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BNDES: Banco prevê dobrar desembolsos em cinco anos

bndes 07 12 2017Apesar de pressionado pelo governo a devolver R$ 130 bilhões ao Tesouro em 2018, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) prevê em seu planejamento estratégico o crescimento dos desembolsos anuais para algo próximo de R$ 150 bilhões em 2022. O valor é o dobro dos pouco mais de R$ 70 bilhões previstos a serem desembolsados neste ano.

Planejamento - As informações são do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, que participou nesta quarta-feira (06/12) de evento na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Rabello disse que os números integram o planejamento a ser divulgado no início do próximo ano. Para ele, a previsão seria factível com a demanda e o funding do banco.

Recursos - "O banco não vai esperar ninguém e nem nada, nenhum livro texto escrito por um liberar perdido na rua de São Paulo que diga que temos que nos desenvolver esperando que o mercado apareça", disse o presidente do BNDES. "Existe [funding]. O mundo está repleto de recursos esperando bons intermediadores".

Desproporção - Sobre a devolução de recursos ao Tesouro, Rabello apontou uma "desproporção" entre o demandado pelo governo e os desembolsos do BNDES. Segundo ele, o planejamento do banco prevê desembolsar algo como R$ 100 bilhões no próximo ano, enquanto o governo espera receber de volta R$ 130 bilhões.

Futuro funding - Rabello disse ainda que o futuro funding do banco pode ser formado, além de recursos de outras instituições de desenvolvimento, pela securitização da dívida do BNDES e pela venda de ações da carteira do BNDESPar. Ele não especificou quais ações da carteira poderão ser vendidas, mas apontou critérios.

Parâmetros - "Tudo será ponderado com base em três parâmetros: grau de maturação do investimento e oportunidade da venda, tendo em vista a cotação, além de darmos acesso a um maior número de investidores", disse.

PIB - Para o executivo, o país precisa vislumbrar uma taxa de investimento de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) com plano de longo prazo. Ele mencionou que esse indicador, a chamada taxa de investimento, deve fechar o ano abaixo de 16% do PIB, o que significa que o país mal conseguirá repor o estoque de capital existente.

Retomada - "O Brasil patinando e talvez saindo do lugar apenas nos setores que estão com embalo próprio, como agronegócio e óleo e gás. Precisamos difundir essa retomada, o que exigirá mais crédito para investimento", disse ele.

Previdência - Durante sua fala no evento, Rabello voltou a defender a reforma da Previdência. Ele disse ainda que Temer insiste na reforma por ser um "brasileiro patriota" e que trata-se de uma "insistência do bom senso". Para ele, a reforma seria necessário porque o teto do gasto público afeta os investimentos, que seria a única parte "comprimível" do orçamento. "Por que não votar a Previdência? Talvez por que foi mal explicada? Então, precisamos explicar ela bem, e rápido", disse. (Valor Econômico)

FOTO: Agência Brasil

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