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FÓRUM DE AGRICULTURA II: América do Sul assume protagonismo com cenário desfavorável para safra de grãos nos EUA

forum agricultura II 06 09 2019Em um ano de guerras comerciais e problemas climáticos nos Estados Unidos, a América do Sul, impulsionada pelo Brasil, assume liderança nas exportações mundiais de soja. Neste mercado, a China é quem demanda as maiores importações. A expectativa é que, nos próximos anos, haja rápido crescimento do consumo global de commodities agrícolas devido à melhoria de renda que deverá manter aquecida, também, a necessidade de produtos de alto valor, como as proteínas de aves e suínos. O assunto foi tema de debate do 7º Fórum de Agricultura da América do Sul, que acontece nesta quinta e sexta-feira (05 e 06/09), em Curitiba (PR).

Painel - No painel “Oferta e Demanda”, a especialista em Brasil e Mercosul do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Constanza Valdez, reforçou o quanto o cenário é positivo para os sul-americanos. “Tudo isso traz vantagens para Brasil, especialmente, e também para a Argentina”, disse. Constanza, entretanto, alertou sobre as incertezas do mercado, entre elas o grau de recuperação sul-americana, os custos de produção, as mudanças cambiais, as mudanças em políticas importadoras e exportadoras, políticas e lucratividade dos biocombustíveis e as decisões que os países farão quanto a isso. Participaram do debate também a analista da Argentina, Paulina Lescano, e o representante da FC Stone Brasil, Étore Baroni.

Dados recentes - Sobre o assunto, o economista do USDA, Warren Preston, apresentou recentes dados da entidade sobre a safra e informações de políticas domésticas do departamento para auxiliar os produtores a superarem esses desafios. Segundo o especialista, este cenário irá resultar em uma quebra de safra. “Nossas políticas domésticas estão sendo feitas com o objetivo de que os agricultores possam mitigar esses riscos naturais e de comércio”, afirmou Preston. O economista ainda reforçou a importância de compartilhar as informações com o agronegócio brasileiro, já que ambos têm oportunidades e desafios semelhantes na agricultura.

Alternativas necessárias - Para o Brasil atender ao crescimento de demanda de exportações agro e se manter competitivo no mercado, sua logística precisa ser reestruturada, defenderam especialistas no evento. O coordenador do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz, ressaltou a importância de reduzir os custos do frete nas rodovias e de finalizar obras já iniciadas. “Esse é nosso papel e assim buscar melhorias nas ferrovias, aproveitando os rios transformando-os em hidrovias e aproveitando os nossos portos”, reforçou.

Adequação - O diretor-presidente do Porto de Paranaguá, Luiz Fernando Garcia, ressalta que a maior missão do porto, atualmente, para atender a essas mudanças nos perfis de exportações brasileiros, é adequar a capacidade de recepção ferroviária. “Temos a obrigação de estruturar o sistema de ferrovias para, assim, aumentar a capacidade. Estamos estudando juntos aos terminais, para que seja possível esquematizar qual a opção mais adequada”, finaliza. O painel foi mediado pelo chefe de gabinete da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), João Arthur Mohr.

Outras alternativas - Outras alternativas que precisam ser discutidas são as relacionadas à energia. Entre as técnicas que podem ser utilizadas está a implementação do sistema fotovoltaico nos campos e empresas. O debate aconteceu no painel “Geração Sustentável – A fronteira do conhecimento na energia fotovoltaica”. Para o conselheiro regional do Centro-Oeste e Distrito Federal da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, Rodrigo Pedroso, o sistema possui grande chances na aplicação agrícola. “O produtor pode usar a energia para bombear abastecimento, irrigação, além da própria energia utilizada na sede da fazenda ou em hortas”, detalhou Pedroso.

Realidade - Esse cenário já é uma realidade em países como a Alemanha. No país europeu, 60% dos produtores já possuem uma instalação fotovoltaica em seus negócios. Para o diretor da Solar Cluster Baden-Württemberg, Franz Pöter, a expansão da energia solar desde os anos 2000, acelerou a sua regulamentação e possibilitou que mais pessoas invistam nesse tipo de fonte sustentável. A palestra foi mediada pelo coordenador do Departamento de Direito Público da Andersen Ballão Advocacia, Rafael Filippin.

Programação - O 7º Fórum de Agricultura da América do Sul continua nesta sexta-feira (06/09). O segundo dia de evento é dedicado a debater temas como o Acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), produção familiar, agroinovação e Integração Lavoura Pecuária Floresta. Ainda fazem parte da programação a etapa final do Desafio Agritech, em que será conhecida a start up escolhida pelo público com a melhor solução para o agronegócio, e a apresentação do Plano de Investimento das Cooperativas paranaenses, que contará com a presença do governado do Paraná, Ratinho Júnior.

Sobre o Fórum de Agricultura da América do Sul - 7º Fórum de Agricultura da América do Sul (Agricultural Outlook Forum South America 2019). O projeto piloto do Fórum foi realizado em 2013 e levou para Foz do Iguaçu (PR) mais de 500 inscritos para discutir os desafios e oportunidades do agronegócio global a partir da realidade sul-americana. Desde então, o evento reúne anualmente especialistas e participantes de todo o mundo, trazendo à pauta assuntos como inovação e sustentabilidade, desenvolvimento urbano pela economia rural e sucessão no campo. Em 2019, o evento tem como tema “Da Produção ao Mercado – Global e Sustentável”. Realizado pelo Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo (AgroGP), o evento tem parceria/apoio dos Sistema Ocepar e OCB, Prefeitura de Curitiba, Sistema Confea-Crea, Sistema Fiep, CME Group, Sanepar, Copel e Conselho Agropecuário do Sul (CAS). (Assessoria de Imprensa do evento)

 

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