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EXPORTAÇÕES: Apex reforça estratégia para atrair investidores

exportacoes 19 01 2015Com o objetivo de ampliar a atração de capital para o Brasil, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) reforçará em 2015 a estratégia de encontrar estrangeiros interessados em adquirir participações em empresas nacionais. Até 2011, além de promover exportações, a agência focava o trabalho na atração de Investimento Estrangeiro Direto (IED) para o país. Desde então, porém, há uma calibragem nessa atuação. "Isso passa por ver o investimento como meio, e não como objetivo final", explicou ao Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor, a gerente-executiva de investimentos da Apex, Maria Luisa Cravo, em referência à exigência de profissionalização geralmente atrelada aos aportes de capitais.

Rapidez - Além disso, disse Maria Luisa, esse é um investimento que ocorre de forma mais rápida. "As conversas duram no máximo seis meses, enquanto no IED elas são de até três anos. "Para 2015, a tendência é fortalecer essa atuação."

Frentes- Essa estratégia tem duas frentes. Na primeira, a Apex faz uma ponte para viabilizar as conversas entre fundos de participação estrangeiros e congêneres brasileiros. Depois, acompanha a gestora nacional na identificação de empresas adequadas para receber o investimento.

Consolidadas - Esses investimentos vão para "empresas mais consolidadas, porque os fundos brasileiros têm certa aversão ao risco", afirmou a gerente da Apex. Entre os principais setores contemplados, ela listou varejo, tecnologia da informação, educação e energia. "São as áreas que mais crescem hoje no país."

Valores - No ano passado, as atividades da área de investimento da Apex ajudaram a atrair US$ 4,7 bilhões para o país, sendo que US$ 3,4 bilhões vieram na forma de investimento em fundos gestores brasileiros e US$ 1,3 bilhão entrou como investimento produtivo, englobado na categoria de IED.

Questões macroeconômicas - "As questões macroeconômicas não têm afetado, porque as empresas estão olhando no longo prazo. Estamos otimistas, acreditamos que não haverá queda, porque somos uma democracia consolidada e um mercado grande", disse Maria Luisa. Segundo ela, os volumes registrados no ano passado foram quase os mesmos obtidos em 2013.

Startups - O outro braço da estratégia atua junto a "startups", buscando apresentá-las a investidores estrangeiros e promover suas soluções a exportadores brasileiros. O próximo passo, já para o segundo semestre deste ano, será colocar as "startups" em contato com o braço de capital de grandes empresas. A ideia é que elas vendam seus produtos e serviços para essas grandes companhias.

Eventos - Em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a Apex demonstra as tecnologias desenvolvidas pelas startups brasileiras em grandes eventos do setor, como o Demo Day, realizado em San Francisco, nos EUA. Essas iniciativas garantiram aporte externo de US$ 15 milhões a seis empresas brasileiras em 2014.

Credenciamento - De acordo com o secretário de Política de Informática do ministério, Virgílio Almeida, o programa Startup Brasil credencia entidades do setor privado conhecidas como aceleradoras, que oferecem a infraestrutura adequada para as startups e assessoria jurídica. Além disso, a pasta repassa R$ 200 mil para cada empresa selecionada como incentivo. "Cada uma recebe R$ 200 mil por um ano e tem esse período para desenvolver o produto."

Editais - De acordo com Almeida, nos quatro editais já lançados foram recebidas 2,8 mil propostas de startups, das quais 20% são internacionais. Desse total, 190 foram selecionadas, sendo 40 na primeira edição e 50 na segunda. "Da primeira turma, o investimento privado recebido já é maior do que o do governo, de R$ 12 milhões e R$ 8 milhões, respectivamente." (Bloomberg / Valor Econômico)

 

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