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COCAMAR: Fórum Regional reforça foco no incremento da produtividade da soja

 

Com a participação de cooperados e técnicos da Cocamar e representantes de empresas apoiadoras, o Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) promoveu na manhã desta quinta-feira (13/09) na Associação Cocamar, em Maringá, no noroeste do Paraná, o Fórum Regional de Máxima Produtividade de Soja. 

 

Eficiência - “Quem vai ganhar dinheiro com soja é o produtor que conseguir elevar sua média de produtividade”, afirmou o vice-presidente da cooperativa, José Cícero Aderaldo. Ele falou da importância do evento para motivar os cooperados a investir na busca por novos patamares e lembrou que o concurso de produtividade da Cocamar foi inspirado na competição realizada pelo Cesb. 

 

Potencial - “Enquanto o campeão nacional do Cesb obtém 130 sacas de soja por hectare, aqui na região ainda é comum a média de 130 sacas por alqueire (um alqueire corresponde a 2,42 hectares)”, frisou o vice-presidente No entanto, segundo ele, desde que, há cinco anos, a cooperativa decidiu desafiar seus cooperados a produzirem 250 sacas de soja por alqueire, muitos deles enxergaram o potencial a ser explorado e elevaram suas médias. No concurso da Cocamar, acrescentou, a produtividade vem aumentando ano após ano. 

 

Desafio global - Em sua apresentação, o diretor-executivo do Cesb, Luiz Antonio da Silva, apresentou um vídeo mostrando o papel do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de soja. “A cada segundo, duas crianças nascem no mundo e a população global está mais longeva. Isto impõe um grande desafio aos países produtores de alimentos”, lembrou. Em paralelo ao aumento da população do planeta, que saltou de 2,5 bilhões em 1950 para 7 bilhões em 2011 e poderá chegar a 9,7 bilhões em 2050, há baixa disponibilidade de água e a área cultivável é limitada. “A única alternativa é a maior produtividade com sustentabilidade”, enfatizou, ao acentuar que, para cada R$ 1,00 investido em uma moderna lavoura de soja, o retorno é de R$ 2,50. 

 

Em Maringá - Silva anunciou que, em 2019, o Fórum Nacional de Máxima Produtividade será novamente realizado em Maringá. Na edição deste ano, o campeão de sequeiro e o de irrigado foram do Rio Grande do Sul: Gabriel Bonato,de Sarandi, obteve a média de 127,01 sacas/hectare na área do concurso, e Vítor Cecilin, de Pinhal Grande, colheu 113,04 sacas/hectare, respectivamente.

 

Bem valioso - Na palestra sobre “Nutrição de Plantas – Como ela pode limitar a Produtividade?, Silvano Abreu, PhD em Ciência do Solo pela Oklahoma State University, dos Estados Unidos, começou dizendo que a erosão é um câncer da lavoura, que vai destruindo o solo aos poucos. “Depois da família, a terra é o bem mais valioso do produtor”, disse, ao destacar que, diante da grande competitividade da atualidade, “ou o produtor aumenta suas habilidades para lidar com o negócio ou diminui os seus sonhos”.

 

Produtivo - O conceito de solo produtivo, conforme explicou Abreu, se baseia em aspectos físicos (controle da erosão, compactação e adensamento, infiltração e armazenamento de água), químicos (correção da acidez e alumínio, incremento do teor de nutrientes, equilíbrio químico e perfil do solo) e biológicos (rotação de culturas, matéria orgânica, micro e macrobiota e cobertura do solo). (Imprensa Cocamar)

 

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