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OCEPAR: Diretores realizam a 31ª reunião ordinária da gestão 2015/19

 

Foi realizada, na manhã desta segunda-feira (13/11), em Curitiba, a 31ª reunião ordinária da diretoria da Ocepar, referente à gestão 2015/2019, coordenada pelo presidente da entidade, José Roberto Ricken. Na oportunidade, os diretores deliberaram sobre as propostas levantadas na segunda rodada dos Encontros de Núcleos Cooperativos de 2017, ocorrida de 16 a 19 de outubro; as discussões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Ministério da Saúde sobre a criação do Prodecoop Saúde, proposta do setor para a viabilização de recursos para investimentos destinados às cooperativas do ramo saúde; alterações na legislação das cooperativas de crédito; o Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, que será realizado dia 8 de dezembro, na capital do Estado, entre outros itens.

Movimento – No encontro da diretoria, foi ainda discutida a recente pesquisa feita pelo Instituto Datacenso a pedido da Ocepar, para levantar a percepção dos consumidores paranaenses sobre os produtos e serviços ofertados pelo cooperativismo paranaense. Ricken apresentou ainda o “Somoscoop”, um movimento nacional liderado pelo Sistema OCB, com o propósito de fortalecer o setor, conectando as pessoas em torno de uma única causa: tornar o cooperativismo reconhecido e conhecido na sociedade. A iniciativa foi divulgada internamente na manhã desta segunda-feira pela OCB para os seus colaboradores e deverá ser lançada para o público cooperativista em evento que ocorre dia 21 de novembro, em Brasília. Numa segunda fase, será realizada uma campanha publicitária do “Somoscoop” em âmbito nacional, em data a ser definida.

Ortigara – A reunião da diretoria da Ocepar foi finalizada com a presença do secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara. Um dos pontos tratados foi sobre a mobilização do Paraná para que o Estado obtenha o reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação. “Muito se evoluiu nos últimos anos, com a contribuição valiosa das cooperativas. Acho que nós melhoramos, e muito, em todos os aspectos importantes como cadastros, georreferenciamento de propriedades rurais, vigilância ativa e passiva, nível de imunização dos rebanhos, nomeação de mais veterinários para compor o quadro, de tal sorte que o conjunto das forças que produzem proteínas animais no Estado, como produtores rurais, cooperativas, agroindústrias de forma geral, estão unidos no sentido de antecipar um pouco o cronograma proposto pelo Plano Nacional de Erradicação da Febre Aftosa”, afirmou em entrevista ao Informe Paraná Cooperativo.

Antecipação  “Como está desenhado no plano, nós estaríamos no último bloco, junto com Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Isso posterga em demasia, em nossa visão, as nossas chances de acessar bons mercados. E nós propusemos, em conjunto, ao Ministério da Agricultura, uma antecipação desse prazo e tenho convicção de que há uma simpatia em torno do tema porque o Brasil precisa buscar mais resultados no curto prazo. Afinal, nós somos o principal produtor de carnes do país e não podemos esperar até 2023 para tornar exequível a nossa pretensão de ingressar em mercados um pouco mais exigentes, que compram em volume e em qualidade que nós temos a oferecer. A rigor, não devemos nada a nenhum centro produtor, nem à Santa Catarina que já está há muito tempo sem o uso da vacina. Aliás, acredito que temos até qualidade superior. O defeito é que nós ainda vacinamos o nosso rebanho bovino contra aftosa e isso nos impede de ingressar alguns mercados”, acrescentou. Ainda de acordo com o secretário, o Ministério da Agricultura deverá se pronunciar em janeiro de 2018 sobre o pedido formal de antecipação do status de livre da aftosa sem vacinação. O Estado também se prepara para realizar as últimas campanhas de vacinação no ano que vem, nos meses de maio e novembro. “Está tudo caminhando bem. No entanto, há resistência de uma parte dos produtores paranaenses de algumas regiões. Mas é uma questão de diálogo e a pretensão é de que todos ganhemos. Estamos com uma boa organização nesse sentido, para obter o passaporte para outros mercados junto ao Ministério da Agricultura e OIE”, disse ainda Ortigara.

Energias renováveis – Outro item abordado pelo secretário com os diretores da Ocepar foi a geração de energias renováveis. “É uma pauta de interesse das cooperativas também. Tratamos sobre a possibilidade de fortalecer a micro e mini geração de energia a partir de fontes renováveis. Particularmente penso que é um caminho sem volta, porque é bom, ajuda a resolver passivos ambientais e também a gerar mais recursos na propriedade rural, individualmente, nas cooperativas, nas unidades agroindustriais, com o aproveitamento de todos os dejetos. Temos visto excelentes experiências no mundo. Todos estão mudando, conscientemente ou não, as suas matrizes energéticas, saindo de combustíveis fósseis e termonucleares para a biomassa, a fotovoltaica, entre outras”, completou.

Fecoopar – Nesta segunda, a Federação e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Fecoopar) também promoveu a 11ª reunião ordinária da diretoria da Fecoopar, gestão 2015/2019, que, entre outros assuntos, discutiu a conclusão das negociações salariais e as alterações na legislação trabalhista.

 

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