda dos subsídios será estendida por 12 meses após a promulgação da respectiva lei. O texto aprovado pelo Congresso também permite incentivo à geração de energia a partir de fontes renováveis em prédios públicos que utilizem recursos de eficiência energética.

Dispositivos - Os parlamentares adicionaram dispositivos ao texto para estimular a competição nos leilões de geração de energia. Também incluíram mais setores a serem beneficiados por investimentos em eficiência energética — algo que, inicialmente, era restrito à indústria.

Compensação - Adicionalmente, o PLV garante compensação a usinas leiloadas entre 2015 e 2017 que sofreram impacto na geração de energia por conta do período de seca — o chamado risco hidrológico. O dispositivo atende a reivindicações da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), de acordo com o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). A compensação será feita pela extensão do prazo das concessões.

Região Norte - O projeto de lei conversão concede prazo de cinco anos às distribuidoras da Região Norte para aplicação de parâmetros de eficiência na gestão econômica e financeira, sem que sejam alterados parâmetros relacionados à qualidade do serviço prestado. O objetivo é mitigar efeitos econômicos em concessões que encontraram dificuldades em atender aos parâmetros dos contratos em razão dos efeitos da crise provocada pela covid-19.

Pagamento - Os consumidores dos estados do Norte não precisarão mais pagar pelos empréstimos fornecidos às distribuidoras na época em que elas estavam sob controle temporário da União, que precedeu a privatização. Os empréstimos foram bancados pela Reserva Global de Reversão (RGR), um encargo cobrado na conta de luz.

Financiamento - A RGR também financiará o valor dos bens das distribuidoras ainda não reconhecidos pela Aneel, evitando que o custo recaia sobre o consumidor.

Critério alterado - O texto prevê mudança no critério de recolhimento do encargo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que passará a ser regional. A medida permitirá que os consumidores do Acre e de Rondônia tenham a mesma cobrança que os demais consumidores da região Norte (atualmente, eles contribuem como se estivessem nas regiões Sudeste e Centro-Oeste).

Angra 3 - Além disso, o texto aprovado no Congresso permite a criação de adicional tarifário para arcar com os custos relacionados ao contrato de comercialização de energia elétrica de Angra 3. Determina ainda que a outorga de autorização para a exploração da usina nuclear seja de competência exclusiva de uma empresa estatal, eliminando espaço para interpretações divergentes. Também permite, em caso de privatização, que seja outorgada nova concessão para contratos prorrogados.

Construção - Angra 3 está sendo construída na praia de Itaorna, em Angra dos Reis (RJ). Segundo dados do governo divulgados em julho, a usina está com 67,1% das obras civis já executadas.

Ações - O texto também determina a transferência para a União de todas as ações da Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e da Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep), inclusive as que estão nas mãos da iniciativa privada. As duas estatais, que hoje atuam como sociedades de economia mista, serão transformadas em empresas públicas vinculadas ao Ministério de Minas e Energia.

Atuação - A INB atua em mineração e beneficiamento de urânio. A Nuclep atua no desenvolvimento, na fabricação e na comercialização de equipamentos pesados para o setor nuclear.

Aneel - Na terça-feira (02/02), a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que adiou a aprovação do orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para 2021, após receber a informação do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de que ele pautaria para a votação da medida provisória para esta semana.

Cota provisória - Também na terça, a agência reguladora aprovou a cota provisória da CDE para fevereiro, no valor de R$ 1,903 bilhão. A cota de janeiro, de R$ 1,976 bilhão, já tinha sido estabelecida.

Procedimentos - A Aneel ainda alterou módulos dos procedimentos de regulação tarifária, para permitir o pagamento dos empréstimos da Conta-Covid. O custo da operação financeira de R$15,3 bilhões, contratada no ano passado para dar liquidez ao setor elétrico, será incluído nos processos tarifários das distribuidoras aprovados a partir deste mês.

Orçamento - O orçamento proposto para a CDE em 2021, em processo de consulta pública, é da ordem de R$ 24 bilhões. Desse total, R$ 19,8 bilhões serão pagos pelos consumidores na conta de energia elétrica, por meio de cotas da CDE.

Cálculo - O cálculo da conta aguarda agora a sanção da lei resultante do PLV 42/2020, já que itens do texto alteram o valor de receitas e despesas — e o peso delas nas tarifas. (Agência Senado, com informações da Agência Câmara)

FOTO: Jefferson Rudy / Agência Senado

 

CONGRESSO NACIONAL II: Reforma tributária será aprovada até outubro, prevê Rodrigo Pacheco

congresso nacional II 05 02 2021A reforma tributária deve ser aprovada entre agosto e outubro deste ano nas duas Casas do Congresso Nacional. A previsão é do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que promoveu um café da manhã nesta quinta-feira (04/02) para discutir o assunto com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Também participaram do encontro o presidente e o relator da comissão mista que analisa a reforma tributária, senador Roberto Rocha (PSDB-MA) e deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

Prioridade - Segundo Pacheco, a reforma tributária “é uma prioridade para o país”. Ele confirmou a continuidade dos trabalhos da comissão mista criada no ano passado para discutir o assunto. O colegiado deve aprovar um parecer ainda neste mês. Depois disso, os presidentes das duas Casas vão definir se a proposta começa a tramitar pelo Senado ou pela Câmara.

Parecer - “A comissão concluirá seu trabalho até o final de fevereiro, com a apresentação do parecer do deputado Aguinaldo Ribeiro, ouvindo os demais membros, que poderão sugerir acréscimos, supressões e críticas ao parecer. Na sequência, a reforma tributária se iniciará por uma das casas legislativas. É um amadurecimento que vamos fazer com o presidente Arthur Lira. Temos uma previsão de que em seis a oito meses nós possamos ter concluído a reforma tributária tanto no Senado quanto na Câmara”, disse Pacheco.

Trabalho conjunto - Arthur Lira disse que as duas Casas “vão trabalhar juntas” para que a reforma tributária seja entregue em uma “cronologia determinada”. Ele afirmou ainda que não vai haver “disputa por centralismo” entre deputados e senadores durante a apreciação da matéria pelo Congresso.

Protagonismo - “Não vai haver briga por protagonismo com relação a essa reforma. As duas Casas vão trabalhar juntas e unidas, para que a reforma tenha um andamento com cronologia determinada, espaço certo e discussões claras e transparentes. Ela tem que andar constitucionalmente nas duas Casas. Pouco importa se começará em uma e findará em outra. Não há essa preocupação. Nossa preocupação é que as duas Casas entreguem essa reforma ao Brasil. O importante é que ela comece e ela finde”, afirmou Lira.

Procedimentos - Segundo Rodrigo Pacheco, não se discutiu o mérito da proposta durante o café da manhã. Apenas os procedimentos para fazer a mudança na cobrança de tributos ser aprovada “da melhora forma possível” pelo Parlamento.

Cronograma - “Não foi uma conversa sobre o conteúdo da reforma. Mas nos impõe o estabelecimento de um cronograma para fazê-lo cumprir da melhora forma possível, porque é o que o mercado e a sociedade esperam de nós. Uma reforma tributária que seja a mais justa possível e que entregue ao país um sistema de arrecadação mais simplificado, menos burocratizado, com mais justiça social e não inibindo o setor produtivo do Brasil”, afirmou.

Comissão - A comissão mista da reforma tributária foi criada em fevereiro de 2020 pelos então presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia. O colegiado formado por 25 senadores e 25 deputados teria 45 dias para “consolidar o texto” da mudança constitucional sobre a mudança na cobrança de tributos.

Propostas - Os parlamentares discutem duas propostas de emenda à Constituição: a PEC 45/2019 e a PEC 110/2019. A principal convergência é a extinção de tributos que incidem sobre bens e serviços. Eles seriam substituídos por um só imposto sobre valor agregado. A PEC 45/2019 extingue cinco tributos: três de competência da União (IPI, PIS e Cofins) e dois de estados e municípios (ICMS e ISS). Além desses, a PEC 110/2019 acaba com outros quatro impostos federais (IOF, salário-educação, Cide-combustíveis e Pasep).

Auxílio emergencial - De acordo os presidentes do Senado e da Câmara, as duas Casas devem “tratar com rapidez” temas como a reforma administrativa e as PECs Emergencial (PEC 186/2019), dos Fundos (PEC 187/2019) e do Pacto Federativo (PEC 188/2019). Rodrigo Pacheco também destacou a importância de prorrogação do auxílio emergencial pago a brasileiros vulneráveis por conta pandemia de coronavírus. Ele anunciou que deve se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para discutir o assunto.

Compatibilização - “Vamos começar a discutir efetivamente a compatibilização da necessidade de ter assistência social com responsabilidade fiscal. Obviamente temos que discutir com a equipe econômica do governo federal para entendermos os fundamentos econômicos e as possibilidades que se têm. Mas temos o absoluto compromisso de entregar à sociedade, especialmente a essa camada mais vulnerável em decorrência da pandemia, algum programa social que possa socorrê-la”, afirmou.

CMO - Rodrigo Pacheco anunciou ainda que a Comissão Mista de Orçamento (CMO) deve ser instalada na próxima terça-feira (09/02), se houver acordo entre os líderes partidários nas duas Casas. A Lei Orçamentária Anual (LOA) deveria ter sido aprovada em dezembro do ano passado. Mas um impasse político travou os trabalhos da CMO, que sequer chegou a ser instalada em 2020. (Agência Senado)

FOTO: Marcos Brandão / Senado Federal

 

CONGRESSO NACIONAL III: Comissão Mista de Orçamento pode ser instalada na próxima terça-feira

congresso III 05 02 2021A Comissão Mista de Orçamento (CMO) poderá ser instalada na terça-feira (09/02), disse o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG). A ideia é acelerar a análise da proposta do Poder Executivo para o Orçamento de 2021.

Alinhamento - “Há uma previsão, já alinhada, de que seja instalada na próxima terça-feira”, afirmou o presidente do Senado nesta quinta-feira (04/02). “Obviamente que isso depende dos líderes partidários, mas temos pressa”, continuou.

Urgente - Pacheco reuniu-se pela manhã com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que apoia a aprovação urgente do texto do Executivo. A medida está na lista das prioridades entregue pelo governo ao Congresso.

Dezembro - Pela Constituição, o texto (PLN 28/20) deveria ter sido aprovado em dezembro. Um impasse político impediu em 2020 a instalação da CMO, colegiado formado por deputados e senadores que faz a análise inicial da proposta orçamentária.

Rito sumário - O Congresso adotou rito sumário para temas orçamentários durante o estado de calamidade pública em razão da Covid-19. Embora houvesse a possibilidade de votar a proposta orçamentária sem parecer da CMO, isso não aconteceu.

LDO - Deputados aprovaram apenas a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a fim de evitar a paralisia da máquina pública já em janeiro. Na ausência de Orçamento aprovado, a LDO autoriza o pagamento de despesas urgentes.

Insuficiente - Mas a LDO não é suficiente diante da falta de recursos para parte das despesas obrigatórias neste ano. Sem Orçamento aprovado, começará a faltar dinheiro para o Fundeb, benefícios previdenciários e salários de militares e civis.

Composição - A CMO é composta por 40 titulares (30 deputados e 10 senadores), com igual número de suplentes. O cálculo para preenchimento das vagas é considera o tamanho dos blocos parlamentares e das legendas em cada uma das Casas.

Disputa - Em 2020 houve disputa pela presidência, reservada à Câmara pelas regras. Um grupo apoiou Elmar Nascimento (DEM-BA); outro, Flávia Arruda (PL-DF). Na época líder do PP na Câmara, Lira questionou a proporcionalidade das vagas.

Indicação - Em outubro, os líderes partidários da Câmara e do Senado indicaram nomes para a CMO. Caso o colegiado seja instalado, esses parlamentares cumprirão mandato até 30 de março. Pelas regras, ficam impedidos no período seguinte. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

 

CONGRESSO NACIONAL IV: Confira a lista de prioridades do governo na Câmara e no Senado

congresso IV 05 02 2021O presidente Jair Bolsonaro entregou na quarta-feira (03/02) aos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), uma lista de iniciativas legislativas prioritárias para o governo.

Câmara - Na Câmara, estão em tramitação 19 propostas. São elas:

PEC 45/19 - Reforma tributária: simplifica o sistema tributário nacional pela unificação de tributos sobre o consumo;

PEC 32/20 - Reforma administrativa: altera dispositivos sobre servidores e empregados públicos e modifica a organização da administração pública;

PLP 19/19 - Autonomia do Banco Central: define mandatos fixos de quatro anos para os diretores e regras para nomeação e demissão;

PL 191/20 - Mineração em terras indígenas: regulamenta a exploração de recursos minerais, hídricos e orgânicos em reservas;

PL 2633/20 - Regularização fundiária: estabelece critérios para a legalização de imóveis da União, incluindo assentamentos;

PL 2646/20 - Debêntures: cria instrumento para financiar projetos de infraestrutura e de produção intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação;

PL 3780/20 - Aumento de pena em caso de abuso de menores cometido por sacerdotes, profissionais de saúde e ensino ou pessoa com confiança da vítima;

PL 3877/20 - Depósitos voluntários: autoriza o Banco Central (BC) a receber depósitos voluntários remunerados das instituições financeiras;

PL 4476/20, antigo PL 6407/13 - Lei do Gás: prevê autorização, em vez de concessão, para transporte de gás natural e estocagem em jazidas esgotadas;

PL 5518/20 - Concessões florestais: confere maior celeridade ao processo licitatório, flexibilidade aos contratos e atratividade ao modelo de negócio;

PL 2401/19 - Homeschooling: regulamenta a educação domiciliar no Brasil e exige formalização da escolha dos pais junto ao Ministério da Educação. Na lista do governo é citado o PL 1776/15, que transforma pedofilia em crime hediondo;

PL 5387/19 - Marco legal do mercado de câmbio: autoriza bancos a investir no exterior recursos captados no País e facilita o uso do real em transações internacionais;

PL 5877/19 - Privatização da Eletrobras, de forma que a União fique com menos de 50% das ações da empresa;

PL 6093/19 - Documento único de transporte: obrigatório em todo o País, para caracterizar o transporte de mercadorias em qualquer modal;

PL 6125/19 - Normas aplicáveis a militares em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO): prevê a chamada excludente de ilicitude;

PL 6438/19 - Registro, posse e porte de arma de fogo para diversas categorias de servidores e agentes públicos;

PL 6726/16 - Teto remuneratório: regulamenta o valor máximo da remuneração no serviço público, hoje em pouco mais de R$ 39 mil;

PL 3515/15 – Superendividamento: estabelece medidas para prevenir e solucionar problemas dos consumidores no mercado de crédito; e

PL 3729/04 - Licenciamento ambiental: confere padronização aos processos de licenciamento e estabelece ritos simplificados.

Senado - No Senado, estão em tramitação 15 propostas. São elas:

PEC 186/19 - PEC Emergencial: prevê mecanismos para redução de gastos públicos, como salários de servidores, e veda novas despesas obrigatórias;

PEC 187/19 - PEC dos Fundos Públicos: libera recursos de 248 fundos públicos infraconstitucionais a fim de abater a dívida pública;

PEC 188/19 - Pacto Federativo: descentraliza, desindexa e desvincula recursos orçamentários em favor dos estados, do Distrito Federal e dos municípios;

PLP 137/20 - Uso de fundos públicos para combate da pandemia: libera cerca de R$ 167 bilhões para ações de saúde e mitigação de efeitos econômicos;

PLP 146/19 – Startups: marco legal para incentivar as empresas que atuam na inovação aplicada a produtos, serviços ou modelos de negócios;

PL 4199/20 - Cabotagem (ou “BR do Mar”): libera o uso de navios estrangeiros na costa sem a obrigação de construção de embarcações em estaleiros locais;

PL 5191/20 - Fundo de investimento agrícola: amplia instrumentos de financiamento privado e reduz a dependência em relação a recursos públicos;

PL 3178/19 - Partilha do petróleo e gás natural: acaba com a preferência da Petrobras e permite a licitação no pré-sal se esse regime for mais vantajoso;

PL 3723/19 - Porte de armas: regulamenta as atividades de atiradores esportivos, caçadores e colecionadores;

PL 7843/17 - Eficiência administrativa (GovTec): amplia os serviços públicos informatizados, com validação de documentos por meio de assinatura eletrônica;

PL 1023/11 (PLC 8/13 no Senado) - Cobrança de pedágio: concede isenção de pagamento para morador de município onde está localizada a praça;

PL 1057/07 (PLC 119/15 no Senado) - Estatuto do Índio: prevê o combate a práticas tradicionais nocivas e estabelece proteção aos direitos fundamentais de crianças indígenas;

PLS 261/18 (sem numeração na Câmara) - Ferrovias: novo marco regulatório permite à iniciativa privada a construção e a operação de ferrovias próprias;

PLS 216/17 (sem numeração na Câmara) - Lei de Drogas: define como crime a corrupção de menor de 18 anos em caso de infração relacionada ao tráfico; e

PLS 232/16 (sem numeração na Câmara) - Modernização do setor elétrico: prevê mercado livre e possibilidade de portabilidade da conta de luz.

(Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

 

SAÚDE I: Mortes somam mais de 228 mil e casos, 9,3 milhões

O número de pessoas que não resistiram à covid-19 no Brasil subiu para 228.795. Em 24 horas, foram registradas 1.232 mortes. Há ainda 2.818 óbitos em investigação no país.

Pessoas infectadas - Já o total de pessoas infectadas pelo coronavírus desde o início da pandemia chegou a 9.396.293. Em 24 horas, foram confirmados pelas autoridades sanitárias 56.873 novos casos.

Atualização - Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite desta quinta-feira (04/02). O balanço é produzido a partir de informações fornecidas pelas secretarias estaduais de saúde.

Acompanhamento - Há, ao todo, 875.735 pessoas com casos ativos da doença em acompanhamento por profissionais de saúde e 8.291.763 pacientes já se recuperaram.

Estados - Na lista de estados com mais mortes estão São Paulo (53.997), Rio de Janeiro (30.354), Minas Gerais (15.499), Rio Grande do Sul (10.881) e Ceará (10.556). As unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (880), Acre (882), Amapá (1.070), Tocantins (1.402) e Rondônia (2.314).

Casos - Em número de casos, São Paulo também lidera (1.820.941), seguido por Minas Gerais (756.971), Bahia (599.435), Santa Catarina (587.428) e Paraná (562.057). (Agência Brasil)

 

saude I tabela 05 02 2021

SAÚDE II: Secretaria atualiza para 557.856 total de casos confirmados de Covid-19

saude II 05 02 2021A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (04/02) mais 3.279 novos casos confirmados e 58 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Paraná soma 557.856 diagnósticos e 10.169 óbitos em decorrência da doença.

Meses - Os casos divulgados nesta quinta-feira são de fevereiro (2.589) e janeiro de 2021 (512) e dos seguintes meses de 2020: abril (1), junho (2), julho (14), agosto (4), setembro (1), outubro (1), novembro (28) e dezembro (127).

Internados - Informe relata que há 1.332 pacientes com diagnóstico confirmado internados. São 1.110 pacientes em leitos SUS (609 em UTI e 501 em enfermaria) e 222 em leitos da rede particular (94 em UTI e 128 em enfermaria).

Exames - Há outros 1.236 pacientes internados, 487 em UTI e 749 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão nas redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Secretaria Estadual da Saúde informa a morte de mais 58 pacientes. São 27 mulheres e 31 homens, com idades que variam de 32 a 91 anos. Os óbitos ocorreram entre 23 de agosto de 2020 a 4 de fevereiro de 2021.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Fazenda Rio Grande (6), Pinhais (6), Almirante Tamandaré (3), Cruzeiro do Oeste (2), Itaperuçu (2), Santa Terezinha de Itaipu (2), São José dos Pinhais (2).

Uma morte - Também foram registradas uma morte em cada um dos municípios de Andirá, Antonina, Apucarana, Araruna, Bandeirantes, Bom Sucesso, Campo Largo, Capitão Leônidas Marques, Castro, Colombo, Coronel Vivida, Curitiba, Diamante do Norte, Figueira, Foz do Iguaçu, Irati, Ivaiporã, Jesuítas, Kalore, Laranjeiras do Sul, Londrina, Mandaguari, Matinhos, Missal, Palotina, Paranacity, Parananguá, Paranavaí, Pinhalão, Ponta Grossa, Rio Negro, Rolândia, Santo Antônio do Sudoeste, São Mateus do Sul e União da Vitória.

Fora do Paraná - O monitoramento registra 4.201 casos de residentes de fora, com 79 pessoas que foram a óbito.

Ajustes - Total de exclusões: 3 casos de não residentes no Paraná.

Um caso confirmado (F,44) no dia 11/01/2021 em Novo Hamburgo (RS) foi excluído por erro de notificação

Um caso confirmado (F,45) no dia 15/01/2021 em Uberaba (MG) foi excluído por erro de notificação

Um caso confirmado (F,76) no dia 10/01/2021 em Crissiumal (RS) foi excluído por erro de notificação. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo clicando  AQUI 

 

SAÚDE III: Com 21 mil aplicações em um dia, Paraná chega a 184 mil vacinados

saude III 05 02 2021O Paraná vacinou 21.098 pessoas em 24 horas e atingiu nesta quinta-feira (04/02) a marca de 184.204 imunizadas contra a Covid-19. O número representa 77,1% das 238.871 doses distribuídas até o momento pelo Governo do Estado aos 399 municípios paranaenses.

Segunda remessa - O boletim não leva em consideração a segunda remessa da CoronaVac, que começou a ser encaminhada na terça-feira (02/02) às 22 regionais que formam o sistema público de saúde estadual. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), esse novo lote do imunizante produzido pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan, ainda não foi distribuído a todos os municípios selecionados.

Mais doses - São mais 132.779 doses, que foram destinadas para as regionais de Paranaguá (1ªRS), Pato Branco (7ª RS), Francisco Beltrão (8ª RS), Foz do Iguaçu (9ª RS), Cascavel (10ª RS), Toledo (20ª RS) e os municípios da região de Curitiba. Na próxima semana a distribuição irá alcançar as demais regiões do Estado.

Números - De acordo com o balanço divulgado nesta quinta-feira pela Sesa, em números absolutos as regionais que mais vacinaram foram a Metropolitana (2ª RS) com 54.719 pessoas; Londrina (17ª RS), com 16.532; Maringá (19ª RS), com 15.547; e Cascavel (10ª RS), com 12.073. As aplicações foram feitas em trabalhadores de saúde, pessoas em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), pessoas com deficiência severa e indígenas.

Preliminar - O balanço parcial é preliminar e foi divulgado pela Secretaria estadual da Saúde a partir de um levantamento interno realizado com as regionais e os respectivos municípios. A expectativa é que nos próximos dias o sistema integrado do Ministério da Saúde, Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), funcione corretamente para divulgação de dados.

Módulo - O DataSUS, sistema macro no qual está o SI-PNI, desenvolveu um módulo especial para receber os dados de todos os estados e que contempla informações como registro de vacinados, público-alvo, origem e lote de vacinas.

Divisão - Segundo o boletim, as 184.204 aplicações da primeira dose da vacina contra o coronavírus foram divididas entre 166.094 trabalhadores da saúde (89,6%), 9.776 idosos com 60 anos ou mais residentes em instituições de longa permanência, 8.113 indígenas (4,5%) e 221 pessoas com deficiência severa.

Recebido - O Paraná recebeu 391.700 doses enviadas pelo Ministério da Saúde. Foram 265.600 (1º lote) e 39.600 (2º lote) doses da Coronavac/Instituto Butantan e 86.500 doses da Universidade de Oxford em parceria com o Laboratório AstraZeneca/Fiocruz. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Venilton Küchler/Sesa/Arquivo AEN

 


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