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FRENCOOP: Cooperativa é a solução!

frencoop 20 11 2017Técnico agrícola e com grande histórico de atuação junto à extensão rural e ao cooperativismo, o deputado Evair de Melo (ES) é um dos nomes mais atuantes da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) no Congresso Nacional. Para ele, as cooperativas têm um papel fundamental na inclusão financeira e produtiva de pequenos produtores rurais. Sobre os desafios do setor, ele aponta a inovação como um dos caminhos possíveis. Confira na entrevista concedida por Melo ao Informe da OCB.

De onde vem sua relação com o movimento cooperativista?

Minha família sempre teve forte ligação e envolvimento com os segmentos organizados da sociedade, mas foi na Escola Agrícola (IFES-Alegre-ES) que me apaixonei pelo tema e, onde, ainda, construí alicerces teóricos e práticos de acreditar que o Brasil que queremos passa pelo cooperativismo. Depois de formado, nunca mais me vi fora desse setor. Tive a oportunidade de trabalhar em diversos projetos junto a cooperativas de café e de leite. Sou associado a uma cooperativa de crédito, enquanto meu plano de saúde é de uma cooperativa médica. O cooperativismo nos mostra ser sempre possível unir pessoas simples e de bem e construir uma agenda positiva.

Em sua opinião, qual o papel das cooperativas para os pequenos e médios produtores do país? Como o cooperativismo pode auxiliar o poder público no papel de inclusão financeira e produtiva dos brasileiros?

Vivemos hoje num contexto de competitividade global. Nesse universo, é impossível dar sustentabilidade para um pequeno agricultor que não seja em torno da integração cooperativista. A gestão funciona de forma cooperativa, cria um ambiente de transparência e de acesso muito mais facilitado a crédito, insumos e mercados. Especificamente sobre o acesso ao crédito, oportunizado pelas cooperativas, destaco que o crédito é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento. Em outras palavras: cooperativa é a solução! Quando a cooperativa organiza e resolve problemas da comunidade, cumpre um papel cidadão e, também, de Estado.

O senhor foi um dos maiores apoiadores das cooperativas de crédito na tramitação do PLP 100/2011, que possibilita que as prefeituras e outros entes públicos municipais depositem suas disponibilidades de caixa em cooperativas de crédito, atuando, inclusive, para incluir o Sescoop no escopo da matéria. Em sua opinião, qual é a importância dessa matéria?

O cooperativismo de crédito está consolidado e traz ferramentas de gestão que vão ser muito úteis aos municípios. A confiança gerada pelo Sistema Nacional de Crédito Cooperativo é um ativo que falta ao público. Questões que são fortes marcas das cooperativas de crédito, como por exemplo, a transparência, a simplicidade, proximidade e gestão local dos recursos permitem um melhor controle social do dinheiro público. Também trabalhamos para incluir emenda para que o Sescoop, tal qual os entes públicos municipais, também possa depositar suas disponibilidades de caixa em cooperativas de crédito.

O senhor é um dos parlamentares mais atuantes da Frencoop no Congresso Nacional. Qual é a importância da representação do segmento no Poder Legislativo? Como as cooperativas podem atuar de forma legítima e transparente neste processo?

As cooperativas precisam participar da vida política do Brasil. Elas organizam a produção, a distribuição, o crédito e muito mais. Nossa missão aqui é trabalhar para que as cooperativas se consolidem cada vez mais. Querem um país sério, organizado e que dê certo. É simples, adote as técnicas, princípios e valores do cooperativismo. Precisamos trabalhar para ampliar cada vez mais o número de parlamentes comprometidos com os valores do cooperativismo.

Na sua opinião, quais devem ser as prioridades do Poder Legislativo para o próximo ano? Quais os principais projetos que o senhor tem para apoiado visando o desenvolvimento do setor produtivo?

Na minha opinião, a prioridade no momento é desburocratizar o país. Um estado menor, mas não omisso nas regulações, especialmente nos setores da agroindústria e da telefonia. Sonho em ver também, as cooperativas participando de construções públicas de rodovias e de infraestrutura. Além disso, são de minha autoria os projetos de lei que instituem a política nacional de incentivo à produção de qualidade para o café e para diversas outras culturas. A inovação é o caminho para o crescimento sustentável no campo e na cidade. (Informe OCB)

 

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