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BC I: Inflação ficou abaixo do piso devido à queda no preço de alimentos

bc I 11 01 2018O Banco Central divulgou carta aberta ao ministro da Fazenda e presidente do Conselho Monetário Nacional (CMN), Henrique Meirelles, justificando o descumprimento da meta de inflação em 2017. No documento, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, destaca que a queda da inflação, que encerrou o ano em 2,95% (abaixo, portanto, do piso da meta, que era 3%), elevou o poder de compra da população, propiciou a retomada do consumo e da atividade econômica.

Íntegra - Leia aqui a íntegra do documento. http://www.bcb.gov.br/htms/relinf/carta2018.pdf

Alimentos - No documento, o BC ressalta que o desvio da inflação foi provocado principalmente pela deflação de alimentos em domicílio, grupo que terminou o ano com queda de 4,85%. O texto lembra que esse mesmo item subiu 9,36% em 2016, tendo atingido o pico de 16,79% nos 12 meses encerrados em agosto daquele ano.

Reponderação - "A queda de 14,21 pp entre o fim de 2016 e o de 2017 na inflação do subgrupo alimentação no domicílio contribuiu com 2,39 pp para a queda da inflação medida pelo IPCA, de 6,29% em 2016 para 2,95% em 2017", diz o documento. "Se excluirmos do IPCA o subgrupo alimentação, fazendo posteriormente a reponderação do índice, a inflação passaria de 5,68% em 2016 para 4,54% em 2017, valor muito próximo à meta de inflação para esse ano", acrescentou.

2018 - Na carta, Ilan Goldfajn destacou que a conjuntura econômica atual "prescreve política monetária estimulativa", aquela no qual o juro está abaixo de sua taxa neutra. Segundo ele, o IPCA já tem trajetória de retorno à meta em 2018, destacando que já no primeiro trimestre deste ano o cenário é que ela retorne, no acumulado em 12 meses, para a banda de tolerância, ao marcar 3,2%.

Expansão - "A redução da taxa Selic favorece a expansão da atividade e o consequente fechamento do hiato (negativo) do produto, contribuindo assim para atingir as metas para inflação definidas pelo CMN", diz o texto.

Projeção - No cenário apresentado por Ilan a Meirelles, a inflação encerra este ano em 4,2%, "0,3 pp. abaixo da meta, de 4,5%". "As mesmas projeções situam a inflação para 2019 em 4,2%, percentual próximo à meta de 4,25% estabelecida para esse ano", acrescenta o texto, que afirma ainda que a meta de 2020, de 4%, também será cumprida.

Trajetória ascendente - "Taxas de inflação trimestrais (ajustadas sazonalmente) crescentes, impulsionadas por estímulos monetários, combinadas com o descarte de taxas trimestrais excepcionalmente baixas associadas à deflação do preço de alimentos, implicarão trajetória ascendente, ao longo de 2018, da inflação acumulada em 12 meses", diz o texto. "O processo de flexibilização monetária continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação", conclui Ilan no documento.

Metas - O presidente Michel Temer (MDB) afirmou que o resultado abaixo do piso é "merece uma comemoração, é um fato extraordinário que desde 1999 não ocorria". "A inflação baixa vai significar mais empregos, mais comida na mesa, mais rendimento na poupança", disse Temer. (Valor Econômico)

 

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