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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5015 | 24 de Fevereiro de 2021

SANIDADE ANIMAL: Apoio das cooperativas para construção de Postos de Fiscalização de Trânsito Animal é destaque na reunião do Fundepec

As cooperativas paranaenses foram responsáveis por contribuir com 95,5% do valor arrecadado para a estruturação dos últimos três Postos de Fiscalização de Trânsito Animal interestaduais (PFTAs) em Ribeirão Claro, Campina Grande do Sul e Santa Mariana, com infraestrutura para operação e fiscalização. A informação foi apresentada, na manhã desta quarta-feira (24/04), na reunião ordinária do Conselho Deliberativo do Fundo de Desenvolvimento da Agropecuária do Estado do Paraná (Fundepec-PR), ocorrida virtualmente e que contou com a participação do superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti.

Status - Um dos temas em pauta foi o pleito encaminhado pelo Paraná à Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) para se tornar área livre de febre aftosa sem vacinação. A construção dos PFTAs foi uma das medidas tomadas visando a conquistar o novo status sanitário. Para tanto, foi criado um fundo de cooperação, que contou com a participação das cooperativas Frimesa, C.Vale, Lar, Copacol, Coopavel, Unium - Castrolanda, Frísia, Capal - , Coasul, Aurora, Copagril, Coamo, Integrada, Bom Jesus e Cocamar. Juntas, elas contribuíram com R$ 1.395.000,00, ou seja, 95,5% dos R$ 1.469.355,09 arrecadados. Houve ainda o repasse de recursos de frigoríficos e da Faep. “Este apoio das cooperativas foi fundamental para o Paraná avançar no processo de obtenção do status de Estado livre de febre aftosa sem vacinação”, frisou Mafioletti. A decisão sobre o reconhecimento está prevista para ser tomada durante a 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da OIE, em Paris, na França, de 20 a 25 de maio de 2021.

Prestação de contas - Ainda de acordo com Mafioletti, a reunião do Fundepec teve como discussão fundamental a prestação de contas do ano de 2020 e a apresentação do plano de ação para 2021 da entidade. Participaram os conselheiros representantes da Faep, Ocepar, Fetaep, Sinidileite, Sindiavipar, Sindicarne, APS, APCBRH entre outros, além dos parceiros Adapar, Seab e Mapa. “O Fundepec foi criado em 1995 e conta atualmente com saldo superior a R$ 80,0 milhões para emergências sanitárias. Este fundo está dentro de uma estratégia traçada há algumas décadas para alcançar este status sanitário para o estado do Paraná, que espera, em maio, ser reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação e ser segregado de um grupo de outros 14 estados com relação a Peste Suína Clássica”, acrescentou o superintendente da Ocepar.

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REUNIÃO INSTITUCIONAL: Primeiro encontro de 2021 é realizado com a Lar Credi

O Sistema Ocepar promoveu, na tarde desta terça-feira (23/02), a primeira reunião institucional virtual de 2021, dentro do Programa de Autogestão, com a Lar Cooperativa de Crédito - Lar Credi, constituída em agosto do ano passado e que está se preparando para entrar em operação, após obter a autorização do Banco Central do Brasil. A nova cooperativa, sediada em Medianeira, no Oeste do Estado, esteve representada pelo diretor vice-presidente, Lauro Soethe, e pelo gerente geral, Marino Niehues. Também participaram o gerente de risco, Giuliano Andrey de Oliveira, a contadora Loana Octaviano, e o coordenador administrativo, Marcio José Ferreira.

Expectativa - Segundo Soethe, a Lar Credi deve começar a operar em breve. Entre os meses de março e abril, será realizado o cadastro dos produtores associados e finalizados os procedimentos para que o atendimento possa ser iniciado. “Nossa expectativa é muito grande em relação ao início das operações e estamos muito confiantes”, afirmou.

Cooperados e funcionários - “A Lar Credi é uma das últimas cooperativas de crédito ‘solteira’, ou seja, que não está vinculada a nenhuma central, aprovada pelo Banco Central”, destacou ainda o gerente geral, Marino Niehues. “Nós vamos atuar no Paraná e no Mato Grosso do Sul, com 15 pontos de atendimento ainda neste ano. Também faz parte do nosso planejamento ter um ponto em Santa Catarina. A Lar Credi nasceu com o objetivo de atender os associados e os funcionários da Cooperativa Lar. Ela estará dentro da cooperativa de produção, como ocorreu no passado com o Sicredi, apoiando os negócios da própria cooperativa, dos seus funcionários e associados”, frisou. Atualmente, a Lar Cooperativa Agroindustrial possui 11.762 cooperados e 18.889 funcionários. Os pontos de atendimento da Lar Credi irão funcionar nas Unidades da Lar Cooperativa Agroindustrial.

Abertura - Ao abrir a reunião institucional, o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, parabenizou a Lar Credi e colocou o Sistema Ocepar à disposição do novo empreendimento cooperativo. “Contem conosco. Nós estamos atuando no lado certo da economia. Trabalhamos com alimentos, que têm demanda agora e também no futuro. E o crédito é a alavanca para fazer a roda girar mais rápido. Parabéns pela iniciativa”, afirmou. Mafioletti destacou ainda a força do cooperativismo de crédito e o apoio que o segmento está recebendo do Banco Central para conquistar mais espaço no sistema financeiro nacional.

Reuniões - “Nós tivemos uma reunião na semana passada com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, discutindo crédito rural. E ele afirmou que o foco do governo federal é apoiar o cooperativismo de crédito, para que o ramo tenha 20% de participação no mercado financeiro do Brasil daqui a um período. Também estivemos nesta segunda-feira (22/02) com o diretor do ministério da Agricultura, Wilson Vaz. De acordo com ele, o único setor que cresceu nos últimos 10 dez anos na disponibilização de crédito foram as cooperativas de crédito e não os grandes bancos, sejam eles públicos ou privados”, ressaltou. Mafioletti lembrou ainda que o Sistema Ocepar criou um comitê formado por representantes do cooperativismo de crédito paranaense, que se reúne frequentemente para levantar e encaminhar as demandas do ramo. “Nós convidamos vocês para participarem desse grupo, que foi formado com o objetivo de mantermos um bom convívio e atender as necessidades específicas do segmento”, acrescentou.  

Números - O Sistema Ocepar promove as reuniões institucionais com o propósito de apresentar o cenário econômico-financeiro da cooperativa, por meio de indicadores e comparativos com outras cooperativas paranaenses do mesmo ramo e região. Mas como a Lar Credi foi criada recentemente, no encontro foram repassados dados gerais do cooperativismo de crédito. “Não vamos fazer uma análise dos resultados da cooperativa pois ela foi recém-constituída e não está operando ainda. As informações que serão apresentadas nesta reunião são para mostrar o contexto em que a Lar Credi está inserida neste momento, principalmente em relação às cooperativas independentes rurais, e os seus indicadores perante os demais sistemas, como o Sicredi, Sicoob, Uniprime e Cresol”, explicou o coordenador de monitoramento da Gerência de Desenvolvimento Cooperativo, João Gogola Neto.

Primeira mão - Ele apresentou, em primeira mão, os números consolidados do cooperativismo de crédito paranaense às lideranças da Lar Credi. Gogola iniciou destacando os dados nacionais, com base no levamento feito pelo Banco Central referente ao ano de 2020. Segundo o BC, no país há 847 cooperativas de crédito singulares, 34 centrais e duas confederações que representam o ramo. Ao todo são 12.350.311 cooperados, dos quais 1.806.435 são pessoas jurídicas e 10.543.876 pessoas físicas. O Paraná é o segundo estado em número de cooperados, mais de 2,2 milhões. O primeiro é o Rio Grande do Sul, com mais de 2,4 milhões de cooperados. No ano passado, o cooperativismo de crédito somou R$ 197,4 bilhões em carteira de crédito e R$ 218, 2 bilhões no total de depósitos no país. Novamente o estado do Paraná assumiu a vice-liderança nacional, atrás do Rio Grande do Sul, com R$ 35,3 bilhões na carteira de crédito e R$ 38,2 bilhões no total de depósitos.

Paraná - Já o levamento feito pela coordenação de monitoramento do Sistema Ocepar mostra que 2020 foi encerrado no Paraná com 56 cooperativas de crédito registradas na entidade. O Sistema Cresol é formado por uma central e 14 singulares; o Sicoob por uma central e 14 singulares; o Sicredi por uma central e 24 singulares, e a Uniprime por uma central e cinco singulares. Há ainda seis cooperativas singulares independentes urbanas e três independentes rurais. “São 1.015 Pontos de Atendimento Cooperativo (PACs) em todo o estado, dos quais 954 são de cooperativas com sede no Paraná. Além disso, em 89,5% dos 399 municípios paranaenses há um ponto de atendimento. As nossas cooperativas de crédito também têm unidades de atendimento em diversos outros estados, pois elas estão expandindo fronteiras”, destacou Gogola.

Mais dados - O cooperativismo de crédito paranaense encerrou o ano passado contabilizando patrimônio líquido de R$ 8,6 bilhões, ativos de R$ 83,6 bilhões, captações de R$ 44.38 bilhões, faturamento de R$ 7,8 bilhões, R$ 1,17 bilhões de sobras, antes das destinações, e R$ 348 milhões em impostos recolhidos. O total de funcionários chegou a 14.800. A apresentação de Gogola seguiu com o detalhamento de uma série de outros dados, finalizando com os indicadores econômicos, financeiros e operacionais e a evolução dos quadros social e laboral do ramo crédito no Paraná que, em 2020, apresentaram crescimento de 15% e 4,7%, respectivamente. “Todas essas informações e os cenários comparativos são gerados para que vocês possam utilizar no dia a dia da cooperativa. São dados significativos e nós nos colocamos à disposição para atender a Lar Credi naquilo que vocês precisarem”, finalizou Gogola. “Agradecemos pela qualidade das informações que vocês nos apresentaram. Servirá como um norte para nós e vai nos ajudar muito”, disse o diretor vice-presidente, Lauro Soethe. “É muito importante manter esse canal de comunicação. Precisamos de boas trocas de informações”, disse ainda o gerente geral, Marino Niehues.

Participantes - A reunião institucional com a Lar Credi também foi acompanhada por profissionais das gerências de Desenvolvimento Cooperativo e de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar.

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FORMAÇÃO: Inovação é prioridade no cooperativismo

formacao 24 02 2021Foi dada a largada rumo ao novo. Rumo ao desenvolvimento, cada vez mais eficaz, das cooperativas brasileiras. Em evento online, foi lançado nesta terça-feira (23/2) o Programa de Formação de Agentes de Inovação, realizado pelo Sistema OCB em parceria com o Instituto de Economia e Administração (Isae).

Jornada - A partir desta terça-feira, 72 alunos, vindos das unidades estaduais e nacional do Sistema OCB, de Confederações Cooperativas e de cooperativas vencedoras da última edição do Prêmio SomosCoop - Melhores do ano, começam uma jornada de 192 horas, que vai durar o período de um ano, com conteúdos especialmente pensados para a realidade cooperativista.

Pesquisa - Com base em uma pesquisa quantitativa e qualitativa realizada num universo que representa 10% de todas as coops brasileiras (incluindo todos os ramos e regiões do país), a formação se apresenta como um curso de extensão, uma verdadeira especialização, focada em desenvolver as habilidades dos participantes para o olhar - e a prática - inovadores. "A ideia central é fazer com que ideias saiam do papel, com que iniciativas se concretizem. E os alunos percorrerão uma trilha de conteúdo e metodológica especialmente desenvolvida com essa finalidade", explicou a coordenadora de inovação do Sistema OCB, Samara Araújo, durante o lançamento.

Acervo - Ela reforçou que está à disposição um vasto acervo de materiais sobre o tema na plataforma criada em 2020 Inovacoop. Um espaço online onde todas as pessoas - independentemente de serem alunas do curso - encontram artigos, notícias e e-books variados com conteúdo intenso voltado às cooperativas. O endereço da plataforma é www.inova.coop.br.

Aula inaugural - Na sequência do lançamento, houve a aula inaugural para as duas primeiras turmas do programa. E, a partir de agora, eles têm o desafio de "mergulhar de cabeça e ousar", como encorajou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas: "A gente prefere lidar com algumas falhas por ter tentado do que permanecer parado, congelado, vendo a vida passar", comparou.

Iniciativa - O Programa de Capacitação de Agentes de Inovação é uma iniciativa do Sistema OCB, em parceria com o Isae, com aulas online nas modalidades síncronas e assíncronas, em plataforma própria e personalizada. As aulas seguem até fevereiro de 2022.

Assista - Confira outros detalhes da pesquisa e do lançamento do programa, clicando aqui. (OCB)

 

ENCONTRO COOPERATIVO: Sistema OCB participa de seminário internacional

encontro cooperativo 24 02 2021A Organização Cooperativista dos Países de Língua Portuguesa (OCPLP) promoveu na sexta-feira passada (19/02), seu 3º Encontro Cooperativo. O seminário internacional debateu os programas realizados pelos países voltados à promoção da igualdade de gênero em cooperativas no mundo lusófono.

Países - O evento reuniu dirigentes de cooperativas, representantes de governos e de organizações representativas dos oito países de língua portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Brasil - A gerente de Desenvolvimento Humano de Cooperativas do Sescoop, Geâne Ferreira, apresentou o trabalho realizado pelo Sistema OCB para fortalecer a igualdade de gênero em cooperativas no Brasil. Foram compartilhadas informações sobre os projetos nacionais e internacionais do Sescoop, com relação à temática de gênero.

Portugal - A professora Deolinda Meira, do Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto, de Portugal, apresentou os resultados de pesquisas desenvolvidas no país que medem a participação de mulheres na tomada de decisão em cooperativas. Assim como no Brasil, as cooperativas portuguesas são majoritariamente formadas por mulheres, mas sua participação na liderança ainda é modesta.

Participação - Já Eduardo Pedroso, da Cooperativa Antônio Sérgio para a Economia Social, entidade que representa e fomenta o cooperativismo em Portugal, compartilhou dados sobre a participação de mulheres nos diversos ramos de atividade das cooperativas em seu país. Segundo relatou, ainda há uma modesta participação em ramos como o agropecuário e de transportes.

Angola - Ricardina Machado, vice-presidente da Confederação das Associações de Camponeses e Cooperativas Agropecuárias de Angola, apresentou dados da participação de mulheres nas cooperativas angolanas. Segundo a dirigente, 109 mil mulheres estão ligadas a cooperativas agropecuárias em seu país, dependendo dos empreendimentos para sua subsistência.

Intercooperação - O Seminário é mais uma iniciativa da OCPLP para promover a integração e a intercooperação entre as cooperativas dos países de língua oficial portuguesa. A organização internacional tem desenvolvido atividades virtuais que facilitam o diálogo entre dirigentes de cooperativas, representantes de organizações representativas e de órgão governamentais de fomento ao cooperativismo.

Apoio - Membro da OCPLP desde sua fundação há 22 anos, a OCB tem apoiado a organização de eventos e a implementação de projetos de cooperação no âmbito da entidade. Nos últimos anos, foram recebidas diversas missões de estudo e cooperação provenientes dos países lusófonos. (OCB)

 

PUBLICAÇÃO: Livreto faz reflexão sobre o papel das coops no PNAE

publicacao 24 02 2021Cooperativismo, Agricultura Familiar e o Programa Nacional de Alimentação Escolar é o título da obra recém-publicada pelo Sistema OCB em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). O livreto apresenta reflexões para uma agenda municipal de desenvolvimento sustentável com base no papel das cooperativas na implementação do PNAE em grandes centros urbanos, a partir do estudo de casos no estado de Minas Gerais.

Incertezas - Coordenado pelos professores e pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Alair e Alan Ferreira de Freitas, o livreto considera as incertezas trazidas pela pandemia da Covid-19, que intensificaram as situações de vulnerabilidades socioeconômicas, insegurança alimentar e fome, para demonstrar a importância da produção local de alimentos e de seu escoamento.

Alternativa de renda - “Nesse sentido, o PNAE, além de contribuir para a alimentação escolar e para o abastecimento da rede socioassistencial dos municípios, tem representado também uma alternativa de renda para a agricultura familiar. Ao conectar produção e consumo, ampliando o mercado aos agricultores familiares, o PNAE tornou-se mecanismo econômico que fomenta a geração de renda e a segurança alimentar e que contribuiu com o combate à fome e a pobreza rural”, afirmam os coordenadores.

Cooperativas - Sobre a relevância das cooperativas, eles destacam se tratar de sociedades “organizadoras de cadeias produtivas e instrumentos de fortalecimento da agricultura familiar. Elas contribuem para a dinamização econômica dos municípios, merecem atenção dos governos locais e podem ser grandes aliadas da gestão pública para a inclusão produtiva e a promoção do desenvolvimento sustentável”.

Entrevista - Confira na entrevista a seguir, pontos importantes do livreto destacados pelo professor Alair Ferreira de Freitas:

- Qual a importância desse livreto para o desenvolvimento da agricultura familiar brasileira?

Esse material reforça a conclusão de vários trabalhos técnicos e científicos de que a agricultura familiar precisa ser reconhecida como segmento fundamental para a economia e a segurança alimentar, no campo e na cidade. O livreto pode ajudar governos locais a refletirem sobre isso e a institucionalizarem uma agenda pública de promoção do desenvolvimento sustentável, valorizando a agricultura familiar e garantindo o direito humano à alimentação adequada e saudável como eixos estratégicos de políticas públicas.

Não superaremos a fome e a insegurança alimentar no Brasil enquanto a agricultura familiarnão estiver no centro da agenda governamental para o desenvolvimento rural. Esperamos com esta publicação semear a ideia e apresentar argumentos de que apoiar a agricultura familiar e suas cooperativas e ampliar e fortalecer as políticas públicas de compra institucional de alimentos, como o PNAE, podem induzir um círculo virtuoso que favorece a economia e a sociedade.

- Como as coops podem fazer parte desse processo?

As cooperativas estão na base desse processo. O fortalecimento da agricultura familiar e a expansão de suas capacidades de estruturar cadeias produtivas e interferir nos mercados passa necessariamente pela sua organização socioeconômica. E as cooperativas são a melhor alternativa para isso. Diversas experiências em todo o país comprovam o quão importante é o cooperativismo para a agricultura familiar e que, organizadas em cooperativas, as famílias agricultoras encontram mais oportunidades para trocarem conhecimentos, agregarem valor aos produtos, acessarem mercados e gerarem trabalho e renda.

As cooperativas são agentes do desenvolvimento sustentável. Seu modelo organizacional ancorado em sólidos princípios cooperativistas e sua organização de natureza não lucrativa tem o potencial de democratizar o sistema agroalimentar e irrigar a economia com uma atuação econômica enraizada nas comunidades.

As cooperativas podem ajudar os governos locais a implementarem o PNAE e a desenvolverem outras ações para apoiar a agricultura familiar e promover a segurança alimentar, mediando a elaboração e monitorando os projetos de compra institucional de alimentos, organizando a produção da agricultura familiar e prospectando oportunidades econômicas para melhorar a qualidade de vida no campo.

- Qual o papel dos poderes Executivo e Legislativo?

Neste livreto, reconhecemos o papel estratégico dos municípios para o desenvolvimento sustentável e a oportunidade que eles têm ao executar PNAE, garantindo apoio à agricultura familiar e suas cooperativas. Os governos locais precisam assumir o papel de articuladores do desenvolvimento, integrando uma rede de organizações parceiras que cooperam para garantir a oferta de alimentos saudáveis ao público escolar do município e a geração de renda para a agricultura familiar. É papel dos governos, não apenas adquirirem o mínimo estabelecido no PNAE de 30% da agricultura familiar, mas de prover o apoio necessário para que as famílias agricultoras tenham condições de produzir e entregar alimentos saudáveis e sustentáveis por meio de suas cooperativas e, assim, para que o programa se realize e expanda no município. Assumir isso contribuirá para que os poderes executivo e legislativo municipais cumpram com seu papel constitucional de garantir o direito à saúde e à alimentação adequada e saudávele a buscar meios para criar oportunidades de trabalho e rendano campo.

- Qual a importância do PNAE neste contexto de pandemia?

Para milhares de famílias em situação de vulnerabilidade social, a alimentação escolar é a mais importante forma de acesso a alimentação cotidiana e contribui significativamente para reduzir a fome no país. Durante a pandemia da Covid-19, com a suspensão das atividades escolares, muitos municípios interromperam o fornecimento de alimentação nas escolas e, assim, a aquisição de alimentos da agricultura familiar. Mas a Lei Federal 13.987/2020 autorizou a distribuição de gêneros alimentícios adquiridos com recursos do PNAE diretamente às famílias ou responsáveis pelos estudantes durante a pandemia. Diversos municípios, ao retomarem o programa estão contribuindo para amenizar os impactos da crise atual, especialmente nos grupos mais vulneráveis, mantendo um canal de comercialização de produtos da agricultura familiar e ofertando alimentos para inúmeras famílias em situação de insegurança alimentar.

- Que outros pontos considera importante destacar?

Buscamos estabelecer uma conexão direta com a Agenda 2030 da ONU, explicitando o vínculo entre os ODSs e atuação municipal de apoio às cooperativas da agricultura familiar e o PNAE. O nosso intuito foi apoiar a divulgação dessa agenda internacional de desenvolvimento sustentável e, principalmente, sensibilizar os gestores públicos de que a administração municipal e as políticas públicas precisam estar em consonância com a valorização da vida, a promoção da paz e da justiça e a preservação da natureza. Adotar os ODSs como referencial é uma oportunidade para que os governos locais planejem melhor suas ações e ampliem suas redes e seus projetos. (OCB)

 

COPAGRIL: Colheita da safra 2021 inicia na região de atuação da cooperativa

As primeiras máquinas para a colheita da safra 2020/2021 já estão nas lavouras da área de atuação da Copagril. As primeiras cultivares, normalmente de ciclo mais curto, já começaram a ser colhidas nesta semana, mas a expectativa é que o trabalho dos produtores rurais se intensifique no fim de fevereiro e início de março na região oeste do Paraná e a partir da segunda quinzena de março na região sul do Mato Grosso do Sul.

Linha Guará - Na propriedade do Beno e Lore Schroeder, a colheita na lavoura que fica na Linha Guará, em Marechal Cândido Rondon (PR), começou na segunda-feira (22/02). Eles são associados da Copagril desde 1973 e atualmente contam com o apoio dos genros Valmir e Sadi e do neto Marcos para as atividades da lavoura. Nesta safra implantaram uma cultivar de ciclo curto, a semeadura foi entre os dias 16 e 17 de outubro e realizaram o correto manejo agrícola, agora existem boas expectativas e esperam uma produção dentro da média da região. A engenheira agrônoma da Copagril, Thais Regina Lengert, que faz a assistência técnica nas áreas do casal explica que o manejo foi adequado durante toda safra, mesmo com um clima seco para implantação e chuvoso em janeiro, os resultados estão dentro do esperado.

Desafios - Conforme avaliação da equipe técnica da Copagril, a safra 20/21 teve desafios na implantação (regularmente realizada em setembro), mas nesta edição, em decorrência das precipitações (chuvas) irregulares, a grande parte das lavouras foi semeada a partir da segunda quinzena de outubro de 2020. Com a implantação concluída, o clima favoreceu e os produtores da área da Copagril executaram o manejo adequado da cultura. Houve um período de chuva mais intenso em janeiro, inclusive com dias nublados, o que alterou o desenvolvimento regular das plantas, com tudo, sem grandes mudanças na maior parte das lavouras. Agora os produtores iniciam o manejo de fim de ciclo e se preparam para uma colheita mais concentrada, entre 10 a 15 dias de trabalho.

Planejamento - Lore e Beno entregam a produção na Copagril e já aproveitam o acompanhamento da Thais e do gerente da Unidade Rondon, Laércio Fincke, para planejar as próximas safras. A equipe técnica da Copagril está a campo atendendo, acompanhando e orientado os produtores para colaborar com os melhores resultados, agricultores interessados podem contatar a Unidade Copagril mais próxima para mais informações. (Imprensa Copagril)

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SICOOB METROPOLITANO: Resultados são apresentados durante reunião preparatória para AGO

sicoob metropolitano 24 02 2021Com mais de duas mil pessoas conectadas, o Sicoob Metropolitano realizou sua reunião preparatória para a Assembleia Geral Ordinária. O evento, totalmente on-line, aconteceu no dia 11.

Números - Na ocasião, foram apresentados os números da cooperativa, que está entre as maiores cooperativas de crédito do Brasil e é a maior do Sistema Sicoob Unicoob. Em 2020, a rede de atendimento chegou a 84 agências, 53% a mais do que em 2019. Ao todo, são 115 mil cooperados, um crescimento de 83%.

Operações de crédito - A cooperativa registrou também R$ 1,4 bilhões em operações de crédito, R$ 2,63 bilhões de ativos totais, R$ 2,25 bilhões de recursos administrados e R$ 267 milhões de patrimônio líquido.

Resultado - No ano passado, o Sicoob Metropolitano gerou mais de R$ 32 milhões de resultado. Os juros ao capital relativos a todo exercício de 2020 foram creditados na conta capital dos cooperados no dia 31 de outubro. A antecipação ocorreu em virtude da incorporação da cooperativa com o Sicoob Ouro Branco, de Paranavaí (PR).

Difícil - Segundo o presidente do Conselho de Administração, Luiz Ajita, o ano de 2020 foi muito difícil para toda a sociedade, mas para o cooperativismo de crédito e para o Sicoob Metropolitano foi proveitoso.

Foco - "Continuamos focando no atendimento de excelência e em continuar realizando negócios com segurança e conveniência, utilizando principalmente ferramentas tecnológicas. Contrário à toda a previsão, diante da crise, não paramos de crescer. Atuamos firmemente no nosso plano de expansão, abrindo novas agências em São Paulo, ampliando e reformando outras no Paraná. Também precisamos destacar a fusão com o Sicoob Ouro Branco, que contribuiu para isso", explica. (Imprensa Sicoob Unicoob)

 

UNIMED PONTA GROSSA I: Projeto Linda de Lenço é apresentado para jovens da América Latina

unimed ponta grossa I 24 02 2021No último sábado (20/02), mais de 200 jovens, o Projeto Linda de Lenço, da Unimed Ponta Grossa, foi apresentado em um evento online promovido pela Latin American Leadership Academy (LALA), uma organização não-governamental que visa empoderar a juventude latino-americana.

Objetivos e ações - A estudante Melissa Brega, coautora do projeto, compartilhou, com mais de 200 jovens de pelo menos sete países da América Latina, o objetivo e as ações desenvolvidas pelo Linda de Lenço nos últimos dois anos.

Recompensador - “Compartilhar a minha experiência como uma adolescente participando de projetos sociais com outros adolescentes da América Latina foi muito recompensador. Suas vontades e motivações para mudar realidades e impactar comunidades eram inspiradoras, sem contar o carinho com o qual eles receberam o Linda de Lenço”, avalia Melissa.

União de causas - Ao ter a oportunidade de dar visibilidade ao projeto desta forma, Melissa acredita ser possível unir duas causas que considera importantes: o projeto em si e o ativismo jovem. “Além de empoderar as guerreiras mulheres que estão passando pelo tratamento oncológico, espero expandir esse empoderamento aos jovens também. O Linda de Lenço é um projeto sem barreiras, unindo todos pela crença na empatia”, ressalta.

Sobre o Linda de Lenço - O projeto surgiu em 2019, idealizado pela médica Lucimara Maeda e a estudante Melissa Brega, e desenvolvido pela Unimed Ponta Grossa. Especialmente no mês de outubro, com o objetivo de estimular a empatia às pacientes oncológicas, o Linda de Lenço distribui, gratuitamente, lenços de cabeça, confeccionados em tecido leve e confortável, às mulheres que estão em tratamento de câncer.

Engajamento - Além disso, desenvolve ações na cooperativa médica para engajar colaboradores e a comunidade na solidariedade a essas pacientes. Desde a criação, o Linda de Lenço já entregou mais de mil lenços a instituições, pacientes e grupos de apoio. Mais informações sobre o projeto estão disponíveis no site unimedpg.com.br/lindadelenco. (Imprensa Unimed Ponta Grossa)

 

UNIMED PONTA GROSSA II: Divulgado o calendário do Curso de Gestantes 2021

A área de Atenção à Saúde da Unimed Ponta Grossa divulgou o calendário do Curso de Gestantes, promovido pela cooperativa, para 2021. Neste ano, o evento permanece em formato online e irá contar com quatro edições, cada uma delas dividida em três dias.

Primeira - A primeira será nos dias 15, 17 e 19 de março, às 19h, pela plataforma Zoom. As vagas são limitadas e as inscrições são feitas, exclusivamente, pela internet.

Doação - Não há taxa de inscrição, a organização pede que, para confirmar a participação, cada interessado contribua com a doação de alimentos não-perecíveis ou um pacote de fraldas descartáveis, que são destinados às instituições parceiras.

Confirmação - Após efetuar a inscrição, a área de Atenção À Saúde da cooperativa irá entrar em contato com o participante para confirmação e para passar as orientações de acesso à plataforma virtual, além das informações sobre a doação e certificado.

Equipe multiprofissional - O curso é ministrado por uma equipe multiprofissional, composta por ginecologista/obstetra, pediatra, enfermeira, nutricionista, psicóloga e fisioterapeuta.

Próximas edições - As próximas edições do Curso de gestantes 2021 acontecem em junho, setembro e dezembro. (Imprensa Unimed Ponta Grossa)

SERVIÇO

Curso de Gestantes Unimed Ponta Grossa – março

Dias: 15, 17 e 19/03

Horário: Das 19h às 21h

Local: ambiente online

Inscrições: http://unimed.me/Wa2Bn

Valor da inscrição: 1Kg de alimento não-perecível ou 01 pacote de fralda descartável

Informações: (42) 99131-5131

GOVERNO DIGITAL: Receita facilita operações no Cadastro de Imóveis Rurais

A partir de 1º de abril, o contribuinte poderá apresentar em forma digital a documentação necessária para comprovar operações de inscrição, atualização, cancelamento e reativação no Cadastro de Imóveis Rurais (Cafir). Isso poderá ser feito por meio do Portal e-CAC, na página da Receita Federal. Para realizar o cadastro, poderá continuar acessando os serviços digitais disponíveis na página da Receita Federal na internet.

Instrução Normativa - A atualização das regras para as operações no Cafir foi feita por meio da Instrução Normativa RFB nº 2008/2021, publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (22/02).

Apresentação física - Com a criação de um processo digital no portal e-CAC, não será mais necessário apresentar a documentação física em uma unidade de atendimento da Receita, de modo que toda a comunicação entre a Receita Federal e o cidadão seja realizada por meio de mensagens dentro da plataforma digital.

Canal de interação - Dessa forma, será estabelecido um canal de interação ágil entre o cidadão e a administração tributária, o que permitirá a análise rápida e transparente das demandas apresentadas. (Ministério da Economia)

SOJA: Nova safra começa a ser exportada por Paranaguá

Aos poucos, a safra de soja 20/21 chega ao Porto de Paranaguá. O movimento de caminhões que descarregam o produto nos terminais paranaenses se intensifica e deve chegar aos 2 mil veículos por dia, a partir da primeira semana de março. A expectativa é receber cerca de 2 milhões de toneladas no mês.

Atraso - “Houve certo atraso devido às condições climáticas enfrentadas no campo, durante o plantio e o desenvolvimento da lavoura. Historicamente os meses de janeiro e fevereiro têm um movimento menor, então é um período que aproveitamos para realizar obras de manutenção na estrutura de escoamento”, diz o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Movimento - No dia 1º de fevereiro, apenas 221 caminhões passaram pelo Pátio de Triagem de Paranaguá. No dia 11, o movimento chegou a 793 veículos, mas foi só a partir do dia 14 que passou dos mil caminhões, chegando a mais de 1,7 mil. Este mês, cerca de 500 mil toneladas de soja chegaram para descarga nos terminais paranaenses.

Tendência - “A tendência é que o movimento de chegada da soja se intensifique e o ano não deve ter muita folga para o escoamento dos graneis de exportação. Vamos trabalhar com o pátio girando na capacidade máxima pelos próximos de cinco a seis meses”, avalia André Maragliano, que representa a Associação dos Terminais do Corredor de Exportação de Paranaguá (Atexp).

Melhorias - A Leste do cais do Porto de Paranaguá, a soja é escoada pelo Corredor de Exportação (Corex). Nos últimos meses, a estrutura do complexo passou por manutenção. Em parceria com os operadores, foram realizados os ajustes e melhorias necessárias para atender a demanda que deve se intensificar.

Manutenções - O diretor de operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Junior, diz que além das manutenções preventivas, o Corex passou por manutenções corretivas, preditivas e adequações para ganhos nos processos produtivos.

Estruturas - “Nos dois últimos meses, a Portos do Paraná e todos os terminais envolvidos prepararam suas estruturas para o período de aumento de embarque. Todas as manutenções foram feitas e todos os processos foram revistos para a implantação de melhorias”, afirma o diretor.

Confiança - Os esforços públicos, em todo o cais, aumentaram a confiança dos operadores, que fizeram aportes em novos equipamentos, ampliação da estrutura de armazenagem e melhorias nas moegas e descargas rodoviárias e ferroviárias.

Mais força - No lado oeste do porto, um novo terminal integrado dará ainda mais força para o escoamento dos graneis. O investimento privado veio depois que o Governo do Estado ampliou o cais de atracação do berço 201.

Ao largo - Em relação aos navios, nesta terça-feira (23/02), três navios carregam soja no Porto de Paranaguá (dois no Corex e um no berço 204) e outros três estão programados para atracar nos próximos dias, todos nos berços do Corredor Leste (Corex). Já em line up, aguardando a programação, são 2 navios para o Corex e 1 para o berço 201 (Corredor Oeste).

Aguardando - Estão em porto, aguardando o produto, 20 navios para o Corredor Leste, e outras 15 embarcações estão anunciados para chegar e carregar a oleaginosa no porto paranaense.

Campo - Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a colheita no Estado do Paraná está em torno de 5% da área plantada (no ano passado, nesta época, a colheita era em torno de 30%). A previsão, atualmente, é de produção de uma safra de soja de cerca de 20,4 milhões de toneladas.

Colheita - “Não só no Paraná, mas em quase todos os estados produtores, a colheita está atrasada. Paraná, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, todos tiveram problemas climáticos que causaram atraso no plantio e, agora por último as chuvas do mês de janeiro vieram atrapalhar o início da colheita”, destaca Marcelo Garrido, economista do Deral.

Pressa - Segundo ele, diante do atraso, a pressa para o escoamento é grande. “Quanto antes o produtor colher ele já encaminha, conforme o comprometido nos contratos assinados. Apesar do atraso, a produção será alta e a perspectiva do produtor é boa, até porque os preços se mantêm altos”, afirma Garrido.

Outros estados - Além da produção do Paraná, pelo Porto de Paranaguá são escoadas parte das produções de soja dos estados de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. (Agência de Notícias do Paraná)

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MILHO: Produtores devem adotar cuidados para controle de doença nas lavouras

milho 24 02 2021O Paraná é responsável por cerca de 15% da produção nacional de milho, mas poderia ser ainda melhor, não fossem doenças que começaram a ser observadas a partir da safra 2018/19, decorrentes do complexo de enfezamento, que tem como vetor a cigarrinha Dalbulus maidis.

Perdas - Essa doença, associada ao quebramento de colmos (caule), pode provocar perdas de até 100% na produtividade do milho, quando cultivares altamente suscetíveis são utilizadas, diz Nota Técnica assinada por técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná).

Respeito - “O Estado do Paraná, ao longo dos anos, conquistou o respeito nacional e internacional em relação aos produtos agropecuários, devido ao carinho e cuidado dos produtores e à dedicação dos servidores da Agricultura”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “Vários desafios apareceram e fomos vencendo um a um. Agora, outro se coloca, conclamo para que todos sigam as orientações técnicas e continuemos a garantir a produtividade do nosso milho.”

Levantamento - Levantamento dos órgãos públicos estaduais da agricultura em 200 pontos de 50 municípios em todas as regiões produtoras do Estado mostra que, entre novembro e dezembro de 2020, a cigarrinha foi encontrada em 48% das amostras. “Identificou-se a ocorrência de cigarrinhas e do complexo de enfezamento do milho em todas as regiões produtoras de milho do Estado, na primeira safra de 2020/21, fato este não observado em safras anteriores”, diz a Nota Técnica.

Inseticida - O documento levanta projeção futura tão preocupante quanto a constatação do que já se observou até agora. “A perspectiva é de intensificação de ocorrência na segunda safra, o que traz enorme preocupação em relação à adoção de estratégias de manejo que assegurem a produtividade das lavouras e, consequentemente, a renda dos agricultores e o abastecimento dos mercados consumidores”, diz.

Inseticidas - A Nota Técnica registra que se observou um grande aumento no uso de inseticidas na segunda safra de 2019/20, chegando a 329,7 mil litros contra 55,4 mil na safra 2018/19. “Porém, o controle da cigarrinha, com repetidas aplicações de inseticidas, não demonstrou resultados satisfatórios em relação ao complexo de enfezamento”, ressalta o documento.

Fluxos espaçados - Segundo os técnicos que elaboraram o documento, isso se deve ao fato de que as infestações das cigarrinhas ocorrem em fluxos espaçados, e que as pulverizações podem reduzir as populações, mas não conseguem impedir a transmissão das doenças. “Portanto, é bastante questionável o uso excessivo de inseticidas para o controle do complexo de enfezamento”, reforçam.

Cultivares - O documento destaca que a estratégia mais eficiente é a escolha de cultivares com maior tolerância ao enfezamento do milho. Se ela for suscetível ao problema, mesmo com aplicação de inseticida não há bom controle. Mas é recomendável que as sementes sejam tratadas com inseticidas na fase inicial da cultura, visando reduzir a incidência de cigarrinhas. O controle químico, via pulverizações, só é tolerável nos estádios iniciais do desenvolvimento da planta.

Estratégias - A nota acentua, ainda, que o manejo integrado requer a adoção de diversas estratégias. Entre elas, os técnicos citam a eliminação de plantas espontâneas, conhecidas como milho tiguera, com o objetivo de evitar a “ponte verde” entre plantas doentes e plantas sadias.

Sincronização - Além disso, é importante a sincronização do período de semeadura do milho na propriedade rural e em toda a região, com o objetivo de evitar a coexistência de plantas em diferentes estádios de desenvolvimento, que também caracteriza a “ponte verde”.

Monitora Milho - O Sistema de Agricultura do Paraná ressalta que a Adapar desenvolveu o aplicativo Monitora Milho, com objetivo de avançar no melhor manejo da doença. Os produtores e técnicos são convidados a inserir informações da presença de plantas espontâneas de milho e infestações nas lavouras. Com isso, há troca de informações e alertas para os agricultores e técnicos sobre a distribuição das cigarrinhas nas lavouras paranaenses.

Projetos de pesquisa - Ao mesmo tempo, o IDR-Paraná, em parceria com outras instituições, como Embrapa, Faep/Senar-PR, Ocepar e Adapar, está empenhado no desenvolvimento de projetos de pesquisa visando ao monitoramento contínuo das lavouras de milho, avaliação de cultivares e estratégias de manejo em relação ao complexo de enfezamento.

Cultivares - “É importante orientar os agricultores e a assistência técnica de que o uso de cultivares com tolerância genética é a melhor estratégia de controle dentro do manejo integrado do complexo de enfezamento”, reforça a Nota Técnica.

Doença - O complexo de enfezamento consiste na ocorrência de doenças causadas por bactérias da classe mollicutes: o enfezamento vermelho (Candidatus phytoplasma) e o enfezamento pálido (Spiroplasma kunkelii), além do vírus da risca do milho (Mayse Rayado Fino Virus).

Sistêmica - Essas bactérias atingem as plantas de forma sistêmica, afetando o desenvolvimento, a nutrição e a fisiologia e, em consequência, a produção de grãos. Elas são transmitidas de plantas infectadas para plantas sadias pela cigarrinha Dalbulus maidis, que tem grande potencial de dispersão e pode adquirir e inocular patógenos com apenas algumas horas de alimentação no milho.

Milho - A cultura do milho no Paraná ocupa uma área de 2,7 milhões de hectares, sendo 86,7% na segunda safra (2019/2020), com uma produção de 15,5 milhões de toneladas, correspondendo a 14,7% da produção nacional. O Estado é o segundo produtor, atrás do Mato Grosso, que concentra 34% da produção.

VBP - A cadeia produtiva é a terceira de maior valor bruto de produção (VBP) do Paraná, alcançando direta e indiretamente 37% da riqueza produzida pelo agronegócio paranaense, devido à utilização na alimentação animal das cadeias produtivas de aves, suínos, bovinos e peixes. (Agência de Notícias do Paraná)

Veja a Nota Técnica da Adapar e IDR-Paraná.

 

PEDÁGIO: Agepar prorroga suspensão de reajuste da Viapar por mais 60 dias

O Conselho Diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) decidiu, em reunião ordinária nesta terça-feira (23/02), pelo prosseguimento da autotutela que mantém a suspensão cautelar de reajustes nas tarifas de pedágio cobradas nas praças da concessionária Viapar por mais 60 dias. A Agepar reverteu decisão judicial e a concessionária deve cobrar os valores sem o reajuste anual.

Ratificação - Ao considerar que não há decisão judicial que altere a última definição da Agepar em relação ao reajuste pretendido pela concessionária, o conselho ratificou a Resolução 32, de novembro de 2020, e prorrogou a suspensão de qualquer reajuste, mantendo a aplicação de valores praticados antes de 22 de dezembro de 2020.

Decisão inicial - De acordo com a Agepar, a decisão inicial do conselho diretor está baseada na verificação de “índices de depreciação distintos da proposta comercial e incoerência na forma de reequilíbrio para os anos em que a concessionária não tinha direito ao ‘degrau de pista dupla”, ocorridos na homologação das tarifas de 2018. (Agência de Notícias do Paraná)

IPCA-15: Prévia da inflação fica em 0,48% em fevereiro, puxada pela alta da gasolina

ipca 15 destaque 24 02 2021O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, ficou em 0,48% em fevereiro, após registrar 0,78% em janeiro. Esse é o maior resultado para um mês de fevereiro desde 2017, quando o índice foi de 0,54%. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,57%, acima dos 4,30% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2020, a taxa foi de 0,22%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (24/02) pelo IBGE

Transportes - Com alta de 1,11%, os transportes aceleraram em relação ao resultado de janeiro (0,14%) e foi o grupo com maior impacto (0,22 pontos percentuais), puxado pela alta dos preços dos combustíveis (3,34%). O maior impacto individual no índice do mês (0,17 p.p.) veio da gasolina, cujos preços subiram pelo oitavo mês consecutivo (3,52%). Também houve altas nos preços do óleo diesel (2,89%), do etanol (2,36%) e do gás veicular (0,61%).

Educação - Já a maior variação veio de Educação (2,39%), que contribuiu com o segundo maior impacto - 0,15 p.p. no resultado do mês. O desempenho reflete os reajustes anuais aplicados no início do ano letivo e a retirada de descontos praticados por algumas instituições de ensino ao longo de 2020, no contexto da pandemia de Covid-19.

Habitação - A pressão negativa veio da Habitação (-0,74%), que havia apresentado alta de 1,44% no mês anterior. A queda é devido à redução nas tarifas de energia elétrica (-4,24%) registrada no IPCA-15 por conta da mudança das bandeiras tarifárias de vermelha patamar 2 ,em dezembro, para amarela, em janeiro e fevereiro, considerando os períodos de referência e base do IPCA-15.

Alimentação e bebidas - Outro impacto negativo vem do grupo Alimentação e bebidas, que vem desacelerando desde novembro e passou de 1,53% em janeiro para 0,56% em fevereiro, com impacto de 0,12 p.p. Isso é resultado da redução de preços de alimentos como a batata-inglesa (-5,44%), leite longa vida (-1,79%), óleo de soja (-1,73%) e arroz (-0,96%).

Regiões - À exceção de Goiânia (-0,03%), todas as regiões pesquisadas apresentaram variação positiva em fevereiro. O maior índice foi observado na região metropolitana de Fortaleza (0,95%), principalmente por causa das altas nos cursos regulares (8,86%). Na capital goiana, o índice foi impactado principalmente pela queda na energia elétrica (-4,88%).

Coleta - Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 15 de janeiro a 11 de fevereiro de 2021 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 12 de dezembro de 2020 a 14 de janeiro de 2021 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Helena Pontes / Agência IBGE Notícias

 

ipca 15 tabela 24 02 2021

 

ECONOMIA: Ipea revisa projeção de inflação em 2021 para 3,7%

economia 24 02 2021Os pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisaram para 3,7% a alta da inflação brasileira em 2021. Em dezembro do ano passado, a inflação para este ano tinha sido projetada pelo Ipea em 3,5%.

Fatores - A pesquisadora do Grupo de Conjuntura do Ipea Maria Andréia Lameiras, autora do estudo, disse à Agência Brasil que dois fatores influenciaram na revisão: a alta das commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional) e a depreciação cambial do real frente ao dólar.

Commodities - Ela explicou que, nos dois primeiros meses de 2021, algumas commodities, principalmente as energéticas, petróleo e alguns grãos, elevaram os preços no mercado exterior, contrariando a expectativa de estabilidade prevista para o período. “A gente já sabia que aquela desaceleração que estava esperando para os alimentos, já agora em janeiro e fevereiro, só ia acontecer um pouco depois. Tanto que, em janeiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alimentos, que desacelera em relação a dezembro, ainda foi alto para o mês de janeiro.”

Desvalorização cambial - Maria Andréia acrescentou que, em janeiro de 2021, ocorreu uma desvalorização cambial maior que em dezembro, o que gerou uma pressão do câmbio com impacto nos alimentos e nos demais bens. “Basicamente foi isso: a gente mudou a nossa previsão de alimentos e de outros bens, por conta desse câmbio e da elevação das commodities”, afirmou.

Alimentos e bens livres - Esses dois fatores fizeram subir a inflação dos alimentos e dos demais bens livres de 3% para 4,4% e de 2,7% para 3%, respectivamente.

Serviços - Em contrapartida, os pesquisadores diminuíram a expectativa de inflação de serviços, porque apesar de um crescimento econômico esperado para 2021, ele deverá ser menor do que o projetado em dezembro. No último mês de 2020, o Ipea projetou para o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) alta de 4,5% - número que será revisado em março.

Covid - Além disso, o aumento no número de casos de covid-19 e o ritmo ainda lento da imunização da população impediram o esperado relaxamento das medidas de isolamento social no primeiro trimestre. “Com isso, esse espaço para recomposição de preços de serviços vai ficar menor, porque a gente ainda vai ter uma demanda contida nesse segmento”.

Livres - As estimativas de inflação para os serviços livres, que englobam advogados, médicos, cabeleireiro, empregada doméstica, recreação, entre outros gastos, exceto educação, recuaram de 4% para 3,6%. Apesar da queda, o segmento deve encerrar o ano com variação acima da observada em 2020 (1,8%), o que representa o principal fator de alta do IPCA em 2021, destacou o Ipea, na Nota de Conjuntura sobre inflação.

Medo - “As pessoas ainda estão com muito medo do contágio. Algumas cidades estão voltando a ter lockdown (confinamento) e isso vai bater no preço dos serviços, porque a primeira coisa que fecha nesses lugares são comércio e serviços”, disse a pesquisadora. “Isso vai gerar uma pressão de aumento de preços menor, porque isso está muito relacionado à demanda”.

Preços administrados - Já no caso dos preços administrados, a alta projetada agora de 4,4% superou a inflação estimada em dezembro de 2020, de 4%. Os preços administrados devem exercer maior pressão sobre a inflação neste ano devido à incorporação dos reajustes não ocorridos no ano passado e, também, à desvalorização do real e à alta mais acentuada do petróleo no mercado externo.

Demanda grande - A demanda por petróleo tem sido grande no mercado internacional devido ao frio no Hemisfério Norte e isso afeta o preço do barril, com reflexos no Brasil, observou a autora do estudo.

Planos de saúde - Os planos de saúde regidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) já sofreram reajustes que não foram dados no ano passado por causa da pandemia e terão novo aumento na data de aniversário do contrato. A gasolina, por sua vez, registrou altas consecutivas no mês de fevereiro, lembrou Maria Andréia.

Energia elétrica - Também são esperados reajustes nas tarifas de energia elétrica, já que muitas concessionárias sofreram prejuízos no ano passado, e no transporte público. A pesquisadora lembrou que a pandemia provocou queda significativa no fluxo de pessoas o que levou à falência de empresas de transporte. Por isso, segundo ela, a pressão por aumento será maior nesse segmento.

INPC - As estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) são de variação de 3,4% em 2021, pressionado pelos preços administrados, especialmente energia elétrica e transporte público. Os alimentos em domicílio devem ter alta de 4,7% este ano, bem abaixo dos 18,9% do ano passado. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

CÂMBIO: Dólar fecha em queda em dia de oscilações no mercado

cambio 24 02 2021O dólar fechou em leve queda nesta terça-feira (23/02), após um dia de oscilações no mercado. A moeda norte-americana negociada no mercado à vista caiu 0,17% e fechou a R$ 5,4456 na venda. Ao longo do dia, a divisa variou entre R$ 5,485 (+0,55) e R$ 5,4089 (-0,85%).

Melhora - De forma geral, o câmbio acompanhou a melhora no sinal de moedas emergentes no exterior, na esteira do alívio nas taxas de retorno dos títulos soberanos dos Estados Unidos, após declarações do presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Jerome Powell.

Consequência - A queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA reduz o diferencial de juros a favor do dólar, tirando atratividade da moeda norte-americana e aumentando o interesse por ativos mais arriscados, como moedas emergentes e ações.

Governo brasileiro - O mercado cambial também permaneceu atento ao noticiário sobre o governo brasileiro e a tentativas de interferência em empresas estatais, bem como movimentações em torno da agenda de reformas e do auxílio emergencial na Câmara e no Senado.

Bolsa - O Ibovespa fechou em alta, apoiado principalmente na recuperação das ações da Petrobras e de bancos, enquanto a Eletrobras despontou entre os destaques positivos, em meio a expectativas atreladas à sua privatização.

Alta - Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,27%, alcançando 115.225,38 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro alcançou R$ 45 bilhões. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

LEGISLATIVO I: Senado adia redação final da nova Lei de Licitações

legislacao I 24 02 2021

O Plenário do Senado adiou, nesta terça-feira (23/02), a votação da redação final do projeto da nova Lei de Licitações (PL 4.253/2020). Este é o último passo antes do envio do projeto para sanção presidencial. Ele deve voltar à pauta na próxima semana.

Substitutivo - O projeto foi aprovado no fim do ano passado, na forma de um substitutivo que saiu da Câmara dos Deputados (o texto original havia partido do Senado em 2013). A nova lei deve substituir a atual Lei das Licitações (Lei 8.666, de 1993), a Lei do Pregão (Lei 10.520, de 2002) e o Regime Diferenciado de Contratações (Lei 12.462, de 2011), modificando as normas referentes aos sistemas de contratação da administração pública. 

Pedido - O adiamento foi um pedido do líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), segundo o qual ainda está elaborando, junto com o Executivo, “uma solução” para a redação final. Nesta fase, não há mais mudanças no conteúdo, apenas ajustes de terminologias, clareza e precisão no texto. Segundo Bezerra, o relator do PL, senador Antonio Anastasia (PSD-MG), está de acordo com a nova data. 

O projeto - O projeto cria modalidades de contratação, tipifica crimes relacionados a licitações e disciplina itens do assunto em relação às três esferas de governo: União, estados e municípios. Entre outras mudanças, o texto permite seguro-garantia nas licitações, o que poderá contribuir para a redução de obras inacabadas, e cria um portal nacional de contratações públicas para centralizar os procedimentos licitatórios dos entes federados por meio de um banco de dados unificado. (Agência Senado)

FOTO: Jefferson Rudy/Agência Senado

LEGISLATIVO II: Lira diz que reforma administrativa pode ser votada em dois meses, e tributária, em oito

legislacao II 24 02 2021O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), avaliou que é possível a aprovação pelo Congresso Nacional da reforma administrativa em até dois meses e da reforma tributária em até oito meses. A afirmação foi feita em uma live promovida pelo jornal Valor Econômico nesta terça-feira (23/02). Lira afirmou ainda que, se o Senado aprovar a PEC Emergencial/Pacto Federativo ainda esta semana, o texto seguirá um rito célere na Câmara, com previsão de votação em até 15 dias. As duas propostas têm como objetivo impedir futuras crises nas contas públicas nos governos e devem ser fundidas em um único texto.

Reforma administrativa já está na CCJ; conheça a proposta do governo

Demora - Ele ressaltou, contudo, que, se os senadores demorarem para aprovar as PECs, elas terão que seguir a tramitação normal na Câmara, com a CCJ aprovando a admissibilidade e a comissão especial o mérito do texto no prazo regimental. Lira afirmou que as comissões na Câmara deverão voltar a funcionar a partir do dia 4 de março.

Economia - “Temos que destravar a economia, precisamos votar bem, com amplo debate e alicerçado em teses de desenvolvimento. É o nosso compromisso, vamos trabalhar com muita firmeza, e fazendo com que esta Casa tenha muita responsabilidade. O dever do Congresso reformista é entregar o que for possível, temos que fazer por partes e trazer melhoras para a sociedade”, defendeu Lira.

Direitos adquiridos - Em relação à reforma administrativa, ele afirmou que o ponto mais importante do texto é que ele não mexe em direitos adquiridos e só vai valer para os futuros servidores. O presidente disse que tudo que tiver previsão legal estará garantido pelo direito adquirido e não será atacado na reforma.

Previsão legal - “O que não tem previsão legal não é direito adquirido e os chamados penduricalhos (extrateto) serão tratados no momento adequado. Só penso que ela será sinalizadora. O Brasil precisa criar um ambiente de perspectiva confiável de investimento”, destacou.

Tributária - Já a reforma tributária será analisada após a apresentação do relatório do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Ele deve apresentar uma versão do texto até o final desta semana. Para Arthur Lira, hoje já há um consenso de que o sistema tributário no País precisa ser alterado. Lira defende que o foco nas mudanças sejam a simplificação e a unificação de impostos no País. Ele reforçou novamente que avalia que entre seis a oito meses a reforma seja aprovada pelas duas Casas do Congresso Nacional.

Otimista - “Sou otimista, temos que acreditar para trabalhar e costurar e fazer acordos. Tem alguém no Brasil, que não seja bancas de advogados que defendem o sistema tributário como ele está hoje? Tem algum grupo estrangeiro que queira investir no Brasil sem saber o quanto vai pagar de imposto? Estamos falando de um consenso, precisamos desburocratizar e unificar”, defendeu.

Teto de gastos - Lira foi questionado pelos jornalistas se haveria alguma previsão de se discutir a revogação da lei do teto de gastos, que cria limites para a despesas públicas. Ele  afirmou que é “radicalmente a favor do cumprimento de todas as regras do teto de gastos”. Segundo ele, antes de qualquer discussão nesse sentido é preciso destravar os investimentos públicos, aprovar as reformas e garantir previsibilidade e segurança jurídica. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Reprodução / YouTube

 

SAÚDE I: Brasil registrou 62.715 infectados em 24 horas

Em atualização do boletim epidemiológico da pandemia do novo coronavírus divulgada nesta terça-feira (23/02), o Ministério da Saúde registrou mais 62.715 casos de infecção pela doença. Segundo o informe, 1.386 pessoas morreram em decorrência de covid-19 em 24 horas. O número total de mortos no brasil pelo vírus é de 248.529 desde o início da pandemia.

Acompanhamento - A pasta informa que 794.182 pacientes (7,7%) seguem em acompanhamento. A taxa de recuperação da doença segue estável, com 9.215.164 pessoas consideradas recuperadas da doença, o que representa 89,8% do total.

Cenário estadual - Sem grandes mudanças, o cenário estadual segue mostrando o estado de São Paulo como o maior foco de covid-19 no Brasil. O estado registrou 1.990.554 casos no total, com 58.199 óbitos, 23,41% do total de óbitos no Brasil. Minas Gerais e Bahia seguem, respectivamente, em segundo e terceiro lugar no covidômetro, com 847.763 casos e 17.774 óbitos e 660.506 casos e 11.320 óbitos. (Agência Brasil)

 

saude I tabela 24 02 2021

 

SAÚDE II: Boletim registra 6.253 novos casos de Covid-19. Paraná aplicou 364.633 doses da vacina

saude II 24 02 2021A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta terça-feira (23/02) 6.253 novos casos de Covid-19 e 136 óbitos pelo novo coronavírus. Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Paraná soma 618.936 casos e 11.206 mortes em decorrência da doença.

Meses - Os casos divulgados nesta data são de janeiro (40) e fevereiro (6.141) de 2021 e dos seguintes meses de 2020: abril (2), junho (1), julho (1), agosto (4), setembro (3), outubro (1), novembro (12) e dezembro (48).

Vacina - Até a manhã desta terça-feira, o Paraná aplicou 364.633 doses da vacina contra a Covid-19 – 286.837 da primeira dose e 77.796 da segunda. Portanto, 286.837 paranaenses já foram vacinados. Até o momento, o Estado recebeu 538.900 doses do Governo Federal.

Confira a distribuição das imunizações no Paraná.

Internados - Nesta terça-feira eram 1.464 pacientes internados com diagnóstico confirmado de Covid-19. Destes, 1.270 ocupam leitos SUS (582 UTI e 688 clínicos/enfermaria) e 194 da rede particular (84 UTI e 110 clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 1.468 pacientes internados, 650 em leitos UTI e 818 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A secretaria estadual informa a morte de mais 136 pacientes. São 58 mulheres e 78 homens com idades que variam de 23 a 98 anos. Os óbitos ocorreram entre 15 de julho de 2020 e 23 de fevereiro de 2021.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (15), Ponta Grossa (15), Maringá (7), Apucarana (6), Andirá (5), Arapongas (5), Londrina (5), Cascavel (4), Foz do Iguaçu (4), Toledo (4), Campo Magro (3), Coronel Vivida (3), Rolândia (3), Almirante Tamandaré (2), Cambé (2), Campo Largo (2), Cornélio Procópio (2), Guaiaçá (2), Guaratuba (2), Jandaia do Sul (2), Leópolis (2), Marialva (2), Medianeira (2), Palmeira (2), Paranavaí (2), Pato Branco (2), Pinhais (2) e São José dos Pinhais (2).

Uma morte - A informe registra ainda a morte de uma pessoa em cada um dos seguintes municípios: Arapoti, Araucária, Braganey, Clevelândia, Faxinal, Figueira, Floresta, Foz do Jordão, Guaraci, Imbaú, Itauna do Sul, Ivaí, Jacarezinho, Jesuítas, Matinhos, Ortigueira, Palmas, Primeiro de Maio, Rancho Alegre, Ribeirão do Pinhal, Rondon, Santa Tereza do Oeste, Santana do Itararé, Sapopema, Sarandi, Tuneiras do Oeste e Turvo.

Fora do Paraná - O monitoramento da Secretaria de Estado da Saúde contabiliza 4.504 casos de pessoas que não moram no Estado – 87 foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo.

 

SAÚDE III: Paraná receberá novos lotes de vacinas com 167,3 mil doses

saude vacinacao 24 02 2021O Ministério da Saúde confirmou ao Governo do Paraná na noite desta terça-feira (23/02) o envio de mais 167.300 doses de vacinas contra o novo coronavírus. Serão 102.500 da Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca e a Fiocruz e 64.800 da CovonaVac, desenvolvida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. A remessa da AstraZeneca/Fiocruz chega nesta quarta-feira (24/02), às 10 horas, no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar). Ainda não foi confirmada a data da entrega do lote da CoronaVac.

Remessa - As doses da AstraZeneca/Fiocruz fazem parte da remessa de 2 milhões da Índia que chegou ao Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz). Elas passaram por conferência de temperatura e integridade e receberam etiquetas com informações em português, além do protocolo de controle de qualidade do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fiocruz.

Estratégia paralela - A importação dessas doses prontas é uma estratégia paralela do governo federal à produção de imunizantes a partir da chegada do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA). Mais 8 milhões de doses estão previstas pelo acordo da Fiocruz com a AstraZeneca e o Instituto Serum (Índia), mas ainda não há data prevista para o recebimento. Em janeiro, a Fiocruz já havia recebido 2 milhões de doses da vacina.

Lote - As 64.800 doses da CovonaVac fazem parte de um lote de 1,2 milhão entregue pelo Instituto Butantan nesta terça-feira (23/02) ao Ministério da Saúde. Até o próximo domingo (28/02) há expectativa de fornecimento de 3,9 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), para compartilhamento com os estados. Esses imunizantes já estão sendo feitos a partir do IFA enviado pelo laboratório chinês.

Soma - O Paraná recebeu até o momento 538.900 doses de vacinas contra o novo coronavírus. Da Coronavac/Instituto Butantan foram 265.600 no 1º lote, 39.600 no 2º lote e 147.200 no 3º lote, além de mais 86.500 doses da Universidade de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz. Com as novas remessas, serão 706.200 doses entregues ao Estado desde o começo da imunização. O Paraná atingiu nesta terça-feira (23) 286.837 pessoas vacinadas.

Público-alvo - Essas novas doses continuarão a ser aplicadas nos públicos prioritários, de acordo com o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19. Ele segue a mesma linha do PNI, ou seja, nesta primeira etapa da vacinação continuarão a ser imunizados profissionais da saúde que atuam na linha de frente de atendimento aos doentes e idosos com mais de 80 anos.

Previsão - Pelo plano, seguindo a ordenação por grupos prioritários, a previsão do Paraná é de vacinar cerca de 4 milhões de pessoas até maio de 2021. A vacinação ocorrerá de acordo com o recebimento dos imunizantes, de forma gradual e escalonada. Fazem parte dos grupos prioritários, ainda, trabalhadores das forças de segurança, da educação, do transporte coletivo, portuários, caminhoneiros e idosos com mais de 60 anos.

Salas de vacinação - O Paraná tem 1.850 salas de vacinação nos 399 municípios. A quantidade de locais varia em cada cidade de acordo com o tamanho da população. Os municípios são responsáveis pela gestão dos profissionais para aplicação das doses da vacina. (Agência de Notícias do Paraná)

 

SAÚDE IV: Paraná registra 425 novos casos de dengue

saude III 24 02 2021O boletim semanal da dengue confirma nesta terça-feira (23/02) 425 novos casos da doença no Paraná. O Estado soma 3.129 casos neste período epidemiológico, iniciado em agosto de 2020. Há 344 municípios com notificações para a dengue e 212 apresentam confirmações. São 7.491 casos em investigação.

Atenção - “A dengue exige atenção de todos, dos gestores das três esferas de governo, mas principalmente da população, pois cerca de 90% dos criadouros do mosquito transmissor da doença estão nos quintais e ambientes internos das residências paranaenses. Esta é uma informação que repetimos sempre, como forma de alerta para que a comunidade nos ajude, eliminando os focos que se concentram em recipientes que acumulam água parada”, ressalta o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Apoio - A Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde vem apoiando municípios de várias regiões nas ações de enfrentamento. “São municípios pequenos que solicitam nossa orientação e apoio no trabalho de campo para a busca e eliminação dos criadouros. Os técnicos percorrem praticamente a cidade inteira neste trabalho de detecção e remoção e aplicação de inseticida”, destacou a coordenadora de Vigilância Ambiental da secretaria, Ivana Belmonte.

Força-tarefa - Na semana passada a força-tarefa aconteceu no município de Serranóplis do Iguaçu, localizado na 9ª Regional de Saúde, de Foz do Iguaçu, e que apresentou grande aumento de número de casos de dezembro para cá.

Casos - A cidade de 4.513 habitantes concentrava os casos nos bairros Flor da Serra e Jardinópolis. Em dezembro essas áreas apresentavam 24 casos, número que subiu para 181 em fevereiro. No total, o município tem 200 casos confirmados de dengue.

Equipes - “Equipes da vigilância municipal percorreram cerca de 150 quarteirões da cidade com limpeza, remoção de criadouros e aplicação de inseticida com equipamento costal. Passamos todas as orientações para que o município siga com este trabalho de combate”, complementou Ivana. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo.

 


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