Imprimir
cabecalho informe

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5056 | 26 de Abril de 2021

FÓRUM: Sistema Ocepar vai reunir dirigentes das cooperativas de transporte no dia 5 de maio

forum 26 04 2021O novo modelo de concessão das rodovias paranaenses proposto pelo governo federal será um dos temas em debate no Fórum dos Dirigentes das Cooperativas de Transporte do Estado do Paraná, no dia 5 de maio. A explanação sobre o assunto será feita pelo gerente de assuntos estratégicos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr. Na sequência, haverá espaço para o esclarecimento de dúvidas, com mediação do superintendente da Fecoopar, Nelson Costa. O evento, promovido pelo Sistema Ocepar, ocorre das 9h às 12h, em formato virtual, com a participação do presidente da entidade, José Roberto Ricken, e do coordenador estadual do ramo transporte no Paraná, Marcos Antônio Trintinalha.

Programação - A programação do Fórum contempla ainda a apresentação do cenário econômico-financeiro do ramo transporte no Paraná. Também estarão em pauta o novo planejamento estratégico do cooperativismo paranaense, o Plano Paraná Cooperativo 200 (PRC200), o levantamento de demandas das cooperativas e o plano de ações do ramo para 2021, entre outros itens.

Público - O evento é direcionado a cooperados, dirigentes e funcionários de cooperativas de transporte e a inscrição pode ser realizada pelo e-mail monitoramento@sistemaocepar.coop.br.

O ramo - No Paraná, o ano passado foi encerrado com 35 cooperativas de transporte registradas no Sistema Ocepar, entre as quais, uma de transporte turístico; uma de transporte portuário; duas de transporte de papel; duas de transporte de madeira; três de transporte de congelados; uma de transporte individual de passageiros; duas de transporte internacional; 20 de transporte de grãos e cereais; duas de cargas em geral e uma de transporte aquaviário. A frota estava constituída de 3.702 veículos: 2.931 de transporte de cargas e 771 de transporte de passageiros. O ramo possuía ainda 165 funcionários em 2020, aumento de 2,5% no quadro laboral em relação a 2019, e 3.759 cooperados, volume 1,8% superior ao de 2019, composto por 12,58% de pessoas jurídicas e 87,42% de pessoas físicas, entre as quais 88% homens e 12% mulheres. As cooperativas paranaenses do ramo transporte registraram faturamento de R$ 407.712.536,00 em 2020, um aumento de 17% relação a 2020, com 99,7% desse total proveniente do transporte de cargas. A quantidade transportada no ano passado pelo segmento foi de 12,9 milhões de toneladas, 0,5% superior ao do ano anterior, sendo que 74% desse volume foi de grãos.

FOTO: Cooperativa Rodocoop

 

GETEC: Informe nº 19 apresenta expectativas de mercado sobre indicadores econômicos

getec destaque 26 04 2021A Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar (Getec) divulgou, nesta segunda-feira (2604), mais uma edição do Informe Expectativas de Mercado, com base nas informações do Boletim Focus, do Banco Central (BC), levantadas com instituições financeiras sobre as projeções relativas à economia nacional, contemplando o Produto Interno Bruto (PIB), IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), taxa Selic e câmbio para 2021, 2022 e 2023.

Clique aqui para conferir o Informe Expectativas de Mercado Semanal

 

REUNIÃO INSTITUCIONAL: Sistema Ocepar realiza encontro virtual com a Cocari

Na tarde de sexta-feira (23/04), a diretoria da Cocari – Cooperativa Agropecuária e Industrial, com sede em Mandaguari, no noroeste do Paraná, em reunião remota, recepcionou o Sistema Ocepar, para a apresentação e discussão da situação econômico-financeira da cooperativa, por meio de indicadores e comparativos com outras cooperativas paranaenses do mesmo ramo e região. Esse acompanhamento objetiva manter a qualidade da gestão, credibilidade perante terceiros, transparência perante o quadro social e, principalmente, a solidificação do sistema cooperativista. Também durante o encontro foram abordados outros assuntos, como cenários do cooperativismo paranaense, assuntos sindicais, profissionalização, Plano Paraná Cooperativo 200, o PRC200, plano safra, infraestrutura, intercooperação.

Eficiência - Durante a abertura do evento, o superintendente do Sescoop/PR, Leonardo Boesche, lembrou que, desde o ano passado, as reuniões institucionais têm sido realizadas de forma virtual em decorrência da pandemia da Covid-19 e que se revelaram eficientes como eram as presenciais. Neste formato, segundo o superintendente, “mais profissionais do Sistema Ocepar participam da reunião, pois, além do monitoramento, também há a possibilidade de abordar outros assuntos de interesse da cooperativa”.

Pauta - O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken,  depois de enfatizar que as reuniões on-line possibilitam a participação de “todo o time do Sistema Ocepar o que contribui para termos uma comunicação perfeita com as cooperativas”, abordou vários assuntos da pauta, como análise de mercado, a questão da sanidade, com o reconhecimento do Paraná como livre de febre aftosa sem vacinação pela OIE, que deve vir no final de maio, o que permitirá ao estado acessar mercados de proteína animal tradicionais e que remuneram melhor. Também falou sobre infraestrutura, especialmente sobre a concessão de pedágio das rodovias e da privatização de aeroportos, além de estratégias a serem implementadas, em alguns casos com a participação do setor produtivo representado pelo G7. Destacou ainda a importância da continuidade de ações, articulada com a OCB junto à esfera econômica do governo federal, para que as cooperativas permaneçam acessando o crédito rural, entre outros tópicos.

Plano - Ricken enfatizou também o plano estratégico do cooperativismo, o PRC 200. “Queremos continuar nessa linha que nos diferencia, ao estabelecer rumos para que as cooperativas tenham amparo necessário para continuar investindo e avançando sempre. Queremos estabelecer no PRC 200 quais os projetos que temos de tocar para mantermos o crescimento das cooperativas do Paraná”, pontuou.

Reconhecimento - O presidente da Cocari, Marcos Antonio Trintinalha, que participou da reunião acompanhado do vice-presidente João Carlos Obici e de conselheiros fiscais e de administração, agradeceu pela reunião e destacou o profissionalismo da equipe técnica do Sistema Ocepar quanto à abordagem dos dados da cooperativa.

Participantes - Pelo Sistema Ocepar também participaram os superintendentes Robson Mafioletti, da Ocepar, Nelson Costa, da Fecoopar, a gerente de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, Maria Emília Pereira Lima, o gerente de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Flávio Turra, o gerente Sindical da Fecoopar, Anderson Lechechem, além de coordenadores de área do Sistema.

{vsig}2021/noticias/04/26/reuniao_institucional/{/vsig}

 

FORMAÇÃO: Curso para Conselheiro Fiscal está com inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o Curso Virtual para Conselheiros Fiscais que será realizado pelo Sistema Ocepar, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), entre os dias 28 de abril e 21 de maio. Ao todo, serão treinadas sete turmas, pela plataforma Microsoft Teams. A ideia é promover a capacitação e reciclagem dos conhecimentos dos membros do Conselho Fiscal das cooperativas, com objetivo de apresentar suas atribuições e responsabilidades, conceitos de contabilidade e análise de indicadores, demonstrar a legislação e relacionar o Conselho Fiscal com os demais agentes da governança.

Público-alvo - A formação é destinada a conselheiros fiscais efetivos, suplentes e futuros conselheiros ­fiscais. Serão tratados os seguintes conteúdos: representação do Sistema Ocepar, governança cooperativa, atuação do Conselho Fiscal, introdução à contabilidade de cooperativas e análise de indicadores de gestão.

Inscrições - Para garantir a participação no curso, o conselheiro deve participar do treinamento introdutório Entendendo a sociedade cooperativa, disponível na plataforma EAD do Capacitacoop. Clique aqui e confira o tutorial de acesso. Após a conclusão desta etapa, a cooperativa deve enviar os certificados dos conselheiros para o e-mail monitoramento@sistemaocepar.coop.br.

Links - Os links de acesso ao treinamento serão disponibilizados diretamente para o e-mail da cooperativa. 

Informações - Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail monitoramento@sistemaocepar.coop.br.

formacao folder 26 04 2021

 

COOPCAFÉ: Live debate cinco décadas de cooperativismo com lideranças do setor

 

Nesta segunda-feira (26/04), às 19h, será realizada a primeira live da CoopCafé, organizada pela BR Cooperativo com as participações dos presidentes Edivaldo Del Grande (Sistema Ocesp), José Roberto Ricken (Sistema Ocepar), Luiz Vicente Suzin (Sistema Ocesc), Ronaldo Scucato (Sistema Ocemg) e Vinicius Mesquita (Sistema OCB/RJ). Segundo o organizador do evento e editor da revista BR Cooperativo, Cláudio Montenegro, “a ideia é homenagear as organizações estaduais que completaram 50 anos de história no setor cooperativista e, ainda, falar sobre as perspectivas dessas lideranças para os próximos anos e quanto elas contribuem para o desenvolvimento econômico e social em seus estados e, consequentemente, para o Brasil”, frisou.

 

 

live 16 04 2021

 

FRÍSIA: Jovem Aprendiz promove o desenvolvimento pessoal e profissional

frisia 26 04-2021Ao aderir ao programa Jovem Aprendiz, a Frísia aplicou de uma só vez dois preceitos do cooperativismo: “educação, formação e informação” e “interesse pela comunidade”. Este ano, mesmo com o distanciamento ocasionado pela covid-19, a cooperativa continuou com seu propósito e integrou mais 60 jovens aprendizes, que se prepararão para o mercado de trabalho. A aprendizagem acontece, devido à pandemia, somente com teoria e de forma virtual.

Participantes - Desde 2008, a Frísia realiza o programa, que soma cerca de 280 aprendizes. Os atuais participantes, de idade entre 15 e 21 anos, foram escolhidos após uma seleção com 290 candidatos inscritos na Agência do Trabalhador de Carambeí, aplicação de prova e entrevista. Eles atuarão em atividades administrativas na Frísia, com contrato de um ano e oito meses.

Importância - “O programa Jovem Aprendiz é muito importante para a Frísia. Inserir os jovens no mundo do trabalho, combater a evasão escolar e o trabalho infantil são apenas alguns dos benefícios. A cooperativa apoia o desenvolvimento profissional e estudantil desses jovens e capacita para que possam concorrer a vagas internas ou prepará-los para o mercado de trabalho. Trata-se de um projeto capaz de transformar a realidade de jovens e impactar de forma positiva a sociedade”, afirma Werica de Almeida, analista de Desenvolvimento Humano da Frísia Cooperativa Agroindustrial.

Sonho - Um desses jovens foi Juliana Moreira Delponte, que completa dez anos na Frísia em 2021. Ela afirma que, quando passou no processo de seleção, realizou um “sonho”. “Quando iniciei na cooperativa, minha dificuldade era lidar com a timidez, que foi superada. Fui efetivada como recepcionista e, depois, participei do recrutamento interno para os Recursos Humanos, onde trabalhei em diversas funções, inclusive, recrutando jovens aprendizes. Hoje, atuo como secretária da Superintendência e do Conselho de Administração. Sou muito feliz com a minha trajetória”.

Ensino - O Jovem Aprendiz tem o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e da organização sem fins lucrativos Gerar, que conduz os processos educacionais, fornecendo professores para as aulas teóricas e pedagogos para a parte comportamental e educacional.

Programa - O programa tem 1.660 horas, sendo 500 de aprendizagem teórica e 1.160 de prática. Na parte teórica, os conteúdos são cooperativismo, introdução à administração, informática, linguagem e comunicação, formação humana e cientifica, matemática comercial e financeira, auxílio administrativo, cidadania e trabalho, empreendedorismo e mercado de trabalho.

Em casa - Atualmente, os aprendizes estão estudando em casa. Os jovens são avaliados pelos educadores ao término de cada conteúdo, e semestralmente pelos tutores dos setores.

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial - Em 2025, a Frísia completa um século de história. A cooperativa é a mais antiga do Paraná e segunda do Brasil, e tem como valores Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA). Com unidades no Paraná e Tocantins, em 2020 produziu 283 milhões de litros de leite, 832.765 toneladas de grãos e 28.063 toneladas de suínos, resultado do trabalho de 895 cooperados e 1.119 colaboradores. Para promover o crescimento nos próximos cinco anos, a Frísia desenvolveu o planejamento estratégico “Rumo aos 100 Anos”, um conjunto de propostas que visa aumentar a produção agropecuária e os investimentos com outras cooperativas e em unidades próprias. O planejamento da Frísia foi desenhado sob seis perspectivas principais: Sustentabilidade, Gestão, Mercado, Pessoas, Financeiro e Cooperados. Assim, seguirá a missão da cooperativa, que é disponibilizar produtos e serviços para gerar resultado sustentável a cooperados, colaboradores e parceiros. Saiba mais em frisia.coop.br. (Imprensa Frísia)

 

COPACOL: Instituição social de Goioerê recebe doação fruto de parceria Ihara e cooperativa

Voltada ao atendimento de crianças em vulnerabilidade social, a organização humanitária global Aldeias Infantis SOS, em Goioerê (PR), recebeu uma doação da Ihara para aplicação em projetos ações voltadas à comunidade, com o apoio da Copacol (Cooperativa Agroindustrial Consolata).

Acolhimento - A entidade presta o serviço de acolhimento de crianças e adolescentes que tiveram o vínculo familiar rompido, até a conclusão de processos que estão em análise na Vara da Criança e do Adolescente. São 18 vagas oferecidas, dez delas estão ocupadas. Os acolhidos ficam em casas mantidas pela instituição, com todo acompanhamento, até que retornem as famílias, sejam adotadas ou completem a maioridade.

Projetos - Com atividades no município de Goioerê e intenso envolvimento com a comunidade, a Assessoria de Cooperativismo da Copacol inscreveu projetos da instituição social em ações da parceira Ihara, empresa química brasileira que atua em tecnologia de inovação, no desenvolvimento de novas moléculas para o avanço da agricultura.

Selecionado - O trabalho foi selecionado e obteve um incentivo de R$ 20 mil – recurso entregue sexta-feira e que vai beneficiar os projetos Escola de Pais e Projeto Dê Asa. “A entidade foi escolhida pela importância das atividades desempenhadas com as crianças e os adolescentes. A Ihara tem essa possibilidade de incentivo fiscal, beneficiando instituições que desenvolvem trabalhos comunitários. Esperamos que esse recurso possa levar ainda mais longe esse trabalho”, ressalta Líbero José Outeiro, administrador técnico de vendas da Ihara.

Xadrez - Por meio de atividades lúdicas, as crianças aprendem sobre a prática do xadrez. A atividade ajuda na concentração de atividades diárias e na interdisciplinaridade. Além de partidas pesquisas sobre o jogo, estudos sobre a origem e movimentação das peças, os inscritos participam de jogos presenciais e on-line. Outras brincadeiras educacionais são desenvolvidas, desenvolvendo a criticidade, resgatando tradições e mantendo o relacionamento entre as crianças, como o jogo Stop: após a escolha de uma letra, várias outras palavras com a inicial escolhida devem ser relacionadas. Quem completar a relação mais rápido vence a partida.

Desenvolvimento lógico - A disputa muito simples ajuda no desenvolvimento lógico e agiliza o pensamento dos participantes. Filmes também são exibidos, sempre com objetivos educacionais, levando uma mensagem as crianças, que participam de elaboração de resenhas e ilustrações. “É uma grande satisfação saber que entidades mantém atividades importantes para o desenvolvimento de nossas crianças e assim proporcionarmos um futuro melhor a elas. A Copacol se sente horada e agradecida pela Ihara em escolher e ajudar a esse projeto em meio a tantos outros. Esse recurso oportuniza novas ações em favor da comunidade onde estamos inseridos”, afirma Elizete Lunelli Dal Molin, assessora de Cooperativismo da Copacol.

Fundação - A organização Aldeias Infantis SOS em Goioerê foi fundada pelo padre Luigi Depaoli, em 2 de abril de 1978 – ação que ele conheceu na China, durante uma viagem religiosa.

Aldeias infantis SOS - Aldeias Infantis SOS é uma organização sem fins lucrativos, de promoção ao desenvolvimento social que trabalha desde 1949 na defesa, garantia e promoção dos direitos de crianças, adolescentes e jovens. O foco, em 133 países e territórios, são crianças em situação de vulnerabilidade social, que perderam ou estão prestes a perder os cuidados de suas famílias. O trabalho se concentra no fortalecimento de famílias e comunidades, prevenindo o abandono e as diversas situações de violação de direitos. No Paraná são três Aldeias Infantis SOS: uma em Goioerê, outra em Cianorte e a terceira em Foz do Iguaçu.

Apoio - A entidade apoia serviços de proteção e cuidado diário a crianças e adolescentes, enquanto seus pais trabalham; atenção nutricional; educação inicial; atenção psicopedagógica; orientação para saúde da mulher; capacitação para geração de emprego e renda, fortalecimento das lideranças e potencialidades locais; apoio legal e orientação para cuidado e proteção de seus filhos; fortalecimento e integração da família. “Desenvolvemos o acolhimento institucional e fortalecimento de vínculos. Essa doação é muito bem-vinda e vai nos ajudar na complementação dos projetos, que são fundamentais para o desenvolvimento lúdico pedagógico social. Com nosso trabalho, fornecemos subsídios para que as crianças tenham independência, caso não sejam adotadas ou não voltem para suas famílias” complementa Elizabete de Macedo Pereira, coordenadora de serviço de acolhimento da organização Aldeias Infantis SOS, em Goioerê. (Imprensa Copacol)

{vsig}2021/noticias/04/26/copacol/{/vsig}

SICREDI: Intensive Connection anuncia startups selecionadas em sua 3ª edição

sicredi 26 04 2021O Intensive Connection, programa para startups focado em soluções inovadoras para a sustentabilidade e competitividade do agronegócio nacional, desenvolvido pelo AgTech Garage, maior hub de inovação da América Latina para o agronegócio, com o apoio do Sicredi, anunciou as startups selecionadas na sua terceira edição – 12 no total. O Sicredi participou da seletiva deste ano sobre o tema “Empoderar o Produtor Rural com acesso a novas tecnologias” e selecionou dois projetos.

Soluções - Nesta edição do programa, os participantes precisaram propor soluções inovadoras que atendessem um desenvolvimento rural sustentável e competitivo. Os pilares propostos foram: Planejamento de Safra, Gestão Financeira da propriedade e Controle e manejo de pragas e doenças na lavoura. Nesse contexto, a instituição escolheu trabalhar com a Lucro Rural e Connect Farm. A Lucro Rural oferece soluções de gerenciamento da fazenda, sobretudo no âmbito financeiro, tributário e de compras e vendas da propriedade, visando aumentar a lucratividade do negócio. Enquanto a Connect Farm trabalha com a integração de dados agronômicos com o objetivo de aumentar a rentabilidade da produção no campo, otimizando o uso de recursos e direcionando esforços para o aumento da produtividade.

Benefícios - “Essa é uma iniciativa que gera benefícios a todos os envolvidos, já que eleva o nível de maturidade das startups, gera inovação, acelera a digitalização no campo e nos mantém com um relacionamento próximo dos associados ligados ao agronegócio. As startups escolhidas apresentaram soluções sólidas e muito conhecimento para resolver as temáticas propostas. Como uma instituição financeira cooperativa que busca colaborar com o desenvolvimento do agronegócio no Brasil, estamos orgulhosos em apoiar o projeto e beneficiar os produtores rurais”, afirma o gerente de Estratégia e Inovação do Sicredi, Dagoberto Trento.

Inscrições - O número de inscrições para o Intensive Connection mais do que dobrou na edição deste ano em relação à do ano anterior, chegando a 209 startups inscritas. A seletiva foi aberta, pela primeira vez, a ag&food techs de toda a América Latina e 20% das inscrições vieram de fora do Brasil. Além do Sicredi, participaram da seletiva deste ano a brasileira de papel e celulose Suzano, que selecionou as startups Amtech e Plantem; a marroquina de fertilizantes OCP (Sensix e Krilltech; a francesa de saúde animal Ceva (E-ctare e Pecsmart), a trading americana Bunge (AgTrace e Manfing) e a multinacional alemã Bayer, que escolheu a Já entendi e a My Farm Agro.

Consolidação - “Sem dúvida, o Intensive Connection se consolida como um dos principais programas de potencialização de startups no agronegócio mundial, tanto pelo alto nível dos parceiros, líderes em seus segmentos, como dos empreendedores selecionados”, afirma o CEO do AgTech Garage, José Tomé.

Equity free - O programa Intensive Connection é equity free, isto é, não requer participação acionária nas startups e tem duração de seis meses. No período que vai de maio a outubro de 2021, as startups terão acesso a mentorias, networking, eventos, conexões e todo o apoio do AgTech Garage e dos parceiros corporativos para aperfeiçoarem suas soluções e ganharem escalabilidade. A proximidade entre as companhias e as ag&food techs pode resultar ainda em provas de conceito de produtos (POCs), negócios, co-desenvolvimento de novas soluções tecnológicas e até mesmo investimentos, tudo para impulsionar a sustentabilidade e competitividade do agronegócio.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Sobre o AgTech Garage - O AgTech Garage é um hub de inovação especializado no agronegócio. Criado em 2017, conta hoje com mais de 40 grandes empresas parceiras, líderes em seus segmentos e mais de 750 startups conectadas em sua comunidade virtual. Pioneiro em fomentar a prática da inovação aberta no agronegócio, suas iniciativas, práticas e ferramentas são responsáveis por impulsionar a competitividade de seus parceiros na construção de produtos e serviços inovadores para uma cadeia agroalimentar cada vez mais digital e sustentável. (Imprensa Sicredi)

 

SICREDI ALIANÇA: Cooperativa apresenta projeto de ampliação da agência Avenida Maripá, em Marechal C. Rondon

O Sicredi, primeira instituição financeira colaborativa do Brasil, não para de crescer. Neste sentido, diante da representatividade que tem alcançado e do crescimento em números de associados, são necessários novos investimentos em ampliação das áreas de atendimento. A Sicredi Aliança PR/SP apresentou à imprensa rondonense na sexta-feira (23/04) o projeto de ampliação da agência Avenida Maripá, em Marechal Cândido Rondon (PR).

Estrutura - Para o diretor executivo, Fernando Barros Fenner, o espaço de atendimento da agência Avenida Maripá atualmente é dividido com a Sede Regional, estrutura responsável por todo o suporte administrativo, de acompanhamento dos negócios e operacional da Sicredi Aliança PR/SP. “Hoje somente a Avenida Maripá possui mais de 11 mil associados. Olhando o parâmetro de crescimento e nossos direcionamentos estratégicos, em breve o espaço ficará pequeno, se fazendo necessária a ampliação para oferecer mais conforto para associados e colaboradores que utilizam o espaço tanto da agência como da Sede Regional. O atendimento é um dos nossos grandes diferenciais, somos referência nisso. Portanto, conforto e comodidade sempre são necessários”, considerou.

Novos espaços - “A ampliação conta com novos espaços de atendimento para a agência, auditório para eventos e espaços que possam oferecer mais privacidade. Buscamos otimizar o prédio atual, transformando a maior parte dele em agência. Para a Sede Regional, construiremos um novo prédio, conectado à agência, também pensando na geração de mais oportunidades de emprego futuramente. Aproveitamos para reforçar que esse investimento só é possível diante do crescimento que estamos alcançando o que nos permite ampliar e também gerar mais vagas de trabalho, retornando essa confiança do quadro social quando nos escolhe como instituição financeira. Por fim, cumprindo o compromisso com as regiões onde estamos inseridos, destacou Fenner.

Ampliação - O presidente do Conselho de Administração, Adolfo Rudolfo Freitag, lembra que quando construído o prédio uma ampliação parecia muito distante. “Quando foi construído, há 14 anos, pensar numa ampliação era algo quase que inimaginável pois para a época já era uma construção grandiosa. Chegou a hora disso acontecer. Vemos esse momento com bastante orgulho. Entregaremos mais uma obra dentro do padrão que todos já conhecem. Volto a lembrar que o Sicredi será em Marechal Cândido Rondon do tamanho que preciso for, estaremos sempre prontos para atender as demandas dos associados”, disse.

Metragem - A agência da Avenida Maripá passará a contar com 1.747² e a Sede Regional terá 4.119m². (Imprensa Sicredi Aliança PR/SP)

{vsig}2021/noticias/04/26/sicredi_alianca/{/vsig}

UNIMED LONDRINA: Vacina da dengue pode evitar reinternações e forma hemorrágica da doença

A Clínica de Vacinas da Unimed Londrina disponibiliza desde 2016 a vacina contra a dengue. O imunizante, que tem eficácia de 66% para casos graves da enfermidade, pode evitar reinternações e, principalmente, a dengue hemorrágica, que é a forma mais grave da doença.

Indicação - Segundo a gerente da clínica da Unimed Londrina, Zenaide Leão, a vacina contra a dengue é indicada para pessoas com idade entre nove e 45 anos, que já tenham tido a doença. “O cliente só pode receber a vacina contra a dengue após assinar um termo de autorização em que ele confirma que já teve a doença anteriormente”, explica a gerente.

Sorotipos - Zenaide informa que existem quatro sorotipos de dengue. Isso significa que a pessoa pode pegar a doença quatro vezes. Ela observa também que pacientes abaixo dos nove anos não recebem o imunizante na clínica, mesmo que tenham pedido médico; já os pacientes com mais de 45 anos podem ser imunizados se apresentarem a solicitação do profissional de medicina.

Três doses - Para a imunização contra a dengue, o esquema vacinal prevê a aplicação de três doses, com intervalo de seis meses entre uma dose e outra. Zenaide destaca que a única vacina que pode ser aplicada no mesmo dia que a da dengue é a da gripe.

Aplicação - “Qualquer outra vacina, inclusive contra a Covid-19, precisa ser aplicada antes ou depois de 30 dias da administração da vacina contra a dengue”, salienta.

Valor - A Clínica de Vacinas da Unimed Londrina oferece o imunizante contra a dengue pelo valor de R$ 250 a dose. O valor pode ser parcelado em até cinco vezes, sem juros.

Localização - A Clínica da cooperativa médica fica na Rua Souza Naves, 999, em Londrina (PR). O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h, e sábado, das 8h às 14h. Em Arapongas (PR), o atendimento acontece todas as sextas-feiras, das 9h às 12h, na R. Eurilemos, 756. Para mais informações, ligue (43) 3375-5050, opção 2. (Imprensa Unimed Londrina)

CONJUNTURA AGROPECUÁRIA: Terceiro maior produtor nacional, Paraná começa colheita da tangerina

conjuntura agropecuaria 26 04 2021A chegada do inverno inaugura, no Paraná, a colheita de uma das frutas mais produzidas no mundo – a tangerina. A região do Vale do Ribeira é uma das maiores produtoras do Brasil. Esse é um dos assuntos abordados pelo Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, referente à semana de 17 a 23 de abril.

Produção mundial - As tangerinas foram, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, a oitava fruta mais produzida no mundo em 2019. Em uma área de 2,7 milhões de hectares, espalhada por 80 países, produziu-se 35,4 milhões de toneladas do cítrico. A China é a líder da atividade, responsável por 56,1% da safra mundial.

Brasil - O Brasil ocupa a sétima posição. Em 2019, foram produzidas 984,9 mil toneladas em 22 unidades da Federação, com liderança de São Paulo. O Paraná é o terceiro maior produtor de tangerinas, com 6,9 mil hectares de cítrico e colheita de 113,8 mil toneladas.

Vale do Ribeira - A região do Vale do Ribeira responde por 80% da produção estadual, com 5,6 mil hectares e 90,8 mil toneladas. O município de Cerro Azul, nessa região, tem a maior produção individual no País e responde por 9,8% da oferta das variedades ponkan, montenegrina e murcote.

Nova safra - A nova safra de tangerina, de 2021, começou a ser colhida nos primeiros dias deste mês. Os agricultores estão recebendo em torno de R$ 27,00 pela caixa de 22 quilos, mas a tendência é que haja redução, na medida em que a colheita se intensifique.

Ceasas - Nas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa), foi a sexta fruta mais comercializada em 2020. Foram 40,9 mil toneladas, que renderam R$ 86,1 milhões, com preço médio de R$ 2,10 o quilo. No entreposto da Ceasa em Curitiba, a caixa de 20 quilos da tangerina ponkan é comercializada, hoje, entre R$ 25,00 e R$ 30,00.

Feijão e mandioca - O boletim informa, ainda, que a redução das chuvas pode comprometer o volume estimado de 491,2 mil toneladas de feijão para a segunda safra 20/21. Além disso, a qualidade também sofreu piora na última semana. Estão em condições boas 59% das lavouras, enquanto 31% têm situação mediana e 11%, ruins.

Mandioca - A mandioca também se ressente do problema. A colheita está praticamente paralisada. O arranquio com o solo muito seco resulta em aumento de custo de produção e reduz a oferta de matéria-prima às indústrias processadoras. Isso gera elevação no preço para o produtor, mas nem sempre a rentabilidade é compensadora.

Trigo e milho - O documento preparado pelos técnicos do Deral apresenta, também, uma análise sobre os preços de trigo e milho. No caso do trigo, após retração em março, houve uma forte reação de mais de 10% na Bolsa de Chicago. Isso se deve à expectativa de maior demanda e tem ligação com a valorização do milho, que também pode ter reduzida a oferta mundial.

Preços - No Paraná, o preço dos dois cereais era o mesmo em diversas praças em março – R$ 84,00. Agora, a saca de trigo teve alta de 6%, passando a R$ 88,99 nesta quinta-feira (22/04), enquanto a do milho saltou o dobro e atingiu R$ 93,70. A maior valorização no preço estimula também a ampliação na área dos dois produtos no Estado.

Outros produtos - Em relação à soja, o boletim registra que a colheita da safra 2020/21 está praticamente finalizada e os preços se mantêm em patamares superiores aos do ano passado. Há, ainda, uma avaliação sobre a cultura da cenoura, que é um dos principais produtos da olericultura paranaense, com produção média de 95,8 mil toneladas nos últimos cinco anos.

Pecuária - Na pecuária, o documento traz comentários sobre as cotações da arroba bovina, que estão em níveis elevados, com aumento de 52,5% em março de 2021 comparativamente a março de 2020. Essa elevação também é observada no varejo. Sobre os ovos, a informação é, igualmente, de alta tanto ao produtor, quanto no atacado e varejo. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o Boletim de Conjuntura Agropecuária da semana de 17 a 23 de abril.

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

SIF: Brasil habilita 136 estabelecimentos de produtos de origem animal para exportação no primeiro trimestre

sif 26 04 2021No primeiro trimestre de 2021, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) habilitou 136 estabelecimentos sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF) para exportar produtos de origem animal para países com exigências específicas. A ação representa o crescimento do Brasil no mercado internacional.

Novos mercados - Neste mesmo período foram abertos seis novos mercados para exportação de produtos de origem animal e três para exportação de produtos para alimentação animal. Um total de 20 certificados sanitários também foram acordados com os países para atualização de modelos vigentes e para abertura de mercados.

Manutenção das atividades - Ainda sob estado de emergência em saúde pública, em decorrência da pandemia causada pela Covid-19, o Mapa vem mantendo suas atividades essenciais em funcionamento para assegurar a oferta de alimentos seguros para o Brasil e para o mundo.

Registro de estabelecimento - Em 2021 foram concedidos 27 registros de estabelecimentos de produtos de origem animal para atuarem sob fiscalização do Serviço de Inspeção Federal (SIF). O tempo médio de análise dos processos de registro de estabelecimentos foi de 11 dias.

Alimentação animal - Na área de alimentação animal foram concedidos 619 registros de estabelecimentos, incluindo a migração de registro de estabelecimentos para o Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro). O tempo médio para análise dos processos de registro desses estabelecimentos foi de 43 dias.

Estabelecimentos - Atualmente, estão registrados no SIF 3.320 estabelecimentos de produtos de origem animal nas áreas de carnes e produtos cárneos, leite e produtos lácteos, mel e produtos apícolas, ovos e pescado e seus produtos derivados. Além de 2.415 estabelecimentos de produtos destinados à alimentação animal que já estão com registro no Sipeagro.

Registro de produtos - Foram concedidos automaticamente registro para 24.359 produtos de origem animal nos primeiros meses de 2021. Também foram analisadas 2.534 solicitações de registro de produtos, com tempo médio de análise de 3 dias.

Deferidas - Na área de alimentação animal foram deferidas 251 solicitações de registro e 582 cadastros de produtos para alimentação animal.

Certificação sanitária - Em relação à certificação sanitária, que assegura que os produtos e os sistemas de produção atendem a todos os requisitos acordados com os países para os quais o Brasil exporta seus produtos de origem animal, foram emitidos no primeiro trimestre 80.934 Certificados Sanitários Internacionais (CSI), 24.634 Certificados Sanitários Nacionais (CSN), 2.347 Guias de Trânsito (GT) e 78.269 Declarações de Conformidade de Produtos de Origem Animal (DCPOA). O tempo médio para emissão de certificados sanitários foi de 27h25.

Licenças de importação - O Mapa analisa previamente as solicitações de Licenças de Importação (LI) de produtos de origem animal para avaliar se os produtos são provenientes de empresas e países que não contenham restrições sanitárias, visando conferir mais segurança no controle oficial sobre os produtos importados que serão consumidos pelos brasileiros.

Análise - Em 2021 foram analisadas 14.209 solicitações de LI, sendo em média 87% deferidas. O prazo estabelecido em legislação para as análises de LI é de 30 dias, porém o tempo médio de análise está atualmente em 4 dias. (Mapa)

Confira do Relatório do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal 

FOTO: iStock / Mapa

 

FOCUS: Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 5,01% em 2021

focus 26 04 2021A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 4,92% para 5,01%. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (26/04), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Próximos anos - Para 2022, a estimativa de inflação é de 3,6%. Tanto para 2023 como para 2024 a previsão para o indicador é de 3,25%.

Próximo do limite da meta - O cálculo para 2021 está próximo do limite da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. O centro da meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

Taxa de juros - Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, fixada atualmente em 2,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Projeção - Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2021 em 5,5% ao ano. Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica suba para 6,13% ao ano. E para o fim de 2023 e 2024, a previsão é de 6,5% ao ano.

Aumento - Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas podem dificultar a recuperação da economia.

Sinalização - Ainda assim, ao elevar a Selic para 2,75% na última reunião, o Copom sinalizou que deve haver nova alta no indicador no encontro do próximo mês. Para o comitê, entretanto, os choques inflacionários devem ser temporários.

Redução - Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio - As instituições financeiras consultadas pelo BC elevaram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 3,04% para 3,09%. Para o próximo ano, a expectativa para Produto Interno Bruto (PIB) - a soma de todos os bens e serviços produzidos no país - é de crescimento de 2,34%. Em 2023 e 2024, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 2,5%.

Cotação - A expectativa para a cotação do dólar se mantém em R$ 5,40 ao final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é de que a moeda americana continue nesse patamar. (Agência Brasil)

FOTO: Banco Central do Brasil

 

IPEA: Entrada do Brasil na OCDE pode aumentar em 0,4% o PIB per capita por ano

ipea 26 04 2021Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) projeta crescimento de 0,4% do PIB per capita, por ano, com a eventual entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A publicação O que o Brasil pode esperar da adesão à OCDE, de autoria dos pesquisadores Otaviano Canuto e Tiago Ribeiro, compõe a edição especial da Revista Tempo do Mundo. A publicação, editada pelo Ipea, apresenta uma série de 13 artigos sobre a candidatura do Brasil como membro da OCDE.

Impulso - De acordo com dados analisados e fornecidos pelo Banco Mundial, os autores Otaviano Canuto e Tiago Ribeira apontam que caso a candidatura do Brasil seja aceita e confirmada, os estímulos em fluxo de capital devem impulsionar a atividade de comércio exterior. O crescimento econômico previsto é de aproximadamente US$7 bilhões anuais em geração de bens e serviços.

Abertura - Entre os principais benefícios econômicos listados, os pesquisadores avaliam que a eventual entrada do Brasil na OCDE pode alavancar o processo de abertura para a economia global. O estudo destaca a possibilidade de contribuir para o aumento do superávit e ampliar a captação de novos investimentos externos no país. Além disso, o processo pode impulsionar a participação de cadeias produtivas globais, bem como a realização de novos acordos de cooperação com organismos internacionais como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Indicadores - A edição especial da Revista Tempo do Mundo traz indicadores que analisam os impactos econômicos gerados em países membros da OCDE. Os dados verificados pela economista Catalina Crane Arango, no estudo O Caminho da Colômbia para a OCDE, apresentam um diagnóstico sobre os resultados observados após o ingresso do país na entidade. As análises confirmam a previsão de benefícios econômicos estimados, como a redução de 36,9% das barreiras tarifárias, resultando em acréscimo de 1,8% no comércio interno no período entre 2015 e 2019. A mesma tendência de alta e de ganhos para a balança comercial foi observada nos casos da Hungria, Polônia e República Eslava, após estes países terem ingressado na OCDE.

Diálogo - Na avaliação de Pedro Silva Barros, pesquisador do Ipea e editor da Revista Tempo do Mundo, os estudos publicados contribuem para fortalecer o diálogo entre acadêmicos e executores de políticas públicas sobre a possível entrada do Brasil na OCDE. "Os dados, em conjunto com a pluralidade de abordagens presentes na publicação, ajudam a avaliar os potenciais benefícios, custos e desafios para o país, caso a entrada na OCDE venha de fato a ocorrer", observou.

Outros países - Atualmente, além do Brasil, Argentina, Bulgária, Croácia, Peru e Romênia também pleiteiam a acessão à OCDE. A entidade conta atualmente com 36 membros, e o aumento no número de candidaturas fez a OCDE buscar a definição de novos critérios para a aceitação de candidaturas. O Brasil apresentou formalmente sua candidatura em 2017 com o objetivo de implementar avanços na agenda de política econômica externa.

Webinar Internacional - O lançamento da última edição da Revista Tempo do Mundo ocorre, nesta segunda-feira (26/04), em webinar promovido pelo Ipea. Além da apresentação de três estudos que compõem a última edição, o evento irá promover um debate com a presença de representantes do governo federal e de organizações internacionais diretamente envolvidos no processo de acessão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Participação - O evento será coordenado pelo pesquisador do Ipea Renato Baumann. O webinar contará com a participação de Erivaldo Alfredo Gomes, Secretário de Assuntos Econômicos Internacionais do Ministério da Economia, do embaixador Sarquis José Buainain Sarquis, secretário de Comércio Exterior e Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores (SCAEC/MRE) e de Otaviano Canuto, membro sênior não-residente do Brookings Institute e coordenador da Revista Tempo do Mundo. O evento é gratuito mediante inscrições. (Assessoria de Comunicação do Ipea)

Faça aqui sua inscrição para o webinar

Leia a última edição da Revista Tempo do Mundo

 

ECONOMIA I: Paulo Guedes defende reforma da TEC e flexibilização do Mercosul

economia I 26 04 2021O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu na sexta-feira (23/04) a necessidade de reavaliação e flexibilização do Mercosul para que o Bloco econômico se modernize e cumpra os objetivos para os quais foi criado há 30 anos. Esse processo, segundo ele, passa pela redução de 10% na Tarifa Externa Comum (TEC) e pela possibilidade de os países-membros realizarem negociações comerciais independentemente de seus pares do Bloco. As afirmações foram feitas pelo ministro durante a sessão temática do Senado sob o tema "Mercosul: avanços, desafios e perspectivas", celebrando os 30 anos do Tratado de Assunção, de março de 1991, que marcou o início do mercado comum entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Imediatamente - Para o ministro, a redução da TEC deve ser realizada imediatamente, ainda que alguns membros tenham dificuldade de baixar a tarifa no momento. “Para o Brasil, nós achamos que é importante reduzirmos. Fizemos uma proposta de reduzir apenas 10%”, informou. “Isso aí não machuca ninguém. Isso é só para manter todo mundo aquecido”, complementou Guedes.

Abertura - Não machucar ninguém – nas palavras do ministro – significa não abrir a economia rapidamente, considerando dificuldades históricas, como juros de dois dígitos, impostos excessivos e encargos trabalhistas, que podem impactar a competitividade do empresariado brasileiro na disputa comercial com outros países. “Você não pode abrir tudo de repente, de uma vez só, mas nós temos que mostrar que estamos indo nessa direção, e você mostra isso fazendo um pequeno passo inicial, baixando 10% suas tarifas, generalizadamente”, comentou.

Redução - O Ministério da Economia já reduziu em 10% o Imposto de Importação para eletroeletrônicos (BIT) e bens de capital (BK), o que aumenta a competitividade da indústria brasileira. No entanto, o ministro salientou que é importante, ao mesmo tempo, haver a redução do imposto de importação de todos os produtos no mesmo patamar.

Acordos independentes - Outra dimensão da revisão defendida pelo Brasil é o Mercosul permitir que os países-membros tenham a opção de realizar negociações comerciais independentes. “Estamos realmente convencidos da importância de avançar e, às vezes, avançar é permitir velocidades um pouco diferentes a quem está mais preparado, ou mais disposto a fazer esse avanço. Devíamos ter a liberdade de ter ritmos um pouco diferentes”, afirmou Guedes.

Interesse - O Brasil tem interesse, por exemplo, em negociar acordos com países da Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP, na sigla em inglês), o maior bloco de livre comércio do mundo, que se formou em 2020 e reúne 15 economias da Ásia-Pacífico – 10 membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático, além de China, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia. “Achamos importante que haja essa possibilidade de negociação, para que os membros tenham a opção de achar o que for mais conveniente para suas economias”, frisou o ministro.

Acordos diferentes - Segundo Guedes, essa flexibilização não exclui “a ideia e o sonho de integração da economia continental”, mas possibilita que um membro faça acordos comerciais diferentes, como um pioneiro. Depois, se os resultados forem positivos, o grupo pode avançar, em conjunto, na mesma direção. “Se a nossa ideia foi facilitar o comércio, não gostaríamos que justamente o acordo nosso impedisse a facilitação do comércio e a integração, que era o objetivo inicial”, justificou.

Ênfase na integração - A sessão temática foi solicitada pelo ex-presidente e hoje senador Fernando Collor (Pros-AL) e teve a participação do ministro de Relações Exteriores, Carlos Alberto Franco França, e de ex-ministros da época do Tratado de Assunção – Zélia Cardoso de Mello (Economia, Fazenda e Planejamento) e Francisco Rezek (Relações Exteriores). Lembrando a história de outros participantes na criação do Mercosul, o ministro Paulo Guedes comentou que o bloco teve êxito nos seus primeiros dez anos, mas não recebeu a prioridade necessária nos governos seguintes e deixou de perseguir com mais ênfase a integração continental e global.

Contrário - Na visão do ministro da Economia, países como China, Indonésia, Índia, Coreia do Sul, Malásia e Filipinas – que fizeram o contrário e mergulharam nas correntes globais de comércio nos últimos 30 anos – realizaram o “maior programa de redução de miséria que a humanidade já experimentou”, tirando 3,7 bilhões de pessoas da miséria nesse período.

Resultados - Para Guedes, o Brasil poderia ter obtido os mesmos resultados, com aumento da competitividade e redução da miséria, se também tivesse buscado a integração ao comércio global. “Nós queremos seguir por esses caminhos iniciais, trilhados 30 anos atrás, com esse movimento de flexibilização no Mercosul”, concluiu o ministro. (Ministério da Economia)

FOTO: Marcelo Camargo / Agência Brasil

 

ECONOMIA II: Sem orçamento, Censo não será realizado em 2021

economia II 26 04 2021O Secretário Especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse na sexta-feira (23/04) que o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que estava previsto para este ano, não será realizado em razão da falta de orçamento. “Não há previsão orçamentária para o Censo, portanto ele não se realizará em 2021. As consequências e gestão para um novo Censo serão comunicadas ao longo desse ano, em particular em decisões tomadas na Junta de Execução Orçamentária [formada por Casa Civil e Ministério da Economia]”, declarou o secretário.

Montante - Os recursos necessários para o Censo, que acontece, em geral, a cada dez anos, eram da ordem de R$ 2 bilhões. Durante a tramitação do projeto no Congresso Nacional, os parlamentares já haviam feito um corte de R$ 1,76 bilhão, agora, foi confirmada a retirada dos recursos. Segundo Waldery, novas decisões serão comunicadas oportunamente.

Processo seletivo - No início do mês, o IBGE já havia suspendido as provas do processo seletivo para recenseadores e agentes censitários que trabalhariam na pesquisa. Cerca de 17 mil agentes censitários e 182 mil recenseadores seriam contratados.

Dados - Os dados populacionais do Censo são utilizados para os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e para uma série de outras transferências da União para estados e municípios. A última contagem da população foi realizada no Censo Demográfico de 2010.

Vetos - Integrantes do governo falaram à imprensa sobre os vetos à Lei Orçamentária Anual, que foi sancionada na quinta-feira (22/04) pelo presidente Jair Bolsonaro e publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União.

Recomposição - Os vetos ocorreram porque as projeções do Ministério da Economia indicam a necessidade de uma recomposição de R$ 29 bilhões e, com isso, foi necessário abrir um espaço no Orçamento. Essa recomposição foi feita em acordo com o Congresso Nacional por meio de um veto parcial de R$ 19,8 bilhões de dotações orçamentárias e o bloqueio adicional de R$ 9,3 bilhões.

Diferença - A diferença entre o veto e o bloqueio é que o veto representa um corte definitivo da despesa, enquanto que o bloqueio permite que o valor possa ser desbloqueado ao longo do ano, no caso de novas projeções indicarem a existência de um novo espaço no teto de gastos. (Agência Brasil)

FOTO: Edu Andrade / Ministério da Economia

 

SAÚDE I: País registra mais de 32 mil casos e 1.305 mortes em um dia

O Ministério da Saúde divulgou neste domingo (25/04) novos números sobre a pandemia de covid-19 no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem no acumulado desde o início da pandemia 14.340.787 casos confirmados da doença e 390.797 mortes registradas. Os casos de recuperados somam 12.809.169.

Novos casos e mortes - Nas 24 horas desde o boletim de sábado (24/04), o ministério registrou 32.572 novos casos e 1.305 mortes.

Estados - O estado de São Paulo tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 2.834.321 casos e 92.693 óbitos. Em seguida estão Minas Gerais (1.323.153 casos e 32.318 óbitos); Rio Grande do Sul (948.958 casos e 24.196 óbitos) e Paraná (929.097 casos e 21.564 óbitos).

Investigação - De acordo com o Ministério da Saúde, 3,5 mil casos estão em investigação. (Agência Brasil)

 

saude I tabela 26 04 2021

SAÚDE II: Paraná registra mais 1.534 casos e 83 mortes pela Covid-19

saude II 26 04 2021 A Secretaria de Estado da Saúde divulgou neste domingo (25/04) mais 1.534 casos confirmados e 83 mortes pela Covid-19 no Paraná. Os números são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas. Os dados acumulados do monitoramento da doença mostram que o Estado soma 923.441 casos confirmados e 21.421 óbitos.

Meses - Os casos confirmados divulgados neste domingo são de abril (1.467), março (32), fevereiro (25), janeiro (1) de 2021, e dos seguintes meses de 2020: julho (1), agosto (3), setembro (1), outubro (1) e dezembro (3).

Vacina - O site da Secretaria de Estado da Saúde possui um Vacinômetro atualizado em tempo real à medida que os municípios inserem as doses aplicadas no sistema.

Internados - O informe relata que 2.322 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados. São 1.883 em leitos SUS (931 em UTI e 952 em enfermaria) e 439 em leitos da rede particular (272 em UTI e 167 em enfermaria).

Exames - Há outros 2.350 pacientes internados, 1.393 em leitos UTI e 957 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão na rede pública e rede particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

Óbitos - A Secretaria da Saúde informa a morte de mais 83 pacientes. São 40 mulheres e 43 homens, com idades que variam de 14 a 93 anos. Os óbitos ocorreram de 24 de fevereiro a 25 de abril de 2021.

Municípios - Os pacientes que foram a óbito residiam em Foz do Iguaçu (9), Curitiba (8), Campo Largo (6), Assis Chateaubriand (4), Cornélio Procópio (4), Pato Branco (4), Telêmaco Borba (4), Cascavel (3), União da Vitória (3), Campo Mourão (2), Francisco Beltrão (2), Irati (2), Jacarezinho (2), Maringá (2), Ponta Grossa (2), Rio Branco do Ivaí (2).

Uma morte - A Secretaria registra, ainda, a morte de uma pessoa em cada um dos seguintes municípios: Abatia, Almirante Tamandaré, Arapoti, Araucária, Bandeirantes, Campo Magro, Castro, Catanduvas, Colombo, Guaraniaçu, Guarapuava, Jaguariaíva, Mauá da Serra, Medianeira, Palmas, Palotina, Paranaguá, Ribeirão do Pinhal, Santa Fé, Santa Izabel do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, São Jerônimo da Serra, São José dos Pinhais, Tamarana.

Fora do Paraná - O monitoramento registra 5.656 casos de residentes de fora, sendo que 143 pessoas foram a óbito. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o informa completo

 

SAÚDE III: ANS divulga nova edição do Boletim Covid-19

saude III 26 04 2021A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disponibilizou, na quinta-feira passada (22/04), nova edição do Boletim Covid-19 com dados sobre a utilização dos planos de saúde durante a pandemia. São apresentadas informações assistenciais e econômico-financeiras coletadas até março junto a uma amostra de operadoras, além da prévia da evolução do número de beneficiários em planos de assistência médica relativa a esse mês, número de exames relacionados à Covid-19 realizados pelos planos de saúde e demandas dos consumidores recepcionadas pela ANS através de seus canais de atendimento.    

Monitoramento - O objetivo da publicação é monitorar a evolução de indicadores relevantes do setor de planos de saúde nesse período, subsidiando análise qualificada da agência reguladora e prestando mais informações à sociedade.    

Clique aqui para acessar a publicação.    

Crescimento - Nessa nova edição do Boletim, destaca-se a tendência de crescimento de beneficiários em todas as modalidades de contratação, com o setor atingindo 48 milhões de usuários em planos de assistência médica - maior número registrado desde setembro de 2016. Os indicadores assistenciais mostram ainda aumento do número de exames realizados para detecção de Covid-19 no final de 2020 e alta na ocupação de leitos para atendimento à Covid-19, que alcançou o maior índice do histórico do indicador. Dentre as informações econômico-financeiras, são informadas a sinistralidade no período – que registrou pequena queda em março - e inadimplência, cuja taxa se manteve estável.  

Detalhes - Confira abaixo detalhes dos indicadores coletados.    

Evolução de beneficiários - O número preliminar de beneficiários em planos de assistência médica segue a tendência de crescimento que vinha sendo observada desde julho do ano passado. Em março, foram registrados cerca de 48 milhões de beneficiários em planos de assistência médica, aumento de 0,42% em relação a fevereiro. É o maior número registrado desde setembro de 2016 – tendo sido superado em agosto daquele ano, quando o setor atingiu 48.037.472 beneficiários.    

Modalidades - Em um ano – de março de 2020 a março de 2021 - o aumento ocorreu em todas as modalidades de contratação do plano, sendo que o maior percentual foi verificado nos coletivos empresariais (2,48% a mais em relação a março de 2020). Considerando o tipo de contratação do plano e a faixa etária do beneficiário, observa-se que a variação foi positiva para os beneficiários acima de 59 anos em todos os tipos de contratação ao longo dos meses de março de 2020 até março deste ano. Destaca-se também, no período, o aumento de beneficiários em planos individuais ou familiares.    

Informações assistenciais - A taxa mensal geral de ocupação de leitos, que engloba tanto atendimento à Covid-19 como demais procedimentos, apresentou aumento de 2 pontos percentuais em relação a fevereiro, atingindo 76% em março. Essa informação considera os leitos comuns e de UTI dos hospitais próprios das operadoras da amostra, que representam 12,2% do total de leitos disponíveis na rede assistencial de planos privados. A taxa de ocupação de leitos para atendimento à Covid-19 alcançou o maior índice do histórico do indicador (80% em março), sendo esse aumento mais significativo para os leitos com UTI, acompanhando o aumento de casos observados e do surgimento de novas variantes do coronavírus. Já a taxa mensal de ocupação de leitos para demais procedimentos registou leve queda, passando para 73% no mesmo período.  

Pronto-socorro - A quantidade de atendimentos em pronto-socorro que não geraram internações apresentou leve aumento em relação a fevereiro, mas ainda abaixo do observado antes do início da pandemia. A busca por atendimentos de Serviços de Apoio Diagnóstico Terapêutico (SADT) – que permite avaliar a tendência quanto à utilização de procedimentos eletivos fora do ambiente hospitalar – ficou acima do observado para o mesmo mês do ano anterior (aumento de 37,1%), mas é importante lembrar que em março de 2020 já se observava queda na procura por exames e terapias eletivas como efeito do início da pandemia.    

Exames - Os dados sobre a realização de exames contemplam informações coletadas até janeiro e têm como fonte os dados do Padrão TISS (Troca de Informação de Saúde Suplementar). Nesse mês, foram contabilizados 364.624 exames RT-PCR e 77.456 testes do tipo sorológico, mas cabe ressaltar que os números ainda sofrerão alteração à medida que as cobranças forem encaminhadas dos prestadores de serviços às operadoras e, posteriormente, para a ANS.    

Destaque - Destaca-se que o número de exames do tipo RT-PCR realizados em dezembro de 2020 foi o maior desde o início da pandemia (690.330), representando um aumento de 12,9% em relação ao mês anterior (novembro).    

Informações econômico-financeiras - Em março, foi verificado aumento tanto das despesas assistenciais como do pagamento das mensalidades recebidas em relação a fevereiro. O índice de sinistralidade de caixa registrado ficou em 72%, leve queda em relação ao mês anterior e 7 pontos percentuais abaixo do índice registrado em janeiro (79%), e ainda permanece ligeiramente inferior ao nível histórico para o 1º trimestre.    

Inadimplência - Em relação à inadimplência, foram verificados percentuais menores se comparado com o mês anterior, entretanto, isso possivelmente se deve ao fato do vencimento das mensalidades, em março, ter caído em dia útil (ao contrário dos meses anteriores, em que o último dia do mês ocorreu em fim de semana). Dessa forma, o índice geral (contempla planos individuais e coletivos) manteve-se estável em 7% e continua próximo dos níveis históricos. Quando verificado separadamente, observa-se também estabilidade, com percentual de 12% nos planos individuais (ante 13% em fevereiro); e de 5% nos coletivos (mesmo percentual do mês anterior).

Demandas dos consumidores - Em março foram registradas 15.236 reclamações pelos canais de atendimento da ANS um aumento de aproximadamente 26,1% em comparação ao mês anterior e de 26,9%, em comparação a março de 2020. Dessas demandas, 1.525 foram relacionadas ao novo Coronavírus, sendo que 51% dizem respeito a dificuldades relativas à realização de exames e tratamento para a Covid-19; 34% se referem a outras assistências afetadas pela pandemia; e 15% são reclamações sobre temas não assistenciais (contratos e regulamentos, por exemplo).    

Relato do consumidor - Cabe ressaltar que essa classificação considera o relato do consumidor ao cadastrar sua demanda na ANS, sem análise de mérito sobre eventual infração da operadora ou da administradora de benefícios à Lei 9.656/98 e seus normativos ou aos termos contratuais.  

Mediação - As demandas de reclamação dos consumidores passam pela mediação de conflitos realizada através da Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), conforme definição prevista na Resolução Normativa nº 388/2015. A mediação possibilita que as operadoras reparem sua conduta irregular e resolvam os problemas dos beneficiários, evitando, assim, a abertura de processo administrativo e judicial. Em 2020 (até novembro), a NIP alcançou patamares superiores a 90% de resolutividade, sendo que o percentual foi ainda maior para as demandas relacionadas aos exames diagnósticos para a Covid-19: o percentual ficou em 92,8% para os exames de RT-PCR e 92,3% para os exames sorológicos. Esse dado informa que a maioria das reclamações apresentadas foram solucionadas no âmbito da mediação promovida pela Agência.  

Portal - No portal da ANS, é possível acessar o monitoramento diário das demandas sobre Covid-19. Clique aqui e confira.  

Confira as outras edições do Boletim Covid-19.    

Sobre os dados - Para a análise dos indicadores assistenciais, a ANS considerou informações coletadas junto a uma amostra de 50 operadoras que possuem rede própria hospitalar. Para os índices econômico-financeiros, foram analisados dados de 96 operadoras para o estudo de fluxo de caixa e para análise de inadimplência. Juntas, as operadoras respondentes para esses grupos de informação compreendem 74% dos beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares. Adicionalmente, na construção do boletim, foram utilizados dados do Documento de Informações Periódicas (DIOPS), do Sistema de Informações de Fiscalização (SIF), do Sistema de Informação de Beneficiários (SIB), do Padrão para Troca de Informação de Saúde Suplementar (TISS) e do ANS TabNet. (ANS)

 


Versão para impressão


RODAPE