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ENCONTROS DE NÚCLEOS I: Primeira rodada de 2017 é encerrada com participação de mais de 300 cooperativistas

Trezentos e trinta e quatro cooperativistas de diversas partes do Estado estiveram presentes na primeira rodada dos Encontros de Núcleos de 2017 promovida nesta semana pelo Sistema Ocepar. Guarapuava sediou, nesta sexta-feira (19/05), a última reunião, com 45 representantes de 10 cooperativas dos ramos agropecuário, crédito e saúde da região Centro-Sul. Na terça-feira (16/05), em Capanema, no Sudoeste do Estado, o encontro teve 95 participantes. Na quarta-feira (17/05), 121 cooperativistas do Oeste participaram dos debates ocorridos em Palotina, e nesta quinta-feira (18/05), 73 representantes do Norte e Noroeste prestigiaram o evento, em Ubiratã. Os Encontros de Núcleos são organizados duas vezes por ano, com o propósito de discutir temas de interesse do cooperativismo paranaense. A próxima rodada será realizada no segundo semestre.

Abertura – No evento desta sexta-feira ocorrido em Guarapuava, a mesa de abertura foi composta pelo presidente do Sicredi Planalto das Águas, Adilson Primo Fiorentin, pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, juntamente com os diretores da Ocepar, Frans Borg (presidente da Castrolanda), Renato Greidanus (presidente da Frísia) e Luiz Roberto Baggio (presidente da Bom Jesus), que também é coordenador Núcleo Centro Sul, e pelo ex-reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), professor Zaki Akel Sobrinho.

Intercooperação - Para Fiorentin, os Encontros de Núcleos são uma oportunidade de discussão dos temas de interesse do setor, além de aproximar e integrar os dirigentes cooperativistas. “Tirar um tempo para se dedicar ao diálogo com demais lideranças, tratando de fatos e atos que nos afetam, num momento conturbado para o país, é uma ação importante. Porém, no meu entendimento, a interação entre cooperativas de diversos ramos é o fator principal, pois exercemos na prática um dos princípios do cooperativismo, que é a intercooperação”, afirmou o presidente do Sicredi Planalto das Águas.

Expansão - O Sicredi, juntamente com Cooperaliança, foi anfitrião do evento e Fiorentin fez uma apresentação sobre a cooperativa às demais lideranças. Em novembro do ano passado, iniciamos a expansão interestadual da cooperativa, inaugurando a primeira agência em São Paulo, no município de Votuporanga. É o início de um novo capítulo em nossa história”, ressaltou. Fundado em 1983, o Sicredi Planalto das Águas está sediado em Guarapuava e congrega cerca de 16 mil cooperados, gera 163 empregos diretos e administra mais de R$ 300 milhões em ativos.

Potencial - Segundo Fiorentin, a cooperativa levará para São Paulo o mesmo modelo de atuação, que qualificou como o “estilo do cooperativismo paranaense”. “É um momento de felicidade e expansão, porque acreditamos que é só uma questão de tempo para o Sicredi Planalto das Águas atingir seu pleno potencial, chegando ao porte e tamanho que merece”, afirmou, relatando que uma nova agência deve ser inaugurada em 2018 na área de ação no estado de São Paulo. “Em 2016, no ranking de cooperativas de crédito do Banco Central, alcançamos a posição 135. Nosso objetivo, à medida que evoluirmos em São Paulo e ampliarmos a atuação em nossa região no Paraná, é estar entre as 100 maiores cooperativas do Brasil. Entendo que será a consequência natural de nossa vocação e trabalho”, concluiu.

Alinhamento – Na avaliação de Greidanus, a participação nos Encontros de Núcleos é sempre importante e produtiva. “É uma oportunidade de trocar ideias com outros presidentes e diretores das cooperativas dos diversos ramos. Eu acho que isso é importante porque você acaba se atualizando e as demandas são mais concentradas. Nós podemos, com isso, fazer um alinhamento muito mais forte também do Sistema Ocepar para atender as demandas das cooperativas”, afirmou.

Preocupação - Ele também demonstrou preocupação com a mais recente crise política desencadeada no país na última quarta-feira. “Logicamente estamos em um momento bastante difícil no Brasil porque nós tínhamos boas oportunidades das reformas começarem a acontecer de fato, principalmente a trabalhista, a previdenciária e a tributária, e tudo isso ficou em segundo plano. Com certeza, isso vai afetar o país como um todo. Para o agronegócio, por ser o motor da nossa economia, talvez todo esse movimento até favoreça as exportações porque mexe no câmbio, pois houve uma reação muito forte no valor do dólar de ontem para hoje e nós sabemos que ele é muito volátil. Então, temos que estar muito atentos para aproveitar esses momentos e realizar eventualmente as vendas, principalmente no setor de soja”, acrescentou o presidente da Frísia.

UniãoO presidente da Cooperativa Capal, Erik Bosch, também demonstrou preocupação com a realidade brasileira. “Novamente estamos em uma turbulência muito forte. Acho que, dependendo da situação, deveremos virar seis meses para trás, ser for uma luta pelo poder do Temer. Mas isso mostra mais uma vez a importância dos Encontros de Núcleos onde as cooperativas, junto com a Ocepar, que coordena esse evento, levantam quais são os melhores caminhos para o setor seguir, mostrando, assim, a força do cooperativismo. Porque somente juntos vamos conseguir lutar pelos nossos ideais, tentar fazer um Brasil melhor pois estou muito triste com essa situação. Dois dias atrás, vi que estávamos caminhando certinho, no sentido de conseguir as aprovações [das reformas em tramitação no Congresso Nacional] e hoje não sei mais o que irá acontecer. Então, estou aqui hoje com os demais colegas e cooperativas para não perder a esperança, não perder a noção do que está ocorrendo com o nosso país”.

Planejamento - Nesse contexto, Bosch destacou ainda o fato do cooperativismo continuar crescendo mesmo em momentos de crise, devido ao planejamento de suas ações. “O plano novo do cooperativismo, o PRC 100, é necessário porque é feito em cima de metas. E tendo essas metas, esse norte desenhado, você pode não atingir seus objetivos com rapidez, mas não pode parar nunca. Tem que seguir sempre atrás dos seus ideais e dos seus projetos”, finalizou.

Atividades – As atividades dos Encontros de Núcleos Cooperativos foram conduzidas pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, com apoio dos superintendentes Robson Mafioletti e Leonardo Boesche. Acompanharam também as reuniões, o coordenador de Comunicação Social, Samuel Milléo Filho, analista técnico especializado da Gerência Técnica e Econômica, Rogério Croscato, e o assessor jurídico da Fecoopar, Graziel Pedrozo de Abreu.

Programação – A programação dos eventos contemplou a participação do ex-reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Zaki Akel Sobrinho, que ministra palestra com o tema “Conjuntura econômica atual e as ferramentas de marketing eficazes para a retomada do desenvolvimento”. Também ocorrem debates sobre o PRC 100, o plano de ações do cooperativismo paranaense, com enfoque para a implantação dos projetos estratégicos. Tradicionalmente, as cooperativas anfitriãs realizam uma apresentação sobre as atividades que desenvolvem e os resultados alcançados.

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