INTERNACIONAL: CE alerta para queda mais forte da economia com tensão EUA-China

 

internacional 11 07 2019A Comissão Europeia disse nesta quarta-feira (10/07) que mais elevações das tarifas comerciais dos EUA e da China podem fragilizar a confiança do investidor e os mercados financeiros globais e reviu para baixo as suas previsões para o crescimento econômico para 2020.

 

Relatório trimestral - No seu relatório trimestral divulgado nesta quarta-feira, a Comissão Europeia (CE) informou que espera agora que o crescimento na área do euro seja de 1,4% no próximo ano, de 1,5% anterior. A comissão deixou inalterada a previsão para este ano de 1,2%, que marca um abrandamento acentuado face à taxa de expansão de 1,9% de 2018.

 

Alerta - No entanto, a comissão alertou que o crescimento pode ser ainda mais lento em ambos os anos, se os EUA e a China impuserem tarifas mais elevadas sobre os bens que circulam entre ambos os países. O braço executivo da UE disse que o aumento das tensões entre as duas maiores economias do mundo levou a uma queda da atividade do comércio e da indústria, que pressionou o crescimento da zona do euro desde o início de 2018.

 

Tensões - "Qualquer aumento das tensões comerciais e uma elevação da incerteza política pode prolongar o atual esfriamento do comércio e indústria globais, despertando uma mudança acentuada do sentimento de risco global e uma rápida restrição das condições financeiras globais", disse a CE.

 

Desemprego - A comissão disse que a diminuição do desemprego ajudou a dar suporte ao crescimento, mas alertou que uma queda prolongada da indústria pode se espalhar para o resto da economia. "A resiliência das nossas economias está sendo testada pela persistente fragilidade industrial que advém das tensões comerciais e da incerteza política", disse Valdis Dombrovskis, vice-presidente da comissão.

 

2020 - A CE reviu em baixa as previsões do crescimento para 2020 tanto para a Alemanha como para França, ao mesmo tempo que reviu em alta a da Espanha para 2019, deixando as previsões para Itália inalteradas. Também reviu em baixa as projeções de inflação para este ano e para o próximo, vendo agora os preços ao consumidor a 1,3% em cada um dos anos. Isso deixará a inflação bastante abaixo do alvo do Banco Central Europeu (BCE) de ligeiramente abaixo de 2%. O BCE disse que poderá cortar a taxa de juros ou retomar as compras de ativos, se os preços

continuarem longe do objetivo da autoridade monetária. (Valor Econômico)

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