cabecalho informe

ACORDO COMERCIAL: Temer decide manter as negociações com UE sem esperar por aval de eleito

 

O governo de Michel Temer decidiu não parar as negociações do Mercosul com a União Europeia (UE) - à espera de posição do presidente eleito, Jair Bolsonaro - e aceitou convite dos europeus para uma reunião decisiva em Bruxelas (Bélgica) na semana que vem.

 

Situação delicada - Em Brasília, a situação pareceu particularmente delicada diante da transição de poder. A opinião que chegou a prevalecer em certo momento era de que uma equipe negociadora brasileira só deveria ir a Bruxelas com uma sinalização do presidente eleito de apoio à barganha final para um acordo de livre-comércio.

 

Conclusão - Mas, sem que essa sinalização tenha ocorrido, a conclusão em Brasília acabou sendo de que o governo Temer, afinal, está em ação e precisava responder ao convite europeu. A convocatória saiu nesta terça-feira (06/11) e define o dia 12 como início da reunião em Bruxelas, mas sem data final - numa indicação do interesse em acelerar ao máximo o pacote final.

 

Esperanças - A Argentina tem esperanças de que a conclusão do acordo de livre-comércio entre os dois blocos possa ser anunciada à margem da cúpula do G-20, no fim do mês, em Buenos Aires.

 

Carta - Em carta enviada aos países do Mercosul, a comissária europeia de Comércio, Cecilia Malsmstrom, fez pedidos adicionais de abertura de mercado, ao reagir a um pacote de melhora da oferta feita no fim de outubro por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

 

Divergências - Para o deputado Francisco Assis, chefe da delegação do Parlamento Europeu para o Mercosul, as divergências na mesa agora podem ser superadas politicamente. De acordo com o português, a UE quer melhoras na oferta do Mercosul para o acesso por empresas europeias a compras governamentais, além de transporte marítimo, regras de origem, indicações geográficas. Também quer mais espaço para vender lácteos para o Cone Sul.

 

Ajustes - De seu lado, o deputado diz saber que a UE está em condições de fazer "ajustes" na cota de 99 mil toneladas para carne bovina ao Mercosul. Também acha que "está mais perto de acordo" a demanda do bloco de eliminar a tarifa intracota de € 98 por tonelada de açúcar.

 

Expectativa - Dentro do Mercosul, importantes negociadores dizem esperar para ver se a União Europeia vai realmente ajustar sua oferta agrícola. Até agora, os europeus têm sido pródigos em cobrar mais concessões do Mercosul.

 

Indústria - O setor industrial brasileiro defende a conclusão rápida do acordo Mercosul-União Europeia. E não esconde o interesse em abrir frentes de negociação com os Estados Unidos, uma vez Bolsonaro empossado. (Valor Econômico)

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to LinkedIn

Últimas Notícias