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FORMAÇÃO INTERNACIONAL: Brasileiros conhecem entidade de representação do cooperativismo australiano

No quarto dia da missão de estudos na Oceania, os cooperativistas brasileiros estiveram em Sydney, onde conheceram o Business Council of Co-operatives and Mutuals (BCCM), que é uma entidade representativa do cooperativismo australiano, similar à OCB no Brasil. O BCCM é a voz nacional do setor cooperativo e representa as cooperativas em todos os setores, incluindo agricultura, finanças, seguros, automobilismo (auto socorro), varejo e marketing, compras, habitação, saúde, energia, educação, cuidados aos idosos, esporte e lazer. Na Austrália, o setor cooperativista é composto por 2000 cooperativas e 15 milhões de membros. Ele representa 7% do PIB do país e movimenta anualmente 30 bilhões de dólares australianos em negócios.

Escritório - Como não dispõe de recursos para ter sede própria, o escritório da BCCM funciona dentro da sede da Cooperativa Capricorn, formada por pequenas empresas de serviços automotivos, que se uniram para fazer compras em conjunto e, também, oferecer serviços como proteção de riscos, financiamento de equipamentos e serviços de viagens.

Informações - Ao receber o grupo, a diretora executiva da instituição, Melina Morrison, solicitou informações sobre o cooperativismo brasileiro para que ela pudesse fazer o comparativo coma realidade australiana. As informações foram repassadas pela gerente geral da OCB, Tânia Zanella, e pelo coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sistema Ocepar, João Gogola Neto.

Atividades - Entre as principais atividades executadas pela entidade que representa o cooperativismo australiano estão: apoio jurídico, pesquisa, educação e rede de negócios. Melina Morrison BCCM, demonstrou preocupação em relação à captação de capital pelas cooperativas e a entidade está discutindo a questão com os governos estadual e nacional, pois contam com leis diferentes.

Apoiadores - Ainda de acordo com ela, o cooperativismo australiano começou a ter apoiadores na esfera governamental como o apoio do Barnaby Joyce, vice-primeiro-ministro e ministro da Agricultura e dos Recursos Hídricos. Ele afirmou que as cooperativas agrícolas permitem que os agricultores possuam e controlem mais da cadeia de suprimento de alimentos, o que lhes dá maior poder de barganha quando se trata de negociar com os compradores de seus produtos. Quanto mais você alcança a cadeia de suprimentos, os melhores retornos chegam  na porta da fazenda, é tão simples, é melhor para o agricultor e é melhor para as comunidades locais e para as pessoas que vivem e trabalham lá”.

Agricultura - Entre os anos 2012 e 2013, existiam 157.000 agricultores na Austrália. A maioria das propriedades rurais investem em culturas mistas e pecuária (22%), bovinos de corte (20%) e produtos lácteos (8%). O valor bruto da produção agrícola australiana nesse período foi de $AU 48 bilhões, representando 3% do PIB. Os agricultores australianos produzem 93% da oferta alimentar diária da Austrália e exportam cerca de 60% do que cultivam e produzem. As cooperativas do ramo agropecuário representam 7,2 bilhões de dólares australianos, ou 15% do setor agrícola do país. O CBH Group é a maior cooperativa australiana, exporta 40 do trigo produzido na Austrália e atingiu volume de negócios na ordem de 3,7 bilhões de dólares australianos entre 2014/15. Já a cooperativa Murray Goulburn processa cerca de 30% da oferta de leite da Austrália e é o maior exportador de lácteos, atingindo 2,9 bilhões de dólares australianos em volume de negócios entre os anos de 2014 e 2015.

Educação – Na tarde desta quinta-feira (18/05), os cooperativistas brasileiros seguiram para o Teachers Mutual Bank (TMBL), que iniciou suas atividades em 1966 com o compromisso de apoiar o setor australiano de Educação. Por mais de 50 anos, tem prestado serviços financeiros para educadores australianos. Atualmente, é um dos maiores bancos mútuos da Austrália, composto por três marcas: o original Teachers Mutual Bank (voltado ao crédito para profissionais da educação), UniBank (foco em alunos universitários) e Firefighters Mutual Bank.  (banco mutuo do corpo de bombeiros) Com mais de 186.000 membros e mais de $AU 6 bilhões em ativos, o Teachers Mutual Bank Ltd é um dos maiores bancos mútuos da Austrália.

Liderança – O Teachers Mutual Bank Ltd é líder de mercado na defesa e apoio de membros no setor bancário australiano e também está comprometido com fortes padrões de responsabilidade corporativa através de investimento comunitário e negócios éticos como uma das empresas mais éticas do mundo. Nos últimos três anos, tem conquistado o Prêmio “As empresas mais éticas do mundo”, concedido pelo Ethisphere Institute. A cooperativa criou um fundo de 4% de seus resultados para aplicar em programas sociais.

Números - O TMBL possui 177.357 associados, ativos de $AU 5,5 bilhões e depósitos de $AU 4,5 bilhões. Obteve resultado de $AU 30,2 milhões no ano passado. O valor da carteira de empréstimo é de $AU 595,0 milhões, sendo que 90% está vinculada à financiamentos habitacionais. A rentabilidade dos ativos é de 0,58%. A inadimplência é de 0,2% e o grau de satisfação dos membros chega a 95%, sendo que os quatro maiores bancos australianos atingem um índice de satisfação próximo à 70%.

Integrantes - Fazem parte da quinta turma, representantes de cooperativas paranaenses dos ramos agropecuário e de crédito, do Sebrae, além da gerente geral da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Zanella, do coordenador de Desenvolvimento Cooperativo do Sescoop/PR, João Gogola Neto, do coordenador técnico do Sescoop/PR, Devair Mem. Antes da viagem à Oceania que inciou no dia 15 e vai até o dia 26 de maio, o grupo participou de módulos sobre o cooperativismo brasileiro e paranaense, e teve a oportunidade de visitar cooperativas e entidades de representação na Argentina, Itália, Alemanha, Holanda, Estados Unidos e Canadá. O Programa Internacional de Formação de Executivos e Líderes é uma iniciativa do Sistema Ocepar que conta com a parceria do Sebrae/PR e visa proporcionar uma visão internacional de negócios, além de estabelecer troca de experiências com o cooperativismo de outras partes do mundo.

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