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FÓRUM AGRONEGÓCIO: Evento reúne lideranças brasileiras do agro em Londrina

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, participou, nesta segunda-feira (09/04), como um dos painelistas do Fórum do Agronegócio, promovido pela Sociedade Rural do Paraná e pela MMarchiori, no Parque Ney Braga, durante a 58ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina – Expo Londrina 2018. O evento contou ainda com as presenças dos ex-ministros da Agricultura, Roberto Rodrigues e Alisson Paolinelli, e da senadora Ana Amélia. Durante toda tarde, cerca de 450 convidados acompanharam vários painéis que debateram o tema do evento: “O protagonismo do agronegócio no Brasil e do no mundo”.

Plataforma Nacional- Na palestra de abertura do painel “o agronegócio na nova sociedade: implicações e perspectivas para o Brasil”, Roberto Rodrigues que também é coordenador do Centro do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), desafiou as lideranças presentes sobre a importância de pensar numa estratégia diferente para o fortalecimento da imagem do agro, ou seja, “criar uma Plataforma Nacional para envolver toda sociedade brasileira. O agronegócio tem o reconhecimento, mas falta pertencimento na sociedade como um todo e precisamos defender isto junto aos presidenciáveis.

Comunicação eficaz- O presidente do Sistema Ocepar não só concorda com Rodrigues, como também acha que o setor nos últimos tempos sofre com uma propaganda negativa, promovida com a única intenção de desestruturar um sistema que contribuí de forma direta para a sustentação da nossa economia e que precisa ser revertida com comunicação eficaz. “A nível externo, daria para melhorar muita nossa imagem em cima do Agro Brasil e modernizar as medidas positivas internas, pegar o Agro Mais que o Ministério da Agricultura está desenvolvendo, por exemplo, e ir a fundo, resolver a questão sanitária, de segurança alimentar e outras tarefas internas”, aponta. Outra questão, para José Roberto Ricken, é desmistificar o urbano e rural. “Hoje não existe mais diferenças entre urbano e rural, temos que buscar o desenvolvimento regional. O agricultor mora na cidade trabalha no campo e vice-versa”, diz.

Riquezas - Já a senadora Ana Amélia disse que esta missão precisa ser alcançada por todos e destacou “que o setor do agronegócio precisa se comunicar melhor para que o cidadão urbano que mora no centro, por exemplo, em Londrina, entenda que tudo que é produzido pelo campo, soja, milho, carnes, algodão é a riqueza que ajuda a cidade se desenvolver. Quando o campo vai mal a cidade também vai, porque toda a renda que você consegue através de novas tecnologias, você traz riqueza para a cidade, gerando empregos e oportunidades. O dinheiro que mexe na agricultura chega na cidade com bens de consumo. A produção brasileira do agronegócio hoje responde pelo abastecimento interno do país, seja através de grandes ou pequenos produtores, precisamos nos unir e focar neste objetivo”, frisou a senadora. Ainda segundo a senadora, a taxa de juros para o setor é baixa, mas para melhorar nossas relações comerciais internacionais é preciso ter novas iniciativas que favorecem o produtor em créditos e saber quem são os produtores e investir neles em todas as áreas.

Internacionalização - O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Afrânio Brandão, na abertura também disse que o País precisa se internacionalizar, olhar mais para o mundo lá fora sem perder o foco interno. “Fechamos o ano de 2017 com exportações de US$ 96 bilhões, com um crescimento de 13% se comparado ao ano anterior e precisamos avançar mais”. Afrânio ainda destacou a realização do Fórum do Agro como uma iniciativa para debater durante a Expo Londrina os principais desafios do setor. Brandão,  destacou que sempre é momento para se discutir o agronegócio, pois é o setor que coloca o Brasil no topo do mundo. Citou que a produtividade de grãos cresceu 220% em quase 40 anos, passando de 1,4ton/ha para 4,5 ton/ha (1976-2015). Também lembrou que a safra de grãos 2017/2018 foi recorde com 225,6 milhões de toneladas. “Só a soja 2017/2018 resultou em 118,9 milhões de toneladas, uma produtividade média de 56,5 sacas/há”, concluiu.

Presenças - Participaram do Fórum do Agronegócio em Londrina diversas lideranças cooperativistas, entre elas os diretores da Ocepar, Luiz Lourenço que participou de um painel, Frans Borg e Jorge Hashimoto. Também participaram como debatedores Luiz Carlos Correa Carvalho, presidente da ABAG; Cleber Oliveira Soares, Diretor de Inovação e Tecnologia Embrapa; ​José Roberto Ricken, Presidente Sistema Ocepar; Marcelo Vieira, Presidente SRB;  Alysson Paolinelli, Presidente Abramilho;  Marcos da Rosa, Presidente Aprosoja; ​​​​​ Paulo Herrmann, Presidente John Deere, entre outros.

Parcerias - O Fórum chega à sua terceira edição consolidado como espaço legítimo para discussões sobre o caminho a ser seguido pelo agronegócio. É realizado pela Sociedade Rural do Paraná e a MMarchiori e teve como parceiros em 2018, o Sistema Ocepar, ABAG, Esalq-USP, Embrapa, IBÁ (Industria Brasileira de Arvores), ABCZ, UEL, Sistema Ocepar, SRB, assim como os apoiadores o Governo do Estado do Paraná, Emater/Seab e Iapar. A ExpoLondrina 2018 acontece até o dia 15 de abril, no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina, Norte do Paraná.

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