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APASEM: Lançada a campanha “Semente Pirata Espanta a Produtividade”

Os números surpreendem: todas as semanas ao menos uma denúncia de pirataria de sementes chega por meio da ouvidoria da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes (Abrasem). Em 2018 foram 58, vindas de todas as regiões do país. As mesmas são analisadas e encaminhadas ao Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), órgão responsável por fiscalizar e, se procedente, aplicar sanções a quem atua no comercio irregular de sementes. As denúncias e fiscalizações são apenas uma das formas de tentar barrar essa prática que vem se alastrando no Brasil nos últimos anos. Levantamento realizado pela Abrasem mostra que o rombo para todo o agronegócio alcança a cifra de R$2,5 bilhões todos os anos. No Paraná, a Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas – Apasem afirma que no Estado o prejuízo gira em torno de R$ 464,00 milhões.

Campanha - Para barrar a prática da pirataria da semente no campo, diferentes instituições e órgãos se juntaram para fazer frente ao comércio ilegal de sementes em território nacional. Nesta quinta-feira (07/02), durante o Show Rural Coopavel, a Abrasem e a Apasem, anunciaram uma campanha nacional contra a pirataria de sementes, que tem como slogan: “Semente Pirata Espanta a Produtividade”. Durante o lançamento, que também contou com lideranças do Mapa, Adapar e Polícia Rodoviária Federal, o presidente da Abrasem destacou a importância de se trabalhar em todas as frentes que possam inibir a prática.

Feijão - Uma das sementes que mais se observa a presença forte da pirataria é a do feijão. Na esfera nacional, estima-se que 55% deste produto seja plantado por meio de sementes ilegais. No Paraná esse número salta para 90%, segundo dados da Abrasem. O feijão, como tantas outras sementes, precisa de alta tecnologia para que se chegue a uma semente com melhor produtividade no campo. A Embrapa, por exemplo, lançou durante o Show Rural Coopavel 2019, o Feijão Carioca BRS FC104, a primeira cultivar superprecoce do mercado. Segundo a instituição, foram quase 12 anos de estudos e investimentos em pesquisa. Ao chegar até a lavoura, ela trará muitos benefícios para o produtor, contudo não está livre de, futuramente, vir a ser pirateada, tendo seu grão comercializado como ‘semente’. “Quem compra sementes ilegais está abrindo a porteira para inúmeros problemas que vão desde colocar em risco seu próprio plantio, bem como não contribuir para o desenvolvimento mais rápido de toda a cadeia do agronegócio, uma vez que a prática desestimula a realização de novas pesquisas”, explica o presidente da ABRASEM, José Américo.Para o inspetor da Polícia Rodoviária Federal – PRF, no Paraná, Marco Antônio Palhano, “ A Prática da pirataria como tantos outros crimes correlacionados entrarão na mira da corporação, que com dados cedidos pelas instituições vão ficar ainda mais atentas para fiscalizar cargas suspeitas de carregarem sementes ilegais em todo o Paraná”, afirmou. A instituição é uma das que apoiam a campanha contra a pirataria de sementes no Estado.

Orientação - A campanha nacional contra a pirataria de sementes leva o slogan “Semente Pirata Espanta a Produtividade” e traz para discussão o quanto a pirataria no campo é corrosiva e os riscos que corre o produtor que opta por adquirir sementes no mercado paralelo. “Nos anos anteriores, associações como Apasem (PR) e Apasul (RS) fizeram campanhas em seus estados e os resultados foram expressivos. Agora vamos tratar da pauta de forma integrada e em todo o Brasil. Os resultados deverão ser ainda mais expressivos”, destaca José Américo. Ao longo de 2018 as diferentes entidades brasileiras que representam o setor de sementes se uniram para discutir alternativas para barrar a prática da pirataria no campo. Entre as ações decidiu-se realizar a campanha de conscientização em âmbito nacional, uma vez que a problemática não se restringe a determinada região, mas é algo que atinge todos os estados.

Apoio - No Paraná, a campanha contra a pirataria de sementes é encabeçada pela Apasem e tem o apoio de grandes instituições ligadas ao agronegócio paranaense, entre elas o Sistema Ocepar, Sistema Faep, Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná, Sindicato Rural, além da Braspov. Também no Paraná, em 2019 a Polícia Rodoviária Federal (PRF) está entre as instituições apoiadoras. (Assessoria de Imprensa da Apasem)

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