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ELEIÇÕES 2018 I: Para Ricken, desafios do novo presidente da República são enormes

eleicoes urna 29 10 2018O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, disse que está otimista em relação ao novo presidente da República, Jair Bolsonaro, que assumirá o cargo a partir de 1º de janeiro de 2019, após ser eleito, neste domingo (28/10), com 55,15% do total de votos válidos. No Paraná, Bolsonaro também foi o mais votado em 307 dos 399 municípios, atingindo 68,43% dos votos válidos. Ao falar sobre o resultado do pleito para o Informe Paraná Cooperativo, Ricken começou lembrando que o cooperativismo paranaense esteve mobilizado neste ano, por meio do Programa de Educação Política, o parana.coop+10, cujo propósito foi incentivar o voto consciente e fortalecer a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop).

Programa de Educação Política - “Nós temos o nosso Programa de Educação Política, que teve como ênfase trabalhar para reforçar a Frencoop, com o objetivo de estarmos preparados para discutir os principais pontos no Congresso Nacional, onde as leis vão continuar sendo aprovadas, mesmo com o novo presidente. Nossa prioridade é o Congresso Nacional, o acompanhamento profissional de todas as propostas que por lá tramitam. E a Frencoop é fundamental. Nesse sentido, a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) está muito bem estruturada e nós vamos dar todo o apoio necessário”, afirmou.

Executivo - “A questão do executivo agora está definida e temos um presidente eleito. No início, os ânimos devem ficar um pouco acirrados, mas a tendência é entrar numa normalidade após esse período. Os desafios são enormes. As contas do governo não fecham em vários níveis. Nós temos muitas prefeituras e estados inviabilizados financeiramente e há ainda vários temas dentro do governo que terão que ser revistos, como a Previdência e as leis trabalhistas. Há ainda a área política. Neste caso, nós vimos uma diluição desse processo em inúmeros partidos. Ficou bem demonstrado que a população não quer mais isso”, afirmou. “O país tem que se reposicionar para se desenvolver. Se nós buscarmos o desenvolvimento e opções de trabalho, a população vai entender e todos vão apoiar. Eu sou otimista e acredito que esse é um processo que o país tinha que passar, passou, e vamos torcer para que tudo vá bem daqui para frente, que é o desejo da sociedade como um todo”, acrescentou.

Desoneração - Na avaliação de Ricken, o novo governo federal deve intensificar as ações para tornar o setor produtivo brasileiro mais competitivo no mercado internacional. “Eu penso que um ponto importante a ser trabalhado é a desoneração das atividades produtivas, aquele adicional de custo que o Brasil tem e outros países que competem no mesmo mercado não possuem. Nós temos diversos insumos intermediários que possuem muito imposto embutido. É necessário limpar isso. Para ser competitivo, é necessário estar nas mesmas condições de outros países que produzem. Nós temos uma demanda muito grande por alimentos. Isso representa mais de 44 bilhões de dólares em jogo. Nós podemos ocupar boa parte desse mercado em âmbito internacional. Nós utilizamos menos de 8% da área do país com produção agropecuária. Isso significa que temos um potencial enorme e essa demanda internacional por alimentos vai ser disputada por países do Leste Europeu, os americanos e o Brasil. É onde ainda se pode produzir bem mais. A população mundial demanda mais alimentos. Dessa forma, se nós conseguíssemos ter políticas públicas que proporcionassem mais competitividade aos nossos produtos no mercado internacional, o Brasil ganharia um espaço muito grande para crescer economicamente”, complementou.

 

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