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BNDES: Banco registra lucro de R$ 6,3 bi até o terceiro trimestre

 

bndes 16 11 2018O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou até o terceiro trimestre deste ano lucro líquido de R$ 6,363 bilhões, aumento de 98,7% sobre o mesmo período de 2017, que totalizou R$ 3,202 bilhões. “Nós fizemos o resultado de um ano em nove meses. O lucro apresentado pelo BNDES nos últimos três anos foi dessa ordem”, celebrou na quarta-feira (14/11), no Rio de Janeiro, o diretor de Planejamento e Operações Automáticas do banco, Ricardo Ramos. No terceiro trimestre, o resultado líquido atingiu R$ 1,603 bilhão.

 

Retorno - O retorno de participações societárias teve papel relevante no lucro, cujo resultado bruto alcançou no período R$ 5,76 bilhões, crescimento de 99,4% comparativamente aos primeiros nove meses do ano passado (R$ 2,88 bilhões). “Foram nove meses muito bons para o banco, de forma geral”, disse o diretor.

 

Alienação - O superintendente da Área de Integridade, Controladoria e Gestão de Risco, Carlos Frederico Rangel, destacou a alienação, no terceiro trimestre deste ano, de ações da mineradora Vale, no montante de R$ 600 milhões. Lembrou, ainda, que, no primeiro semestre, foram alienadas participações de Petrobras (R$ 1,8 bilhão) e, no segundo trimestre, de Eletropaulo (R$ 1 bilhão).

 

Percentuais - As três empresas responderam, juntas, por 96% do resultado com alienações. Os percentuais de participação da subsidiária BNDES Participações (Bndespar) no capital total da Petrobras e Vale caíram de 9,67% e 7,60% na data de 31 de dezembro do ano passado, para 8,37% e 7,35%, respectivamente, em 30 de setembro de 2018.

 

Provisão - Contribuiu ainda para o lucro do banco a redução de provisão para risco de crédito de R$ 5,63 bilhões, nos primeiros nove meses de 2017, para R$ 1,68 bilhão até setembro de 2018. Isso se explica, segundo Carlos Rangel, pela menor necessidade de constituição de novas provisões.

 

Operações de crédito - No balanço patrimonial referente às operações de crédito, Carlos Rangel explicou que o aumento observado no total de provisões para risco de crédito, de R$ 12,9 bilhões até junho último, para R$ 19,3 bilhões até setembro, se deve à recuperação de perdas do passado. “Foi prejuízo no passado e a gente conseguiu reverter o crédito de volta para o balanço por força da regulação”, esclareceu. Ele acredita que a tendência, agora, é que os clientes do banco comecem a recuperar suas situações de adimplentes na instituição. O patrimônio de referência do BNDES até setembro deste ano é de R$ 167,296 bilhões.

 

Patrimônio líquido - O patrimônio líquido do sistema BNDES totalizou R$ 80,6 bilhões no final do terceiro trimestre, expansão de 12,8% em comparação a junho. O resultado é explicado pelo lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no terceiro trimestre, entre outros fatores.

 

Bndespar - A subsidiária BNDES Participações (Bndespar) apresentou lucro líquido nos nove meses de 2018, até setembro, de R$ 5,35 bilhões. Esse lucro foi ajustado pelos ganhos de alienações de participações acionárias. “É um dos maiores lucros dos últimos seis anos”, disse Carlos Rangel.

 

Qualidade - O diretor Ricardo Ramos ressaltou a qualidade da carteira de crédito do BNDES, com concentração de 94,6% entre os níveis de risco AA e C, superando a média de 90,4% do Sistema Financeiro Nacional. A despesa com provisão de risco de crédito caiu 70% em relação ao acumulado janeiro/setembro de 2017.

 

Ativos totais - Carlos Rangel explicou que a queda dos ativos totais do BNDES (R$ 791,480 bilhões) em setembro, em relação a junho deste ano (R$ 834,461 bilhões), resultou de dois fatores principais. O primeiro é que o volume de desembolsos vem ocorrendo em ritmo menor do que o retorno das operações. A isso se soma a questão de retorno de valores ao acionista, que é o Tesouro Nacional, o que diminui o disponível do banco. “A gente vem, desde o exercício passado, em constante redução total dos ativos”. Em contrapartida, cresceu o patrimônio líquido do banco, de R$ 71,487 bilhões, em junho de 2018, para R$ 80,604 bilhões no terceiro trimestre, em função principalmente do lucro, disse o superintendente.

 

Inadimplência - A inadimplência acima de 90 dias também cresceu no período, passando de 1,45% em junho para 2,94% em setembro. De acordo com o diretor de Planejamento, o principal devedor do BNDES é o estado do Rio de Janeiro. Sem esse estado, a inadimplência cai para R$ 1,67%, disse Ricardo Ramos.

 

Dívidas - Segundo o diretor, o resultado do banco é pouco impactado pelas dívidas da Venezuela e de Cuba em financiamentos à exportação de engenharia porque o banco tem a garantia do Fundo Garantidor à Exportação (FGE), que vai cobrir essa perda. (Agência Brasil)

 

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