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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5045 | 08 de Abril de 2021

RÁDIO PR COOPERATIVO: Obras previstas em aeroportos concedidos à iniciativa privada vão trazer novas oportunidades para a economia paranaense

radio 08 07 2021Para o superintendente da Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar), Nelson Costa, as obras de ampliação e modernização previstas nos aeroportos paranaenses agora concedidos à iniciativa privada vão trazer muitas melhorias e novas oportunidades para a economia do Estado, em especial às cooperativas. “Olhando do ponto de vista das cooperativas, das indústrias e do agronegócio paranaense, o leilão foi um sucesso e isso denota uma importante ação de toda a sociedade paranaense organizada, que há mais de vinte anos vinha reivindicando melhorias, principalmente nos aeroportos Afonso Pena e de Foz do Iguaçu”, afirmou em entrevista concedida ao jornalista Alexandre Salvador, para a rádio Paraná Cooperativa. Ouça aqui.

Leilão - Em leilão realizado nesta quarta-feira (07/04) na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) foram concedidos 22 aeroportos em 12 Estados, arrecadando-se R$ 3,3 bilhões em outorgas. A concorrência foi feita pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em três blocos: Norte, Sul e Central.

Bloco Sul - A Companhia de Participações em Concessões, parte do Grupo CCR, arrematou o Bloco Sul, por mais de R$ 2,1 bilhões. Entre os terminais paranaenses, foram concedidos os aeroportos Bacacheri, em Curitiba, Afonso Pena, em São José dos Pinhais, o de Londrina e o de Foz do Iguaçu.

Mais - Fazem parte também do Bloco Sul os aeroportos catarinenses de Navegantes e Joinville e os terminais gaúchos de Pelotas, Uruguaiana e Bagé. A Companhia de Participações em Concessões também arrematou o Bloco Central, composto pelos aeroportos de Goiânia (GO), São Luís, Imperatriz (MA), Teresina (PI), Palmas (TO) e Petrolina (PE). Já o Bloco Norte foi concedido para a Vinci Airports. Estão neste bloco os aeroportos de Manaus, Tabatinga e Tefé (AM), Porto Velho (RO), Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC) e Boa Vista (RR).

FOTO: Geraldo Bubniak / Agência de Notícias do Paraná

Leia mais sobre o assunto

Afonso Pena e outros três aeroportos do Paraná passam à concessão privada

 

SISTEMA OCB: Agenda Institucional do Cooperativismo 2021 será lançada no dia 22 de abril

O Sistema OCB e a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) promovem, no dia 22 de abril, o lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo 2021, documento que apresenta as prioridades do setor nos âmbitos dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. A publicação foi reformulada, com mais interatividade e será atualizada em tempo real. O evento ocorrerá de forma virtual, com a presença de autoridades federais e parlamentares, e será transmitido ao vivo por meio do canal do Sistema OCB no Youtube, a partir das 17h.

SERVIÇO

Lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo 2021

Data: 22 de abril

Horário: 17h

Acesse: https://www.youtube.com/sistemaocb

 

sistema ocb 08 04 2021

 

COOPAVEL: Cooperativa expande a área de suínos e abre oportunidades a novos integrados

coopavel 08 04 2021Atenta ao cenário mundial de carnes e às oportunidades que ele oferece, a Coopavel investe há cinco anos em um meticuloso projeto de ampliação da área de suínos. Com os investimentos em curso, que alcançarão a cifra de R$ 220 milhões, a cooperativa amplia estruturas, aumenta a produção de suínos e eleva o volume de abate no frigorífico.

Ampliação - A ampliação na estrutura da UPL (Unidade de Produção de Leitões) chega a cem mil metros quadrados e, com isso, a Coopavel passa ainda neste ano a abrigar 12,6 mil matrizes que garantirão produção superior a 400 mil animais por ano. Em 2023, a cooperativa contará com 20 mil matrizes alojadas, com capacidade para produzir mais de 660 mil animais/ano.

Abate - Com operação em dois turnos, o frigorífico eleva o abate diário de 1,8 mil para 3 mil cabeças por dia. “A suinocultura experimenta um momento especial e a tendência é de crescimento, por isso estamos investindo no setor”, diz o presidente Dilvo Grolli.

Integração - A Coopavel atua na área de integração e abate de suínos desde a década de 1980. Atualmente, mantém parceria com 110 integrados estabelecidos em um raio de 80 quilômetros. Para fazer frente a esse novo momento da suinocultura na cooperativa, ela amplia e abre oportunidades a novos produtores rurais interessados em investir na atividade. “Queremos incorporar pelo menos mais 100 propriedades, já que precisamos abrir espaço para pelo menos 100 mil leitões por ano”, diz o médico veterinário Gustavo Bernart, da área de Fomento à Suinocultura da Coopavel.

Investimentos - Gustavo informa que inúmeros investimentos e melhorias têm sido feitos nos últimos anos para levar a Coopavel à condição de excelência na produção de suínos. “Quando o projeto de expansão estiver concluído, a UPL contará com 20 mil matrizes alojadas que então terão capacidade para produzir mais de 660 mil animais por ano”. A cooperativa observa também cuidados com normas sanitárias, ambientais, sustentabilidade e otimização de resultados. “Queremos atender o mercado com excelência e abrir novas oportunidades aos nossos associados”, afirma o gerente da UPL Marcos Jovani Sipp.

Parceria - A Coopavel entra na parceria com assistência técnica (construção – são dois sistemas: convencional com comedouro funil e outro mais moderno com tratador robotizado -, financiamento e orientações técnicas), fornecimento de leitões, rações, medicamentos e insumos, e transporte. O criador consegue tirar até três lotes por ano e o retorno vem da conversão alimentar e do controle de mortalidade.

Benefícios - Ao participar do projeto suinícola da Coopavel, o cooperado encontra melhor potencial genético, sistemas integrados de criação, execução de um processo de excelência, animais saudáveis de alta qualidade, suporte técnico completo e assistência veterinária durante todo o ciclo, ressalta Gustavo Bernart. Para saber mais sobre o projeto de expansão da suinocultura e de como participar basta entrar em contato pelos telefones (45) 3218-5098 3218-5060. (Imprensa Coopavel)

 

COCAMAR I: Campanha destina 26 t de alimentos para entidades

Para comemorar seus 58 anos, transcorridos dia 27 de março, a Cocamar promoveu, entre o final do último mês e a primeira semana de abril, a campanha Solidariedade em Dobro, estimulando cooperados e a equipe de colaboradores a fazerem a doação de alimentos que estão sendo destinados a entidades assistenciais.

Dobrar - Todas as unidades e departamentos engajaram-se na arrecadação e a cooperativa se prontificou a fazer a aquisição de um volume igual ao totalizado, dobrando assim a quantidade.

Instituições sociais- Com isso, como foram arrecadados 13.055 quilos, a campanha já começou a distribuir 26.110 quilos para instituições localizadas em todas as regiões de atuação da cooperativa, nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Primeira colocada no ranking geral, a Unidade Maringá somou 3,1 mil quilos.

Famílias - Entre os principais itens estão cestas básicas e leite e segundo a Cocamar o volume vai atender a pelo menos 800 famílias em dificuldades.

Envolvimento - Para o gerente de cooperativismo, João Sadao, o sucesso de mais essa iniciativa reflete “o alto nível de envolvimento dos cooperados e dos colaboradores que, ao serem convidados a participar, responderam prontamente, como sempre acontece”.

Vulnerabilidade - Com isso, conclui Sadao, “a cooperativa reforça o seu comprometimento com as comunidades nas regiões onde mantém operações, sobretudo neste momento de alta vulnerabilidade social provocada pela pandemia”. (Imprensa Cocamar)

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COCAMAR II: Concessionária promove Feira Original John Deere 2021

cocamar II 08 04 2021Com o término da colheita da safra de verão e encerrado o plantio de milho de inverno, chega o momento mais oportuno para quem pretende adquirir um trator ou peças para a manutenção de sua frota.

Quando - A Cocamar Máquinas – Concessionária John Deere nas regiões norte e noroeste do Paraná promove, no período de 15 de abril a 5 de maio, uma edição virtual da tradicional Feira Original John Deere, em que vão ser oferecidos equipamentos, peças originais, serviços e Agricultura de Precisão.

Conecta - Através da plataforma John Deere Conecta, os produtores poderão fazer negócios com descontos, ter a oportunidade de conhecer soluções e tecnologias John Deere e aproveitar as ofertas e condições na Loja Cocamar Máquinas.

Serviço - Acesse https://conecta.deere.com.br. (Imprensa Cocamar)

 

SICOOB METROPOLITANO: Agências são reinauguradas em Sarandi e Centenário do Sul

Com a pandemia, os eventos on-line se tornaram recorrentes e uma oportunidade para compartilhar momentos de uma forma segura. Pensando nisso, no dia 5 de abril, o Sicoob Metropolitano celebrou duas reinaugurações com transmissões pela internet. A primeira foi a da agência da Praça dos Pioneiros, em Sarandi (PR) e a segunda de Centenário do Sul (PR).

Honra - Para o presidente do Conselho de Administração do Sicoob Metropolitano, Luiz Ajita, reinaugurar as agências é uma honra, porque proporciona um ambiente mais aconchegante para a equipe receber os cooperados e desenvolver as atividades da melhor forma possível. “Desejo que todos os colaboradores sejam muito felizes nesse novo espaço”, afirmou.

Melhorias - Já diretor-presidente, Ideval Luiz Curioni, comentou durante as transmissões que, apesar do momento ser de economia, aos poucos a cooperativa está melhorando as agências. “Espero que os colaboradores e cooperados se sintam bem nesses novos espaços”, ressaltou.

Novo espaço - “É um prazer reinaugurar a agência. Para nós foi uma grande conquista e estamos muito felizes em atender os cooperados nesse novo espaço”, disse a gerente da agência de Sarandi, Alessandra Aline Pagliarini de Aguiar.

Agradecimento - “Gostaria de agradecer a cooperativa por acreditar na nossa região e nos dar uma agência renovada para podermos atender nossos cooperados da melhor maneira”, agradeceu o gerente da agência de Centenário do Sul, Juliano Calixto dos Santos.

Participação - As reinaugurações contaram com a participação de cooperados, parceiros e colaboradores, de membros dos Conselhos de Administração e Fiscal, da Diretoria Executiva e dos delegados Odair Luchetti e Weslley Elias Medeiros Oliveira. Representando o Sicoob Central Unicoob, participaram o presidente e o vice-presidente do Conselho de Administração, Wilson Cavina e Marino Delgado, o diretor-presidente, Márcio de Souza Gonçalves e o diretor da Unicoob Consórcios, José Maria Bueno Filho.

Localização - A agência de Sarandi está localizada na Av. Maringá, 1.497, no Jardim Nova Paulista. Em Centenário do Sul, fica na Av. Wanderley Antunes de Moraes, 437. (Imprensa Sicoob Unicoob)

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SICREDI VALE DO PIQUIRI: Prêmios de campanha de capital social são entregues

A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP fez a entrega dos prêmios finais da promoção Investir, Cooperar e Ganhar, na tarde desta quarta-feira (07/04), na Asfuca, em Palotina (PR), seguindo todas as recomendações sanitárias. Os contemplados foram Jorge Reyes, de Alto Piquiri (PR), com uma moto BMW G310; Josieli Assunção, de Mariluz (PR), com uma Fiat Toro; Márcio Bortoluzzi, de Quarto Centenário (PR), também com uma Fiat Toro; e Cláudio Fantinel, da agência C. Vale, em Palotina (PR), com uma Amarok zero quilômetro.

Capital social - “O capital social é uma das principais fontes de patrimônio da cooperativa. Por meio dele, podemos oferecer cada vez mais produtos e serviços aos nossos associados, além de fomentarmos o ciclo virtuoso do cooperativismo. Isso dá condições para que colaboremos com os locais onde atuamos. Aproveitamos para agradecer aos associados que participaram da campanha e que acreditam no cooperativismo. Parabenizamos também os contemplados nos sorteios”, frisa o presidente da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, Jaime Basso.

Números da sorte - Durante os sete meses da campanha, os associados que investiram em capital social ganharam números da sorte para concorrem aos prêmios. Ao todo, foram sorteados oito motos e três carros zero quilômetro.

Sobre a Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP - A Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, uma das 108 cooperativas do Sicredi, conta com 32 anos de história e mais de 164 mil associados. A área de atuação da cooperativa abrange 43 cidades no estado do Paraná e 8 cidades no estado de São Paulo, incluindo a capital paulista e cidades vizinhas do grande ABCD. São 92 espaços de atendimento, sendo 52 no Paraná e 40 em São Paulo (sicredi.com.br/vale-piquiri/).

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de cinco milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados e no Distrito Federal, com mais de duas mil agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP)

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UNIMED CASCAVEL: Luiz Sergio Fettback toma posse como novo diretor-presidente da cooperativa

unimed cascavel 08 04 2021Foi apresentado oficialmente, em 31 de março, o novo diretor-presidente da Unimed Cascavel. Eleito com a chapa “Unimed Transparente”, Luiz Sergio Fettback ocupa o posto pela terceira vez, agora no lugar de Danilo Galletto, e estará à frente da Cooperativa na gestão 2021-2024.

Importância - Ao assumir o cargo, o ginecologista enalteceu a importância dos 623 médicos cooperados, bem como toda a rede de fornecedores e prestadores, os 274 colaboradores e os mais de 90 mil beneficiários. Fettback descreveu a importância de cada um desses públicos por meio de uma comparação com a Anatomia: “A Unimed é como o corpo humano, em que a direção é o cérebro, os cooperados são os músculos, os colaboradores são o coração, os pulmões são os prestadores e os beneficiários são o oxigênio que nutre todos esses órgãos.”

Iniciativas regionais - Entusiasta e atuante no cooperativismo, o novo diretor-presidente elogiou a força das iniciativas regionais e a forma democrática que serve de base para o negócio. “A filosofia do cooperativismo é excelente. Temos grandes cooperativas em todos os setores da nossa região e contamos com o apoio mútuo entre todas elas. Na Unimed Cascavel, tivemos um pleito eleitoral com uma concorrência muito saudável e, a partir do momento em que encerrou-se tal concorrência, por meio do voto, voltamos a ser todos cooperados, ansiosos pelo progresso coletivo.”

Administração participativa - Luiz Sergio Fettback reforçou que todos os cooperados terão voz ativa nas tomadas de decisão da Singular. “Eu me sinto honrado por estar neste cargo, mas destaco que esta será uma administração muito participativa. É muito mais lógico que várias cabeças pensem juntas em soluções para os problemas – e nós vamos ter alguns, a exemplo da pandemia e da presença de novos concorrentes. Acredito que vamos seguir no caminho da excelência e de vitórias. Temos um grupo maravilhoso de colaboradores, temos prestadores excelentes e cooperados responsáveis e participativos. Essa união chegará de forma muito positiva para os nossos beneficiários.”

Foco em resultados - Ao abordar a desafiadora equação que envolve a redução de custos e novos investimentos, Fettback propõe um modelo focado na otimização de resultados. Para isso, acredita na força que vem do comprometimento dos médicos que formam a Unimed Cascavel. “Nesses anos todos, a filosofia da Unimed foi assimilada pelos médicos. Antes, eles enxergavam a Unimed como um convênio. Hoje, sabem que são sócios da Cooperativa e têm consciência da responsabilidade em fortalecer o negócio. Para que essa visão seja ainda mais aprimorada, queremos estimular os cursos de gestão para os cooperados, especialmente os mais jovens.”

Jeito de Cuidar - Conhecido dentro e fora da classe médica pela forma humanizada de tratar as pessoas, Fettback pretende dar ao “Jeito de Cuidar Unimed” um papel de ainda mais destaque nesta gestão. “Nós queremos que o Jeito de Cuidar seja cada vez mais aprimorado para ser carinhoso, humanitário e resolutivo. Esse é um compromisso meu.”

O médico - Formado em Medicina em 1976 pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Luiz Sergio Fettback concluiu a especialização em Obstetrícia em 1979, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Nos anos seguintes, também especializou-se em Administração Hospitalar, Gestão em Saúde e Perícia Médica. Durante a trajetória profissional, aliou a Medicina de qualidade com a docência no Ensino Superior, a administração hospitalar e o cooperativismo médico. Fettback foi vice-presidente da Unimed Cascavel entre 2001 e 2006 e assumiu dois mandatos consecutivos como presidente entre 2006 e 2012.

Unimed Transparente

• Diretor-presidente: Luiz Sergio Fettback.

• Diretor de Mercado: Erwin Soliva Junior.

• Diretor de Controladoria: Fayez Mehanna.

• Diretor de Provimento de Saúde: Sandro Toledo Carvalho.

• 1º Vogal – Conselheiro de Atendimento aos Cooperados: Nilson Zortea Ferreira.

• 2º Vogal – Conselheiro de Atendimento aos Prestadores Credenciados: Michelle Varaschim Garcia.

• 3º Vogal – Conselheiro da Medicina Preventiva e Atenção Integral à Saúde: Karin Erdmann.

• 4º Vogal – Conselheiro de Atendimento Regional de Ubiratã: José Carlos Marques.

Conselho Técnico

• Cesar Nobuo Shiratori

• Felipe Horst

• Jocelito Ruhnke

• Eduardo Fernando Pacagnan

• Avelino Vicente Guzzi

• Vander Matsumoto

(Imprensa Unimed Cascavel)

 

CONAB: Produção de grãos pela primeira vez na história deve superar 270 milhões de toneladas

conab 08 04 2021A produção de grãos no Brasil, estimada em 273,8 milhões de toneladas no 7º levantamento divulgado nesta quinta-feira (08/04), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), segue registrando a marca recorde que vem caracterizando a Safra 2020/21. O crescimento atinge 6,5%, o correspondente a 16,8 milhões de toneladas sobre a safra passada.

Destaque - O destaque dá-se sobretudo a partir da consolidação do plantio das culturas de segunda safra e início de semeadura das culturas de inverno, com sustentação no aumento geral de 68,5 milhões de hectares e boa performance da soja e do milho.

Mês passado - Já em relação ao mês passado, nota-se um aumento de 1,5 milhão de toneladas, sustentado especialmente pelo crescimento de 1,1% na área plantada de milho segunda safra, além do ganho na produtividade da soja.

Área total de plantio - Quanto à área total de plantio, o boletim registra um crescimento de 3,9% sobre a safra anterior, com previsão de alcançar 68,5 milhões de hectares. Esse volume conta com a participação de cerca de 20 milhões de hectares provenientes das lavouras de segunda e terceira safras e as de inverno, que ocuparão a pós-colheita da soja e do milho primeira safra.

Soja - No caso da soja, que tem o Brasil como maior produtor mundial, o volume deve alcançar novo recorde, estimado em 135,5 milhões de toneladas, 8,6% ou 10,7 milhões de toneladas superior à produção da safra 2019/20.

Milho - O milho total também sinaliza produção recorde, com a previsão de atingir 109 milhões de toneladas e crescimento de 6,2% sobre a produção passada. Serão produzidas 24,5 milhões na primeira safra, 82,6 milhões na segunda e 1,8 milhão na terceira safra.

Arroz - Por outro lado, a produção de arroz deve sofrer redução de 0,8% frente ao volume colhido na safra anterior, obtendo 11,1 milhões de toneladas. Para o algodão, a produção estimada é de 6,1 milhões de toneladas do produto em caroço, correspondendo a 2,5 milhões de toneladas de pluma.

Feijão - Quanto ao feijão, é esperado crescimento de 2% na produção, somando-se as três safras, totalizando 3,3 milhões de toneladas. A primeira safra tem a colheita praticamente concluída, a segunda está em andamento e a terceira com o plantio a partir da segunda quinzena de abril.

Amendoim e trigo - Completam os números do levantamento também o amendoim, com produção total de 595,8 mil toneladas e crescimento de 6,9%, e o trigo, cujo plantio deve ser intensificado a partir do próximo mês, mas já sinalizando uma produção de 6,4 milhões de toneladas.

Exportação - Algodão em pluma continua com um cenário positivo no mercado internacional e, com isso, as exportações no acumulado de janeiro a março aumentaram 18,1% em relação ao último ano. Já para o milho, os embarques do ano continuam lentos. No entanto, dada a conjuntura no cenário externo, a Conab espera uma previsão de exportações em 35 milhões de toneladas para a safra atual, valor praticamente igual ao observado na última safra. Para a soja, estima-se a venda para o mercado externo de 85,6 milhões de toneladas (aumento de 3%). Confirmada a previsão, será um recorde da série histórica. O suporte seria dado pela demanda internacional ainda aquecida e pelo alto percentual de comercialização observado para a safra atual.

Alta - Destaca-se, no entanto, as informações referentes às exportações de março, que foram 24% superiores em relação ao mesmo período do ano passado. Isso ocorreu em função do atraso da colheita, o que implicou em um ritmo mais lento nas exportações em janeiro e fevereiro, compensado no mês de março. (Conab)

Confira aqui o Boletim do 7º Levantamento – Safra 2020/21.

FOTO: Cooperativa Agrária

 

IBGE: Com 264,9 milhões de toneladas, safra 2021 pode superar recorde em 4,2%

ibge 08 04 2021A produção agrícola nacional continua a bater recordes. Pela estimativa de março, a safra nacional de grãos de 2021 deve ultrapassar a de 2020 em 10,7 milhões de toneladas (4,2%), somando 264,9 milhões de toneladas. Com destaque para a previsão da soja, que deve atingir mais um marco inédito, 131,8 milhões de toneladas. Além disso, outras culturas vêm crescendo, como a do trigo e da uva. As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira (08/04), pelo IBGE.

Colheita da soja - “A colheita da soja está perto de ser concluída na maioria das unidades da federação, mas está com atraso em relação ao ano anterior, que foi causado pelo plantio tardio devido à estiagem no início da primavera. Com o retorno das chuvas, a partir de dezembro, as lavouras se recuperaram e a cultura se desenvolveu de maneira satisfatória. Embora atualmente o excesso de chuvas venha causando problemas em alguns estados, tanto na colheita quanto no escoamento da safra, restam poucas áreas a serem colhidas e a produção da oleaginosa deverá ficar 8,5% (10,3 milhões de toneladas) acima da de 2020”, explica o gerente da pesquisa, Carlos Barradas.

Demanda aquecida e dólar - Segundo o pesquisador, a demanda aquecida e o dólar em alta têm favorecido a comercialização da soja e incentivado os produtores a aumentarem o plantio. No final de março de 2021, a saca de 60 kg do produto foi comercializada a R$ 173,30, 3,49% acima do mês anterior. Na região integrada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (Matopiba), por exemplo, quase todos os estados apresentam aumentos expressivos na produção, como o Piauí (15,6%), a Bahia (7,6%) e o Maranhão (3,8%) – a exceção é o Tocantins (-6,3%).

Atraso na colheita - Além disso, em função do atraso na colheita da soja, a “janela de plantio” do milho 2ª safra foi estreitada, o que pode trazer maior insegurança quanto ao comportamento do clima durante o ciclo dessa cultura.

Declínio - “Por esse motivo é que está havendo declínio nas estimativas do rendimento médio dessa safra em algumas unidades da federação importantes, como é o caso do Mato Grosso (-8,9%), de Goiás (-8,2%) e do Mato Grosso do Sul (-9,2%). Esses estados conjuntamente devem responder por 68,0% da produção do milho 2ª safra do País em 2021. Caso haja um prolongamento das chuvas durante o outono nesses estados, a safra brasileira de grãos poderá ser ainda maior”, assinala Barradas.

Trigo - Outra commodity que vem atraindo os produtores é o trigo. Com preços em alta, este cereal de inverno tem se tornado mais atrativo ao cultivo.

Preços - “Como importamos quase a metade de todo o trigo que é consumido no país, os preços do cereal acabam muito atrelados ao câmbio e, com a valorização do dólar fazendo os preços subirem, os produtores têm se esforçado para aumentar o cultivo do trigo de modo a substituir parte das importações”, explica Carlos Barradas.

Uvas - Além dos grãos, cabe destaque também para o aumento na produção de uvas. A estimativa da produção foi de 1,7 milhão de toneladas, crescendo de 4,9% em relação ao mês anterior e de 18,7% em relação a 2020. Isso de deve ao bom rendimento das lavouras. Em março, a produção do Rio Grande do Sul, responsável por 56,5% da safra nacional de uvas, foi reavaliada com crescimento de 8,5% em relação à estimativa anterior e de 29,2% frente a 2020, alcançando 950,2 mil toneladas.

Condições do clima - “As condições de estiagem, combinadas com grande amplitude térmica diária, de dias quentes e noites frias, ocorridas no final da primavera e início do verão, não anteciparam o ciclo e foram muito favoráveis para a quantidade e a qualidade enológica das uvas precoces. O consumo de vinho durante a pandemia de Covid-19 cresceu bastante, reduzindo os estoques comercializáveis de uva. Mas as cooperativas do Rio Grande do Sul esperam recompor esses estoques durante o ano, bem como o estoque de passagem até a próxima colheita”, afirma Barradas.

Outras unidades produtoras - Outras unidades produtoras também esperam crescimento da produção em relação a 2020, como Pernambuco (15,3%) e Bahia (8,9%), estados em que se localiza o Vale do São Francisco e que, junto com o Rio Grande do Sul, respondem por 82,6% da produção nacional de uva. Enquanto no Sul a maior parte das uvas tem como destino a produção de sucos, no Nordeste, a maior parte vai para o consumo de mesa.

Variações positivas - Na informação do LSPA de março em relação à de fevereiro, destacaram-se as variações positivas nas produções de trigo (8,1% ou 541,6 mil toneladas), cevada (7,9% ou 31,3 mil toneladas), feijão de 1ª, 2ª e 3ª safra (0,8%, 5,0% e 1,7%, somando 77 mil toneladas), uva (4,9% ou 78,4 mil toneladas), sorgo (2,4% ou 67,5 mil toneladas), soja (1,1% ou 1,4 milhão de toneladas) e arroz (0,9% ou 100,3 mil toneladas). Porém, são esperados declínios na produção do milho de 1ª e 2ª safra (-1,5% e -0,1% ou 471,2 mil toneladas) e da aveia (-0,3% ou 2,5 mil toneladas).

Regiões - As regiões Sul (13,7%), Sudeste (3,5%), Norte (1,4%) e Nordeste (3,3%) tiveram altas em suas estimativas. Já o Centro-Oeste, que é o maior produtor (45,5% do total), deve ter queda de 0,9%.

Estimativas - Implementado em novembro de 1972, o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) fornece estimativas de área plantada, área colhida, quantidade produzida e rendimento médio de produtos selecionados com base em critérios de importância econômica e social para o país. A pesquisa permite não só o acompanhamento de cada cultura investigada, desde a fase de intenção de plantio até o final da colheita, no ano civil de referência, como também o prognóstico da safra do ano seguinte, para o qual é realizado o levantamento nos meses de outubro, novembro e dezembro. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Gilson Abreu / AEN-PR

 

FINANCIAMENTO: Contratação do crédito rural chega a R$ 169 bilhões em nove meses

financiamento 08 04 2021O valor das contratações de crédito rural somou R$ 169,44 bilhões entre julho de 2020 e março de 2021, o que representa um aumento de 22% em relação a igual período da safra anterior. Desse valor, R$ 90,77 bilhões foram destinados para custeio (aumento de 18%), R$ 53,39 bilhões para investimento (+43%), R$ 15,51 bilhões para comercialização (-3%) e R$ 9,77 bilhões para industrialização (+7%). Os dados são do Balanço de Financiamento Agropecuário da Safra 2020/2021.

Pronaf e Pronamp - As contratações de crédito rural realizadas pelo conjunto dos pequenos e médios produtores, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp) totalizaram R$ 47,1 bilhões, distribuídos em 1.311.710 operações. Este foi o maior volume de recursos já observado em igual período de safras anteriores. No total contratado desses dois programas, houve um aumento de 11,2%, sendo 17% no Pronaf, e 5% no Pronamp.

Demais produtores - Os demais produtores aumentaram acentuadamente sua demanda de crédito para investimentos (61%), sendo que para os pequenos e médios produtores se situou, respectivamente, em 8% e 0,2%. Suas contratações totais de crédito rural aumentaram 26%. O aumento na utilização relativa de recursos em fontes não controladas teve crescimento de 32%, principalmente os provenientes da emissão de Letras de Crédito do Agronegócio – LCAs (30%) e os recursos livres (78%), em sua maior parte utilizados por grandes produtores.

Poupança - No que se refere à utilização de recursos da fonte Poupança Subvencionada no crédito rural, a participação dos demais produtores foi de R$ 14,51 bilhões (43%) no custeio e de R$ 4,23 bilhões (42%) nos investimentos.

Programas de investimento - No âmbito dos programas de investimento, com recursos do BNDES, administrados pelo Mapa, os principais destaques, em valor contratado e respectivo aumento, foram o Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA): R$ 1,76 bilhão (62%), o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro): R$ 1,56 bilhão (27%), o Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra): R$ 747 milhões (112%) e o Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop): R$ 597 milhões (151%).

Crescimento - O Diretor do Departamento de Crédito e Informação do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, enfatizou o crescimento de 30% na utilização de recursos das LCAs no crédito rural, do qual participa em 15%, se situando em R$ 26,14 bilhões. Ele destacou, ainda, que o elevado crescimento da demanda por crédito rural, notadamente para investimentos. “Isso resulta do bom desempenho do setor agropecuário, evidenciado pelo aumento de suas exportações em 2020 e no início de 2021, pela previsão da Conab para a atual safra, 272,3 milhões de toneladas de grãos, aumento de 6%, e pela estimativa do Valor Bruto da Produção, que deverá atingir mais de R$ 1,0 trilhão em 2021”, explica. (Mapa)

FOTO: iStock / Mapa

 

CAR: Boletim Especial informa que há mais de 7 milhões de imóveis ou posses rurais cadastrados

car 08 04 2021Edição especial do Boletim Informativo do Cadastro Ambiental Rural (CAR) 2020, publicado nesta quarta-feira (07/04) pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), informa que há mais de 7 milhões de inscrições no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), numa área de 566.0 milhões de hectares. O documento contém os dados declarados pelos produtores e possuidores até 31 de dezembro de 2020.

Total de cadastros - O total de cadastros é a soma das inscrições de imóveis ou posses rurais, de famílias nos Territórios de Povos e Comunidades Tradicionais (TPCT) e famílias nos assentamentos rurais. Além do incremento no número de inscritos no CAR, o Boletim Especial traz essas informações discriminadas por estado. Uma outra informação relevante é que 55,8% dos produtores ou possuidores rurais declararam, no ato da inscrição, a vontade de aderirem aos Programas de Regularização Ambiental.

Radiografia ambiental - O diretor-geral do SFB/Mapa, Valdir Colatto, afirma que “os dados do CAR dão a radiografia ambiental das propriedades rurais do Brasil, representam uma importante ferramenta para o planejamento da ocupação territorial do país e de políticas públicas para implementação do Código Florestal Brasileiro”.

Informações estratégicas - Para a diretora de Cadastro e Fomento Florestal, Jaine Cubas, “os dados do CAR são informações estratégicas utilizadas, pelo setor público e privado, para a produção de políticas públicas visando a promoção da regularização ambiental dos imóveis rurais”.

Gestão - O Serviço Florestal Brasileiro (SFB), vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tem a competência de gerir o SICAR e coordenar o CAR, no âmbito federal e apoiar a sua implementação nos estados. Além disso, apoia e acompanha tecnicamente os Programas de Regularização Ambiental (PRA), uma vez que a inscrição do imóvel rural no CAR é a porta de entrada para os proprietários/possuidores rurais terem acesso aos PRAs. O CAR também permite acesso aos programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), às Cotas de Reserva Ambiental (CRA), ao crédito rural e seguro agrícola, a descontos tributários, entre outros benefícios.

Áreas ocupadas - O estudo informa as áreas ocupadas pelos imóveis rurais, pelos Territórios de Povos e Comunidades Tradicionais e pelos assentamentos da reforma agrária inscritos no CAR em todos os estados e no Distrito Federal. O Boletim Especial do CAR destaca também o total de propriedades ou posses rurais, de beneficiários de assentamentos da reforma agrária e TPCT e de famílias cadastrados em cada unidade federativa. (Mapa)

Acesse aqui o Boletim Especial do CAR 2020.

 

RECEITA FEDERAL: Prorrogado o prazo para prestação de informações sobre Valor da Terra Nua

receita federal 08 04 2021Como medida de combate à pandemia da Covid-19, a Receita Federal prorrogou para o último dia útil de junho de 2021 o prazo para prestação de informações sobre Valor da Terra Nua à Secretaria Especial da instituição.

Antes - Anteriormente, a Instrução Normativa RFB nº 1.877, de 14 de março de 2019, estabelecia que, em condições normais de funcionamento das atividades sociais e econômicas, o envio deveria ser feito até o último dia útil de abril de cada ano.

Consolidadas - As informações recebidas são consolidadas pela Receita Federal e ficam disponíveis na tabela interna do Programa Gerador da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR), cujo prazo de entrega está fixado para o mês de setembro de cada ano. (Ministério da Economia)

 

 

INFRAESTRUTURA I: Governo federal arrecada R$ 3,3 bilhões com leilão de 22 aeroportos

infraestrutura I 08 04 2021Em leilão realizado nesta quarta-feira (07/04) na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), foram concedidos 22 aeroportos em 12 estados, arrecadando-se R$ 3,3 bilhões em outorgas. A concorrência foi feita pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em três blocos: Norte, Sul e Central.

Empresas - A Companhia de Participações em Concessões, parte do grupo CCR, arrematou o bloco Sul, por R$ 2,1 bilhões, e o lote Central, por R$ 754 milhões. Os lances representam, respectivamente, ágio de 1.534% e 9.156% em relação aos lances mínimos. A Vinci Airports ficou com o bloco Norte, pagando R$ 420 milhões, um ágio de 777% sobre o preço mínimo estipulado.

Os blocos - Estão no bloco Norte os aeroportos de Manaus (AM), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC), Tabatinga (AM), Tefé (AM) e Boa Vista (RR). O lance mínimo havia sido estipulado em 47,9 milhões.

Sul - No bloco Sul foram concedidos os terminais de Curitiba (PR), Foz do Iguaçu (PR), Navegantes (SC), Londrina (PR), Joinville (SC), Bacacheri (PR), Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (RS). O valor mínimo para esse lote era de R$ 130,2 bilhões.

Central - O bloco Central é composto pelos aeroportos de Goiânia (GO), São Luís (MA), Teresina (PI), Palmas (TO), Petrolina (PE) e Imperatriz (MA). O lance mínimo era de R$ 8,1 milhões.

Investimentos - O Ministério da Infraestrutura espera que os terminais, por onde circulam cerca de 24 milhões de passageiros por ano, recebam aproximadamente R$ 6,1 bilhões em investimentos. Devem, segundo o ministério, ser investidos R$ 2,85 bilhões no bloco Sul, R$ 1,8 bilhão no Central e R$ 1,4 bilhão no Norte. Os contratos de concessão têm validade de 30 anos. (Agência Brasil)

FOTO: Ministério da Infraestrutura

 

INFRAESTRUTURA II: Afonso Pena e outros três aeroportos do Paraná passam à concessão privada

infraestrutura II 08 04 2021Quatro aeroportos paranaenses, incluindo os Aeroportos Internacionais Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e das Cataratas, em Foz do Iguaçu, foram a leilão nesta quarta-feira (07/03) na Bolsa de Valores (B3). O Bloco Sul, do qual os terminais paranaenses fazem parte, foi arrematado pelo valor de R$ 2,128 bilhões, um ágio de 1.534% da proposta inicial mínima de R$ 130,2 milhões. O lance foi dado pela Companhia de Participações em Concessões, do grupo CCR.

Governador - O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário estadual da Infraestrutura, Sandro Alex, acompanharam o leilão na sede da B3, em São Paulo. Além dos dois terminais internacionais, também serão concedidos pelos próximos 30 anos os aeroportos Governador José Richa, em Londrina, e Bacacheri, em Curitiba. A expectativa é que eles recebam investimentos na ordem de R$ 1,4 bilhão, com obras de ampliação, manutenção e exploração da infraestrutura dos terminais.

Sexta rodada - A sexta rodada de concessões aeroportuárias foi promovida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e contou com a negociação de 22 aeroportos em 12 estados brasileiros: Acre, Amazonas, Goiás, Maranhão, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins. No total, o governo federal arrecadou R$ 3,3 bilhões com o leilão. Somente o Bloco Sul respondeu por 64% do valor total.

Desenvolvimento - Para o governador Ratinho Junior, os investimentos na infraestrutura aeroportuária vão influenciar no desenvolvimento do Estado e na ampliação do turismo. “Uma boa malha área e estrutura aeroportuária fortalecem o desenvolvimento econômico de qualquer país e qualquer estado. O Paraná se consolida com alguns dos aeroportos mais modernos do País, em especial os regionais como o de Foz do Iguaçu, agora com a maior pista do Sul do Brasil”, afirmou.

Terceira pista - Ele também destacou que a concessão permite a construção da terceira pista do Afonso Pena, que vai ampliar a capacidade de carga e de voos diretos dos Estados Unidos e da Europa, após participação ativa do Governo do Estado e do setor produtivo no processo, e a inclusão dos terminais de Londrina e de Curitiba.

Demonstração - “É uma demonstração de que o Paraná vem se desenvolvendo na infraestrutura como um todo, incluindo a aeroportuária, que também é importante para o desenvolvimento do turismo no nosso Estado, que é muito forte. Temos essa vocação e agora, com essa força dos aeroportos, ela ganha mais musculatura”, destacou o governador.

Leilão - O Paraná foi o estado com o maior número de aeroportos leiloados, com destaque para o Afonso Pena, o principal terminal negociado. No Bloco Sul, do qual o Estado faz parte, também foram ofertados os aeroportos de Navegantes e Joinville, em Santa Catarina, e de Pelotas, Uruguaiana e Bagé, no Rio Grande do Sul. O leilão contou ainda com outros dois blocos: Central, com seis aeroportos nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, além do Tocantins; e Norte, com a participação de sete terminais de quatro estados do Norte do País.

Ferrovia e portos - O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, lembrou que a rodada envolvendo os aeroportos abre na B3 a Infra Week, uma semana dedicada a leilões de concessão que incluem também uma ferrovia e cinco áreas portuárias. Nesta quinta-feira (08/04) acontece o leilão de um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (BA) e na sexta-feira (09/04) de áreas dos portos de Itaqui (MA) e Pelotas (RS).

Promoção - Os leilões são promovidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), em parceria com o Ministério da Infraestrutura. A expectativa é contratar R$ 10 bilhões em investimentos no setor de transportes para os próximos anos.

Ousadia - “Foi uma ousadia do governo federal lançar esses leilões em um momento tão difícil. Temos um desafio no pós-pandemia que é a geração de emprego, então é necessário contratar investimentos, tendo em mente que em breve estaremos competindo com outros países do mundo em busca de ativos”, explicou Freitas.

Importante - “O Bloco Sul foi muito importante nessa negociação, porque tem o Aeroporto Afonso Pena, que é bastante movimentado e antes da pandemia recebia 10 milhões de passageiros por ano. O Aeroporto de Foz do Iguaçu também tem sua relevância, é o segundo principal destino turístico do Brasil hoje”, acrescentou.

Investimentos - O Aeroporto Internacional Afonso Pena era o único das capitais da região Sul que ainda não tinha sido privatizado. A previsão é que ele receba R$ 566,2 milhões de investimentos nos próximos 30 anos. A principal obra prevista é a construção da terceira pista, com extensão de 3 mil metros, o que permitirá pousos e decolagens simultâneos, ampliação da capacidade e a possibilidade de receber voos diretos da Europa e dos Estados Unidos. Também estão previstas a ampliação da área de embarque de passageiros, do pátio principal, a construção de um novo pátio, criação de uma ponte de embarque, entre outras obras.

Cataratas - O Aeroporto Internacional das Cataratas é o segundo principal do Bloco Sul, com a previsão de receber investimentos de R$ 512,3 milhões no período de concessão. A unidade passou por investimentos recentes e nesta quarta-feira será inaugurada a obra de ampliação da pista, fruto do convênio entre Governo do Paraná, Infraero e Itaipu Binacional, com investimento de R$ 69,4 milhões. Com a concessão, o aeroporto ganhará uma nova pista de 3 mil metros, aumentando sua capacidade de voos internacionais.

Turismo - Para o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, as melhorias no terminal ajudarão Foz do Iguaçu a se consolidar como um dos principais destinos turísticos do País. “Temos um grande potencial e em um País continental como o nosso não se pode pensar em turismo sem o desenvolvimento da aviação”, afirmou. “Com as melhorias, aumentará muito em Foz o volume de tráfego de grandes aeronaves, de grandes companhias mundiais que antes não operavam na cidade”.

Londrina e Bacacheri - Em Londrina, a promessa é que o aeroporto ganhe principalmente em conforto. Serão investidos R$ 273 milhões, com duas fases de obras, incluindo ampliação e melhorias na pista, construção de novo terminal de passageiros e melhoramentos no terminal já existente, além de construção e adequação das pistas de taxiamento. Já o Aeroporto do Bacacheri deve dobrar sua capacidade de atendimento com a melhoria da infraestrutura já existente. As obras neste aeroporto devem somar R$ 43,1 milhões. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: José Fernando Ogura / AEN

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Superávit comercial de 2021 sobe quase cinco vezes com novo cálculo

comercio exterior 08 04 2021Uma mudança de metodologia multiplicou em quase cinco vezes o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2021, informou nesta quarta-feira (07/04) a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. O resultado positivo nos três primeiros meses deste ano passou de US$ 1,648 bilhão para US$ 7,948 bilhões, por causa da retirada de importações fictícias de plataformas de petróleo que apareciam nos números anteriores.

Recomendações internacionais - Segundo o Ministério da Economia, a mudança, que atendeu a recomendações internacionais, aumentará a qualidade e a transparência das estatísticas. Toda a série histórica, com início em 1997, foi revisada. A alta no saldo comercial em 2021 foi compensada com a redução de 16,5% do superávit comercial apurado entre 1997 e 2020.

Novos percentuais - Com nova metodologia, o valor das exportações acumulado entre 1997 e 2020 caiu 1,4% em relação às estatísticas anteriores. As importações aumentaram 1,6% na mesma comparação, o que resultou na queda do saldo comercial no período.

Mudanças - Entre as mudanças no cálculo da balança comercial, a de maior impacto é a exclusão de operações meramente contábeis. O principal exemplo consiste na exportação e importação de plataformas de petróleo e equipamentos associados registrados em subsidiárias da Petrobras no exterior, mas que nunca chegaram a sair do país.

Peso significativo - Realizadas por meio do Repetro, regime tributário especial ao setor petroleiro, essas operações tiveram peso significativo nas exportações no início da década passada e, nos anos mais recentes, inflavam as importações porque a Petrobras fechou as filiais no exterior e passou a registrar as plataformas no Brasil.

Importações - Do lado das importações, passaram a ser incluídas nas compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Esses dados estavam fora dos números da balança desde 2017. A energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai também passou a ser incluída nas importações, com impacto de cerca de US$ 1,5 bilhão por ano.

Comparação - Na comparação ano a ano, a maior alteração em valores absolutos ocorreu em 2019, com o saldo comercial caindo US$ 12,8 bilhões pelos novos critérios. O principal fator foi a elevação de US$ 8,9 bilhões nas importações associadas ao Recof, concentradas em turbinas, turbo reatores, turbo propulsores e aparelhos para aeronaves.

Maior impacto - O maior impacto relativo ocorreu em 2013, com o saldo passando de superávit de US$ 2,3 bilhões para déficit de US$ 9 bilhões. Naquele ano, o superávit havia sido inflado por exportações fictícias de plataformas de petróleo.

Mínimo - Segundo o Ministério da Economia, o impacto da nova metodologia nas estatísticas de outros órgãos será mínimo. Isso porque as estatísticas do Banco Central e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já consideram a energia de Itaipu adquirida do Paraguai. No caso das operações do Repetro, o Banco Central considera as transações entre residentes e não residentes no cálculo do resultado das contas externas, então nada mudará nos números do Banco Central.

Tabelas distintas - As estatísticas relativas ao Repetro continuarão a ser divulgadas, mas em tabelas distintas do restante da balança comercial. A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia também acrescentará uma tabela separada com as importações em valores pelo critério CIF, que incluem custos com seguro e frete. Segundo o órgão, essa era uma reivindicação antiga de analistas de mercado. (Agência Brasil)

FOTO: Tânia Rêgo / Agência Brasil

 

CÂMBIO: Dólar sobe para R$ 5,64 após dois dias de queda

cambio 08 04 2021Num dia de volatilidade no mercado financeiro, o dólar subiu depois de duas quedas consecutivas, influenciado pelo cenário doméstico e pelo mercado internacional. A bolsa oscilou bastante ao longo das negociações, mas encerrou com pequena alta.

Cotação - O dólar comercial fechou esta quarta-feira (07/04) vendido a R$ 5,643, com alta de R$ 0,044 (+0,78%). A divisa operou em queda durante a manhã, chegando a R$ 5,55 na mínima do dia, por volta das 11h45. À tarde, no entanto, a cotação inverteu o movimento e passou a subir.

Ações - No mercado de ações, o índice Ibovespa fechou aos 117.624 pontos, com alta de 0,11%. O indicador alternou ganhos e perdas ao longo do dia, até firmar a alta perto do fim da sessão. O volume de negociações, no entanto, foi baixo e atingiu R$ 28,6 bilhões, abaixo da média diária de R$ 39,2 bilhões observado em março.

Exterior - No exterior, o dólar começou a subir durante a tarde, num movimento de aversão a riscos que prejudica países emergentes, como o Brasil. No mercado doméstico, as negociações foram afetadas pelas articulações em torno dos vetos ao Orçamento Geral da União de 2021 e por tensões em torno da política de preços da Petrobras, após o anúncio de aumento de 39% no preço do gás natural. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

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INDÚSTRIA: Produção cai em dez dos 15 locais pesquisados em fevereiro

industria destaque 08 04 2021A produção industrial recuou em dez dos 15 locais pesquisados pelo IBGE em fevereiro, frente a janeiro de 2021. O resultado negativo foi puxado pelo desempenho de São Paulo (-1,3%), em razão de reduções na produção da indústria alimentícia e na de derivados de petróleo. No mês, a indústria nacional caiu 0,7% após nove meses de crescimento. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional), divulgada nesta quinta-feira (08/04) pelo IBGE.

Pará - “Em segundo lugar em termos de influência, o Pará teve queda de 7,4%, em grande parte devido à indústria extrativa”, explica Bernardo Almeida, gerente da pesquisa. Ceará (-7,7%) e Bahia (-5,8%) também assinalaram retrações acentuadas na passagem de janeiro para fevereiro de 2021.

Rio de Janeiro - No lado positivo, a principal influência foi o Rio de Janeiro, com 1,9% de crescimento – a quarta taxa positiva consecutiva para a indústria fluminense. “Nesses quatro meses de alta, o ganho acumulado foi de 5,4%”, acrescenta Bernardo. O crescimento no mês foi influenciado pelo setor de metalurgia e de veículos automotores.

Mato Grosso - Mato Grosso apresentou a segunda maior influência positiva sobre o resultado nacional, bem como o maior resultado em termos absolutos (7,3%). O setor de alimentos explica os bons números mato-grossenses.

Fevereiro - Na comparação com fevereiro de 2020, a indústria nacional cresceu 0,4%, com altas em cinco dos 15 locais pesquisados. “São Paulo novamente se destacou como principal influência, com crescimento de 4,4%, impulsionado pelo setor de derivados de petróleo e pelo setor de máquinas e equipamentos”, esclarece o técnico. “Vale salientar que das 18 atividades pesquisadas na indústria paulista, 12 cresceram na comparação de fevereiro de 2021 com o mesmo mês do ano passado”.

RS - Nessa mesma comparação, a segunda maior influência veio do Rio Grande do Sul (alta de 7,9%), diante do bom desempenho do setor de máquinas e equipamentos (sobretudo colheitadeiras e tratores agrícolas).

Bahia - No lado negativo, a principal influência foi a Bahia: queda de 20,9%, a mais intensa para a indústria baiana desde maio de 2020, quando registrou -21,4%. “A queda da produção de veículos e autopeças explica em grande parte esse resultado, justificado pela saída de uma montadora de automóveis da Bahia”, pontua Bernardo. A segunda influência negativa foi novamente a indústria do Pará (-11,4%), impactada pela queda na produção de minérios de ferro.

Pesquisa - A Pesquisa Industrial Mensal Produção Física - Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo. A pesquisa tem resultados para Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e região Nordeste. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Agência Vale

industria tabela 08 04 2021

 

ECONOMIA I: Poupança tem maior retirada líquida em março em quatro anos

economia poupanca 08 04 2021Pelo terceiro mês seguido, a aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros registrou retirada líquida de recursos. Em março, os investidores retiraram R$ 5,83 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança, informou nesta quarta-feira (0/04) o Banco Central (BC).

Maior desde 2017 - A retirada líquida é a maior registrada para meses de março desde 2017, quando os investidores tinham sacado R$ 5 bilhões a mais do que tinham depositado. Em março do ano passado, os brasileiros tinham depositado R$ 12,57 bilhões a mais do que tinham retirado da caderneta.

Acumulado - Com o desempenho de março, a poupança acumula retirada líquida de R$ 27,54 bilhões nos três primeiros meses do ano. Essa é a maior retirada acumulada para o primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1995.

Fim do auxílio emergencial - Neste ano, o fim do auxílio emergencial intensificou a retirada. Ao longo de oito meses em 2020, a Caixa Econômica Federal depositou o benefício em contas poupança digitais, que acumulavam rendimentos se não movimentados. Com o fim do programa, beneficiários que eventualmente conseguiram acumular recursos nas contas poupança passaram a sacar o dinheiro.

Expectativa - A expectativa é que a poupança passe a registrar captações líquidas a partir de abril, com o retorno do auxílio emergencial. A primeira parcela do benefício, no valor de R$ 150 a R$ 375, está sendo paga ao longo deste mês.

Ano passado - No ano passado, a poupança tinha captado R$ 166,31 bilhões em recursos, o maior valor anual da série histórica. Além do depósito do auxílio emergencial nas contas poupança digitais, a instabilidade no mercado de títulos públicos nas fases mais agudas da pandemia de covid-19 atraiu o interesse na poupança, mesmo com a aplicação rendendo menos que a inflação.

Rendimento - Com rendimento de 70% da Taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança rendeu apenas 1,69% nos 12 meses terminados em março, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado prévia da inflação, atingiu 5,52%. O IPCA cheio de março será divulgado na próxima sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Perda de rendimento - A perda de rendimento da poupança está atrelada a dois fatores. O primeiro são os juros baixos. Atualmente a taxa Selic (juros básicos da economia) está em 2,75% ao ano, depois de passar oito meses em 2% ao ano, no menor nível da história. O segundo foi a alta nos preços dos alimentos e do dólar, que impacta a inflação desde o segundo semestre do ano passado.

Focus - Para este ano, o boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 4,81% pelo IPCA. Com a atual fórmula, a poupança renderia pouco menos de 2% este ano, caso a Selic permaneça em 2,75% durante todo o ano. O rendimento pode ser um pouco maior caso o Banco Central aumente a taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

ECONOMIA II: Governo do Estado retoma o programa Feito no Paraná para fomentar emprego e renda

economia 08 04 2021O Governo do Estado retoma nesta quarta-feira (07/04) o projeto Feito no Paraná. Lançado em 2020, o programa teve como objetivo apresentar aos paranaenses produtos feitos no território paranaense, com o intuito de incentivar o consumo do produto local, gerando emprego e renda.

Campanha - “Esta campanha foi um grande sucesso em 2020 e, agora, com a reabertura do comércio depois de algumas semanas de medidas mais restritivas, volta a lembrar a população sobre a importância de prestigiar os produtos paranaenses, como isso é fundamental”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Site - Além de ampla divulgação em veículos de comunicação e redes sociais, o programa mantém um site onde quem compra pode consultar as Empresas Cadastradas no Feito Paraná, e quem faz pode Inscrever o seu Produto, conhecer as Regras Gerais e o Chamamento Público e baixar o manual de identidade visual do programa para inserir a logomarca em seus produtos.

Nova campanha - O secretário estadual da Comunicação Social e da Cultura, João Debiasi, explica que esta nova campanha, além de mostrar os resultados efetivos da economia após o incentivo do consumo de produtos locais, também ouviu empresários. “Nesta nova campanha, mais do que chamar a população a prestigiar a produção estadual, quisemos também mostrar o quanto este comprometimento da população é importante sob o ponto de vista de quem produz. É um trabalho que se conecta, com cada um fazendo o seu papel e fazendo a economia girar, apesar da pandemia”, afirma.

Peças publicitárias - Nesta nova fase da campanha, as peças publicitárias serão veiculadas em TVs, rádios, jornais e portais. Uma série de reportagens apresentando os produtos paranaenses foi desenvolvida pela Agência de Notícias do Governo do Estado no ano passado e, a partir do mês de maio, será retomada.

Números - Quinta maior economia estadual do País, o Paraná tem forte perfil agroindustrial. O agronegócio, sobretudo através das cooperativas, além de alavancar as exportações do Estado, põe na mesa dos paranaenses e brasileiros produtos de alta qualidade.

Efeito direto - O incentivo ao consumo dos produtos locais teve efeito direto na geração de empregos e avanço da produção industrial. O aumento do consumo dos produtos feitos no Paraná possibilitou que 71% dos municípios do Estado tivessem saldo positivo de emprego em 2020, além de fazer com que a indústria apresentasse nove meses consecutivos de crescimento.

Novas vagas - Apenas em janeiro e fevereiro de 2021 foram abertas 65.958 novas vagas de empregos, colocando o Estado em primeiro lugar da região Sul e terceiro no País, o que dobrou o saldo de empregos em 11 meses. Mesmo no período de pandemia, o Paraná gerou 36% dos saldos de empregos de todo o País.

Produção industrial - Em dezembro, a produção industrial paranaense atingiu crescimento de 2,8% em relação a novembro, apontando pelo oitavo mês consecutivo resultado positivo, superando a queda do período mais restritivo da pandemia do novo coronavírus, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor foi superior ao resultado do Brasil, que teve crescimento médio de 0,9% em dezembro. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Divulgação AEN

 

SENADO: Adiada votação de texto que prorroga estímulo ao crédito e manutenção de emprego

senado 08 04 2021O Senado deve votar na terça-feira (13/04) o Projeto de Lei (PL) 1.058/2021, que prorroga medidas de estímulo ao crédito e à manutenção do emprego e da renda no país. O texto seria analisado em Plenário na terça (07/04), mas foi retirado de pauta a pedido do relator da matéria, senador Carlos Viana (PSD-MG), com o aval do autor da proposta, senador Esperidião Amin (PP-SC).

Ações - O PL 1.058/2021 autoriza a prorrogação, até 31 de dezembro de 2021, das seguintes ações do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (Lei 14.020, de 2020): pagamento do benefício emergencial; redução proporcional de jornada de trabalho e de salário; e suspensão temporária do contrato de trabalho. Também fica autorizada, até o final de 2021, a prorrogação do Programa Emergencial de Acesso a Crédito — Peac (Lei 14.042, de 2020), nas seguintes modalidades: disponibilização de garantias via Fundo Garantidor para Investimentos (Peac-FGI) e concessão de empréstimo garantido por cessão fiduciária de recebíveis (Peac-Maquininhas).

Linhas de crédito - O texto a ser votado em Plenário foi apresentado para fazer frente aos prejuízos gerados pela continuidade da pandemia de covid-19 em 2021, conforme destaca o autor da proposição. “O projeto pede que se renovem as linhas de créditos que o governo usou no ano passado, o que permitiu que o Brasil tivesse menos prejuízos econômicos com todas as suas consequências sociais, e para que a economia retome o desenvolvimento sustentável”, explicou Esperidião Amin em Plenário.

Autor do projeto - O autor do projeto também aplaudiu o acordo que possibilitou o adiamento da votação do texto. “O conjunto de linhas de créditos anunciadas pelo governo permitiu que o país não caísse 10% do PIB, mas 4,1%, que o país tivesse caixa de liquidez financeira e 16 linhas de crédito que irrigaram a economia. E uma delas, a de manutenção de emprego ajudou a salvar 11 milhões de empregos. Ficamos três meses sem ativação das linhas de crédito. Por isso apresentei o projeto em março. Aprovar o projeto é importante, mas mais importante ainda é o trabalho que Carlos Viana relatou e vai propiciar e ter resultados. O BNDES pode aprimorar uma das linhas de crédito”, afirmou Esperidião Amin.

Emendas - Ao projeto já foram apresentadas sete emendas, mas outras contribuições poderão ser encaminhadas até terça. O relator disse que a matéria é importante porque prorroga todos os programas de apoio ao emprego e aos microempresários.

Tranquilidade - “Só que temos que ter tranquilidade e sobriedade para tomarmos decisões sem impacto emocional. Temos que tomar o caminho certo para tirar o Brasil do caminho em que se encontra. Teremos colaboração do BNDES, do Ministério da Economia e do próprio governo. O governo demorou muito a chamar o país novamente ao apoio ao auxílio emergencial, ao empresário e evitar a demissão de trabalhadores. O projeto vem provocar soluções. Na próxima terça vamos votar o relatório para que a gente possa entregar ao Brasil um projeto que garanta apoio ao povo que gera riqueza e devolva a tranquilidade a todos”, afirmou Carlos Viana.

Condição - Entre as emendas apresentadas ao PL 1.058/2021 está a da senadora Rose de Freitas (MDB-ES), que condiciona o acesso das empresas aos programas de crédito à proibição de demissão de empregados até 31 de dezembro de 2021.

Proposta - Outra emenda, do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), propõe que os empregados de empresas beneficiárias dos programas tenham reconhecida estabilidade provisória no emprego pelo prazo de 120 dias.

Carência - O senador Jacques Wagner (PT-BA) é autor de emenda segundo a qual o Peac FGI terá carência de, no mínimo, doze meses e o Peac-Maquininhas, de 12 meses, para o início do pagamento das parcelas dos empréstimos.

Extensão - Já o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) apresentou emenda que estende em um ano — de 36 para 48 meses — o prazo para que aqueles que contraíram empréstimos no âmbito do Peac-Maquininhas possam realizar seus pagamentos.

Recursos - Emenda do senador Jean Paul Prates (PT-RN) propõe ainda que os programas incluídos no projeto recebam recursos oriundos de remanejamento das emendas de relator no Orçamento de 2021, salvo as alocadas no Ministério da Saúde.

Penhor - Emenda apresentada pelo senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), por sua vez, viabiliza que o penhor de veículos possa ser exercido nas contratações de operações de crédito sem que estejam previamente segurados contra furto, avaria, perecimento e danos causados a terceiros.

Tratamento diferenciado - Por fim, emenda do senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) propõe tratamento diferenciado, no que couber, à microempresa e à empresa de pequeno porte, que tendem a ter menor capacidade de sobrevivência e de recuperação diante do agravamento da pandemia. (Agência Senado)

FOTO: Waldemir Barreto / Agência Senado

 

SAÚDE I: Brasil registra 3.829 mortes e 92.625 infectados em 24 horas

O Brasil superou 340 mil mortes em função da covid-19. Com 3.829 mortes registradas em 24 horas, o país chegou a 340.776 vidas perdidas para a pandemia do novo coronavírus.

Investigação - Ainda há 3.589 mortes em investigação por equipes de saúde. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente.

Infectadas - Já o total de pessoas infectadas desde fevereiro de 2020 subiu para 13.193.205. Entre terça e quarta-feira (06 e 07/04), foram confirmados 92.625 novos diagnósticos positivos.

Recuperadas - O número de pessoas recuperadas subiu para 11.664.158. Já a quantidade de pacientes com casos ativos, em acompanhamento por equipes de saúde, ficou em 1.288.271.

Estados - O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (79.443), Rio de Janeiro (38.282), Minas Gerais (25.303), Rio Grande do Sul (21.261) e Paraná (18.118). Já as Unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.318), Amapá (1.356), Roraima (1.367), Tocantins (2.157) e Sergipe (3.668).

Vacinação - Até o início da noite desta quarta, haviam sido distribuídas 43,3 milhões de doses de vacinas. Deste total, foram aplicadas 23,5 milhões de doses, sendo 18,3 milhões da 1ª dose e 5,2 milhões da 2ª dose. (Agência Brasil)

 

saude I tabela 08 04 2021

SAÚDE II: Boletim divulga mais 4.490 casos e 433 óbitos pela Covid-19

saude II 08 04 2021 A Secretaria de Estado da Saúde, em informe divulgado nesta quarta-feira (07/03), registra mais 4.490 infecções pelo novo coronavírus e 433 mortes. Os dados acumulados do monitoramento mostram que o Paraná soma 863.790 diagnósticos confirmados e 18.001 óbitos em decorrência da Covid-19.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta quarta-feira são de abril (2.897), março (1.420), fevereiro (73) e janeiro (17) de 2021 e dos seguintes meses de 2020: abril (1), maio (1), junho (4), julho (3), agosto (5), setembro (5), novembro (18) e dezembro (46).

Vacina - A Secretaria da Saúde possui um vacinômetro atualizado em tempo real à medida que os municípios inserem o número de doses aplicadas no sistema.

Internados - Há 2.589 pacientes com diagnóstico confirmado internados. São 2.056 pacientes em leitos SUS (971 em UTI e 1.085 em enfermaria) e 533 em leitos da rede particular (312 em UTI e 221 em enfermaria).

Exames - Há outros 2.610 internados, 984 em leitos UTI e 1.626 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão nas redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A secretaria estadual informa a morte de mais 433 pacientes. São 211 mulheres e 222 homens, com idades entre 18 e 102 anos. Os óbitos ocorreram de 13 de janeiro a 7 de abril de 2021.

Municípios - Os pacientes que faleceram residiam em Curitiba (118), Ponta Grossa (26), Londrina (23), Paranaguá (13), Colombo (12), Maringá (12), Almirante Tamandaré (11), Pinhais (11), Fazenda Rio Grande (10), Cambará (8), Foz do Iguaçu (8), Cambé (7), Cianorte (7), Guarapuava (6), São José dos Pinhais (6), Araucária (5), Cascavel (5), Toledo (5), Assis Chateaubriand (4), Campo Largo (4), Campo Magro (4), Campo Mourão (4), Guaraqueçaba (4), Paranavaí (4), Rio Branco do Sul (4), Apucarana (3), Campina Grande do Sul (3), Cruzeiro do Oeste (3), Guaratuba (3), Jaguapitã (3), Sarandi (3), Umuarama (3), Balsa Nova (2), Bocaiúva do Sul (2), Cornélio Procópio (2), Dois Vizinhos (2), Florestópolis (2), Jaguariaíva (2), Kaloré (2), Paraíso do Norte (2), Pato Branco (2), Pinhão (2), Piraquara (2), Pitangueiras (2), Quitandinha (2), Ribeirão do Pinhal (2) e Uraí (2).

Uma morte - A Secretaria da Saúde registra, ainda, a morte de uma pessoa em cada um dos seguintes municípios de Altamira do Paraná, Altônia, Alvorada do Sul, Andirá, Antonina, Antônio Olinto, Arapongas, Arapoti, Atalaia, Barbosa Ferraz, Bela Vista da Caroba, Cafezal do Sul, Campo do Tenente, Cândido de Abreu, Cantagalo, Carlópolis, Castro, Clevelândia, Corbélia, Farol, Faxinal, Francisco Alves, Francisco Beltrão, Goioerê, Guaíra, Ibaití, Ipiranga, Iporã, Itaguajé, Itaperuçu, Jaboti, Japurá, Jataizinho, Mandaguari, Mandirituba, Matinhos, Medianeira, Nova Esperança, Ortigueira, Paiçandu, Palmas, Palmeira, Pérola, Prudentópolis, Quatiguá, Quatro Barras, Rio Bom, Santa Helena, Santa Maria do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, São João do Ivaí, São José das Palmeiras, São Sebastião da Amoreira, Sertanópolis, Siqueira Campos, Sulina, Terra Boa, Terra Roxa, Tijucas do Sul, União da Vitória e Wenceslau Braz.

Fora do Paraná - O monitoramento da Saúde registra 5.377 casos de residentes de fora, sendo que 117 pessoas foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o Informe completo.

 

SAÚDE III: Paraná receberá mais 242.050 doses de vacinas contra a Covid-19

saude III 08 04 2021O Paraná receberá nos próximos dias mais 242.050 doses de vacinas contra a Covid-19, segundo o Departamento de Logística do Ministério da Saúde. São 127.250 imunizantes da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz e 114.800 da Coronavac/Butantan. A data do envio ainda não foi confirmada, mas a expectativa é receber a nova remessa entre esta quinta-feira (08/04) e sexta-feira (09/04), o que dará continuidade no Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19.

AstraZeneca - As doses da AstraZeneca estão divididas em 70.338 para aplicar como primeira dose em idosos de 65 a 69 anos e 50.868 como segunda dose para os trabalhadores de saúde imunizados há algum tempo, fora a reserva técnica. O intervalo de aplicação desse imunizante é de três meses. Elas são parte de um lote de 2.407.750 para todo o País.

Butantan - As doses do Butantan estão divididas entre 25.040 para idosos de 65 a 69 anos e 2.277 para profissionais de segurança pública (primeiras doses) e 70.715 para idosos entre 70 e 74 anos e 11.212 para trabalhadores da saúde (segundas doses), fora a reserva técnica. Elas são parte de um lote de 2.008.800 doses para todo o Brasil.

Confirmação - O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, destacou que a confirmação aconteceu pouco após a reunião em que o governador Carlos Massa Ratinho Junior solicitou agilidade ao Ministério da Saúde. "O Paraná tem se destacado na logística e em campanhas de imunização e os municípios na eficácia da aplicação, o que tem feito as doses acabarem rapidamente. Por isso precisamos de novas doses para avançar", afirmou.

12ª remessa - Será a 12ª remessa do governo federal ao Paraná. Com essas doses, serão quase 2,5 milhões de vacinas enviadas ao Estado. Segundo o Vacinômetro, 1.231.802 pessoas já receberam as primeiras doses e 288.771 as segundas doses, o que representa 93,1% e 55% de eficácia na aplicação pelos municípios, respectivamente. O Paraná já imunizou com a primeira dose 11,7% da população.

ILPI - O Estado já começou a imunizar idosos em Instituições de Longa Permanência (ILPI), idosos acima de 60 anos, indígenas, quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência, forças de segurança e salvamento e Forças Armadas. A ideia é completar o grupo prioritário, composto por 4,6 milhões de pessoas, ainda no primeiro semestre. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Jonathan Campos / AEN

 


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