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ECONOMIA II: Fundo rebaixa previsão de alta do PIB global em 2018 e 2019 para 3,7%

 

economia II 09 10 2018O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo a estimativa de crescimento da economia mundial para o biênio 2018-2019 em seu último relatório, a ser apresentado antes do início da reunião anual da instituição, nesta semana, na Indonésia. A previsão mais recente é de alta de 3,7% para o biênio, a mesma taxa de 2017, porém mais baixa do que o avanço de 3,9% que o FMI havia previsto em abril passado.

 

Superior - Segundo o FMI, o patamar de crescimento de 3,7% supera o que foi alcançado em qualquer ano entre 2012 e 2016, mas uma previsão de expansão de 3,9%, conforme previsto em abril, “pareceu excessivamente otimista”, diz o relatório mais recente, assinado pelo economista-chefe do FMI, Maurice Obstfeld.

 

Estabilidade - A estabilidade num platô de 3,7% ocorre em um cenário em que muitas economias atingiram ou estão se aproximando do pleno emprego, além de verem dissipados alguns temores deflacionários anteriores. “Assim, os formuladores de políticas ainda têm uma excelente oportunidade para construir resiliência e implementar reformas para melhorar o crescimento”, diz o relatório.

 

Nuvens no horizonte - Segundo o FMI, porém, há nuvens no horizonte. O crescimento provou ser menos equilibrado do que o esperado. Não apenas alguns riscos de baixa identificados no último relatório de previsões do órgão, mas também a probabilidade de novos choques negativos em nossa projeção de crescimento. 

 

Economias importantes - “Em várias economias importantes, além disso, o crescimento está sendo apoiado por políticas que parecem insustentáveis a longo prazo. Essas preocupações aumentam a urgência de os formuladores de políticas agirem”, informa o relatório.

 

EUA - O crescimento nos Estados Unidos, impulsionado por um pacote fiscal pró-cíclico, continua em um ritmo robusto e está elevando as taxas de juros da maior economia do mundo. Mas o crescimento americano diminuirá quando partes de seu estímulo fiscal forem revertidas.

 

Previsão rebaixada - Apesar do atual momento de demanda, o FMI rebaixou sua previsão de crescimento para os Estados Unidos em 2019, devido às tarifas recém-aplicadas sobre uma ampla gama de importações provenientes da China, além dos efeitos da imediata retaliação chinesa.

 

Políticas domésticas - O crescimento esperado da China em 2019 também está sendo revisado para baixo pelo FMI. “É provável que as políticas domésticas chinesas impeçam um declínio ainda maior do que o que projetamos, mas ao custo de prolongar os desequilíbrios financeiros internos”, diz o relatório.

 

Comparação - No geral, em comparação com seis meses atrás, o crescimento projetado para o biênio 2018-2019 nas economias avançadas é 0,1 ponto percentual menor, incluindo rebaixamentos para a zona do euro, o Reino Unido e a Coreia do Sul.

 

Mercados emergentes - As revisões para baixo em mercados emergentes e economias em desenvolvimento são mais severas, segundo o FMI, em 0,2 ponto percentual de queda para 2018 e 0,4 ponto percentual de queda para 2019.

 

Diversidade geográfica - Essas revisões também apresentam uma diversidade geográfica, abrangendo economias importantes da América Latina (Argentina, Brasil e México), Europa emergente (Turquia), sul da Ásia (Índia), leste da Ásia (Indonésia e Malásia), Oriente Médio (Irã) e África (África do Sul). Já para países como Nigéria, Cazaquistão, Rússia e Arábia Saudita, grandes exportadores de petróleo, a perspectiva é a de que se beneficiarão dos preços mais altos do petróleo. De modo geral, porém, o FMI enxerga sinais de menor investimento e produção, juntamente com um crescimento comercial mais fraco.

 

Riscos crescentes - Com taxas de inflação fracas em sua maior parte, as economias avançadas continuam desfrutando de condições financeiras afrouxadas, ao contrário das economias emergentes, nas quais o aperto monetário vem se acentuando nos últimos seis meses.

 

Aperto da política monetária - Segundo o FMI, os mercados emergentes e economias em desenvolvimento sofrem com o aperto gradual da política monetária dos Estados Unidos, associado a incertezas comerciais. Para países como Argentina, Brasil, África do Sul e Turquia, fatores distintos estão desestimulando a entrada de capital, enfraquecendo as moedas e deprimindo os mercados acionários, o que pressiona taxas de juros e spreads.

 

Falhas - “Os altos níveis de endividamento corporativo e soberano acumulados ao longo de anos de condições financeiras globais afrouxadas constituem uma potencial linha de falhas”, acrescenta o relatório. O FMI diz não esperar, porém, que as recentes saídas de investidores dos mercados emergentes repercutam necessariamente em países com fundamentos mais fortes. Muitas economias emergentes estão gerenciando relativamente bem a situação, dado o aperto comum que enfrentam, usando estruturas monetárias estabelecidas com base na flexibilidade da taxa de câmbio, segundo análise do relatório.

 

Suscetibilidade - Porém, segundo o FMI, não há como negar que a suscetibilidade a grandes choques globais aumentou. “Qualquer reversão acentuada para os mercados emergentes representaria uma ameaça significativa para as economias avançadas, uma vez que os mercados emergentes e as economias em desenvolvimento representam cerca de 40% do PIB mundial a taxas de câmbio do mercado”, diz o relatório.

 

Outros riscos - Outros riscos negativos apontados pelo FMI e que agora parecem mais proeminentes no curto prazo estão relacionados a novas turbulências nas políticas comerciais. Dois grandes acordos regionais de comércio estão em curso - o novo Nafta (USMCA, que aguarda aprovação legislativa) e a negociação dos termos da saída do Reino Unido do bloco da União Europeia.

 

Tarifas americanas - “As tarifas americanas sobre a China e, mais amplamente, sobre as importações de autopeças e de autopeças, podem atrapalhar as cadeias de fornecimento estabelecidas, especialmente se afetadas também por retaliações”, diz o relatório. (Valor Econômico)

 

Foto:Pixabay

 

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