Imprimir
cabecalho informe

Informe Paraná Cooperativo - edição nº 5096 | 22 de Junho de 2021

EVENTO: Fórum vai reunir cooperativas paranaenses do ramo Trabalho, Produção de bens e Serviços na quinta-feira

Assuntos relativos ao ramo Trabalho, Produção de bens e Serviços (TPBS) estarão em debate no Fórum que o Sistema Ocepar promove, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/PR), na quinta-feira (24/06), pela plataforma Microsoft Teams, das 15h30 às 17h30. O evento vai reunir dirigentes e gestores das cooperativas paranaenses que atuam nesse segmento.

Programação A programação contempla a apresentação das cooperativas participantes e dos números consolidados do ramo referentes à 2020. Outros temas em pauta são o PRC200, o novo ciclo do planejamento estratégico do cooperativismo paranaense, a nova Lei das Licitações e a proposta das Câmaras Temáticas para o segmento. Também será feito o levantamento das demandas das cooperativas.

Inscrições - Os interessados em participar devem efetivar a inscrição enviando um e-mail para o analista do Sescoop/PR, Jessé Aquino Rodrigues (jesse.rodrigues@sistemaocepar.coop.br), informando o nome, o CPF, a cooperativa e o telefone de contato. O link de acesso ao Fórum será enviado na manhã do dia do evento, por meio do e-mail cadastrado na inscrição.

O ramo - As cooperativas paranaenses do ramo TPBS atingiram faturamento de R$ 205,6 milhões em 2020, o que representa um aumento de 4,6% em relação ao valor do ano anterior. No Paraná, há 11 cooperativas que atuam nesse segmento registradas no Sistema Ocepar, entre as quais, uma de professores de idiomas; duas de cultura e lazer; quatro de assistência técnica; três de consultoria e instrutoria e uma de serviço técnico especializado. Elas fecharam o ano passado com 7.634 cooperados, 7,5% a mais que em 2019, e 75 funcionários, quantidade 15,4% superior a do exercício anterior.

 

evento foldeer 22 06 2021

PLANO SAFRA: Setor produtivo aguarda com expectativa anúncio das novas medidas

mapa 22 06 2021

Durante cerimônia a ser realizada no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em Brasília, nesta terça-feira (22/06), às 16h30, serão anunciadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e pela Ministra da Agricultura, Teresa Cristina, as novas medidas para o Plano Safra 2021/2022. Todas as definições já ocorreram, nesta segunda-feira (21/06), na reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão responsável por aprovar as taxas de juros e demais condições para a Política Agrícola. Na semana passada, já se ventilava na imprensa que o Tesouro Nacional havia definido um repasse de R$ 13 bilhões para equalização de juros do Plano Safra, abaixo do que a ministra e o setor produtivo aguardam, que é de R$ 15 bilhões. 

Expectativa - Segundo o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, o setor espera com expectativa o anúncio. “Esperamos que os recursos aumentem, principalmente para novos investimentos, afinal, o agronegócio tem dado sua contribuição para o país, em especial, neste momento de pandemia, produzindo alimentos de qualidade para os brasileiros e para o mundo”, lembrou. (Com informações do Mapa)

 SERVIÇO

Lançamento do Plano Safra 2021/22

Data: 22 de junho de 2021

Horário: 16h30 (horário de Brasília)

Local: Salão Nobre, 2º andar do Palácio do Planalto

FOTO: Banco de Imagens CNH

 

EXCELÊNCIA EM GESTÃO: Inscrições ao Prêmio SomosCoop encerram em oito dias

excelencia gestao 22 06 2021Faltam oito dias para encerrar o prazo de inscrições ao Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão 2021, que é dia 30 de junho. O Prêmio, realizado a cada dois anos, é o reconhecimento em âmbito nacional das cooperativas que mais promovem o aumento da qualidade e da competitividade do nosso modelo de negócio. A ideia é destacar as cooperativas que estão avançando por meio da adoção e desenvolvimento de boas práticas de identidade cooperativista, governança e gestão, identificadas nas ferramentas de diagnóstico Sescoop.

Clique aqui e inscreva-se.

 

FORMAÇÃO: Segunda live do Somos Líderes é nesta terça

formacao 22 06 2021Diversidade e Inclusão Social no Cooperativismo. Este é o tema da segunda live do programa Somos Líderes. A ação faz parte da terceira etapa da seleção dos 70 novos jovens da iniciativa. O objetivo da live é discutir como as cooperativas podem potencializar uma das suas premissas: que é ser um modelo de negócio inclusivo, aberto a mulheres e homens. Vamos conversar sobre os avanços e os caminhos que ainda precisam ser trilhados e o papel da liderança nesse contexto.

Presenças - Além da presença do superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, o evento síncrono contará com participação do professor na Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj/Fiocruz) e presidente da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da OAB/RJ, Henrique Rabello de Carvalho, e da presidente do Conselho de Administração na Sicredi Alto Uruguai RS/SC/MG, Angelita Marisa Cadoná.

Seletiva - Nesta que é a terceira etapa do programa, com o tema Me tornando um líder de impacto, os jovens inscritos deverão assistir pelo menos três das quatro lives, para participar da seleção dos candidatos finalistas. Como é uma fase obrigatória da seletiva, a recomendação é que o participante marque na agenda o dia e horário das lives que serão realizadas sempre às terças-feiras, das 19h às 20h30, com transmissão pelo canal do Sistema OCB, no YouTube.

Lista de presença - Durante a programação, será disponibilizada a lista de presença, portanto, os jovens deverão acompanhar a live do início ao fim. Vale ressaltar que a divulgação das lives será reforçada por e-mail. Por isso, é imprescindível que os participantes acompanhem sua caixa de mensagens. (OCB)

 

CRÉDITO: OCB estimula participação em Conferência Mundial

credito 22 06 2021A Conferência Mundial das Cooperativas de Crédito, realizado pela Woccu, está chegando. Será entre os dias 14 e 21 de julho, totalmente virtual e com tradução simultânea. E, a fim de estimular a participação dos brasileiros, a OCB vai encaminhar uma lista com os dados pessoais dos interessados – e que poderão receber até 150 dólares de desconto na inscrição.

Dados - Para participar, as cooperativas, centrais ou federações deverão encaminhar, via unidade estadual, os dados dos delegados até o dia 30/06. Para saber mais detalhes, os interessados podem obter outras informações enviando e-mail para: relacoesinstitucionais@ocb.coop.br.

Inscrição - Aos listados na planilha da OCB, a Woccu garantirá um desconto de US$ 100, baixando o preço de inscrição para US$ 425. Caso o delegado ou delegada tenha 40 anos de idade ou menos, um desconto adicional de US$ 50 será concedido, totalizando no valor de US$ 375 para a taxa de inscrição, que deverá ser custeada pela cooperativa ou pelo interessado.

Programação - A Conferência Mundial é composta por debates e oficinas ao longo dos oito dias de atividades, que serão divididas em diferentes períodos do dia. Está confirmada a tradução simultânea ao português, espanhol e inglês.

Preliminar - Confira a programação preliminar, aqui. (OCB)

 

SICREDI: Fitch revisa perspectiva de rating para Estável

sicredi 22 06 2021A Fitch Ratings afirmou o Rating Nacional de Longo Prazo 'AA(bra)' do Banco Cooperativo Sicredi, revisando a perspectiva de Negativa para Estável. A agência de classificação de riscos, uma das principais do mundo, também afirmou o Rating Nacional de Curto Prazo da instituição financeira cooperativa em 'F1+(bra)'.

Percepção - A revisão reflete a percepção dos analistas de que os impactos da pandemia do novo coronavírus foram mais baixos que os esperados nos negócios do Sicredi, principalmente nas métricas de qualidade de crédito e rentabilidade, o que confere credibilidade ao modelo de negócio e ao perfil financeiro da instituição.

Comunicado - “Este é um dos maiores sistemas cooperativos do país, com grande base de clientes e distribuição, apesar do tamanho moderado quando comparado com o sistema financeiro em geral. Este vínculo propicia [à instituição] recorrente escala de negócios, estável geração de receitas e elevado volume de depósitos. O Sistema Sicredi tem apresentado adequada lucratividade, bons índices de qualidade de ativos e liquidez, e baixa alavancagem”, afirmou a Fitch em seu comunicado.

Fator - Outro fator que levou a agência a divulgar uma avaliação positiva em relação ao Sicredi foi o fato de suas cooperativas operarem de acordo com estratégias, políticas e controles de riscos centralizados e padronizados por estatuto, além de contarem com sete fundos garantidores e um mecanismo de garantia solidária, que conferem solidez à operação. Também foram levados em conta o apetite moderado por riscos, ainda que a instituição tenha registrado crescimento da carteira de crédito em 2020, e sua diversificação geográfica e por setor de atividade.

Resultados - O Sicredi registrou em maio de 2021 R$ 177 bilhões em ativos, R$ 117, 9 bilhões em depósitos totais e R$ 21, 7 bilhões de patrimônio líquido. A carteira de crédito da instituição financeira cooperativa é atualmente de R$ 106 bilhões e a Gestora de Recursos (Asset) do Sicredi administra mais de R$ 55 bilhões em investimentos. Além do rating AA(bra) da Fitch, conta com classificação “Forte” para a sua Asset também concedida pela agência de classificação de risco. A instituição também conta com classificação das agências Moody`s (Aa2) e Santard & Poor`s (AAA).

Acesse aqui o parecer completo da Fitch Ratings.

Sobre o Sicredi - O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 24 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br). (Imprensa Sicredi)

*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

UNIPRIME: AGE digital é realizada pelo segundo ano consecutivo

uniprime 22 06 2021A Uniprime transmitiu na última sexta-feira (18/06), mais uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), mantendo o modelo digital adotado em 2020. A reunião, liderada pelos dirigentes da cooperativa, contou com a participação de cooperados, que aprovaram sobre a Reforma Estatutária e outras informações importantes para a manutenção das atividades da cooperativa.

Sobre a Uniprime - Fundada em 1997, a Uniprime é associada ao Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito, que garante depósitos de até R$ 250 mil por CPF/CNPJ, valor igual ao dos bancos. Os cooperados contam com o atendimento exclusivo e personalizado de uma instituição financeira sólida e promissora, com profissionais capacitados para auxiliá-lo em suas decisões, além do recebimento anual de parte dos lucros (sobras). (Imprensa Uniprime)

Acompanhe a Uniprime:

www.uniprimebr.com.br
www.facebook/uniprime/
www.instagram.com/uniprimebr/
www.uniprimebr.com.br/#universo

 

COOPAVEL: Profissionais são qualificados para melhorar processos de classificação

O aperfeiçoamento contínuo e a reciclagem de informações e conhecimentos são o caminho mais curto para se atingir metas de olho na excelência de procedimentos. Atenta a isso, a Coopavel envolve duas turmas de funcionários em um curso de classificação de grãos. Participam classificadores de filiais da cooperativa que recepcionam grãos, além de profissionais da indústria e de outros indicados para cobrir eventuais necessidades na área.

Treinamento - O treinamento conta com oito horas teóricas e práticas por cultura (milho, soja e trigo). Na parte teórica, observa-se o que há de mais novo no que se refere à legislação e na prática o objetivo é integrar os profissionais a normativas e estimular a troca de experiências, informa Victor Goltz, da área de gerência operacional da Coopavel. Realizado em parceria com o Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), o curso é ministrado pela professora e engenheira agrônoma Ivonete Teixeira Rasêra, considerada uma das grandes conhecedoras do assunto no Paraná.

Padronização - Um dos principais objetivos do treinamento é equalizar conhecimentos e procedimentos, desenvolvendo habilidades semelhantes entre os classificadores. “O que buscamos é a homogeneidade, tanto em aspectos técnicos e teóricos”, diz Victor. “Precisamos contar com pessoal treinado a ponto de que o que um faz em uma filial é replicado em outra, mas para isso os classificadores precisam ter acesso a informações técnicas de ampla qualidade”.

Bem-feita - Uma classificação bem-feita deve refletir exatamente o que é o produto efetivamente em termos de qualidade naquele momento, sempre com total isenção, zelo e transparência. Atualmente, há parâmetros de classificação definidos por equipamentos, como os determinadores de umidade homologados pelo Inmetro que têm curvas de calibração que são as oficiais das normas brasileiras. Não há qualquer interferência humana nisso. É uma leitura direta que apresenta um resultado.

Defeitos ou problemas - No entanto, os equipamentos não analisam defeitos ou problemas na semente. É nesse ponto que entram classificadores bem treinados, que entendem sobre coloração, aferem o interior do grão para ver se está fermentado, ardido ou mofado. E isso se faz com a classificação visual do avaliador. As constantes reciclagens buscam reduzir divergências, primando pela padronização, em gabaritar defeitos que são avaliados visualmente. (Imprensa Coopavel)

{vsig}2021/noticias/06/22/coopavel/{/vsig}

AGROINDÚSTRIA: Invest Paraná acompanha processos de implantação da Maltaria Campos Gerais

agroindustria 22 06 2021O acompanhamento do projeto de implantação de um novo investimento privado e a apresentação de soluções sustentáveis fazem parte do trabalho desenvolvido pela Invest Paraná. A agência é vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) e tem como norte a atração desses negócios e a transformação deles em empregos e inovação.

Maltaria - Um dos exemplos mais recentes é a Maltaria Campos Gerais. Após o anúncio da construção do empreendimento, no mês passado, as seis cooperativas envolvidas no projeto passaram a receber o acompanhamento dos técnicos da Invest Paraná para a concretização do investimento, previsto em R$ 3 bilhões.

Visita- Na visita de aproximação, além do alinhamento sobre o cronograma das etapas do projeto, os cooperados têm acesso às propostas sustentáveis do Estado para uso de energias renováveis, como biogás e fotovoltaica, por exemplo. Essa política está amparada na Agenda 2030, compromisso assumido pelo Paraná com a Organização das Nações Unidas (ONU).

Conhecimento - De acordo com o diretor-presidente da empresa, Eduardo Bekin, essa aproximação serve, também, para conhecer mais sobre o investidor, a história, a cultura, os desafios, e a sustentabilidade que permeia as atividades, entre outras informações. Dessa maneira, o Estado participa de todas as etapas do projeto, o que garante transformação social.

Anuência - “Depois que se concretiza o anúncio de um investimento e há a anuência do incentivo fiscal por parte do Estado, fazemos uma visita de alinhamento ao investidor para entender como será a implantação do empreendimento”, disse Bekin, ao destacar uma visita, feita neste mês, na Sede Administrativa da Cooperativa Agrária Agroindustrial.

Tratativas - Esse encontro sucedeu uma série de tratativas realizadas em Curitiba e nos municípios impactados pelo projeto.

Exemplo - Elizeu Batista e Luz, da Estratégia Corporativa da Cooperativa Agrária, disse que a Maltaria dos Campos Gerais é um exemplo de negociação com o Governo Estado que teve o apoio da Invest Paraná para que fosse concretizado.

Desenvolvimento - “O trabalho que a Invest está fazendo é de suma importância para os projetos que visam ao desenvolvimento econômico, social e industrial do Paraná. Ela foi fundamental para que a gente pudesse enquadrar nosso projeto no Paraná Competitivo e que ele ganhasse forma”, destacou.

Investimento - A construção da Maltaria Campos Gerais inicia ainda neste ano e será feita em duas etapas. A previsão é que a primeira fase seja concluída até 2028 e a segunda parte dos investimentos finalize em 2032. O empreendimento deve gerar cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos, além de beneficiar aproximadamente 12 mil cooperados das seis entidades.

Intercooperação - O projeto de intercooperação reúne as cooperativas Agrária Agroindustrial (Guarapuava), Bom Jesus (Lapa), Capal (Arapoti), Castrolanda (Castro), Coopagrícola (Ponta Grossa) e a Frísia (Carambeí). Somadas, elas apresentaram um faturamento de R$ 16,4 bilhões em 2020. Na primeira etapa, a previsão é que a planta produza 240 toneladas de malte por ano, cerca de 15% do volume do consumo atual do País. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Invest Paraná

 

ABAG: Congresso Brasileiro do Agronegócio 2021 analisa o potencial do mercado de carbono verde no país

abag 22 06 2021O 20º Congresso da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em parceria com a B3, a Bolsa do Brasil, deverá reunir milhares de especialistas no dia 2 de agosto para abordar o tema central Nosso Carbono é Verde. O agronegócio é um dos setores mais promissores para fomentar o mercado de carbono, uma vez que pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e, ao mesmo tempo, sequestrar esse elemento da atmosfera e armazená-lo no solo.

Estoque - Segundo dados do Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas de 2019, é possível estocar até 8,6 gigatoneladas de dióxido de carbono por ano nas terras cultiváveis e pastos do planeta. Nesse cenário, o agro brasileiro tem uma oportunidade ímpar de ser um dos líderes desse mercado pela alta mecanização e implementação de tecnologias de agricultura de precisão somada à adoção de boas práticas de manejo de solo e iniciativas para diminuir o uso ou reutilizar os recursos naturais.

Ações - Além disso, as propriedades rurais brasileiras promovem ações constantes de preservação ambiental em seus territórios. O percentual de preservação pode variar entre 20% a 80% da área dependendo de sua localização. Apenas a conservação da Amazônia poderia render US$ 10 bilhões ao ano para o Brasil em créditos de carbono, conforme estimativa do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds).

Desafio - Contudo, o grande desafio para o agronegócio é mensurar o volume capturado do carbono retido no solo, de forma a ser economicamente viável. Isso porque, atualmente, há um alto custo para verificação e certificação dessa informação.

Valor global - De acordo com dados da consultoria Refinitiv, o valor global do mercado de carbono saltou 20% no ano passado, para um volume recorde de 229 bilhões de euros.

Painéis - Para tratar dos diferentes aspectos ligados ao mercado de carbono verde, o Congresso Brasileiro do Agronegócio 2021, terá três painéis: Energia Limpa e Sustentável, Brasil Verde e Competitivo, e O Futuro do Agro no Comércio Mundial. As inscrições para participar do evento online estão abertas e são gratuitas no site oficial.

Última edição - A última edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio, também promovida virtualmente, reuniu mais de 8000 participantes, um público formado por empresários, líderes setoriais, autoridades públicas ligadas aos governos federal, estadual e municipal, diversos parlamentares, além de inúmeros profissionais atuantes na cadeia do agro e estudantes de agronomia. (Assessoria de Imprensa da Abag)

SERVIÇO:

Congresso Brasileiro do Agronegócio

Tema: Nosso Carbono é Verde

Data: 2 de agosto de 2021

Horário: das 9h00 às 13h30

Inscrições e informações: https://congressoabag.com.br/

 

AGRO CONAB: Preço do trigo inicia movimento de queda

agroconab 22 06 2021 A boa desenvoltura das lavouras de trigo, depois do atraso na semeadura ocorrido pela falta de chuvas, contribuiu para diminuir os preços do cereal a partir de maio. A desvalorização de 2,1% na média do Paraná, onde o preço ao produtor chegou a R$ 86,40/saca, e a retração cambial também atuaram na queda das cotações. A análise está no documento AgroConab, produto divulgado mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que traz informações sobre preços internos e externos, quadro de oferta e demanda e perspectivas de curto e médio prazo das principais culturas de grãos e do mercado de carnes.

Acréscimo mensal - Segundo o estudo, em maio/2021 houve também um acréscimo mensal de 26,31% nas importações, que chegaram a 591 mil toneladas de trigo. Esse volume representa ainda um aumento anual de 26,49% e de 37,23% na média dos últimos cinco anos. Isso ocorreu devido à recente queda cambial e à menor oferta interna de trigo. No mercado internacional, o preço médio mensal apresentou queda de 7,24%, diante das menores cotações do milho, da boa evolução das lavouras de trigo e do clima favorável nos EUA.

Ajustes - Um destaque importante mencionado no relatório desta cultura foi o ajuste feito pela Conab nos números de produção e do consumo interno referente ao uso para sementes, devido ao aumento da área prevista para a próxima safra (2021/22). Mas o ajuste não alterou o quadro de suprimentos do ano-safra atual (2020/21), que no caso do trigo se encerra em julho. (Conab)

Acesse aqui as edições do AgroConab.

FOTO: Embrapa

 

COMÉRCIO EXTERIOR: Superávit da balança sobe 64,4% e chega a US$ 34,28 bilhões no ano

A balança comercial atingiu superávit de US$ 34,28 bilhões no acumulado do ano, até a terceira semana de junho, com alta de 64,4% pela média diária, sobre o período de janeiro a junho de 2020. Já a corrente de comércio (soma das exportações e importações) chegou a US$ 219,76 bilhões, com crescimento de 31,2%.

Aumento - As exportações em 2021 já somam US$ 127,02 bilhões, com aumento de 34,9%, enquanto as importações subiram 26,5% e totalizaram US$ 92,74 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (21/06) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Acumulado do mês- No acumulado do mês, as exportações cresceram 69,9% e somaram US$ 18,38 bilhões, enquanto as importações subiram 65,2% e totalizaram US$ 11,23 bilhões. Dessa forma, a balança comercial registrou superávit de US$ 7,15 bilhões, em alta de 77,7%, e a corrente de comércio alcançou US$ 29,61 bilhões, subindo 68,1%.  

Terceira semana de junho - Apenas na terceira semana de junho, as exportações somaram US$ 6,758 bilhões, enquanto as importações foram de US$ 4,194 bilhões. Assim, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,564 bilhões e a corrente de comércio alcançou US$ 10,952 bilhões.

Exportações no mês Nas exportações, comparada a média diária até a terceira semana deste mês (US$ 1,413 bilhão) com a de junho de 2020 (US$ 832,33 milhões), houve crescimento de 69,9% em razão do aumento nas vendas da indústria extrativista (183,1%), da indústria de transformação (45,8%) e da agropecuária (37,9%).

Indústria extrativa - Na indústria extrativista, os destaques para o aumento das exportações foram as vendas de minério de ferro e seus concentrados (+171,5%); óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+235,7%); minérios de cobre e seus concentrados (+51,5%); pedra, areia e cascalho (+165,8%) e outros minerais em bruto (+52,6%).

Indústria de transformação - Já na indústria de transformação, o crescimento foi puxado pelas vendas de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (+123,3%); farelos de soja e outros alimentos para animais, excluídos cereais não moídos, farinhas de carnes e outros animais (+48,8%); produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (+86,2%); carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (+46,0%) e açúcares e melaços (+24,4%).

Reflexo - Entre os produtos agropecuários, a alta das exportações refletiu, principalmente, o crescimento nas vendas de soja (+37,2%); café não torrado (+58,3%); algodão em bruto (+140,5%); madeira em bruto (+1.143,1%) e frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (+47,5%).

Importações no mês - Nas importações, a média diária até a terceira semana de junho de 2021 (US$ 863,78 milhões) ficou 65,2% acima da média de junho do ano passado (US$ 522,72 milhões). Nesse comparativo, aumentaram principalmente as compras da indústria de transformação (+68,8%), da agropecuária (+60,0%) e também de produtos da indústria extrativista (+47,8%). (Ministério da Economia)

Principais resultados da balança comercial

AUDIÊNCIA PÚBLICA: Produtores cobram medidas do governo para reverter escassez de milho no mercado interno

audiencia publica 22 06 2021Representantes do setor agropecuário defenderam nesta segunda-feira (21/06), em audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, que o problema da escassez de milho no mercado brasileiro passa pela adoção de políticas de incentivo à importação, renúncia fiscal por parte do governo, apoio à armazenagem e à irrigação. A falta de milho e sua consequente supervalorização tem afetado o abastecimento e o preço de ovos, carne de frango e de porco, uma vez que o grão é a base da dieta dos animais.

Fatores - A escassez do milho, segundo os debatedores, é causada por diversos fatores como a alta nas exportações do produto, problemas climáticos e o surgimento de pragas nas plantações.

Comparação - O diretor-executivo da Associação de Avicultores do Espírito Santo, Nélio Hand, comparou os preços do milho aos de outros produtos. Segundo ele, no início de 2020 era possível comprar  uma saca com 17 dúzias de ovos. Hoje, para comprar a mesma saca de milho, são necessárias  27 dúzias de ovos. Hand disse que a mesma relação ocorre com a carne suína.

Repasse ao consumidor - Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, a alta no preço do milho é parcialmente repassada ao consumidor, e a outra parte do prejuízo fica com o produtor. Ele também citou medidas consideradas essenciais para amenizar o problema.

Custos - “O frango subiu 15% e o suíno 20%, só que o custo subiu 40% para o frango e 44% para o suíno. Há um espaço ainda imenso só para chegar perto da sobrevivência das empresas", disse.

Medidas - Santin defendeu retirar o adicional do frete da Marinha Mercante, suspender a cobrança do PIS e da Cofins para importação do milho de fora do Mercosul, e do PIS-Cofins sobre o frete do mercado interno, além de criar um sistema de informações que possa prever quanto vai ser exportado de milho em 2022.

Incentivos - Já o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho, Cesário Ramalho, pediu incentivos aos produtores. “Nós devíamos fazer um programa de incentivo a esse produtor, que já planta milho, para ele em vez de produzir cinco mil quilos, produzir seis mil quilos. Temos de bolar algum incentivo para que ele ganhe um extra para produzir, porque ele produz uma riqueza para o Brasil”, declarou.

Armazenagem e irrigação - Ramalho também citou a necessidade de mais armazenagem e de políticas de irrigação.

Soluções - De acordo com o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Silvio Farnese, a pasta avalia soluções para resolver a crise. Segundo ele, o governo está discutindo uma medida provisória para adquirir milho diretamente do mercado para atender a operações de balcão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ainda segundo ele, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, já encaminhou um ofício com uma nota técnica solicitando a suspensão de PIS-Cofins na importação de milho até 31 de dezembro.

Discussões - "O Ministério da Economia, nas primeiras conversas, não teve muita dificuldade, mas ainda tem algumas discussões a serem feitas, considerando que isso é uma renúncia fiscal. Estamos também trabalhando com a questão do financiamento de armazéns”, disse Farnese.

Projeto - A deputada Dra. Soraya Manato (PSL-ES), que sugeriu a audiência pública, citou entre as mudanças importantes para o setor um projeto que está no Senado (PLS 261/18), que disciplina o trânsito e o transporte ferroviário. A parlamentar lamentou que a proposta esteja parada, mas disse esperar, após promessa do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, uma medida provisória tratando do tema. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Cláudio Neves / Portos do Paraná

 

PAOLINELLI: Câmara presta homenagem a ex-ministro da Agricultura indicado ao Nobel da Paz

paolinelli 22 06 2021A Câmara dos Deputados realizou cerimônia em homenagem a Alysson Paolinelli, ex-ministro da Agricultura, na manhã desta terça-feira (22/06), no Salão Negro do Congresso Nacional. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal da Câmara no YouTube.

Revolução Verde - Responsável pela chamada Revolução Verde, que fez do Brasil um dos maiores produtores mundiais de alimentos, o engenheiro agrônomo Paolinelli foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz 2021. Elegeu-se deputado federal por Minas Gerais nas eleições de 1986, fazendo parte da Assembleia Nacional Constituinte de 1987 a 1988.

Ministro - Nascido em Bambuí (MG), Alysson Paolinelli foi titular do Ministério da Agricultura de 1974 a 1979, durante o governo do presidente Ernesto Geisel. Ciente da importância do investimento em pesquisa e tecnologia para o campo, foi responsável por modernizar a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e promover a ocupação econômica do cerrado brasileiro.

Bolsas de estudos - Implantou um programa de bolsas de estudos para estudantes brasileiros nos maiores centros de pesquisa em agricultura do mundo. Cuidou também da reestruturação do crédito agrícola e do reequacionamento da ocupação do bioma amazônico.

Reconhecimento - Em 2006, Paolinelli ganhou o prêmio World Food Prize, concedido a pessoas que ajudaram consideravelmente a população a melhorar a qualidade, quantidade ou disponibilidade de alimentos no mundo. (Agência Câmara de Notícias)

FOTO: Tony Oliveira / Trilux

 

INFRAESTRUTURA: Governo autoriza aplicação de R$ 11,1 milhões para pavimentação de estradas rurais

infraestrutura 22 06 2021O Governo do Estado autorizou a celebração de quatro convênios de pavimentação de 40 quilômetros de estradas rurais no Estado. Juntos, eles somam investimentos de R$ 11.178.692,37. Os municípios beneficiados são Bom Jesus do Sul, Capanema, Enéas Marques, Flor da Serra do Sul, Francisco Beltrão, Formosa do Oeste, Guaraniaçu, Pérola d´Oeste, Pinhal de São Bento e Salgado Filho.

Primeiros - Esses são os primeiros convênios de 2021, cerca de 7% do previsto para o ano. Os recursos fazem parte do Programa Estradas Rurais Integradas aos Princípios e Sistemas Conservacionistas – Estradas da Integração, gerenciado pelo Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável (Deagro), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Importante - Para o secretário Norberto Ortigara, a pavimentação das estradas com pedras irregulares é importante para os produtores rurais tanto no manejo de suas propriedades, que dependem da chegada de insumos, sementes e ração, quanto no escoamento das safras, contribuindo para o aumento da competitividade da agroindústria paranaense. “Uma estrada ruim resulta em custo maior”, afirmou.

Benefícios - Mas os benefícios não se restringem à atividade agropecuária. “Além da questão da safra, melhora também a qualidade de vida de quem mora na região e pode se locomover mais rapidamente, como as crianças para chegarem à escola ou os doentes transportados a hospitais”, reforçou o secretário.

Preservação - O chefe do Deagro, Márcio da Silva, destacou que o projeto de pavimentação poliédrica com pedras irregulares tem também o objetivo de preservar os recursos naturais, por contribuir na conservação do solo nas propriedades. Por isso, o Programa Estradas da Integração é mais amplo. “Também capacita as administrações municipais nas técnicas de gestão, manejo e conservação dessas estradas”, disse.

Valores - O convênio liberado para Enéas Marques prevê investimento de R$ 2.570.588,71 em 10,25 quilômetros. Pérola d´Oeste receberá R$ 1.499.153,66 para 4,4 quilômetros. Em Bom Jesus do Sul serão R$ 1.168.225,57 para pavimentar 4,2 quilômetros. Outros R$ 1.094.242,29 irão para Guaraniaçu, onde 4 quilômetros receberão as pedras irregulares.

Mais - Flor da Serra do Sul receberá 965.151,03 para pavimentar 3,5 quilômetros. Para Salgado Filho serão destinados R$ 926.952,00 a serem aplicados em 3 quilômetros, enquanto Pinhal de São Bento terá R$ 823.083,45 para investir em 2,630 quilômetros. O município de Formosa do Oeste receberá R$ 821.535,15 para pavimentar 3,14 quilômetros.

Francisco Beltrão e Capanema - Para Francisco Beltrão estão destinados R$ 778.791,00 a serem investidos em 3 quilômetros, enquanto Capanema receberá R$ 530.969,51 para pavimentar 2,150 quilômetros.

Previsão - A previsão é que este ano sejam pavimentados cerca de 750 quilômetros de estradas rurais no Estado, com investimento de mais de R$ 154 milhões em aproximadamente 200 convênios. (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Geraldo Bubniak / AEN

 

PESQUISA: Paraná avança na industrialização e tem o terceiro maior crescimento do País em 10 anos

pesquisa 22 06 2021O Paraná foi o terceiro estado que mais ganhou participação na produção da indústria de transformação brasileira na última década. O crescimento de 1,05 ponto percentual fez com que o índice passasse de 6,38% para 7,43%. De acordo com a pesquisa elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a evolução paranaense foi puxada pelos setores de Impressão e Reprodução, Produtos de Madeira, Veículos Automotores e Celulose e Papel.

IBGE - O levantamento foi feito com base nos dados do Sistema de Contas Regionais (SCR) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e leva em consideração o intervalo entre os biênios 2007/2008 e 2017/2018. Apenas Pará (1,41) e Rio Grande do Sul (1,08) tiveram desempenho melhor neste recorte de 10 anos.

Quarto maior polo - O resultado consolida o Paraná como o quarto maior polo industrial do País, atrás de São Paulo (30,68%), Minas Gerais (10,80%) e Rio de Janeiro (10,14%). E a tendência é de aumentar esse crescimento nos próximos anos, diante da atração de novos negócios.

Força - “É uma demonstração da força do trabalho da nossa gente e também de que as grandes empresas veem o Paraná como um estado estratégico para investir. Grandes indústrias estão se instalando por aqui, o que se reflete também na geração de emprego”, destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. A indústria é responsável por 792.630 postos de trabalho ou 25% do emprego formal no Paraná.

Saldo - Com saldo de R$ 93,7 bilhões, o Estado é também o quarto com maior participação no Produto Interno Bruto (PIB) da indústria no Brasil – com 7,1%, novamente atrás apenas de São Paulo (29,8%), Rio de Janeiro (11,4%) e Minas Gerais (10,9%).

Soma das riquezas - Essa fatia, contudo, sobe para 37,6% quando se observa a soma das riquezas industriais apenas da Região Sul – Rio Grande do Sul tem 35,7% e Santa Catarina 26,7%. “Esse resultado é fruto de um esforço constante no Governo do Estado pela desburocratização, pelo incentivo ao bom ambiente para as empresas e por políticas públicas voltadas às nossas melhores qualidades, do campo à indústria”, ressaltou o governador.

Expansão - A pesquisa aponta que a expansão se dá em virtude do desempenho de alguns segmentos em especial. Os Serviços de Utilidade Pública, por exemplo, respondem por 19,4% do PIB industrial paranaense, seguido pela Construção (17,4%), Alimentos (17,2%), Veículos Automotores (8,1%) e Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (6,8%).

Onda de crescimento - “Percebemos uma onda de crescimento no Estado em todas as regiões de maneira uniforme. A paranaense já é a quarta maior indústria do País. E, por segmentos, vemos a relevância de setores como o automotivo, de alimentos, madeira e celulose”, afirmou o economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Evanio Felippe. Ele lembra que foi justamente durante o período do levantamento que o Estado assumiu o posto de segundo maior polo automotivo do País, atrás somente de São Paulo.

Produção industrial - Crescimento do passado que tem sequência no Estado. Ratinho Junior lembra que o resultado da produção industrial nos primeiros quatro meses de 2021 aponta crescimento de 18,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, terceiro melhor resultado do País. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A média nacional de crescimento no período foi de 10,5%.

Resultado - O resultado de abril de 2021, na comparação com o mesmo mês de 2020, foi ainda mais expressivo. Primeiro lugar do Sul e terceiro do Brasil, a produção industrial estadual avançou 55,1% no período, reflexo da recuperação econômica, já que abril de 2020 foi um dos meses mais restritivos da pandemia da Covid-19. No País, o crescimento foi de 34,7%.

Índices - “Diversos índices mostram, mês a mês, que o Paraná caminha para superar os obstáculos impostos pela pandemia na economia. O crescimento da indústria paranaense é um deles”, comentou Ratinho Junior.

Avanço - No quadrimestre, a indústria de transformação do Paraná avançou em 11 dos 13 setores analisados pelo IBGE. O crescimento mais expressivo foi na fabricação de máquinas e equipamentos, que aumentou 59,5% no período.

Exemplo - Um bom exemplo dessa expansão é a Valmet. Instalada desde 2011 em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, a indústria especializada em tecnologias, serviços e automação para celulose, papel e energia passa pela pandemia sem sentir qualquer efeito da crise econômica. Pelo contrário. Cresceu em produção e na contratação de mão de obra durante todo o período. Atualmente conta com 500 colaboradores – 470 instalados em Araucária e outros 30 em Ortigueira, nos Campos Gerais, fruto de um contrato de fornecimento para o projeto de expansão da Klabin na região.

Fatores - “A necessidade dos nossos clientes, casada com a nossa opção por tecnologia e inovação, ajudam a explicar esse bom momento. Já abrimos a planta em Araucária em processo de expansão por causa de um contrato muito grande que assinamos ainda em 2011”, disse o presidente da Valmet para a América do Sul, Celso Tacla.

Destaques - Se destacaram também durante o quadrimestre a fabricação de produtos de madeira (49,7%); produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (41,2%); veículos automotores, reboques e carrocerias (41%); móveis (35,9%); produtos minerais não metálicos (34,1%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (25,5%); borracha e material não plástico (20,6%); outros produtos químicos (13,5%); bebidas (12,9%); e coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (10,3%). (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Gilson Abreu / AEN

 

COPOM: Inflação persiste, mas economia evolui mais que o esperado

copom 22 06 2021O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) informou nesta quinta-feira (22/06) que o aumento de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros levou em consideração a “persistência da pressão inflacionária” maior que a esperada, sobretudo entre os bens industriais. Apesar da persistência, o comitê identifica tendência de melhora na economia do país. Na última quarta-feira (16/06), o Copom elevou a Selic de 3,5 para 4,25% ao ano.

Ata - “Adicionalmente, a lentidão da normalização nas condições de oferta, a resiliência da demanda e implicações da deterioração do cenário hídrico sobre as tarifas de energia elétrica contribuem para manter a inflação elevada no curto prazo, a despeito da recente apreciação do Real”, informou a autoridade monetária ao divulgar a ata da reunião realizada na semana passada pelo comitê.

Evolução mais positiva - Apesar da persistência inflacionária apontada, o BC prevê uma “evolução mais positiva do que o esperado” para a economia brasileira, conforme vem sendo identificado nos indicadores recentes que mostram “revisões relevantes” nas projeções de crescimento. Com isso, acrescenta a ata, “os riscos para a recuperação econômica reduziram-se significativamente”.

Cenário externo - No cenário externo, a ata registra que estímulos fiscais e monetários em alguns países desenvolvidos têm promovido ”uma recuperação robusta da atividade econômica”, o que corrobora para um cenário mais otimista nesses países.

Básico - “No cenário básico, com trajetória para a taxa de juros extraída da pesquisa Focus e taxa de câmbio partindo de USD/BRL 5,052, e evoluindo segundo a paridade do poder de compra, as projeções de inflação do Copom situam-se em torno de 5,8% para 2021 e 3,5% para 2022”, diz a ata.

Trajetória - Levando em conta esse cenário, o Copom prevê uma trajetória de juros que se eleva para 6,25% ao ano em 2020 e para 6,5%, em 2022. “As projeções para a inflação de preços administrados são de 9,7% para 2021 e 5,1% para 2022. Adota-se uma hipótese neutra para a bandeira tarifária de energia elétrica, que se mantém em ‘vermelha patamar 1’ em dezembro de cada ano-calendário”, complementa.

Normalização - Na avaliação do BC, manifestada semana passada pelo Copom, foi dito que o cenário indica ser apropriada a normalização da taxa de juros para patamar considerado neutro, de forma a mitigar a disseminação dos atuais choques temporários sobre a inflação. “Não há compromisso com essa posição e que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação”, complementa a nota.

Próxima reunião - Para a próxima reunião, a expectativa é de “continuação do processo de normalização monetária com outro ajuste da mesma magnitude”. O comitê, no entanto, ressalta que uma deterioração das expectativas de inflação para o horizonte “pode exigir uma redução mais tempestiva dos estímulos monetários”.

Trajetória - Com a decisão, a Selic continua em um ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano, em março de 2018.

Menor nível - Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Esse foi o menor nível da série histórica iniciada em 1986.

Inflação - A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Negociações - A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Redução - Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Centro da meta - O centro da meta inflacionária, definida pelo Conselho Monetário Nacional, está em 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%. (Agência Brasil)

FOTO: Pixabay

 

SAÚDE I: Brasil registra 38.902 casos nas últimas 24 horas

O Brasil registrou 38.902 casos confirmados e 761 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, segundo boletim divulgado na noite desta segunda-feira (21/06) pelo Ministério da Saúde. No total, são 17.966.831 casos e 502.586 óbitos registrados desde o início da pandemia.

Recuperados - Segundo o boletim, 90,7% dos infectados pelo novo coronavírus, ou 16.288.392, se recuperaram. Há ainda 1.175.853 casos em andamento.

Números - Os números são em geral mais baixos aos domingos e segundas-feiras em razão da menor quantidade de funcionários das equipes de saúde para realizar a alimentação dos dados. Às terças-feiras os resultados tendem a ser maiores pelo envio dos dados acumulados.

Estados - São Paulo é a unidade da Federação líder tanto em número de casos (3.587.646) quando em mortes (122.258). Em número de casos, o estado do Sudeste é seguido por Minas Gerais, com 1.739.929, e Paraná (1.217.064). Os estados com menos registros são Acre (84.918), Roraima (109.702) e Amapá (115.771). Entre os óbitos, a vice-liderança é do Rio de Janeiro, com 54.267 mortes, seguido por Minas Gerais, com 44.583. Os estados com menos mortes são Roraima (1.704), Acre (1.732) e Amapá (1.803).

Vacinação - Segundo o Ministério da Saúde, até esta segunda-feira foram aplicadas, no total, 88.353.063 doses de vacina, sendo 64.034.871 na primeira dose e 24.318.192 na segunda dose. Nas últimas 24 horas foram aplicadas 1.392.493 doses de vacinas. O ministério informou que, até agora, distribuiu às unidades da Federação 109.475.286. (Agência Brasil)

 

saude I tabela 22 06 2021

SAÚDE II: Sesa divulga 13.582 novos casos e 42 óbitos pela Covid-19 no Paraná

saude II 22 06 2021A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta segunda-feira (21/06) mais 13.582 casos e 42 mortes pela Covid-19 no Paraná. Os números são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas.

Soma - Os dados acumulados do monitoramento da doença mostram que o Estado soma 1.210.584 casos confirmados e 29.870 óbitos.

Meses - Os casos confirmados divulgados nesta data são de janeiro (16), fevereiro (85), março (72), abril (105), maio (5.892) e junho (7.396) de 2021 e dos seguintes meses de 2020: agosto (1), setembro (1), outubro (1) novembro (5) e dezembro (8).

Internados - O informe relata que 2.403 pacientes com diagnóstico confirmado estão internados. São 1.913 em leitos SUS (946 em UTIs e 967 em enfermarias) e 490 em leitos da rede particular (259 em UTIs e 231 em enfermarias).

Exames - Há outros 2.866 pacientes internados, 1.123 em leitos de UTI e 1.743 em enfermarias, que aguardam resultados de exames. Eles estão nas redes pública e particular e são considerados casos suspeitos.

Óbitos - A Secretaria estadual da Saúde informa a morte de mais 42 pacientes. São 20 mulheres e 22 homens, com idades que variam de 31 a 96 anos. Os óbitos ocorreram de 09 de setembro de 2020 a 21 de junho de 2021.

Municípios - Os pacientes que morreram residiam em Telêmaco Borba (8), Arapongas (3), Curitiba (3), Pinhais (3), Rio Negro (3), Colombo (2) e São José dos Pinhais (2).

Uma morte - O informe registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Alto Piquiri, Ampére, Antônio Olinto, Capitão Leônidas Marques, Irati, Japurá, Maringá, Mauá da Serra, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Piraquara, Santa Tereza do Oeste, São Jorge d'Oeste, São Pedro do Ivaí, Terra Boa, Toledo e Vera Cruz do Oeste.

Fora do Paraná - O monitoramento registra 6.480 casos e 168 óbitos de residentes de fora. (Agência de Notícias do Paraná)

Confira o Informe completo.

 

SAÚDE III: 451,7 mil vacinas chegam ao Paraná; Cemepar separa as doses para os municípios

saude III 22 06 2021O Paraná recebeu na tarde desta segunda-feira (21/06) mais 451.750 doses da vacina contra a Covid-19. Os imunizantes, produzidos em parceria pela AstraZeneca, Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), integram o 26º lote encaminhado pelo Ministério da Saúde.

Cemepar - O material já está no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, para averiguação, validação e posterior divisão. A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde é começar a distribuição para as 22 regionais que formam o sistema público de saúde do Estado ainda nesta terça-feira (22/06).

Grupos prioritários - De acordo com a pauta de distribuição, todas as doses são destinadas à conclusão do ciclo de imunização de grupos prioritários. São 404.242 doses para as pessoas de 60 a 64 anos (o equivalente a 71% do total) e 2.277 doses para trabalhadores das forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas (6% do grupo). As demais doses vão para reserva técnica.

Distribuição - “Vamos acelerar a distribuição para fazer com que mais pessoas completem o ciclo de vacinação, garantindo a completa imunização contra o vírus, por isso vale reforçar a importância das pessoas tomarem a segunda dose”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “Queremos continuar fazendo a vacina chegar no braço dos paranaenses na maior velocidade possível”, reforçou ele.

Vacinômetro - O Paraná administrou até a tarde desta segunda-feira 5.032.954 doses da vacina anticovid. Dessas, 3.749.010 foram aplicações de primeiras doses e 1.283.944 segundas doses. Os dados são do Vacinômetro (https://localizasus.saude.gov.br/) do Sistema Único de Saúde (SUS), painel do Ministério da Saúde alimentado diretamente pelos municípios.

Vacinas - Das vacinas aplicadas, 49,1% foram vacinas da AstraZeneca, 45,6% da Coronavac (Instituto Butantan/Sinovac) e 5,3% da Pfizer/BioNTech.

Números - Em números absolutos, as cidades que mais vacinaram são Curitiba (889.741 doses), Maringá (287.645 doses), Londrina (268.166 doses), Cascavel (149.343 doses) e São José dos Pinhais (141.024 doses). (Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Américo Antonio / Sesa

 

SAÚDE IV: Campanha de Domingo a Domingo registra 76,1 mil aplicações no fim de semana

saude IV 22 06 2021Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde registrou 76.179 aplicações da vacina contra a Covid-19 neste final de semana em 119 municípios do Paraná. As ações de imunização fazem parte da campanha De Domingo a Domingo, do Governo do Estado e das prefeituras municipais.

Marca - Esse número foi preponderante para o Paraná alcançar a marca de 5 milhões de doses aplicadas e 3,7 milhões de paranaenses imunizados com a primeira dose – o restante, 1,2 milhão, correndeponde a imunizados com as duas doses.

Importância - O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforçou a importância dessas ações para o enfrentamento da pandemia. “Qualquer atitude que possibilite mais pessoas imunizadas contra essa doença deve ser replicada. A vacinação aos finais de semana tem sido fundamental para alcançarmos o maior número de pessoas possível e não deixarmos doses paradas”, afirmou.

Orientação - “A orientação do governador Ratinho Junior é fazer com que a vacina chegue até o braço dos paranaenses, e com a ajuda dos municípios, iremos cumprir com a expectativa do nosso calendário e aplicar pelo menos a primeira dose em toda a população acima de 18 anos até 30 de setembro”, acrescentou.

Doses - O Estado recebeu até essa segunda-feira (21/06), 6.762.220 doses de vacinas contra a Covid-19, sendo 2.641.000 da CoronaVac, 3.616.950 da AstraZeneca e 504.270 da Pfizer. Segundo o Vacinômetro do governo federal, é o primeiro em eficácia da imunização entre os dez que mais receberam imunizantes: 85,9% do que foi distribuído já foi aplicado.

Dados - Confira os dados de vacinação deste final de semana por Regional de Saúde:

1ª – Paranaguá: 4.630 doses / 1 município

2ª – Metropolitana: 21.278 doses / 26 municípios

3ª – Ponta Grossa: 11.295 doses / 6 municípios

4ª – Irati: 4.523 doses / oito municípios

5ª – Guarapuava: 4.369 doses / 7 municípios

6ª – União da Vitória: 310 doses / 1 município

7ª – Pato Branco – 957 doses / 3 municípios

8ª – Francisco Beltrão: 2.150 doses / 10 municípios

9ª – Foz do Iguaçu: 530 doses / 2 municípios

11ª – Campo Mourão: 1.186 doses / 9 municípios

12ª – Umuarama: 104 doses / 1 município

15ª – Maringá: 2.378 doses / 5 municípios

16ª – Apucarana: 49 / 2 municípios

17ª – Londrina: 19.287 doses / 17 municípios

18ª – Cornélio Procópio: 516 doses / 6 municípios

19ª – Jacarezinho: 1.009 doses / 4 municípios

20ª – Toledo: 609 doses / 3 municípios

21ª – Telêmaco Borba: 813 doses / 5 municípios

22ª – Ivaiporã: 186 doses / 3 municípios

Total: 76.179 doses / 119 municípios

(Agência de Notícias do Paraná)

FOTO: Sesa

 


Versão para impressão


RODAPE