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ECONOMIA: Ipea reconhece crescimento do PIB abaixo do esperado

 

economia 16 05 2018O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) reconheceu em documento divulgado nesta terça-feira (15/05) que a atividade econômica está em ritmo abaixo do esperado. Sem divulgar novas projeções, a instituição disse em sua Carta de Conjuntura que os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre e também para o ano devem vir abaixo do projetado em março, quando o Ipea previa 1% de alta no primeiro trimestre e de 3% para o ano.

 

Metade do projetado - O diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo de Souza Júnior, disse, porém, que espera que o PIB do primeiro trimestre de 2018 tenha se expandido em torno de 0,5%. O número é metade do que o Ipea projetava há dois meses. Os dados oficiais serão conhecidos no fim do mês, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar as Contas Nacionais Trimestrais do período.

 

Indicador de consumo - O Ipea também divulgou o indicador de consumo aparente de bens industriais, que recuou 2% em março, ante fevereiro. Na comparação com igual mês do ano anterior, a queda foi de 0,3%. Segundo Souza Júnior, esse dado sobre a demanda interna é mais um que mostra que a economia de fato está com ritmo menos intenso do que se espera, embora ainda crescendo. No acumulado do ano, a alta é de 3,4%.

 

Decisão - Segundo o diretor do Ipea, a decisão de não divulgar a nova projeção de PIB para o ano ocorreu por conta da proximidade da divulgação dos números oficiais relativos ao início do ano.

 

Sem elementos - O documento do Ipea apontou que ainda não há elementos para se dizer que o PIB abaixo do esperado significa perda de potência da política monetária. Souza Júnior explicou que o crédito está respondendo à queda dos juros e a performance só não é melhor por conta das operações de financiamento às empresas, que sente o efeito da reestruturação da política do governo para o crédito direcionado, que tem sido reduzido nos últimos anos.

 

Impulsionador - "O principal impulsionador de crescimento atual é o estímulo monetário, que se reflete em um patamar historicamente baixo da taxa de juros básica", diz o documento Carta de Conjuntura do Ipea, avaliando que, apesar de abaixo do que se esperava, o cenário para o PIB é "positivo". "Os indicadores de atividade econômica que têm reagido mais fortemente são justamente aqueles que sofrem influência mais direta das taxas de juros e da oferta de crédito - em particular, os setores de bens de capital e de bens de consumo duráveis", diz o texto.

 

Perspectivas - As perspectivas da economia brasileira "continuam positivas, embora sujeitas a incertezas". "Na ausência de novas fontes significativas de volatilidade ou instabilidade no cenário externo ou no front político doméstico, a atividade deverá continuar em sua trajetória de recuperação gradual ao longo do ano", diz o Ipea.

 

Mercado de trabalho - A análise do Ipea também diz que a recuperação lenta da atividade econômica se reflete no mercado de trabalho. Mas menciona que há uma contradição entre os dados da Pnad contínua do IBGE e os números do Caged, do Ministério do Trabalho. Enquanto o primeiro aponta queda no emprego formal neste início de ano, o outro mostra alta. Souza Júnior entende que é mais provável que os dados do Caged, um registro mais amplo do que a Pnad, apresentem melhor a situação do mercado de trabalho.

 

Carta conjunta - A carta de conjuntura do Ipea avalia que a situação internacional, a despeito de aumento na percepção de risco, não estaria inibindo a recuperação do Brasil. Mas menciona que, além da elevação do risco geral de países emergentes, houve aumento específico na percepção de risco do Brasil. Apesar de fatores externos explicarem, em boa parte, o aumento recente do risco soberano do Brasil, "uma análise mais cuidadosa revela também a importância de fatores domésticos, como incerteza eleitoral. (Valor Econômico)

 

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