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COOPERATIVISMO: Crescimento sustentado na profissionalização

cooperativismo 20 12 2018Estamos chegando ao final de mais um ano e o período é ideal para fazermos um balanço do exercício para o cooperativismo paranaense. No dia 7 de dezembro, reunimos em Curitiba cerca de 1.800 cooperativistas de todo o Estado para celebrar as conquistas obtidas em 2018 no nosso tradicional Encontro Estadual. Sim, temos o que celebrar, especialmente diante de tantos fatos que impactaram em nosso dia a dia, seja no cenário nacional ou internacional. Internamente, passamos por um longo período de incertezas econômicas e políticas e um acontecimento muito marcante foi a paralisação dos caminhoneiros, no mês de maio, que trouxe dificuldades adicionais à nossa economia, com aumento dos custos de logística e prejuízos de R$ 1 bilhão somente para as cooperativas do Paraná.

Externamente, os conflitos comerciais entre Estados Unidos e China, as exigências sanitárias e o protecionismo comercial de alguns países em relação às nossas exportações também causaram preocupação e afetaram nosso segmento, especialmente na área de carnes.

Mesmo diante de tantos obstáculos, o cooperativismo paranaense está retomando o seu ciclo de crescimento de, em média 10% ao ano, que foi quebrado somente em 2017, quando o setor expandiu apenas 1,3%, principalmente por causa da queda dos preços internacionais das commodities agrícolas, que fizeram com que os cooperados aguardassem um período melhor para comercializar sua produção, com destaque para soja e milho. Lembramos que o cooperativismo paranaense tem um papel relevante no agronegócio, respondendo por 60% da produção agropecuária do Estado. Além disso, as cooperativas do Paraná têm exportado seus produtos, como grãos e carnes, para mais de 100 países e, neste ano, os embarques somaram US$ 3,9 bilhões, 19,2% a mais que no ano anterior.

Assim, voltamos à trajetória que temos percorrido nos últimos anos. Em 2018, estimamos que as 215 cooperativas vinculadas ao Sistema Ocepar devam alcançar R$ 83,5 bilhões de faturamento, o que representa um crescimento de 18,8% em relação ao montante registrado no ano passado, R$ 70,3 bilhões. Com exceção de 2017, a cada ano, o cooperativismo paranaense vem registrando um acréscimo de R$ 10 bilhões em sua receita bruta ao final de cada exercício. É um valor significativo, porém dentro das perspectivas traçadas e, mantendo esse ritmo, vamos alcançar R$ 100 bilhões de faturamento entre os anos de 2020 e 2021, de acordo com o projetado em nosso planejamento estratégico, o PRC100.

Esses resultados têm origem basicamente por dois fatores. Um deles são os investimentos médios anuais de R$ 2 bilhões, aplicados pelas cooperativas paranaenses na melhoria de sua infraestrutura, para poder realizar uma prestação de serviços de qualidade aos seus cooperados. Outra questão fundamental é o investimento feito nas pessoas ligadas diretamente ao cooperativismo. O cuidado com o capital humano é algo permanente no cooperativismo. Está em nosso DNA e é o que tem sustentado nosso crescimento. Entendemos que a profissionalização é o meio mais eficaz de aprimorar a gestão das nossas cooperativas e fortalecer o setor.

Anualmente, o cooperativismo paranaense tem destinado R$ 100 milhões a essa área, dos quais R$ 50 milhões são provenientes das contribuições das cooperativas ao Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo, o Sescoop, que é o nosso representante no Sistema S. Cerca de 92% desse valor é aplicado nas atividades-fim, ou seja, em treinamentos, cursos, capacitações, entre outras ações, contemplando diretamente nosso público-alvo. Em 2018, foram realizados 8.776 eventos de formação profissional e promoção social para aproximadamente 220 mil pessoas. Essa estratégia é essencial para nós.

Se não houvesse o Sistema S, quem faria esse importante trabalho? Os recursos investidos na profissionalização do público cooperativista são imprescindíveis para que possamos alcançar a meta de R$ 100 bilhões de faturamento nos próximos anos.

E se não houver uma gestão adequada dos recursos, não teremos condições de dar prosseguimento às ações de profissionalização, o que pode comprometer seriamente o desempenho de um setor que tem contribuído para o desenvolvimento econômico e social, começando pelas comunidades onde as cooperativas estão inseridas mas com reflexos em âmbito estadual e nacional.

Entendemos que é necessária a desoneração da folha de pagamento, preocupação da equipe de governo que deverá assumir o país a partir de 2019. É um mérito essa medida. Porém, não podemos deixar de investir nas pessoas e é relevante salientar que, em média, o custo total previdenciário mensal que incide sobre a folha de pagamento é de 29%, sendo que o percentual de 2,5% destinado ao Sescoop, incluso neste montante, representa apenas uma pequena parcela do todo.

São recursos que devem continuar sendo utilizados de acordo com a sua finalidade. Algo inadmissível seria direcionar esses valores aos cofres do governo federal, mesmo porque esse dinheiro não faz parte do orçamento da União e nunca foi um recurso público.

Não podemos simplificar as coisas, como se o problema se limitasse ao Sistema S. Estamos levando a culpa de uma situação que necessita ser melhor avaliada. Não somos os responsáveis por aumentar os custos com a folha de pagamento. O momento é propício para repensar o quadro e buscar uma solução.

Defendemos que as questões pontuais sejam equacionadas e que prevaleça a transparência em todo o processo, para não colocar em risco tudo o que vem sendo realizado até o momento em benefício de milhares de brasileiros.

Queremos continuar avançando e, para isso, mais do que nunca, precisamos ter pessoas preparadas, com formação adequada e em sintonia com as rápidas e complexas transformações tão características da atualidade. Estamos confiantes que 2019 será um ano melhor, com mais conquistas, e esperamos que seja tomada a melhor decisão em relação ao Sistema S.

José Roberto Ricken

Presidente do Sistema Ocepar

 

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