ENERGIA ELÉTRICA II: Demanda por energia cresceu em setores mais afetados por greve de caminhoneiros

 

energia eletrica II 08 08 2018Os setores da economia que sentiram mais os efeitos da greve dos caminhoneiros, em maio, tiveram aumento na demanda por energia em junho, segundo dados contabilizados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) obtidos com exclusividade pelo Valor.

 

Dados mensais - A CCEE, responsável pelo gerenciamento da comercialização de energia elétrica no Brasil, apresenta mensalmente os dados de uso de energia divididos por segmento de consumo no ambiente de contratação livre, mercado no qual os grandes consumidores - como as principais indústrias do país - podem escolher de quem comprar energia.

 

Queda - Em maio, excluindo as cargas novas, resultantes da migração de novos clientes para o mercado livre, o consumo de energia caiu 2,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, refletindo, em grande parte, os efeitos da greve dos caminhoneiros.

 

Mercado livre - Em junho, o mercado livre teve queda de 0,6%, demonstrando uma leve recuperação em relação a maio. Segundo a CCEE, apesar da leve retração, a compensação no consumo dos setores mais afetados pela greve confirma a recuperação de alguns ramos da atividade, que sofreram quedas significativas em maio.

 

Indústria de madeira - A indústria de madeira, papel, e celulose, teve alta de 4,9% no consumo em junho, contra a queda de 1,7% sentida em maio.

 

Veículos - O setor de produção de veículos, por sua vez, teve alta de 4,8% no consumo. Em maio, a queda tinha sido de 4,7%.

 

Alimentos - A indústria alimentícia viu uma alta de 2,3% no consumo de energia em junho na comparação anual, depois de uma baixa de 11,2% em maio. O setor de bebidas, por sua vez, teve alta de 1,7%, contra a retração de 4,5% sentida no mês da greve.

 

IBGE - A CCEE lembrou que a performance da produção industrial, divulgada pelo IBGE na semana passada, corrobora o resultado positivo de junho. Os setores que registraram as maiores quedas em maio foram os que tiveram as maiores influências positivas em junho, considerando as séries com ajuste sazonal.

 

Alta - O segmento de veículos, reboques e carrocerias teve alta de 47,1%, seguido por bebidas, com alta (33,6%), produtos alimentícios (19,4%), fabricação de produtos de maneira (17,6%) e celulose, papel e produtos de papel (17,9%). Esses setores foram os mesmos cujo consumo de energia subiu no mercado livre.

 

Acumulado - No acumulado no primeiro semestre do ano, o consumo de energia no mercado livre cresceu 1%. (Valor Econômico)

 

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