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RAMO SAÚDE: Sistema Ocepar recebe participantes do projeto Conhecer para Cooperar

O funcionamento do Sistema Ocepar foi apresentado, na manhã desta quarta-feira (16/05), em Curitiba, ao grupo de 30 participantes do projeto Conhecer para Cooperar – Ramo Saúde, do qual fazem parte formuladores de políticas públicas e representantes de agentes financeiros. Eles foram recebidos pelo superintendente da Fecoopar, Nelson Costa. As informações sobre o trabalho executado pela entidade de representação do cooperativismo paranaense foram repassadas por Carolina Bianca Teodoro, analista de Desenvolvimento Cooperativista, Alfredo Benedito Kugeratski Souza, coordenador de Desenvolvimento Cooperativista, e Micheli Mayumi Iwasaki, coordenadora jurídica.

Copan e BRDE - O grupo assistiu ainda a uma apresentação sobre a Cooperativa Paranaense dos Anestesiologistas (Copan) e as linhas de financiamento em saúde ofertadas pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). À tarde, eles visitam a Unimed Curitiba.

Realização - O projeto Conhecer para Cooperar é uma realização do Sistema OCB em parceria com a Faculdade Unimed e tem por objetivo apresentar a governança, as estratégias de gestão e, ainda, os conceitos essenciais e desafios enfrentados pelo setor de saúde cooperativista a representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), do Ministério da Saúde (MS), e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Aproximação - “O projeto é fundamental para aproximar os formuladores de políticas públicas e instituições financeiras do modelo cooperativo, para que eles possam compreender realmente a importância das cooperativas para o desenvolvimento do país, tanto do ponto de vista econômico, como social. É uma oportunidade de apresentar o cooperativismo de saúde para essas pessoas que têm um papel relevante na definição de políticas públicas”, afirmou a gerente técnica e econômica do Sistema OCB, Clara Maffia, que acompanha o grupo.

Regulação específica - Ela também destacou a necessidade do cooperativismo de saúde ter uma legislação que atenda às suas particularidades. “O ramo saúde tem realmente toda a parte de regulação, vinculada à ANS. Então, precisamos avançar para uma regulamentação um pouco mais específica para o setor, mas, também, na questão de recursos. Nós temos conversado com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e entendemos que é fundamental ter linhas específicas de financiamento para as cooperativas de saúde”, frisou.

Receptividade - Maffia disse ainda que o projeto está sendo bem recebido pelos participantes. “Eles ficam bastante impressionados com a importância, com a organização, com a profissionalização das cooperativas e o seu papel no setor, especialmente na saúde suplementar”, acrescentou.

Decisões - “O sistema cooperativo é muito bom e o projeto permite que nós tenhamos conhecimento do efetivo funcionamento das cooperativas de saúde até para que nós possamos avaliar melhor nossas decisões institucionais”, afirmou gerente de contratos e licitações da ANS, Laura Brainer. Ainda de acordo com ela, o setor tem uma atuação expressiva no segmento de saúde suplementar. “Hoje as cooperativas representam cerca de 40% do mercado. Então, dizer que elas não existem ou fingir que o sistema cooperativo não é importante seria uma inverdade. É importante que elas existam, mas que existam bem estruturadas, para fornecer condições de ter um mercado seguro para todas as partes, ou seja para o prestador, para a operadora e para o consumidor, que é o nosso ponto principal”, acrescentou.

Módulo prático - A visita ao Sistema Ocepar integra o segundo módulo prático do Conhecer para Cooperar – Ramo Saúde, iniciado na segunda-feira (14/05), por São Paulo, e que encerra na sexta-feira (18/05). Após a passagem pela capital paranaense, o grupo segue para Joinville e Florianópolis, em Santa Catarina. Dividido em quatro módulos (teórico, prático 1, prático 2 e final), o projeto foi iniciado em dezembro de 2017 e será encerrado em Brasília, em data a ser definida.

Ramo saúde - As cooperativas brasileiras de saúde estão entre as mais sólidas do mundo. Elas estão presentes em 85% do território nacional e são fundamentais para levar atendimento de qualidade a milhares de pessoas, em todos os estados. Este modelo cooperativo, reconhecido como um dos maiores do mundo, responde por mais de 32% dos beneficiários da saúde suplementar brasileira nos planos médico e odontológico.

Abrangência - São mais de 22 milhões de brasileiros que utilizam planos de saúde cooperativos. Com mais de 50 anos de atuação no Brasil, as 813 cooperativas de saúde, segmentadas em três confederações, reúnem mais de 225 mil cooperados e geram quase 100 mil empregos diretos. (Com informações da OCB)

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