Início Sistema Ocepar Comunicação Informe Paraná Cooperativo Últimas Notícias LEITE: Sul produz mais que Argentina

 

 

cabecalho informe

LEITE: Sul produz mais que Argentina

 

leite 14 03 2019O sul do Brasil produz mais leite do que a Argentina. A produção dessa região duplicou de 2000 para cá e o leite tornou-se uma atividade essencial na maioria dos estabelecimentos rurais. É possível reeditar esse crescimento? Esse tema estará em debate no Interleite Sul 2019 – programado para os dias 8 e 9 de maio, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nês, em Chapecó (SC) – considerado o mais qualificado e respeitado seminário técnico e mercadológico do setor, no Brasil.

 

Expansão - De 2000 a 2017, o Sul do Brasil teve um crescimento fenomenal, tornando-se a maior região produtora, passando o Sudeste, que tem em Minas Gerais o maior Estado produtor de leite do País. O Sul cresceu a uma média de 6% ao ano, contra 3,2% do Brasil. Retirando o Sul, as demais regiões cresceram apenas 2,2% ao ano. O Sul, portanto, não só cresceu quase 3 vezes mais do que o restante do Brasil, como foi responsável por quase 52% do acréscimo da produção do País no período.

 

Argentina - Comparado com a Argentina, os dados são igualmente impressionantes. De 2000 a 2017, a Argentina cresceu apenas 303 milhões de litros, ao passo que o Sul acrescentou mais de 7 bilhões de litros, ou 23 vezes mais. Hoje, o Sul produz 12 bilhões de litros/ano, contra 10,1 bilhões da Argentina. No ano 2000, a Argentina produzia quase a mesma coisa – 9,8 bilhões – ao passo que o Sul produzia somente 4,9 bilhões. 

 

Pergunta - “O Sul é a nova Argentina, exportando seu leite para o restante do País”, observa o CEO da AgriPoint Marcelo Pereira de Carvalho. “A pergunta que fica, porém, é até que ponto esse sucesso será continuado. É possível manter taxa semelhante de crescimento para os próximos anos? Esta é a pergunta de fundo do Interleite Sul 2019”.

 

Razões - São várias as razões para esse fenômeno, como a base genética construída ao longo dos anos; a estrutura fundiária baseada em pequenas propriedades; a tradição com produção animal, vinda da avicultura e suinocultura integradas; as questões culturais e forte ligação com a atividade; a presença de cooperativas e a organização social da região. Enquanto o crescimento nas demais regiões é muito mais fruto do empreendedorismo individual, no Sul o avanço é realmente coletivo.

 

Espaço - “Há espaço para crescimento, mas não sem desafios. O primeiro deles é a sucessão familiar. Propriedades pequenas evidentemente tem um limite, ainda que muito bem exploradas. Outro ponto relacionado à sucessão familiar é o investimento em automação. Já são quase uma centena de robôs instalados no País, a maioria no Sul. A ordenha robótica permite melhor qualidade de vida, contribui para a questão da falta de mão de obra e para o interesse dos herdeiros em permanecer, mas também incorre em comprometimentos financeiros. Não é uma solução para todos. A estruturação de condomínios de produção e projetos iniciais de integração sugerem que o crescimento pode vir de novas formas de associação e de otimização de custos”, afirma Carvalho. 

 

Programa e inscrição - Os principais painéis do Interleite Sul 2019 abordarão os temas Economia e Mercado; Estratégias de Negócio para Viabilizar o Produtor de Leite Familiar; Obtendo o Máximo da Produção de Silagem; Otimizando o Investimento na Propriedade Leiteira Para Ganhar Dinheiro; Conforto e Bem-Estar Animal e Um Olhar Sobre o Novo. Também estarão em pauta temas como automação e robótica, terceirização de atividades, otimização de investimentos. 

 

Programação e inscrições - Através do site Interleite Sul, é possível conferir a programação e garantir a inscrição. Basta acessar http://www.interleite.com.br/sul/. O segundo lote de inscrições é válido até o dia 20 de abril e traz preço exclusivo com 20% de desconto: estudantes pagam R$ 200 reais e profissionais, R$ 312. (Assessoria de Imprensa)

 

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to LinkedIn

Últimas Notícias