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ECONOMIA: Para Copom, economia depende de incerteza menor com reformas

economia 12 02 2019A ata da primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) no governo Jair Bolsonaro, divulgada na manhã desta terça-feira (12/02), reforça avaliação de que o balanço de riscos do colegiado para a inflação segue pendendo para o lado negativo, apesar de uma redução recente nos riscos associados ao cenário externo.

Ociosidade - O Copom enfatizou o nível elevado de ociosidade na economia e afirmou de forma explícita que, após a atividade ter dado sinais de arrefecimento no quarto trimestre de 2018, a aceleração do ritmo da atividade econômica no país vai depender da diminuição de incertezas em relação às reformas econômicas, principalmente as fiscais.

Riscos - Os riscos desfavoráveis para a inflação associados a essas incertezas internas e também ao cenário global seguem sendo mais elevados do que os riscos benignos impostos pela ociosidade na economia, disse o Copom. A assimetria dos riscos diminuiu, mas persiste, foi o recado renovado na ata da reunião, que voltou a pregar a importância de "cautela, serenidade e perseverança" nas decisões de política monetária.

Selic - Na reunião da última semana, o Copom manteve a taxa básica de juros em 6,5% pela sétima vez, o que levará a Selic a completar, em março, um ano em seu menor patamar da história.

Detalhes - Ao comentar o cenário externo, o Copom deu mais detalhes sobre como está avaliando as perspectivas para a economia dos Estados Unidos. O colegiado discutiu dois cenários possíveis para sua evolução na reunião, com implicações opostas para o rumo da política monetária do Federal Reserve. Um dos cenários envolve risco de "desaceleração econômica relevante" e o outro pressupõe continuidade do vigor exibido pela economia norte-americana.

Conclusão - "Os membros do Copom concluíram que, ao menos até a definição de qual dos cenários é o mais provável, os riscos associados à normalização da política monetária nos EUA se reduziram", afirmou a ata.

Economia global - O colegiado também chamou atenção para o risco maior de desaceleração da economia global, com o arrefecimento de algumas economias relevantes, e destacou que incertezas associadas à continuidade da expansão do comércio internacional e ao Brexit podem contribuir para esse processo.

Flexibilidade - Sem cravar indicações sobre seus próximos passos, o Copom reforçou que, na atual conjuntura, considera importante ter flexibilidade para conduzir a política monetária. Também entende que a conjuntura prescreve uma política monetária estimulativa, ou seja, com taxas abaixo da taxa de juros estrutural.

Última - Essa deve ter sido a última ata do Copom redigida sob o comando de Ilan Goldfajn. O colegiado volta a se reunir em 19 e 20 de março, quando a expectativa é que o economista Roberto Campos Neto, nomeado para suceder Ilan, já tenha assumido o cargo após ser sabatinado no Senado Federal. (Valor Econômico)

 

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