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SANIDADE: Ocepar convoca cooperativas para participar de cerimônia que visa a retirada da vacina contra a febre aftosa no PR

 

sanidade 11 10 2019Na próxima terça-feira, dia 15 de outubro, as 11 horas, acontecerá no Palácio Iguaçu, sede do governo do Estado, em Curitiba, cerimônia de assinatura da Instrução Normativa (IN) que proíbe a comercialização, distribuição e uso da vacina contra a febre aftosa no Paraná. Esse é o primeiro passo do processo que visa retirar a vacinação contra a doença do rebanho paranaense de bovinos e bubalinos. “Esta é uma conquista importante que trará ganhos para o setor e precisamos comparecer para dar apoio a esta importante iniciativa do governo federal e do Paraná”, frisou José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar. Ele participará do evento ao lado de lideranças cooperativistas, do governador Ratinho Júnior e da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que virá especialmente para este momento histórico.

 

Benefícios -  A medida reforça o trabalho para que o Paraná obtenha o reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação junto à OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) em 2021; antecipando em 2 anos, em relação ao Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa – PNEFA, do MAPA. Ter o reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação é o reconhecimento de um serviço veterinário de excelente qualidade. Parar de gastar dinheiro para vacinar contra uma doença que não existe mais; continuar vacinando os rebanhos, além de prejudicar a conquista de novos mercados representa um custo ao produtor rural da ordem de R$ 30 milhões anuais com a aquisição das vacinas. Separação do Paraná dos demais blocos formados por 25 Estados considerados como área livre com vacinação, vai proteger contra a eventual reintrodução da enfermidade e da consequente perda de status, em algum dos outros estados. As três principais cadeias de proteína animal (ave, suíno e bovino) têm um peso significativo na socioeconomia do Paraná. Em 2018, o Valor Bruto de Produção (VBP) do frango atingiu R$ 14,43 bilhões, valor que representa 16,1% do faturamento da produção agropecuária paranaense, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural - Deral, da Seab/PR. No mesmo ano, a suinocultura contabilizou R$ 3,57 bilhões, enquanto a bovinocultura outros R$ 3,79 bilhões, ambas as cadeias com cerca de 4% de participação no Valor Bruto da Produção agropecuária. Com o reconhecimento de Área Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação, esses valores tendem a aumentar significativamente, com o acesso a mercados que pagam mais. Ampliação do comércio mundial de carnes produzidas pelo Paraná, pelo acesso aos mercados que não importam de quem vacina; esse novo status sanitário colocará o Paraná ao lado dos principais países exportadores de alimentos, além de simplificar os requisitos de obtenção de certificado sanitário e licenças de exportação junto aos principais mercados compradores.

 

Avanços - O novo status sanitário permitirá ao Paraná dobrar as exportações de carne suína, das atuais 107 mil toneladas para 200 mil toneladas por ano. Este cenário é previsto se o Paraná conquistar apenas 2% do mercado potencial, liderado por Japão, México e Coreia do Sul, que pagam mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária, e representam 64% do comércio mundial de carne suína, que não é acessado por conta da vacinação. Os principais mercados da carne bovina atualmente são China, Hong Kong, e Rússia, mercados que remuneram menos a tonelada exportada. Como o novo status, a carne bovina vai poder acessar mercados como Japão, Coreia do Sul, México, além de ampliar participação no mercado Europeu, importantes mercados no cenário mundial e que remuneram melhor. A nova condição sanitária também trará maior sustentação para a evolução da cadeia produtiva de leite e derivados, uma vez que a nova realidade sanitária vai proporcionar um maior reconhecimento da qualidade, abrindo assim oportunidades para a comercialização de leite em pó, queijos e demais derivados, movimentado este importante setor.

 

Setor pecuário - As principais vantagens para o setor pecuário com área livre sem vacinação são: Expansão do mercado interno e externo; melhoraria da competitividade dos negócios; Melhor visibilidade das marcas nacionais; Melhora nos negócios em todas as cadeias produtivas; movimentação econômica; Sustentabilidade das cadeias e maior retorno com investimento na indústria e campo; Geração de empregos diretos (estimados entre 8 - 12 mil em 10 anos).

 

 

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