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Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5046 | 09 de Abril de 2021

SISTEMA OCEPAR: Diretoria executiva promove segunda reunião geral do ano com equipes de trabalho

Foi realizada, na manhã desta sexta-feira (09/04), a segunda reunião geral de 2021 do Sistema Ocepar, virtualmente, por meio da plataforma Teams, com a participação do presidente da entidade, José Roberto Ricken, dos superintendentes da Ocepar, Robson Mafioletti, da Fecoopar, Nelson Costa, e do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, gerentes, coordenadores e funcionários.

Abertura - Na abertura, Ricken lembrou que tradicionalmente após a Assembleia Geral Ordinária (AGO) do Sistema Ocepar, ocorrida na segunda-feira (05/04), a diretoria executiva promove um encontro com as equipes de trabalho para discutir o início do calendário de atividades. “Na Assembleia foram aprovados o nosso plano interno de ações e o planejamento estratégico do cooperativismo paranaense, o PRC200. Dessa forma, a nossa missão é fazer o que é necessário, relevante e essencial para atender as demandas das nossas cooperativas e promover o desenvolvimento do cooperativismo paranaense”, ressaltou. 

Cenário econômico e social - Ele lembrou das dificuldades provocadas pela pandemia do novo coronavírus e suas consequências econômicas e sociais. “Ninguém passa imune a uma queda acentuada do PIB e, no ano passado, o PIB brasileiro caiu mais de 4% e isso pesa muito para a população. Nós vamos ter bastante desemprego, perda de renda, empobrecimento em todas as classes, principalmente entre aqueles que atuam nas atividades do dia a dia. Nós já conseguimos visualizar esse quadro até fisicamente nas cidades, com as lojas fechando e as pessoas pedindo na rua. Mas não podemos nos desesperar com esse quadro. Temos que fazer a nossa parte para reverter essa situação”, ressaltou. “A tendência é de que, na sequência, deva haver uma recuperação. Nós esperamos e torcemos para que isso ocorra o mais breve possível”, acrescentou.

Política - Outro ponto de atenção, de acordo com Ricken, é a movimentação no âmbito do legislativo. “Nós vamos ter várias ações na área parlamentar. O Congresso Nacional ficou meio paralisado e atualmente estão sendo votadas questões mais ligadas à pandemia, mas, depois, devem ocorrer alguns avanços nas reformas, naquilo que precisa ser ajustado em função da realidade e do que já estava planejado”, afirmou. Nesse sentido, uma das novidades desse ano do Sistema Ocepar é fortalecer as ações do cooperativismo paranaense nessa área. “Nós aprovamos na AGO a organização de uma área de apoio, que deverá fazer uma interação mais direta com a OCB, que tem um trabalho espetacular no Congresso Nacional. Vamos criar uma coordenação de ação parlamentar. Queremos ter pessoas para cuidar diariamente disso e possam nos subsidiar em nossas mobilizações em defesa dos interesses das nossas cooperativas”, salientou.

Apresentações - A reunião prosseguiu com a apresentação do Plano de Metas 2021, cujo detalhamento referente a cada área foi feito pelos superintendentes, com apoio dos gerentes e coordenadores.  O coordenador de gestão estratégica, Alfredo Benedito Kugeratski Souza, explicou como é estruturado o plano de trabalho do Sistema Ocepar. “O Plano de Metas de 2021 foi estruturado a partir das diretrizes estratégicas, alinhadas ao PRC200, especialmente às demandas e necessidades das cooperativas paranaenses. As diretrizes são desdobradas em objetivos estratégicos e iniciativas, que serão executadas com o objetivo de alcançar o propósito da entidade, de ser relevante e essencial para o cooperativismo, e gerar resultados e valor para as cooperativas. Nesse contexto, o plano de trabalho de 2021 contempla 114 metas e 658 ações que devem ser realizadas durante o ano pela Ocepar; sete metas e 41 ações pela Fecoopar; e 206 metas e 1.598 ações pelo Sescoop/PR.

Referência - O presidente destacou que o PRC200 servirá para nortear as atividades desenvolvidas pela entidade. “Agradeço a participação de todos no nosso planejamento. Houve um compromisso geral e a certeza de que ele será realizado é maior. Quero desejar muito sucesso na execução do nosso plano de trabalho. Vamos somar os esforços. O PRC200 é nossa referência e vamos ter um comitê que fará o acompanhamento das ações nas três entidades que integram o Sistema”, frisou. Ricken também solicitou aos funcionários que cuidem da saúde, em virtude do agravamento da pandemia.  “Temos que ser bem realistas e analisar com tranquilidade o momento. Não é hora de baixar o alerta sobre a nossa saúde. Isso é fundamental para cada um de nós e nossas famílias. Vamos sair dessa situação difícil, mas com muito cuidado”, frisou.

Concessões rodoviárias - Ao final do evento, o superintendente da Fecoopar, Nelson Costa, repassou informações referentes às novas concessões das rodovias paranaenses e as propostas que estão sendo defendidas e encaminhadas ao governo federal por meio do G7, grupo das principais entidades representativas do setor produtivo paranaenses, do qual o Sistema Ocepar faz parte.

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JUBILEU DE OURO: O cooperativismo do PR serve de exemplo para o Brasil inteiro, através da sua entidade de representação, a Ocepar, diz Sebaldo Waclawovsky

jubileu 09 04 2021Diversas conquistas obtidas pelo cooperativismo por meio da atuação da Ocepar, nessas cinco décadas de existência da entidade, não têm se limitado a beneficiar as cooperativas paranaenses, mas estão impactando positivamente o setor em âmbito nacional, na avaliação de Sebaldo Waclawovsky, presidente da Coagro Cooperativa Agroindustrial, sediada em Capanema, no Sudoeste do Paraná, e uma das 34 cooperativas que fundaram a Ocepar, em 2 de abril de 1971.

Exemplo - “O cooperativismo do Paraná serve de exemplo para o Brasil inteiro, através da sua entidade de representação, que é a Ocepar”, afirma Waclawovsky. “Em primeiro lugar, ela sempre teve uma atuação muito positiva em defesa dos interesses das cooperativas”, acrescenta. “Em segundo lugar, a Ocepar sempre foi muito atuante em relação ao ramo agropecuário, não só do Paraná como, também, do Brasil. Ela faz um trabalho intenso, apresentando propostas ao plano agrícola, do Ministério da Agricultura”, salienta.

Recoop - Outro fato marcante para o presidente da Coagro foi a criação do Recoop (Programa de Revitalização de Cooperativas de Produção Agropecuária). “Foi nos anos 1990, época do Plano Real, quando os juros dos investimentos, de custeio e de financiamento das dívidas eram elevadíssimos. A Ocepar trabalhou firmemente para organizar o Recoop, com o objetivo de ajudar as cooperativas do Paraná e do Brasil. Inclusive a Coagro estava quebrada, entre 1996 e 1999. Muitas padeceram nesse período. Aí, o Recoop veio para sanear os passivos e alongar muitas dívidas e foi fundamental para que as cooperativas agropecuárias pudessem se recuperar,” recordou.

Sescoop - Waclawovsky lembra ainda que, juntamente com o Recoop, houve a criação do Sescoop, a entidade que representa o cooperativismo no Sistema S. “A conquista do Sescoop também foi resultado do trabalho de liderança da Ocepar. Antes, as cooperativas contribuíam para outra entidade do Sistema S e nós não tínhamos o retorno desses recursos. O Sescoop foi criado, junto com o Recoop, para promover o treinamento e a profissionalização da gestão das cooperativas. E tem feito um trabalho de primeira qualidade, de excelência, realizando treinamentos e cursos.”

Sanidade animal - O presidente da Coagro destaca também o empenho da Ocepar, juntamente com as demais entidades do setor produtivo paranaense, como a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), na área de sanidade animal, desenvolvendo várias ações para que o Paraná conquiste o reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação, o que pode contribuir para a ampliação de mercado aos produtos das cooperativas e demais pecuaristas paranaenses.

Adidos agrícolas - Nesse contexto, outro ponto destacado por Waclawovsky foi a interação promovida com adidos agrícolas brasileiros que atuam em diversos países, com o propósito de discutir oportunidades de negócios para o agronegócio e o cooperativismo no cenário global. Juntamente com o Sistema OCB, Faep, Fetaep, secretarias estaduais de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo e da Agricultura e Abastecimento, e Ministério da Agricultura, o Sistema Ocepar realizou o Fórum de Mercado Internacional, em duas edições on-line, nos dias 27 de outubro e 12 de novembro de 2020, com adidos lotados na União Europeia, Estados Unidos, Arábia Saudita, África do Sul, China, Japão, Índia, Indonésia e Coreia do Sul. “Foi um trabalho muito bem-feito. Eu multipliquei o conteúdo, distribui aos nossos diretores e entre os nossos engenheiros agrônomos, com a ideia de discutir se o agronegócio tem futuro ou não. E deu para perceber que países como a Índia e a China vão precisar importar muito alimento ainda”, disse.

Crédito - Ele também ressaltou a atuação do ex-presidente da Ocepar, Ignácio Aloísio Donel, na organização da Cooperativa Central de Crédito, a Cocecrer, que posteriormente transformou-se na Central Sicredi. “Depois, nós conseguimos a livre admissão nas cooperativas de crédito e essa foi a salvação elas, que puderam atender todas as profissões, como advogado, dentista, comerciante, entre outros”, ressaltou. “Também houve a criação do Bansicred e do Bancoob, nos anos 1990, para atender o sistema de cooperativismo de crédito, que passou a ter um banco próprio. O trabalho da Ocepar, na época, também foi muito importante para que isso ocorresse”. O presidente da Coagro destacou ainda os avanços ocorridos quando o cooperativista Roberto Rodrigues, foi ministro da Agricultura, entre os anos de 2003 e 2006. “Nós conseguimos muitas mudanças no sistema de crédito. Isso foi muito positivo e só alavancou o ramo”, disse.

Ato cooperativo - Waclawovsky enalteceu o esforço e o empenho, tanto do atual presidente da entidade, José Roberto Ricken, bem como do antecessor, João Paulo Koslovski, em promover o desenvolvimento do cooperativismo paranaense. Para o dirigente, um dos desafios da Ocepar é continuar atuando em favor do setor, especialmente diante da expansão de segmentos como o agropecuário e o crédito. “As cooperativas de produção estão evoluindo muito e as paranaenses, como a Coamo, Lar e C.Vale, estão investindo em outros estados como Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul. Nós estamos sentindo que essas cooperativas estão incomodando grupos grandes, as multinacionais, no setor de grãos e carnes. Então, é claro que eles farão seu lobby político no Congresso Nacional. Assim, a Ocepar deve, junto com a OCB, lutar para que as cooperativas não sejam prejudicadas, principalmente no seu ato cooperativo. E aí entra as cooperativas de crédito também. Os outros bancos estão sentindo que elas estão crescendo muito no Brasil, expandindo, entrando em outras regiões onde não tinha ainda nenhum agente financeiro. Então, há um avanço muito grande das cooperativas de crédito e elas também necessitam desse apoio das nossas entidades de representação”, frisou.

Sobre a cooperativa - Em 5 de dezembro de 2020, a Coagro completou 50 anos de fundação. A cooperativa encerrou o exercício passado com 5.123 cooperados e faturamento de R$ 415 milhões. Apesar da pandemia, a cooperativa obteve bons resultados em 2020. A rede de supermercados aumentou as vendas em 12,50% em relação a 2019. A produção de soja e milho foi a maior já recebida pela Coagro. “Somando com o trigo, ultrapassamos 3 milhões e 200 mil sacas, aumento de 20%. Os preços simplesmente explodiram com a grande demanda mundial por alimentos. Com a produção alta e os preços valorizados, o produtor investiu na demanda de insumos, principalmente fertilizantes. Nosso setor de vendas aumentou 30% em relação a 2019”, assinala o presidente da cooperativa na mensagem do Conselho de Administração publicada no Relatório Anual 2020.

Evolução - Ainda de acordo com o documento, a Fábrica de Rações evoluiu na produção em mais de 31% e, para 2021, e a expectativa é crescer mais ainda. Na área de investimentos, a Coagro concluiu uma nova unidade no Trevo de Marcianópolis, que começou a funcionar em julho de 2020. “Com a produção maior e preços altos e a demanda em todos os setores de vendas, tivemos um faturamento maior em 47% e o resultado final aumentou em 77%, aumentando o nosso capital de giro próprio acima de 80%”, destaca ainda Waclawovsky. Clique aqui e confira na íntegra o Relatório de Atividades 2020 da Coagro.

Jubileu de Ouro - A Ocepar completou 50 anos no dia 2 de abril de 1971. Em comemoração ao Jubileu de Ouro, o Informe PR Cooperativo está divulgando matérias com o objetivo de destacar fatos ligados a essas cinco décadas de história e ao cooperativismo paranaense também. Nessas últimas edições, os presidentes de cooperativas que fundaram a Ocepar e que ainda estão atuantes estão fazendo uma avaliação sobre o trabalho que a entidade vem realizando durante esse período, em defesa do cooperativismo paranaense e com o intuito de promover o desenvolvimento do setor. 

COOPERATIVAS FUNDADORAS DA OCEPAR

  1. Cooperativa Agropecuária Guarany Ltda
  2. Cooperativa de Transportes, Cargas e Anexos de Paranaguá
  3. Cooperativa de Consumo dos Rodoviários de Maringá Ltda
  4. Cooperativa Central Agrária Ltda
  5. Cooperativa Mista Agropecuária Witmarsum Ltda
  6. Cooperativa de Consumo dos Funcionários da Cia Cacique de Café Solúvel
  7. Cooperativa Agrícola Consolata Ltda
  8. Cooperativa Agropecuária Mista de Laranjeiras do Sul
  9. Cooperativa Agrícola Cotia Norte do Paraná
  10. Cooperativa Agrícola Irati Ltda
  11. Cooperativa Mista 26 de Outubro Ltda
  12. Cooperativa de Consumo do 14º Distrito Rodoviário
  13. Cooperativa Agropecuária Batavo Ltda
  14. Cooperativa Mista Francisco Beltrão Ltda
  15. Cooperativa Agropecuária Capanema
  16. Cooperativa de Consumo de São Mateus do Sul Ltda
  17. Cooperativa Agropecuária Sabadi Ltda
  18. Cooperativa Agrícola do Oeste Ltda
  19. Cooperativa Agrícola Mista Rondon Ltda
  20. Cooperativa Agrícola Mista Palotina Ltda
  21. Cooperativa Agrícola Cotia Sul do Paraná
  22. Cooperativa Mista dos Fornecedores de Lenha Brasil Ltda
  23. Cooperativa Agropecuária Sudoeste Ltda
  24. Cooperativa Agropecuária Cascavel Ltda
  25. Cooperativa de Consumo dos Empregados da Cia Fiat Lux Ltda
  26. Cooperativa Central Agrícola Sul do Brasil de Curitiba Ltda
  27. Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de Nova Londrina Ltda
  28. Cooperativa Mista dos Ruralistas de Ponta Grossa Ltda
  29. Cooperativa Mista Agropecuária de Guarapuava Ltda
  30. Cooperativa Agrícola Mista Cerro Azul Ltda
  31. Cooperativa Central Agrícola dos Cafeicultores do Paraná
  32. Cooperativa do Livro dos Acadêmicos e Profissionais de Agronomia e Veterinária do Paraná
  33. Cooperativa Central de Latícinios do Paraná Ltda
  34. Cooperativa Agro-Malte Paraná Ltda

 

COVID-19: Confira os novos destaques da área destinada ao coronavírus no Portal PR Cooperativo

covid 09 04 2021A Área Covid-19 do Portal Paraná Cooperativo é atualizada toda sexta-feira com as notícias que foram destaques durante a semana no Informe Paraná Cooperativo e na Rádio Paraná Cooperativo. Lá, é possível acessar também os comunicados do Comitê de Acompanhamento e Prevenção da Covid-19 do Sistema Ocepar. Há ainda uma seção de perguntas e respostas, com esclarecimentos relativos à pandemia. Clique aqui e confira.

 

SISTEMA OCB: Aprovado Plano de Ação da Câmara 4.0

sistema ocb I-09 04 2021Com o objetivo de integrar entidades da iniciativa privada, universidades e institutos de ciência e tecnologia em ações de expansão da internet no meio rural, e também de aquisição de tecnologias e serviços inovadores no ambiente rural, foi criada, em outubro de 2019, a Câmara Agro 4.0.

Integrantes - Fazem parte do Conselho Superior da Câmara Agro 4.0: a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), os Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Ciência e Tecnologia (MCTI), e também a Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Representantes do Ministério das Comunicações também estiveram presentes na reunião do grupo que ocorreu na quarta-feira (07/04).

Pauta - A pauta do encontro foi o Plano de Ação da Câmara para o quadriênio 2021-2024, que foi apresentado ao Conselho Superior pelo Coordenador-Geral de Inovação Aberta do Mapa, Daniel Trento. O Plano tem a função de atuar como instrumento indutor do uso de conceitos e práticas relacionados à Agro 4.0 e foi aprovado pelo grupo.

Foco - O foco principal das etapas está na promoção de ações voltadas à expansão da Internet no campo, e também na aquisição de tecnologias e serviços inovadores no ambiente rural. “Trabalho, este, que a OCB vem dando total incentivo às cooperativas, com a condução de programas como o Inovacoop, por exemplo”, comentou o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.

Ações - Para alcançar este objetivo, o Plano lista ações e iniciativas para superar os desafios elencados pela Câmara Agro 4.0:

- Introduzir o uso de tecnologias do Agro 4.0 nas pequenas, médias e grandes propriedades;

- Garantir instrumentos para que soluções de empresas de base tecnológica, startups e integradoras possam ser ofertadas e disponibilizadas diretamente aos pequenos, médios e grandes produtores;

- Assegurar estabilidade e volume de recursos a custo adequado para implementação de iniciativas para o Agro 4.0;

- Identificar e desenvolver soluções para o Agro 4.0, adequadas ao agronegócio; e

- Evitar a sobreposição de esforços individuais de instituições públicas e privadas para solucionar necessidades e demandas do Agro 4.0 no Brasil.

Eixos - O Plano de Ação que norteará as iniciativas para o período de 2021/2024, está focado em 4 eixos prioritários:

- Desenvolvimento, Tecnologia e Inovação

- Desenvolvimento Profissional

- Cadeias Produtivas e Desenvolvimento de Fornecedores

- Conectividade no Campo

Grupos de Trabalho - Para implementação do Plano, foram criados Grupos de Trabalho com representantes de instituições públicas, privadas, da academia, indústria e instituições representativas.

Edital - Um dos resultados recentes da Câmara foi o Edital Agro 4.0, lançado pela ABDI em parceria com o Mapa, MCTI e ME que premiou com R$ 4,8 milhões 14 projetos-piloto para o desenvolvimento e difusão de tecnologias digitais, assim como proporcionou a identificação de modelos viáveis de implantações tecnológicas a serem executados junto as cadeias agropecuárias. (OCB, com informações do Mapa)

 

COOPERATIVISMO: Panorama Coop traz análises da semana sobre os principais fatos de interesse do setor

cooperativismo 09 04 2021Desde março de 2020, o Sistema OCB publica, semanalmente, análises sobre vários temas e seus impactos para as cooperativas. São informações que tratam de política, economia, reforma tributária, pleitos do cooperativismo em tramitação no Congresso Nacional, normativos e medidas tributárias publicadas pelo governo. Neste ano, essas análises passaram a ser divulgadas por meio do Panorama Coop, uma newsletter atualizada todas as quintas-feiras.

Desafios - O boletim desta semana traz os desafios para a retomada da economia em todo o mundo, que vem de mãos dadas com a vacinação em massa. Além disso, nas notícias em destaque, a criação de lei de recuperação judicial para as coops, matéria divulgada no jornal Valor Econômico, e a eleição dos Comitês Nacionais de Jovens e Mulheres.  

Análise Econômica - A primeira análise econômica do mês de abril traz os principais desafios para a retomada da economia global, aliados à corrida pelas vacinas. No Brasil, a taxa de desemprego registrou novo recorde, mas a expectativa de reversão desse cenário ganha força com a aprovação da nova rodada do auxílio emergencial e o avanço da vacinação pelo país. Confira também, nesta edição, como os principais indicadores de desempenho do cooperativismo reforçam bons resultados e sustentabilidade para o nosso modelo de negócios.

Acesse a Análise Econômica

Clique aqui e acesse todas as análises anteriores!

Coops querem lei de recuperação judicial própria O setor cooperativista quer criar uma lei específica para a recuperação judicial e falência das cooperativas. Parlamentares e juristas já articulam ideias no Congresso Nacional, e representantes do segmento afirmam que a mudança, se ocorrer, deve melhorar o ambiente de crédito para as cooperativas, em especial as pequenas e médias. Saiba mais!

Você é pesquisador em cooperativismo? Agarre essa oportunidade - O evento que estimula o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas sobre as cooperativas, contribuindo com o crescimento do setor – e do país – já tem data marcada pra 2021. A 6ª edição do Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo (EBPC) será entre os dias 2 e 6 de agosto, sediada em Brasília, mas com transmissão online e ao vivo para o mundo. O tema deste ano? Ações coletivas e resiliência: inovações políticas, socioeconômicas e ambientais. Saiba mais!

Comitês de jovens e mulheres têm representantes eleitos - Os Comitês Nacionais de Jovens e Mulheres, instituídos em setembro do ano passado – cumprindo uma das metas definidas no 14º CBC – elegeram nesta quarta-feira (7/4) os seus coordenadores junto ao Sistema OCB. As chapas foram definidas no início do mês de março. Por meio de votação eletrônica, realizada pelo aplicativo Curia, o Comitê Nacional de Jovens Cooperativistas e o Comitê Nacional de Mulheres Cooperativistas agora têm seus representantes definidos. Clique abaixo para saber quem são! Saiba mais!

Clique aqui e confira o Panorama Coop em versão digital

 

INTEGRADA: O cuidado com a produção vai além das lavouras

Fila de carretas de soja nas unidades de recebimento de grãos é uma cena corriqueira no mês de março, quando os produtores realizaram a colheita e posteriormente a entrega na cooperativa.

Eficiente - E este processo de entrega precisa ser eficiente, ágil e seguro. Neste contexto, a Integrada Cooperativa Agroindustrial vem, ao longo do tempo, conquistando a confiança dos produtores rurais associados, responsáveis por 1% da safra brasileira, por 6% da safra paranaense e por 2% da safra de São Paulo.

Produtividade maior - Com uma assistência técnica altamente especializada, safra a safra, a produtividade tem sido cada vez maior, com um alto investimento em insumos de qualidade, tecnologia e inovação.

Volume recorde - Para 2021 é esperado mais um volume recorde de soja nas unidades de recebimento da Integrada: 23 milhões de sacas, um milhão a mais que a safra de verão de 2020.

Operações - “No ano passado, mesmo com o cenário de pandemia, nós conseguimos manter nossas operações e chegamos a receber 22 milhões de sacas de soja e 18 milhões de sacas de milho, além do trigo e de outros produtos. Por isso investimos em melhorias no recebimento para atender ainda melhor nossos associados”, explica Jorge Hashimoto, diretor presidente da Integrada.

Investimento - Com um volume de produção cada vez mais crescente, a Integrada vem, ao longo dos anos, investindo na capacidade estática e na qualidade de máquinas e equipamentos utilizados nos processos de armazenamento. Atualmente a capacidade estática da cooperativa é de 1,127 milhão de toneladas, com armazéns distribuídos nas 65 unidades de recebimento no Paraná e em São Paulo.

Melhorias - Durante o ano de 2020, foram R$ 53 milhões destinados a ampliação, adequação e construções de novos armazéns, totalizando 97 obras em todas as 15 regionais onde atua.

Guaíra - A Unidade de Recebimento de Bela Vista do Oeste, da Regional Guaíra (PR), recebeu um aporte de R$6,4 milhões para aumentar em 12 mil toneladas a capacidade de recebimento da produção.

Paiquerê - Em Paiquerê, distrito de Londrina (PR), foi inaugurada uma unidade de transbordo para atender cooperados e produtores rurais do distrito e também de Irerê, Guairacá e Maravilha. O novo transbordo teve um investimento de R$ 4,4 milhões, e está preparado para recebimento da produção da região, realizando a transferência para a Unidade de Londrina, onde é processada a secagem e armazenagem.

Floraí - Também foi inaugurada, em 2020, a segunda Unidade de Recebimento de Floraí, na regional Maringá, com um investimento de R$13,8 milhões, sendo a unidade mais moderna da cooperativa. Com uma capacidade estática de 13.500 toneladas, a UR Floraí II conta com duas linhas de recebimento de 120 toneladas/hora, um tombador de recebimento para carreta bitrem, um secador de 125 t/hora, entre outras tecnologias embarcadas.

Mais - As melhorias também incluem adequação de elevadores, máquinas de limpeza, instalação de câmeras de monitoramento, ventiladores, trilhadeiras de soja, e tombador para bitrem. “Entre as melhorias, também estão a instalação de balanças mais modernas e maiores, que atendam melhor o produtor que chega nas unidades”, explica o gerente operacional Edson Munhoz.

Novos projetos - Para este ano, está previsto um orçamento de R$ 56 milhões para novos projetos, incluindo a ampliação da capacidade estática, de secagem e modernização de equipamentos. Um desses processos é a substituição do sistema de secagem, de lenha para cavaco (madeira triturada), que trará maior economia e agilidade. “Além de ser mais barato, o cavaco provoca menos estragos nas fornalhas, ocupam menos espaço de armazenagem, além de ser automatizado mantendo a temperatura uniforme e utilizar menos mão-de-obra”, ressalta Munhoz.

Planejamento estratégico - Como parte do Planejamento Estratégico para o ciclo 2021 – 2025, os investimentos no setor de recebimento da produção devem chegar a R$ 217 milhões. “A nossa meta é passar de 65 para 70 unidades de recebimento, e ampliar a nossa capacidade estática em 218 mil toneladas nos próximos 5 anos. Tudo isso para melhorar o negócio do produtor, que é plantar e colher mais. E nós precisamos acompanhar essa demanda com alta qualidade”, finaliza Munhoz.

Mais - Saiba mais em www.integrada.coop.br. (Imprensa Integrada)

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COCAMAR I: Paolinelli é convidado do Ciclo de Debates

Uma das personalidades mais marcantes e representativas do agronegócio brasileiro, o ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, cujo nome foi indicado para a edição 2021 do Prêmio Nobel da Paz, é o convidado da 16ª jornada do Ciclo de Debates Cocamar, no dia 25 deste mês.

Tema - Respeitado em todo o mundo como um dos principais responsáveis pela histórica guinada empreendida pelo setor a partir da época em que esteve no governo, Paolinelli vai falar sobre Evolução da Agricultura Tropical e Sustentável.

Protagonismo - Com planejamento e visão de futuro, o ex-ministro estruturou a Embrapa e contribuiu de forma decisiva para que o Brasil, até então dependente da importação de alimentos, se tornasse um dos maiores produtores mundiais.

Mediadores - Agendado para começar às 16h30, o Ciclo de Debates Cocamar vai contar com a participação do presidente do Conselho de Administração, Luiz Lourenço, e do gerente executivo técnico, Renato Watanabe.

Prestígio internacional - Atual presidente executivo da Abramilho e padrinho do inovador programa de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), Alysson Paolinelli desfruta de reconhecimento internacional e está presente nos principais fóruns que debatem as tendências e desafios do agro nacional.

Facilidade - Virtual, o Ciclo de Debates começou a ser implementado no ano passado como forma de levar informação de qualidade aos produtores cooperados, a respeito dos mais variados temas ligados aos seus negócios. Entre outras vantagens, a praticidade do formato on-line possibilita que participe da iniciativa um número bem maior de produtores, entre outros interessados, na comparação com um evento presencial. (Imprensa Cocamar)

COCAMAR II: Encontro sobre Carne Precoce será realizado dia 15 de abril

O Primeiro Encontro Carne Precoce Cocamar, a ser promovido no dia 15 de abril, às 16h, em formato virtual, vai abordar assuntos relacionados ao mercado pecuário brasileiro, bem como a relação entre a cooperativa e seus produtores em uma das áreas de negócios de maior sucesso na atividade agropecuária.

Informações - Desde setembro do ano passado a cooperativa vem implementando o seu Programa de Carne Precoce, em parceria com o Frigorífico Argus, e o Encontro visa, também, levar informação de qualidade para a rede de relacionamento da Cocamar.

Abertura e perspectivas de mercado - A programação prevê, na abertura, uma apresentação a ser feita pelo gerente executivo técnico, Renato Watanabe, e o superintendente de negócios, Anderson Alves Bertolleti, seguido de uma análise das tendências para o mercado de carne em 2021, com o especialista Thiago Bernardino, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP).  

Conteúdo - A agenda do Encontro inclui, ainda, a participação de Pedro Sávio, gerente de pecuária da Cocamar, que vai discorrer sobre como aumentar a produtividade na pecuária produzindo animais precoces; de Luiz Henrique Abreu, médico-veterinário da cooperativa, a respeito das premissas e vantagens do Programa Carne Precoce Cocamar; Luiz Tiossi, diretor do Grupo Argus, sobre os principais aspectos para a comercialização de carnes premium – do campo à mesa; e Antonio Coutinho, gerente de produtos da empresa Vetoquinol Saúde Animal.

Depoimentos - Os pecuaristas Epaminondas de Camargo, de Congoinhas, e Luis Paulo Lorenzetti, de Paranavaí, estarão falando sobre a sua participação no Programa Carne Precoce Cocamar.

Serviço - Inscrições pelo link http://bit.ly/eventococamar. (Imprensa Cocamar)

UNIPRIME: Invista seu dinheiro sem sair de casa

uniprime 09 04 2021Desde o início de fevereiro, a cooperativa disponibilizou no APP Uniprime Mobile Banking os produtos RDC, Letra Financeira (LF), Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Poupança e Capital, permitindo aos cooperados realizar e gerenciar seus investimentos pelo celular, sem burocracia e com apenas alguns cliques.

Intuitivo - “O módulo de investimentos está muito intuitivo e de fácil entendimento para os cooperados. Nele estão as opções de aplicar, resgatar e consultar extratos das aplicações que o cooperado possui de acordo com suas respectivas regras”, conta Rodrigo Oliveira da Cruz, Analista de Negócios em TI da Uniprime.

Vantagens - A nova função traz inúmeras vantagens aos cooperados, que agora conseguem diversificar e acompanhar suas aplicações de forma muito prática e 100% digital. “Outro benefício é que todos os investimentos ficaram centralizados em uma área no APP, permitindo que o cooperado tenha uma visão geral do resumo já na tela inicial, sem precisar ficar navegando em outras áreas do aplicativo para saber o valor total de suas aplicações”, completa Vinícius Evangelista de Souza, Analista de Desenvolvimento Java da Uniprime.

Acesso - Ainda não tem o APP Uniprime Mobile Banking? O aplicativo do ícone azul está disponível no Google Play (Android) e App Store (iOS). (Imprensa Uniprime)

 

UNIMED PONTA GROSSA: Ovos de Páscoa são entregues para instituições

unimed ponta grossa 09 04 2021No último fim de semana, a Unimed Ponta Grossa concluiu a entrega de mais de 1.100 ovos de chocolate para 10 instituições beneficentes de Ponta Grossa (PR) e dos municípios da área de ação da cooperativa.

Espetáculo - Assim como em 2020, devido à pandemia, neste ano, O Espetáculo de Páscoa, como é chamada a ação que existe há mais de 20 anos, precisou ser realizada sem a celebração com o coelhinho da Páscoa e sem a participação de colaboradores e médicos voluntários.

Arrecadação - A arrecadação para a compra dos ovos é feita a partir da contribuição mensal voluntária dos mais de 500 médicos cooperados da Unimed Ponta Grossa, que também possibilita a realização de outras ações solidárias durante o ano.

Distribuição - Em Ponta Grossa, os chocolates foram distribuídos para a Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais (Apadevi), Associação Assistencial Espírita Messe de Amor, Associação de Proteção aos Autistas (Aproaut), Jovens com uma Missão (Jocum), Casa Lar São José e Lar das Vovozinhas Balbina Branco.

Área de ação - Já na área de ação, a entrega foi feita para o Grupo de Amigos de TB (Telêmaco Borba), Centro de Assistência Social Maria Imaculada (Jaguariaíva), Casa da Criança e do Adolescente Padre Marcelo Quilici (Castro), e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Palmeira). (Imprensa Unimed Ponta Grossa)

 

FINANCIAMENTO I: Nova modalidade de Crédito de Recebíveis do Agronegócio conta com garantia do BNDES

financiamento 09 04 2021O Crédito de Recebíveis do Agronegócio (CRA) garantido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi lançado nesta quinta-feira (08/04). No CRA Garantido, como está sendo chamada a operação, o BNDES entra como garantidor da operação, o que gera concorrência no mercado, reduzindo os riscos da operação e, consequentemente, as taxas de juros aos produtores.

Finalidade - A finalidade é aumentar as fontes de crédito para os produtores rurais, inclusive para renegociação de dívidas. O projeto piloto desta nova modalidade está sendo realizado pela Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial, que reúne 7,7 mil produtores cooperados de 32 municípios do norte do Rio Grande do Sul.

Soma de esforços - “O CRA Garantido é o somatório de esforços que fez nascer essa ferramenta tão importante e inédita para o nosso agronegócio. Que ele sirva de exemplo para outras cooperativas e para que outros bancos e seguradoras também possam entrar. Precisamos de muita gente, o agro cresceu muito. Temos poucos recursos oficiais, que têm que ser dirigidos para os pequenos e médios produtores”, disse a Ministra Tereza Cistina, na live de lançamento da nova modalidade.

Primeira operação - “Esta é a primeira operação em que o BNDES atua como garantidor. Esse instrumento de garantia, ainda pouco explorado no Brasil, vai nos permitir apoiar pequenos e médios empreendedores, não só no setor da agropecuária, mas nas mais diversas indústrias Brasil afora”, disse o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, ressaltando que o instrumento também democratiza o crédito no Brasil.

Caminho mais efetivo - O secretário adjunto de Política Agrícola do Mapa, José Ângelo Mazzillo Júnior, explica que esse mecanismo “concretiza um caminho mais efetivo de como o Estado deve estimular o mercado de crédito para o agronegócio brasileiro: como garantidor de instrumentos de crédito, mitigando riscos para o investidor e permitindo maior acesso pelos produtores rurais a um crédito menos oneroso”.

Disruptivo - “Esse mecanismo é disruptivo, pois os produtores passam a ter uma alternativa de crédito privado, criando um concorrente que antes não existia. Os recursos podem ser captados no mercado financeiro brasileiro e no exterior”, declarou o presidente da Farsul, Gedeão Pereira.

Nova Lei - O incentivo a mecanismos de financiamento privado, via mercado de capitais, com investimento estrangeiro no agronegócio brasileiro foi intensificado pela Nova Lei do Agro (Lei 13.986/2020), em vigor há pouco mais de um ano.

Como funciona o CRA Garantido? - A Bolsa de Valores do Brasil, a B3, define o CRA como um título de renda fixa lastreado em recebíveis originados de negócios entre produtores rurais, ou suas cooperativas, e terceiros, abrangendo financiamentos ou empréstimos relacionados à produção, à comercialização, ao beneficiamento ou à industrialização de produtos, insumos agropecuários ou máquinas e implementos utilizados na produção agropecuária.

Na prática - Na prática, funciona da seguinte forma: produtores rurais que precisam comprar insumos negociam com a empresa fornecedora a compra do produto a partir de uma Cédula de Produto Rural (CPR), principal título de financiamento do sistema de crédito agrícola e que serve como lastro para a emissão do CRA.

Longo prazo - A empresa que ficou de receber o valor pela venda do insumo a longo prazo, caso queira, pode adiantar os recebíveis. Ela, então, procura uma securitizadora - que pagará em dinheiro o valor que seria recebido futuramente e transforma esses créditos em títulos de renda fixa, os CRAs, que serão disponibilizados para negociação no mercado de capitais. Ao adquirir esses títulos, os investidores recebem uma remuneração prefixada, na maioria das vezes, com rendimento superior ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

Bons rendimentos - O CRA tem atraído os investidores pelos bons rendimentos que oferece. Todavia, como típico instrumento de mercado de capitais, não recebe a proteção do Fundo Garantidor de Créditos. É aí que o CRA Garantido apresenta seu diferencial: o BNDES passa a ser o garantidor do crédito, gerando mais segurança à operação. (Mapa)

 

FINANCIAMENTO II: BRDE estreia no Plano Safra 2020/21 com Programa Equaliza Agro

financiamento II 09 04 2021O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) estreia no Plano Safra 2020/21 com equalização de juros com recursos próprios. A novidade se soma aos limites do BNDES, dando oportunidade maior de financiar a agricultura dos três estados do Sul – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Habilitados - Os dois únicos bancos que se habilitaram foram o BRDE e o Banrisul. Eles passam a integrar o grupo que já tinha acesso – Banco do Brasil, BNDES, Sicredi, Banccob, e Cresol. A operação, prevista pela nova Lei do Agro, permite que os bancos tenham caixa para financiar investimentos com equalização de juros para pequenos e grandes produtores.

Processo importante - “Esse é um passo muito importante para o BRDE. Mas, além disso, é legal considerar que, apesar de conseguirmos esse montante equalizado, o banco ainda precisa correr atrás de outras fontes de recursos para ampliar a oferta de crédito”, afirma o vice-presidente e diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley Lipski.

Agronegócio - Desde o final da década de 90, o BRDE possui clientes da área do agronegócio, como as 20 maiores cooperativas agropecuárias do Paraná. “Queremos garantir aos produtores um recurso novo. Por isso, ficamos muito satisfeitos com esta abertura”, afirmou Bley.

Faturamento - Atualmente, os clientes do BRDE no ramo faturam em média R$ 300 milhões por ano, cada um, e uma carteira de R$ 13,5 bilhões. Por isso, o BRDE quer ampliar o volume de equalização operado em 2021/22.

Empréstimos - De julho de 2020 até agora, o banco já emprestou R$ 846 milhões, enquanto nos 12 meses da temporada 2019/20 o montante foi R$ 783 milhões. “Já aumentou o desembolso nas linhas no Plano Safra e devemos chegar a R$ 1 bilhão”, confirmou Bley.

Plano Safra - Por meio do Plano Safra, o governo federal incentiva a produção sustentável no País, que se prepara para a retomada econômica com mais recursos e melhores condições de financiamento, a juros mais baixos. Com foco nos pequenos e médios produtores rurais, o governo destinou para a nova safra R$ 236,3 bilhões, R$ 13,5 bilhões a mais em relação a 2019.

Investimentos - Os investimentos foram ampliados em 30%, mesmo percentual acrescido ao seguro rural, que soma R$ 1,3 bilhão. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Divulgação BRDE

 

INFRAESTRUTURA: Porto de Paranaguá prevê investir quase R$ 1 bilhão para se adaptar à Nova Ferroeste

infraestrutura 09 04 2021O Porto de Paranaguá é um dos principais atores dentro do projeto da Nova Ferroeste. É no terminal marítimo que vai desembocar a maior parte da produção que passará pelo ramal ferroviário de 1.285 quilômetros, idealizado para ter ponto inicial em Maracaju, no Mato Grosso do Sul. O planejamento do complexo prevê investimentos de mais de R$ 920 milhões nos próximos anos.

Expectativa - A expectativa, de acordo com os técnicos responsáveis pela elaboração dos estudos de traçado e demanda, é que nova ligação férrea seja capaz de transportar 35 milhões de toneladas por ano – ou aproximadamente 2/3 da produção da região, dos quais 74% seriam de cargas destinadas para a exportação. Ou seja, o Porto de Paranaguá precisa estar preparado para vencer a demanda.

Certeza - “Uma coisa eu tenho certeza: não vai faltar ferrovia para o porto e não vai faltar porto para a ferrovia”, afirma o coordenador do Grupo de Trabalho Ferroviário do Estado do Paraná, Luiz Henrique Fagundes.

Investimento - O planejamento da administração portuária paranaense prevê investir pesado para adaptar o Porto de Paranaguá à Nova Ferroeste. O principal deles é o chamado Moegão Leste. O projeto prevê unificar a recepção de cargas ferroviárias.

Ponto fixo- Em vez de precisar desmembrar a composição e descarregar em dez terminais diferentes (1 público e 9 privados) como é feito atualmente, todo o material será deixado em um ponto fixo. De lá, por esteiras transportadoras, é encaminhado ao respectivo terminal.

Valor - O investimento é de R$ 450 milhões, com recursos do Governo do Estado. A previsão é que a licitação do projeto ocorra no segundo semestre deste ano. A partir daí, são 24 meses de obra. “Serão dois grandes estados produtores descarregando no Porto de Paranaguá. Nosso dever é melhorar e otimizar o terminal. Esse projeto do Moegão, por exemplo, tem capacidade para recepcionar 20 milhões de toneladas por ano”, afirma o diretor-presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Outras ações - Além do Moegão, a Portos do Paraná administra outros seis projetos atualmente. São mais R$ 474 milhões em melhorias no terminal e arredores. A readequação do sistema de drenagem pluvial da faixa portuária e dos silos (obra em cinco lotes), representa um aporte de R$ 17,4 milhões.

Orçamento - O orçamento do projeto executivo para restauração da Avenida Ayrton Senna, entre o entroncamento com a BR-277 e o porto, ficou em R$ 1,67 milhão. São mais R$ 28,25 milhões nas obras de recuperação e proteção da estrutura do Píer Público de Inflamáveis. Já o programa de dragagem de manutenção continuada (para cinco anos) significa a maior parte do bolo: R$ 403,3 milhões.

Correx - Por fim, estão reservados mais R$ 451,3 mil na execução do projeto básico da remodelação do Corredor de Exportação (Correx), com um novo sistema integrado. “É fundamental para a nossa existência ter uma matriz logística racional, com a diminuição de custos para se tornar mais competitivo”, diz Garcia.

Ferrovia - O projeto busca implementar o segundo maior corredor de transporte de grãos e contêineres do País, unindo dois dos principais polos exportadores do agronegócio brasileiro. Apenas a malha paulista teria capacidade maior.

Maracaju - Pelo planejamento, será construída uma estrada de ferro entre Maracaju, maior produtor de grãos do Mato Grosso do Sul, até Cascavel, no Oeste Paranaense. De lá, o trem segue pelo atual traçado da Ferroeste com destino a Guarapuava – os 246 quilômetros de ferrovias atuais serão modernizados –, até se ligar a uma nova ferrovia que vai da região Central do Estado ao Porto de Paranaguá, cortando a Serra do Mar. Há previsão, ainda, de um novo ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu.

Estudos de viabilidade - A expectativa é que os estudos de viabilidade sejam finalizados em setembro e os estudos de impacto ambiental em novembro. Com isso, a ideia é colocar a ferrovia em leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3), com sede em São Paulo, logo na sequência. O consórcio que vencer a concorrência será também responsável pelas obras. O investimento estimado é de R$ 20 bilhões. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: José Fernando Ogura / AEN

 

IPCA: Inflação fica em 0,93% em março, maior alta para o mês desde 2015

ipca destaque 09 04 2021Em março, a inflação foi de 0,93%, a taxa mais alta para o mês desde 2015, quando atingiu 1,32%. O índice acumula variação de 2,05% no ano e de 6,10% nos últimos 12 meses. Os principais impactos vêm dos aumentos nos preços de combustíveis (11,23%) e do gás de botijão (4,98%). Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (09/04), pelo IBGE.

Reajustes - “Foram aplicados sucessivos reajustes nos preços da gasolina e do óleo diesel nas refinarias entre fevereiro e março e isso acabou impactando os preços de venda para o consumidor final nas bombas. A gasolina nos postos teve alta de 11,26%, o etanol, de 12,59% e o óleo diesel, de 9,05%. O mesmo aconteceu com o gás, que teve dois reajustes nas refinarias nesse período, acumulando alta de 10,46%, e agora o consumidor percebe esse aumento”, explica o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov.

Maior impacto - A gasolina foi o item que contribuiu com o maior impacto no IPCA de março (0,60 ponto percentual). Sendo que São Luís (MA) teve a menor variação (6,32%), dentre as 16 localidades pesquisadas, no preço da gasolina ao consumidor. Já o Rio de Janeiro (RJ) foi onde os motoristas mais sentiram no bolso (14,45%) esse reajuste.

Rio de Janeiro- O Rio de Janeiro teve, inclusive, outros aumentos que impactaram a inflação de março. Um deles foi o das passagens de trem, que subiram 6,38% em 23 de fevereiro, resultando em uma alta de 3,57% no custo dos transportes na capital fluminense. E houve também reajustes de 4,66% e 4,50% nas concessionárias de energia, em 15 de março, e 3,50% no gás encanado, no dia 1º de fevereiro, contribuindo para uma alta de 0,77% nos custos de habitação do carioca.

Índices regionais- No que diz respeito aos índices regionais, todas as áreas pesquisadas apresentaram variação positiva. Sendo que o maior resultado ficou com o município de Goiânia (1,46%), onde pesaram as altas de 13,65% na gasolina e 18,43% no etanol. E o menor índice foi observado na região metropolitana do Recife (0,62%), principalmente por conta das quedas na energia elétrica (-2,23%) e no tomate (-21,03%).

Alimentação e bebidas - Uma boa notícia para o consumidor é que a inflação do grupo Alimentação e bebidas (0,13%) vem desacelerando. O preço continua subindo, mas sobe menos a cada mês. As variações anteriores foram de 1,74% em dezembro, 1,02% em janeiro e 0,27% em fevereiro.

Desaceleração - “Os alimentos tiveram alta de 14,09% em 2020, mas, desde dezembro, apresentam uma tendência de desaceleração. Alguns fatores contribuem para isso, como uma maior estabilidade do câmbio e a redução na demanda por conta da suspensão do auxílio emergencial nos primeiros meses do ano”, comenta Kislanov.

Em casa - Para quem só está comendo em casa, os preços caíram de fato: a alimentação no domicílio teve queda de 0,17%, enquanto a alimentação fora do domicílio teve alta de 0,89%. Recuos nos preços do tomate (-14,12%), da batata-inglesa (-8,81%), do arroz (-2,13%) e do leite longa vida (-2,27%) baratearam as refeições em casa. Mas as carnes (0,85%) seguem em alta, embora a variação tenha sido inferior à de fevereiro (1,72%).

INPC varia 0,86% em março - Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), subiu 0,86%, resultado levemente acima do de fevereiro (0,82%) e também o maior índice para um mês de março desde 2015, quando o INPC variou 1,51%. No ano, o indicador acumula alta de 1,96% e, em 12 meses, de 6,94%.

Alta - Nesse índice, os produtos alimentícios subiram 0,07% em março, abaixo do resultado de 0,17% observado no mês anterior. Já os não alimentícios tiveram alta de 1,11%, enquanto, em fevereiro, haviam registrado 1,03%.

Sobre a pesquisa - O Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC) produz o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que tem por objetivo medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo das famílias.

População - Atualmente, a população-objetivo do IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto a do INPC abrange as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas áreas urbanas das regiões de abrangência do SNIPC: regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. (Agência IBGE de Notícias)

FOTO: Roque de Sá / Agência Senado

 

ipca tabela 09 04 2021

 

IPEA: Trabalhadores por conta própria foram os mais prejudicados pela pandemia em 2020

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quinta-feira (08/04) uma análise sobre o impacto da pandemia de Covid-19 no mercado de trabalho que aponta os trabalhadores por conta própria como os mais prejudicados em termos de queda de rendimento no ano passado. Eles receberam apenas 76% da renda habitual no segundo trimestre de 2020 e, no quarto trimestre, atingiram 90%. Os dados foram calculados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Percentual - Os trabalhadores privados sem carteira, por sua vez, receberam 87% da renda habitual no segundo trimestre e 96% no quarto trimestre de 2020. A análise da renda efetiva nos três últimos meses do ano passado indica que ela caiu inclusive entre os trabalhadores privados com carteira (-1,4%) e os do setor público (-0,2%), chegando a 6,7% de redução para aqueles por conta própria.

Efeitos potenciais - Para Sandro Sacchet, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e autor do estudo, o fato de ter havido queda nos rendimentos efetivos em alguns grupos de trabalhadores no quarto trimestre "sinaliza potenciais efeitos do início da segunda onda de Covid-19 no país, cujos impactos poderão ser compreendidos quando forem divulgados os dados no primeiro trimestre de 2021".

Faixa de renda - Na análise por faixa de renda, o documento aponta um aumento de 25% para 31,5% no total de domicílios sem renda do trabalho entre o primeiro e o segundo trimestres de 2020. No quarto trimestre, a proporção chegou a 29%, mostrando uma recuperação lenta do nível de ocupação. O estudo também apresenta as variações trimestrais da renda habitual e da renda efetiva por macrorregião, faixa etária, gênero e escolaridade.

Horas trabalhadas - A pandemia não afetou a quantidade de horas habitualmente trabalhadas, que manteve-se em 39,5h por semana em 2020. No entanto, no segundo trimestre do ano observou-se forte queda nesse indicador, que atingiu apenas 78% das horas habituais, correspondentes a 30,7h semanais. O impacto foi maior entre os informais do setor público (72%) e os trabalhadores por conta própria (73%). No quarto trimestre, esses dois tipos de vínculo registraram 92% e 94% das horas habitualmente trabalhadas, respectivamente. (Assessoria de Imprensa do Ipea)

Acesse a íntegra da nota de conjuntura

CÂMBIO: Dólar cai para R$ 5,57 e fecha no menor valor em duas semanas

cambio 09 04 2021Num dia de otimismo no mercado financeiro, o dólar voltou a fechar abaixo de R$ 5,60 e atingiu o menor valor em mais de duas semanas. A bolsa de valores emendou a segunda alta consecutiva e encerrou acima dos 118 mil pontos pela primeira vez desde meados de fevereiro.

Cotação - O dólar comercial fechou esta quinta-feira (08/04) vendido a R$ 5,574, com recuo de R$ 0,069 (-1,23%). Na mínima do dia, por volta das 14h30, a cotação alcançou R$ 5,54. O real teve hoje o melhor desempenho entre as principais moedas globais. A cotação está no menor nível desde 23 de março, quando tinha fechado a R$ 5,516.

Ações - O clima favorável também se refletiu no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, encerrou o dia aos 118.323 pontos, com alta de 0,59%. Pela manhã, o indicador operava em baixa, mas reverteu o movimento a partir do início da tarde. Com ganhos pelo segundo dia seguido, o índice atingiu o patamar mais alto desde 19 de fevereiro.

Fed - A sessão foi dominada pelo alívio nos mercados globais após discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, Jerome Powell. Em reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, ele disse que a autoridade monetária norte-americana está longe de reduzir o apoio à maior economia do planeta.

Juros - A declaração reduziu os juros dos títulos públicos norte-americanos, considerados os investimentos mais seguros no mundo. Taxas mais baixas nos papéis dos Estados Unidos aumentam a disposição dos investidores em aplicar em países emergentes, como o Brasil. (Agência Brasil, com informações da Reuters)

FOTO: Pixabay

 

SAÚDE I: Brasil bate recorde com 4.249 mortes registradas em 24 horas

O Brasil bateu novo recorde de mortes por covid-19 registradas em 24 horas, com 4.249. O país já havia passado dos quatro mil óbitos em um dia na terça-feira (06/04), quando o sistema de informações da pandemia marcou 4.195 vidas perdidas confirmadas.

Total - Com isso, o total de vítimas que não resistiram à covid-19 subiu para 345.025. Na quarta-feira (07/04), a contabilização marcava 340.776 mortos na pandemia do novo coronavírus.

Investigação - Ainda há 3.572 mortes em investigação por equipes de saúde. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente.

Balanço - O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (08/04) pelo Ministério da Saúde com base em dados fornecidos pelas secretarias estaduais.

Casos - Já o total de casos desde o começo da pandemia chegou a 13.279.957. Entre quarta e quinta-feira, foram confirmados 86.652 novos diagnósticos positivos. Na quarta, a soma de pessoas infectadas até o momento estava em 13.193.205.

Recuperadas - O número de pessoas recuperadas subiu para 11.732.193. Já a quantidade de pacientes com casos ativos, em acompanhamento por equipes de saúde, ficou em 1.202.639.

Estados - O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (70.742), Rio de Janeiro (38.657), Minas Gerais (26.795), Rio Grande do Sul (21.538) e Paraná (18.492). Já as Unidades da Federação com menos óbitos são Acre (1.325), Amapá (1.371), Roraima (1.384), Tocantins (2.181) e Sergipe (3.693).

Vacinação - Até o início da noite desta quinta-feira, haviam sido distribuídos 45,2 milhões de doses de vacinas. Deste total, foram aplicados 24,8 milhões de doses, sendo 19,2 milhões da primeira dose e 5,5 milhões da segunda dose. (Agência Brasil)

 

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SAÚDE II: Informe registra mais 4.777 casos e 374 mortes pela Covid-19 no Paraná

saude II 09 04 2021 Mais 4.777 casos de Covid-19 e 374 mortes foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde em boletim emitido nesta quinta-feira (08/04). Os números são referentes a meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas. Os dados acumulados do monitoramento da doença mostram que o Paraná soma 868.567 casos confirmados e 18.375 óbitos, desde o início da pandemia.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta quinta-feira são de abril (3.344) março (1.262), fevereiro (90) e janeiro (27) de 2021 e dos seguintes meses de 2020: abril (2), maio (1), julho (4), agosto (2), setembro (5), outubro (4), novembro (14) e dezembro (22).

Vacina - A Secretaria da Saúde possui um vacinômetro atualizado em tempo real à medida que os municípios inserem o número de doses aplicadas no sistema.

Internados - O boletim relata que há 2.536 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 internados. São 2.031 em leitos SUS (976 em UTI e 1.055 em enfermaria) e 505 em leitos da rede particular (298 em UTI e 207 em enfermaria).

Exames - Há outras 2.551 pessoas internadas, 1.628 em UTI e 923 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Elas estão em leitos das redes pública e particular e são consideradas casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A secretaria estadual informa a morte de mais 374 pacientes. São 147 mulheres e 227 homens, com idades que variam de 26 a 99 anos. Os óbitos ocorreram de 4 de abril de 2020 a 8 de abril de 2021.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (75), Londrina (25), Campo Mourão (23), Colombo (16), Maringá (16), Santo Antônio da Platina (15), Piraquara (13), Ponta Grossa (12), Paranaguá (9), Laranjeiras do Sul (7), Cantagalo (6), Telêmaco Borba (6), Apucarana (5), Mandaguaçu (5), Almirante Tamandaré (4), Campo Largo (4), Francisco Beltrão (4), Tijucas do Sul (4), Umuarama (4), Cambé (3), Campina Grande do Sul (3), Cascavel (3), Foz do Iguaçu (3), Guarapuava (3), Pinhão (3), Rolândia (3), Santa Terezinha de Itaipu (3), Arapoti (2), Centenário do Sul (2), Fazenda Rio Grande (2), Guaíra (2), Ibiporã (2), Iguaraçu (2), Joaquim Távora (2), Lapa (2), Matelândia (2), Matinhos (2), Munhoz de Melo (2), Pato Branco (2), Pinhais (2), Pontal do Paraná (2), Quatiguá (2), Rio Branco do Sul (2), Santa Fé (2), São José dos Pinhais (2), Sarandi (2), Tibagi (2), Toledo (2).

Um morte - A Secretaria da Saúde registra, ainda, a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Agudos do Sul, Ampére, Araucária, Bandeirantes, Barbosa Ferraz, Bela Vista do Paraíso, Campo Magro, Carambeí, Castro, Cerro Azul, Clevelândia, Colorado, Conselheiro Mairinck, Contenda, Cornélio Procópio, Coronel Vivida, Dois Vizinhos, Figueira, Floresta, Goioerê, Guapirama, Guaratuba, Icaraíma, Jacarezinho, Jaguariaíva, Juranda, Luiziana, Lupionópolis, Mandaguari, Mandirituba, Mangueirinha, Manoel Ribas, Marialva, Marquinho, Nova Aurora, Nova Esperança, Nova Fátima, Ortigueira, Ouro Verde do Oeste, Palmas, Palmeira, Pien, Quitandinha, Rancho Alegre D'Oeste, Reserva, Rio Azul, Salto do Lontra, Santa Inês, São Jorge do Patrocínio, São Tomé, Tapejara, União da Vitória, Vera Cruz do Oeste, Verê e Wenceslau Braz.

Fora do Paraná - O monitoramento da Saúde registra 5.405 casos de residentes de fora, sendo que 117 pessoas foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o Informe.

 

SAÚDE III: Paraná distribui 613 mil vacinas contra a Covid-19 e Influenza

O Paraná encaminhou nesta quinta-feira (08/04) 613.910 conjuntos vacinais para as 22 Regionais que formam o sistema público de saúde do Paraná. São 241.910 doses de imunizantes contra a Covid-19 e 372.000 doses contra a Influenza. Para garantir agilidade ao processo, o material foi distribuído por aeronaves do Governo do Estado para os municípios mais afastados de Curitiba.

Aplicações - A intenção, destacou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, é começar as aplicações que protegem contra o coronavírus já nesta sexta-feira (09/04), aproveitando o fim de semana para intensificar a campanha Vacina Paraná de Domingo a Domingo. A mobilização contra a Influenza, por sua vez, terá início na próxima segunda-feira (12/04).

Estímulo - “Estamos estimulando os municípios a vacinarem. Que cheguem as doses e já comecem a aplicar para que tenhamos em pouco tempo o maior número de paranaenses imunizados contra a Covid-19, especialmente as pessoas com mais de 60 anos”, afirmou o secretário.

Síndromes respiratórias - “Já a vacina contra a Influenza, agora que estamos nos aproximando do inverno, vai ajudar a diminuir os casos de síndromes respiratórias agudas graves. Queremos repetir os bons índices de anos anteriores, quando passamos de mais de 90% do público-alvo imunizado”, acrescentou Beto Preto.

Covid-19 - A distribuição contemplou 127.110 imunizantes da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz e 114.800 da Coronavac/Butantan. A remessa da AstraZeneca está dividida em 73.860 para aplicar como primeira dose em idosos de 65 a 69 anos e 53.250 como segunda dose para os trabalhadores de saúde imunizados em janeiro, quando o primeiro lote do medicamento chegou ao Paraná. O intervalo de aplicação desse imunizante é de três meses. Há, ainda, 5% das doses separadas como reserva técnica, seguindo o protocolo do Plano Nacional de Imunização (PNI) elaborado pelo Ministério da Saúde.

Butantan - Já as doses do Butantan estão divididas entre 25.040 para idosos de 65 a 69 anos e 2.277 para profissionais de segurança pública, ambas destinadas para a primeira aplicação. Outras 70.715 são para idosos entre 70 e 74 anos e 11.212 para trabalhadores da saúde, ambas como segunda dose, além da reserva técnica de 5%.

Influenza - A 23ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que terá início na semana que vem, dia 12, seguirá até 9 de julho. A meta para todos os estados, segundo o governo federal, é imunizar pelo menos 90% dos grupos prioritários. O Paraná deverá vacinar 4,4 milhões de pessoas. A primeira remessa, que começou a ser distribuída nesta quinta-feira (8), contém 372 mil doses do Ministério da Saúde.

Simultâneas - “Vamos trabalhar com duas campanhas simultaneamente, contra a Covid-19, já em andamento, e a partir do dia 12 contra a Influenza. O Paraná tem expertise em vacinação, conta com uma rede com 1.850 salas de vacina distribuídas por todos os municípios e equipes capacitadas e preparadas”, reforçou Beto Preto.

Escalonada - A imunização será feita de forma escalonada. Os grupos prioritários serão distribuídos em três etapas. Na primeira, de 12 de abril a 10 de maio, serão imunizadas crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde.

Segunda fase - Na segunda fase, de 11 de maio a 8 de junho, a vacinação será para pessoas com 60 anos ou mais, professores das escolas públicas e privadas. Na terceira etapa, de 9 de junho e 9 de julho, estão pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, forças de segurança e salvamento, forças armadas, funcionários do sistema de privação de liberdade, população privada de liberdade e adolescentes e jovens em medidas socioeducativas.

Orientação - O Ministério da Saúde não recomenda a aplicação das vacinas contra a Covid-19 e contra a gripe simultaneamente. A orientação, neste momento, é priorizar a imunização contra a Covid-19 e respeitar o intervalo de 14 dias entre uma e outra dose.

Por Regional - Doses de vacina contra a Covid-19 que cada Regional de Saúde recebe:

1ª RS – Paranaguá – 2.960 AstraZeneca e 2.780 CoronaVac: 5.735 doses

2ª RS – Metropolitana – 39.210 AstraZeneca e 32.930 CoronaVac: 73.270 doses

3ª RS – Ponta Grossa – 6.035 AstraZeneca e 5.570 CoronaVac: 11.615 doses

4ª RS – Irati – 1.600 AstraZeneca e 1.380 CoronaVac: 2.965 doses

5ª RS – Guarapuava – 4.370 AstraZeneca e 4.050 CoronaVac: 8.350 doses

6ª RS – União da Vitória – 1.665 AstraZeneca e 1.430 CoronaVac: 3.080 doses

7ª RS – Pato Branco – 2.780 AstraZeneca e 2.620 CoronaVac: 5.350 doses

8ª RS – Francisco Beltrão – 4.095 AstraZeneca e 3.760 CoronaVac: 7.750 doses

9ª RS – Foz do Iguaçu – 4.665 AstraZeneca e 3.520 CoronaVac: 8.180 doses

10ª RS – Cascavel –7.250 AstraZeneca e 5.220 CoronaVac: 12.340 doses

11ª RS – Campo Mourão – 3.860 AstraZeneca e 3.660 CoronaVac: 7.475 doses

12ª RS – Umuarama – 3.275 AstraZeneca e 3.130 CoronaVac: 6.315 doses

13ª RS – Cianorte – 1.670 AstraZeneca e 1.440 CoronaVac: 3.070 doses

14ª RS – Paranavaí – 3.175 AstraZeneca e 3.010 CoronaVac: 6.105 doses

15ª RS – Maringá – 10.100 AstraZeneca e 9.110 CoronaVac: 19.145 doses

16ª RS – Apucarana – 4.265 AstraZeneca e 4.200 CoronaVac: 8.450 doses

17ª RS – Londrina – 12.485 AstraZeneca e 13.300 CoronaVac: 25.760 doses

18ª RS – Cornélio Procópio – 2.790 AstraZeneca e 2.720 CoronaVac: 5.460 doses

19ª RS – Jacarezinho – 3.400 AstraZeneca e 3.150 CoronaVac: 6.500 doses

20ª RS – Toledo – 4.335 AstraZeneca e 4.910 CoronaVac: 9.210 doses

21ª RS – Telêmaco Borba – 1.555 AstraZeneca e 1.430 CoronaVac: 2.965 doses

22ª RS – Ivaiporã – 1.570 AstraZeneca e 1.480 CoronaVac: 2.985 doses

TOTAL – 127.110 AstraZeneca e 114.800 CoronaVac: 241.910 doses

Doses de vacina contra a Influenza que cada Regional de Saúde recebe:

1ª RS – Paranaguá – 9.580 doses

2ª RS – Metropolitana – 111.600 doses

3ª RS – Ponta Grossa – 20.940 doses

4ª RS – Irati – 5.340 doses

5ª RS – Guarapuava – 18.840 doses

6ª RS – União da Vitória – 5.370 doses

7ª RS – Pato Branco – 12.200 doses

8ª RS – Francisco Beltrão – 10.460 doses

9ª RS – Foz do Iguaçu – 15.070 doses

10ª RS – Cascavel – 19.810 doses

11ª RS – Campo Mourão – 9.390 doses

12ª RS – Umuarama – 8.120 doses

13ª RS – Cianorte – 4.520 doses

14ª RS – Paranavaí – 8.350 doses

15ª RS – Maringá – 24.660 doses

16ª RS – Apucarana – 10.940 doses

17ª RS – Londrina – 31.500 doses

18ª RS – Cornélio Procópio – 7.690 doses

19ª RS – Jacarezinho – 8.950 doses

20ª RS – Toledo – 15.280 doses

21ª RS – Telêmaco Borba – 7.020 doses

22ª RS – Ivaiporã – 6.360 doses

TOTAL – 372.000 doses

(Agência de Notícias do Paraná)

FOTOS: Américo Antonio / Sesa e Gilson Abreu / AEN

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SAÚDE IV: Pesquisa constata reinfecções de Covid-19 com sintomas mais fortes

Um estudo coordenado pelo Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (CDTS/Fiocruz) constatou quatro casos de reinfecção por covid-19 em que os pacientes tiveram sintomas mais fortes da doença na segunda contaminação, apesar de os dois episódios terem sido considerados leves, sem hospitalização. Em ao menos um desses casos, a reinfecção foi provocada pela mesma variante do primeiro episódio.

Publicação - A pesquisa será publicada na forma de artigo científico na revista Emerging Infectious Disease (EID), do Centro de Controle e Prevenção de Doença dos Estados Unidos (CDC). Além da Fiocruz, participaram pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Instituto D’Or de Ensino e Pesquisa (Idor) e da empresa chinesa MGI Tech Co. Segundo o coordenador do estudo, o virologista do CDTS/Fiocruz Thiago Moreno, a constatação reforça que uma parcela da população que tem a doença na forma branda não desenvolve memória imunológica.

Imunidade de memória - "Demonstramos que um grupo de pessoas com sintomatologia leve para covid-19 teve um segundo episódio de covid um pouco mais forte, porque não foi capaz de gerar uma imunidade de memória depois do primeiro episódio. Assim como vários casos brandos de covid-19, esses indivíduos tiveram o controle dessa primeira infecção pela resposta imune inata, aquela que não forma uma memória consistente e de longo prazo".

Defesa - Os testes realizados mostraram que a defesa do organismo com base em anticorpos só foi formada nesses indivíduos após a segunda infecção. "Isso mostra também pra gente que uma parcela da população que teve a doença branda no primeiro episódio pode voltar a ter covid-19 depois de algum tempo, e não necessariamente ela será branda de novo".

Possibilidade - Moreno explica que a possibilidade de reinfecção com sintomas mais contundentes se dá independentemente de o indivíduo contrair a mesma variante do novo coronavírus ou uma nova. "A reinfecção pelo novo coronavírus é possível, e isso é algo similar com o que acontece com coronavírus sazonais humanos e até alguns coronavírus veterinários", diz o pesquisador.

Acompanhamento - Os pesquisadores envolvidos no estudo acompanharam um grupo de 30 pessoas de março a dezembro de 2020 com testagens semanais. O objetivo do estudo não era investigar a reincidência da covid-19, e sim monitorar a segurança do grupo em seu local de trabalho. Diante das suspeitas de reinfecção constatadas, os cientistas se debruçaram sobre esses casos e comprovaram, por meio de sequenciamento, duas reinfecções. Nas outras duas, não havia material genético suficiente para o sequenciamento, mas os episódios da doença tiveram meses de intervalo com testes negativos.

Representatividade estatística - Thiago Moreno ressalta que o estudo não foi desenhado para ter representatividade estatística, o que significa que não é possível extrapolar a proporção de pessoas reinfectadas para toda a população. Além disso, ele acrescenta que, apesar de o estudo ter constatado sintomas mais contundentes no segundo episódio de covid-19 entre os quatro pesquisados, isso não permite interpretar um padrão para os casos de reinfecção.

Internamento - As quatro pessoas que se reinfectaram com a doença não precisaram ser internadas em nenhum dos dois episódios e tiveram casos considerados brandos em ambos. Para o pesquisador, quanto mais brando for o quadro de covid-19, maiores são as chances de a memória imunológica não ser capaz de neutralizar o vírus em um segundo contato.

Cuidados - Moreno recomenda que pessoas já infectadas mantenham os cuidados para a prevenção da covid-19 e explica que mesmo os exames laboratoriais comuns que permitem a detecção de anticorpos não são capazes de determinar se o corpo formou defesas neutralizantes.

Diferença - "O que esses testes, em geral, não medem é se essa memória vai servir para a gente só como um traço para saber se foi exposto ao vírus ou se é uma memória neutralizante, capaz de bloquear a infecção viral. Tem uma diferença de magnitude muito grande entre ter detecção de anticorpos e esses anticorpos de fato te protegerem contra a infecção", explica ele, que acrescenta que não se surpreenderia se os casos de reinfecção relatados no estudo tivessem um terceiro episódio de covid-19. "Não agora por não ter feito essa memória, mas porque a sustentação dessa memória pode ser curta". (Agência Brasil)


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