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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5035 | 24 de Março de 2021

JUBILEU DE OURO: Ocepar é exemplo de liderança e organização, afirma Jorge Karl

jubileu ouro destaque 24 03 2021Grande parte das 34 cooperativas que fundaram a Ocepar, em 2 de abril de 1971, hoje não existe mais. Por outro lado, algumas delas, embora operem atualmente com outro nome, continuam firmes, se desenvolveram e prosseguem contando com o suporte da entidade que elas ajudaram a constituir e as representam até os tempos atuais. É o caso da Cooperativa Agrária Agroindustrial, que era denominada Cooperativa Central Agrária Ltda e já possuía 20 anos de existência na época.

Liderança e organização - Na avaliação de Jorge Karl, atual diretor-presidente da cooperativa, sediada em Entre Rios, Distrito de Guarapuava, na região Centro-Sul do Paraná, o cooperativismo paranaense evolui bastante ao longo dessas cinco décadas, com importante apoio da Ocepar. “A Ocepar desenvolve um trabalho que é um belo exemplo de liderança e organização, não só para o cooperativismo paranaense, como também para o cooperativismo brasileiro. Nós sempre tivemos um bom relacionamento com a entidade, que ampara muito bem as cooperativas do Estado do Paraná, não apenas a Agrária, e isso tem trazido resultados significativos. O cooperativismo paranaense cresceu muito nesses cinquenta anos e a Ocepar colaborou bastante com isso”, afirma Karl.

Representatividade - Para ele, a entidade não sucumbiu aos obstáculos e mudanças de cenário ocorridas durante essa jornada. “Nesse período, nós atravessamos inúmeras crises, tanto na agricultura, na economia e mesmo na política brasileira. Mesmo assim, a Ocepar sempre tem mantido uma linha muito reta, muito correta em sua missão de representatividade do nosso setor. Isso ajuda muito o cooperativismo, não somente do agro, mas de todos os ramos, e fez com que o Paraná se tornasse referência no Brasil em termos de cooperativismo”, acrescentou.

Encaminhamento - O presidente da Agrária destacou ainda que a entidade está permanentemente atenta às necessidades apresentadas pelas cooperativas paranaenses e as direciona no sentido de encontrar uma solução. “Nós também somos muito bem representados em Brasília, por meio da OCB, mas quem pauta a maioria das reivindicações e dos direcionamentos do setor é a Ocepar. É e isso vem da base, porque as cooperativas colaboram muito com a Ocepar, que ouve nossas demandas e propostas e as encaminha para frente. Então, em nome da Agrária, que é uma das cooperativas fundadoras, nós só podemos agradecer às pessoas que fazem e já fizeram parte da Ocepar e esperamos que, no futuro, ela continue nos representando muito bem e que o cooperativismo tenha o seu crescimento de acordo com o seu planejamento estratégico”, finalizou Karl.  

Sobre a Agrária - A Agrária foi fundada em 5 de maio de 1951, com o desafio de apoiar 500 famílias de Suábios do Danúbio, de origem alemã, que vieram ao Brasil para recomeçar suas vidas e tinham a agricultura como sua principal atividade. Assim, até hoje a cooperativa alia tradição e história à tecnologia e gestão de excelência. A Agrária possui atualmente 640 cooperados, 1.522 funcionários e faturou R$ 4,9 bilhões em 2020. As principais culturas produzidas pelos cooperados são soja, milho, trigo e cevada. A agregação de valor desses produtos é feita por meio das unidades de negócios Agrária Malte, Agrária Farinhas, Agrária Nutrição Animal, Agrária Sementes, Agrária Óleo e Farelo e Agrária Grits e Flakes. Ela também mantém a Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária (Fapa). De acordo com ranking divulgado pela Forbes do Brasil, no domingo (21/03), a Agrária ocupa a 42ª posição entre as 100 maiores empresas do agronegócio brasileiro, em 2020. A publicação ressalta o esforço do agronegócio para impedir o desabastecimento no país e lembra que o ranking contabilizou o resultado de empresas do setor que obtiveram mais de R$ 1 bilhão em faturamento no ano anterior. Saiba mais sobre a cooperativa acessando: www.agraria.com.br.

Jubileu de ouro - A Ocepar vai comemorar seu jubileu de ouro no dia 5 de abril, durante a Assembleia Geral Ordinária, que será realizada em formato online. Até lá, o Informe PR Cooperativo está divulgando matérias semanalmente, com o objetivo de destacar alguns dos fatos ligados à sua história e do cooperativismo paranaense também. Nesta e nas próximas edições, os presidentes de cooperativas que fundaram a Ocepar e que ainda estão atuantes estão fazendo uma avaliação sobre o trabalho que a entidade vem realizando durante essas cinco décadas, em defesa do cooperativismo paranaense e com o intuito de promover o desenvolvimento do setor. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Agrária)

COOPERATIVAS FUNDADORAS DA OCEPAR

  1. Cooperativa Agropecuária Guarany Ltda
  2. Cooperativa de Transportes, Cargas e Anexos de Paranaguá
  3. Cooperativa de Consumo dos Rodoviários de Maringá Ltda
  4. Cooperativa Central Agrária Ltda
  5. Cooperativa Mista Agropecuária Witmarsum Ltda
  6. Cooperativa de Consumo dos Funcionários da Cia Cacique de Café Solúvel
  7. Cooperativa Agrícola Consolata Ltda
  8. Cooperativa Agropecuária Mista de Laranjeiras do Sul
  9. Cooperativa Agrícola Cotia Norte do Paraná
  10. Cooperativa Agrícola Irati Ltda
  11. Cooperativa Mista 26 de Outubro Ltda
  12. Cooperativa de Consumo do 14º Distrito Rodoviário
  13. Cooperativa Agropecuária Batavo Ltda
  14. Cooperativa Mista Francisco Beltrão Ltda
  15. Cooperativa Agropecuária Capanema
  16. Cooperativa de Consumo de São Mateus do Sul Ltda
  17. Cooperativa Agropecuária Sabadi Ltda
  18. Cooperativa Agrícola do Oeste Ltda
  19. Cooperativa Agrícola Mista Rondon Ltda
  20. Cooperativa Agrícola Mista Palotina Ltda
  21. Cooperativa Agrícola Cotia Sul do Paraná
  22. Cooperativa Mista dos Fornecedores de Lenha Brasil Ltda
  23. Cooperativa Agropecuária Sudoeste Ltda
  24. Cooperativa Agropecuária Cascavel Ltda
  25. Cooperativa de Consumo dos Empregados da Cia Fiat Lux Ltda
  26. Cooperativa Central Agrícola Sul do Brasil de Curitiba Ltda
  27. Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de Nova Londrina Ltda
  28. Cooperativa Mista dos Ruralistas de Ponta Grossa Ltda
  29. Cooperativa Mista Agropecuária de Guarapuava Ltda
  30. Cooperativa Agrícola Mista Cerro Azul Ltda
  31. Cooperativa Central Agrícola dos Cafeicultores do Paraná
  32. Cooperativa do Livro dos Acadêmicos e Profissionais de Agronomia e Veterinária do Paraná
  33. Cooperativa Central de Latícinios do Paraná Ltda
  34. Cooperativa Agro-Malte Paraná Ltda

 

UNIMED CASCAVEL: Com participação recorde, novos conselhos são eleitos em AGO on-line

Cooperados da Unimed Cascavel tiveram participação recorde na eleição dos novos Conselhos Administrativo, Técnico e Fiscal da cooperativa, durante a votação na segunda-feira (22/03). Ao todo, participaram do pleito 548 dos 601 aptos a votar (91%), conforme regras do estatuto. Tudo foi realizado em formato on-line, durante a 33ª Assembleia Geral Ordinária Digital (AGO). A modalidade a distância foi escolhida em cumprimento aos decretos estadual e municipal de proteção contra a Covid-19.

Na sede - A AGO começou às 13h, após terceira convocação. Na sede da cooperativa estavam apenas o atual diretor-presidente, Danilo Galletto, bem como integrantes da mesa diretora, da comissão eleitoral e das áreas que prestaram contas relativas ao exercício 2020. Para garantir a segurança de todos, foram cumpridas as medidas de distanciamento e higiene.

Votação - Após a abertura, foi aberto o prazo para os cooperados efetuarem o voto por meio da plataforma Eleja Online, empresa contratada com base na experiência na área e nos certificados de qualidade e segurança nesse tipo de evento. Todos os que estavam habilitados a votar tiveram até as 19h para acessar a plataforma com login e senha individuais, secretos e intransferíveis. Esses dados, bem como as regras e orientações, foram amplamente divulgados pelos canais de comunicação da Singular com os cooperados. Durante todo o período, equipes técnicas da Unimed Cascavel e da própria empresa contratada estiveram à disposição para dar o suporte necessário, em caso de dúvidas. Além disso, integrantes da Comissão Eleitoral estavam de prontidão para auxiliar quem foi pessoalmente até a sede.

Cooperativismo e democracia - Duas chapas concorreram ao Conselho de Administrativo e Técnico: Unimed Futuro, encabeçada pelo pneumologista Humberto Golfieri Junior, e Unimed Transparente, cujo candidato à presidência foi o ginecologista Luiz Sergio Fettback. Com 281 votos, a vencedora foi a chapa Unimed Transparente.

Conselho de Administração

Diretor-presidente: Luiz Sergio Fettback

Diretor de Mercado: Erwin Soliva Junior

Diretor de Controladoria: Fayez Mehanna

Diretor de Provimento da Saúde: Sandro Toledo Carvalho

1º Vogal: Conselheiro de Atendimento aos Cooperados: Nilson Zortea Ferreira

2ª Vogal: Conselheira de Atendimento aos Prestadores Credenciados: Michelle Varaschim Garcia

3ª Vogal: Conselheira de Medicina Preventiva e Atenção Integral à Saúde: Karin Erdmann

4º Vogal: Conselheiro de Atendimento Regional de Ubiratã: José Carlos Marques

Conselho Técnico

Cesar Nobuo Shiratori

Felipe Horst

Jocelito Ruhnke

Eduardo Fernando Pacagnan

Avelino Vicente Guzzi

Vander Matsumoto

Conselheiro Fiscal

• Titulares

Fabio Henrique Motter

Carlos Augusto Barreira

Danilo Galletto

• Suplentes

Gustavo Kurachi

Leandro Pessi

Walter de Assumpção

Transição - A partir do término do pleito eleitoral começou a contar o prazo de 30 dias para a transição entre os atuais conselhos e aqueles eleitos. Os Conselho de Administração e Técnico têm mandato de três anos (2021-2024). Já os conselheiros fiscais exercerão o cargo pelo período de um ano.

AGO Digital - Tão logo foi encerrada a votação, às 19h começou a apresentação dos dados relativos ao ano de 2020. Nesta etapa da AGO foi utilizada a ferramenta Zoom para que todos os cooperados da Unimed Cascavel pudessem acompanhar a distância. Foram apresentados os resumos e relatórios das áreas, incluindo os pareceres jurídicos e a auditoria independente. Além disso, entraram em votação a prestação de contas do exercício de 2020, a destinação das sobras e a fixação pró-labore dos órgãos sociais. Os temas foram todos aprovados.

Desafio - “Tão grande quanto a responsabilidade de estar no comando de uma cooperativa tão forte quanto a Unimed Cascavel é o desafio de resumir o tamanho da gratidão que sinto por ter contado com um esforço coletivo tão intenso de todos em nome do cooperativismo médico, do Jeito de Cuidar Unimed e da excelência de atendimento aos nossos beneficiários. Nestes seis anos em que tive a honra de ser diretor-presidente da Unimed Cascavel, conseguimos ampliar a nossa estrutura física, criar projetos de Medicina Preventiva, consolidar a sustentabilidade ambiental, social e econômica do nosso negócio e, mesmo com obstáculos tão inéditos quanto a pandemia de Covid-19, conseguimos garantir o crescimento da nossa cooperativa. Em nome disso e de tudo o que passamos juntos nesses seis anos, agradeço de coração e desejo que a próxima gestão também possa contar com o cooperativismo de todos para avançarmos cada vez mais”, finaliza Danilo Galletto, diretor-presidente da Unimed Cascavel entre 2015 e 2021. (Imprensa Unimed Cascavel)

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UNIMED LABORATÓRIO: Coleta domiciliar aumenta frota de veículos

unimed laboratorio 24 03 2021“As incertezas deixaram um legado de mudança de processo”, disse já no ano passado o superintendente da Unimed Laboratório, Milton Zymberg. E com o prolongamento da pandemia no país em 2021, ainda mais avassaladora, todo o serviço de saúde precisa, continuamente, se reorganizar para oferecer atendimento e respostas mais rápidas à sociedade, e para atender à crescente demanda tanto de apoio aos infectados com a Covid-19 quanto dos demais que devem continuar cuidando da saúde e manter a rotina de exames clínicos.

Adaptação - Agora, explica o superintendente, o laboratório que viu a demanda por exames RT-PCR crescer exponencialmente precisa se adaptar às mudanças nos hábitos de consumo. “Com o prolongamento do distanciamento social buscamos investir em alternativas para atender nossos beneficiários com segurança. Sendo assim, além do drive-thru de exames que atende cerca de 700 pessoas por dia, investimos na adaptação da estrutura aumentando a frota de carros em 250%, até o final de 2021, para poder ampliar a oferta da coleta domiciliar para análises clínicas”, revela.

Horários - Um ponto que Zymberg destaca sobre a coleta domiciliar é com relação aos horários solicitados. “A maioria dos pedidos acontece pela manhã, tomando toda a frota, e o período da tarde fica com mais carros disponíveis. Porém, nem sempre o exame precisa ser feito pela manhã, e nem todo exame de análises clínicas exige o jejum. Parece só um detalhe, mas saber disso possibilita usufruir do serviço com conveniência. Especialmente nesse momento de pandemia, essa informação permite às pessoas manter a periodicidade de seus exames e o cuidado consigo mesmo solicitando a coleta em horários de menor movimento”, indica.

Realização no local - O serviço de Coleta Domiciliar da Unimed Laboratório permite realizar exames laboratoriais onde o beneficiário estiver, pois leva até ele profissionais especializados e estrutura completa para realizar os procedimentos da mesma maneira que seria feito na sede física. “Destaco o preparo do profissional que atende nessa modalidade, pois ele precisa ser uma pessoa resolutiva que vai na casa do paciente para coletas adultas ou infantis e precisa atender as necessidades de cada um, além de levar o carinho e atenção característicos da Unimed Laboratório”, assegura o superintendente. A coleta está disponível para análises clínicas, já o exame RT-PCR é coletado em domicílio apenas em casos de exceção, em que o paciente tem dificuldades de locomoção.

Agendamento - O serviço, disponível para beneficiários da Unimed Curitiba e da Região Metropolitana e clientes particulares, possui uma taxa e é ideal, nesse momento, para pessoas com limitações de mobilidade, acamados, idosos, crianças, gestantes e demais pessoas que fazem parte dos grupos de risco. Agendamentos devem ser feitos por telefone. (Imprensa Unimed Laboratório)

SERVIÇO

Coleta Domiciliar Unimed Laboratório

Agendamentos e informações: (41) 3021-5252

Taxas de coleta: R$ 30 em Curitiba e R$ 45 na Região Metropolitana de Curitiba

https://www.unimedlab.com.br/coleta-domiciliar/

 

SICREDI VALE DO PIQUIRI: Moto é entregue a associado de Campo Mourão (PR)

A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP premiou mais um participante da promoção Investir, Cooperar e Ganhar. A sétima moto BMW G310 zero quilômetro foi entregue para Gerson I.C., da agência da Rua São José, em Campo Mourão (PR). “Sou associado há 11 anos e acredito muito no cooperativismo. O Sicredi sempre foi diferenciado e ser sócio da instituição é uma excelente opção”, comemora Gerson.

Satisfação - A gerente da agência, Queila Barbosa da Silva, destaca a satisfação em entregar a moto. “Esse associado entende o propósito do cooperativismo e foi um prêmio merecido”. “Para nós, sempre é um momento de muita felicidade entregar essas motos, ainda mais para aqueles que acreditam no agronegócio e estão ao lado da cooperativa”, reforça o gerente regional de desenvolvimento Cirineu Varolo.

Exclusiva - A campanha Investir, Cooperar e Ganhar, exclusiva da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, já sorteou sete motos. Os contemplados foram associados de São Bernardo do Campo (SP), Boa Esperança (PR), São Paulo (SP), Umuarama (PR), Maripá (PR), Engenheiro Beltrão (PR) e Campo Mourão (PR). O sorteio final de mais uma moto, uma Amarok e duas Fiat Toro será realizado no dia 03 de abril.

Sobre a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP - A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, uma das 108 cooperativas do Sicredi, conta com 32 anos de história e mais de 164 mil associados. A área de atuação da cooperativa abrange 43 cidades no estado do Paraná e 8 cidades no estado de São Paulo, incluindo a capital paulista e cidades vizinhas do grande ABCD. São 92 espaços de atendimento, sendo 52 no Paraná e 40 em São Paulo (sicredi.com.br/vale-piquiri/).

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de cinco milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados e no Distrito Federal, com mais de duas mil agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd)

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APRE: Associação lança vídeo sobre os impactos positivos das florestas plantadas

apre 24 03 2021Um setor que planeja, cultiva e projeta o amanhã. Com esse mote, a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre) lança o primeiro material de uma série de conteúdos que serão produzidos em 2021 para divulgar os impactos positivos do setor de florestas plantadas para a sociedade. O lançamento marca ainda a comemoração pelo Dia Internacional das Florestas, celebrado no dia 21 de março.

Resultados - Nesse primeiro vídeo, é possível conhecer alguns dos resultados gerados pelo segmento no Paraná por um setor que tem focado em produzir soluções para a nova economia, que passa a estar mais centrada nas pessoas, em inovações disruptivas, ampliando a atuação harmônica entre produção, avanços sociais e conservação ambiental.

Vídeo - Confira o vídeo: https://youtu.be/jm6Hyg8EFy4

Estudo - Para ter acesso aos dados completos das florestas plantadas do Paraná, acesse o Estudo Setorial Apre 2020. (Assessoria de Imprensa da Apre)

 

PROJEÇÃO: Ipea revisa de 1,5% para 2,2% o PIB agro para 2021

ipea 24 03 2021O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou, nesta terça-feira (23/03), a nova projeção do valor adicionado do setor agropecuário para 2021. Os pesquisadores revisaram de 1,5% para 2,2% a estimativa de crescimento do setor para este ano, com base nas estimativas do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e em projeções próprias para a pecuária a partir de dados das Pesquisas Trimestrais do Abate, Produção de Ovos de Galinha e Leite.

Nova estimativa - A nova estimativa leva em conta projeções atualizadas para a produção agropecuária e uma revisão metodológica que visa considerar de maneira mais precisa a evolução do consumo intermediário a partir dos valores das Tabelas de Recursos e Usos do Sistema de Contas Nacionais. Dessa forma, o valor acionado do setor passa a ser desagregado em dois componentes: produção animal (que inclui os segmentos da pecuária - bovinos, suínos, aves, leites e ovos -, além da pesca e aquicultura) e produção vegetal (composta por produtos da lavoura e pela exploração florestal e silvicultura).

Aumento - Para este ano, os pesquisadores projetaram um aumento de 2,3% no valor adicionado da produção vegetal e 1,9% no valor adicionado da produção animal. Na produção vegetal, o destaque é a nova safra recorde de soja, que tem alta prevista de 7,3%, sendo a única cultura entre as mais importantes da lavoura com perspectiva de crescimento elevado em 2021. A produção de milho deve avançar 0,3%. Na contramão, há previsão de queda nas produções de cana-de-açúcar (-1,5%) e de café (-23,9%), sendo esta última em função das características cíclicas da cultura do grão.

Pecuária - Na produção pecuária, a projeção é de crescimento em todos os segmentos, principalmente na produção de aves (3,8%). O desempenho positivo também é previsto para os segmentos de bovinos (1,5%), leite (1,7%), suínos (1,7%) e ovos (2,3%).

Preocupação - Para Pedro Garcia, pesquisador associado do Ipea e um dos autores do estudo, "o segmento de bovinos causa certa preocupação, apesar da alta estimada de 1,5%, porque o nível de abates no sistema de inspeção federal, que serve como uma proxy da produção bovina, foi muito baixo em janeiro". Isso indica uma oferta pequena de animais bovinos para abate no início de 2021. "Nossa expectativa é que isso melhore no segundo semestre de 2021, mas essa oferta baixa no começo do ano pode prejudicar o segmento de bovinos e impactar negativamente a estimativa que temos para o resultado total do setor agropecuário no ano." (Assessoria de Imprensa do Ipea)

FOTO: Orlando Kissner / ANPr

Acesse a íntegra do estudo

 

INFRAESTRUTURA I: Cooperativas paranaenses no MS reforçam importância da Nova Ferroeste

Coamo e Lar, duas das principais cooperativas paranaenses instaladas no Mato Grosso do Sul, conheceram nesta terça-feira (23/03) os detalhes do projeto da Nova Ferroeste. A apresentação foi feita por técnicos do grupo de trabalho criado pelos governos do Paraná e do Mato Grosso do Sul para desenvolver a nova malha ferroviária. A via terá 1.285 quilômetros de extensão e vai ligar Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá, dando origem ao segundo maior corredor de exportação de grãos e contêineres do País.

Proveitoso - “Foi mais um dia bastante proveitoso. Pudemos perceber como o mercado está carente de uma infraestrutura logística ferroviária. Tanto a Lar quando a Coamo se entusiasmaram muito com a ideia. Ou seja, existe um mercado muito forte para ser explorado", destacou o coordenador do Grupo de Trabalho Ferroviário do Estado do Paraná, Luiz Henrique Fagundes.

Divisão de soja da Coamo - Instalada em Dourados, segunda cidade mais populosa do Mato Grosso do Sul com aproximadamente 225 mil habitantes, a divisão de soja da Coamo entrou em operação em novembro de 2019, com um investimento estimado em R$ 800 milhões. Emprega 400 funcionários diretamente, quadro que sobe para cerca de 1.500 pessoas quando considerado os postos indiretos. A cooperativa nasceu em Campo Mourão, na região Centro-Oeste do Paraná.

Competitividade - Gerente da indústria de óleo, Emerson Abrahão Mansano explicou que a construção de um eixo ferroviário com a inclusão de Dourados vai permitir à Coamo ganhar competitividade, especialmente por causa da redução do custo da operação, estimado em 27% nas exportações. “Temos a expectativa por esse projeto desde quando começamos a pensar em montar a fábrica aqui em Dourados. É algo que vem ao encontro do que a Coamo precisa, com a nossa realidade. A ferrovia terá um impacto muito grande”, disse o gerente.

Capacidade - A capacidade atual da planta é para esmagar 3 mil toneladas de soja por dia, dando origem principalmente a óleos refinados. Em torno de 50% da produção é voltada para a exportação, com o trajeto até o Porto de Paranaguá sendo feito atualmente por caminhões. “Um projeto tão grande como esse vai gerar mais crescimento, modificando o cenário completamente”, destacou Mansano.

Apoio - Para reforçar o apoio da Coamo, o gerente lembrou que mesmo antes de o projeto ganhar corpo, a empresa colocou no plano diretor um local para a instalação de um terminal ferroviário que poderia servir de ligação com a malha interestadual. “Algo muito relevante no cenário logístico do País”, ressaltou.

Caarapó - O projeto ganhou apoio na unidade da Lar de Caarapó. Instalada na cidade desde 2019, é também voltada para a estratificação da soja – o complexo esmaga 1.500 toneladas por dia. Gera diretamente 220 postos de trabalho. Em torno de 600 considerando os indiretos.

Logística - A Lar tem a sede principal em Medianeira, no Oeste paranaense. “Vai facilitar muito a logística de movimentação de grãos. O custo de transportar pela ferrovia será menor e com menos perdas. Além disso, ganhamos agilidade e segurança”, afirmou o gerente industrial da unidade sul-mato-grossense, Thales da Silva. “Com certeza vai significar mais empregos nesta região”, acrescentou.

Ferrovia - O projeto busca implementar o segundo maior corredor de transporte de grãos e contêineres do País, unindo dois dos principais polos exportadores do agronegócio brasileiro. Apenas a malha paulista teria capacidade maior.

Área de influência - A área de influência indireta abrange 925 municípios de três países. São 773 do Brasil, 114 do Paraguai e 38 da Argentina. No Brasil, impacta diretamente 425 cidades do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, totalizando cerca de 9 milhões de pessoas. A área representa 3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Expectativa - A expectativa, de acordo com os técnicos, é que pela Nova Ferroeste seja possível o transporte de 54 milhões de toneladas por ano – ou aproximadamente 2/3 da produção da região. 74% seriam de cargas destinadas para a exportação.

Valor - Ainda não há definição de valor final para a construção justamente pelo projeto estar em fase preliminar. A expectativa, contudo, é colocar a ferrovia em leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3), com sede em São Paulo, até novembro de 2021. O consórcio que arrematar a concessão será responsável pelas obras.

Verificação - Além das visitas às cooperativas, o comitê técnico vistoriou pontos sensíveis do futuro traçado da nova malha ferroviária, tanto em Dourados quanto em Caarapó. A avaliação do grupo é que o território do Mato Grosso do Sul não apresenta dificuldades. “Estamos no caminho certo do traçado. Tem viabilidade e o terreno favorece”, afirmou Fagundes.

Agenda - O terceiro dia da visita ao novo traçado da Ferroeste, nesta quarta-feira (24/03), prevê a vistoria de pontos em Mundo Novo (MS) e Guaíra (PR). Haverá também um encontro com líderes políticos e empresariais de Guaíra. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTOS: Gilson Abreu/AEN

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INFRAESTRUTURA II: Investimento em aviação regional deve chegar a R$ 1 bilhão em 2 anos

infraestrutura 24 03 2021Com a promessa de expandir a aviação regional, os investimentos do Ministério da Infraestrutura (MInfra) no setor, de 2019 ao final de 2021, vão chegar a quase R$ 1 bilhão em equipamentos de navegação aérea, reforma e construção de novos aeroportos, nas cinco regiões do país. Segundo a pasta, os recursos direcionados por meio da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) e da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) contemplam 112 municípios.

Conectividade - O objetivo é aumentar a conectividade e possibilitar a ampliação da oferta de voos em todas as 27 unidades da federação. “O governo federal está viabilizando uma grande transformação no setor aéreo, com a melhoria da infraestrutura, do ambiente de negócios e com a desburocratização de processos, buscando ampliar a presença desse modal no interior do Brasil”, destacou o secretário executivo do MInfra, Marcelo Sampaio.

Meta - A meta do governo é chegar a 2025 com 200 cidades oferecendo voos regulares. Em 2019, havia 128 aeroportos brasileiros operando de forma regular, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A partir de 2020, a pandemia afetou a oferta de voos. Atualmente, apenas 96 localidades estão sendo atendidas, por conta das restrições e da queda de demanda. Com a diminuição do fluxo de passageiros, o MInfra tem buscado acelerar obras de reforma e ampliação em diferentes aeroportos.

Desafio urgente - “Temos o desafio urgente e global de superar a pandemia e, num segundo momento, de retomar o crescimento da aviação em nosso país”, destaca o secretário nacional de Aviação Civil do MInfra, Ronei Glanzmann. Parte da estratégia, lembra o secretário, depende de equipamentos adequados e obras de modernização da infraestrutura. Por isso, a ordem no ministério é focar no trabalho para permitir, superados os desafios sanitários, que cada vez mais brasileiros tenham acesso ao transporte aéreo.

Amazônia - A região amazônica, com muitos municípios isolados e sem ligação rodoviária é a prioridade. Desde 2019, cerca de R$ 200 milhões estão sendo destinados para obras e aquisição de equipamentos em 25 aeroportos, localizados no interior do Acre, do Amapá, do Amazonas, de Mato Grosso e do Pará.

Estruturação - Além disso, uma parceria público-privada (PPP) está em fase de estruturação para qualificar oito aeroportos do Amazonas (Parintins, Carauari, Coari, Eirunepé, São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Lábrea e Maués), que devem receber R$ 380 milhões em investimentos a partir de 2022. O modelo será o de concessão patrocinada, prevendo a ampliação, manutenção e exploração dos aeroportos, por gestor privado, com objetivo de melhorar a infraestrutura e a prestação dos serviços. O modelo de PPP deve ser replicado também para outros estados do Norte.

Licitações - Com licitações autorizadas pelo governo federal em 2020, a expectativa é de construção do novo terminal de passageiros do Aeroporto de Oiapoque (AP), além da reforma e ampliação do Aeroporto de Barreiras (BA), construção de cerca operacional e guaritas do Aeroporto de Barreirinhas (MA), ampliação e adequação do Aeroporto de Patos (PB), implantação de novo terminal de passageiros e ampliação da área operacional do Aeroporto de Santo Ângelo (RS), e da aquisição de equipamentos para o Aeroporto de Cascavel (PR).

Aquisição - “A aquisição de sistema de segurança, já autorizada por meio de licitação, deve beneficiar o Aeroporto de Jericoacoara (CE). Há previsão ainda de ampliação e adequação do Aeroporto de Bom Jesus do Gurguéia (PI), aguardando licitação. A implantação de auxílios visuais à navegação aérea nos Aeroportos de Paracatu (MG) e Rio Verde (GO) estão com obras iniciadas. Os aeroportos de Valença (BA) e Feira de Santana (BA) também têm licitação em andamento para aquisição do Papi (Precision Approach Path Indicator), sistema que auxilia na navegação visual durante o pouso das aeronaves”, informou o ministério.

Infraero - Parte dos investimentos na aviação regional do Brasil se dá por meio da Infraero. Entre 2019 e 2020, a estatal investiu mais de R$ 610 milhões para a melhoria da infraestrutura em 49 aeroportos da sua rede, incluindo terminais regionais e também de algumas capitais. De acordo com a Infraero, os recursos utilizados somente em aeroportos com perfil regional representaram 43,6% do total investido no biênio.

Melhoria operacional- “Além dos investimentos feitos que permitiram mais conforto e segurança aos usuários nos últimos dois anos, também vamos investir outros R$ 365,1 milhões, entre 2021 e 2022, para melhoria operacional dos nossos aeroportos de capitais, como Congonhas, Santos Dumont, Belém, Manaus e outros. Soma-se a isso, o trabalho que a Infraero tem desenvolvido junto com os governos estaduais e prefeituras para desenvolvimento da aviação regional”, afirma o presidente da Infraero, Brigadeiro Hélio Paes de Barros.

Conclusão de obras e ampliação - Em 2021, a estatal vai destinar mais R$ 174,5 milhões para a conclusão de obras de reforma e ampliação dos terminais de passageiros de Navegantes (SC), Uberlândia (MG) e Montes Claros (MG); ampliação do pátio e da pista de pousos e decolagens de Foz do Iguaçu (PR), além de investimentos em Joinville (SC) e Petrolina (PE).

Concessões - Aos investimentos feitos pelo governo federal, vão se somar recursos privados, a partir das concessões de aeroportos. Durante a quinta rodada, em 2019, foram leiloados 12 aeroportos, sendo sete localizados no interior de Mato Grosso, do Ceará, da Paraíba e do Rio de Janeiro. Os investimentos nos três blocos regionais são de R$ 3,5 bilhões.

Conjunto - Estão previstos R$ 6,1 bilhões em melhorias para o conjunto dos 22 aeroportos que vão a leilão pela sexta rodada, marcada para 7 de abril próximo. Além de algumas capitais, serão contemplados 13 aeroportos do interior do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, do Acre, do Amazonas, do Maranhão e de Pernambuco.

Sétima rodada - Já na sétima rodada, com leilão no final do ano que vem, serão R$ 5,3 bilhões para 16 aeroportos, sendo nove regionais localizados em Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais e no Pará. (Agência Brasil)

FOTO: Carolina Antunes / PR

 

ENERGIA ELÉTRICA: Aneel abre consulta pública para rever bandeiras tarifárias

energia eletrica 24 03 2021A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (23/03), a abertura de uma consulta pública para a revisão dos valores das bandeiras tarifárias, que indicam ao consumidor se haverá ou não acréscimo da cobrança da conta de luz em razão do custo com a geração de energia elétrica. A proposta passará por consulta pública de 24 de março a 7 de maio.

Cores - O funcionamento das bandeiras tarifárias tem três cores: a verde (sem cobrança extra) e a amarela ou vermelha (com cobrança adicional a cada 100 quilowatts-hora consumidos) nos patamares 1 e 2.

Proposta - Pela proposta em discussão, haverá revisão nos valores cobrados pelas bandeiras amarela e vermelha. A bandeira vermelha no patamar 1 deve ter um aumento de 10%, subindo de R$ 4,169 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos para R$ 4,599. No patamar 2, o aumento vai ser maior, na ordem de 21%, passando de R$ 6,243 a cada 100 kWh para R$ 7,571.

Redução - No caso da bandeira amarela, a previsão é de uma redução de 26% no valor. Dessa forma, a cobrança passaria de R$ 1,343 a cada 100 kWh consumidos para R$ 0,996.

Suspensão - Em junho de 2020, a Aneel suspendeu a aplicação do acionamento das bandeiras em razão da pandemia da covid-19 até o dia 31 de dezembro. A sistemática foi retomada pela agência reguladora após os níveis de carga no setor elétrico terem se recuperado aos níveis pré-pandemia e também devido ao volume de chuvas no último trimestre de 2020 ter sido desfavorável.

Desatualizados - O diretor da Aneel relator da proposta, Sandoval Feitosa, argumenta em seu parecer que, diante desse cenário desfavorável, os valores dos adicionais das bandeiras bem como as respectivas faixas de acionamento não foram atualizados com os valores verificados em 2019.

Esperadas - Ainda segundo o diretor, as elevações nas tarifas já eram esperadas em função dos custos da operação refletirem indexadores da economia real, como a inflação, além do próprio setor como os preços médios dos contratos.

Suficientes - Ele disse ainda que os novos valores serão suficientes para cobrir o custo de acionamento das usinas termelétricas, quando for necessário, e que o acionamento da bandeira vermelha no maior patamar deve ocorrer menos vezes.

Cobertura - “A cobertura das usinas térmicas passa a ser definida exclusivamente pela sistemática de Bandeiras, sem necessidade de ajustes externos, como ocorreu em anos anteriores”, afirmou.

Foco - De acordo com o diretor presidente da Aneel, André Pepitone, a consulta não vai se debruçar sobre a metodologia de acionamento das bandeiras, mas sobre os valores cobrados. “A metodologia está bem calibrada e o que está se submetendo à audiência pública são os valores dos patamares”, disse. (Agência Brasil)

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BC: Incerteza sobre o crescimento da economia está “acima da usual”

bc 24 03 2021Apesar da retomada econômica positiva no ano passado e dos indicadores de recuperação consistentes, o ritmo de crescimento da economia ainda é incerto no primeiro semestre deste ano diante dos possíveis efeitos do aumento agudo no número de casos de covid-19. A avaliação é do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) e consta da ata da última reunião, divulgada nesta terça-feira (23/03).

Reversão - Para o Copom, uma possível reversão econômica devido ao agravamento da pandemia seria bem menos profunda do que a observada no ano passado, e “provavelmente seria seguida por outra recuperação rápida”.

Vacinação - Isso depende, entretanto, da capacidade do Brasil em vacinar a população. “Para o comitê, o segundo semestre do ano pode mostrar uma retomada robusta da atividade, na medida em que os efeitos da vacinação sejam sentidos de forma mais abrangente”, diz a ata.

Indicadores - De acordo com o documento, os indicadores de maior frequência sugerem que o movimento de recuperação do ano passado se estendeu até fevereiro. Mas isso também deve ser avaliado com cautela, em razão tanto da inconstância recente das variáveis econômicas como da alteração do calendário de feriados em nível estadual.

Efeitos heterogêneos - “O comitê considera que a pandemia produziu efeitos heterogêneos sobre os setores econômicos, e que programas governamentais de recomposição de renda levaram o setor de bens a operar com baixa ociosidade. O Copom avalia que os dados de atividade e do mercado do trabalho formal sugerem que a ociosidade da economia como um todo se reduziu mais rapidamente que o previsto, apesar do aumento da taxa do desemprego”, diz a ata.

Cenário internacional - No cenário internacional, o avanço da imunização e novos estímulos fiscais devem promover uma recuperação mais robusta da atividade nos países desenvolvidos. Para as economias emergentes, o ambiente pode ser mais desafiador, diante dos questionamentos dos mercados a respeito de riscos inflacionários nessas economias, que têm produzido uma reprecificação nos ativos financeiros.

Inflação - Para os membros do comitê, a demora em normalizar os processos das cadeias produtivas está pressionando os custos de produção e a inflação em setores específicos, o que também sugere que há uma demanda positiva no mercado. “O Copom avalia que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia. O comitê ressalta, ainda, que questionamentos sobre a continuidade das reformas e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”, diz a ata.

Selic - Na última semana, o comitê do BC elevou a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 2% para 2,75% ao ano. É o principal instrumento usado pelo Banco Central para alcançar a meta de inflação. A elevação da Selic, que serve de referência para as demais taxas de juros no país, ajuda a controlar a inflação, porque a taxa causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, contendo a demanda aquecida.

IPCA - A meta de inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%. Em fevereiro, entretanto, o índice fechou em 5,2% no acumulado de 12 meses, pressionada pelo dólar e pela alta nos preços de alimentos e de combustíveis. Para 2022, a meta é de 3,5%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Commodities - “A continuidade da recente elevação no preço de commodities internacionais em moeda local tem afetado a inflação corrente e causou elevação adicional das projeções para os próximos meses, especialmente através de seus efeitos sobre os preços dos combustíveis”, diz a ata. Apesar da pressão inflacionária de curto prazo ser mais forte e persistente que o esperado, para o Copom, esses choques são temporários.

Recuperação da economia - Mesmo ajudando no controle da inflação, por outro lado, o aumento das taxas de juros dificulta a recuperação da economia. Ainda assim, diante da perspectiva de boa recuperação no segundo semestre, os membros do Copom consideram que o cenário atual já não prescreve um grau de estímulo extraordinário nos juros e deve manter a trajetória de elevação na próxima reunião do Copom, em 4 e 5 de maio, a menos que haja uma mudança significativa nas projeções de inflação ou no balanço de riscos.

Estratégia - Do mesmo modo, a estratégia de ajuste mais rápido do grau de estímulo monetário deve reduzir a probabilidade de não cumprimento da meta para a inflação deste ano, bem como manter a estabilização das expectativas para o longo prazo, mesmo em um cenário de aumento temporário do isolamento social.

PIB - “O PIB encerrou 2020 com crescimento forte na margem, recuperando a maior parte da queda observada no primeiro semestre, e as expectativas de inflação passaram a se situar acima da meta no horizonte relevante de política monetária. Adicionalmente, houve elevação das projeções de inflação para níveis próximos ao limite superior da meta em 2021”, diz a ata. A previsão do mercado financeiro para o IPCA subiu de 4,6% para 4,71%, nesta semana.

Decisão - Para decidir sobre a elevação da Selic, o comitê estabeleceu um cenário básico para a inflação, com as projeções em torno de 5% para 2021 e 3,5% para 2022. Esse cenário supõe trajetória de juros que se eleva para 4,5% ao ano, em 2021, e para 5,5% ao ano em 2022, como previa o mercado na semana passada. Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados são de 9,5% para 2021 e 4,4% para 2022.

Fatores de risco - De acordo com o Copom, o cenário básico envolve fatores de risco em ambas as direções. “Por um lado, o agravamento da pandemia pode atrasar o processo de recuperação econômica, produzindo trajetória de inflação abaixo do esperado. Por outro lado, um prolongamento das políticas fiscais de resposta à pandemia que piore a trajetória fiscal do país, ou frustrações em relação à continuidade das reformas, podem elevar os prêmios de risco. O risco fiscal elevado segue criando uma assimetria altista no balanço de riscos, ou seja, com trajetórias para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária”, diz a ata. (Agência Brasil)

FOTO: Banco Central do Brasil

 

CÂMBIO: Dólar fecha praticamente estável com pressões do exterior

cambio 24 03 2021Num dia de pressões do mercado internacional, o dólar fechou praticamente estável após operar em queda durante quase toda a sessão. A bolsa de valores, que passou boa parte do dia próxima da estabilidade, não resistiu e caiu perto do fim das negociações.

Cotação - O dólar comercial encerrou esta terça-feira (23/03) vendido a R$ 5,516, com leve recuo de 0,04%. A cotação chegou a cair para R$ 5,47 na mínima do dia, por volta de 15h30, mas a instabilidade nos mercados externos fez a moeda devolver a baixa nos 90 minutos finais de sessão.

Real - Apesar da estabilidade desta terça, o real teve um dos melhores desempenhos entre as moedas de países emergentes. O mercado continua reagindo à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de aumentar a taxa Selic (juros básicos da economia) para 2,75% ao ano e indicar uma elevação para 3,5% ao ano na próxima reunião, em maio. Juros mais altos atraem capitais para economias emergentes, como o Brasil.

Ações - No mercado de ações, o dia foi marcado pelas perdas. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 113.262 pontos, com recuo de 1,49%. Esse foi o segundo pregão seguido de queda no indicador.

Mercado internacional - O dia foi marcado pela volatilidade no mercado internacional. A extensão do lockdown na Alemanha até meados de abril e a expectativa de que o governo da França anuncie medidas semelhantes nos próximos dias deve impactar as previsões de recuperação da economia global neste ano. Isso levou à queda no preço internacional das commodities, afetando países emergentes.

Estados Unidos - Nos Estados Unidos, as bolsas caíram, apesar da redução das taxas dos títulos do Tesouro norte-americano também terem recuado nesta terça-feira. Em audiência no Congresso, a secretária do Tesouro, Janet Yellen, defendeu possíveis aumento de impostos para custear investimentos em infraestrutura na maior economia do planeta, também provocando impacto no mercado financeiro. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

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LEGISLATIVO: Congresso votará o Orçamento para 2021 nesta quinta, diz Flávia Arruda

legislativo 24 03 2021A presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputada Flávia Arruda (PL-DF), disse que a proposta orçamentária para este ano (PLN 28/20) deverá ser votada pelo Congresso Nacional nesta quinta-feira (25/03). O presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ainda não definiu o horário da sessão.

Sessões semipresenciais - Em razão da pandemia de Covid-19, as sessões do Congresso têm ocorrido de maneira semipresencial em etapas, devido aos diferentes sistemas de votação remota. Primeiro, a reunião é na Câmara dos Deputados. Depois, no Senado.

Parecer final - O relator-geral do Orçamento, senador Marcio Bittar (MDB-AC), apresentou no domingo (21/03) a primeira versão do parecer final. Ele poderá fazer alterações e suprimir trechos. Foi aberto ainda o prazo para apresentação de destaques.

Debate - Na CMO, o parecer final começará a ser discutido nesta quarta-feira (24/03) e deverá ser votado nesta quinta (24/03), pela manhã – assim, a sessão do Congresso começaria só à tarde. “Quando fizemos o calendário, todos disseram que era apertado, mas estou cumprindo à risca e nesta semana, sem dúvida, encerraremos a votação”, disse.

Poucas alterações - Flávia Arruda defendeu o parecer do senador Marcio Bittar para o Orçamento de 2021 e disse esperar poucas alterações na CMO e no Congresso. “O relatório apresentado é realista”, afirmou. “A necessidade de algum ajuste pode existir, mas nada que venha a interferir na peça orçamentária como um todo”, avaliou.

Cobertor curto - O relator-geral fez várias modificações no texto enviado pelo Poder Executivo em agosto. Ele incorporou quase R$ 19,2 bilhões oriundos de 7.133 emendas parlamentares – a maior parte (88%) são impositivas, de execução obrigatória. “Tudo, mesmo com o cobertor curto, mesmo com muitas dificuldades, está sendo atendido”, afirmou Flávia Arruda. “Não será fruto do Orçamento votado pelo Congresso alguma eventual dificuldade dos ministérios ou dos órgãos.”

Inclusão - A presidente da CMO destacou a inclusão de uma ação orçamentária (código 2F01) para garantir R$ 1,0 bilhão no reforço da vacinação contra a Covid-19. Para a deputada, essa é a melhor estratégia diante do recrudescimento da pandemia. “Vacina é única alternativa que temos para sair dessa situação.”

Bolsa Família - Flávia Arruda participou nesta manhã de videoconferência realizada pelo portal jurídico Jota. Ao defender apoio às pessoas em situação de vulnerabilidade para além da pandemia, sugeriu o reforço já do Programa Bolsa Família e, mais adiante, a criação de um novo programa social. “Mais robusto”, ressaltou.

Proposta - A deputada preside a comissão especial que analisa mudanças no benefício a partir de proposta (PL 6072/19) apresentada na Câmara por 58 parlamentares. “O parecer está pronto”, disse. Os trabalhos devem ser retomados neste ano. (Agência Câmara de Notícias)

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SAÚDE I: Brasil tem 3.241 mortes e 82.493 infectados em 24 horas

saude I 24 03 2021O Brasil bateu novo recorde e superou três mil mortes por covid-19 registradas em 24 horas. Entre segunda e terça-feira (22 e 23/03), foram registradas 3.241 vidas perdidas para a pandemia. Com isso, a quantidade de pessoas que não resistiram à covid-19 chegou a 298.676.

Investigação - Ainda há 3.396 mortes em investigação por equipes de saúde. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente.

Casos confirmados - O total de registros de pessoas diagnosticadas com covid-19 em 24 horas foi de 82.493. Com estas adições às estatísticas, a soma de infectados pela pandemia desde o seu início alcançou 12.130.019.

Balanço diário - O recorde de mortes registradas em 24 horas e os dados de casos foram divulgados pelo Ministério da Saúde em balanço diário, publicado na noite desta terça-feira (23/03). A atualização é elaborada a partir das informações levantadas pelas autoridades estaduais e locais de saúde sobre casos e mortes provocados pela covid-19.

Recuperados - O número de pessoas recuperadas chegou a 10.601.658. Já a quantidade de pacientes com casos ativos, em acompanhamento por equipes de saúde, ficou em 1.229.685.

Estados - O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (68.623), Rio de Janeiro (35.331), Minas Gerais (22.123), Rio Grande do Sul (17.499) e Paraná (14.281). Já as Unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.201), Amapá (1.243), Roraima (1.290), Tocantins (1.838) e Sergipe (3.322).

Vacinação - Até o início da noite desta terça, haviam sido distribuídas 29,9 milhões de doses de vacinas. Deste total, foram aplicadas 15 milhões de doses, sendo 11,4 milhões da 1ª dose e 3,6 milhões da 2ª dose. (Agência Brasil)

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SAÚDE II: Boletim registra que Paraná ultrapassou a marca de 15 mil óbitos

saude II 24 03 2021 A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta terça-feira (23/03) mais 7.297 casos confirmados e 311 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 801.905 diagnósticos e 15.166 óbitos em decorrência da doença, desde o início da pandemia.

Meses - Os casos divulgados neste informe são de março (6.949), fevereiro (193) e janeiro (12) de 2021 e dos seguintes meses de 2020: abril (1), junho (47), julho (11), agosto (10), setembro (7), outubro (2), novembro (37) e dezembro (28).

Vacina - A Secretaria da Saúde possui agora um vacinômetro atualizado instantaneamente, assim que municípios inserem o número de doses aplicadas no sistema.

Confira os dados sobre vacinação

Internados - O boletim registra que 2.777 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados. São 2.205 em leitos SUS (893 em UTI e 1.312 em enfermaria) e 572 em leitos da rede particular (287 em UTI e 285 em leitos clínicos/enfermaria).

Exames - Há outros 2.734 pacientes internados, 886 em leitos UTI e 1.848 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Secretaria estadual da Saúde informa a morte de mais 311 pacientes. São 144 mulheres e 167 homens, com idades que variam de 17 a 106 anos. Um óbito ocorreu em 21 de março de 2020, oito em janeiro, oito em fevereiro e os demais de 1º a 23 de março de 2021.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (40), Maringá (20), Londrina (16), Ponta Grossa (16), Foz do Iguaçu (15), Cascavel (14), Arapongas (8), Francisco Beltrão (8), São Jose dos Pinhais (8), Guarapuava (7), Mandaguari (6), Matinhos (6), Toledo (6), Umuarama (6), Campo Largo (5), Palmas (5), Pinhais (5), Jaguariaíva (4), Paranavaí (4), Sarandi (4), Andirá (3), Capitão Leônidas Marques (3), Guairá (3), Itaperuçu (3), Paiçandu (3), Pontal do Paraná (3), Rio Branco do Sul (3), Telêmaco Borba (3), Atalaia (2), Campina do Simão (2), Campo Mourão (2), Cruzeiro do Sul (2), Fazenda Rio Grande (2), Grandes Rios (2), Guaratuba (2), Irati (2), Itapejara D'Oeste (2), Palmeira (2), Pinhalão (2), Quitandinha (2), Santa Izabel do Oeste (2), Terra Roxa (2) e Tijucas do Sul (2).

Uma morte - A Secretaria da Saúde registra, ainda, a morte de uma pessoa em cada um dos seguintes municípios: Almirante Tamandaré, Alto Paraná, Ampére, Arapoti, Araucária, Ariranha do Ivaí, Assai, Balsa Nova, Barracão, Boa Vista da Aparecida, Borrazópolis, Cambé, Capanema, Castro, Clevelândia, Cornélio Procópio, Coronel Domingos Soares, Coronel Vivida, Cruzeiro do Oeste, Dois Vizinhos, Figueira, Florai, Formosa do Oeste, Guairaçá, Ibaiti, Ibiporã, Iretama, Itambaracá, Ivaiporã, Jaguapitã, Juranda, Lobato, Mandaguaçu, Mandirituba, Marechal Cândido Rondon, Marmeleiro, Nova Aurora, Nova Santa Barbara, Palmital, Pato Branco, Piên, Piraquara, Quedas do Iguaçu, Ramilândia, Rio Negro, Rolândia, Santa Fé, Santa Mariana, Santo Antônio do Sudoeste, São Jorge do Patrocínio, São Jose da Boa Vista, Sapopema, Três Barras do Paraná e União da Vitória.

Fora do Paraná - O monitoramento contabiliza registra 5.252 casos de pessoas que não moram no Estado. Destas, 115 foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informe completo clicando  AQUI.

 

SAÚDE III: Pesquisadores encontram novas alterações em linhagens do SARS-CoV-2

saude III 24 03 2021Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e instituições parceiras detectaram novas variações genéticas em amostras do SARS-CoV-2 coletadas no Brasil. Segundo a Fiocruz, foram encontrados, em 11 sequenciamentos genéticos, alterações importantes na proteína spike (S), que é um dos principais alvos dos anticorpos produzidos pelo corpo humano para combater o vírus.

Rede Genômica - Os cientistas fazem parte da Rede Genômica Fiocruz, que reúne diversos grupos de pesquisa do país na vigilância genômica do vírus. Entre outros motivos, esse trabalho é importante para acompanhar as mutações do coronavírus, orientando as políticas públicas no combate à crise sanitária.

Não são recorrentes - As 11 alterações encontradas ainda não são recorrentes o suficiente para caracterizar uma nova linhagem, de acordo com a Fiocruz. Apesar disso, as amostras que apresentaram essas mudanças foram coletadas em sete estados brasileiros: Amazonas, Bahia, Maranhão, Paraná, Rondônia, Minas Gerais e Alagoas.

Linhagens - O coronavírus começou a circular no Brasil em 2020 com as linhagens B.1.1.28 e B.1.1.33, e, a partir delas, já foram caracterizadas mutações que deram origem às linhagens P.1, P.2 e, mais recentemente, N.9. Apesar de diferentes geneticamente, as três variantes têm em comum a mutação conhecida como E484K, que já foi associada à evasão do sistema imune em pesquisas envolvendo outras variantes, como a britânica e a sul-africana.

Inclusão - As alterações encontradas nas 11 amostras citadas incluem indivíduos das linhagens P.1, P.2, B.1.1.28 e B.1.1.33. As mudanças detectadas agora se deram tanto por perda de material genético como por inserção de aminoácidos na estrutura NTD que forma parte da proteína S, a estrutura que o vírus usa para invadir as células do corpo humano. Possivelmente, tais mudanças também podem ajudar o vírus a escapar do sistema imunológico, o que ainda precisa ser comprovado por pesquisas complementares.

Monitoramento genômico - Em entrevista à Agência Fiocruz, a chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a pesquisadora Marilda Siqueira, considera que a descoberta é precoce e reforça a importância das ações de vigilância genômica.

Reforço na vigilância - A virologista Paola Cristina Resende, que também integra o laboratório, concorda com o reforço da vigilância e avalia que o impacto da descoberta ainda precisa ser dimensionado: "Vale ressaltar que as novas mutações foram, até o momento, detectadas em baixa frequência, apesar de encontradas em diferentes estados. Ainda precisamos dimensionar o impacto deste achado e, sem dúvidas, ampliar cada vez mais o monitoramento genômico.".

Mutação convergente Os cientistas observam que as alterações encontradas podem estar associadas a uma evolução convergente do vírus, já que as 11 amostras são de diferentes linhagens, e as mutações se assemelham a descobertas feitas em outros países, como o Reino Unido e a África do Sul. Nesse último país, inclusive, a mutação da variante encontrada seguiu o mesmo percurso das variantes brasileiras, apresentando primeiro a mutação E484K, entre outras mudanças, como nas variantes P.1, P.2, e, depois, a perda de material genético no domínio NTD encontrada em parte das amostras observadas no estudo.

Trabalho - O trabalho foi liderado pelos Laboratórios de Vírus Respiratório e do Sarampo e de Aids e Imunologia Molecular do IOC/Fiocruz, pelo Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz-Bahia), pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz-Amazônia), pelo Instituto Aggeu Magalhaes (Fiocruz-Pernambuco) e pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Também participaram a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas e Laboratórios Centrais de Saúde Pública do Amazonas, Maranhão, Alagoas, Minas Gerais, Paraná e Bahia.

Linhagem N.9 - A Fiocruz deu ainda mais detalhes sobre a caracterização da linhagem N.9, cuja origem estimada se deu em agosto de 2020. O local mais provável em que a mutação teria ocorrido é São Paulo, mas os pesquisadores não descartam a possibilidade de a linhagem ter nascido na Bahia ou Maranhão.

Amostras - A Rede Genômica encontrou essa variante do SARS-CoV-2 em 35 amostras coletadas em dez estados diferentes: São Paulo, Santa Catarina, Amazonas, Pará, Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe. (Agência Brasil)

FOTO: Pete Linforth / Pixabay

 

SAÚDE IV: Informe semanal da dengue confirma 761 novos casos

saude IV 24 03 2021O Informe Epidemiológico da Dengue divulgado nesta terça-feira (23/03) pela Secretaria de Estado da Saúde registra 761 novos casos da doença. Agora, o Estado soma 5.293 casos confirmados desde o início do período, em agosto do ano passado.

Autóctones - Deste total, 4.517 casos são autóctones, ou seja, de pessoas que contraíram dengue no município de residência. Três municípios apresentam casos autóctones pela primeira vez no período epidemiológico: Cidade Gaúcha, Floresta e São Pedro do Iguaçu.

Municípios - São 229 municípios com casos confirmados. Desses, 20 registram casos de dengue com sinais de alarme e outros 10 trazem casos de dengue grave.

Residências - “Cerca de 90% dos focos do mosquito transmissor da doença estão nas residências e, por isso, reforçamos a orientação para que a população nos apóie neste combate à dengue com a remoção dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, que se formam em pontos e recipientes que acumulam água parada”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Notificações - O Informe registra ainda 42.076 notificações para a dengue em 349 municípios. Outros 9.740 casos seguem em investigação. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Arquivo AEN

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