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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5009 | 12 de Fevereiro de 2021

RECESSO: Sistema Ocepar retoma atividades no dia 17 de fevereiro

recesso 12 02 2021O Sistema Ocepar estará em recesso na segunda e terça-feira (15 e 16/02). As atividades serão retomadas na quarta-feira (17/02), a partir das 13h30. Lembrando que a entidade continua com suas equipes de trabalho atuando de forma remota. Assim, o Informe Paraná Cooperativo não irá circular nesse período e voltará a ser publicado normalmente também a partir de quarta-feira.

 

COOPERATIVISMO: OCB divulga o Panorama Coop com análises dos principais fatos de interesse do setor

 

cooperativismo 12 02 2021Desde março de 2020, o Sistema OCB publica, semanalmente, análises sobre vários temas e seus impactos para as cooperativas. São informações que tratam de política, economia, reforma tributária, pleitos do cooperativismo em tramitação no Congresso Nacional, normativos e medidas tributárias publicadas pelo governo. Neste ano, essas análises passaram a ser divulgadas por meio do Panorama Coop, uma newsletter atualizada todas as quintas-feiras. Confira os destaques da segunda edição de 2021.

Análise política - A partir de agora, as análises políticas serão feitas a cada quinze dias. Desta vez, são apresentadas reflexões e perspectivas para o cooperativismo, a partir da escolha dos novos presidentes da Câmara e do Senado. Também são apresentadas as prioridades do setor para o ano. Acesse a Análise Econômica

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Coop na Reforma Tributária - A programação do Congresso Nacional para aprovação da Reforma Tributária na comissão mista segue mantida nas próximas semanas. De acordo com o presidente do colegiado, senador Roberto Rocha, o relatório do deputado Aguinaldo Ribeiro deve ser apresentado até o dia 23/2 e o texto votado até o dia 4/3. Após a divulgação do relatório é esperado que seja concedida vistas coletivas para que os membros da comissão tenham alguns dias para apresentar sugestões, que serão analisadas pelo relator para eventual inclusão no relatório. A partir daí, ainda não há decisão se o texto começará a tramitar pela Câmara ou pelo Senado e se será apresentado em uma nova PEC ou se o parecer irá ser apensado à alguma das propostas já em tramitação – PEC 45/19 ou PEC 110/19. Continuamos atentos!

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Notícia de destaque - O deputado Evair de Melo (ES), presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), destacou na terça-feira (09/02), a importância do Selo Agro Mais Integridade, concedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a empresas e cooperativas agropecuárias. Leia mais

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UNIPRIME: Cooperativa realiza AGO 100% digital

uniprime 12 02 2021A Uniprime realizou, nesta quinta-feira (11/02), a Assembleia Geral Ordinária (AGO), pela primeira vez em formato digital, seguindo as orientações dos órgãos de saúde para evitar o avanço da Covid-19.

Transmissão - A reunião foi conduzida pelo presidente do Conselho de Administração, Alvaro Jabur, e exibida aos cooperados por meio de um canal exclusivo de transmissão da Uniprime. Durante o evento on-line, houve a prestação oficial das contas da cooperativa e a aprovação da distribuição das sobras. “Com um resultado financeiro de 52 milhões de reais, é chegada a hora de devolver aos cooperados parte do dinheiro investido na cooperativa em 2020. Analisando o cenário e a rentabilidade, podemos dizer com orgulho que o ano foi excepcional”. afirmou o Presidente do Conselho.

Sobras - As sobras de 2020 serão creditadas aos cooperados de forma proporcional à movimentação de cada um. (Imprensa Uniprime)

 

CASTROLANDA: Resultados recordes são apresentados na primeira AGO digital em 70 anos

Esta quinta-feira (11/02) foi marcada pela realização da Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Castrolanda. No ano em que a cooperativa completa seu 70° aniversário, o período começou com fatos históricos, afinal, em sete décadas de história esta é a primeira vez que o encontro acontece de forma on-line.

Transmissão digital - A reunião, que todos os anos consegue preencher o Memorial da Imigração Holandesa, desta vez, deu lugar a câmeras e equipamentos para a transmissão digital. Por conta dos cuidados com a propagação da Covid-19, diretores, cooperados e convidados especiais acompanharam o evento pelas telas de seus celulares e computadores.

Inovação - “É de fato uma inovação em nossa história, demos o ponta pé inicial em junho do ano passado, com a primeira Pré-Assembleia de Balanço. Conseguimos absorver os erros, acertos e agora passa a ser também uma mudança de conceito. É um desafio e um aprendizado para todos”, afirma o diretor-presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman.

Necessidade - “A AGO Digital é também uma necessidade. Nossa Cooperativa está crescendo, esta é uma forma também para dar a oportunidade de todos os cooperados participarem. É um modo de trabalho que precisamos adaptar cada vez mais a nossa rotina, temos de proporcionar os canais presenciais e on-line”, completa o diretor executivo, Seung Lee.

Resultados recordes - A Castrolanda completou o último ano com faturamento total de R$ 4,5 bilhões, resultado 26% superior ao ano de 2019, e R$ 185 milhões de sobras totais. Os números recordes mostram a força do trabalho realizado e a solidez da cooperativa, que conta com sedes no Paraná e São Paulo.

Aprovação - No encontro foram apresentados os resultados obtidos no exercício de 2020 e todas as pautas foram aprovadas pelos cooperados participantes.

Fatores - “Podemos atribuir este crescimento a vários fatores, em primeiro lugar aos nossos cooperados que cumpriram o papel no campo com excelência. Internamente, diminuímos nossas despesas e descontinuamos negócios que não estavam mais tão favoráveis para nós”, explica o presidente.

Pontos favoráveis - Apesar das dificuldades impostas pela pandemia e do impacto negativo em diversos setores da economia, alguns pontos permaneceram favoráveis para o agronegócio, como a alta do dólar, preço das commodities e o aumento das exportações. Além disso, o Seung atribui os resultados a história sólida que a Cooperativa tem construído ao longo dos anos.

Ações - “Os motivos que nos levaram a um ótimo desfecho em 2020 vêm de ações já implantadas em gestões anteriores também, nossa tarefa foi dar seguimento a esse trabalho. No momento, é muito difícil prever qualquer número para este ano, entretanto todos podem esperar a melhoria contínua dos nossos processos controles para evitar surpresas e dessa forma termos bases para o crescimento”, relata o diretor.

Sobre a Cooperativa Castrolanda - O compromisso com a transformação faz parte do DNA da Castrolanda. Uma cooperativa feita de pessoas para pessoas. Com 69 anos de história, a Cooperativa Castrolanda é formada por mais de 1000 cooperados no Estado do Paraná e interior de São Paulo. Com 4,5 bilhões de reais de faturamento e aproximadamente 3600 colaboradores, possui unidades de negócios divididas em operações agrícola, carnes, leite, batata e administração e industrial - carnes, leite e batata. O objetivo das áreas de negócio é coordenar, desenvolver e fomentar as atividades dos cooperados, seguir presente em todos os elos da cadeia produtiva, agregar valor através das indústrias e crescer com sustentabilidade. (Imprensa Castrolanda)

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COPACOL: Lançada campanha para venda de insumos para safra 2021/2022

A campanha para a comercialização de insumos da safra de soja 2021/2022 começou na Copacol. Com o propósito de garantir os produtos necessários ao próximo plantio com preços vantajosos, a cooperativa antecipou todo o planejamento junto as multinacionais parceiras e agora iniciou as ofertas aos cooperados. “Conseguimos boas condições em nossas negociações, por isso, passamos a ofertar ao nosso cooperado uma campanha estruturada, com todos os insumos necessários. Tivemos uma intensa oscilação de preços, principalmente da soja, além do Dólar, que chegou a R$ 5,40 – o que reflete sobre o preço dos insumos e também das commodities. Para garantirmos um custo de produção atrativo, com boa rentabilidade, negociamos com as empresas de fertilizantes e sementes, e conseguimos excelentes oportunidades aos cooperados”, afirma o gerente de insumos, Fernando Fávero.

Planejamento - A orientação é que o cooperado planeje com o engenheiro agrônomo a próxima safra, reservando os produtos necessários. A campanha iniciou nesta quinta-feira (11/02) com previsão de término na próxima semana – até que haja disponibilidade de estoque. “Nosso custo de produção está atrativo na relação troca de soja por insumos, enquanto agroquímicos e fertilizantes não aumentaram na mesma proporção do grão”, explica Fávero.

Escassez de produtos - A crescente valorização das commodities intensificou a procura por insumos no mundo todo. Produtos extremamente necessários para o manejo estão cada vez mais escassos, elevando os preços no mercado internacional. Por isso, a antecipação da safra 21/22 é apontada como uma medida segura ao produtor do oeste paranaense – postura adotada pela Copacol em favor de seus 6,2 mil cooperados. “É um momento muito oportuno para os nossos cooperados, para que possamos garantir os insumos. Os grãos são a matéria-prima das nossas integrações, por isso, atuamos sempre com segurança. A cooperativa busca boas oportunidades aos nossos cooperados e esta é sem dúvida uma excelente opção de planejamento e garantia de condições de plantio da próxima safra”, afirma o diretor presidente, Valter Pitol. (Imprensa Copacol)

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COCAMAR: Série sobre agricultura de precisão é destaque na TV

A gestão da produção agrícola, apoiada por uma vasta oferta de tecnologias, tem mostrado ser o melhor caminho para garantir a segurança alimentar para uma população global que, nos próximos 30 anos, será muito maior.

Produzir mais na mesma área - Essa enorme demanda por alimentos terá que ser atendida utilizando praticamente o mesmo espaço agrícola atual, uma vez que a oferta de terras para expansão é limitada. “Os agricultores terão que produzir mais na mesma área”, ressalta Elizeu Vicente dos Santos, gerente de Agricultura de Precisão da Cocamar Máquinas - Concessionária John Deere.

Na TV - Para mostrar o dinamismo das inovações nesse campo, a empresa coordenou a produção de uma série de reportagens que estão sendo apresentadas todas as semanas no programa de televisão aberta RIC Rural, veiculado aos domingos das 9 às 10h nas emissoras da RIC TV/Record no Paraná. Denominada “Agricultura de Precisão – Tecnologia no Campo, Alimento na Mesa”, a série estreou no dia 17 de janeiro e segue até o final de março, em 13 capítulos.

O que há de mais moderno - Os conteúdos mostram o trabalho de produtores, pesquisa, cooperativas e empresas, utilizando o que há de mais moderno em tecnologias.

Temas - “Abordamos, por exemplo, a importância da aplicação de insumos em taxa variável, monitoramento e direcionamento por satélites, uso de imagens diversas para entender melhor a propriedade, plataformas digitais e a aplicação intensiva de dados para tomada de decisão, entre outros temas”, afirma Elizeu.

Digitalização - O gerente lembra ainda que o produtor atual vive em uma era de constantes e rápidas mudanças. Com a digitalização, muitas das atividades rotineiras migraram para plataformas digitais, como as operações bancárias. “A digitalização potencializou uma das melhores formas de gerir a fazenda e facilitar o trabalho atualmente, que é a agricultura de precisão. Em resumo, colocar o insumo certo no local certo, da maneira certa e no momento certo”, conclui. (Imprensa Cocamar)

ACERVO: Museu Imigrante Holandês reafirma papel educativo e cultural em Arapoti

O Museu Imigrante Holandês, localizado em Arapoti (PR), deu mais um passo na execução do projeto que visa a reestruturar a entidade. Trata-se da definição da Missão e Visão, conceitos que compõem a identidade organizacional. Em dois dias de trabalho (04 e 05/02), os membros da Diretoria da Associação Parque Histórico de Arapoti (A.P.H.A.) analisaram o histórico do Museu e alinharam as perspectivas para o futuro.

Redação final - Após a reunião, a A.P.H.A. – que é administradora das atividades do Museu –, chegou à redação final da Missão e Visão. O debate aconteceu durante visita técnica da Viés Cultural, empresa que presta assessoria museológica à Associação. Esta foi a primeira etapa na elaboração do Plano Museológico, documento que orienta a gestão e favorece o cumprimento do propósito e função social do Museu.

Relevância - Maurício Selau, historiador e profissional da Viés Cultural, aponta a relevância deste momento. “É um grande avanço para o Museu Imigrante Holandês chegar a um consenso sobre a sua missão e visão, deixando claro qual é seu propósito e horizonte estratégico, qual é a função que vai exercer na sociedade no longo prazo”, destaca.

Rumo - O vice-presidente da Associação Parque Histórico de Arapoti, Erik Bosch, também comemora a ocasião. “Depois de um dia e meio de trabalho, agora temos um rumo. Nós conseguimos ter uma missão e uma visão muito claras, e acho que vai ser muito legal continuar trabalhando com um propósito”, afirma.

Propósito - O propósito do Museu está consolidado na Missão: “Preservar e comunicar a história da colonização holandesa em Arapoti, contribuindo para o sentimento de pertencimento da comunidade e oportunizar a integração por meio de ações culturais e educativas.”

Visão - Enquanto a Visão traz o horizonte estratégico, o que se planeja alcançar: “Consolidar o museu como espaço dinâmico de valorização cultural por meio de exposições, pesquisa e ações artístico-culturais.”

Perspectivas - Com esta definição, a Diretoria tem boas perspectivas para o futuro do Museu Imigrante Holandês. “Todos estão percebendo que é possível, com as boas parcerias que a Capal tem com grandes empresas, vamos conseguir captar recursos. O planejamento é para os 65 anos da nossa Imigração Holandesa e da Capal: uma reestruturação completa do Museu Imigrante Holandês”, finaliza o vice-presidente Erik Bosch.

Projeto - Esta ação faz parte do Projeto de Reestruturação do Museu Imigrante Holandês, PRONAC 202349, realizado pela Associação Parque Histórico de Arapoti e conta com o apoio do BRDE e Grasp, e apoio institucional das cooperativas Capal, Ceral e Sicredi.

Sobre o Museu Imigrante Holandês - O Museu está localizado em Arapoti (PR), onde em 1960 foi constituída uma colônia de imigrantes holandeses. Para valorizar esta história, em 2004, foi fundada a Associação Parque Histórico de Arapoti, que deu início ao Museu Imigrante Holandês, reunindo acervo por meio de doações da comunidade holandesa. (Assessoria de Imprensa da A.P.H.A)

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PRÊMIO QUEM É QUEM: Preparativos finais para a premiação no dia 13 de abril

premio quem e quem 12 02 2021O Prêmio Quem é Quem se aproxima de sua reta final, com as cooperativas ligadas aos setores produtivos de aves e suínos encaminhando os questionários e informações solicitadas para a participação nas 11 categorias. A premiação está marcada para o dia 13 de abril, em um evento com a presença de representantes das cooperativas participantes, na abertura da AveSui América Latina.

Consolidação - O Quem é Quem se consolidou como um dos principais prêmios do cooperativismo agro, no segmento de aves e suínos, ao reconhecer não só o desempenho econômico, mas por também avaliar variáveis como cuidados com o meio ambiente e de responsabilidade social, além de reconhecer os melhores produtores e iniciativas ligadas às áreas de inovação e varejo, entre outras.

Conquista - Conquistar o prêmio e erguer o troféu Quem é Quem tem sido encarado como a conquista de um verdadeiro “Oscar”. Cooperativas como a Lar, C.Vale, Frimesa, Aurora, Coopavel, Languiru, Copagril, Frisia e Primato já sentiram o gostinho desta conquista. Muitas já enviaram os questionários de participação neste ano com o objetivo claro de ampliar a sua sala de troféus. Quem não venceu ainda tem reforçado sua equipe para atender os requisitos exigidos e levar para a casa a sua primeira “árvore” (formato do troféu).

Esalq - Neste ano, a coordenação dos trabalhos, avaliações e ranking das cooperativas participantes estará a cargo da Esalq-USP por intermédio do professor Iran José Oliveira da Silva, também coordenador do Nupea/Esalq-USP. Uma das principais novidades será a inserção de algumas questões ligadas a medidas e ações promovidas pelas cooperativas em relação à pandemia de Covid-19. O objetivo é ter um panorama de como a pandemia impactou diferentes áreas de atuação das cooperativas.

Outra novidade - Outra novidade será o convite de especialistas para darem pareceres e notas dentro de categorias que envolvam a apresentação de cases, como Varejo e Inovação. A incorporação de profissionais do mercado irá possibilitar uma avaliação mais precisa dos resultados e ineditismo dos projetos apresentados nestas categorias, assim como dos objetivos propostos e resultados alcançados.

Não deixe sua cooperativa de fora - As cooperativas ainda podem se inscrever para participar do Prêmio Quem é Quem 2021. As inscrições seguem até o dia 16 de fevereiro. Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail: questionarioquemequem@gessulli.com.br e solicitar os links dos formulários. Não deixe de participar! (Revista Suinocultura Industrial)

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Exportações do agronegócio somam US$ 5,67 bilhões em janeiro

 

comercio exterior 12 02 2021As exportações do agronegócio foram de US$ 5,67 bilhões em janeiro deste ano, o que significou recuo de 1,3% na comparação com janeiro do ano passado (US$ 5,75 bilhões). De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SCRI/Mapa), a queda nas exportações de soja em grão, de quase meio bilhão de dólares, explica o recuo das exportações do agronegócio no mês de janeiro.

 

Compensação - Essa redução foi compensada, em grande parte, pelo aumento do valor exportado de quatro produtos: milho (+42,5% ou +US$ 148,96 milhões em valores absolutos), açúcar de cana em bruto (+35,6% ou + US$ 141,06 milhões em valores absolutos), café verde (+30,2% ou +US$ 108,05 milhões) e farelo de soja (+28,3% ou +US$ 99,17 milhões em valores absolutos).

 

Participação - A queda nas exportações do agronegócio (-1,3%) em conjunto com o aumento das exportações dos demais produtos (+4,5%) fez com que a participação do agronegócio nas exportações brasileira declinasse de 39,6% em janeiro de 2020 para 38,3% em janeiro deste ano.

 

Importações - As importações de produtos do agronegócio, por sua vez, aumentaram 6,5%, passando de US$ 1,22 bilhão (janeiro/2020) para US$ 1,30 bilhão em janeiro de 2021. O saldo da balança resultou em US$ 4,37 bilhões.

 

Milho - As vendas externas de milho foram preponderantes no setor de cereais, farinhas e preparações, atingindo US$ 499,86 milhões (+42,5%), com alta de 22,1% no volume exportado e 16,7% no preço médio de exportação do cereal.

 

Trajetória ascendente - Segundo a SCRI, os embarques de milho iniciaram trajetória ascendente a partir de agosto de 2020, em função do atraso na colheita da segunda safra no ano passado, por questões climáticas.

 

Açúcar - As exportações de açúcar de cana em bruto foram recordes em volume em janeiro, com 1,85 milhão de toneladas (+31,7%). O produto brasileiro segue trajetória positiva iniciada em 2020, em virtude de quedas de produção nos principais produtores asiáticos, que estimulou a recuperação de preços internacionais e os valores exportados da commodity.

 

Café - Os embarques de café verde registraram US$ 466,20 milhões (+30,2%). O volume exportado de café verde foi recorde para os meses de janeiro, chegando a 221,88 mil toneladas (+35,8%).

 

Farelo de soja - O farelo de soja em janeiro foi o destaque do setor complexo soja (grãos, farelo e óleo) atingindo US$ 449,59 milhões, alta de 28,3%. As vendas foram influenciadas pela elevação dos preços médios em 27,2%, já que os volumes permaneceram praticamente os mesmos comparados a janeiro de 2020 (+0,8%). A alta de preços reflete o baixo estoque de passagem da soja em grão nos principais exportadores mundiais, como os Estados Unidos e Brasil.

 

Preços internacionais - O índice de preço dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil teve aumento de 1,2% entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021, enquanto o índice de quantum recuou 2,5%. De acordo com a análise da SCRI, esse comportamento já reflete o aumento dos preços internacionais das commodities ocorrido a partir de maio de 2020, e que continua no princípio de 2021.

 

Fatores - Por outro lado, a queda do índice de quantum das exportações do agronegócio brasileiro pode ser explicada pela forte queda da quantidade exportada de soja em grão, ocorrida em função do baixo estoque de passagem, do atraso no plantio da safra 2020/2021 em função da seca, e, posteriormente, do atraso nas áreas de colheita em decorrência das chuvas. (Mapa)

 

>> Confira a nota e o resumo da Balança Comercial do Agronegócio

>> Confira o Agrostat - Sistema de Estatísticas de Comercio Exterior do Agronegócio Brasileiro

 

 

ENTENDIMENTO: Brasil e Reino Unido criam comitê conjunto para facilitar relação na agricultura

entendimento 12 02 2021A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o secretário de Estado George Eustice, do Departamento do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido assinaram nesta quinta-feira (11/02) o Memorando de Entendimento de criação do Comitê Conjunto de Agricultura (CCA) Brasil Reino Unido. A partir desta assinatura, as autoridades dos dois países desenvolverão esforços para garantir a continuidade de consultas bilaterais sobre questões relacionadas ao comércio de bens agropecuários, e de estabelecer um fórum de debates relativos aos interesses de ambos os países, inclusive potenciais arranjos comerciais para o futuro.

Reuniões - O CCA consistirá de reuniões entre os participantes, que serão realizadas alternativamente em cada país (ou virtualmente, quando necessário) e entre órgãos públicos do Brasil e Reino Unido e instituições pertinentes de sanidade agrícola e saúde animal.

Outros objetivos - Outros objetivos do CCA abarcam a facilitação de discussões e colaboração sobre questões agropecuária ente os dois países, incluindo-se, mas não limitado aos itens, como o comércio agrícola e de alimentos, e acesso aos mercados; regulamentações e certificações técnicas pertinentes às matérias agrícolas; medidas de segurança alimentar e segurança de alimentos; sustentabilidade de produção agropecuária; pesquisa e inovação na área de agricultura e abastecimento, e normas sanitárias e fitossanitárias internacionais.

Convite - No encontro, a ministra convidou os representantes britânicos a conhecer importantes programas existentes no Brasil, como o Programa ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono), o Programa Nacional de Bioinsumos e o Renovabio. Também citou o Código Florestal, destacando as parcerias internacionais e o Cadastro Ambiental Rural (CAR). “Temos muitas coisas para trocar. Temos muito interesse nessa parceria, mas temos que ter o equilíbrio para que possamos caminhar cada vez mais juntos”, disse Tereza Cristina.

Desburocratização - Ela também enfatizou que o objetivo do Comitê é desburocratizar e acelerar as interações entre os dois países. “Entendemos que, neste primeiro momento, o Reino Unido seguirá adotando muitos dos parâmetros europeus, inclusive sanitários e fitossanitários. Mas temos a expectativa de que, com o tempo, sem abandonar seus elevados padrões, o Reino Unido, nas suas normativas técnicas, se tornará mais alinhado às regras internacionais, mais próximo de abordagens baseadas na ciência”, destacou a ministra.

Ministro - Também participou da assinatura do memorando o ministro para o Pacífico e Meio Ambiente do Reino Unido, Zac Goldsmit.

Comércio bilateral - As exportações do agro brasileiro para o Reino Unido cresceram 5% em valor, no comparativo 2019/2020, evoluindo de US$ 1,031 bilhão para US$ 1,087 bilhão.

Produtos - Os principais produtos do agro exportados em 2020 foram principalmente: soja – US$ 220,9 milhões, aves (frango e peru) – US$ 204,4 milhões, frutas, como melões, uvas, melancias, goiabas e mangas – US$ 138,6 milhões, preparações alimentícias e conservas de origem bovina – US$ 96,1 milhões, café – US$ 96 milhões, açúcar – US$ 57,4 milhões e álcool etílico – US$ 27,4 milhões.

Importações - Os principais produtos importados pelo Brasil provenientes do Reino Unido, no ano passado, foram o uísque que alcançou US$ 55,7 milhões, e o gim com US$ 8,7 milhões. Juntas, estas bebidas representaram 60% das exportações do agro britânico para o Brasil, que foram de US$ 107,8 milhões.

Ano atípico - De acordo com a explicação do adido agrícola em Londres, Augusto Billi, o ano de 2020 foi bastante atípico, seja pela deflagração da pandemia de Covid-19, que alterou hábitos de consumo e cadeias de suprimentos, seja também pela característica peculiar do Período de Transição do Brexit vivido pelo Reino Unido e encerrado em 31/12/20.

Queda - “A economia do Reino Unido sofreu queda brusca nos meses de março e abril, com redução de cerca de 20%, recuperando-se lentamente, mas sem alcançar os níveis anteriores de atividade econômica”, complementa Augusto Billi.

Crescimento - Apesar de todas as dificuldades do ano de 2020, o agronegócio brasileiro conseguiu crescer 5% no mercado britânico. As expectativas de crescimento são favoráveis para 2021.

Demanda - O Reino Unido importa mais de 50% dos alimentos que consome, e cerca de 70% dos produtos são provenientes da UE. Apesar do Acordo de Comércio e Cooperação celebrado entre Reino Unido e União Européia em dezembro/20, o simples fato da imposição mútua de verificações sanitárias e fitossanitárias nas fronteiras favorece a competitividade dos produtos brasileiros.

Fato positivo - “Um fato positivo do pós Brexit que favoreceu o Brasil foi a decisão do Reino Unido de desregulamentar algumas frutas, que deixaram de exigir Certificação Fitossanitária”, salienta Billi. “Também a criação da Quota Tarifária Autônoma, com tarifa zero para 260 mil toneladas de açúcar bruto de cana, aumenta a expectativa positiva para o setor. Estima-se que o Brasil deve ocupar boa parte desta quota”, conclui. (Mapa)

FOTO: Antônio Araújo / Mapa

 

PRODUÇÃO PECUÁRIA: Abate de suínos e frangos cresce no quarto trimestre de 2020

pecuaria 12 02 2021O quarto trimestre de 2020 registrou aumento no abate de suínos e frangos, em comparação com o mesmo período de 2019. Foram 12,10 milhões de cabeças de suínos abatidas, um aumento de 1,6% em relação ao ano anterior, mas com queda de 4,7% em comparação ao terceiro trimestre de 2020. Já com relação aos frangos, foram abatidas 1,55 bilhão de cabeças, resultado que representa 5,5% a mais do que o quarto tri de 2019, além de 2,5% maior que o trimestre anterior.

Bovinos - Por outro lado, o abate de bovinos caiu em relação ao trimestre anterior e na comparação anual: 7,25 milhões de cabeças de bovinos, queda de 10,3% contra o quarto tri de 2019 e de 5,8% contra o terceiro tri de 2020.

Dados - Os dados são da Estatística da Produção Pecuária: Primeiros resultados, divulgada nesta quinta-feira (11/02) pelo IBGE. Os resultados completos, contemplando os dados para o fechamento de 2020 e as unidades da federação, serão divulgados em 18 de março de 2021.

Carcaças - A produção de carcaças bovinas foi de 1,96 milhão de toneladas, registrando queda de 6,5% em relação ao quarto tri de 2019 e de 4,6% na comparação com o terceiro tri de 2020. Já o peso acumulado das carcaças de suínos foi de 1,08 milhão de toneladas, aumento de 1,7% contra o quarto trimestre de 2019 e queda de 7,8% na comparação com o trimestre anterior. Pelo lado das carcaças de frango, o preso acumulado foi de 3,57 milhões de toneladas, aumento de 5,2% em relação ao quarto trimestre de 2019 e de 2,5% frente ao terceiro tri de 2020.

Aquisição de leite aumenta, enquanto produção de ovos cai - A pesquisa também mostra que a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal) foi de 6,71 bilhões de litros. O resultado revela um aumento de 0,6% em comparação ao registrado no quarto tri de 2019 e de 4,1% em comparação terceiro trimestre de 2020.

Queda - Já a produção de ovos de galinha foi de 977 milhões de dúzias, queda de 1,5% em relação ao mesmo período do ano anterior e retração de 3,4% em comparação ao terceiro trimestre de 2020.

Couro - A Pesquisa Trimestral do Couro, que investiga os curtumes que efetuam curtimento de pelo menos 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano, mostra que os estabelecimentos declararam ter recebido 7,5 milhões de peças inteiras de couro cru no quarto trimestre de 2020, o que representa queda de 3,9% em comparação ao quarto trimestre de 2019 e diminuição de 8,5% em relação ao trimestre anterior. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: AEN-Seab-Paraná

 

IBC-BR: Atividade econômica tem alta de 0,64% em dezembro, diz Banco Central

ibc br 12 02 2021A atividade econômica brasileira registrou alta em dezembro do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (12/02) pelo Banco Central (BC). É o oitavo mês consecutivo de crescimento, após as quedas de março e abril, devido às medidas de isolamento social necessárias para o enfrentamento da pandemia de covid-19.

Dessazonalizado - O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), dessazonalizado (ajustado para o período), apresentou expansão de 0,64% em dezembro em relação a novembro. Na comparação com dezembro de 2019, também houve aumento de 1,34% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais).

Acumulado do ano - Entretanto, no acumulado do ano de 2020, o indicador ficou negativo em 4,05%.

Evolução - O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 2% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

Antecipação - O indicador foi criado pelo Banco Central para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Entretanto, o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que ainda será divulgado. A estimativa da equipe econômica do governo federal é que o PIB deve registrar queda por volta de 4,5%, em 2020. (Agência Brasil)

FOTO: Banco Central do Brasil

 

SERVIÇOS: Setor fica estável em dezembro e fecha o ano com queda de 7,8%

servicos 12 02 2021O setor de serviços ficou estável ( -0,2%) em dezembro frente a novembro, interrompendo seis meses consecutivos de alta. Apesar do ganho acumulado de 18,9% nesse período, o volume de serviços ainda se encontra 3,8% abaixo do patamar de fevereiro, quando as medidas de isolamento social para controle da pandemia de Covid-19 ainda não haviam sido adotadas.

Acumulado - Com isso, o setor encerrou o ano com um acumulado de -7,8% entre janeiro e dezembro. É a queda mais intensa da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), iniciada em 2012 para esse indicador. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11/02) pelo IBGE.

Retração - A retração no acumulado do ano supera a de 2016 (-5%) e interrompe dois anos de resultados não negativos: 2018 (0,0%) e 2019 (1,0%). Os setores que mais impactaram essa queda são os ligados às atividades presenciais e que, portanto, foram mais afetados pelas medidas adotadas para combater a pandemia causada pelo novo coronavírus. Entre eles estão os serviços prestados às famílias (-35,6%), os profissionais, administrativos e complementares (-11,4%) e os transportes (-7,7%), que tiveram quedas recorde no período.

Atividades - “Em termos de atividades, houve uma disseminação de taxas negativas, com quatro dos cinco setores mostrando recuo frente ao ano de 2019. O principal impacto veio dos serviços prestados às famílias, que foi pressionado pela queda na receita dos restaurantes, hotéis, serviços de bufê e produção e promoção de eventos esportivos e atividades de ensino ligadas a cursos profissionalizantes, técnicos e autoescolas, por exemplo”, explica o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Segundo maior impacto - Já o segundo maior impacto veio do setor de serviços profissionais, administrativos e complementares, que foi pressionado pela retração na receita das empresas de gestão de ativos intangíveis, administração de programas de fidelidade, soluções de pagamentos eletrônicos e serviços de limpeza.

Programas de fidelidade - “Em relação à administração de programas de fidelidade, temos uma correlação com a queda da receita das companhias aéreas. Já a queda nos serviços de limpeza é explicada por conta de edifícios comerciais terem sido fechados a partir de março. Ainda que alguns tenham voltado a funcionar, muitas pessoas permanecem trabalhando remotamente e isso afetou, de alguma forma, a contratação das empresas que oferecem esses serviços”, afirma Lobo.

Transporte - A retração no setor de transportes foi puxada, principalmente, pela queda na receita das empresas de transporte aéreo de passageiros, rodoviário coletivo de passageiros, rodoviário de cargas e correio nacional.

Informação e comunicação - Também houve queda nos serviços de informação e comunicação (-1,6%), com perdas de receita especialmente nos segmentos de telecomunicações, programadoras e atividades relacionadas à televisão por assinatura, atividades de exibição cinematográfica, operadoras de TV por satélite e consultoria em tecnologia da informação.

Outros serviços - O único setor que teve resultados positivos no acumulado do ano foi o de outros serviços (6,7%), impulsionado, principalmente, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de corretoras de títulos, valores mobiliários e mercadorias e administração de bolsas e mercados de balcão organizados.

Alternativas - “Com a queda recente da taxa de juros, famílias e empresas passaram a procurar outras formas de investimento alternativas à poupança e estão migrando para investimentos de renda fixa ou variável. E empresas desses segmentos financeiros auxiliares também tiveram aumento de receita em função dessa intermediação que fazem do mercado financeiro com as famílias e empresas que buscam por aumento de rendimento”, diz o pesquisador.

Duas atividades têm queda em dezembro - A variação de -0,2% no volume de serviços na passagem de novembro para dezembro foi acompanhado por duas das cinco atividades pesquisadas na PMS: os serviços prestados às famílias (-3,6%) e os transportes, serviços auxiliares ao transportes e correio (-0,7%).

Recuperação - “Entre junho e novembro, o setor de serviços mostrou uma recuperação importante (18,9%) depois de ter caído de forma considerável nos meses iniciais da pandemia, entre março e maio. Não havia alcançando ainda o patamar pré-pandemia e, agora no mês de dezembro, interrompe essa sequência de taxas positivas e mostra uma ligeira variação negativa, uma espécie de acomodação frente ao crescimento recente”, diz Lobo.

Presencial - Ele explica que as atividades que pressionaram a queda dos dois setores são de caráter presencial, como alojamento e alimentação no setor de serviços prestados às famílias e transporte rodoviário coletivo de passageiros no setor de transportes.

Isolamento - “A necessidade do isolamento social, o fechamento de diversos estabelecimentos – seja parcial ou integralmente – considerados não essenciais, o receio de contágio das famílias, a inexistência de uma medicação que combata a Covid-19 e o horizonte de tempo ainda distante de uma vacinação em massa são fatores que atuam como um limitador de uma recuperação mais acelerada do setor, sobretudo, em relação aos de caráter presencial”, ressalta.

Taxas positivas - Já os setores de outros serviços (3,0%), serviços de informação e comunicação (0,3%) e os profissionais, administrativos e complementares (0,1%) tiveram taxas positivas na passagem de novembro para dezembro.

Dezembro 2019 - Na comparação com dezembro de 2019, o volume de serviços recuou 3,3% e registrou a décima taxa negativa seguida. Também nesse indicador, os serviços prestados às famílias (-25,4%) foram a principal influência negativa. Isso se deve à queda nas receitas das empresas que atuam nos ramos de restaurantes, hotéis, serviços de bufê e atividades de condicionamento físico, como academias.

Índice de atividades turísticas fica estável - O índice de atividades turísticas apontou estabilidade (0,0%) na passagem de novembro para dezembro, após registrar sete taxas positivas seguidas, período em que acumulou ganho de 120,8%. Mesmo com esse crescimento acumulado no período, o segmento de turismo ainda precisa avançar 42,9% para retomar ao patamar de fevereiro.

Para baixo - “Todas aquelas atividades de caráter presencial, como transporte aéreo de passageiros, restaurantes, hotéis, locações de automóveis e agências de viagens, puxaram o indicador para baixo, fazendo com que ele ficasse estável nesse mês”, explica o gerente da pesquisa.

Pressão - No acumulado do ano, o índice recuou 36,7% frente a igual período do ano anterior, pressionado, sobretudo, pelos ramos de restaurantes, transporte aéreo, hotéis, transporte rodoviário coletivo de passageiros, catering, bufê e outros serviços de comida preparada e agências de viagens. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

servicos tabela I 12 02 2021

servicos tabela II 12 02 2021

 

 

PGFN: Regulamentada nova modalidade de transação tributária

pgfn 12 02 2021A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicou a Portaria nº 1696, de 10 de fevereiro de 2021, que estabelece as condições para transação por adesão para tributos federais vencidos no período de março a dezembro de 2020 e não pagos em razão dos impactos econômicos decorrentes da pandemia da Covid-19. Essa modalidade estará disponível para adesão somente a partir de 1º de março.

Simples Nacional - A negociação também abrange os débitos apurados na forma do Simples Nacional vencidos no período de março a dezembro do ano passado. No caso de pessoa física, poderá ser negociado o débito de Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF) relativo ao exercício de 2020.

Dívida Ativa da União - Para conseguir a negociação junto à PGFN, o débito deve estar inscrito em Dívida Ativa da União até 31 de maio de 2021.

Benefícios e procedimento s- Os benefícios e os procedimentos para adesão à nova modalidade são os mesmos da Transação Excepcional, que já estava disponível em 2020.

Condições - Como condição para a adesão, a PGFN avaliará a capacidade de pagamento do contribuinte, levando-se em consideração os impactos econômicos e financeiros decorrentes da pandemia.

Pessoa física- Para tal finalidade, no caso de pessoa jurídica, considera-se impacto na capacidade de geração de resultados a redução, em qualquer percentual, da soma da receita bruta mensal de 2020 – com início no mês de março e fim no mês imediatamente anterior ao mês de adesão – em relação à soma da receita bruta mensal do mesmo período de 2019, apurada na forma do art. 12 do Decreto-Lei nº 1.598/1977.

Pessoas jurídicas- Já para as pessoas físicas, considera-se impacto no comprometimento da renda a redução, em qualquer percentual, da soma do rendimento bruto mensal de 2020 – com início no mês de março e fim no mês imediatamente anterior ao mês de adesão – em relação à soma do rendimento bruto mensal do mesmo período de 2019.

Informação - Diante disso, o contribuinte interessado na negociação deverá prestar informações à PGFN, de forma a demonstrar os impactos financeiros sofridos. Essas informações serão comparadas com as demais informações econômico-fiscais disponíveis na base de dados da PGFN, para fins de avaliação da capacidade de pagamento.

Benefícios - A modalidade permite que a entrada – referente a 4% do valor total das inscrições selecionadas – seja parcelada em até 12 meses, sendo o pagamento do saldo restante:

— dividido em até 72 meses para pessoas jurídicas, com possibilidade de descontos de até 100% sobre os valores de multas, juros e encargos, respeitado o limite de até 50% do valor total da dívida;

— dividido em até 133 meses para pessoas físicas, empresários individuais, microempresas, empresas de pequeno porte, instituições de ensino, Santas Casas de Misericórdia, sociedades cooperativas e demais organizações da sociedade civil de que trata a Lei nº 13.019/2014, com possibilidade de descontos de até 100% sobre os valores de multas, juros e encargos, respeitado o limite de até 70% do valor total da dívida.

Débitos previdenciários - Para a transação envolvendo débitos previdenciários, a quantidade máxima de prestações continua sendo 60 parcelas, devido a limitações constitucionais.

Como negociar - O procedimento de adesão possui três etapas, sendo todas feitas por meio do portal Regularize, na opção Negociar Dívida > Acesso ao Sistema de Negociações.

Primeira etapa - A primeira etapa consiste no preenchimento da Declaração de Receita/Rendimento, etapa indispensável para que a PGFN verifique a capacidade de pagamento do contribuinte e libere a proposta de acordo. Feito isso, caso o contribuinte esteja apto, poderá realizar a adesão ao acordo.

Pagamento - Após a adesão, o contribuinte deverá pagar o documento de arrecadação da primeira prestação para que a transação seja efetivada. Caso não haja o pagamento da primeira prestação até a data de vencimento, o acordo é cancelado. (Ministério da Economia)

 

ECONOMIA: Governo edita medida provisória para facilitar acesso ao crédito a empresas e pessoas físicas

economia 12 02 2021Em continuidade às medidas de facilitação de acesso ao crédito, o governo federal publicou, no Diário Oficial da União de quarta-feira (10/02), a Medida Provisória (MP) Nº 1.028, que suspende até 30 de junho de 2021 uma série de exigências previstas em lei para contratação de operações de crédito com instituições financeiras e privadas. O objetivo é simplificar e agilizar os processos de análise e liberação de créditos a empresas e pessoas físicas que ainda estão com dificuldades devido aos impactos econômicos produzidos pela pandemia da Covid-19.

Dispensa - Por meio da MP – proposta pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia – os bancos, no processo de concessão de empréstimos, ficam dispensados das seguintes exigências:

>> Entrega da Relação Anual de Informações Sociais (Rais);

>> Quitação das obrigações eleitorais;

>> Certidão Negativa de Inscrição em Dívida Ativa da União (sendo necessário estar em dia com o Instituto Nacional do Seguro Social/INSS);

>> Regularidade com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);

>> Certidão Negativa de Débito (CND) da empresa na contratação com o Poder Público e no recebimento de benefícios, incentivo fiscal ou creditício concedido por ele, e nas operações de crédito que envolvam recursos públicos, inclusive os provenientes de diversos fundos (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte/FNO, Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste/FNE, Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste/FCO, Fundo de Investimentos do Nordeste/Finor, Fundo de Investimentos da Amazônia (Finam), Fundo de Garantia do Tempo de Serviço/FGTS, Fundo de Amparo ao Trabalhador/FAT e Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação/FNDE);

>> Regularidade com o Imposto Territorial Rural (ITR) para obtenção de crédito rural;

>>Regularidade no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) nas operações de crédito com recursos públicos;

>> Proibição de instituições de crédito realizarem operações de financiamento ou concederem dispensa de juros, de multa ou de correção monetária ou qualquer outro benefício, com lastro em recursos públicos ou oriundos do FGTS, a quem esteja em débito com o Fundo.

CDN - O texto da MP também revoga, em caráter permanente, a necessidade de apresentação de Certidão Negativa de Débitos (CND) pelas empresas, nas operações de crédito com instituições financeiras que envolvam recursos captados por meio da Poupança. (Ministério da Economia)

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CÂMBIO: Dólar sobe 0,32% e fecha dia em R$ 5,38

cambio 12 02 2021Em mais um dia de volatilidade no mercado financeiro, o dólar teve leve alta depois de iniciar a sessão em queda. A bolsa de valores subiu depois de três dias consecutivos de queda.

Cotação -O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (11/02) vendido a R$ 5,388, com alta de R$ 0,017 (+0,32%). Na mínima do dia, por volta das 10h30, a cotação chegou a cair para R$ 5,33, mas voltou a subir durante a tarde, com o real descolando-se da maioria das moedas dos países emergentes e perdendo valor.

Ações - O mercado de ações teve um dia de trégua. O índice Ibovespa fechou o dia aos 119.300 pontos, com alta de 0,73%. O indicador chegou a superar os 120 mil pontos pela manhã, mas não sustentou os ganhos e perdeu ritmo durante a tarde.

Auxílio emergencial - Apesar da aprovação do projeto de lei que concede autonomia do Banco Central, os investidores continuam atentos a uma eventual recriação do auxílio emergencial. Nesta quinta-feira (11/02), o presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que a situação econômica está ficando “crítica” para a população e que o governo precisa definir uma posição “viável” para uma nova rodada do benefício. E uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o setor de serviços teve queda de 7,8% no ano passado. O resultado negativo também contribuiu para a instabilidade do mercado. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

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LEGISLATIVO: Senadores cobram de Pazuello meta de vacinar toda a população em 2021

legislativo 12 02 2021Em sessão temática realizada nesta quinta-feira (11/02), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, cobrou, junto aos demais senadores, do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a promessa de que toda a população brasileira será imunizada até o final deste ano contra a covid-19, segundo garantiu o ministro. Pazuello foi convidado a prestar esclarecimentos no Senado sobre as medidas tomadas pelo governo no enfrentamento da pandemia de coronavírus.

Vacinação - “Nós vamos vacinar o país em 2021, 50% da população vacinável até junho; 50%, até dezembro. Esse é o nosso desafio e é o que nós estamos buscando e vamos fazer”, afirmou o ministro ao ser questionado pelos parlamentares.

Compromisso - Ao final da sessão, após manifestações dos demais senadores e dos esclarecimentos feitos por Pazuello, o presidente do Senado perguntou se a fala do ministro poderia ser tomada pelo Senado como um compromisso. “É possível depreender que esse seja um compromisso e a expectativa do povo brasileiro possa se cumprir no sentido de que teremos a vacinação completa e plena no Brasil no ano de 2021?”, questionou Pacheco, após perguntar se a previsão é real, factível, e se será cumprida pelo governo federal e pelo Ministério da Saúde.

Promessa - O ministro afirmou que, no que depender do ministério, sim, a promessa será cumprida. Ele lembrou que alguns fatores são externos, como a liberação de insumos para a fabricação da vacina vindos de outros países, mas garantiu que o ministério trabalha para ter reservas e que a parte que depende do seu esforço pode ser tida como um compromisso.

Requerimento - A sessão de debates foi feita por requerimento da senadora Rose de Freitas (MDB-ES). O pedido inicial feito pela senadora previa a convocação de Pazuello, o que obrigaria a participação do ministro, mas foi modificado após um apelo do líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e transformado em convite. Para a senadora, o governo demorou muito para transformar a intenção de comprar vacina em algo concreto.

Organização - “Faltou, no Brasil, a iniciativa de organizar os estados, uma ação coordenada para atender a defesa da vida e o número de vacinas necessário para o povo brasileiro. Eu queria saber qual é o sentimento de Vossa Excelência, sobretudo em relação ao não atendimento dessa finalidade precípua, que é colocar o ministério para salvar as vidas que estão hoje perdidas em inúmeros hospitais espalhados pelo Brasil”, questionou a senadora.

Atraso - Para a maior parte dos parlamentares que se manifestaram, houve demora do governo para garantir as doses necessárias. A senadora Simone Tebet (MDB-MS) apontou erros na estratégia de imunização. Para ela, se o Brasil conseguir avançar no ranking da vacinação não será graças ao governo, mas sim em razão da estrutura e das políticas de imunização já existentes.

Pontos de vacinação - Na mesma linha, Rogério Carvalho (PT-SE) afirmou que o Brasil tem 37 mil pontos de vacinação e disse que se o país tivesse vacinas suficientes, poderia imunizar, em 30 dias, mais de 70% da população. Para ele, o risco da demora é de que haja o desenvolvimento de uma cepa não suscetível e que todo o esforço já feito seja perdido.

Clamor - “Pelo amor de Deus, eu clamo que este governo se empenhe ao máximo e compre vacina. Vamos desideologizar, mas vamos botar vacina dentro do Brasil e vacinar todas as pessoas que precisam dela, sob pena de jogarmos tudo o que fizemos até agora no lixo, e, em vez de 400 mil mortos, termos um 1 milhão de mortos, 1,5 milhão de mortos de entes queridos e famílias destruídas.”

Providências - O senador Reguffe (Podemos-DF) disse que houve atraso do Ministério da Saúde para tomar as providências necessárias para a imunização. Ele lembrou que, apesar de o ministro ter assumido em maio, somente em dezembro foi editada uma medida provisória para viabilizar a compra de imunizantes. “Se a única coisa que salva vidas para valer é a vacina, a vacina tinha que ser a prioridade absoluta, não ser contestada como o foi por parte do governo.”

Demanda - O senador Major Olimpio (PSL-SP) citou declarações antigas do ministro de que se houvesse demanda e preço adequado as vacinas seriam compradas. Ele questionou se Pazuello realmente acreditava que poderia não haver demanda e quis saber se a declaração foi fruto de desconhecimento ou obediência hierárquica. “O presidente Bolsonaro afirmou que fabricantes de vacinas é que devem procurar o Brasil, e não o contrário. O senhor concorda com essa afirmação? Não é de interesse da população brasileira a maior quantidade de vacinas para que ocorra o quanto antes a vacinação em massa?”, questionou o senador, que, depois apontou a falta de resposta por parte do ministro.

Questionamentos - Também foram alvo de questionamentos dos senadores as declarações do chefe da pasta de que as negociações da compra de vacinas com a fabricante Pfizer não deram certo porque as cláusulas eram abusivas. Entre os problemas, ele citou a dificuldade logística, já que as vacinas precisariam ficar a 80 graus negativos, e o fato de a empresa não fornecer diluentes, que teriam que ser comprados pelo Brasil. Segundo o ministro, o país não precisa se submeter a isso. 

Cláusulas - Fabiano Contarato (Rede-ES) afirmou que as chamadas cláusulas leoninas (abusivas) não deveriam ter sido levadas em conta quando vidas estavam em risco. Na opinião do senador, primeiro é preciso salvar vidas e depois contestar as cláusulas do contrato. “Deixe isso para o jurídico, mas vamos preservar o principal bem jurídico que é a vida humana, o respeito à integridade física e a saúde de todo brasileiro e brasileira.”

Diferença de tratamento - Alessandro Vieira (Cidadania-SE) concordou com o posicionamento de Contarato e questionou também a diferença de tratamento dada ao Instituto Butantan, que produz a CoronaVac, à União Farmacêutica, que negocia a produção da vacina russa Sputnik V no país. “A União Farmacêutica, até onde eu tenho conhecimento, é uma empresa de grande porte, capacidade reconhecida, mas que jamais produziu vacinas. Existe um descompasso, existe uma diferença de tratamento muito marcante no tocante ao que foi feito na contratação com o Butantan, que, por outro lado, produz vacinas há cem anos”, apontou o senador.

Outros laboratórios - A senadora Kátia Abreu (PDT-TO), por sua vez, questionou o motivo da demora do governo em negociar com outros laboratórios, como Johnson & Johnson e Sinopharm. Em resposta aos senadores, o ministro disse que o governo está negociando com todos os laboratórios possíveis, mas que muitas vezes as quantidades disponíveis são baixas.

Lentidão - Pazuello também respondeu a uma pergunta do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que apontou lentidão na chegada de novas doses. Segundo o ministro, nos próximos 12 dias, o ministério deve distribuir 4,8 milhões doses da vacina. Ele também afirmou que os estoques de seringas estão completos e que o Ministério da Saúde tem condições de fornecer em caso de falta.

Amazonas - Senadores do Amazonas fizeram um apelo ao ministro para que a vacinação do estado se desse de forma mais rápida em razão do agravamento da situação da pandemia e do surgimento de uma nova cepa, muito mais transmissível. “Eu não sei, ministro, quantas vacinas virão. Ou nós imunizamos 70% dos amazonenses ou haverá uma terceira onda. Esse é um apelo que nós amazonenses fazemos ao senhor e ao presidente Jair Bolsonaro”, disse Omar Aziz (PSD-AM).

Força-tarefa- Eduardo Braga (MDB-AM) sugeriu uma força-tarefa do Ministério da Saúde, das Forças Armadas, do estado do Amazonas e do município de Manaus para que se consiga vacinar um milhão de amazonenses a mais do que o previsto já nos próximos dias. “Eu espero, sinceramente, que Vossa Excelência possa fazer, porque o nosso povo está chorando pela morte dos amigos, dos parentes e compatriotas”, lamentou.

Repetição - Randolfe Rodrigues (Rede-AP) alertou para a repetição das dificuldades do Amazonas em outros estados da região Norte, como Roraima, Rondônia e Pará. “O apelo que faço, ministro: o cerco de imunização, em especial na Região Amazônica, não seria uma medida necessária, urgente para ser tomada, neste instante, avançando com a imunização na Amazônia, o que, inclusive, protegeria o restante do país, já que lá é que está ocorrendo concretamente a disseminação da nova cepa?”

Resposta - Em resposta, Pazuello afirmou que está encarando o problema de forma muito séria e que a vacinação será acelerada em Manaus, em parceria com o Ministério da Defesa. Segundo o ministro, a intenção é, num primeiro momento, vacinar todas as pessoas acima de 50 anos. “Nós vamos fazer um grande plano de vacinação, está desenhado. Ela vai ser up down. A gente vai pegar todo o entorno de Manaus e depois a gente pega os polos”, garantiu.

Lobby - Para o senador Esperidião Amin (PP-SC), o ritmo da vacinação é insatisfatório, mas a responsabilidade não é somente do ministério porque quem vacina são os municípios. O senador afirmou que há um grande lobby dos laboratórios, que dificulta o acesso aos imunizantes. Para ele, é preciso fortalecer a fabricação de vacinas no Brasil.

Fabricação - “Nós podemos, sim, prestigiar tudo aquilo que outros países já desenvolveram em termos de ciência e técnica e apressar e fortalecer, ministro, a fabricação de vacinas no Brasil. O papa sabe disso. Até o papa sabe que, se deixar correr livre mercado, só vai vacinar quem pagar mais ou quem sedia o fabricante — disse o senador.

Retrocesso - Nelsinho Trad (PSD-MS), por sua vez, apontou um retrocesso da área imunobiológica brasileira nas últimas três décadas. Para ele, o Brasil precisa de investimentos constantes nessa área se quiser ter capacidade para produzir os insumos necessários para fazer vacinas. O senador disse que o Congresso está disposto a contribuir no que for preciso para enfrentar a pandemia. (Agência Senado)

FOTO: Pedro França / Agência Senado

 

SAÚDE I: Brasil registra mais de 54 mil novos casos e 1.351 óbitos

Segundo boletim epidemiológico divulgado no início da noite desta quinta-feira (11/02) pelo Ministério da Saúde, a pandemia de covid-19 no Brasil foi responsável por 236.201 óbitos, com 1.351 novas mortes tendo sido registradas em 24 horas.

Diagnósticos - Segundo o levantamento, 9.713.909 brasileiros foram diagnosticados com a doença, sendo que 54.742 novos casos foram diagnosticados desde o último boletim, divulgado quarta-feira (10/02). A taxa de cura segue estabilizada em 89%. O Brasil soma mais de 8,6 milhões de recuperados da doença.

Casos - No ranking de casos, São Paulo continua a liderar, tanto em ocorrências quanto em óbitos. O estado registra 1.889.969 casos e 55.742 mortes. Minas Gerais e Bahia seguem atrás, com 793.157 casos e 16.405 mortes e 620.042 casos e 10.543 mortes, respectivamente.

Dois estados - Apenas dois estados registraram menos de mil mortes até o momento: Acre, com 907 óbitos, e Roraima, com 937. De acordo com o informe, 2.822 óbitos seguem em investigação e ainda não tiveram causa confirmada. (Agência Brasil)

saude I tabela 12 02 2021

SAÚDE II: Boletim confirma 3.446 novos casos de Covid-19. Estado tem 218.050 pessoas vacinadas

saude II 12 10 2021A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (11/02) mais 3.446 novos casos confirmados e 43 mortes em decorrência da Covid-19 no Paraná. Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Estado soma 576.877 diagnósticos e 10.532 mortos pela infecção causada pelo novo coronavírus.

Meses - Os casos divulgados nesta quinta-feira são de fevereiro (3.178) e janeiro de 2021 (158) e dos seguintes meses de 2020: maio (1), junho (1), julho (1), agosto (3), setembro (7), outubro (2), novembro (28) e dezembro (66).

Vacina - A Secretaria da Saúde informa que na quarta-feira (10), o sistema de informação apresentou problemas e os dados passaram por ajustes. Com os números revisados, o Paraná totaliza hoje 218.050 pessoas vacinadas contra a Covid-19. Ao todo, o Estado recebeu até o momento 538.900 doses do Governo Federal.

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Internados - 1.488 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados. São 1.242 pacientes em leitos SUS (646 em UTI e 596 em enfermaria) e 246 em leitos da rede particular (109 em UTI e 137 em enfermaria).

Exames - Há outros 1.239 pacientes internados, 412 em leitos UTI e 827 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão nas redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Secretaria Estadual da Saúde informa a morte de mais 43 pacientes. São 16 mulheres e 27 homens, com idades que variam de 25 a 93 anos. Os óbitos ocorreram entre 28 de novembro de 2020 a 11 de fevereiro de 2021.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Almirante Tamandaré (2), Arapongas (2), Guaratuba (2), Maringá (2), Ponta Grossa (2), Rolândia (2). Também foi registrada a morte de uma pessoa em cada um dos municípios de Andirá, Araucária, Campo Largo, Campo Mourão, Capanema, Curitiba, Espigão Alto do Iguaçu, Fazenda Rio Grande, Figueira, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Ibiporã, Imbituva, Irati, Laranjeiras do Sul, Londrina, Mandaguari, Marquinho, Paranavaí, Pato Branco, Pinhais, Porecatu, Renascença, Ribeirão do Pinhal, Santa helena, São Jerônimo da Serra, Tupãssi e Umuarama.

Fora do Paraná - O monitoramento registra 4.318 casos de residentes de fora, sendo que 82 pessoas foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo clicando AQUI

 

SAÚDE III: ANS analisa proposta de normativa que definirá novas coberturas dos planos de saúde

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) analisou, na quarta-feira (10/02), a proposta de Resolução Normativa (RN) que irá atualizar o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Na reunião, foram apresentados os resultados da consulta pública que reuniu contribuições para a incorporação de novas tecnologias na lista de cobertura dos planos de saúde e as sugestões que foram consolidadas após análise técnica. Os diretores apreciaram a minuta da RN, que deverá, agora, passar pelos ajustes finais antes de ser aprovada em definitivo pelo colegiado e seguir para publicação no Diário Oficial da União (DOU).

Propostas - As propostas de atualização sugeridas contemplam a incorporação de 60 novas tecnologias em saúde, sendo 46 relativas a medicamentos e 14 referentes a procedimentos como exames, terapias e cirurgias. Na lista de medicamentos, estão 24 antineoplásicos orais contra diversos tipos de câncer; 21 imunobiológicos para tratamento de doenças inflamatórias, crônicas e autoimunes, como psoríase, asma e esclerose múltipla; e um para tratamento de doença que leva a deformidades ósseas. Entre os procedimentos, estão exames, terapias e cirurgias para diagnóstico e tratamento de enfermidades do coração, intestino, coluna, pulmão, mama, entre outras (confira a lista completa ao final desse texto). Além disso, está sendo ampliada a cobertura de outros quatro procedimentos já existentes no Rol, através de alterações nas Diretrizes de Utilização (DUTs).

Mais - Além das incorporações de tecnologias, estão sendo propostas outras 41 atualizações entre alterações em DUTs e aprimoramento de termos descritivos de procedimentos já elencados no Rol. Com isso, a Agência busca aprimorar a redação e consolidar regras previstas em entendimentos já divulgados pela ANS.

Consolidação - As propostas de atualização analisadas pela diretoria da ANS serão agora consolidadas e a minuta final de normativa seguirá para aprovação na próxima reunião dos diretores, prevista para ocorrer ainda este mês. Depois de publicada no DOU, as operadoras de planos de saúde terão 30 dias para se adequarem à norma, e na sequência as novas coberturas passarão a vigorar. O Rol de Procedimentos é válido para os beneficiários de planos de saúde contratados a partir de 02 de janeiro de 1999, os chamados planos novos, e para os usuários de planos contratados antes dessa data, mas que foram adaptados à Lei dos planos de saúde.

Clique aqui e saiba mais sobre a cobertura dos planos de saúde e o Rol de Procedimentos.

Consulta pública - No período em que esteve em consulta pública – de 08/10/2020 a 21/11/2020 - a ANS recebeu 30.658 contribuições para atualização do Rol, um aumento de 500% em relação à última consulta pública para revisão do Rol, realizada em 2017, que teve 5.259 contribuições. Do total de sugestões recebidas, 50% (15.242) foram relativas a procedimentos como consultas, exames e cirurgias; 47% (14.481) a medicamentos; e os 3% restantes relacionados a alterações em temos descritivos, no texto da Resolução Normativa e sobre as atualizações extraordinárias realizadas em 2020 por conta da pandemia de Covid-19. A maior parte das contribuições foi encaminhada por profissionais de saúde, seguido de pacientes e familiares, amigos ou cuidadores de pacientes. (ANS)

Clique nos títulos abaixo e confira os documentos pertinentes ao tema

 

Lista das recomendações de incorporação

MEDICAMENTOS

Antineoplásicos orais (tratamento de câncer)

  1. ABEMACICLIBE: mama 
  2. RIBOCICLIBE: mama 
  3. ALECTINIBE: pulmão 
  4. ESILATO DE NINTEDANIBE: pulmão
  5. OSIMERTINIBE: pulmão 
  6. CABOZANTINIBE: rins
  7. REGORAFENIBE: fígado 
  8. LENVATINIBE: fígado 
  9. COBIMETINIBE: melanoma 
  10. DABRAFENIBE EM COMBINAÇÃO COM TRAMETINIBE: melanoma 
  11. APALUTAMIDA: próstata 
  12. ENZALUTAMIDA: próstata 
  13. CITRATO DE IXAZOMIBE: mieloma
  14. LENALIDOMIDA_MIELOMA_IND1_REFRATÁRIO/RECIDIVADO: mieloma 
  15. LENALIDOMIDA_MIELOMA_IND2_TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO: mieloma 
  16. LENALIDOMIDA_MIELOMA_IND3_SEM TRATAMENTO PRÉVIO: mieloma 
  17. LENALIDOMIDA_SIND. MIELODISPLÁSICA: mieloma 
  18. IBRUTINIBE_LINFOMA DE CÉLULAS DO MANTO: linfoma
  19. IBRUTINIBE_LLC_IND1_REFRATÁRIOS/RECAÍDOS: leucemia linfocítica crônica
  20. IBRUTINIBE_LLC_IND2_PRIMEIRA LINHA: leucemia linfocítica crônica
  21. VENETOCLAX_LLC: leucemia linfocítica crônica
  22. VENETOCLAX_LMA: leucemia mieloide aguda 
  23. MIDOSTAURINA_LMA: leucemia mieloide aguda 
  24. NILOTINIBE_LMC: leucemia mieloide crônica 

Imunobiológicos (tratamento de doenças inflamatórias, crônicas e autoimunes)

  1. ALENTUZUMABE: esclerose múltipla 
  2. NATALIZUMABE: esclerose múltipla grave com rápida evolução 
  3. OCRELIZUMABE: esclerose múltipla e formas recorrentes 
  4. BETAINTERFERONA 1ª: esclerose múltipla 
  5. ACETATO DE GLATIRÂMER: esclerose múltipla 
  6. ADALIMUMABE: hidradenite supurativa (doença de pele crônica inflamatória)
  7. OMALIZUMABE: urticária crônica 
  8. ADALIMUMABE: uveíte  
  9. BENRALIZUMABE: asma 
  10. MEPOLIZUMABE: asma
  11. OMALIZUMABE: asma 
  12. ADALIMUMABE: psoríase 
  13. ETANERCEPTE: psoríase 
  14. GUSELCUMABE: psoríase 
  15. INFLIXIMABE: psoríase 
  16. IXEQUIZUMABE: psoríase 
  17. SECUQUINUMABE: psoríase
  18. USTEQUINUMABE: psoríase 
  19. GOLIMUMABE: retocolite ulcerativa (doença inflamatória intestinal crônica)
  20. INFLIXIMABE: retocolite ulcerativa 
  21. VEDOLIZUMABE: retocolite ulcerativa  

Outros medicamentos

  1. TERAPIA INTRAVENOSA COM ÁCIDO ZOLEDRÔNICO PARA DOENÇA DE PAGET (deformidades ósseas) 

PROCEDIMENTOS 

  1. ENTEROSCOPIA DO INTESTINO DELGADO COM CÁPSULA ENDOSCÓPICA: exame para diagnóstico de sangramento intestinal de causa obscura
  2. ABLAÇÃO PERCUTÂNEA POR CORRENTE DE CRIOABLAÇÃO PARA O TRATAMENTO DA FIBRILAÇÃO ATRIAL PAROXÍSTICA: terapia para tratamento de problema cardíaco
  3. ENSAIO PARA DOSAGEM DA LIBERAÇÃO DE INTERFERON GAMA: exame para detecção de tuberculose latente em pacientes imunocomprometidos
  4. ARTROPLASTIA DISCAL DE COLUNA VERTEBRAL: cirurgia para tratamento de problemas da coluna cervical
  5. CIRURGIA ENDOSCÓPICA DA COLUNA VERTEBRAL - HÉRNIA DE DISCO LOMBAR: cirurgia para tratamento de hérnia de disco lombar
  6. IMPLANTE TRANSCATETER DE PRÓTESE VALVAR AÓRTICA (TAVI): cirurgia para tratamento de problema cardíaco
  7. RADIOTERAPIA INTRAOPERATÓRIA POR ELÉTRONS (IOERT): terapia para tratamento de câncer de mama
  8. CONSULTA COM ENFERMEIRO OBSTETRA OU OBSTETRIZ
  9. CALPROTECTINA, DOSAGEM FECAL: exame para detecção de inflamação intestinal
  10. RAZÃO DO TESTE sFlt-1/PlGF: exame para diagnóstico de risco de pré-eclâmpsia
  11. TERAPIA POR PRESSÃO NEGATIVA: terapia para cicatrização de feridas agudas ou crônicas e queimaduras de segundo e terceiro graus
  12. OSTEOTOMIA DA MANDÍBULA E/OU MAXILAR COM APLICAÇÃO DE OSTEODISTRATOR: cirurgia para correção de deformidade na mandíbula
  13. PD-L1 – DETECÇÃO POR TÉCNICAS IMUNOHISTOQUÍMICAS: exame para detecção de expressão do PD-L1 em material de biópsia de câncer de pulmão
  14. FLT3 – PESQUISA DE MUTAÇÕES: exame para diagnóstico de leucemia mieloide aguda 

ALTERAÇÕES DE DIRETRIZES DE UTILIZAÇÃO (INCLUSÃO DE COBERTURA) 

  1. TOMOGRAFIA DE COERÊNCIA ÓPTICA: amplia cobertura do procedimento para pacientes com glaucoma
  2. IMPLANTE DE MONITOR DE EVENTOS (LOOPER IMPLANTÁVEL): amplia cobertura do procedimento para pacientes pós-acidente vascular cerebral criptogênico ou ataque isquêmico transitório com causa indeterminada com suspeita de fibrilação atrial
  3. ANÁLISE MOLECULAR DE DNA: inclusão do exame de “SEQUENCIAMENTO COMPLETO DO EXOMA” para investigação de deficiência intelectual de causa indeterminada e inclusão de outras especialidades para a solicitação do procedimento Análise Molecular de DNA
  4. TRANSPLANTE ALOGÊNICO DE MEDULA ÓSSEA: alinhamento com as indicações do Ministério da Saúde para o transplante de células tronco hematopoiéticas

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