Imprimir
cabecalho informe

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5007 | 10 de Fevereiro de 2021

FORMAÇÃO: Processo seletivo da graduação em Gestão de Cooperativas tem quase 900 inscritos; prazo termina nesta quarta

Muitos profissionais que atuam nas cooperativas do Paraná vão participar do processo seletivo do Curso de Graduação Tecnológica em Gestão de Cooperativas EAD, que será realizado em formato online, nesta quinta-feira (11/02), às 19h, e no domingo (14/02), às 14h. “Estamos com quase 900 inscritos e provavelmente deveremos passar de mil inscrições. Esse grande interesse dos empregados das cooperativas no curso nos surpreendeu de maneira positiva”, afirmou o coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), Leandro Macioski, em entrevista ao jornalista Alexandre Salvador para a rádio Paraná Cooperativo.

Prazo - Os interessados em participar têm até esta quarta-feira (10/02) para efetivar a inscrição. Clique aqui para se inscrever no processo seletivo. Serão três horas de prova, composta de 40 questões objetivas de múltipla escolha e uma redação. Serão classificados os 120 primeiros colocados no vestibular. A formação, uma inciativa do Sescoop/PR em parceria com o Isae, é destinada a empregados das cooperativas paranaenses. As aulas iniciam no dia 22 de fevereiro. 

Enem - Quem realizou o Exame do Ensino Médio (Enem) entre os anos de 2017 e 2020 pode ingressar na graduação sem a necessidade de fazer o vestibular. Basta enviar o relatório de notas do Enem para graduacao@isaebrasil.com.br.

A distância - O Curso de Graduação Tecnológica em Gestão de Cooperativas terá encontros quinzenais ao vivo via internet e provas presenciais duas vezes por semestre nos polos regionais. O conteúdo foi desenvolvido pelo Isae e a formação tem duração de quatro semestres. Os professores possuem conhecimento de mercado sobre o cooperativismo e haverá tutoria técnica e acadêmica, com suporte e acompanhamento em tempo real do progresso dos alunos. “O curso é todo estruturado para a gestão das cooperativas, desde a filosofia do cooperativismo, passando pela área de negócios, gestão financeira, Recursos Humanos, enfim, todos os setores que permeiam as atividades das cooperativas”, acrescenta Macioski.

 

Clique aqui e confira na íntegra o áudio.

 

 

formacao folder 03 02 2021

SISTEMA OCB: Como novas tecnologias impactam o cooperativismo de saúde

sistema ocb 10 02 2021O ano de 2020 foi de reinvenção para o setor da saúde. Cooperativas e empresas do setor precisaram se adaptar e a tecnologia foi crucial para atender às medidas de isolamento social da pandemia. O número de startups de saúde, as chamadas “healthtechs”, também demonstra a mudança no setor: saltou de 248 para 542 startups, entre 2018 e 2020, segundo dados do Distrito HealthTech Report 2020. Um crescimento de 118% e que tem tudo para continuar acelerado em 2021. Embora a inovação e a tecnologia já venham impactando muitos setores da economia, na saúde as transformações são ainda mais significativas por haver uma grande barreira cultural. Afinal, a medicina é algo milenar, cheia de princípios e, principalmente, regulamentações. Romper paradigmas neste contexto não é algo simples. Mas, com a pandemia, a digitalização era mais que necessária.

Minas Gerais - Um exemplo disso é a telemedicina, cuja tecnologia já existia - a Unimed-BH, por exemplo, trabalhava nesse projeto desde 2018 - mas só foi, de fato, acelerada em 2020. Na pandemia, ela se tornou a melhor opção para quem precisava de uma consulta, evitando aglomerações nos hospitais. Além disso, o crescimento das healthtechs também representa um ganho para as organizações mais tradicionais do setor. Isso porque as startups promovem a redução de burocracias e melhoria da gestão. Cerca de 25% das healtechtechs, segundo o Distrito HealthTech Report 2020, estão focadas na gestão de clínicas, hospitais e laboratórios. Uma coisa é fato: a tecnologia veio para ficar e transformar o setor. Por isso, O Sistema OCB preparou um material para mostrar tendências que agora são realidade no ramo saúde. O objetivo é mostrar também que as cooperativas brasileiras de saúde estão inovando e se adaptando ao novo contexto. Acesse o InovaCoop e saiba como as novas tecnologias impactam o coop de saúde: https://in.coop.br/Tecnologia_CoopSaude. (Sistema OCB)

 

FPA: Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária apoia ato cooperativo na reforma tributária

fpa 10 02 2021A pauta econômica deve dominar os debates na Câmara dos Deputados, na avaliação do novo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Sérgio Souza (MDB-PR). Em entrevista na segunda-feira (08/02), o parlamentar afirmou ainda que o reconhecimento do ato cooperativo na Reforma Tributária é a principal prioridade do cooperativismo no Congresso Nacional em 2021.

Frencoop - Souza, que também exerce o cargo de secretário geral da Frencoop (Frente Parlamentar do Cooperativismo), destacou que o assunto deverá ter prioridade logo no início do ano legislativo. “Precisamos deixar o sistema mais justo e com maior possibilidade para atrair investimentos e, consequentemente, gerar empregos e riqueza para os brasileiros”, disse.

Diálogo - A estratégia do setor, segundo ele, é buscar diálogo com as duas Casas, onde já tramitam propostas sobre o assunto: a PEC 45/19, na Câmara; e a PEC 110/19, no Senado, para “garantir na Constituição que a incidência dos tributos recaia sobre o cooperado, e não na cooperativa, evitando assim a duplicidade de cobrança, e dando um fim à insegurança jurídica que hoje assombra as cooperativas integradoras do Brasil”.

Modelo de negócio - O cooperativismo é um modelo de negócio que tem ganhado cada vez mais força no Brasil, segundo a OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras. Nos últimos oito anos o número de cooperados no país cresceu 62% e a quantidade de empregos gerados pelas cooperativas brasileiras aumentou 43%.

Convergência - Para o setor continuar produzindo riquezas, distribuindo renda e participando do crescimento do país, o presidente da Frencoop, deputado Evair de Melo (PP-ES), destaca a importância da convergência entre a Frencoop, o Parlamento e o governo federal. “Nós temos muita confiança no presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, e tenho certeza de que na agenda dele o cooperativismo estará presente para o Brasil continuar avançando ainda mais”.

Outras propostas - O presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, reforça ainda que o setor espera conseguir priorizar também a tramitação de outras propostas relevantes para o cooperativismo no Brasil como a conectividade rural; a participação das cooperativas no mercado de seguros; a modernização da legislação para atuação das cooperativas de crédito e a possibilidade de renegociação, recuperação judicial e extrajudicial das cooperativas em geral. (OCB)

FOTO: Michel Jesus / Câmara dos Deputados

 

CREDICOAMO: Cooperativa lança nova modalidade de aplicação financeira

credicoamo 10 02 2021A Credicoamo está disponibilizando mais uma opção de aplicação financeira para os seus associados. Trata-se da Letra de Crédito do Agronegócio – LCA Credicoamo, uma modalidade que tem como diferencial a facilidade e praticidade na aplicação e a garantia da Credicoamo, e com o DNA do agronegócio. A novidade já está à disposição dos associados em todas as agências.

Características e vantagens - As características e as vantagens do LCA Credicoamo são: título de renda fixa; aplicação com a garantia do Fundo Garantidor Cooperativo - FGCoop; rentabilidade com base no percentual do CDI e isenção do imposto de renda sobre os rendimentos para pessoas físicas. “Destaca-se que os recursos aplicados em LCA Credicoamo devem ser destinados aos financiamentos do agronegócio. É o agronegócio se auto financiando”, comenta o presidente Executivo da Credicoamo, Alcir José Goldoni.

Prazos - A LCA Credicoamo, inicialmente, terá os prazos de 180 e 300 dias, com ou sem liquidez. “Por definição de lei, a LCA tem o prazo mínimo de 90 dias, com carência e sem resgate, e prazo máximo de 720 dias. A LCA Credicoamo está sendo lançada com prazo de 180 e 300 dias com liquidez após os 90 dias e no prazo de 300 dias sem liquidez”, diz Goldoni. Ele explica que as aplicações com liquidez têm uma rentabilidade um pouco menor do que a sem liquidez. “Isso se justifica por que após os 90 dias teremos que provisionar recursos para os possíveis saques, enquanto para o resgate só no seu vencimento as condições de mercado permitem uma maior rentabilidade”, acrescenta.

Aplicações - As aplicações podem ser realizadas por meio do Internet Banking, App da Credicoamo ou diretamente nas agências. Goldoni ressalta que por se tratar de um título novo, e caso o associado ainda não conheça essa modalidade, é interessante que ele procure uma agência da Credicoamo para tirar suas dúvidas. “É importante ressaltar que uma vez aplicada, a LCA só pode ser resgatada de acordo com as características da modalidade. Não existe resgate antecipado, salvo se ela tem liquidez e após os 90 dias da contratação,” assinala.

DNA - Em todas as agências da Credicoamo há cartazes, banners e folders da nova aplicação financeira. A simbologia adotada para a LCA Credicoamo é um DNA. “É o DNA do agronegócio. O campo gerando recursos para financiar o campo. Isso faz com que todos os recursos aplicados fiquem na própria região e se revertam em mais financiamentos e benefícios aos associados. Além de ser uma modalidade de aplicação financeira segura e rentável, permite a Credicoamo disponibilizar mais recursos para financiar as atividades dos associados agregando valor as suas atividades, melhorias no bem estar da família e da sociedade onde vive. Cada vez mais queremos ser o domicílio financeiro do associado”, frisa Goldoni. (Imprensa Credicoamo)

 

COPAGRIL: Dia de Campo 2021 será transmitido online

O Dia de Campo Copagril é o mais tradicional e importante evento técnico da cooperativa. Anualmente, a feira reúne milhares de cooperados, clientes e visitantes que passam para conferir as novidades em soja, milho, pastagens, insumos para a agricultura e também pecuária. Contudo, as mudanças e restrições de público em decorrência da pandemia, trouxeram novos desafios no modo de levar a informação do homem do campo, e conforme outras ações similares realizadas, o Dia de Campo deste ano será de forma híbrida, com visitas agendadas e controladas, mas principalmente com um dia de transmissão online, nesta quarta-feira (10/02), iniciada às 9 horas na página Copagril no Facebook e também com transmissão na página do Youtube, assim como em todas as televisões corporativas dentro das Unidades Copagril.

Tomada de decisões - O diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla, fala sobre a relevância do evento para a cadeia produtiva e a inovação aplicada ao trabalho no campo. “O Dia de Campo Copagril, com certeza, tem contribuído para as decisões de nossos associados e clientes, para avaliar o que será semeado e/ou aplicado durante a safra, evidentemente, apresentando o que há de inovação e que venha somar ao conhecimento de todos”, reforça Chapla.

Resumo - A transmissão desta quarta-feira será um resumo daquilo que foi organizado e programado para a feira, com a participação dos parceiros Copagril, especialmente do segmento agronômico, com atenção especial aos cultivares de soja, híbridos de milho e pastagens, assim como a área Copagril com diferentes espaçamentos e épocas de semeadura e as instituições de ensino parceiras.

Novidades - “Este ano a maioria das lavouras estão bonitas, mas sempre temos novidades e isso é muito importante que o produtor acompanhe. Várias estão muito boas e outras nem tanto, mas as vezes é porque o produtor não aplicou a tecnologia dentro do recomendado e por isso devemos prestar atenção, entender que muitas vezes não é despesa, mas é investimento e o Dia de Campo é importante porque oportuniza esse direcionamento a todos”, complementa o diretor-presidente.

Convite - “Convidamos associados Copagril e também todos os produtores da região para acompanharem pelas plataformas digitais ou ainda de modo presencial, por meio do convite dos profissionais da Copagril”, completa. (Imprensa Copagril)

{vsig}2021/noticias/02/10/copagril/{/vsig}

COCAMAR: Cooperativa promove o Conexão Viridian

cocamar 10 02 2021Para levar informações técnicas à equipe de engenheiros agrônomos e demais profissionais de sua área técnica a respeito da entrada no mercado dos produtos Viridian, a Cocamar está promovendo o evento digital Conexão Viridian. Após a abertura e apresentação no sábado (06/02), a realização prosseguiu na manhã de segunda-feira (08/02), com treinamento, e terá mais uma etapa no sábado (13/02).

Jornada - A proposta faz parte da Jornada do Cooperado - lançada durante a Convenção Anual da Cocamar, no final de novembro do ano passado -, cujo objetivo é aproximar cada vez mais cooperados e cooperativa, oferecendo a eles um atendimento de excelência e soluções para aprimoramento de seus negócios.

Apresentação - No sábado, a apresentação se estendeu das 8 às 12h, a cargo do coordenador de Marketing Agro Jair Adriano de Oliveira e do responsável pelo desenvolvimento de mercado dos produtos Viridian, Ruben Brito.

Conteúdo - Participaram o vice-presidente de Negócios José Cícero Aderaldo, a gerente executiva industrial Valquíria Demarchi Arns, o consultor industrial Miguel Ubirajara Carneiro Júnior, o gerente executivo de Negócios Insumos, Geraldo Ganaza, e o gerente executivo de Gestão de Pessoas, Fernando Castro Vieira Filho.

Especialistas - O treinamento (que prossegue no próximo sábado, das 8 às 10h), é conduzido por dois especialistas: Tadeu Inoue, professor associado da área de nutrição de plantas e fertilidade de solos da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e Marco Antônio Gandolfo, do Instituto Dashen de Bandeirantes (PR).  

Indústria - No ano passado a Cocamar iniciou sua operação no segmento de fertilizantes líquidos, inaugurando uma indústria no parque industrial da cooperativa em Maringá (PR) com capacidade para 6 milhões de litros/ano. Com a marca Viridian (verde, do latim viridis), a nova linha de produtos compreende 13 fertilizantes foliares líquidos e quatro adjuvantes para soja, milho e trigo, oferecidos em embalagens de 1 a mil litros. (Imprensa Cocamar)

 

UNIMED: Central Nacional traça perfil do médico do futuro

unimed II 10 02 2021Valorizar o conhecimento e, principalmente, a inovação. Foi com essa visão, que o presidente da Central Nacional Unimed, Alexandre Ruschi, deu início ao evento "O Médico de 2030. Ampliar conhecimento. Explorar o futuro", promovido pela cooperativa nacional do Sistema Unimed na última quinta-feira (04/02). O encontro teve como tema central a exposição de tendências e oportunidades no segmento de saúde, contemplando a evolução do setor e as mudanças que os profissionais da área devem considerar para prosperar em um mundo em constante avanço.

Objetivo - "O nosso objetivo é transformar a forma de oferecer cuidados, trabalhando por meio da cooperação, fortalecendo e fomentando a inovação, bem como a educação na área de saúde, com a aplicação de tecnologias, desenvolvimento de pessoas e colaboração de todos", pontuou Ruschi.

Participação - O debate online, realizado diretamente do Teatro Unimed, em São Paulo, foi transmitido ao vivo no canal da cooperativa no YouTube, e teve a participação da diretora de Conteúdo, Marketing e Parcerias na HSM e SingularityU Brazil, Poliana Reis Abreu; e o CEO da HSM e Co-CEO da SingularityU Brazil, Reynaldo Gama. O evento contou ainda com uma palestra especial, ministrada pelo expert da SingularityU Brazil, fundador da consultoria de inovação Makers e autor de 6 livros de tecnologia, negócios e comunicação, Ricardo Cavallini.

Grande foco - A discussão principal, levantada por Cavallini, repercutiu em como as mudanças e inovações tecnológicas estão acontecendo de forma veloz, e, se adaptar a essas mudanças é o grande foco. "Nós já temos sensores portáteis para ouvir o pulmão, pílulas impressas, aparelhos em casa para realizar mais de 20 exames de sangue e dispositivos que vão substituir cirurgias no estômago. A medicina está se aproximando cada vez mais das pessoas, e isso também transforma o modo que os médicos atuam. Temos aí o desafio: como se adaptar a essa transformação. Sem esquecer que o olhar para o cliente continuará sendo uma etapa importante nesse processo", afirmou Cavallini.

Compromisso - Atenta ao cenário de mudanças e adequações impostas pela tecnologia, a Central Nacional Unimed reforçou seu compromisso com a inovação e o desenvolvimento de novos processos, firmando parcerias estratégicas como com a SingularityU Brasil e a 100 Open Startups. O primeiro resultado foi o apoio na construção do Learning Village, hub de inovação focado em Educação da América Latina, localizado na cidade de São Paulo. O ambiente auxiliará no fortalecimento, fomento da inovação e educação no setor de saúde, por meio da aplicação de tecnologias exponenciais e desenvolvimento de pessoas e colaboração de todo o ecossistema. "O objetivo é conectar escolas, startups, fundos de investimentos, consultorias, entidades governamentais, enfim, criar esse ecossistema em prol da inovação e educação", explicou Reynaldo Gama, da SingularityU Brazil.

Evento - O evento está disponível para assistir no canal do YouTube da Central Nacional Unimed até XX de fevereiro. Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=MSBmY-GvtcA

Sobre a Central Nacional Unimed - A Central Nacional Unimed é a operadora nacional dos planos de saúde empresariais da marca Unimed. Sua carteira de clientes é composta por cerca de 1,7 milhão de clientes de grandes corporações brasileiras. Também trabalha com PME e foco regional em Salvador, Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Itabuna, Ilhéus, São Luís, Brasília e São Paulo. Em 2019, a Central Nacional Unimed registrou receita de R$ 7,6 bilhões (+35,9% em relação a 2018). Também esteve entre às dez operadoras do País que mais cresceram em vidas 2019, com o maior faturamento e market share. É considerada uma das melhores empresas para se trabalhar e uma das melhores para se iniciar a carreira. Faz parte do Sistema Unimed, composto por 345 cooperativas médicas presentes em todo o território nacional, que compartilham os valores do cooperativismo e o trabalho para valorização dos médicos e da medicina. (Imprensa Central Nacional Unimed)

 

 

INDÚSTRIA: Produção do Paraná cresce pelo 8º mês consecutivo

industria 10 02 2021A produção industrial paranaense fechou dezembro de 2020 com crescimento de 2,8% em relação a novembro, oitavo mês consecutivo com resultado positivo, superando a queda do período mais restritivo da pandemia do novo coronavírus. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta terça-feira (09/02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Superior - O valor é superior ao resultado do Brasil, que teve crescimento médio de 0,9% em dezembro. Dos 15 locais pesquisados pelo IBGE, 11 tiveram saldo positivo no último mês de 2020, sendo que o Paraná se saiu melhor que os outros estados do Sul. A indústria de Santa Catarina cresceu 2,4% e a do Rio Grande do Sul 1,2% naquele mês.

Recuperação - A recuperação da indústria paranaense iniciou em maio, depois de dois meses de queda, e não parou desde então. Houve crescimento em janeiro (2%), fevereiro (1,9%), maio (21,2%), junho (4,7%), julho (3,2%), agosto (2,8%), setembro (9,5%), outubro (3,5%), novembro (1,2%) e dezembro (2,8%). Março e abril, meses subsequentes à chegada da Covid-19, registraram perdas. Apenas Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais acompanham o Paraná com dez meses de crescimento em 2020.

Insuficientes - Os seguidos índices positivos, porém, não foram suficientes para fechar 2020 com crescimento em relação a 2019, ano em que o Paraná foi destaque nacional, com a maior evolução do País. No acumulado do ano, a produção industrial teve queda de 2,6%. Já na comparação com dezembro de 2019 o salto foi grande, com alta de 18,7%, segundo melhor resultado do País, atrás apenas do Rio Grande do Sul (19,7%).

Força do setor - O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou que houve 17 meses de crescimento na indústria do Paraná nos últimos dois anos. “É uma recuperação, demonstra a força desse setor. Temos um compromisso de trazer mais investimentos, mais empresas. E também estamos colaborando com financiamentos, com crédito, com o fortalecimento das cadeias produtivas”, disse. “É uma organização que tem gerado empregos, receita, renda e crescimento”.

Variação mensal - No recorte mensal, que compara os meses de 2020 com os mesmos períodos de 2019, dezembro registrou o maior salto do ano passado no Paraná, com 18,9%. A análise do IBGE indica que a atividade sentiu mais o peso da crise no segundo trimestre, voltando a crescer no fim do ano. Houve variação positiva em janeiro (2,6%), fevereiro (3,5%), março (1,5%), setembro (3,1%), outubro (4,8%) e novembro (13,7%).

Indústria pesada - O movimento foi impulsionado pela recuperação da indústria pesada e o setor ampliado de máquinas e equipamentos. As indústrias alimentícias também ajudaram a compor o crescimento do mês. O Paraná ficou em primeiro lugar no País no recorte de produtos de metal, minerais não metálicos, madeira, móveis e alimentos.

Resultado - O crescimento de 18,9% em dezembro foi resultado de aumentos em máquinas e equipamentos (84,9%), produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (74,7%), produtos minerais não-metálicos (43,2%), máquinas e aparelhos elétricos (41,4%), produtos de madeira (23,6%), produtos de borracha e material plástico (20,7%), móveis (20,1%), indústria de transformação (18,9%) e produtos alimentícios (8,9%).

Acumulado do ano - O acumulado de 2020 ainda aponta recuo da indústria (-2,6%), mas já indica recuperação de parte das perdas – em maio essa diferença era de -8,9% e em julho de -8,7%, por exemplo. Os números indicam que investimentos mais robustos ficaram reservados para o terço final do ano passado, com a retomada da confiança dos investidores. Apenas Goiás, Rio de Janeiro, Pernambuco e Pará tiveram índices melhores e, no geral, o resultado paranaense foi bem superior ao do País em quase todos os setores.

Impacto direto - O índice sofre impacto direto das baixas na indústria de máquinas e equipamentos (-18,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-32,2%), produtos químicos (-8,1%) e indústria da transformação (-2,6%).

Crescimento - Na outra ponta, estimulada pelo consumo e pelas políticas sociais adotadas durante a pandemia, houve crescimento nas vendas de produtos para o dia a dia, como alimentos (9,3%), bebidas (4,6%) e móveis (6,3%), além de plantas de metal (14,3%), minerais não-metálicos (8,1%), borracha e material plástico (3,8%) e papel e celulose (0,6%).

Nacional - Onze dos 15 locais pesquisados tiveram aumento na produção industrial de novembro para dezembro. A média nacional foi de 0,9%. Segundo o IBGE, as taxas positivas refletiram a ampliação do retorno à produção, após paralisações/interrupções causadas pela pandemia da Covid-19. Frente a igual mês do ano anterior, a produção industrial cresceu 8,2%, com treze dos quinze locais pesquisados apontando resultados positivos.

Empregos na indústria - Além da recuperação continuada, a indústria paranaense registrou saldo positivo nos empregos em 2020. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, foram 25.880 empregos na indústria de transformação, o que foi fundamental para o resultado estadual de 52.670 novas vagas.

Estado - Como os setores encerraram o ano no Estado (comparativo com 2019)

Indústria da transformação: -2,6%

Fabricação de produtos alimentícios: 9,3%

Fabricação de bebidas: 4,6%

Fabricação de produtos de madeira: 1,8%

Fabricação de celulose, papel e produtos de papel: 0,6%

Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis: 7,6%

Fabricação de outros produtos químicos: -8,1%

Fabricação de produtos de borracha e de material plástico: 3,8%

Fabricação de produtos de minerais não-metálicos: 8,1%

Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos: 14,3%

Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos: 8%

Fabricação de máquinas e equipamentos: -18,2%

Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias: -32,2%

Fabricação de móveis: 6,3%

País - Como os setores encerraram o ano no País (comparativo com 2019)

Indústria da transformação: -4,6%

Fabricação de produtos alimentícios: 4,2%

Fabricação de bebidas: -0,2%

Fabricação de produtos de madeira: -0,5%

Fabricação de celulose, papel e produtos de papel: 1,3%

Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis: 4,4%

Fabricação de outros produtos químicos: -0,5%

Fabricação de produtos de borracha e de material plástico: -2,5%

Fabricação de produtos de minerais não-metálicos: -2,3%

Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos: -0,2%

Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos: -2,6%

Fabricação de máquinas e equipamentos: -4,2%

Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias: -28,1%

Fabricação de móveis: -3,8%.

(Agência de Notícias do Paraná)

 

INFRAESTRUTURA: Comitiva do GT Ferrovias visita o Porto de Paranaguá

infraestrutura 10 02 2021O Grupo de Trabalho do Plano Estadual Ferroviário (GT Ferrovias) fez, nesta terça-feira (09/02), a primeira visita técnica ao Porto de Paranaguá. A comitiva conheceu os projetos que a Portos do Paraná desenvolve para aumentar a participação dessa matriz modal no transporte de carga. A pauta do encontro foi a importância da integração.

Primordial - “A questão ferroviária é primordial. Os projetos em desenvolvimento pelo GT do Plano Estadual Ferroviário casam muito com o que estamos desenvolvendo aqui. O interesse em fomentar o modal ferroviário é recíproco”, disse o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, que recepcionou o grupo.

Transporte - Como detalha o diretor-presidente da empresa pública que administra os portos de Paranaguá e Antonina, os projetos em desenvolvimento pela Portos do Paraná preveem transporte de 20 milhões de toneladas de graneis sólidos de exportação só por ferrovia.

Duas moegas - “Teremos, em médio e longo prazos, duas moegas exclusivas para descarga ferroviária: uma no corredor leste, outra no oeste. Elas serão compartilhadas e alimentarão os terminais por correias transportadoras”, afirmou Garcia.

Auxílio - Ele colocou as equipes das diretorias de Operações, de Engenharia, de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Empresarial à disposição para auxiliar nos estudos e trabalhos do grupo.

Na ponta - Em Paranaguá o grupo visitou o pátio da Rumo (concessionária que administra a ferrovia na região), no quilômetro 5; a área onde será a moega ferroviária no Corredor de Exportação Leste (Moegão); a moega pública onde atualmente os vagões descarregam junto com os caminhões; e o cais do Porto de Paranaguá.

Fundamental - “O porto é peça fundamental no processo porque sem ele não se chega ao cliente final. A ferrovia vai conectar o setor produtivo com o porto e, consequentemente, o cliente final. Se não tiver uma integração entre os modais, não adianta ter um braço forte e outro não. É preciso integrar e balancear”, disse o engenheiro Luiz Henrique Fagundes, coordenador GTFerrovias.

Funcionamento - Segundo o diretor-geral da Ferroeste, André Gonçalves, a visita mostrou para a área técnica como o porto funciona hoje, sendo um dos mais eficientes do Brasil, e quais os projetos que estão sendo desenvolvidos que, em alinhamento com o Plano Estadual Ferroviário, podem atender todo o potencial do setor produtivo.

Objetivo - “Nosso objetivo principal é chegar ao Porto de Paranaguá com eficiência, com velocidade e com uma capacidade de carga muito maior do que a que se faz hoje. O Oeste do Paraná, Mato Grosso do Sul e o Paraguai são regiões de produção agrícola e agroindustrial muito fortes, que precisam melhorar sua eficiência logística e o Porto pode dar suporte a toda essa capacidade de transporte que queremos trazer para cá”, afirmou Gonçalves.

Setor produtivo - A grande integração da nova ferrovia no Estado é com o vizinho, Mato Grosso do Sul (MS). Também na comitiva, o assessor de Logística da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar do Estado, Lúcio Lagemann, afirmou que o volume projetao da produção sul-mato-grossense a ser escoada pelo Porto de Paranaguá é grande.

Melhoria logística - “A integração que o Mato Grosso do Sul deseja, através da Ferroeste, é uma melhoria na logística com um custo benefício tanto para o nosso produtor quanto para os nossos importadores. A gente acredita que esse projeto em desenvolvimento pelo Estado do Paraná, até o Porto de Paranaguá, é o que vai dar mais competitividade levando desenvolvimento para o nosso produtor, levando desenvolvimento, emprego e renda para o nosso Estado”, afirmou.

Escoamento - Segundo Lagemann, 60% da produção agrícola do MS é exportada pelo Porto de Paranaguá. “Fiquei surpreso com a infraestrutura portuária de Paranaguá. Esta foi a primeira visita técnica. Os projetos são muito robustos e isso nos dá segurança. Parabéns ao Porto por todas as obras que dão suporte a todo o País, não só ao Mato Grosso do Sul”, disse o assessor logístico do Estado vizinho.

GT Ferrovia - O grupo trabalha vinculado à Secretaria de Estado do Planejamento e Projetos Estruturantes. Além de representantes da Secretaria, integram o GT a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Estado do Paraná, Ferroeste, Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), TPF Engenharia, Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Semagro/MS, e Secretaria de Apoio ao Licenciamento Ambiental e a Desapropriação do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do Governo Federal.

Projetos - Entre os projetos em foco estão a construção, de até 1.371 quilômetros, de uma nova ferrovia entre Maracaju (MS) e Cascavel (PR); a revitalização do atual trecho ferroviário entre Cascavel a Guarapuava; uma nova ferrovia entre Guarapuava e o Porto de Paranaguá; além de um ramal multimodal entre Cascavel e Foz do Iguaçu.

Cronograma - O cronograma do Grupo prevê que os estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) estejam prontos até o final deste ano.

Trabalhos - “Os trabalhos estão indo muito bem. Além da expansão da Ferroeste, estamos criando um ambiente de negócios voltado ao desenvolvimento de um modal ferroviário sustentável a longo prazo. Vamos criar um marco regulatório diferente, mais moderno. A grande meta é transformar, realmente, o Paraná em um Hub Logístico”, comentou Luiz Henrique Fagundes, coordenador GTFerrovias.

Revisão - Isso é parte de um processo em que, segundo Fagundes, todo o modal logístico está sendo revisto, no Paraná. “Tudo isso vai acontecer até 2022”, concluiu o coordenador do GT. (Assessoria de Imprensa da Appa)

FOTO: Claudio Neves

 

VAREJO: Vendas caem 6,1% em dezembro, mas crescem pelo quarto ano seguido

varejo 10 02 2021O volume de vendas do comércio varejista caiu 6,1% em dezembro na comparação com novembro, quando variou -0,1%. É a queda mais intensa para um mês de dezembro de toda a série histórica, iniciada em 2000. Apesar dos resultados negativos nos últimos dois meses do ano, o acumulado de 2020 fechou com alta de 1,2%. É a quarta vez consecutiva que o comércio apresenta alta anual: 2,1% em 2017; 2,3% em 2018 e 1,8% em 2019. Com o recuo de dezembro, as vendas do varejo se igualaram ao patamar de fevereiro, período pré-pandemia.

Ampliado - No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas em dezembro recuou 3,7% em relação a novembro e fechou o ano em queda de 1,5%, após três anos consecutivos de altas. Em relação a dezembro de 2019, o crescimento foi 2,6%, sexta taxa positiva consecutiva nesta análise.

Pesquisa - Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (10/02), pelo IBGE. A média móvel trimestral do comércio varejista foi de -1,8%. Já no confronto entre dezembro de 2020 e dezembro de 2019, o resultado foi uma alta de 1,2%, sexta taxa positiva consecutiva neste tipo de comparação.

Impacto - O gerente da PMC, Cristiano Santos, explica como a pandemia de Covid-19 impactou diretamente a trajetória de resultados da pesquisa ao longo do ano. “Os resultados da pesquisa costumam ter variações menores, mas com a pandemia, houve uma mudança deste cenário, já que tivemos dois meses (março e abril) de quedas muito grandes”, afirma.

Base de comparação - Com a base de comparação muito baixa, o resultado do varejo foi de crescimento de maio até outubro, quando apresentou o maior patamar da série histórica, iniciada em janeiro de 2001, e ultrapassou o patamar pré-pandemia, de fevereiro. "A queda em dezembro é um reposicionamento natural, já que o patamar estava muito alto com os resultados de outubro e novembro”, complementa o analista.

Alimentos - Outro fator de influência para o resultado nos últimos meses do ano é a inflação dos alimentos. Segundo Cristiano, o comércio em hiper e supermercados têm um peso maior para a PMC, quase a metade do resultado total. “O que acontece nos mercados influencia bastante a pesquisa. E, por conta dos resultados recentes do IPCA, o volume de vendas acabou sendo afetado”, justifica. O IPCA é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, pesquisa mensal do IBGE que mede a inflação oficial do país.

Acumulado - O crescimento do comércio varejista no acumulado de 2020 veio após um primeiro semestre de queda (-3,2%) e um segundo semestre de alta (5,1%). O comércio varejista ampliado apresentou a mesma dinâmica (-7,7% e 4,2%, respectivamente) mas o resultado não foi suficiente para a o indicador fechar o ano com taxa positiva.

Todas as dez atividades caem em dezembro, mas cinco fecham ano em alta - Todas as dez atividades do comércio varejista, contando com varejo ampliado, fecharam dezembro com queda frente a novembro. Outros artigos de uso pessoal e doméstico caiu 13,8%, enquanto tecidos, vestuário e calçados recuou 13,3%. Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-6,8%), móveis e eletrodomésticos (-3,7%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-2,7%), além de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,6%), combustíveis e lubrificantes (-1,5%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%) completam o comércio varejista. No varejo ampliado, a queda em veículos, motos, partes e peças foi de 2,8% enquanto em material de construção, o recuo foi 1,8%.

Diferente - O cenário é diferente no acumulado anual de 2020. Cinco setores tiveram alta: material de Construção (10,8%), móveis e eletrodomésticos (10,6%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,3%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,8%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%).

Queda - Por outro lado, livros, jornais, revistas e papelaria (-30,6%), tecidos, vestuário e calçados (-22,7%), automóveis, Motos, Partes e Peças (-13,7%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-16,2%) e combustíveis e lubrificantes (-9,7%) fecharam o ano em queda. “As atividades tiveram dinâmicas diferentes durante o ano. Algumas foram muito afetadas pela pandemia e pelos momentos mais rigorosos de isolamento, como vestuário e combustíveis. Já outras se beneficiaram de mais pessoas em casa, como material de construção, ou não fecharam em momento algum, como hipermercados”, finaliza Cristiano. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Helena Pontes / Agência IBGE Notícias

 

varejo quadro 10 02 2021

 

ECONOMIA I: Governo edita nova medida provisória que flexibiliza exigências de crédito bancário

economia I 10 02 2021A Medida Provisória (MP) 1028/21 dispensa as instituições financeiras privadas e públicas, até 30 de junho de 2021, de exigir dos clientes uma série de documentos de regularidade na hora da contratar ou renegociar empréstimos. A MP foi publicada na edição desta quarta-feira (10/02) do Diário Oficial da União.

Documentos - Entre os documentos que não serão cobrados de empresas e pessoas físicas estão a comprovação de quitação de tributos federais, a certidão negativa de inscrição na dívida ativa da União, a certidão de quitação eleitoral, a regularidade com Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a regularidade na entrega da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e a comprovação de pagamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) - para os tomadores de empréstimo rural.

Consulta prévia - Também não será feita consulta prévia ao Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) para as operações de crédito que envolvam a utilização de recursos públicos.

Não se aplica - A liberação dos documentos e consultas não se aplicará apenas às operações que têm os recursos do FGTS como fonte. Além disso, os empréstimos e renegociações não poderão ser feitos com quem possui débitos com a Seguridade Social, já que essa é uma exigência da Constituição.

Fim - Em compensação a MP acaba, de forma definitiva, com a necessidade de apresentação da Certidão Negativa de Débito (CND) pelas empresas que contratarem crédito oriundo de recursos captados através de Caderneta de Poupança (o chamado crédito direcionado). A medida beneficia, por exemplo, a construção civil.

Nova versão - A MP 1028/21 é uma reedição, com algumas diferenças, da MP 958/20, que vigorou no ano passado e flexibilizou o acesso ao crédito para as operações contratadas até 30 de setembro de 2020.

Diferença - A principal diferença entre as duas normas é que a primeira versão só dispensava a apresentação documental nos empréstimos contratados com bancos públicos. A MP 1028/21 amplia a regra para incluir as instituições privadas.

Medida necessária - Na época da edição da MP 958, o governo informou que a suspensão das exigências contratuais era uma medida necessária para não estrangular o acesso ao crédito para as empresas. A MP 958 chegou a ser aprovada na Câmara, com parecer do deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR), mas não houve tempo hábil para votação no Plenário do Senado e o texto perdeu a validade.

Tramitação - A MP 1028/21 será analisada agora nos plenários da Câmara e do Senado. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Iano Andrade / CNI

 

ECONOMIA II: Pagamentos com cartões movimentam R$ 2 trilhões em 2020, diz Abecs

economia 10 02 2021Os pagamentos feitos pelos brasileiros com cartões de crédito, débito e pré-pagos chegaram aos R$ 2 trilhões em 2020, o que corresponde a um crescimento de 8,2% na comparação com o ano anterior, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (09/02) pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Acima da média - Entre as modalidades de pagamento, o uso do cartão de débito teve desempenho acima da média em 2020, chegando a R$ 762,4 bilhões, com crescimento de 14,8%. O cartão de crédito registrou R$ 1,18 trilhão em transações, com alta de 2,6%. Já o cartão pré-pago movimentou R$ 45,3 bilhões e cresceu 107,4% no ano passado.

Além das expectativas - Para a entidade, apesar da pandemia da covid-19 e de seus efeitos para o país, o resultado superou as expectativas de desempenho do setor, mostrando forte recuperação no segundo semestre.

Ano atípico - “Tivemos um ano atípico, como a maioria dos segmentos, mas conseguimos encerrar o período com alta de mais de 8%. Apesar dos desafios, o setor mostrou sua capacidade de inovação e inclusão, ajudando consumidores e lojistas a viabilizarem suas transações com a conveniência e a segurança dos pagamentos digitais, via e-commerce, carteiras digitais, aplicativos, transações sem contato, entre outras modalidades”, analisou o presidente da Abecs, Pedro Coutinho.

Balanço - O balanço mostrou que ao todo foram feitas 23,3 bilhões de pagamentos com cartões ao longo do ano, 3,6% a mais do que no ano anterior. Os gastos de brasileiros no exterior caíram 60% e registraram o menor resultado em 16 anos, de US$ 3,46 bilhões (R$ 16,8 bilhões). Já as compras feitas por estrangeiros no Brasil caíram 48,3%, somando US$ 2,16 bilhões (R$ 10,6 bilhões).

Online - De acordo com os dados, com o a adesão maior dos consumidores ao comércio online por causa da pandemia e do isolamento, houve aumento de 32,2% no ano, um movimento de R$ 435,6 bilhões no uso dos cartões na internet, em aplicativos e outros tipos de compras não presenciais.

Por aproximação - Os pagamentos por aproximação, modalidade que permite o pagamento sem contato físico com a máquina de cartão, aumentou 469,6% na comparação com 2019, atingindo R$ 41 bilhões em transações. O mais usado nessa função foi o cartão de débito, com R$ 19,5 bilhões, seguido pelo cartão de crédito, com R$ 18,8 bilhões, e pelo cartão pré-pago, com R$ 2,7 bilhões. (Agência Brasil)

FOTO: StockSnap / Pixabay

 

CÂMBIO: Dólar fecha em leve alta, apesar de intervenção do BC

cambio 10 02 2021Em mais um dia de volatilidade no mercado financeiro, o dólar chegou a ultrapassar os R$ 5,40, mas encerrou com leve alta após o Banco Central (BC) atuar no mercado financeiro. A bolsa de valores chegou a subir em alguns momentos, mas encerrou em queda pelo segundo dia consecutivo.

Cotação - O dólar comercial fechou esta terça-feira (09/02) vendido a R$ 5,383, com alta de R$ 0,01 (+0,19%). A divisa chegou a R$ 5,44 na máxima do dia, por volta das 13h20, mas recuou depois de o BC leiloar US$ 1,285 bilhão em contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro.

Ações - No mercado de ações, o dia também foi marcado pela instabilidade. O índice Ibovespa, da B3, encerrou o dia aos 119.472 pontos, com recuo de 0,19%. O indicador chegou a subir durante a tarde, mas perdeu força na hora final de negociação, até fechar em baixa.

Auxílio emergencial - As discussões em torno da recriação do auxílio emergencial voltaram a pressionar os investidores. Na segunda-feira (08/02), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse não estar disposto a condicionar a retomada do benefício à aprovação de reformas que cortem gastos em outras áreas. Sem a compensação com outras fontes de recursos, a recriação do auxílio aumenta os gastos públicos e o déficit do governo, pressionando o câmbio.

Inflação - O dólar também subiu após a divulgação da inflação de janeiro. A desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 0,25% no mês passado veio abaixo das expectativas do mercado. Isso aumenta as chances de que o BC adie o aumento da taxa Selic, que está no menor nível da história, em 2% ao ano. Juros baixos por mais tempo desestimula a entrada de capital financeiro no Brasil, refletindo-se em alta do dólar. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

FOTO: Pixabay

 

 

PISO: Governador ratifica novo salário mínimo regional do Paraná, o maior do País

piso 10 02 2021O governador Carlos Massa Ratinho Junior ratificou nesta terça-feira (09/02) os novos valores do salário mínimo regional do Paraná, que se mantém como o maior do País. Dividido em quatro faixas salariais, que variam de R$ 1.467,40 a R$ 1.696,20, conforme a categoria, o reajuste foi aprovado pelo Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda (Ceter), vinculado à Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho. O piso será aplicado já na folha de fevereiro, com valores retroativos a janeiro, e é válido até 31 de dezembro de 2021.

Aumento real - O piso regional garante aumento real aos trabalhadores de categorias que não têm convenção ou acordo coletivos de trabalho ou cujo piso salarial não é definido em lei federal. Ele também traz uma base para garantir patamares mínimos para as negociações das categorias com convenção coletiva. Toda a construção da política de valorização salarial é feita de forma paritária dentro do conselho, em discussões que envolvem o Governo, a classe trabalhadora e o setor patronal.

Valores - Os valores do Paraná são de 33,4% a 54,42% superiores ao Salário Mínimo Nacional, que hoje está em R$ 1.100,00. O ajuste, no Estado, usa o mesmo índice aplicado para o reajuste do Salário Mínimo Nacional para 2021, acrescido de um valor de 0,7%, o que representa 50% do resultado do PIB de 2019.

Política - O maior piso salarial brasileiro, ressaltou o governador, está inserido em uma política trabalhista baseada na valorização e na criação de novas oportunidades para os trabalhadores paranaenses. Ele lembrou que o Paraná foi o segundo estado que mais gerou empregos no ano passado, com 52.670 postos de trabalho com carteira assinada, sendo responsável por 36,9% de todas as vagas criadas no Brasil em 2020. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, e também mostram que o Estado foi o que mais gerou vagas nos pequenos negócios.

Momento importante - “É importante frisar que a valorização do piso, o maior mínimo regional do País, vem em um momento importante para o Paraná na geração de empregos. Este é um dos compromissos que temos com o Estado, de atrair mais empresas e criar mais vagas para a população”, afirmou o governador.

Iniciativa - “A política de valorização salarial, que traz ganho real a diversas categorias, é uma grande iniciativa que se preocupa em garantir um salário digno para a população. O paranaense é um povo trabalhador e muito capacitado”, disse Ratinho Junior.

Compromisso - Ney Leprevost, secretário estadual da Justiça, Família e Trabalho, destacou que o Governo mantém seu compromisso com a classe trabalhadora e com o setor produtivo do Estado. “Com união, diálogo e boa vontade, conseguimos garantir o maior salário mínimo do Brasil. Esse ganho extra faz diferença no bolso das famílias, principalmente durante a pandemia. O mínimo regional é uma referência e dá segurança aos trabalhadores e aos empresários”, afirmou.

Negociação - As definições dos índices de reajuste são feitas no âmbito do Conselho do Trabalho, Emprego e Renda, com discussões entre as bancadas que representam os trabalhadores, o setor produtivo e a administração estadual.

Cálculo - “Os trabalhadores do Paraná têm um ganho real, além do mínimo nacional. Para calcular esse reajuste, levamos em conta o resultado do PIB e a inflação dos anos anteriores, fazendo com que, na prática, o paranaense tenha um salário maior que o restante do País”, explicou Suellen Glinski, chefe do Departamento do Trabalho e Estímulo à Geração de Renda na secretaria.

Diálogo - Para a presidente do conselho, Juliana Dias Bacarin, o diálogo foi fundamental para chegar a um valor que fosse justo para todas as partes envolvidas, já que tanto trabalhadores, como empresários, foram afetados pela pandemia. “A negociação tentou buscar o ganha-ganha, para chegar a um meio termo que beneficiasse a retomada econômica e também a valorização do emprego nos setores beneficiados”, disse.

Bom termo - “Todo mundo teve que fazer flexões, mas chegamos em um bom termo que garantiu o aumento real dos trabalhadores do Paraná e mantém o piso regional como o maior do País”, afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Paraná, Marcio Kieller, que representa a bancada dos trabalhadores no Conselho.

Valorização - Desde 2006, ano da criação, o salário mínimo regional do Paraná sempre foi estabelecido em patamares superiores aos do salário mínimo nacional. O reajuste no Estado utiliza o mesmo índice aplicado nacionalmente – baseado na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior – com aplicação adicional, a título de ganho real, da variação real do PIB nacional observada dois anos antes.

Quatro faixas - São quatro faixas salariais, que beneficiam técnicos de nível médio; trabalhadores de serviços administrativos do setor de serviços e vendedores do comércio em lojas e mercados; trabalhadores agropecuários, florestais, da caça e pesca; da produção de bens e serviços industriais; e de manutenção e reparo.

Alta - Na categoria dos trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca, o piso sobe para R$ 1.467,40. Para o setor de serviços administrativos, serviços gerais, de reparação e manutenção e vendedores do comércio em lojas e mercados, o salário aumenta para R$ 1.524,60. Esta categoria engloba também a classe de trabalhadores domésticos.

Variação - Para os empregados na produção de bens e serviços industriais, o piso vai para R$ 1.577,40. Para o último grupo, na categoria de técnicos de nível médio, o piso passa a ser R$ 1.696,20. O mínimo regional não se aplica aos empregados que têm o piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho, nem aos servidores públicos.

Presenças - Participaram da solenidade o vice-governador Darci Piana; o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o diretor de Justiça, Cidadania e Trabalho da Secretaria da Justiça, Cristiano Meneguetti Ribas; e membros do Conselho Estadual do Trabalho, Emprego e Renda. (Agência de Notícias do Paraná)

 

LEGISLATIVO I: Base do governo e oposição fecham acordo para votar autonomia do BC nesta quarta-feira

legislativo I 10 02 2021Um acordo entre a base do governo e a oposição na Câmara dos Deputados, com exceção do Psol, adiou para quarta-feira (10/02) a votação do projeto de autonomia do Banco Central (PLP 19/19), que foi discutido nesta terça-feira (09/02).

Sessão - A sessão do Plenário desta quarta será realizada a partir das 13h55. Os líderes de oposição terão direito a apresentar dois requerimentos de obstrução e asseguraram a votação de cinco destaques para tentar alterar o texto do relator, deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE). Os parlamentares também ganham mais tempo para negociar pontos do texto.

Mandatos - O projeto de autoria do Senado define mandatos do presidente e de diretores do BC com vigência não coincidente com o mandato de presidente da República.

Nota - Costa Filho afirmou ter “extrema convicção” de que a medida vai melhorar a nota do Brasil em relação aos investidores internacionais. “Isso vai dar ao País um novo padrão de governança monetária, um sinal fundamental ao mercado internacional de que nós estamos melhorando as nossas ferramentas da economia”, disse.

Opiniões - O tema dividiu opiniões em Plenário. Enquanto a oposição cobrou a votação de outra pauta, voltada para a pandemia do novo coronavírus, os favoráveis ao projeto afirmaram que a análise do tema nesta primeira sessão do ano sinaliza favoravelmente ao mercado financeiro.

Decisões técnicas - O deputado Luis Miranda (DEM-DF) afirmou que a independência política do Banco Central vai ser pautada pela prevalência de decisões técnicas, conferindo maior credibilidade à política econômica. “Esta proposta trará impacto positivo para o trabalhador, para o endividado, para todos que estão em dificuldade, com menos juros e melhoria de serviços bancários”, defendeu.

Presidência do Brasil - Na opinião do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), no entanto, o problema da credibilidade da economia brasileira é o presidente da República, não a falta de independência do BC. “Não haverá um investidor no mundo, no Brasil, enquanto o Bolsonaro for presidente porque Bolsonaro não transmite credibilidade para nenhum investidor”, disse.

Poder - Orlando Silva afirmou ainda que o BC tem um papel de regular o setor financeiro e, portanto, a autonomia pode ampliar o poder de banqueiros. “Será colocar a raposa para cuidar do galinheiro”, criticou.

Saúde financeira - Já o deputado Neucimar Fraga (PSD-ES) afirmou que a proposta vai ajudar na saúde financeira do Brasil. “Para que tenhamos um país saudável financeiramente, é importante que tenhamos uma economia destravada”, disse.

Oscilações - Fraga destacou que a proposta vai evitar “oscilações de final de mandato”, já que o presidente da República eleito só poderá indicar uma nova diretoria no meio do seu mandato.

Política de juros - Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a proposta vai beneficiar apenas os donos de bancos privados. “Autonomia de quem? São nove diretores que decidem política de juros, juros que a classe média paga em patamares assustadoramente altos. Vão trabalhar sem nenhuma ingerência, controle e fiscalização do poder público.”

Informações - Feghali disse ainda que os diretores serão mais poderosos que os governantes eleitos pelos brasileiros e terão acesso a informações privilegiadas para levar ao mercado financeiro. Ela ressaltou que a agenda da pandemia deveria ser prioridade na primeira sessão de votações da Câmara dos Deputados.

Blindagem - Já o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) disse que a autonomia do BC poderá blindar a política econômica de intervenções indevidas. “O Banco Central autônomo vai garantir o juro controlado. E isso é bom para a população, que vai ter o poder de compra garantido”, declarou.

Pauta - Entre os itens da pauta desta quarta-feira também estão o novo marco legal do câmbio (PL 5387/19) e os projetos que estabelecem punições para quem destruir vacinas (PL 27/21) ou furar a fila da vacinação (PL 25/21). Essas duas últimas propostas tiveram o regime de urgência aprovado nesta terça-feira (09/02). (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Maryanna Oliveira / Câmara dos Deputados

 

LEGISLATIVO II: CMO é instalada com Orçamento 2021 e auxílio emergencial entre prioridades

legislativo II 10 02 2021Após passar 2020 sem atividade formal em razão da pandemia de covid-19, impasses políticos sobre o comando do colegiado e uma série de adiamentos, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) enfim começou a ser instalada nesta quarta-feira (10/02), às 10h. O início dos trabalhos do colegiado foi confirmado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, após reunião de líderes nesta terça-feira (09/02).

Luto oficial - Inicialmente o ato estava marcado para esta terça, mas por conta da morte do senador José Maranhão (MDB-PB) por complicações da covid-19 na noite de segunda-feira (08/02), o Senado declarou luto oficial e suspendeu atividades legislativas por 24 horas.

Primeiro passo - A instalação da comissão formada por 30 deputados e 10 senadores titulares é o primeiro passo para a análise do Orçamento de 2021 (PLN 28/20). Sem a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), o governo federal só pode gastar uma parte das previsões de despesas deste ano — os chamados duodécimos. O restante fica contingenciado.

Data - “Um ponto que informei aos líderes foi a instalação nesta quarta da Comissão Mista de Orçamento que vai discutir e aprovar o Orçamento de 2021. E, logo na sequência após essa aprovação, inaugurar a segunda comissão mista para analisar o Orçamento de 2022”, disse Pacheco. 

Desafios - Um dos desafios de deputados e senadores na Comissão Mista de Orçamento é encontrar fontes de recursos para a prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600 — pago até dezembro — e para outros gastos necessários enquanto perdurar a pandemia, segundo apontou o diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), Felipe Salto.

Gastos públicos - Em 2020, os gastos públicos com a pandemia foram separados do Orçamento da União por meio do chamado “Orçamento de Guerra”, aprovado em forma de emenda constitucional (EC 106) e que perdeu vigência em 31 de dezembro.

Questões não previstas - “Há essa questão do auxílio emergencial e de gastos que não estão previstos na peça orçamentária original enviada pelo governo. E também todas as questões das incertezas da recuperação da atividade econômica, das receitas e também do teto de gastos. O PLOA [Projeto de Lei Orçamentária Anual], na forma como ele foi enviado, o teto de gastos já estava no limite. Isso mostra que o espaço é muito exíguo para fazer gastos novos. Toda essa questão dos gastos exigidos pela crise vai precisar ser contemplada nesse debate do Orçamento. É uma questão fundamental em jogo”, apontou Salto em entrevista à Rádio Senado. 

Auxílio - A prorrogação do auxílio emergencial é uma das preocupações centrais manifestadas por deputados e senadores nesse retorno às atividades legislativas. A inclusão do programa de forma definitiva no Orçamento da União de 2021 é uma das alternativas negociadas com o Poder Executivo. Senado e Câmara também analisam 14 proposições que pretendem prolongar o benefício.

LDO e PPA - Além da LOA, a CMO é a responsável pela análise prévia das propostas de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e do Plano Plurianual (PPA), fundamentais para a previsão de receitas e despesas do governo federal.

Local - A reunião será no plenário 2 da Câmara dos Deputados e deverá contar com a presença exclusiva de parlamentares. Assessores e público externo poderão acompanhar a reunião pelo canal da Câmara dos Deputados no YouTube. (Agência Senado)

FOTO: Edilson Rodrigues / Agência Senado

 

LEGISLATIVO III: Comitiva de deputados estaduais irá a Brasília discutir pedágio com a União

legislativo III 10 02 2021Por sugestão do deputado Hussein Bakri (PSD), a Assembleia Legislativa do Paraná vai formar uma comissão de parlamentares que irá a Brasília discutir o novo modelo de concessão do pedágio no Paraná. Segundo o Líder do Governo na Casa, o objetivo é construir uma proposta com o Ministério da Infraestrutura que atenda ao desejo da sociedade paranaense. Responsável por 65% das rodovias do Anel de Integração, o Governo Federal é quem comanda a discussão em torno do modelo que vai vigorar pelos próximos 30 anos no Estado.

Canal aberto - “Temos um canal aberto de interlocução em Brasília por meio dos nossos 30 deputados federais, 3 senadores, o Líder do Governo na Câmara, que é o deputado Ricardo Barros (PP). Portanto, há espaço para construir um modelo que compatibilize obras e tarifas justas e a Assembleia está fazendo o seu papel para que isso aconteça. Nada será imposto de cima para baixo. O modelo ainda está sendo definido, tanto que haverá audiências públicas promovidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) nos dias 24 e 25 deste mês. Além disso, o governador Carlos Massa Ratinho Junior tem ótima relação com o presidente Jair Bolsonaro, a ponto de já ter sido atendido na retirada da proposta de uma nova praça de pedágio entre Cascavel e Toledo”, afirmou Hussein Bakri.

Contratos atuais - Os atuais contratos de pedágio vencem em 27 de novembro. A licitação está sendo comandada pelo Governo Federal, que, por meio do Ministério da Infraestrutura, desenvolveu um estudo preliminar sobre o novo modelo de concessão para os 3,3 mil quilômetros dos 6 lotes que formam o Anel de Integração. A União propõe o modelo híbrido, com limite no desconto à tarifa base e desempate por outorga (valor pago ao poder concedente para administrar o trecho). No entanto, o modelo de menor tarifa é defendido por grande parte da sociedade civil organizada do Paraná. (Assessoria de Imprensa da Alep)

FOTO: Dálie Felberg / Alep

 

SAÚDE I: Casos de Covid-19 chegam a quase 9,6 milhões

O número de pessoas que não resistiram à covid-19 subiu para 233.5 mil. Nas últimas 24 horas, foram registradas 1.350 mil mortes. Em contrapartida, 8.523.462 pessoas já se recuperaram da doença.

Total - O total de pessoas infectadas pelo coronavírus desde o início da pandemia chegou a 9.599.565. Entre segunda e terça-feira (08 e 09/02), foram confirmados pelas autoridades de saúde 51.486 diagnósticos positivos de covid-19.

Atualização - Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite desta terça-feira (09/02). O balanço é produzido a partir das informações fornecidas pelas secretarias estaduais de saúde.

Acompanhamento - Ainda há 842.583 pessoas com casos ativos em acompanhamento por profissionais de saúde.

Estados - Na lista de estados com mais mortes, São Paulo ocupa a primeira posição (55.087), seguido por Rio de Janeiro (30.792), Minas Gerais (15990), Rio Grande do Sul (11.115) e Ceará (10.640). As Unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (896), Acre (900), Amapá (1.086), Tocantins (1.430) e Rondônia (2.216).

Casos - Em número de casos, São Paulo também lidera (1,864 milhão), seguido por Minas Gerais (780.187), Bahia (613.339), Santa Catarina (598.737) e Paraná (558.284). (Agência Brasil)

 

saude I tabela 10 02 2021

SAÚDE II: Estado tem mais 3,9 mil casos e 115 mortes. Número de imunizados passa de 215 mil

saude II 09 10 2021A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta terça-feira (09/02) mais 3.901 novos casos confirmados de Covid-19 e 115 mortes. Os dados acumulados do monitoramento da mostram que o Paraná soma 570.995 diagnósticos e 10.468 mortos em decorrência da doença.

Meses - Os casos divulgados são de fevereiro (3.353) e janeiro de 2021 (266) e dos seguintes meses de 2020: junho (1), julho (21), agosto (7), setembro (42), outubro (12), novembro (37) e dezembro (162).

Vacina - O Paraná vacinou 215.798 pessoas contra a Covid-19 até essa terça-feira. Ao todo, o Estado já recebeu 538.900 doses do Governo Federal. Clique AQUI

Internados - O boletim desta terça-feira relata que 1.378 pacientes com diagnóstico confirmado estão internados. São 1.156 pacientes em leitos SUS (610 em UTI e 546 em leitos enfermaria) e 222 em leitos da rede particular (94 em UTI e 128 em enfermaria).

Exames - Há outros 1.289 pacientes internados, 431 em leitos UTI e 858 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão nas redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A secretaria estadual informa a morte de mais 115 pacientes. São 41 mulheres e 74 homens, com idades que variam de 21 a 100 anos. Os óbitos ocorreram entre 6 agosto de 2020 e 9 de fevereiro de 2021.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em: Curitiba (25), Ponta Grossa (10), São José dos Pinhais (5), Araucária (4), Foz do Iguaçu (4), Cascavel (3), Medianeira (3), Andirá (2), Cambé (2), Colombo (2), Cornélio Procópio (2), Cruzeiro do Oeste (2), Guarapuava (2), Maringá (2), Nova Esperança (2), Paranavaí (2), Pato Branco (2), Pinhais (2) e Umuarama (2).

Uma morte - Também houve um óbito em cada um dos seguintes municípios: Almirante Tamandaré, Arapuã, Assis Chateaubriand, Campo Largo, Campo Mourão, Candói, Carlópolis, Castro, Cianorte, Esperança Nova, Francisco Beltrão, Guaíra, Ibiporã, Jandaia do Sul, Lapa, Londrina, Mamborê, Mandirituba, Marialva, Marilândia do Sul, Palmas, Paranacity, Piraquara, Porecatu, Reserva, Reserva do Iguaçu, Rio Negro, Santa Terezinha de Itaipu, São Carlos do Ivaí, São Jerônimo da Serra, São Sebastião da Amoreira, Sapopema, Sarandi, Telêmaco Borba, Tibagi, Toledo e Ubiratã.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria da Saúde registra 4.289 casos de residentes de fora, com 80 pessoas que foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo clicando AQUI.

 

SAÚDE III: Mais 302 casos de dengue são registrados em municípios paranaenses

saude III 10 02 2021O boletim semanal da dengue divulgado nesta terça-feira (09/02) pela Secretaria Estadual da Saúde confirma 302 novos casos no Paraná. O Estado totaliza agora 2.572 casos da doença no período epidemiológico que teve início em agosto de 2020.

Confirmações - As confirmações ocorreram em 339 municípios, abrangendo áreas das 22 Regionais de Saúde do Estado. Seis municípios registram casos de dengue grave e 14 apresentam casos de dengue com sinais de alarme. Até o momento são 26.925 notificações para a dengue no Paraná.

Chikungunya - O boletim traz um novo caso autóctone de Chikungunya em Foz do Iguaçu. O período soma 4 casos da doença e 104 notificações.

Preocupação - “A dengue continua sendo uma das grandes preocupações do Governo do Estado, pois é uma doença grave, que pode matar e deixar sequelas graves”, diz o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “Apesar da redução de casos em relação ao mesmo período do ano passado, quando registramos cerca de 15 mil confirmações, seguimos atentos e apoiando os municípios nas ações de enfrentamento às arboviroses provocadas pelo mosquito Aedes aegypti”, afirma.

Criadouros - Nesta semana a Secretaria da Saúde deslocou equipes técnicas da Vigilância Ambiental para orientar o trabalho de remoção e eliminação de criadouros do mosquito nos municípios de Serranópolis do Iguaçu, na área da 9ª Regional de Saúde de Foz do Iguaçu, e de Kaloré, na área da 16ª Regional de Saúde de Apucarana.

Ações - A Secretaria da Saúde acompanha, ainda, as ações que os municípios de Jacarezinho e de Sengés estão realizando para combater a dengue. “Apesar da redução no número de casos, a situação é crítica devido aos elevados índices de infestação do mosquito nos municípios e pode se agravar pois estamos em pleno verão, época propícia para a proliferação do mosquito devido às chuvas", afirma a coordenadora de Vigilância Ambiental da Secretaria, Ivana Belmonte.

Orientação - Ela reforçou a orientação para que a população ajude neste combate, verificando minuciosamente os ambientes internos e externos das residências e eliminando pontos que possam acumular água parada. “É preciso tampar caixas d’água, os reservatórios, os tanques, pois 90% dos criadouros do mosquito da dengue estão nas residências e contamos com o apoio da comunidade para a remoção destes focos”. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Shammiknr / Pixabay

 


Versão para impressão


RODAPE