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PRC 100: Cooperativistas avaliam implantação do plano estratégico do setor

Cerca de 60 profissionais que atuam em 18 cooperativas paranaenses dos ramos agropecuário, crédito e transporte, e também do Sistema Ocepar participam, nesta terça-feira (03/10), do 2º Ciclo de Planejamento do PRC 100. O Encontro ocorre no Hotel Deville Business, em Curitiba, e tem por objetivo discutir o andamento dos trabalhos de implantação do planejamento estratégico do setor cooperativista, verificando o cronograma e os prazos de entrega. O evento foi aberto pelo presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, que ressaltou os avanços e desafios do PRC 100, lançado em 2015 com a meta de criar as bases para que as cooperativas paranaenses alcancem, até 2020, o faturamento de R$ 100 bilhões. Após a abertura, o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fernando Arbache, fez uma palestra com o tema “Inovação: nova perspectiva de valor para o agronegócio”. Também acompanham o encontro profissionais da Partner Consulting.

Avanços - Segundo Ricken, passados mais de dois anos do início da implantação do PRC 100, é oportuno que seja feita uma avaliação profunda do andamento dos trabalhos. “Nesse período, as discussões sobre o planejamento envolveram mais de mil profissionais de cooperativas paranaenses de todos os ramos. É uma ação que movimenta o setor e já trouxe avanços e vem promovendo uma reavaliação de modelos e ampliação de alianças estratégicas entre as cooperativas”, afirmou. “O que buscamos é que todas as cooperativas tenham seus planejamentos estruturados e estabelecidos. A soma desse trabalho norteará o planejamento do cooperativismo paranaense. Por isso temos que analisar modelos que estão dando certo e investir em alianças e negócios compartilhados, pois o ganho certamente virá se atuarmos em conjunto. Assim, visualizamos oportunidades, que costumam aparecer em momentos de crise e, se estivermos sintonizados, teremos vantagens competitivas. Estamos no caminho certo, basta fazer as ações que devem ser feitas e considerar o PRC 100 uma prioridade para o cooperativismo”, concluiu.

Valor - Na opinião do professor Fernando Arbache, há uma nova perspectiva de valor para os negócios, pois o consumidor não quer apenas adquirir um produto, mas quer inovação e prestação de serviços. “Precisamos perceber o valor dos produtos que produzimos. A dinâmica do mercado, as evoluções tecnológicas e sociais estão ditando as novas regras do mercado. É necessário ofertar produtos nos quais o consumidor perceba que agrega algo diferente em sua vida”, afirmou.

Inovação - Segundo o pesquisador, ao oferecer produtos com características inovadoras, a localização geográfica da matriz da empresa deixa de ter importância, e os empresários locais podem ter que competir com concorrentes de qualquer parte do mundo, mesmo em setores e áreas nas quais não havia espaço para disputas de mercado internacionais. Arbache citou como exemplo o Uber, que se tornou um concorrente no setor de transporte em inúmeros países. “Por que a Alemanha é o maior exportador de café do mundo, mesmo sem produzi-lo? Suas empresas importam o produto do Brasil, Colômbia e Vietnã e preparam um “blend” diferente. Foram eles que inventaram a cápsula de café. Para enfrentar um mercado complexo, mutável e incerto, é preciso inovar”, ressaltou.

 

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