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FRIMESA: Cooperativa lança pedra fundamental do maior frigorífico da América Latina no dia 19

frimesa 09 10 2017A Frimesa vai realizar o lançamento da pedra fundamental de mais uma planta industrial, no dia 19 de outubro, às 17h, em Assis Chateaubriand, no Oeste do Paraná. “Estamos há mais de três anos discutindo, aperfeiçoando e estudando a implantação desse projeto. Esse trabalho culmina agora, quando estaremos, na realidade, realizando o marco inicial desse grande frigorífico, que será o maior da América Latina, com capacidade de abate de mil cabeças por hora”, disse o diretor executivo da cooperativa, Elias Zydec, na sexta-feira (06/10), em sua passagem pelo Sistema Ocepar, em Curitiba.

Etapas - De acordo com ele, os trabalhos serão executados em etapas. “Após o lançamento da pedra, começaremos com toda a parte de infraestrutura, terraplanagem, escavações, fundações e esperamos que, em 8 a 10 meses, esteja concluída essa etapa para depois iniciarmos, então, a obra civil e as instalações. Num primeiro momento, serão investidos R$ 600 milhões e, na outra fase, mais R$ 350 milhões, que possivelmente será lá por 2024, 2025. Nosso projeto prevê atingir 15 mil cabeças por dia no ano de 2030”, acrescentou.

Inovação - O diretor executivo também falou sobre a conquista da Frimesa, que foi considerada a empresa mais inovadora do Paraná e também está entre as dez mais inovadoras do sul do país, de acordo com ranking realizado pela Revista Amanhã, em parceria com os institutos americanos IXL-Center e GIMI. “Em primeiro lugar, estamos muito felizes por estar nesse ranking da inovação, principalmente porque hoje vivemos numa época com muita tecnologia, com inovações numa velocidade muito grande. Então, para nós e acredito que também para todo o nosso sistema cooperativista, é uma satisfação muito grande”.

Origem - Ele lembrou sobre a origem de todo esse trabalho. “Tudo começou quando, há cinco anos, a Frimesa incluiu a inovação em seu planejamento estratégico. Primeiro, fizemos o que chamamos de aculturação da inovação, ou seja, desenvolver a cultura da inovação no quadro de gestores da Frimesa. Para isso, foram feitos dois cursos de um ano e meio em especialização no assunto, com 40 pessoas em cada turma, o que resultou em 80 pessoas treinadas para a cultura e desenvolvimento de estratégias e ações de inovação. Nós acreditamos que esse foi o passo principal”, contou. “Na sequência, nós criamos uma área de pesquisa, desenvolvimento e inovação com acesso direto às decisões da Frimesa, ou seja, ligado diretamente à direção da cooperativa central. Isso deu agilidade e poder nas decisões sobre inovação”, acrescentou.

Ações - Ainda de acordo com ele, depois foram traçadas as principais ações. “A primeira delas foi a inovação na gestão. Todo o sistema de gestão da Frimesa hoje utiliza a tecnologia da informação, dos softwares mais modernos de gestão, o que facilita o controle e dá mais agilidade aos processos. Partimos, na sequência, para a automação das unidades industriais, que inauguramos no começo do ano, em março, na comemoração dos 40 anos da Frimesa. As três grandes indústrias estão praticamente automatizadas. Hoje temos mais de 15 robôs dentro das indústrias trabalhando. Esse foi um processo também de modernização”, ressaltou.

Criação - Zydec disse ainda que atualmente o portfólio da cooperativa central totaliza mais de 400 itens. “Nós praticamente usamos a inovação na criação de novos produtos. Nós pesquisamos o mercado e lançamos os produtos que o consumidor deseja. Usamos a inovação incremental basicamente em todo o processo. Não entramos ainda com muita profundidade na inovação radical, que cria o inédito, o inexistente. Isso no ramo de alimentos é mais difícil”, afirma. “Agora, estamos na fase de estabelecer a inovação aberta, que são as parcerias com as universidades, parques tecnológicos, institutos, enfim, todas aquelas entidades que estão voltadas à inovação. É uma fase que agora poderá acelerar o processo de inovação radical. A nossa inovação de melhorias deu certo, a empresa aumentou a produtividade da cooperativa, aumentou a participação e tem sido a marca Frimesa muito bem vista pelo mercado e perante os consumidores”, disse.

Marketing - O diretor executivo da Frimesa destacou também as ações da cooperativa em marketing. “Como cooperativa central, a nossa função principal é industrializar e comercializar os produtos. O público com o qual nós nos comunicamos é o consumidor e você não tem como não estar na mídia para conversar com o consumidor. Então, faz parte do nosso projeto de marketing estar na mídia. Em cada local existe o canal ideal de comunicação. No Paraná, estamos agora na fase da TV e dos programas especiais, que tratam da carne, juntamente com o Senac. Vários meios estão sendo utilizados, como jornais, revistas, algumas de circulação nacional, como a Veja. Esse foi o ano que mais nos dedicamos às vendas, à comunicação, a ter uma maior penetração na mente do consumidor. Esse foi o nosso objetivo e creio que estamos conseguindo atingi-lo. Os retornos estão muito bons, tanto em vendas como na valorização e na memorização da marca Frimesa por parte do consumidor”, finalizou.

Central - Com sede em Medianeira, no oeste paranaense, a Frimesa é uma central formada por cinco cooperativas filiadas e possui cerca de 4.900 produtores que atuam como parceiros e fornecedores da matéria-prima utilizada na industrialização de seus produtos. Trata-se da maior empresa paranaense de abate e processamento de suínos e está entre as maiores empresas do Brasil de recebimento de leite. Atualmente conta cinco unidades industriais. Em Medianeira está localizado o complexo de processamento de carnes e as unidades de operação de leite em Marechal Cândido Rondon, Matelândia e Capanema, no Paraná, e Aurora, em Santa Catarina. Atualmente abate 6.500 suínos por dia, produz mais de 330 mil toneladas de alimentos por ano e processa diariamente 655.132 litros de leite.

FOTO: Jornal O Presente

 

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