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FÓRUM FINANÇAS III: Economia vai oscilar de acordo com incertezas eleitorais, diz Jensen

“Nas próximas semanas, a atividade econômica no país vai depender da corrida eleitoral, oscilando ao sabor das pesquisas de intenção de voto”, afirmou o economista Juan Jensen, sócio da 4E Consultoria, em palestra na última sexta-feira (03/08), no Fórum dos Profissionais de Finanças do Sistema Ocepar. “A palavra para definir este período eleitoral é volatilidade. Se aumentam as chances de um candidato pró-mercado, os indicadores de câmbio, bolsa e curva de juros tendem a se acomodar. Ao contrário, se aumentam as possibilidades de um candidato mais intervencionista, com agenda mais pesada em termos de uso de banco público e controle de preços, neste caso, os ativos voltam a se desvalorizar”, avaliou. Segundo o economista, dependendo do candidato que ganhar força no cenário eleitoral, o câmbio pode oscilar entre R$ 3,50 e até superar os R$ 4 reais. “Também há um fator de influência externa que pode impactar a atividade da economia, que é o risco de guerra comercial entre Estados Unidos e China”, ressaltou.

EUA - De acordo com Juan Jensen, no mercado internacional é importante olhar para o que está acontecendo nos Estados Unidos, onde o movimento da economia norte-americana vem sofrendo as consequências da política implementada por Donald Trump. “Houve um aumento de juros mais forte do que se esperava. E essa é uma tendência que tende a continuar. Por conta disso, o dólar ficou fortalecido globalmente, com reflexos sobre a balança comercial do Brasil”, disse. “Houve uma recomposição de atividade econômica forte nos Estados Unidos, e o banco central do país está tendo que fazer apertos na política monetária, por conta do contexto de inflação que está um pouco acima da meta de 2%”, completou.

Caminhoneiros – Segundo Jensen, embora a economia brasileira esteja se recuperando gradualmente, a greve dos caminhoneiros teve forte impacto nas estimativas do PIB (Produto Interno Bruto) de 2018. “Prevíamos na 4E um crescimento de 1,9% neste ano, mas, em consequência da paralisação dos transportes, a estimativa foi revisada para 1,4%”, afirmou. Quanto à inflação, Jensen afirma que os indicadores já retomaram a trajetória de redução e estima que a taxa feche o ano em 4%. “Apesar da pressão do preço internacional do petróleo, que repercute na gasolina e no gás de cozinha, e da falta de chuvas que pressiona o preço da energia elétrica, em linhas gerais, a inflação está acomodada”, avaliou. Sobre a taxa básica de juros (Selic), o economista estima que será mantida em 6,5% até o fim do ano, mas com viés de alta para 2019, caso haja uma retomada no mercado de crédito, podendo chegar a 9% ao ano.

 

 

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