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PRC 100: Profissionais de cooperativas participam do Comitê de Mercado, em Maringá

 

Na sexta-feira (28/07), aconteceu no auditório da Cocamar, em Maringá, reunião do Comitê de Mercado do PRC-100 - Planejamento Estratégico Paraná Cooperativo 100 e contou com a presença de 25 participantes. Na oportunidade, o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, e Pedro Gonçalves, da Partner Consulting, fizeram um relato dos trabalhos já realizados pelo comitê e os contatos mantidos com a diretoria da Associação Paranaense de Supermercados (Apras) dentro da estratégia “conhecer para fornecer”. Segundo Mafioletti, além da programação de palestras, como a realizada no dia 06 de março, em Cascavel, com a presença do empresário Carlos Beal, e desta sexta-feira, com Everton Muffato, a ideia é promover, ainda neste ano, uma reunião conjunta entre a diretoria da Apras e os presidentes de cooperativas e diretores/superintendentes da área de varejo. “Inicialmente pensamos na data do dia 6 de outubro, mas coincide com o início da Feira Anuga, realizada em Colônia, na Alemanha, por isso indicamos uma nova data em comum acordo com os participantes para poder negociar com a diretoria da Apras”, lembrou.

Pesquisa Outro assunto levado para o conhecimento dos participantes foram os detalhes de uma pesquisa de opinião que será realizada pelo Sistema Ocepar junto à população paranaense, para conhecer o perfil dos consumidores de produtos e serviços das cooperativas. Segundo o coordenador de comunicação social do Sistema Ocepar, Samuel Milléo Filho, que apresentou o projeto, a finalidade é realizar no prazo de 40 dias um levantamento com mil entrevistados, nos principais centros consumidores do Paraná. Serão 500 questionários com pessoas que consomem produtos e serviços das cooperativas, e 500 com não consumidores, além da realização de entrevistas com grupo de foco (focus group). “Assim, teremos algumas respostas importantes e que nos auxiliarão nas estratégias de marketing, tanto de forma individual pelas próprias cooperativas, como também institucionalmente”, destacou. Na oportunidade, também foi apresentado o novo catálogo de produtos e serviços das cooperativas paranaenses em português e inglês, que será encaminhado a todas as 221 cooperativas filiadas e também às embaixadas.

Muffato – O diretor do Grupo Muffato, Everton Muffato, participou da reunião em Maringá como convidado dentro do tema “fornecer para conhecer”. Ele fez uma apresentação do trabalho realizado pelo grupo, que há quatro décadas atua no setor de varejo, com 50 lojas no Paraná e São Paulo. A previsão para 2017 é inaugurar mais quatro unidades no estado, entre elas o Muffato Gourmet, em Maringá, semelhante à loja recém-inaugurada em Londrina com um novo conceito de vendas. “Nesta loja de Londrina firmamos uma parceria com a cooperativa Cooperaliança, onde vendemos apenas carne de Angus, fornecida diretamente pela cooperativa e com uma excelente avaliação dos nossos consumidores”, disse Muffato.

Vendas online – O grupo também tem investido nas suas lojas virtuais. “Todo momento, as pessoas estão mudando seu modo de se relacionar com o mundo. Novas experiências de compra em loja física, novas soluções de compras online, aplicativos em smartphone. Por isso, em 2015, o Muffato começou, de forma pioneira, a desenvolver uma visão Omnichannel sobre seus negócios, onde o objetivo principal é empoderar nossos clientes com ferramentas e serviços para que possam escolher o momento de fazer suas compras e quando e onde querem receber seus produtos”.  Everton Muffato também disse que nos últimos anos o grupo investe pesadamente no meio digital. “Nossa presença aumentou nas mídias sociais. Deixamos de terceirizar esses serviços e contratamos uma equipe com 25 profissionais que monitoram e acompanham 24 horas por dia tudo que acontece neste meio. Deixamos de ser reativos para passarmos a proativos, o que nos dá uma segurança para interagir com este novo perfil de consumidores”, disse.

Saudabilidade – O grupo também entrou de cabeça nos produtos saudáveis. “Hoje, a saudabilidade é um dos nossos pilares de permanente atuação. Por isso, é possível encontrar em nossas lojas a área saudável, com uma série de produtos especiais, orgânicos, sem conservantes, sem adição de açúcar, integrais, com redução de sódio, etc. Tudo bem feito para quem se preocupa com uma alimentação balanceada e restrita”. Everton disse que as cooperativas podem aproveitar esta tendência atual para divulgar todo o trabalho que realizam com produtos com garantia de origem e saudáveis. “Esta qualidade precisa ser dita para o consumidor. Nós temos as gôndolas em nossas lojas e a decisão final é sempre dos consumidores. Este é o grande desafio da indústria cooperativa: mostrar esses diferenciais, que a cooperativa domina toda produção, não como uma indústria multinacional, que compra a matéria-prima de diversos produtores e não dominam toda a cadeia, ao contrário das cooperativas, que tem toda a cadeia completa, gerenciada, rastreada e sustentável. Este é um grande diferencial, creio que seja isso que vocês pretendem com todo este trabalho do PRC-100 e se tornará um ativo pouco explorado”, destacou.

Cooperados e consumidores – Muffato lembra que o bom trabalho realizado entre as cooperativas e seus cooperados deve ser replicado com os consumidores finais, seja através de comunicação direta via meios tradicionais, trade, publicidade e também em mídias sociais. “Os consumidores precisam ter a mesma relevância que os cooperados. O consumidor moderno não valoriza só preço. Hoje ele analisa o rótulo, sua origem, quem produz ele está preocupado com sua saúde, com a sustentabilidade e as cooperativas possuem um patrimônio gigante na mão, ao meu ver, isso está adormecido e precisa ser melhor explorado”, aconselhou Muffato.

Banco de dados – Everton Muffato também detalhou sobre o Clube Muffato, onde cerca de 1,6 milhão de clientes estão cadastrados em suas lojas e representam atualmente 80% do faturamento do grupo. “Para criar esta solução inédita no varejo, o grupo utilizou o que é considerado como um dos itens mais valiosos para estratégias comerciais em todo mundo, ou seja, a formação de um rico banco de dados. Afinal, hoje, quem tem acesso a informações detalhadas sobre seus clientes tem muito mais precisão para criar ações e desenvolver promoções”. O grupo ainda atua nas áreas atacadista com 10 lojas Max Atacadista e 2 Muffato Max Atacado, quatro postos de combustíveis, quatro centros de distribuição, divisão imobiliária e também na área de comunicação com duas emissoras de TV (Tarobá Cascavel e Londrina) e uma emissora de rádio (Tarobá 95.7).

PRC-100 - Sobre o PRC-10 e o fato do sistema reunir as cooperativas num comitê especifico para o varejo, Everton Muffato disse que “vê com bons olhos, principalmente vindo de um setor produtivo como o cooperativista, de se preparar para o futuro. Nada na vida acontece sem planejamento e esta iniciativa de querer melhorar, de se aperfeiçoar, irá aprimorar muito esses laços do varejo com as cooperativas, afinal, não existe cooperativas sem o Paraná e não existe Paraná sem as cooperativas pela sua força, principalmente no campo e o varejo está neste caminho”. 

Cocamar – O vice-presidente da diretoria executiva da Cocamar, José Cícero Aderaldo, o Zico, que participou da reunião do Comitê de Mercado, disse que é muito importante a realização de um evento focado no varejo. “A presença do Everton Muffato trouxe diversos horizontes para todos esses profissionais aqui presentes. Discutimos hoje aqui problemas que são comuns em nossos negócios. Nós, como cooperativas de commodities, cada vez mais estamos diversificando para levar o produto pronto para o consumidor e temos dificuldades porque neste campo a concorrência é bem diferente. Quem está lá disputando o mesmo espaço com nossos produtos são grandes corporações, grandes anunciantes, especializados no varejo. E toda essa discussão dentro deste comitê vem mexer com as pessoas no sentido de refletir como é que podemos atuar de forma diferenciada no mercado. Precisamos, sim, ser tão bons no varejo como somos no atendimento das demandas de nossos cooperados produtores”. Para Zico ainda há muito que caminhar. “Precisamos trabalhar na mudança de opinião dos consumidores, trabalhar isso na cabeça das pessoas. Sempre que apresentamos nosso processo de agroindustrialização, afirmamos que encurtamos a cadeia e pudemos colocar um produto mais barato ao alcance da população. Na verdade, não é isso. O que nós conseguimos foi produzir produtos de qualidade. Agora, precisamos dizer para eles, os consumidores, que eles têm total segurança na hora da compra, inclusive pagar mais por isso, ou seja, fazer o consumidor perceber essa qualidade e atribuir um valor maior para nossos produtos”, disse. Ele destacou como uma excelente iniciativa as campanhas que foram realizadas a partir de 2007 pelo Sistema Ocepar, onde diversos filmes mostravam essa qualidade dos produtos, desde a origem. Ele se referia a campanha “Cooperativas, orgulho do Paraná”, que encerrou no ano de 2013.

Presenças –  O evento em Maringá contou com a presença de representantes das cooperativas, Cocamar, Coamo, Copacol, Frimesa, Confepar, Lar, C.Vale, Castrolanda, Cooperaliança e Copagril, além de Flávio Turra, gerente técnico e econômico da Ocepar.

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